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	<title>Arquivo de suicídio - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de suicídio - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Depressão e suicídio na infância e na adolescência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniela Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A depressão e a ansiedade duplicaram nas crianças e nos adolescentes devido ao isolamento social causado pela pandemia. Assim como o sedentarismo, a obesidade e os comportamentos aditivos (com especial destaque as redes sociais e os videojogos). É, por isso, muito importante estarmos atentos aos sinais que as crianças e os adolescentes nos dão diariamente.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/depressao-e-suicidio-na-infancia-e-na-adolescencia/">Depressão e suicídio na infância e na adolescência</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A depressão e a ansiedade duplicaram nas crianças e nos adolescentes devido ao isolamento social causado pela pandemia. Assim como o sedentarismo, a obesidade e os comportamentos aditivos (com especial destaque as redes sociais e os videojogos). É, por isso, muito importante estarmos atentos aos sinais que as crianças e os adolescentes nos dão diariamente.</strong></p>



<p>A depressão é causada por sentimentos de descrença e de falta de esperança em algo ou alguém. Estes sentimentos limitam a capacidade que a criança ou jovem tem em pensar e encontrar soluções alternativas para um determinado problema e/ou situação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sinais aos quais devemos estar atentos:&nbsp;</strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-1024x1024.jpg" alt="sinais depressão" class="wp-image-17622" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-1024x1024.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-300x300.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-150x150.jpg 150w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-768x769.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-460x460.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-100x100.jpg 100w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-160x160.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-320x320.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-480x480.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-640x641.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1-960x961.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/05/Quadro1.jpg 1061w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Tristeza e perda de esperança</strong></h3>



<p>A tristeza corrói-nos por dentro assim como a desilusão (de algo ou de alguém). Por vezes a tristeza, sendo ela tão profunda, faz com que a pessoa desacredite nela e nos outros. Perde a esperança de que a sua situação melhore, que a pessoa que perdeu volte para ela, que seja perdoada por isto ou aquilo, que a pessoa que tanto gosta e está doente melhore, etc…</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Irritabilidade e agressividade</strong></h3>



<p>A irritabilidade e a agressividade andam de mãos dadas com a pessoa que sofre de depressão. Como a pessoa não tem a capacidade de agir de forma a encontrar solução para o seu problema, irrita-se mais facilmente e torna-se agressiva (nos atos e nas palavras) por se sentir frustrada em não conseguir reverter a situação na qual se encontra.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Isolamento</strong></h3>



<p>A criança e jovem que sofre de depressão tem tendência a afastar-se dos seus familiares e amigos. Fecha-se numa concha e não demonstra o seu verdadeiro estado de alma. Este isolamento faz com que a pessoa evite o contacto com os outros e, por isso, dificulta uma boa comunicação, apoio e aconselhamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Choro fácil e frequente</strong></h3>



<p>O estado depressivo é de tal ordem que basta a pessoa ouvir o seu próprio nome e as lágrimas caem-lhe pelo rosto. A emotividade e a sensibilidade estão descontroladas e andam também de mãos dadas com a pessoa que sofre de depressão. Este choro é uma consequência de várias emoções.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Insucesso escolar</strong></h3>



<p>A desmotivação por não ter os melhores resultados, por não perceber a matéria, por não se identificar com aquele professor e/ou colega de carteira, por ter dificuldade em estudar a partir de casa, por não gostar mesmo daquela matéria, por sentir falta de atividades práticas e em grupos pode levar a um estado depressivo. É importante não exigir mais do que a criança e adolescente consegue dar. É fundamental prestar apoio e decidir juntamente com o aluno qual o caminho a seguir para inverter a situação e ganhar motivação pelos estudos e pela escola.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Fadiga e falta de energia</strong></h3>



<p>É normal que a criança e adolescente, estando num quadro depressivo, tenha falta de energia e se sinta constantemente cansado/a. Isto porque, quando se está triste, quando se está mais em baixo, tem-se menos apetite e por conseguinte alimenta-se mal. Por outro lado, também existem alterações no sono que vão deixar a pessoa mais cansada quando acorda do que quando se deitou.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Agitação</strong></h3>



