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	<title>Arquivo de luta contra o cancro - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de luta contra o cancro - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Comemorar as pequenas vitórias</title>
		<link>https://simplyflow.pt/comemorar-as-pequenas-vitorias-cancro-da-mama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laira Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 07:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[cancro]]></category>
		<category><![CDATA[cancro da mama]]></category>
		<category><![CDATA[fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Laira Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[luta contra o cancro]]></category>
		<category><![CDATA[outubro rosa]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este mês assinala-se o Outubro Rosa, dedicado às mulheres que lutam contra o cancro da mama e que merecem celebrar as pequenas vitórias.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/comemorar-as-pequenas-vitorias-cancro-da-mama/">Comemorar as pequenas vitórias</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estamos vivendo tempos tão complicados que parece difícil falar em comemoração. Porém, se olharmos bem, é possível encontrarmos motivos para comemorar. Nem que seja para comemorar as pequenas vitórias de cada dia. Este mês assinala-se o Outubro Rosa, um mês dedicado às mulheres que lutam contra o cancro da mama. Mulheres essas que todos os dias merecem celebrar as pequenas vitórias de cada dia.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Passo a passo, comemorando até as pequenas vitórias de cada dia </strong></h2>



<p>É assim que vejo o percurso das mulheres que enfrentam cancro da mama. É um caminho duro, com muitos desafios, muitas dores. Mas é também um caminho repleto de pequenas vitórias diárias. E estas são vitórias que significam muito e que devem, sem dúvida, ser comemoradas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é o Outubro Rosa? </strong></h2>



<p>Outubro Rosa é a designação que se dá ao mês de Outubro, uma vez que este é um mês dedicado às mulheres que lutam contra o cancro da mama.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabia que o cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres? </strong></h2>



<p>Esta patologia tem um grande impacto na sociedade não só pela sua alta taxa de mortalidade, mas também por todo o simbolismo que a mama tem para a mulher. A mama é um grande símbolo de feminilidade, sexualidade e maternidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cancro da mama: a importância de um diagnóstico precoce </strong></h2>



<p>Podemos diminuir o impacto da patologia nas nossas vidas com o <a href="https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/recomendacoes-nacionais-para-diagnostico-e-tratamento-do-cancro-da-mama.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diagnóstico precoce</a>: <strong>autoexame e mamografia</strong>. O autoexame é, aliás, a maneira mais simples de cuidarmos de nós mesmas. É o chamado toque do amor-próprio, pois é um toque simples que deve ser feito todos os meses. É nesse toque que devemos estar atentas a algumas mudanças.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A que sinais deve estar atenta no autoexame da mama: </strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>presença de caroços nas mamas e nas axilas;</li><li>alteração do tamanho ou da forma das mamas;</li><li>alteração da cor do mamilos;</li><li>retração da pele dos mamilos;</li><li>presença de secreções nos mamilos;</li><li>alterações da sensibilidade das mamas e dos mamilos.</li></ul>



<p><strong>O aparecimento de algum desses sintomas não é um diagnóstico de cancro, mas é um motivo importante procurar o médico com brevidade para ter o diagnóstico definitivo.</strong>&nbsp;</p>



<p>Este diagnóstico geralmente é uma notícia aterrorizante. Gera medo, angústia e muitas dúvidas. E receber este diagnóstico atualmente, em que todos estamos a viver tempos de tantas incertezas, pode ser ainda mais difícil de gerir. O apoio da família e dos amigos é extremamente importante para uma mulher que recebe um diagnóstico de cancro da mama.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é o tratamento para o cancro da mama?</strong></h2>



<p><strong>O tratamento escolhido vai depender do tipo e do estágio do cancro, assim como da idade da mulher.</strong>&nbsp;</p>



<p>O tratamento mais comum é a cirurgia para a retirada parcial ou total da mama (mastectomia), que pode ou não ser seguida de quimioterapia ou radioterapia. Em alguns casos será indicado o tratamento hormonal ou a imunoterapia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o impacto do tratamento do cancro da mama na mulher? </strong></h2>



