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	<title>Arquivo de moda - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Aug 2021 14:33:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de moda - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Basta ser</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 14:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Desperdício]]></category>
		<category><![CDATA[fátima lopes]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
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		<category><![CDATA[Ser]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser ou parecer? Lembrei-me de escrever sobre esta questão do ser e do parecer porque me oponho o mais possível ao desperdício e ao consumismo desnecessário. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/basta-ser/">Basta ser</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Continuo a sentir, não só naquilo que leio, mas também nalgumas abordagens das pessoas, que ainda há uma enorme preocupação com a imagem e com a forma como os outros nos leem a partir da imagem. Seja por aquilo que vestimos, pelo estilo que adoptámos, pelos gestos que temos ou não temos, ainda continua a haver um grande peso à volta da imagem.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O peso da imagem</strong></h2>



<p>Muitas vezes as pessoas são apressadamente avaliadas pela forma como se apresentam e frequentemente a imagem nada tem a ver com a leitura apressada que é feita da pessoa.&nbsp;</p>



<p>Lembrei-me de escrever sobre esta questão do ser e do parecer porque me oponho o mais possível ao desperdício e ao consumismo desnecessário. Apercebi-me que a pandemia levou a que se pesasse tudo de forma diferente. O facto de termos tido menos acesso às lojas físicas, levou muitas pessoas a desabituarem-se de consumir só por consumir. É verdade que as vendas online dispararam, mas como nem todos gostam de o fazer, muito do consumismo desenfreado de coisas absolutamente desnecessárias, acabou por abrandar. E ainda bem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ser ou parecer?</strong></h2>



<p>Uma coisa é consumirmos algo porque precisamos, porque efetivamente é uma necessidade, outra coisa é consumir porque sim. Quando entra uma nova estação, é suposto termos sempre roupas novas e da moda? Porque não podemos repetir aquilo que já usámos centenas de vezes até nos fartarmos? As figuras públicas são muito avaliadas pela sua imagem. Se vamos a um evento e repetimos um look, o mais provável é sermos criticados. A pergunta que deixo é: e não é suposto voltarmos a usar as roupas, sapatos e adereços que temos?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não é suposto voltarmos a usar as mesmas peças?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-iJwg2' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Não é suposto voltarmos a repetir peças, uma e outra vez, eventualmente um ano e mais outro? Onde é que está escrito que a validade das coisas é apenas uma vez ou X tempo? E há algum inconveniente em continuar a usar fora de moda? Isso é ficar escravo da cultura do parecer, com a qual eu não concordo de todo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Temos simplesmente de ser. Concentrar-nos em ser.&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Em viver a vida da forma que nós entendemos, com a imagem que nós escolhemos.</strong>&nbsp;</p>



<p>Este ano, não me tenho preocupado com a repetição de looks nas fotos. Algumas das <a href="https://simplyflow.pt/um-armario-a-abarrotar-e-nada-para-vestir/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">roupas</a> já as comprei há muito tempo e nos últimos anos, elas aparecerem sempre nas fotos. Porquê? Porque continuo a gostar delas e a achar que me ficam bem. Além disso mantêm a qualidade, por isso desfazer-me delas porquê? Se eu não sinto necessidade de comprar peças novas, pouco me importa que algumas tenham aparecido uma, duas ou 50 vezes! </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comprar só por comprar não. Desperdiçar só por desperdiçar nem pensar!&nbsp;</strong></h2>



<p>Vai contra os meus valores, vai contra o respeito que eu tenho pelo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-o-consumo-consciente/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">planeta</a>. Por isso, volto a reafirmar: basta ser! </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não é preciso parecer. Basta ser!</strong></h2>



<p>E parecer não é mais do que <a href="https://simplyflow.pt/como-podemos-ser-mais-sustentaveis-e-conscientes-no-descarte-da-nossa-roupa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desperdício</a> de tudo, até de energia, e uma perda de foco de quem nós somos. </p>



