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	<title>Arquivo de saúde da mulher - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de saúde da mulher - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>O papel das hormonas na saúde da mulher</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-papel-das-hormonas-na-saude-da-mulher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[hormonas]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As hormonas desempenham um papel fundamental na saúde da mulher. Bem-vindos ao fascinante e complexo mundo das hormonas!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-papel-das-hormonas-na-saude-da-mulher/">O papel das hormonas na saúde da mulher</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As hormonas desempenham um papel fundamental na saúde da mulher, atuando como mensageiros químicos que regulam diversas funções do organismo ao longo de toda a vida, mesmo antes do nascimento. Bem-vindos ao fascinante e complexo mundo das hormonas!</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que são hormonas?</strong>&nbsp;</h2>



<p>As hormonas, de um modo geral e de forma simples, podem ser definidas como “sinais” químicos libertados por glândulas endócrinas para a circulação sanguínea, atuando em tecidos distantes ao ligarem-se a recetores específicos para regular diversas funções corporais. Além de atuarem à distância, algumas hormonas exercem efeitos no local onde são produzidas. Ou seja, para a maioria das hormonas, existe um sistema de regulação homeostática de <em>feedback</em> positivo ou negativo. Daí a designação: “<strong>Equilíbrio hormonal</strong>”.</p>



<p>Além das glândulas endócrinas, outros tecidos também possuem função endócrina. Por exemplo, o tecido adiposo (gordura) e o intestino atuam como verdadeiros órgãos endócrinos, sintetizando e libertando hormonas. Só o tecido adiposo segrega mais de 400 hormonas!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O papel do eixo hipotálamo-hipófise&nbsp;</strong></h2>



<p>Dentro do complexo e fascinante corpo humano, existe o mundo das hormonas. Quase tudo é regulado por inúmeras hormonas. A glândula hipofisária orquestra a integridade do sistema endócrino através de sinais centrais hipotalâmicos e sinais periféricos. Assim, o eixo hipotálamo-hipófise é o grande maestro. Este eixo inclui:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Hipotálamo &#8211; Hipófise &#8211; Suprarrenal</strong>: tem um papel central no stress associado à sobrevivência e também o no metabolismo, imunidade e função cardiovascular;</li>



<li><strong>Hipotálamo &#8211; Hipófise &#8211; Tiroide</strong>: regula o desenvolvimento, crescimento e metabolismo celular mediado pelas hormonas tiroideias;</li>



<li><strong>Hipotálamo &#8211; Hipófise &#8211; </strong><a href="https://www.spedm.pt/pt/glandulas-e-doencas-endocrinas/gonadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gónadas</strong></a>: desempenha um papel central na puberdade, função reprodutora e fertilidade, controlando a gametogénese e a produção de hormonas sexuais; Isto sem esquecer que a reprodução também é influenciada por fatores genéticos, nutricionais, do ambiente e sócio-económicos;</li>



<li><strong>Hipotálamo &#8211; Hipófise &#8211; Mama (eixo lactótrofo)</strong>: produz a prolactina, essencial para a produção de leite durante a gravidez e lactação, podendo também desempenhar um papel na função imune;</li>



<li><strong>Hipotálamo &#8211; Hipófise &#8211; Hormona de Crescimento (eixo somatótrofo)</strong>: controla o crescimento na infância e regula o metabolismo energético e a composição corporal durante toda a vida.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E porque não podemos falar sobre tudo… vamos escolher apenas um assunto dentro de um eixo.&nbsp; A Menopausa!</strong></h2>



<p>A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pelo fim da menstruação e do potencial reprodutivo. Geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, sendo diagnosticada após um ano sem menstruação espontânea. Esta transição é acompanhada por diversos sintomas que podem afetar significativamente a qualidade de vida.</p>



<p>Os sintomas da menopausa variam de mulher para mulher e podem incluir:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-WuMpa' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sintomas vasomotores (afrontamentos)</strong>: calor súbito, sudorese intensa e palpitações;</li>



<li><strong>Alterações de humor</strong>: irritabilidade e insónia;</li>



<li><strong>Atrofia urogenital</strong>: prurido, dispareunia (dor nas relações sexuais) e desconforto;</li>



<li><strong>Incontinência urinária e infeções urinárias recorrentes</strong>;</li>



<li><strong>Osteoporose</strong>: diminuição da densidade mineral óssea;</li>



<li><strong>Diminuição da proteção cardiovascular</strong>.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Terapêutica Hormonal de Substituição (THS)</strong></h2>



<p>Muitas mulheres questionam-se: “Devo fazer ou não terapêutica hormonal de substituição (THS)? O que é a THS? Quais os seus benefícios?”.</p>



<p>A THS é um tratamento eficaz para aliviar os sintomas da menopausa e prevenir complicações a longo prazo. Consiste na administração de estrogénios isolados ou combinados com progesterona, dependendo da presença ou ausência de útero. Pode ser administrada através de comprimidos, géis, adesivos transdérmicos ou preparações vaginais.</p>



<p>Antes de iniciar qualquer tratamento, deve falar com o seu médico. Este tratamento é individualizado, considerando sempre os riscos e os benefícios para cada mulher. Existem contraindicações e riscos potenciais que devem ser avaliados cuidadosamente pelo seu médico de forma individual e responsável.</p>



<p>Os principais benefícios da THS incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alívio dos sintomas vasomotores</strong>: fogachos e suores noturnos;</li>



<li><strong>Melhoria da qualidade de vida sexual</strong>: alívio da secura vaginal e dor durante o ato sexual, aumentando a satisfação sexual;</li>



<li><strong>Prevenção da osteoporose</strong>: previne a perda de massa óssea e reduz o risco de fraturas por osteoporose na pós-menopausa, especialmente em mulheres com menos de 60 anos;</li>



<li><strong>Melhoria dos sintomas genitourinários</strong>: alívio da secura vaginal, dor durante o contacto íntimo e infeções vaginais recorrentes;</li>



<li><strong>Possível redução do risco de doenças cardiovasculares</strong>: há evidências de benefícios cardiovasculares quando a THS é iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa;</li>



<li><strong>Potencial melhoria do humor e redução da depressão</strong>;</li>



<li><strong>Melhoria da qualidade do sono</strong>, sobretudo em mulheres com suores noturnos;</li>



<li><strong>Possível redução do risco de neoplasia colorretal</strong>.</li>
</ul>



<p>Assim, a THS representa uma abordagem estratégica para restaurar o equilíbrio hormonal, promovendo bem-estar, vitalidade e qualidade de vida nesta nova fase de vida da mulher e é possível realizá-la de forma segura desde que de forma individualizada, pesando riscos e benefícios, sempre com acompanhamento médico especializado.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-WuMpa' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Menopausa? Já?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/menopausa-ja/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Irina Ramilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Irina Ramilo]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A menopausa é um processo natural que precisa de ser encarado como uma fase de cuidados de saúde redobrados. Mas e quando vem cedo demais? </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nenhuma mulher sabe exatamente reagir à chegada da menopausa. <em>“Já?”; “É o fim à vista?”.</em> A menopausa é um processo natural que precisa de ser encarado como uma fase de cuidados de saúde redobrados. Mas e quando vem cedo demais? </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a menopausa precoce?</strong></h2>