<p>Seja qual for o tratamento, este tem um peso físico e psicológico muito grande para as mulheres, para as suas famílias e os seus amigos.&nbsp;</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-PAahW' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>Um tratamento de cancro é uma luta pela vida. Uma luta dolorosa, pois os efeitos colaterais dos remédios podem ser muito agressivos. </strong>Afeta símbolos da nossa feminilidade: nossos cabelos, nossa pele e, principalmente, nossa mama. Quanto a mastectomia é necessária estão nos tirando muito mais que um órgão. Estão nos tirando algo que nos define como mulheres. Estão nos tirando o nosso poder de alimentar nossos filhos. Estão nos tirando uma parte muito prazerosa da nossa sexualiade. Algumas mulheres mastectomizadas precisam reapender a viver.</p>



<p>Além da parte psicológica há todos os comprometimentos físicos que uma mastectomia pode trazer: edema, restrição de movimentos, cicatrizes e dores. É nesse contexto que conheço e convivo com estas mulheres. Vejo de perto suas lutas, suas dores e, principalmente, suas vitórias.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância da Fisioterapia na recuperação de uma mastectomia </strong></h2>



<p><strong>As mulheres mastectomizadas precisam ser acompanhadas pela fisioterapia para o tratamento das cicatrizes, das aderências, dos edemas e das restições de movimento.</strong></p>



<p>E aqui voltamos ao começo do texto: a comemoração de cada etapa, de cada vitória, de cada passo dado. <strong>Essas mulheres são grandes vitoriosas, independente do destino que cada caminho reservou para elas. </strong>A grande maioria sai vitoriosa dessa jornada. Porém, quando ouço a notícia que alguma delas perdeu a luta para o cancro tento lembrar-me de cada vitória que houve nesse caminho. E isso alenta o meu coração.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É possível prevenir o cancro da mama? </strong></h2>



<p>Uma boa notícia é que o cancro de mama pode ser prevenido com um <strong>estilo de vida saudável</strong>, a <strong>prática regular de <a href="https://simplyflow.pt/ser-atleta-e-ser-saudavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">atividade física</a></strong>, ingestão moderada de álcool e uma <strong>alimentação equilibrada</strong>.</p>