<p class="has-small-font-size">Nota: Fotografia por <a href="https://www.instagram.com/fuifotografar/">Verónica Silva</a></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-iJwg2' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Um armário a abarrotar e nada para vestir</title>
		<link>https://simplyflow.pt/um-armario-a-abarrotar-e-nada-para-vestir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2021 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[indústria têxtil]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está na hora de deixarmos de pensar apenas no produto final e de passarmos a olhar para toda a cadeia de abastecimento, assim como para os efeitos e as consequências desse produto final. A moda não pode refletir somente a preocupação com um bom design, com a cor, com a forma, com o estilo… tem de ir muito mais além disso. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há menos de dez anos, eu era extremamente consumista. Fascinada por moda, por roupa, sapatos, malas e acessórios, gastava grande parte do meu tempo, energia e dinheiro em compras semanais. Acompanhava as “tendências” e comprava, comprava muito. De uma forma compulsiva e totalmente inconsciente. Fui acumulando e acumulando, até que era tanta a roupa que tinha que nem cabia no meu armário. Ironicamente, por muita roupa que tivesse, sentia que vestia sempre o mesmo e realmente apenas usava uma pequena parte e parecia sempre que não tinha roupa nenhuma. Tinha um armário a abarrotar e nada para vestir!&#8230;</p>



<p>Não perdi o fascínio pela moda e não deixo de acompanhar os criadores que sempre admirei, continuando a vibrar com a fantástica expressão artística que ela também é; todavia, a compulsão e o impulso desapareceram. Lentamente, fui reduzindo e deixando de comprar. Deixei de sentir o apelo e a urgência.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que mudou? Eu.&nbsp;</strong></h2>



<p>Eu mudei… Comecei a (re)pensar e a tomar consciência das opções que fazia também a este nível (se o fazia com a minha alimentação e com outros produtos que consumia, foi uma extensão natural) e do que a roupa representava — ou deveria representar — para mim. E <strong>o momento mais poderoso foi quando decidi que passaria a ser eu a vestir as roupas, em vez de serem elas a vestirem-me</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A minha essência continua ali, independentemente dos trajes que eu carregue.&nbsp;</strong></h2>



<p>Dei por mim a repetir mais vezes roupas. Em momento algum me senti mal ou envergonhada por estar a repetir roupa. Pelo contrário. Foram esses momentos que me deram mais força para aprofundar este tipo de lógica na relação com o que eu vestia, derrubando convenções estéreis de que é «uma vergonha» repetir roupa em eventos diferentes ou vestir as mesmas peças em dias consecutivos. Qual o sentido de ter de comprar, por exemplo, um vestido só para um dia (umas horas)? Qual o sentido de o vestido ficar depois esquecido no roupeiro só porque não se pode repetir a toilette? Isto foi libertador.&nbsp;</p>



<p>Repito peças que me fazem sentir bonita, confiante e que exprimem da melhor forma a minha personalidade e a minha forma de estar. Não é isto que deve ser a moda, uma expressão do que somos? A principal aprendizagem neste processo foi perceber isso mesmo: <strong>a roupa é um instrumento, mas não nos pode instrumentalizar</strong>. Foi assim que começou a minha pequena revolução no roupeiro. Aprendi a cuidar e a estimar muito mais as peças, a fazê-las perdurar, porque gosto muito delas. Não quero que sejam descartáveis, substituídas por outras, só porque já foram usadas uma vez.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="666" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-666x1024.jpg" alt="nada para vestir" class="wp-image-14673" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-666x1024.jpg 666w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-195x300.jpg 195w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-768x1180.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-460x707.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-160x246.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-320x492.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-480x738.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-640x983.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21.jpg 833w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /><figcaption>Fotografia por Gustavo Figueiredo</figcaption></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que vestimos está a despir o planeta?</strong></h2>



<p>Quanto mais lia e pesquisava, mais desconfortável ficava com o tipo de consumo que fazia e que fui abandonando. E cada vez tinha também mais a certeza de querer usar o meu poder, a minha voz, enquanto consumidora, para mostrar que estava em contraciclo com a voragem da <em>fast fashion</em>.&nbsp;</p>



<p>As minhas raízes a norte do país, no Minho, e a proximidade de vários polos de produção têxtil (vestuário e calçado) permitiram-me também acompanhar no passado a decadência deste setor e as graves consequências dessa ruína que arrastou milhares de trabalhadores especializados para o desemprego. É no mínimo estranho enviarmos a nossa matéria-prima para um país do outro lado do mundo e, graças a subcontratação e de deflação dos custos, importarmos o produto final.&nbsp;</p>