<p>A menopausa é precoce quando acontece entre os 40 e os 45 anos. Quando é antes dos 40 anos fala-se de insuficiência ovárica prematura. Acontece em cerca de 1-3% das mulheres e é fundamental ser avaliada em consulta porque são situações distintas com intervenções específicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque acontece uma menopausa precoce?</strong></h2>



<p>Numa grande percentagem dos casos a causa não é identificada. Podem ser alterações genéticas, doenças autoimunes, infeções, cirurgias, quimioterapia, radioterapia, fatores ambientais e tabagismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Que sintomas poderás esperar numa menopausa precoce?&nbsp;</strong></h2>



<p>Com o fim do estrogénio e da progesterona, surgem os sintomas vasomotores &#8211; as <strong>ondas de calor</strong> &#8211; que são sentidos por 80% das mulheres. Esta sensação súbita de calor no peito e face associa-se a transpiração intensa e vermelhidão da pele.&nbsp;</p>



<p>Outros sintomas são as <strong>dores musculares e articulares</strong>, o <strong>envelhecimento da pele e do cabelo </strong>e as <strong>alterações do aparelho urogenital</strong>.</p>



<p>No entanto, a menopausa afecta igualmente o padrão de <strong>sono</strong>, o <strong>humor </strong>(sintomas depressivos), redução da <strong>capacidade cognitiva</strong> e a redução da <strong>líbido</strong> com impacto na vida sexual da mulher.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O importante é ver o copo meio cheio…</strong></h2>



<p>As mulheres maduras vão muito para além da sua capacidade reprodutiva! Esta fase pode ser uma redescoberta pessoal e porque não dizê-lo, sexual, já que não há risco de gravidez indesejada.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se pode fazer?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-XcVWb' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>A terapêutica hormonal é fundamental na menopausa precoce</strong>, pois controla todos os sintomas. São estas mulheres que têm o maior benefício na introdução de hormonas até à idade média da menopausa (50 anos).</p>



<p>Para além da terapêutica hormonal, <strong>é muito importante a adoção de medidas preventivas como abstinência tabágica, alimentação saudável, prática de exercício físico regular e vigilância do peso</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os riscos de uma</strong> <strong>menopausa precoce?</strong></h2>



<p>A menopausa precoce e a insuficiência ovárica prematura estão associadas a um maior risco cardiovascular, osteoporose e a uma possível diminuição da esperança de vida. Mas a terapêutica hormonal parece reduzir a mortalidade global quando iniciada precocemente após a menopausa!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A moda das hormonas bioidênticas…</strong></h2>



<p>Apresentar soluções terapêuticas à mulher na <a href="https://www.instagram.com/p/Cj2aV7xMK1B/?img_index=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menopausa</a> e principalmente na menopausa precoce, só nos trouxe benefícios. Mas terapêutica hormonal não é a mesma coisa  que hormonas bioidênticas!</p>



<p>O estradiol e a progesterona utilizados na terapêutica hormonal são submetidos a um rigoroso controlo pelas autoridades reguladoras de fármacos.&nbsp;</p>



<p>As preparações hormonais compostas que incluem estradiol, estrona, estriol, progesterona, testosterona não têm controlo de qualidade. E a eficácia e a segurança destes produtos não estão validadas pela medicina baseada na evidência.</p>



<p>Defende-se erradamente que as mesmas são individualizadas e baseadas nos níveis hormonais séricos de cada mulher, mas estes doseamentos não são fiáveis e têm elevada variabilidade difícil de interpretar.</p>



<p>Isto pode conduzir a níveis tóxicos de estrogénios (e subdosagem de progesterona) que tem risco de provocar cancro do endométrio.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A menopausa precoce é muito difícil de prever mas não é um fim!&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>O segredo para todas as mulheres é manter a vigilância de saúde e estar atenta aos sintomas. Porque ser mulher é estar sempre em mudança e a evoluir… não faz sentido viver com limitações.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-XcVWb' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é a temperatura basal e porque devo medi-la?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-que-e-a-temperatura-basal-e-porque-devo-medi-la/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Lemos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo menstrual]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Patrícia Lemos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura basal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qualquer método de monitorização de ciclo e fertilidade deve ser aprendido com uma instrutora. Pode ser utilizado por quem está a tentar engravidar, por quem não quer engravidar ou ainda por quem quer perceber o seu ciclo menstrual.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-a-temperatura-basal-e-porque-devo-medi-la/">O que é a temperatura basal e porque devo medi-la?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A dinâmica da temperatura no ciclo menstrual está documentada desde o início do século passado, e o primeiro método simptotérmico oficial surgiu por volta de 1950. Apesar dos métodos chamados “naturais” terem sido abandonados em larga escala com a chegada da contraceção hormonal na década seguinte, assistimos atualmente a um interesse crescente sobre os mesmos, à boleia das inovações em “femtech” dedicadas à fertilidade e saúde menstrual (com base em algoritmos de temperatura basal) e da reivindicação, por parte das mulheres, de uma maior literacia de corpo, desejo de conhecimento e de alternativas não-hormonais de gestão da sua fertilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que diz a temperatura?</strong></h2>



<p>Durante o ciclo menstrual a temperatura do corpo em descanso (temperatura basal) varia: estamos mais frescas na primeira fase de ciclo e mais quentes na segunda.&nbsp;</p>



<p>Porquê? Porque depois de ovularmos, os nossos níveis de progesterona começam a subir e a aquecer o corpo. O objetivo é garantir que o óvulo que foi libertado, e que pode vir a ser fecundado, encontra, nessa eventualidade, ambiente para se desenvolver e dar início a uma gestação.</p>



<p>Quando a gravidez não acontece, o corpo para a produção de progesterona ovárica que provoca uma quebra de temperatura e a libertação do revestimento uterino criado traduzido na chegada da <a href="https://simplyflow.pt/a-menstruacao-nao-e-so-sangue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menstruação</a>.</p>



<p>Assim, quando monitorizamos diariamente a nossa temperatura basal, conseguimos observar um padrão bifásico nos gráficos construídos desde que os nossos ciclos se apresentem ovulatórios; Da mesma forma, quando a temperatura sobe e assim se mantém durante mais de 16 dias consecutivos, é tempo de fazer um teste de gravidez.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As duas grandes vantagens de medir a temperatura basal são:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list"><li>Saber se se ovulou no ciclo que termina (e quando);</li><li>Saber se há probabilidade de gravidez.</li></ol>



<p>Mas as vantagens não ficam por aí e passam ainda por uma aferição primária do funcionamento da tiróide, identificação de ciclos sem ovulação, saber em tempo real em que fase do ciclo se está sem ter de andar a fazer testes de gravidez em caso de atrasos menstruais, etc..</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As regras de medição</strong></h2>



<p>O Método Natural de Fertilidade é um “método” porque tem regras. Estas são, como todas as regras, específicas, para serem cumpridas e não dão espaço para interpretações pessoais ou “faço assim porque me dá mais jeito”.</p>