<p>O facto de não sabermos o que fazer para resolver o nosso <a href="https://www.facebook.com/socialeducatorsconsultancy/posts/468065018385678" target="_blank" rel="noreferrer noopener">problema</a>, sair de um quadro depressivo, ter motivação para agir e fazer acontecer o que gostaríamos que acontecesse, provoca uma certa dose de ansiedade e de agitação. A mente do ser humano só sossega quando tem as coisas controladas e a pessoa vive em paz com as situações e/ou desafios que lhe vão aparecendo diariamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Perda de interesse nas atividades</strong></h3>



<p>Se a criança e adolescente evita estar com familiares e amigos, é normal que também perca todo o interesse em fazer as atividades que até então gostava de fazer. A mente está voltada para o problema e não para a festa que vai haver logo à noite em casa da Maria ou do Manuel. É, por isso, fundamental que os <a href="https://simplyflow.pt/as-melhores-estrategias-para-uma-parentalidade-positiva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pais</a> incentivem os seus filhos a conviverem com os seus amigos, convidando os amigos dos filhos a virem até lá a casa.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Mudanças no sono e na alimentação</strong></h3>



<p>Como referido anteriormente, o sono e a alimentação sofrem alterações quando a pessoa se encontra com uma situação de depressão. Na verdade, não é só o sono e a alimentação que sofrem alterações, o próprio aspecto físico também sofre. Pois a pessoa perde a vontade de se vestir, de se cuidar e até em alguns casos de fazer a sua prática de higiene pessoal diariamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Dores e mau estar físico inexplicáveis</strong></h3>



<p>O desconforto é de tal ordem que o corpo sofre com as consequências provocadas pela privação do sono e por uma alimentação desequilibrada. O corpo dá-nos sempre sinais de como está a nossa mente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Sentimento de culpa e de inutilidade</strong></h3>



<p>A depressão leva uma pessoa a sentir que não tem aptidão para fazer nada, que não é suficientemente boa para merecer algo (um objecto, um trabalho, um amor) e que a culpa de isto ou aquilo acontecer foi sua. Enquanto não trabalhar este estado de alma, a culpa, a pessoa não consegue sair deste quadro depressivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Dificuldade de concentração</strong></h3>



<p>Uma pessoa com depressão não consegue concentrar-se no óbvio e ter a destreza de encontrar as soluções para os seus problemas, caso contrário não estaria a viver uma situação de depressão. Perde-se a concentração, a motivação e o foco no que é realmente importante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Pensamentos sobre morte e suicídio</strong></h3>



<p>Passa pela cabeça da pessoa que se morrer fica o assunto resolvido, que não provoca mais sofrimento aos outros, nem atrapalha mais a vida a ninguém.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Todos estes pensamentos são legítimos, mas é aí que todo o alerta deve ser acionado.</strong></h2>



<p><strong>Mas, como?</strong></p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-oGuJc' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Primeiramente saiba que, <strong>o suicídio é a segunda maior causa de morte na adolescência</strong>, sendo que a primeira são os acidentes rodoviários.</p>



<p>Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que <strong>o suicídio infojuvenil acontece depois da puberdade, entre os 15 e os 19 anos de idade.</strong></p>



