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	<title>Arquivo de Telemóvel - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de Telemóvel - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>A ameaça do telemóvel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[Telefone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O telemóvel chegou de mansinho às nossas vidas, teoricamente para podermos fazer e receber chamadas telefónicas em qualquer lado, sem estarmos dependentes de uma rede fixa. Trazia um bónus que era podermos enviar e receber mensagens. Até aqui tudo bem. O que se passou com o andar do tempo é que este aparelho foi ganhando cada vez mais funcionalidades e capacidades, que foram roubando tempo da nossa vida.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-ameaca-do-telemovel/">A ameaça do telemóvel</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resolvi escrever sobre este objecto, que todos temos e do qual nenhum de nós prescinde, por estar verdadeiramente preocupada. O telemóvel chegou de mansinho às nossas vidas, teoricamente para podermos fazer e receber chamadas telefónicas em qualquer lado, sem estarmos dependentes de uma rede fixa. Trazia um bónus que era podermos enviar e receber mensagens. Até aqui tudo bem. O que se passou com o andar do tempo é que este aparelho foi ganhando cada vez mais funcionalidades e capacidades, que foram roubando tempo da nossa vida.</strong></p>



<p>Se por um lado conseguimos apurar em segundos, as informações que precisamos e com isto ganhamos tempo em ações, decisões, trabalhos, trajetos e um mundo de outras coisas, por outro, fomo-nos tornando dependentes do telemóvel, até em situações de que não precisamos. E é aí que surge a ameaça.&nbsp;</p>



<p>Por exemplo, porque é que à mesa do restaurante, quando estamos com a família, os amigos ou o namorado, temos de guardar lugar também para o telemóvel? Se repararem, é raro encontrar num restaurante, elementos a uma mesa, que não estejam ao telefone. Às vezes são mesas de 10 pessoas e as 10 estão ao telefone. Pergunto então, porque vieram jantar juntas? O melhor era terem ficado em casa, a jantar apenas com os seus. No mínimo, poupavam dinheiro.&nbsp;</p>



<p>Jantares românticos com as duas pessoas ao telefone, simplesmente a fazer <em>scroll </em>e a bisbilhotar as redes sociais, também é uma moda. De novo, pergunto: porque é que foram jantar fora? Se a ideia era jantar a dois, assumam que jantaram a três.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É que enquanto se está entretido com o telefone, não conversamos com o outro, não partilhamos o que sentimos ou pensamos, nem damos hipótese ao outro de o fazer.&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>O esperar sem fazer nada é hoje algo absolutamente inadmissível. </strong>Enquanto se&nbsp; está na fila do supermercado, aproveita-se para mergulhar no telefone, mesmo sem objetivo algum. Enquanto se vai passear o cão, passa-se o tempo todo de olhos em baixo, deixando de interagir com ele e fazendo daqueles minutos, apenas o cumprir de uma tarefa sem qualquer emoção ou afetividade. O mesmo se passa quando se leva os filhos ao parque e em vez de os observar nas suas novas conquistas, opta-se por ficar a navegar no telefone, esquecendo-se que o tempo não volta para trás e os filhos não voltarão a ser pequenos. Muitas vezes ouvimos as crianças desesperadas, a chamar pelos pais: <em>“Olha aqui!! Olha!!! Mãe!!! Pai!!”</em>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A minha esperança é que aquilo que vejo fora de casa, não aconteça dentro de casa.&nbsp;</strong></h2>



<p>Que estas pessoas tenham a capacidade de deixar os telefones na entrada da casa, em silêncio e os espreitem só quando os miúdos já estão na cama, para terem direito a um tempo só deles e dos pais. E no caso dos casais, não deixarem que o telemóvel ocupe em casa o tempo da conversa, da partilha, do ouvir e sentir o outro.&nbsp;</p>



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<p>Eu sou bastante chata com este tema. Em minha casa não há telemóveis à mesa nem onde estamos a fazer a refeição, para não sermos incomodados. Se estamos a ver um filme ou a fazer uma actividade juntos, estamos a ver um filme ou a fazer essa atividade. Ponto. Não há telefones pelo meio. Recuso-me a conversar enquanto fazem uso do telefone. Se estou a falar, gosto que olhem para mim e assegurem que me estão a ouvir.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O telemóvel tornou-se uma adição.&nbsp;</strong></h2>



<p>Em muitas famílias o telemóvel é uma adição e afetou brutalmente a capacidade de comunicarem e fazerem coisas juntas. <strong>Se isto não é uma ameaça à forma como nos relacionarmos e vivemos, então é o quê?</strong></p>



<p class="has-small-font-size">Nota: Fotografia por <a href="https://www.instagram.com/fuifotografar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Verónica Silva</a>&nbsp;</p>



<p></div>
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