<p>Como a variação da temperatura entre as duas fases do ciclo é bastante subtil, temos de garantir que a mesma é medida em condições idênticas diariamente. Quando isso não acontece, as temperaturas são identificadas como questionáveis a fim de não enviesarem a leitura do <a href="https://www.instagram.com/p/CbsnM9cs_oe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gráfico</a>.</p>



<p>A temperatura é medida idealmente com um termómetro basal, que tem duas casas decimais e pode facilmente ser comprado por 10 ou 15 euros na Amazon ou eBay.</p>



<p>Pessoas saudáveis, que não façam qualquer tipo de medicação e que querem usar o método enquanto estão a tentar engravidar, podem usar inicialmente um termómetro de uma décima.</p>



<p><strong>Regras:</strong></p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-mBa2e' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>temperatura interna (medida oral, vaginal ou retalmente);</li><li>todos os dias ao despertar, à mesma hora, sem sair da cama;</li><li>após um mínimo de 3 horas de sono consecutivas (sendo o ideal, 5 horas).</li></ul>



<p>Aceita-se uma variabilidade de trinta minutos relativamente à hora habitual, antes ou depois. Por exemplo, se a hora habitual de medição for às 7:00, todas as temperaturas entre as 6:30 e 7:30 são consideradas fidedignas. Fora dessa janela de tempo, serão questionáveis.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores que interferem na temperatura basal</strong></h2>



<p>Para além da medição a uma hora diferente da habitual, outros fatores podem fazer com que a temperatura não seja válida para a leitura do gráfico de ciclo. São exemplos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>sexo noturno;</li><li>álcool consumido na noite anterior;</li><li>medir temperatura sem estar em jejum;</li><li>estado febril ou doença;</li><li>sono interrompido com saída da cama;</li><li>condições de tiróide;</li><li>medicação;</li><li>todas as outras variáveis que alterem o ambiente noturno (temperatura do quarto alterada, cobertor eléctrico, outra cama, etc.).</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qualquer método de monitorização de ciclo e fertilidade deve ser aprendido com uma instrutora.</strong>&nbsp;</h2>



<p>Pode ser utilizado por quem está a tentar engravidar, por quem não quer engravidar ou ainda por quem quer perceber o seu ciclo menstrual, agora que a evidência recente já deitou por terra os 28 dias de ciclo com ovulação a meio como modelo aplicável a todas as pessoas que menstruam.</p>



<p>No site do <a href="https://circuloperfeito.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Círculo Perfeito</a>, está disponível para download um<a href="https://circuloperfeito.com/download-ebook-metodo-natural-de-fertilidade" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> ebook gratuito</a> sobre o assunto.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-mBa2e' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Pós-parto: como retomar a vida sexual?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/pos-parto-como-retomar-a-vida-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Lima Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Lima Silva]]></category>
		<category><![CDATA[pós-parto]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo pós-parto]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nascimento de um filho acarreta muitas alterações na dinâmica do casal, e a sua intimidade e vida sexual não são excepção. Ainda que muitas vezes seja (erradamente!) considerada uma questão secundária, a sexualidade é essencial para a nossa saúde e bem-estar. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/pos-parto-como-retomar-a-vida-sexual/">Pós-parto: como retomar a vida sexual?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O nascimento de um filho acarreta muitas alterações na dinâmica do casal, e a sua intimidade e vida sexual não são excepção. Ainda que muitas vezes seja (erradamente!) considerada uma questão secundária, a sexualidade é essencial para a nossa saúde e bem-estar. Física, psicológica e emocionalmente, o contexto vivido pela mulher no período pós-parto não é favorável à sexualidade. Por isso, é importante que o casal conheça o que é expectável acontecer, e como fazer para que esta fase das suas vidas seja apenas uma passagem para um “final feliz”.</strong></p>



<p>A mudança nas rotinas, o cansaço que se vai acumulando entre fraldas, leite e noites mal dormidas, juntamente com as alterações corporais da mulher, que se considera menos sensual e desejável, dão início a uma receita perfeita para uma vida sexual insatisfatória. Se juntarmos a isto as alterações hormonais próprias desta fase, que têm efeito negativo no desejo sexual e na lubrificação, percebemos facilmente que são inúmeros os potenciais obstáculos que os casais podem ter de ultrapassar para se reencontrarem sexualmente.</p>



<p>É fundamental o casal ter momentos de intimidade (com maior ou menor cariz sexual!), momentos só seus e independentes do novo elemento da família. Fomentar ainda mais a comunicação, manter os planos e os sonhos em comum, saber o que o outro está a sentir e a pensar em relação à situação.&nbsp;</p>



<p>A recente mãe “não tem vontade”, o recente pai “não procura” a intimidade ou, se o faz, não vê frequentemente o seu desejo correspondido, criando frustração e desencontro no casal. Se deixarmos esta situação repetir-se e protelar-se, temos o ambiente propício ao afastamento e à crise conjugal. Mas, não precisa de ser assim!&nbsp;</p>



<p><strong>O casal tem de encarar este período como transitório, mantendo a união necessária para ultrapassá-lo em conjunto e reforçado, não permitindo negligenciar a sua sexualidade.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Fui mãe recentemente. Quando posso retomar a vida sexual?”</strong></h2>



<p>Todas as mulheres, independentemente do tipo de parto, passam por alterações corporais que condicionam a sua resposta sexual. Depois de um parto vaginal, principalmente quando existem cicatrizes perineais (decorrentes da correcção de lacerações ou episiotomia), a mulher pode ter desconforto e dor com a penetração vaginal, comprometendo assim o prazer e a excitação. Por outro lado, as mulheres que tiveram um parto por cesariana, estão em recuperação de uma cirurgia abdominal. Geralmente, para ambas as situações, é recomendado que se espere entre quatro a seis semanas para retomar a actividade sexual, embora esta não seja uma recomendação rígida – cada mulher é única e tem o seu tempo de recuperação.</p>



<p>A amamentação condiciona também alterações importantes na resposta sexual feminina. A hormona associada à amamentação – prolactina – tem um efeito negativo no desejo sexual (líbido). Por outro lado, outras alterações hormonais decorrentes deste período diminuem a lubrificação feminina, que é adicionalmente prejudicada pelos anticoncepcionais frequentemente utilizados, condicionando dor com a penetração e, consequentemente, diminuição do prazer, do desejo e excitação. Para minimizar estes efeitos, o casal pode utilizar lubrificante, de forma a diminuir o desconforto, reiniciar a actividade sexual de forma progressiva e adoptar, inicialmente, posições sexuais mais confortáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“A primeira relação sexual pós-parto dói?”</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-BYP1O' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>O medo do que vai acontecer, do que vai sentir, no reinício da actividade sexual pode também dificultar a vida sexual do casal. </strong>O medo, com a antecipação do momento, leva ao aumento da tensão muscular, diminuição da excitação e da lubrificação, podendo aumentar o desconforto com a penetração. Assim, o momento não deve ser apressado, pressionado – os preliminares são essenciais para que a mulher consiga excitar-se, envolver-se e aproveitar o momento. Beijos, toque, massagens, masturbação, sexo oral são ainda opções para o casal manter a intimidade, permitindo a conquista gradual da sexualidade.</p>