<p>E quais são os<strong> fatores</strong> que levam uma criança ou adolescente a colocar um ponto final na sua curta, mas marcante história de vida?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Falta de comunicação com os pais e amigos;</li><li>Relacionamento familiar conflituoso;</li><li>Insucesso escolar e stress académico;</li><li>Morte de um familiar ou amigo próximo;</li><li>o fim de uma relação amorosa;</li><li>Mudança de casa, escola, cidade, país e, em alguns casos, de estrutura familiar (adoção e famílias de acolhimento);</li><li>Bullying e humilhação;</li><li>Rejeição social devido à orientação sexual, etnia, religião, etc.;</li><li>Doenças mentais e doenças físicas;</li><li>Falta de propósito e de objectivos de vida;</li><li>Angústia, frustração, depressão e raiva.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como podemos ajudar a evitar uma depressão ou um desfecho tão trágico, como o suicídio?</strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Ter atenção</strong> aos sinais de depressão;</li><li><strong>Ser compreensiva/o</strong> e ouvir apenas (sem julgamentos) o que o seu filho tem para lhe contar. De forma alguma, lhe diga o que deve ou não fazer, apenas o faça sentir-se ouvido e entendido por si;</li><li><strong>Encorajar o seu filho a conviver mais com os amigos</strong>. É importante não estarem isolados dos amigos e fazerem atividades juntos;</li><li>Garanta uma <strong>alimentação saudável </strong>e a prática de<strong> exercício físico</strong> (mesmo que seja em casa). Por exemplo: peça para ele ser o seu personal trainer, assim garante que ele está a fazer algo bom para ele;</li><li><strong>Consulte um pedopsiquiatra para uma melhor recomendação</strong>. Cada caso é um caso e deve ser entendido de forma cuidada, única e especial.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Contactos para ter sempre à mão:&nbsp;</strong></h2>



<p>Partilho aqui também alguns <strong>contactos de instituições de apoio </strong>que podem ser úteis a qualquer um de nós e que deve ficar registado, para além da agenda telefónica do telemóvel, num lugar visível e acessível a todos os membros da sua família.</p>



<p>Partilhe toda esta informação com os seus familiares e amigos, porque quem vê caras não vê corações, e esta situação pode estar a ser vivida nas mesmas quatro paredes que você, ou ao virar da esquina.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>SOS VOZ AMIGA</strong> (número gratuito), entre as 16h e as 24h – 213 544 545</li><li><strong>CONVERSA AMIGA</strong> (número gratuito), entre as 15h e as 22h – 808 237 327 e 210 027 159</li><li><strong>SOS ESTUDANTE</strong>, entre as 20h e as 01h – 239 484 020</li><li><strong>TELEFONE DA ESPERANÇA</strong>, entre as 20h e as 23h – 222 080 707</li><li><strong>TELEFONE DA AMIZADE</strong>, entre as 16h e as 23h – 228 323 535</li></ul>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-oGuJc' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<item>
		<title>O demónio do meio dia.</title>
		<link>https://simplyflow.pt/depressao-o-demonio-do-meio-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 14:01:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Caetano]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pesquisa no Google com a frase “como identificar os sinais de depressão” devolve 5800 resultados em 50 segundos. É um tema bastante procurado, expressando o que muitos vivem em silêncio, envergonhados do seu estado de espírito e confundindo frequentemente os sinais de depressão com preguiça, fraqueza e até cobardia.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/depressao-o-demonio-do-meio-dia/">O demónio do meio dia.</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma pesquisa no Google (em português e inglês) com a frase “como identificar os sinais de depressão” devolve 5800 resultados em 50 segundos. É um tema bastante procurado, expressando o que muitos vivem em silêncio, envergonhados do seu estado de espírito e confundindo frequentemente os sinais de depressão com preguiça, fraqueza e até cobardia. As estatísticas sobre a depressão são elucidativas.</strong></p>



<p>Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 12% das doenças em todo o mundo são do foro mental, valor que sobe para os 23% nos países desenvolvidos, sendo que todos os anos cerca de um milhão de pessoas comete suicídio &#8211; número que ultrapassa a soma das mortes por homicídio e resultantes de cenários de guerra.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A depressão em Portugal</strong></h2>



<p>Quando falamos da depressão em Portugal descobrimos que <strong>somos um país com uma considerável prevalência de perturbações psiquiátricas em geral e de perturbações de humor em particular</strong>. Portugal é o país da Europa com a taxa de depressão mais elevada e o segundo no mundo, só ultrapassado pelos Estados Unidos da América (EUA).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O suicídio é uma perigosa consequência da depressão.&nbsp;</strong></h2>