<p>Como podemos, enquanto sociedade, compactuar com grandes empresas que produzem 52 coleções anuais? Corresponderão essas 52 coleções a necessidades reais? Não. Qual o seu objetivo? Que as consumamos, descartemos e sigamos para a próxima, para que possam movimentar comercialmente e produzir cada vez mais. E quem assume as consequências dessa produção massiva? Como se explica que os preços sejam sempre tentadoramente baixos? Como podem as fábricas e os trabalhadores sobreviver? Até que acontecem tragédias como a do Rana Plaza, o prédio de oito andares que colapsou em Dhaka, no Bangladesh, e os problemas de toda a cadeia de fornecimento da fast fashion ficam expostos à luz do dia. O gerente da fábrica cortou os custos e ignorou as regras básicas de segurança, impedindo os trabalhadores de abandonar o local, cuja derrocada era iminente. Morreram 1138 pessoas, foi dos maiores desastres da indústria da moda.&nbsp;</p>



<p>Este veio a público, mas haverá muitas histórias de exploração que nunca vieram, nem virão. Como continuar a consumir desta forma, sabendo que as nossas roupas são produzidas com este enorme custo humano? Sabendo que quem faz as nossas roupas, muitas vezes, ganha menos de dois dólares por dia? Que muitos dos trabalhadores nesta indústria não recebem sequer salário mínimo. São as mulheres as principais vítimas e as mais vulneráveis a esta injustiça social. Como continuar a ser cúmplices de um sistema que lucra à custa da (sobre)exploração e do desrespeito pelos direitos humanos?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É preciso parar para repensar a indústria têxtil e também o nosso consumo.&nbsp;</strong></h2>



<p>Parar para pensar (no longo) caminho que as peças de roupa percorrem até chegar até nós. Esse percurso abarca desde as matérias-primas utilizadas (e o seu impacto ambiental: água, energia, ar, biodiversidade, químicos, resíduos) às pessoas envolvidas na cadeia de abastecimento, e tem sido marcado nos últimos anos essencialmente pela (sobre)exploração: produzimos demais e consumimos demais.&nbsp;</p>



<p><strong>A moda é uma extraordinária expressão artística, uma forma de projetarmos a nossa personalidade e a nossa cultura, de nos sentirmos bem, mas não faz qualquer sentido que a associemos a este padrão de produção têxtil massiva, consumo célere, descarte sucessivo e sempre a preços cada vez mais baixos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A indústria têxtil é uma indústria extremamente poluente.&nbsp;</strong></h2>



<p>O cultivo das matérias-primas utilizadas é feito muitas vezes recorrendo ao uso de pesticidas em vastas extensões de solo, contaminando com a sua toxicidade esse mesmo solo e as águas, assim como a saúde de quem deles depende.&nbsp;</p>



<p>Como se não bastasse, estamos a comprar mais roupa do que há duas décadas. Ora, a maior parte da roupa tem na sua constituição fibras sintéticas e microplásticos, não sendo, por isso, biodegradável. Quando descartadas, não sendo recicladas (uma operação extremamente complexa e, por isso, também extremamente rara entre as marcas), vão parar aos aterros, libertando gases nocivos e, mais uma vez, inquinando o solo e as águas, destruindo todo o ecossistema. O mesmo acontece nas lavagens sucessivas, indo estes microplásticos parar ao oceano, com as consequências desastrosas que já conhecemos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A roupa e aquilo de que é feita (e como é feita), tal como a comida, tem impacto sobre nós e sobre o planeta.</strong></h2>



<p>Está na hora de deixarmos de pensar apenas no produto final e de passarmos a olhar para toda a cadeia de abastecimento, assim como para os efeitos e as consequências desse produto final. A moda não pode refletir somente a preocupação com um bom design, com a cor, com a forma, com o estilo… tem de ir muito mais além disso.&nbsp;</p>



<p>Está na hora da «est-ética»: um manifesto que obedeça a princípios e a premissas éticas, que sirvam o equilíbrio entre o ser humano e a natureza. Está na hora de uma mudança de paradigma, da passagem do crescimento (lucro associado a danos ambientais, redução de custos de produção, desumanização e injustiça social) para a sobrevivência (sustentabilidade e regeneração, criatividade, inovação nos materiais, reciclagem e upcycling, colaboração, economia circular, aposta na qualidade e nos saberes ancestrais e tradicionais, valorização do artesão e do manual, celebração dos valores culturais e da identidade, mais cadeia e menos marca, mais verdade e menos marketing).</p>