<p>Relembremos ainda a alteração da auto-imagem feminina: muitas mulheres não se sentem satisfeitas com seu aspecto no pós-parto, com repercussão na sua autoconfiança e na sua percepção de sensualidade e erotismo. A maternidade pode preencher totalmente a vida da mulher, sendo muito fácil esquecer-se de tirar tempo para si mesma. Ao contrariar esta situação, tentando promover algum tempo (por pouco que seja!) para si, a mulher vai sentir-se mais confiante, mais capaz, mais plena e, consequentemente, mais disponível para a intimidade. Para além de mãe, continua a ser mulher, companheira, namorada, amiga, filha, irmã,&#8230; Assim, o equilíbrio entre os vários papéis permite aproveitar esta fase da melhor forma possível!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É importante que o casal aprenda a lidar com as novas circunstâncias de forma natural.&nbsp;</strong></h2>



<p>O período pós-parto acarreta ainda mais algumas alterações que têm efeito na sexualidade do casal. É frequente a perda da carga erótica associada à mama feminina, que é agora dedicada ao bebé, à sua alimentação. As diferenças entre o desejo sexual do homem e mulher frequentemente são acentuadas nesta fase, com um maior tempo necessário para a mulher estar disponível para o sexo, o que pode gerar desconforto entre o casal. O bebé chora a qualquer momento – pode acontecer na hora menos oportuna. Pode haver ainda saída de leite durante a actividade sexual. Estas situações podem condicionar stress, ansiedade e frustração. Por isso, é importante o casal aprender a lidar com estas circunstâncias de forma natural. O cansaço característico desta fase compromete (e muito!) o interesse sexual feminino. A colaboração do parceiro nas tarefas diárias, o equilíbrio entre as responsabilidades assumidas, a ajuda de terceiros ajudará a que a mulher não fique exausta.</p>



<p>A maternidade é vivenciada de forma única por cada mulher, por cada casal. <strong>Apesar da prioridade ser o bebé e os cuidados prestados ao bebé, os papéis de “namorados” e de “companheiros” não devem ser descurados, de forma a preservar a conjugalidade e a intimidade.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O reinício da vida sexual é um momento importante para o casal, e deve o mais especial possível, focado no prazer e reencontro.&nbsp;</strong></h2>



<p>É essencial que o casal mantenha a comunicação, a cooperação, o companheirismo, os projectos a dois e, quando oportuno, dar uma escapadela na rotina e investir na vida a dois!</p>



<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Viver a sexualidade após a menopausa</title>
		<link>https://simplyflow.pt/viver-a-sexualidade-apos-a-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Ambrósio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Ambrósio]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não vale achar que depois da menopausa é normal não ter uma vida sexual satisfatória, que não faz mal, que “já estamos velhos para isso”. É mais de um terço das nossas vidas, tem de valer a pena e ser ótimo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/viver-a-sexualidade-apos-a-menopausa/">Viver a sexualidade após a menopausa</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me pediram para escrever sobre este tema não consegui deixar de sorrir. Já escrevi vários textos sobre menopausa e sempre que o faço, e acho que me vou repetir até à morte, acabo por descobrir novos pontos de reflexão, uns mais científicos, outros nem tanto assim…</p>



<p>Como sou um bocadinho (muito) picuinhas com definições, vamos começar por dizer o que é a menopausa: é uma data.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a menopausa?</strong></h2>



<p><strong>A data da última e derradeira menstruação.</strong> A data a partir da qual os nossos (perdoem-me os homens interessados na temática) ovários deixam de produzir hormonas em quantidade suficiente para manter a função reprodutora. E é aqui que os problemas surgem para muitas mulheres, já que os estrogénios &#8211; as hormonas femininas que asseguram a continuidade da espécie &#8211; são cruciais para o funcionamento de vários órgãos sexuais como a vagina, a vulva e o cérebro (para mim, sem dúvida, o mais importante na mulher). A sua diminuição vai causar, numa grande percentagem de mulheres, queixas como secura vaginal, diminuição da líbido, alterações do humor e do sono, da memória, enfim, todo um conjunto de contras que muitas vezes interferem de forma dramática na sexualidade.</p>



<p>Se pensarmos que a idade média da menopausa ronda os 51 anos e que a esperança média de vida em Portugal para as mulheres é de 83.2 anos é mesmo muito tempo… Especialmente se as coisas não correrem bem no que diz respeito à nossa vida sexual e, acima de tudo, se acharmos que isso é normal.</p>



<p>No dia a seguir a ter escrito o meu último artigo sobre menopausa, aconteceu-me uma das cenas mais caricatas da minha vida. Inflamada pelo texto motivacional e cheio de esperança sobre tudo o que se pode fazer para melhorar a vida íntima do casal na pós menopausa, recebo na consulta uma senhora (e o senhor que chegou 2 segundos mais tarde, mas que se sentou de imediato na cadeira ao lado da paciente quando foi amavelmente convidado para o fazer) que vinha à sua revisão anual. “Então e está tudo bem consigo e com o seu marido?”, pergunto eu preocupada e atenta. É neste momento que o senhor desvia o olhar para a parede e a senhora, muito pouco à vontade, me diz: “Mais ou menos…”. A frase que eu imaginava!! “Ó minha senhora, isso não pode ser! Esta é a fase de maior intimidade dos casais, a altura em que os filhos já saíram de casa, em que tem mais tempo para si e para o seu marido…” O que eu lhe falei dos<strong> hidratantes vaginais e vulvares</strong> que devem ser usados, da <strong>importância do diálogo com o parceiro</strong>, da <strong>necessidade de falar com o seu médico de família ou ginecologista sobre as opções disponíveis para otimizar esta fase da vida</strong>, enfim, toda uma dissertação sobre menopausa e esperança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O meu marido é muito meu amigo.”</strong></h2>



<p>Esta é uma das frases que mais oiço quando pergunto às senhoras na pós-menopausa se têm relações sexuais e com que frequência. Leia-se: “Ele não me incomoda com essas coisas”.&nbsp;</p>



<p>Há muitos casais em que, com o avançar da idade e especialmente após a menopausa, a iniciativa nunca parte das mulheres (ok, mais cedo também acontece, mas isto daria para mais uns quantos artigos). Como já estão a imaginar, foi exatamente o que a senhora da história anterior me respondeu quando a questionei… e o senhor, cada vez mais enfiado na cadeira, sem dizer uma palavra. Tudo isto me dava ainda mais alento na minha missão de ajudar aquele casal. “Seja amiga dele então, use os hidratantes que tem em casa, faça um jantar romântico, vão para fora no fim-de-semana.” Nada. Nada do que eu dizia parecia ter efeito.&nbsp;</p>



<p>Quem me conhece sabe que eu tentei mesmo. Tentei até perceber que, de facto, não parecia haver esperança para aquelas duas pessoas. Quando a consulta termina e a senhora se levanta e me diz: “Ó doutora, eu só não sei quem é este senhor aqui sentado” é que eu percebo que aquela não tinha sido só mais uma consulta de problemas de intimidade do casal após a menopausa. Aquele, de facto, não era o seu marido! Era só um senhor que tinha vindo buscar um exame da mãe quando foi energicamente chamado para dentro do consultório, vítima das armadilhas e das partidas que o destino nos prega (mas, bolas, por mais que eu fale, acho que em algum momento um deles me podia ter interrompido e terminado com o meu monólogo motivacional…).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E quando os casais deixam de o ser?</strong></h2>