<p>Uma perigosa consequência da depressão grave é o suicídio &#8211; aproximadamente em 70% dos casos, percentagem aferida no período pré-pandemia COVID-19. Em plena pandemia, os serviços de saúde mental de vários Estados relatam um aumento exponencial de perturbações mentais, principalmente das referentes à ansiedade e depressão.</p>



<p>Contudo, o tratamento da depressão tem uma taxa de sucesso de 70% a 80%&#8230;. Por conseguinte&#8230;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque é que tantas pessoas cometem suicídio?&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Uma das principais causas reside no longo período de tempo que pessoas em estado depressivo levam a pedir ajuda</strong> &#8211; que, em Portugal, ronda em média 4 anos após o aparecimento dos primeiros sinais de depressão. Quando, finalmente, é solicitado um pedido de ajuda (normalmente ao médico de família), às vezes já estão tão cansadas que não aguentam mais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é sofrer de depressão?&nbsp;</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-Ck9ya' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Andrew Solomon descreve de forma poética e, simultaneamente, angustiante o que é sofrer de depressão. Numa palestra que conjuga a sua história de vida com o que descobriu numa investigação sobre estados depressivos, identificou um texto da idade média que discorria sobre o Demónio do Meio-Dia, segundo o qual toda a alma sucumbia a uma dor intensa mesmo perante a luz, apesar de não haver nenhum ferimento físico identificável.</p>



<p><strong>A depressão é a expressão máxima da falta contínua de vitalidade</strong>, como se vivêssemos em permanente estado febril, sendo que precisamos de continuar a cumprir todas as nossas tarefas diárias. Qualquer ação requer muito esforço para ser executada.&nbsp;</p>



<p>Distingue-se da <a href="https://simplyflow.pt/pelo-direito-a-zanga-e-a-tristeza/">tristeza</a> uma vez que é saudável ficarmos tristes sempre que perdemos algo que valorizamos, mas recuperamos após dedicarmos tempo a processar essa perda. Distingue-se da preguiça porque não é a força de vontade que nos faz sair desse estado. Não se trata de cobardia perante o mundo, mas apenas incapacidade de reunir forças que não temos. Na acumulação de tanto sofrimento muitos simplesmente desesperam e apenas querem alívio&#8230; Às vezes parece que o único alívio é não viver. No entanto, quando se pergunta a alguém com ideação suicida se quer realmente morrer ou acordar em outro local sem sofrimento, a esmagadora maioria responde que se pudesse viver sem sofrimento essa seria a sua escolha.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Nada quero, tudo enjeito, </p><p>o maior bem me aborrece, </p><p>o prazer me entristece </p><p>e o viver, porque é sujeito </p><p>a quem dele assim se esquece: </p><p>se morro acaba o mal, </p><p>fim não queria ver; </p><p>se vivo, o padecer </p><p>desta dor é tão mortal </p><p>que me não posso valer.”&nbsp;</p><cite>(poema de autor anónimo português, séc. XVI)</cite></blockquote>



<p>Quando se vive num país em que de 8 em 8 horas alguém morre por suicídio e em que de hora a hora alguém o tenta fazer, urge desmistificar o que está por detrás desse desejo e o que cada um de nós pode fazer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6 Mitos sobre a depressão:&nbsp;</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading">. <strong>Mito 1: A depressão passa se não dermos muita importância ao assunto.</strong></h3>



<p><strong>Sim e não.</strong> Caso seja uma perda de vitalidade leve, pode passar se a pessoa respeitar algumas condições: ter hábitos de sono saudáveis, cuidar da sua alimentação e manter a prática regular de exercício físico. Este último aspeto é também uma necessidade básica: o corpo precisa de eliminar as hormonas promotoras de estados depressivos e nada melhor do que a prática de atividade física regular para esse efeito. Caso se trate de uma depressão moderada (perda de prazer em quase todas as atividades diárias) ou severa (não consegue levantar-se da cama, nem cuidar das suas necessidades básicas), a mesma não vai extinguir-se, mas antes acentuar o mal-estar instalado até níveis de desespero que levam a pensamentos de suicídio. É necessário recorrer a ajuda especializada: psiquiatria e psicologia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">. <strong>Mito 2: A medicação é por si só suficiente para curar a depressão.</strong></h3>