<p>E, finalmente, <strong>está também na hora de assumirmos que, enquanto consumidores, também fazemos parte do problema. A nossa compra é o nosso voto e o nosso veto, o nosso poder</strong>. Que sinal queremos dar daqui para a frente? Queremos continuar a ceder aos anúncios com que somos bombardeados e que nos segredam subliminarmente a ideia de que precisamos de mais roupa, porque a que temos já está desatualizada desde a semana anterior, porque, entretanto, já foi lançada uma nova coleção ou porque há black friday e as peças&nbsp; ficaram misteriosamente a metade de um preço que nunca foi o real? Queremos continuar a acreditar que a felicidade está no consumo, na aquisição de mais e mais e mais? Será que, depois de mais e mais e mais, somos realmente felizes?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ter ou ser?</strong></h2>



<p>Está na hora de exigirmos respostas e de perguntarmos #whomademyclothes e de nos juntarmos à <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-o-fashion-revolution-portugal/">Fashion Revolution</a>. O consumidor dos nossos dias é, mais do que nunca, também um ativista, e pode (e deve) fazer as perguntas: “Quem fez?”; “Em que condições?”; “Com que impacto?”.&nbsp;</p>



<p>Não me esquecerei nunca das palavras de Shima, uma trabalhadora têxtil, e do seu testemunho no documentário <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OaGp5_Sfbss">True Cost</a>: “Não quero que ninguém use nada feito com o nosso sangue”. <strong>É nossa obrigação, enquanto consumidores, valorizarmos as pessoas que fazem o que usamos, percebendo qual o verdadeiro custo do que consumimos.&nbsp;</strong></p>



<p>O que está por trás de um preço baixo? Ausência de segurança no local de trabalho, ausência de condições dos trabalhadores, salários baixos, exploração, negação do acesso à educação e cuidados de saúde, poluição da água, contaminação do solo, toxicidade que afeta a nossa saúde. <strong>Os preços baixos têm um preço tão alto&#8230;</strong></p>



<p>Depois de ter tido este «abanão» (é uma palavra que, até do ponto de vista da sugestão visual, retrata bem aquilo que senti; uma sacudidela que me fez despertar), não houve como voltar atrás. Simplesmente, fui deixando de comprar e o pouco que adquiro passou a ser sempre muito bem pensado. Esse é o meu principal e primeiro conselho: <strong>parar para pensar antes de comprar/adquirir alguma peça</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Manual para compras conscientes:</strong></h2>



<p>Antes de comprar, fazer perguntas e responder com total honestidade:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ZqfEd' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Gosto mesmo desta peça?</li><li>Vou usá-la no mínimo umas 30 vezes? Preciso mesmo dela ou tenho já algo parecido ou igual?</li><li>Consigo conjugá-la com outras peças?</li><li>Tem qualidade e está bem produzida? (Ver costuras, acabamentos, resistência, durabilidade, indicações sobre manutenção)</li><li>De que materiais é feita?</li><li>Quem a produziu e onde?</li><li>Sei quem estou a apoiar com esta compra? Está alinhada com os meus valores?</li><li><a href="https://simplyflow.pt/como-podemos-ser-mais-sustentaveis-e-conscientes-no-descarte-da-nossa-roupa/">O que lhe posso fazer no&nbsp; final de vida ou para evitar o seu final de vida</a>?</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiografia do roupeiro</strong></h2>



<p>Sei bem, por experiência própria, que não é fácil (e também nem sempre é possível, por vários fatores) ter tudo isto em conta e obedecer a todas estas preocupações. Defendo também que de nada adianta comprar roupa “sustentável”, se a nossa forma de consumir se mantém idêntica. A roupa pode ser sustentável, no entanto, se não a usarmos depois, a compra não foi consciente. O mesmo se aplica às compras em segunda mão. <strong>O melhor mesmo é «irmos às compras» no nosso próprio armário, no armário da família e dos amigos, e percebermos bem como podemos tirar partido do que já temos ou dar novo uso ao que deixámos de vestir.</strong></p>