<p>Passando desde já à frente a parte do embaraço e cor de tomate saloio com que fiquei durante pelo menos 5 minutos e, por mais distraída que às vezes seja, a verdade é que o comportamento daqueles dois estranhos não era assim tão diferente do que às vezes assisto entre verdadeiros casais.</p>



<p><strong>Muitas mulheres após a menopausa vão ter uma diminuição da sua qualidade de vida (se não fizerem nada em contrário) e da sua sexualidade.</strong> A secura vaginal e a falta de desejo sexual podem ser verdadeiramente impactantes e devem ser levados muito a sério pelas mulheres e pelos seus médicos. O afastamento do casal muitas vezes é motivado por um ciclo vicioso de dor associada às relações. A dor leva a comportamentos de fuga e à antecipação de novos episódios dolorosos ainda mesmo antes de algo acontecer. As mulheres fogem, os maridos acham que elas já não gostam deles e está montado o palco para uma verdadeira tragédia grega. Os casais afastam-se e instala-se um gigante elefante invisível na sala.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Podemos falar de sexo?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-wd078' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>O problema é que, sendo a sexualidade um tema muito íntimo, não se discute abertamente. As pessoas têm vergonha de falar no assunto.</strong> Será eventualmente abordado no decurso de uma consulta de rotina, mas quase que à socapa, ou só depois de devidamente questionado (note-se que, depois do que me aconteceu passei a verificar escrupulosamente a identidade dos acompanhantes na consulta &#8211; entretanto veio o COVID e as suas restrições para me impedir de me envergonhar publicamente).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As mulheres têm de falar da sua sexualidade. Têm de explicar porque é que não se sentem bem.</strong></h2>



<p>Quando os problemas são físicos, ou seja, quando as relações são dolorosas pela secura induzida pela falta das hormonas, o tratamento passar por hidratar e, caso não seja suficiente, pela aplicação de hormonas locais (em doses muito baixas, mas que são eficazes e com baixíssimo risco na grande maioria das mulheres).</p>



<p>Quando entramos em fases mais avançadas em que a relação do casal já está mais deteriorada pode ser preciso recorrer a especialistas em sexualidade e eventualmente fazer algum tipo de terapia. Os terapeutas sexuais existem exatamente para isto. E<strong> não vale achar que depois da menopausa é normal não ter uma vida sexual satisfatória</strong>, que não faz mal, que “já estamos velhos para isso”. É mais de um terço das nossas vidas, tem de valer a pena e ser ótimo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Então e a parte do cérebro onde é que fica?</strong></h2>



<p>Para mim, <strong>o cérebro é o principal órgão sexual na mulher </strong>(estamos todos de acordo que com os homens será um pouco diferente). <strong>A falta de desejo sexual que muitas vezes surge pode estar relacionada com o facto de as mulheres serem hiperfocadas em inúmeras coisas diferentes. </strong>Os filhos, a profissão, o menu do jantar, a aula de pilates. São hiperfocadas, mas o sexo não ocupa bem os lugares cimeiros deste radar. E <strong>se não for feito um esforço para colocar o sexo e o parceiro no radar tudo se torna mais difícil</strong>. A tal sugestão do jantar romântico, da escapadinha de fim-de-semana, da quebra da rotina, tudo isto, no fundo, são <strong>estratégias de captação de atenção do cérebro feminino</strong>, sempre programado para missões &#8211; não, não estou a dizer que o sexo é um esforço ou um frete, mas, sim, que é preciso investir. Já no campo mais científico sabemos que quanto menor for a frequência com que uma mulher tem relações, menor será o seu desejo e a sua vontade de ter novamente. Por outro lado, a lubrificação vaginal e o aumento do aporte sanguíneo à vulva e à vagina causada pela actividade sexual leva a que haja menos queixas de secura e dor nas relações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Viver a sexualidade após a menopausa</strong></strong></h2>



<p>E lá vamos nós terminar com o resumo habitual e agora num tom ligeiramente mais sério:</p>



<p><strong>A sexualidade é para ser vivida em pleno em todas as fases da vida. A pós-menopausa não é exceção, mas, em muitos casos, as alterações fisiológicas causadas pela falta de hormonas podem interferir de forma dramática e levar a uma diminuição da quantidade e da qualidade das relações sexuais.</strong> Como em tudo na vida, o que não se sabe não acontece… Se as mulheres não se queixarem a quem de direito &#8211; aos médicos que as tratam, aos parceiros com quem partilham a sua vida, aos amigos e amigas com quem tantas vezes desabafam de outros problemas &#8211; não é possível resolver nada. <strong>Para viver a sexualidade após a </strong><a href="https://simplyflow.pt/o-lado-intimo-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>menopausa</strong></a><strong> é preciso não aceitar nada menos do que o melhor </strong>(como de resto em tudo o que fazemos). Nascemos para ser felizes e plenos, de preferência a fazer outros felizes. Toca lá a fazer por isso.</p>



<p></div>
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		<item>
		<title>Até quando posso adiar uma gravidez?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/ate-quando-posso-adiar-uma-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A qualidade dos cuidados de saúde tornou a esperança de vida da mulher muito mais longa. Porém, os anos de idade fértil não se expandiram da mesma forma. Mantêm-se os mesmos. Afinal, até quando se pode adiar uma gravidez?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A qualidade dos cuidados de saúde tornou a esperança de vida da mulher muito mais longa. Porém, os anos de idade fértil não se expandiram da mesma forma. Mantêm-se os mesmos. Afinal, até quando se pode adiar uma gravidez?</strong></p>



<p>Esta é uma questão que surge frequentemente, pois muitas mulheres, quer por razões pessoais, profissionais e/ou relacionais, vão adiando a gravidez para um momento “mais oportuno”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, até quando é possível adiar uma gravidez?</strong></h2>



<p>Esta pergunta encerra em si, habitualmente, outras dúvidas, tais como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>É possível “medir” a fertilidade em cada pessoa?&nbsp;</li><li>É possível predizer quanto tempo “mais se tem de fertilidade”?&nbsp;</li><li>Qual o risco de uma gravidez numa idade mais tardia?</li></ul>



<p>A resposta é uma equação com muitas variáveis que deve ter em consideração.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7 Aspectos que deve ter em atenção ao adiar uma gravidez: </strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Idade</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-NE0uP' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Os estudos mostram que a taxa de gravidez, na mulher, diminui progressivamente ao longo dos anos. Sabe-se também que a taxa de gravidez espontânea diminui significativamente depois dos 40 anos. Mas isto não significa que não seja possível engravidar e até de forma inesperada (nota de atenção para que lê e não quer engravidar…).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Como é que a idade influencia a taxa de gravidez?</strong></h3>



<p>Com a idade passam a ser mais frequentes os ciclos que não são ovulatórios (ou seja, ciclos em que não há ovulação) e a qualidade dos óvulos diminui.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Idade e “gravidez de risco”</strong></h3>



