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	<title>Arquivo de Mexericos - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de Mexericos - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>É Carnaval, ninguém leva a mal!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 05:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Caetano]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica construtiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“É Carnaval, ninguém leva a mal!” é uma expressão que nos remete para a origem do Entrudo e nos convida a refletir sobre a dualidade entre o tempo para limites e o tempo para a ausência deles. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/e-carnaval-ninguem-leva-a-mal/">É Carnaval, ninguém leva a mal!</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“É Carnaval, ninguém leva a mal!”</em></strong><strong> Quem nunca ouviu esta expressão? Remete-nos para a origem do Entrudo e convida-nos a refletir sobre a dualidade entre o tempo para limites e o tempo para a ausência deles. Ora vejamos…</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A origem do Carnaval</strong></h2>



<p>As origens do Carnaval remontam à Grécia e ao Império Romano, onde o excesso de folia surgia como ritual de transição entre a escuridão e a luz, do inverno para o verão. Mais tarde, surgem os rituais católicos do Natal e da Páscoa, em que o Carnaval (o Entrudo, ou a entrada) antecede cerca de 40 dias o domingo de Páscoa: o período da Quaresma. Assim, os três dias de Carnaval são uma herança de uma tradição de celebração pagã, que é aproveitada para aliviar tensão antes do início do jejum e rigor da Quaresma. Talvez agora não nos faça sentido, mas se imaginarmos os tempos em que os rigores dos rituais religiosos eram marcantes, <a href="https://agencia.ecclesia.pt/portal/95982-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a pausa de três dias remete-nos para <strong>a importância dos momentos de libertação e exagero</strong></a>. </p>



<p>No mundo ainda existem rituais em que durante o Carnaval se pode dizer mal dos que detêm poder nas comunidades… e isso é muito salutar. Lembro-me do que aprendi sobre isso quando fiz um workshop sobre <em>“A arte do palhaço”</em>, uma das formações mais sérias que fiz na vida. Descobri que este personagem que faz rir os outros, o palhaço, tem raízes no bobo da corte, o único que naquele meio tinha autorização para gozar com o rei. Assim, o humor assume um aspeto valiosíssimo nas comunidades:<strong> quem tem poder, tem responsabilidades acrescidas</strong>. E quem o exerce não deixa de ser humano, pelo que inevitavelmente falha. Mas é delicado para os que o rodeiam apontar falhas e, mais ainda, sofrer as duras consequências. É neste contexto que surge o bobo da corte, na forma de uma piada, para (re)lembrar <strong>a importância da humildade e da aceitação da nossa humanidade</strong>. Por isso: <em>“No Carnaval ninguém leva a mal”</em>. No Carnaval…reparem como está circunscrito no calendário o tempo para as críticas. No resto do ano é para levar a mal se formos desrespeitados, abusados ou se os nossos limites forem invadidos. Todavia <strong>é indispensável distinguir os conceitos que refletem a opinião dos outros sobre nós: Crítica Construtiva, Crítica Corrosiva, Maledicência e os Mexericos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são as diferenças entre Crítica Construtiva, Crítica Corrosiva, Maledicência e os Mexericos?</strong></h2>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“De bom vinho, bom vinagre.”</em></strong></h3>



<p>A <strong>Crítica Construtiva</strong> pode ser difícil de aceitar, mas, se assenta na ideia de nos ajudar a melhorar e ou a crescer, é bem-vinda. É um ato de coragem aceitar a crítica, refletir sobre o que diz de nós, ponderar se faz sentido fazer alguma alteração na nossa forma de estar e seguir em frente. Ajuda-nos a ser a nossa melhor versão.</p>



<p>A <strong>Crítica Corrosiva</strong>, ou crítica pela crítica, é perigosa porque normalmente pretende humilhar-nos e enfraquecer-nos. Fazer a distinção do “<em>Trigo do Joio”</em> da Crítica protege-nos de relações e ambientes tóxicos. Daí a necessidade de ouvir e refletir sobre esse tipo de apreciação. Na dúvida, <a href="https://simplyflow.pt/o-que-sao-os-mecanismos-de-defesa-psicologicos-e-como-funcionam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">proteja-se</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“Nas costas dos outros vejo as minhas.”&nbsp;</em></strong></h3>



<p>A <strong>Maledicência </strong>é comum e não se trata apenas de falar de nós na nossa ausência&#8230; Se, por acaso, tivermos falhado – e falhamos porque somos humanos &#8211; é natural zangarmo-nos devido à injustiça do golpe desferido à nossa reputação.&nbsp;</p>



<p>A pura maledicência é gravíssima, ao ponto de, na Idade Média existirem leis que estabeleciam como punição do maledicente o corte da respetiva língua. Havia duas razões para se levar tão a sério este crime:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a difamação não escalar;</li>



<li>garantir a aplicação da lei, uma vez que quem difama pode desencadear o julgamento de alguém em praça pública, que eventualmente, seja inocente. </li>
</ul>



<p>Tal transporta-nos para o atual manancial de informação circulante que simplesmente é falsa. É um crime grave: proteja-se a si e aos outros.</p>



<p>No entanto, há um detalhe delicioso sobre <strong>Mexericos</strong>: autores como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Robin_Dunbar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Robin Dunbar</a> ou <a href="https://medium.com/@henrik.nilson/thanks-to-gossip-we-rule-the-world-but-why-are-we-so-easily-missled-3c69533a59ee" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Yuval Noah Harari</a> defendem que foram os mexericos que nos ajudaram a construir as relações sociais, criar a noção de identidade cultural, perceber em quem se pode confiar ou não, e desta forma com quem podemos cooperar e prosperar e os que devemos evitar. No nosso dia a dia temos várias versões da utilidade dos mexericos: <em>“O quê, vais trabalhar com o não-sei-quantos do departamento do 5.º andar? Ouvi dizer que é um preguiçoso, por isso estás com azar”</em>.</p>



<p>Consequentemente há que determinar quando é que estamos perante maledicência ou um mexerico potencialmente protetor. Manhoso é o termo técnico que uso para definir estas delicadezas, é muito manhoso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais uma vez, como fazemos a separação do </strong><strong><em>“trigo e do joio</em></strong><strong>”?</strong></h2>



<p>Analise cautelosamente o carácter de quem partilha a informação consigo: é de confiança ou é conhecido por ser mexeriqueiro? Há outras pessoas e situações que já partilharam o mesmo tipo de informação sobre o <em>“não sei quantos do 5.º andar”</em>? Na presença do <em>“não sei quantos”</em> não tire conclusões precipitadas. O que fez no passado não é uma profecia, pode ter sido um momento infeliz ou mal interpretado. Mas não seja tonta/o, caso identifique sinais. Seja cautelosa/o, mas não inflexível. E, sim, isto requer reflexão, ocupa tempo, gasta energia e retira espontaneidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Regressemos à importância do Carnaval…&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Libertar tensão e críticas, sem medo das consequências, usar o humor para fazer reparos sem colocar em causa o respeito e a cordialidade. </strong>Nesses três dias ninguém leva a mal, nos outros 362/3 usamos de ponderação e não alimentamos críticas corrosivas e maledicência.</p>



<p>Como diriam os Toltecas: <em>“Seja impecável com a sua palavra – fale com integridade. Diga apenas aquilo em que acredita. Fuja de mexericos e comentários negativos. Use o poder da palavra na direção da verdade e do amor”</em> (Dom Miguel de Ruiz , in “Os 4 compromissos”).</p>



<p></div>
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