Que estratégia, arte ou acontecimento cósmico faz com que uma entrevista de emprego resulte numa proposta concreta? É a pergunta de milhões.
A entrevista pode ser um dos momentos mais desafiantes num processo de recrutamento — especialmente para quem acabou de sair da universidade e está à procura do primeiro emprego. A falta de experiência profissional, ou simplesmente a pouca prática nestas “andanças”, pode aumentar a insegurança. A pressão para “parecer o candidato certo”, a ansiedade com “o que é que o recrutador me vai perguntar” e o medo de não dar “a resposta certa” têm peso.
Então, esta é a primeira ideia que quero desmistificar desde já: uma entrevista não é — ou não deve ser — um interrogatório, onde um candidato ensaia e recita as suas melhores respostas. Uma entrevista de emprego deve ser uma conversa entre duas pessoas que procuram saber se podem construir algo juntas. Ora, como qualquer boa conversa, uma entrevista deve fazer-se de escuta, partilha e perguntas.
Sim, um candidato deve fazer perguntas durante uma entrevista.
Uma entrevista de emprego não é um interrogatório, é uma conversa. Façam perguntas.
Colocar questões — no fundo, ser curioso — é uma das formas mais eficazes de mostrar interesse genuíno e vontade de fazer parte de uma equipa ou projeto. Um exemplo: “Referiu que a vossa equipa está a crescer. Quais têm sido os maiores desafios nesta fase?”. Perguntas como esta, que têm como ponto de partida um detalhe dado pelo entrevistador, permitem ao candidato posicionar-se como alguém com capacidade para escutar ativamente e com intenção.
Há ainda um momento-chave para colocar questões: o final da entrevista. Perguntar sobre os próximos passos demonstra interesse pelo processo. E, no caso de não ser selecionado, é importante pedir feedback – perguntar o que poderia ter sido feito de forma diferente. Esta informação permite melhorar na entrevista seguinte.
Numa entrevista de emprego, mais do que estar pronto para responder, vá preparado para perguntar. Saber escutar e ser curioso são competências de comunicação valiosas — e que fazem a diferença no mundo do trabalho.
Mais uma estratégia fit que faz a diferença
A comunicação é uma habilidade — e, como qualquer habilidade, desenvolve-se com as ferramentas certas e, acima de tudo, com treino e persistência.
Na Carla Rocha Comunicação, desenvolvemos recentemente um curso online com estratégias de comunicação — verbal e não verbal, de escrita e imagem — para ajudar quem está a dar os primeiros passos no mercado de trabalho a comunicar o seu valor com clareza, autenticidade e intencionalidade.
Por vezes, a (ainda) tímida experiência profissional pode gerar dúvidas sobre como se apresentar numa entrevista ou elaborar uma carta de motivação que se destaque. Mas a verdade é esta: quem está à procura do primeiro emprego já tem uma história para contar – as experiências pessoais e académicas enriquecem essa história. Atividades extracurriculares, desporto ou voluntariado revelam competências que as empresas valorizam, como capacidade de trabalho em equipa, criatividade e espírito de iniciativa.
Uma das estratégias práticas que partilhamos no curso online Entrevistas que dão emprego é esta: antes da entrevista, analise bem o descritivo da função a que se candidata e identifique três competências-chave. Depois, prepare exemplos que demonstrem essas competências. Por exemplo: “Notei que valorizam o espírito de equipa. Durante a universidade, fui capitão da equipa de basquetebol. Aprendemos a apoiar-nos uns aos outros em momentos de pressão”. Mostre — de forma concreta — que as suas competências fazem fit com as necessidades da empresa.
Estas e outras estratégias de comunicação estão disponíveis no curso online Entrevistas que dão emprego, que conta também com dicas de especialistas em recrutamento — que conhecem o processo melhor do que ninguém.