<p>É frequente ouvir esta expressão. Mas, o mais correcto, é identificar os diferentes riscos em causa:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Risco de alterações cromossómicas do feto. </strong>Para as mulheres com 35 ou mais anos aumenta o risco de ter um feto com alterações cromossómicas, sendo a mais frequente a trissomia 21 (Síndrome de Down, mais conhecido como “mongolismo”). Para esta situação existe atualmente a possibilidade de fazer um exame entre as 11-13+6d de gravidez (o rastreio combinado de ecografia e análises hormonais) que faz um novo cálculo de risco que inclui a idade da mulher associado aos resultados obtidos neste rastreio. Ter 35 anos já não é igual a “ter de fazer amniocentese”. A amniocentese é realizada com indicações precisas e não apenas pela idade materna;</li><li><strong>Com a idade aumenta o risco de ter algumas complicações durante a gravidez</strong>, como, por exemplo, aborto espontâneo, diabetes gestacional e hipertensão durante a gravidez;</li><li>Por outro lado,<strong> mesmo sem estar grávida, existe maior probabilidade de ter doenças</strong>, como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes ou obesidade, <strong>que por si aumentam o risco de complicações durante a gravidez</strong>. Se não tem doenças, esta questão não se coloca para si.</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Para quem tem uma doença de base, que implicações tem o adiamento de uma gravidez?</strong></h3>



<p>Se tem uma doença ou faz medicação <strong>é sempre importante fazer uma consulta antes de engravidar</strong> para avaliar a situação clínica e mudar medicamentos que não sejam seguros na gravidez, a chamada <strong>consulta pré-concepcional</strong>. Este simples facto pode contribuir para engravidar em períodos mais estáveis da doença e consequentemente diminuir o risco de complicações para si e para o feto.</p>



<p>Para algumas doenças, como, por exemplo, a diabetes, ao adiar uma gravidez a “idade conta duas vezes”: aumenta a idade cronológica e o número de anos da doença, o que pode aumentar o risco de complicações durante a gravidez.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Qual a taxa de gravidez (concepção natural) em cada ciclo?</strong></h3>



<p>Um dos erros frequentes é esperar que essa taxa seja de “100% ou próximo disso” em casais heterossexuais saudáveis e novos, mas isso não corresponde à realidade. Na verdade, <strong>a taxa de gravidez espontânea é de 20-25% em cada ciclo</strong>. Isto explica porque, mesmo quando não “existem dificuldades”, a gravidez pode não acontecer nos primeiros ciclos em que se está sem contracepção. <strong>Este conhecimento é particularmente importante para evitar ansiedade com falsas expectativas</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>6. “Há alguma análise ou exame que possa fazer para saber se sou fértil?”</strong></h3>



<p><strong>É possível fazer análises hormonais que avaliam se a função ovárica é normal.</strong> Por outro lado, se não se está a fazer contracepção hormonal, na ecografia é possível verificar se existem folículos (que são sinal de que existe ovulação). Ter <strong>ciclos regulares (mensais)</strong> em que a mulher (que não está a fazer contracepção hormonal) percebe que tem <strong>muco ovulatório em cada ciclo</strong>, <strong>são outros indicadores de fertilidade</strong>. Porém, nenhum exame consegue prever quanto tempo mais existe de fertilidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Um mito que é importante esclarecer:&nbsp;</strong></h4>



<p>Sabia que os contraceptivos hormonais funcionam porque são anovulatórios temporários? Por isso, não é possível tirar conclusões. Mas o seu uso não torna “mais difícil engravidar” no futuro. Quando se pára de usar volta-se a ovular normalmente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>7. Preservação do potencial reprodutivo</strong></h3>



<p>Designa-se desta forma a preservação de gâmetas (óvulos ou espermatozóides) ou de tecidos reprodutivos (ovocitário ou testicular) para que possam ser usados no futuro.</p>



<p>A nossa legislação (Lei nº 58/2017) permite este procedimento para pessoas, que, por diferentes circunstâncias, possam vir a ter problemas de infertilidade. São disso exemplo as situações oncológicas, pessoas com doenças em que existe maior risco de <a href="https://simplyflow.pt/como-construir-uma-menopausa-positiva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menopausa</a> precoce ou insuficiência ovárica prematura, pessoas trans antes de iniciar terapêutica hormonal, entre outras. A <a href="https://www.cnpma.org.pt/cidadaos/Paginas/preservacao-do-potencial-reprodutivo.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">informação sobre este procedimento está disponível na página do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA)</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em conclusão, não existe um limite objectivo, seguro, para adiar uma gravidez. Há mulheres que têm uma gravidez em idades tardias que decorre sem complicações.</strong></h2>



<p>E, não se esqueça, que na maioria dos casos, engravidar é um projecto que envolve um par. Por isso, engravidar é uma questão que depende também da fertilidade da outra pessoa.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-NE0uP' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>A menstruação não é só sangue.</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-menstruacao-nao-e-so-sangue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Lemos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Menstruação]]></category>
		<category><![CDATA[Não é só sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Patrícia Lemos]]></category>
		<category><![CDATA[período]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecer o ciclo menstrual significa entender que a menstruação não é uma coisa aleatória que nos acontece porque “somos mulheres”, mas o resultado de uma dinâmica fisiológica que responde à envolvente e ao estilo de vida que escolhemos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-menstruacao-nao-e-so-sangue/">A menstruação não é só sangue.</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Assim que começamos a ter o período, ensinam-nos que este acontece todos os meses, que é normal ser algo desconfortável e que é o preço que pagamos por ser mulher, já que a menstruação serve para podermos fazer bebés. É tempo de desconstruir esta narrativa que tem contribuído em larga escala para o desconhecimento generalizado sobre o corpo, sobre o ciclo menstrual e sobre fertilidade.</strong></p>



<p>Interessa-nos agora menos focar nas histórias da avó sobre as coisas que não se podem fazer, comer ou cozinhar, e mais no ciclo menstrual, que é a parte invisível entre dois períodos. É ele que dita o ritmo a que o sangue surge, é ele que nos fala da nossa saúde e é dele que precisamos para produção hormonal e uma consequente e melhor saúde óssea, mamária e cardiovascular.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de falar sobre menstruação</strong></h2>



<p>Em 2015, <strong>o ciclo menstrual foi considerado um sinal vital de saúde</strong> pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas. Isto significa que <strong>a forma como se expressa em cada pessoa que menstrua nos dá pistas sobre a sua saúde geral e ginecológica</strong>. Se há dor, irregularidade, hemorragia abundante, por exemplo, algo não está bem.</p>



<p>Isto significa que precisamos de reaprender (quase) tudo o que nos ensinaram sobre o assunto: desde os 28 dias de ciclo, às ovulações a meio ou no dia 14, a ter de aguentar a dor ou tomar a pílula para “regular o ciclo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Passamos quarenta anos a menstruar – é uma vida.</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-DBHMg' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Nos anos menstruais após puberdade e anteriores à entrada na perimenopausa, o que pretendemos, e sabemos hoje ser natural e saudável, são ciclos que variam entre os 25 e os 35 dias, com sangramento variável e facilmente gerível durante os diferentes dias de menstruação, sem dor forte ou incapacitante e sem sintomatologia emocional associada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma surpresa para tanta gente que menstrua há décadas!</strong></h2>