<p>Não foi por ter deixado de comprar (ou por comprar menos) que deixei de me encantar pela moda e por aquilo que ela representa enquanto expressão artística e criatividade. Acredito que vivemos uma nova era, vibrante, de potencial inesgotável; são muitos os designers e marcas <em>slow fashion</em> que aceitam todos os dias o desafio de deixar um legado sustentável, que criam peças com propósito, que apostam em parcerias (e não em subcontratação), que homenageiam e valorizam toda a cadeia de produção, que resgatam o fazer manual e outros saberes ancestrais. Entusiasma-me sobretudo a ideia de que é possível olhar para objetos em fim de vida e reinterpretar o seu uso; de que há marcas, mesmo sendo esse um processo altamente complexo e sofisticado, a comprometerem-se com o destino das peças em pós-consumo, a reciclá-las e a aproveitar o resultado dessa reciclagem para produzir novas peças; de que há criadores a registar todo o processo com total transparência e a fazer questão de mostrar #whomademyclothes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>12 Dicas para prolongar a vida das roupas:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list"><li>Comece por tirar uma «radiografia» ao seu armário, para perceber o que tem, o que usa, o que adora, o que não usa e aquilo de que não gosta;</li><li>Tire fotografias, com a ajuda do telemóvel, aos<em> looks</em> que vai construindo, para perceber o que mais valoriza e para tirar partido de várias conjugações; experimente peças que normalmente não usa, combinadas com outras que adore; veja o resultado na imagem e descubra cruzamentos novos que permitam tirar partido da roupa que já tem. Explore e conheça bem o seu estilo, para o comunicar melhor nas suas escolhas;</li><li>Arrume de forma que todas as peças estejam visíveis, acessíveis e nunca sobrepostas. Com menos peças, é mais fácil vê-las e mantê-las arrumadas;</li><li>Estime e conserte aquilo que já não está em boas condições;</li><li>Nódoas, rasgões, em princípio, tudo pode ser tratado ou, pelo menos, disfarçado. Prefira pré-tratar localmente as nódoas, antes de colocar as peças na máquina. Faça uso da sabedoria e das técnicas populares com séculos de eficácia;</li><li>Lavar menos vezes (e sempre em baixas temperaturas) e evitar a máquina de secar roupa. Lavar a roupa de cada vez que a usamos desgasta os tecidos, pela exposição à temperatura elevada da lavagem e ao efeito abrasivo dos detergentes, durando, por isso, menos tempo;</li><li>Aumentar a carga da máquina de lavar, para que o uso de água e de energia seja mais eficiente;</li><li>No caso de lavagem de fibras sintéticas, usar sacos de captura de microplásticos;</li><li>Use mais vezes a sua roupa, repita mais vezes a mesma <em>toilette</em> — com a ajuda de um desodorizante caseiro ou deixando as roupas respirarem num cabide à noite, fora do armário, ou penduradas ao ar na varanda;</li><li>Não precisa de passar a ferro todas as peças de roupa. Pendure-as em cabides no estendal, vai ajudar;</li><li>Se precisar de adquirir novas peças, dê preferência a trocas com amigos, lojas em segunda mão. Escolha, sempre que possível, fibras naturais. Há novas aplicações para criadores e consumidores que nos ajudam a perceber quais as melhores opções, analisando toda a cadeia. E há cada vez mais conceitos que incentivam a reutilização (através de aluguer), em vez da compra;</li><li>Aposte na intemporalidade, não nas tendências. Na qualidade, não na quantidade.</li></ol>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-ZqfEd' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
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		<title>Como aliar moda, sustentabilidade e bom gosto?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-aliar-moda-sustentabilidade-e-bom-gosto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fátima Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 07:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[fátima lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel Silva]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Peças 100% portuguesas, práticas, intemporais e sustentáveis, feitas para durar a vida toda. Parece-lhe bem? Pode&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-aliar-moda-sustentabilidade-e-bom-gosto/">Como aliar moda, sustentabilidade e bom gosto?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Peças 100% portuguesas, práticas, intemporais e sustentáveis, feitas para durar a vida toda. Parece-lhe bem? Pode encontrar tudo isto na primeira colecção de roupa lançada por Isabel Silva. E para vos dar a conhecer este projecto que tem como base a sustentabilidade, partilho convosco a conversa maravilhosa que tive com a “Belinha”.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-768x1024.jpeg" alt="moda" data-id="13568" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-scaled.jpeg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13568" class="wp-image-13568" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-768x1024.jpeg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-225x300.jpeg 225w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-1152x1536.jpeg 1152w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-1536x2048.jpeg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-300x400.jpeg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-460x613.jpeg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-160x213.jpeg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-320x427.jpeg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-480x640.jpeg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-640x853.jpeg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-960x1280.jpeg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-1120x1493.jpeg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/image1-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="829" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-829x1024.jpg" alt="moda" data-id="13569" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13569" class="wp-image-13569" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-829x1024.jpg 829w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-243x300.jpg 243w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-768x949.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-460x568.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-160x198.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-320x395.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-480x593.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-640x791.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-960x1186.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed-1120x1384.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/unnamed.jpg 1125w" sizes="(max-width: 829px) 100vw, 829px" /></figure></li></ul></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Saiba mais sobre a coleção Aly John i Isabel Silva: </strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Fala-me um bocadinho sobre este projecto: como surgiu a ideia e como foi criar uma colecção de roupa?</strong></h3>