<p>Lembro ainda que os homens também podem ter cancro de mama e devem, por isso, estar atentos aos sintomas.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-PAahW' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>A importância do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-importancia-do-dia-mundial-de-luta-contra-o-cancro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Mouta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2019 08:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[João Mouta]]></category>
		<category><![CDATA[luta contra o cancro]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Celebra-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro. Assinalar este dia como sociedade é&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-do-dia-mundial-de-luta-contra-o-cancro/">A importância do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Celebra-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro. Assinalar este dia como sociedade é muito importante, por várias razões. Em primeiro lugar, trata-se de uma oportunidade para homenagearmos todos aqueles que faleceram com cancro, mas sobretudo todos os sobreviventes, e todos aqueles que, diariamente, convivem com o cancro, seja pessoalmente, seja através de familiares ou amigos afectados pela doença. Em segundo lugar, é uma oportunidade para falarmos abertamente sobre cancro e o seu impacto na nossa sociedade, nas nossas famílias, contribuindo assim para a mitigação de um estigma social que, infelizmente, ainda persiste.</span></p>
<h2><b>Mas o que é afinal o Cancro?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Habitualmente falamos de cancro como sendo uma doença. Na realidade, </span><b>o cancro é uma constelação de doenças</b><span style="font-weight: 400;"> muito diferentes entre si, mas que partilham algumas características comuns. O nosso organismo é, na verdade, um conjunto de células, que são os constituintes básicos dos nossos órgãos e sistemas de órgãos, e que, no seu conjunto, desempenham as funções necessárias à nossa sobrevivência. O cancro surge quando uma destas células normais do nosso organismo se </span><b>transforma numa célula anormal</b><span style="font-weight: 400;">, adquirindo a capacidade de se multiplicar de forma desordenada, invadindo os tecidos normais adjacentes, e adquirindo o potencial de se espalhar a órgãos distantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta transformação pode ocorrer sob a influência de agentes externos, como agentes químicos e físicos, mas pode também resultar de mutações genéticas que ocorrem de forma esporádica no processo normal de divisão celular, ou seja, como fruto do acaso. Em situações bastante raras (cerca de 5% de todos os cancros), a doença ocorre em pessoas que são portadoras de alterações genéticas hereditárias, com potencial para serem transmitidas de pais para filhos.</span></p>
<h2><b>O impacto do cancro no Mundo e em Portugal</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O cancro é, verdadeiramente, um </span><b>problema de Saúde Pública</b><span style="font-weight: 400;">. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) &#8211; </span><a href="http://gco.iarc.fr/"><span style="font-weight: 400;">Globocan, 2018</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; estimam em mais de 17 milhões os novos casos anuais de cancro no Mundo e, em quase 9,5 milhões as mortes anuais por cancro no Mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que um em cada 5 homens e que uma em cada 6 mulheres venha a ter um diagnóstico de cancro ao longo da vida. O cancro do pulmão é o mais frequente (12,3% de todos os casos de cancro no Mundo), a par do cancro da mama (12,3%), seguidos de perto pelo cancro colorrectal (10,9%), pelo cancro da próstata (7,5%) e pelo cancro do estômago (4,9%). O cancro do pulmão é também o mais mortal (18,6% de todas as mortes por cancro o Mundo), seguido pelo cancro colorrectal (9,3%), cancro do estômago (8,2%) e cancro do fígado (8,2%).</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Em Portugal, estima-se que sejam diagnosticados aproximadamente 58 mil novos casos de cancro todos os anos, e que quase 29 mil pessoas morram anualmente por cancro; aproximadamente 155.500 pessoas vivem no nosso país, a cada momento, com alguma forma de cancro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No nosso país, o cancro colorrectal é o mais frequente (17,6% de todos os novos casos de cancro diagnosticados todos os anos), seguido pelo cancro da mama (12%) e pelo cancro da próstata (11,4%). Já relativamente à mortalidade é o cancro do pulmão o mais mortal (17,3% de todas as mortes por cancro no nosso país), seguido do cancro colorrectal (11,3%) e do cancro do estômago (8,4%).