<p>Conhecer o ciclo menstrual significa entender que a menstruação não é uma coisa aleatória que nos acontece porque “somos mulheres”, mas o resultado de uma dinâmica fisiológica que responde à envolvente e ao estilo de vida que escolhemos.</p>



<p>A forma como nos alimentamos, o exercício que fazemos, a qualidade do nosso sono, tudo tem impacto no nosso corpo e, por consequência, no nosso <strong>ciclo menstrual </strong>que <strong>funciona como uma espécie de árbitro das nossas escolhas diárias</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A menstruação não é só sangue.</strong></h2>



<p>O livro “<a href="https://influencia.com.pt/livros/nao-e-so-sangue-uma-conversa-sobre-o-ciclo-menstrual">Não é só Sangue</a>” pretende contribuir para um entendimento integrado da menstruação em termos físicos e também sócio-culturais: o que é, para que serve, porque ainda temos vergonha de falar sobre ela, quando é que não é normal, o que nos está a querer dizer, quando é assunto para recorrer ao médico, como a podemos gerir, o que nos diz sobre a nossa fertilidade, quando é que os sangramentos não são período, etc..</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="728" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-728x1024.jpg" alt="menstruação" class="wp-image-15206" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-728x1024.jpg 728w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-213x300.jpg 213w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-768x1080.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-1093x1536.jpg 1093w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-1457x2048.jpg 1457w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-460x647.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-160x225.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-320x450.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-480x675.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-640x900.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-960x1350.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-1120x1574.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/06/Nao-e-So-Sangue-scaled.jpg 1821w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure></div>



<p>Centenas de páginas para <strong>promover uma maior literacia de corpo e celebrar o poder do conhecimento </strong>para que os diagnósticos não tardem, para uma maior fertilidade, para convidar quem menstrua a ser agente ativo de mudança e elemento responsável pela promoção do seu próprio bem-estar, e para que se descubra que afinal a menstruação não é só sangue.</p>



<p></div>
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		<title>Como construir uma menopausa positiva?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-construir-uma-menopausa-positiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[perimenopausa]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A menopausa está, frequentemente, associada a uma imagem pouco positiva. Talvez porque seja uma voz comum na sociedade de que esta é uma fase de “declínio”, de “perda” da fertilidade, da feminilidade, da sexualidade, espera-se que “venha lá para o fim da vida”. Mas, não é verdade e é importante desconstruir estas ideias. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A menopausa está, frequentemente, associada a uma imagem pouco positiva. </strong><strong>Talvez porque seja uma voz comum na sociedade de que esta é uma fase d</strong><strong>e “declínio”, de “perda” da fertilidade, da feminilidade, da sexualidade, espera-se que “venha lá para o fim da vida”. Mas, não é verdade e é importante desconstruir estas ideias. Hoje em dia, com o aumento da esperança de vida e da qualidade dos cuidados de saúde individuais, a maioria das mulheres quando atinge a menopausa – em média aos 50 anos &#8211; sente-se activa e produtiva. Com muitos anos de vida e projectos para o futuro.&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>A nossa saúde e bem-estar são um processo contínuo: “constrói-se ao longo da vida” pelas escolhas e cuidados que temos com o nosso corpo e a nossa mente. Os cuidados nutricionais, os cuidados com a pele, a prática de exercício físico, são alguns exemplos, deste espírito de investimento ao longo do tempo. Por isso, <strong>não espere pela menopausa para começar a cuidar de si</strong>.</p>



<p><strong>Se já está na menopausa, não se renda</strong>. É importante ter consciência de que a menopausa existe e que existem estratégias para contrariar ou atenuar as mudanças que este estado fisiológico produz.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é concretamente a menopausa?</strong></h2>



<p>Em termos clínicos <strong>fica estabelecido o diagnóstico de menopausa quando decorreu um ano sem menstruações (amenorreia), sem que exista outra causa que justifique esta situação</strong>. A média em Portugal é 50 anos. Mas pode acontecer entre os 45 e os 55 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa menopausa precoce?</strong></h2>



<p>Designa-se desta forma <strong>quando acontece entre os 40 e os 45 anos</strong>. Quando a menopausa surge antes dos 40 anos fala-se de insuficiência ovárica prematura. Nestes dois casos &#8211; em particular neste último &#8211; é extremamente importante ser avaliada em consulta porque são situações com intervenções específicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Como posso perceber se estou em menopausa?”</strong></h2>



<p>Como somos todas pessoas diferentes, obviamente que não há uma versão única para todas. Mas, existem dois grandes grupos:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ZtVkj' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se menstrua regularmente/habitualmente, podem surgir ciclos com intervalos irregulares (mais curtos, mais longos ou que vão alternando) ou deixar de menstruar por longos períodos. Muitas vezes surgem “calores súbitos” (conhecidos como “afrontamentos”), que são mais frequentes à noite, no fim do dia, quando está mais cansada ou come alguns alimentos. Outros sintomas frequentes são a dificuldade em manter uma noite de sono completa (muitas vezes intercalada por vários episódios de “afrontamentos”), mudanças de humor e diminuição da lubrificação vaginal;</li><li>Se não menstrua regularmente, não menstrua de todo porque usa um método de contracepção que produz esse efeito ou se já foi submetida a uma histerectomia (com preservação dos ovários), a “suspeita” resulta do aparecimento dos sintomas atrás descritos. Se nunca sentir nada, algures entre os 50-55 anos, é possível que o seu médico/a assistente estabeleça uma forma de realizar o diagnóstico.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a perimenopausa?&nbsp;</strong></h2>



<p>A expressão <strong>perimenopausa designa o período de tempo antes e depois da última menstruação</strong> (quando é esse o caso). Normalmente tem uma duração de 4-8 anos, em que existem os sintomas atrás descritos, que têm características e intensidades diferentes para cada mulher. Para muitas mulheres, nesta fase existe ainda o risco de poder engravidar se não fizer contracepção, uma vez que <strong>perimenopausa não é sinónimo de que já não engravida</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O que posso fazer quando surgem os primeiros sintomas de menopausa?”</strong></h2>



<p>Os <strong>afrontamentos</strong>, as <strong>alterações do humor e do ritmo do sono</strong> produzem uma sensação de <strong>cansaço</strong> frequente. É verdade que há mulheres que não sentem alterações. Mas <strong>se tem sintomas, procure ajuda</strong>. Não subestime o impacto destas alterações no seu bem-estar, na sua qualidade de vida e até na sua sexualidade.</p>



<p><strong>Estes sintomas podem ser tratados com terapêuticas hormonais ou não hormonais.</strong> O modo de o fazer tem de ser definido em consulta com base na sua história clínica e em alguns exames. Não existem “truques” ou tratamentos iguais para todas as pessoas. Hoje em dia acredita-se em fazer tratamento individualizado. Ou seja, tratar a mulher considerando os seus sintomas, estado de saúde e factores de risco, respeitando o modo como pensa e o seu ritmo de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que esperar da sexualidade nesta etapa?</strong></h2>