<p>Começo por dizer que deu-me um gozo enorme fazer tudo isto. Sou, realmente, uma abençoada pela equipa e família que tenho.</p>



<p>Lembro-me perfeitamente de quando conheci a Aly John. Foi há cerca de quatro anos numa loja multimarcas no Chiado. Vi dois pares de calças e, só à primeira vista, percebi que eram boas. Tinham pinta e pareciam vestir bem. Melhor ainda quando percebi que podiam ser customizadas. Enviei as minhas medidas e, em poucos dias, chegaram a minha casa umas feitas à medida do meu corpo. Nunca mais as larguei, e prova disso são as histórias que elas já contam. Foram comigo para programas de televisão, jantares de amigos, eventos, férias e até as usei só para andar por casa. E porque a moda é emocional, quis ir até à fábrica para conhecer a equipa e a bonita costureira que produziu as minhas calças, a Conceição. E como trabalhar em comunidade e para a comunidade é a minha filosofia de vida, escolhi e fui escolhida pelo João, pela Fernanda, pelo Manuel e pelo Miguel. A família Lamosa, de Guimarães que, hoje, fazem parte da minha família.</p>



<p>Foi juntamente com a Aly John que criei sete peças que vão combinar com tudo o que as pessoas têm no guarda roupa. Todas elas refletem aquilo que valorizo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>100% Portuguesas;</li><li>100% Produção nacional;</li><li>Preço justo para quem produz e para o consumidor;</li><li>Produção pequena e média escala;&nbsp;</li><li>Excelente matéria prima para durar o resto da tua vida;&nbsp;</li><li>“Smart Design” porque é fácil de conjugar e muitas das peças valem por duas.</li></ul>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-682x1024.jpg" alt="" data-id="13574" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13574" class="wp-image-13574" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-682x1024.jpg 682w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva3.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-683x1024.jpg" alt="" data-id="13573" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13573" class="wp-image-13573" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-1024x1536.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4-1120x1680.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva4.jpg 1280w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Porque é que tiveste tanto cuidado em que a tua colecção de roupa cumprisse todos os critérios da sustentabilidade?</strong></h3>



<p>A moda dá-nos o poder e faz-nos sonhar. Tem uma capacidade única de gerar tendências que se espalham rapidamente e que chegam a muita gente. E se a moda fosse usada para o bem? Para mostrar que precisamos de abrandar o consumo. De escolher melhor, em menos quantidade? É ou não é a moda um dos veículos da sustentabilidade? É importante memorizar esta mensagem e que cada um de vocês responda a esta pergunta: sabem aquelas calças de ganga clássicas que estão no guarda roupa há uns bons anos e que, por muitas calças que comprem, aquelas acabam sempre por ser a escolha de todos os dias? A minha pergunta é: porquê? Ou é porque ficam sempre bem, porque a qualidade do tecido assim o permite, ou porque assentam como uma luva e vestem super bem. É daquelas peças que, na altura da compra, nos faz pensar que custa “uma pipa de massa”, mas que hoje, se calhar, achamos que até foi um preço justo.&nbsp;</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-Pzp8v' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>As sete peças desta colecção foram pensadas de base e alinhadas com os valores que defendo, e que eu quero que durem a vida inteira. Num mundo cada vez mais globalizado, em que quase tudo é industrializado, é cada vez mais difícil irmos à origem das coisas. E eu gosto de saber de onde vem aquilo que estou a usar, como foi feito, com que materiais, por quem, se foram respeitadas regras básicas ambientais e de comércio justo. Para mim, a melhor tendência de moda é unicamente aquela que se conjuga com a maneira como cada um de nós vive a vida. Também é importante memorizar esta mensagem.</p>