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 1972, o cancro é a segunda causa de morte mais frequente em Portugal (</span><a href="https://www.pordata.pt/"><span style="font-weight: 400;">Pordata, 2017</span></a><span style="font-weight: 400;">), logo após as doenças cardiovasculares, devendo nos próximos 10 a 20 anos tornar-se na principal causa de morte no nosso país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cancro é uma doença predominantemente relacionada com o envelhecimento e com os estilos e hábitos de vida. O envelhecimento populacional que se projecta para as sociedades ocidentais, e os países desenvolvidos de uma forma geral, bem como a aquisição, por parte das populações dos países em desenvolvimento, de novos hábitos e estilos de vida (dieta ocidental, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool), levarão a um brutal aumento da incidência (projectam-se 29,5 milhões de novos casos de cancro no Mundo em 2040) e da mortalidade do cancro no Mundo (16,5 milhões de mortes por cancro no Mundo em 2040). Estima-se que os custos directos e indirectos do cancro no Mundo, em 2030, atinjam o impressionante número de 458 mil milhões de dólares americanos. </span><b>Torna-se, assim, fundamental que actuemos agora na abordagem deste problema.</b></p>
<h2><b>Luta contra o cancro – Em que ponto estamos?</b></h2>
<p><b>A Luta contra o cancro é possível, e está centrada nos momentos em que podemos ter influência no processo de desenvolvimento da doença ou no seu desfecho: a prevenção, o rastreio, o diagnóstico precoce, e o tratamento.</b><span style="font-weight: 400;"> A maioria dos sistemas de saúde, sobretudo nos países desenvolvidos, tem desenvolvido esforços no sentido de melhorar a abordagem destes vários momentos, sobretudo através do desenvolvimento e implementação de planos nacionais dedicados à doença oncológica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De uma forma geral, e por via destes esforços, nas últimas décadas temos assistido a uma diminuição do contributo do cancro para a mortalidade por doenças não comunicáveis. Esta diminuição é relevante do ponto de vista da Saúde Pública, mas é fortemente contrariada pelo envelhecimento da população (sobretudo nos países desenvolvidos); pela escassez de sistemas de saúde organizados; impossibilidade ou dificuldade de acesso ao rastreio, diagnóstico precoce e tratamento; e pela aquisição de hábitos e estilos de vida típicos dos países desenvolvidos (sobretudo nos países em desenvolvimento).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, e apesar da prioritização da Luta contra o cancro pela OMS, dos esforços e do investimento realizados, o cancro continua a ser uma das principais causas de morte no Mundo, suplantando, em muitos países, as doenças cardiovasculares.</span></p>
<h2><b>Prevenção do cancro – O que está nas nossas mãos?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre um terço e um pouco mais de metade dos cancros são atribuíveis a causas modificáveis e, portanto, potencialmente preveníveis. O impacto potencial de medidas de Saúde Pública dirigidas à prevenção e tratamento de factores de risco conhecidos para a ocorrência de cancro é, assim, enorme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns destes factores de risco, como por exemplo, a existência de mutações genéticas hereditárias que predispõem o aparecimento de alguns cancros, não são modificáveis. Alguns casos de cancro, por outro lado, ocorrem de forma puramente esporádica, não se identificando nas pessoas afectadas qualquer factor de risco conhecido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de metade dos cancros, porém, são atribuíveis a factores de risco relacionados com:</span></p>
<ul>
<li>Agentes físicos (radiação ultravioleta resultante da exposição solar, radiação ionizante resultante de acidentes nucleares ou exposição profissional);</li>
<li>Agentes químicos (tabaco, álcool, poluição ambiental);</li>
<li>Hábitos e estilos de vida (excesso de peso e obesidade, sedentarismo, dieta);</li>
<li>Agentes biológicos (alguns vírus, bactérias e parasitas).</li>
</ul>
<p><b>Manter um peso normal ao longo da vida, evitar o consumo de tabaco e álcool, fazer uma dieta saudável, equilibrada e diversificada, manter actividade física regular, evitar a exposição solar excessiva, e cumprir as vacinas preventivas são medidas individuais que podem ajudar a prevenir mais de metade dos cancros.</b><span style="font-weight: 400;"> A implementação de programas de Saúde Pública que tenham em vista estas medidas preventivas, apesar do investimento público necessário, tem um enorme potencial para, a longo prazo, contribuir para uma melhor saúde da população, e poupanças nos custos directos e indirectos relacionados com o cancro.</span></p>