<p>A sexualidade não é apenas comandada pelo nosso sistema hormonal. O bem-estar físico e psíquico são factores determinantes na forma como vivemos a nossa sexualidade.</p>



<p>Se sente muitas alterações relacionadas com a menopausa é possível (e compreensível) que sinta uma menor disponibilidade para se relacionar afectiva e/ou sexualmente. “Menos desejo” ou “menor libido”, na voz corrente… Mesmo que não seja esse o seu caso, é importante ter consciência que fisiologicamente existe um desafio físico: a diminuição dos estrogénios, típica desta fase, pode provocar alterações na <a href="https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vulva e na vagina</a>. A mucosa da vagina torna-se mais fina, mais desidratada e menos vascularizada. Decorrente destes factos pode diminuir a lubrificação em resposta a estímulos sexuais. Para prevenir ou tratar estas alterações existem várias opções de tratamento.</p>



<p><strong>A menopausa como “estado” não diminui, por si só, o desejo e o prazer sexual. Podem existir mudanças, para as quais já existem soluções. Só tem de dar o primeiro passo.</strong> </p>



<p></div>
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		<title>Órgãos sexuais femininos: O que nunca teve coragem de perguntar?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Sexual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reuni algumas questões que me colocam várias vezes em consulta, pessoas com vulva e vagina, de todas as idades. Com a informação correcta, terá mais poder para viver melhor com o seu corpo e a sua sexualidade. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/">Órgãos sexuais femininos: O que nunca teve coragem de perguntar?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Informação é poder. Em qualquer área do conhecimento ou intervenção. É assim também com o nosso corpo. E, por isso, é tão frequente a procura de informação sobre saúde, equilíbrio e bem-estar. Porém, existem temas mais difíceis de abordar. Falar sobre órgãos sexuais e sexualidade pode ter dificuldades acrescidas: a resistência social e pessoal em tratar temas que são considerados da esfera da intimidade. Mas é bom e útil mudar este paradigma.&nbsp;</strong></p>



<p>Reuni algumas questões sobre órgãos sexuais femininos que me colocam várias vezes em consulta, pessoas com vulva e vagina, de todas as idades. Com a informação correcta, terá mais poder para viver melhor com o seu corpo e a sua sexualidade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estas são as tais questões que nunca teve coragem de perguntar sobre órgãos sexuais femininos:&nbsp;</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Conheça bem as diferenças</strong></h3>



<p>É frequente encontrar-se alguma confusão no uso dos vários termos, por isso é bom começar por clarificar as designações.&nbsp;</p>



<p>É possível que já tenha ouvido dizer: “Assim como os rapazes têm pénis, as raparigas têm vagina”, mas não é verdade. O <strong>órgão genital externo na mulher</strong> é a vulva. A <strong>vagina</strong> é um <strong>órgão interno</strong>, que se estende da vulva até ao útero. A vulva é constituída pelos grandes e pequenos lábios, clítoris e o introito (entrada da vagina). Não tenha receio de utilizar os termos certos: é o primeiro passo para conhecer as características destes dois espaços muitas vezes confundidos.</p>



<p>Os órgãos sexuais são muitas vezes utilizados como sinónimo de órgãos genitais. Mas também pode encontrar esta expressão para designar todo e qualquer órgão que participa na vivência da sexualidade. E incluir, para além dos genitais, também o cérebro, a pele e os nossos sete sentidos.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Somos todas iguais?&nbsp;</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-4TB1K' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Tal como as outras partes do corpo, <strong>os genitais são únicos para cada pessoa</strong>. Diferentes de todas as outras que existem. Assim como não há mãos ou olhos iguais.&nbsp;</p>



<p>Muitas mulheres nunca viram outra vulva, porque, pela sua localização, mesmo quando vêem outra mulher despida, ela não é visível. Devido à sua posição permanece escondida, oculta. Por isso, a imagem que a maioria das pessoas tem de uma vulva provém de um livro de biologia ou de imagens online, esquemáticas ou com photoshop. O que as torna pouco reais, sem contemplar a diversidade que existe na natureza.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. “Eu acho que sou diferente.” / “Será que sou normal?”</strong></h3>



<p>Muitas mulheres vivem com tristeza ou até vergonha porque se comparam com estas imagens e sentem-se inseguras da sua “normalidade”. Saiba que <strong>existe uma enorme variedade de formas de vulva</strong>. Nenhuma “menos normal” que a outra. Tal como todas as nossas caras são diferentes. É nisto que consiste a nossa individualidade &#8211; “somos pessoas únicas”. Este simples conhecimento pode mudar toda a vivência pessoal e sexual.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. É possível ter pequenos lábios maiores que os grandes lábios?&nbsp;</strong></h3>



<p><strong>Sim, e até é frequente</strong>. Os pequenos lábios têm uma grande variedade no que diz respeito à forma e à dimensão. Podem ser pregueados e longos sem que isso seja “menos normal”. Podem ser assimétricos. Tal como acontece com as mamas, mas que não estranhamos porque vimos ou ouvimos falar que esta variação é frequente.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Não sangrei na primeira relação sexual. É normal?</strong></h3>



<p>O hímen é uma prega de mucosa que recobre a abertura da vagina. <strong>Apesar de ser frequente sangrar com a primeira penetração vaginal, é possível que isso não aconteça</strong>. Nada significa de importante ou grave, nem que a penetração não tenha acontecido. Apenas que o hímen cedeu sem que tenha “apanhado” um vaso sanguíneo. Pode sangrar nas relações seguintes, ou nunca. No entanto, se posteriormente sangra durante as relações sexuais, deve consultar um médico/a.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Um “pequeno botão”: é ainda esta a imagem que tem do clítoris?</strong></h3>



<p>O clítoris parece frequentemente nas imagens como um “pequeno botão” recoberto por uma prega a que se chama prepúcio. Vários estudos científicos já demonstraram que <strong>o clítoris é um órgão muito maior</strong>,<strong> constituído por várias porções</strong> que envolvem a entrada e a porção inicial da vagina, a zona infra-uretral (por baixo da uretra) e que se estendem em profundidade nos grandes lábios. É uma estrutura extremamente vascularizada e inervada, que responde reflexamente aos estímulos sexuais e eróticos durante a fase de excitação.&nbsp;</p>



<p>É importante saber que existe uma estrutura que responde a estímulos sexuais e que é muito maior do que apenas a glande do clítoris visível. Isto ajuda a perceber que existem várias zonas que podem ser estimuladas, na vulva e na vagina durante a resposta sexual, para além do clítoris.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O que é surpreendente é que o clítoris foi descrito pelos anatomistas do século XIX (Testut e Laterjet, 1887) como uma estrutura mais extensa do que o visível, constituída pela glande, prepúcio, corpo e raízes. No entanto, este conhecimento, ficou perdido algures nos séculos seguintes… Pois, saiba que até a Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OMS</a>) já incorpora este conceito nos seus documentos mais recentes. Por isso, <strong>há que continuar a divulgar para que esta informação seja útil e enriquecedora para mais pessoas</strong>.&nbsp;</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-4TB1K' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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