<p><strong>Não.</strong> A melhoria inicial resultante da toma de medicação não resolve os problemas que subjazem ao estado depressivo como emoções por processar ou pensamento de auto-desvalorização.</p>



<h3 class="wp-block-heading">. <strong>Mito 3: Basta a psicologia para tratar uma depressão.</strong></h3>



<p><strong>Sim e não.</strong> Quando o mal-estar instalado é severo, por vezes só a articulação da psicologia com a psiquiatria é que é eficaz para restaurar os níveis adequados de vitalidade para a pessoa sair do estado depressivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">. <strong>Mito 4: Falar sobre suicídio faz com que as pessoas mais depressa passem ao ato.</strong></h3>



<p><strong>Não</strong>, acontece precisamente o contrário. Caso esses pensamentos sejam verbalizados, a pessoa sente que não está sozinha a lidar com a situação e a sua angústia diminui. Ao escutá-la deve fazê-lo sem julgamentos, evitando expressões como: “Não sejas fraco(a)!”; “A vida é tão bonita porque é que estás a pensar nessas coisas”; “Como é que podes ser tão egoísta e pensar nessas coisas?!”… Oiça com curiosidade e aceitação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">. <strong>Mito 5: A depressão não tem cura.</strong></h3>



<p><strong>Não.</strong> A depressão tem <a href="http://luadepapel.pt/pt/saude/curar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cura</a> com o tratamento adequado, sendo que a investigação identifica 2 anos para que a ideação suicida seja abandonada. Em casos mais graves, a pessoa pode demorar mais tempo a adquirir um grau de funcionalidade autónomo, mas em regra recupera.</p>



<h3 class="wp-block-heading">. <strong>Mito 6: Um possível suicídio é um ato de egoísmo.</strong></h3>



<p><strong>Não</strong>, não é um ato de egoísmo. É um ato de desespero que, quando identificado atempadamente, pode ser tratado eficazmente.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Temos de ser cautelosos na forma como olhamos as doenças mentais.</strong></h2>



<p>Recordo-me de ler que, durante a 1.ª guerra mundial, não se conhecia o diagnóstico de perturbação de stress pós-traumático, sendo que os soldados que revelavam os correspondentes sintomas e se recusavam a voltar para a frente de batalha recebiam o diagnóstico de “cobardia”. Temos de ser cautelosos na forma como olhamos as doenças mentais, porque é disso que se trata quando falamos do desenvolvimento de um processo depressivo que pode conduzir à morte.</p>



<p>Os ingleses usam muito a expressão “black dog” para se referirem à depressão, uma expressão igualmente empregue por Winston Churchill para aludir à sua própria depressão. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOs82pl42To">A Organização Mundial de Saúde tem um pequeno vídeo onde aborda o “black dog”</a>, como reconhecê-lo e o que fazer para o dominar. Sugiro vivamente que espreite caso tenha dúvidas sobre um “black dog” que ande a rondar. Acima de tudo, saiba que <strong>não precisa de sofrer e que pode exorcizar o seu “demónio do meio-dia”</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Linhas de Apoio e de Prevenção do Suicídio em Portugal:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li>SOS Voz Amiga (Lisboa), das 16h às 24h: 213 544 545 / 912 802 669 / 963 524 660</li><li>Linha Verde gratuita (entre as 21h e as 24h): 800 209 899&nbsp;</li><li>Conversa Amiga (Inatel), das 15h às 22h: 808 237 327 / 210 027 159</li><li>Vozes Amigas de Esperança de Portugal (Voades-Portugal), das 16h às 22h: 222 030 707</li><li>Telefone da Amizade (Porto), das 16h às 23h: 228 323 535</li></ul>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-Ck9ya' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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