<h2><b>A importância do rastreio e do diagnóstico precoce</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da prevenção, também os programas de rastreio têm um enorme potencial para diminuir a mortalidade e, em alguns casos, a incidência de alguns cancros. Os programas de rastreio são por natureza organizados por iniciativa dos serviços de saúde, e dedicados ao diagnóstico precoce de lesões pré-malignas ou malignas, permitindo frequentemente tratamentos menos agressivos e com maior probabilidade de sucesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todos os cancros devem ser rastreados; para que um programa de rastreio faça sentido, os cancros devem ser frequentes, terem elevada taxa de mortalidade ou morbilidade, uma história natural bem conhecida, e serem susceptíveis de tratamento com elevada probabilidade de cura. Os programas de rastreio do cancro da mama e do cancro do colo do útero nas mulheres, ou do cancro colorrectal na população em geral, são exemplos de programas de rastreio que demonstraram, em vários estudos, contribuir para a diminuição da mortalidade por estas doenças.</span></p>
<p><b>À semelhança do rastreio, também o diagnóstico precoce tem potencial para contribuir para a diminuição da mortalidade</b><span style="font-weight: 400;">, da morbilidade e dos custos directos e indirectos associados ao cancro. É fundamental a implementação de programas de educação para a saúde, que possibilitem às pessoas serem parte activa, de forma informada, sensata e eficaz, na vigilância da sua própria saúde, detectando precocemente sintomas potencialmente importantes, e procurando cuidados de saúde adequados atempadamente.</span></p>
<h2><b>Tratamento do cancro – Temos feito avanços?</b></h2>
<p><b>O tratamento do cancro tem conhecido, nas últimas duas décadas, avanços assinaláveis</b><span style="font-weight: 400;">. Anteriormente praticamente uma sentença de morte (ainda para mais antecipada, dado o enorme estigma que existia e levava os doentes oncológicos a viverem escondidos da sociedade, e a receberem tratamentos, quando disponíveis, em hospitais diferentes dos outros doentes), hoje é uma doença curável em mais de metade dos casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para esta melhoria dos resultados têm contribuído, certamente, alguns avanços na prevenção (melhores conhecimentos sobre alguns factores de risco), os programas de rastreio, e o diagnóstico precoce (baseado em melhor educação para a saúde), que têm contribuído para a detecção de cancros em estádios mais precoces, em que podem ser tratados de forma mais eficaz e, frequentemente também, menos agressiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também a maioria das modalidades de tratamento do cancro têm evoluído exponencialmente:</span></p>
<ul>
<li>a <strong>cirurgia</strong> é cada vez mais eficaz, mais segura e menos invasiva, com o advento da laparoscopia e da cirurgia robótica;</li>
<li>a <strong>radioterapia</strong>, nas suas várias modalidades modernas, é cada vez mais eficaz contra a doença, e cada vez mais dirigida, poupando toxicidade aos tecidos saudáveis;</li>
<li>a <strong>quimioterapia</strong> é cada vez usada de forma mais informada, procurando-se um balanço entre os seus benefícios e os seus riscos e toxicidades, e assim uma melhor selecção dos doentes que dela podem beneficiar.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Um cada vez melhor conhecimento da biologia e dos mecanismos do cancro, liderado pelas universidades, grupos cooperativos e pela indústria farmacêutica, tem permitido o desenvolvimento de tratamentos dirigidos, cada vez mais eficazes, e com formas de administração mais convenientes para os doentes e os hospitais. Em alguns casos vieram revolucionar o tratamento de alguns cancros, e modificar completamente a sua história natural.</span></p>
<h2><b>Uma mensagem final</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O cancro é um problema de Saúde Pública, mas também um problema social que nos afecta a todos, seja directa, seja indirectamente, através dos nossos familiares, amigos, ou colegas de trabalho. Se pensarmos no peso crescente que vai ter para a nossa sociedade (não só social, mas também económico), torna-se urgente que façamos o que está ao nosso alcance para inverter o actual estado das coisas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma bem sucedida luta contra o cancro são fundamentais os programas públicos de educação, sensibilização, rastreio e diagnóstico precoce, mas também que cada um de nós faça a sua parte na prevenção, adoptando hábitos e estilos de vida saudáveis, e evitando exposições prejudiciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É também fundamental o investimento público e privado na inovação terapêutica, para que as mais modernas e eficazes modalidades terapêuticas existentes possam chegar aos doentes que delas necessitam.</span></p>
<p><b>Temos que saber mais sobre cancro. Não podemos ter medo de falar de cancro. </b><span style="font-weight: 400;">Como sociedade, temos que colocar o cancro na agenda pública. Exigir às entidades financiadoras, públicas e privadas, que disponibilizem os recursos necessários para o diagnóstico e tratamento do cancro, e para o apoio e acompanhamento aos sobreviventes. É esta a importância de um dia como o 4 de Fevereiro, Dia Mundial de Luta Contra o Cancro.</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-do-dia-mundial-de-luta-contra-o-cancro/">A importância do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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