<p>Eu sou exatamente aquilo que visto. Escolher todos os dias aquilo que vou vestir leva-me muitas vezes ao desespero, porque a minha indecisão fala sempre mais alto e porque aquilo que visto tem de ser pensado para o meu dia-a-dia e para fazer televisão. Troco de roupa mais do que uma vez por dia, e chateia-me estar sempre a pensar em combinações e conjuntos. Não gosto de saber que tenho uma peça maravilhosa no padrão e no design, mas que depois não é confortável. Chateia-me ter peças que foram um investimento, mas que depois não uso com a regularidade que devia porque, afinal, não são assim tão versáteis. Chateia-me, grande parte das vezes, perder demasiado tempo a pensar no que quero vestir porque vejo opções a mais no guarda roupa, e depois acabo sempre por vestir o mesmo. Tudo isto me chateia e gera ansiedade porque só quero sentir-me confortável e bonita com aquilo que visto. Então, o truque é simplificar.</p>



<p>Como disse, a moda é muito emocional, mas tem de ter sentido prático. Gosto de roupas que me facilitem a vida e que não me deixem sempre com dúvidas, mas que me façam sentir sexy, confiante, poderosa, mas têm também de ser leves e, sobretudo, confortáveis. É por essa razão que gosto de conjuntos monocromáticos, com peças que são facilmente conjugadas com outras essenciais, daquelas que ficam bem com tudo. Ou seja, coisas como umas calças de ganga, um blazer, t-shirts básicas, camisas brancas ou um trench coat. Agora, há aqui um ponto muito importante: é que tudo isto só faz sentido se a qualidade dos tecidos for superior e se o “fitting” for perfeito. Porque só isto faz com que queiramos usar essas roupas para o resto da vida. E isto, minha gente, é ser sustentável.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-682x1024.jpg" alt="" class="wp-image-13572" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-682x1024.jpg 682w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva5.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Qual a mensagem que queres passar com esta colecção de roupa?</strong></h3>



<p>O que me entusiasma mais neste projeto é, precisamente, a mensagem que quero passar. A mensagem da consciência, de que tudo o que fazemos neste mundo impacta a nossa saúde e a saúde do nosso planeta. A mensagem de que o caminho se faz caminhando e que cada um de nós deve agir e mudar de acordo com quem é, e não de acordo com o que a tendência nos impõe. A mensagem de que as mudanças se fazem com equilíbrio e nunca com fundamentalismo. A mensagem de que, antes de comprar, devemos em primeiro lugar, destralhar e dar mais vida ao que temos no nosso armário.</p>



<p>Comprar também é bom e vale a pena, mas que temos de ser inteligentes quando o impulso quer falar mais alto. Mas também está tudo bem se nem sempre conseguirmos combatê-lo. Interessa é ter consciência.</p>



<p>O meu propósito é comprar consciente. Ou seja, comprar só se souber que, seguramente, vou usar, cada uma delas, mais do que 30 vezes ao ano. Porque só assim vale a pena!</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Onde podemos encontrar as peças?&nbsp;</strong></h3>



<p>As peças estão disponíveis para encomenda apenas no site da <a href="https://www.alyjohn.com/36-aly-john-i-isabel-silva">Aly John</a>. Ou seja, não é feito stock porque tudo é feito por pedido para não acumular excedente. Todas as peças são personalizadas e feitas à mão pela Conceição. O que encaixa na perfeição com a mensagem de slow living que pretendo passar, que é: se querem ter as coisas feitas com amor e carinho têm de saber esperar porque tudo tem um timing. E se têm pressa para ter alguma coisa, a pressa sempre foi inimiga da perfeição. Certo? Este é o meu primeiro projecto, por isso não fazia sentido dar um passo maior que a perna e acumular um grande stock. Felizmente as encomendas têm surgido, mas o mais importante para mim, enquanto comunicadora e empreendedora, é usar a moda para poder passar, exactamente, essa mensagem do slow living, de valorização daquilo que é português e dos materiais. Temos de cuidar daquilo que é nosso! Temos de comprar, mas com qualidade e pensar se realmente aquela peça nos vai acrescentar valor. </p>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-682x1024.jpg" alt="" data-id="13576" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13576" class="wp-image-13576" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-682x1024.jpg 682w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva1.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-682x1024.jpg" alt="" data-id="13575" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13575" class="wp-image-13575" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-682x1024.jpg 682w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/IsabelSilva2.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></li></ul></figure>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-Pzp8v' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-aliar-moda-sustentabilidade-e-bom-gosto/">Como aliar moda, sustentabilidade e bom gosto?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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