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	<title>Arquivo de flor de sal - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<title>Arquivo de flor de sal - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Os diferentes tipos de sal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ALIMENTAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem vários tipos de sal que variam, essencialmente, entre o sabor, cor, textura, composição de sais minerais e grau de processamento. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/os-diferentes-tipos-de-sal/">Os diferentes tipos de sal</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O sal é um mineral formado pelo cloreto de sódio (NaCl) que pode ter origem na água do mar ou em minas terrestres. Além do seu interesse na culinária, o sal é, também, utilizado em processos de conservação de alimentos, como na produção de carnes curadas e em conservas. Vivemos num país cujo panorama gastronómico é bem provido da adição de sal, como forma de intensificar e melhorar o sabor dos vários pratos culinários, mas educar para uma utilização mais moderada do sal será importante quando o assunto é saúde.</strong></p>



<p>O sódio pode encontrar-se naturalmente na composição dos alimentos, mas a grande maioria é obtida através da adição, seja durante o fabrico de alimentos processados, ou o que é adicionado durante o processo de confecção e tempero dos alimentos. O sal presente nos alimentos/bebidas é uma das principais fontes de obtenção de sódio do organismo e, <strong>quando consumido em quantidades adequadas, o sódio, é importante para inúmeras funções no nosso organismo </strong>(ex: contração e relaxamento muscular, transmissão de impulsos nervosos).</p>



<p>No entanto, <strong>quando consumido em excesso, além de dificultar o correto funcionamento de mecanismos de compensação pelo nosso organismo, promove o aumento da pressão arterial, associando-se ao aparecimento de inúmeras doenças crónicas</strong>, nomeadamente à hipertensão arterial (HTA) e às doenças cardiovasculares (DCV), aumentando, por sua vez, o risco de mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) e exercendo um impacto negativo na saúde. Sendo Portugal um dos países da Europa que apresenta maior taxa de mortalidade provocada por AVC, em que a hipertensão arterial é um dos fatores de risco mais relevantes, <strong>o controlo e redução no consumo de sal é de extrema importância</strong>. Estima-se, ainda, que, no nosso país, a prevalência da hipertensão arterial na população adulta portuguesa seja de 42,1%, de acordo com o estudo PHYSA (<em>Portuguese Hypertension and Salt Study</em>).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que recomenda a Organização Mundial de Saúde?</strong></h2>



<p>A <a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial de Saúde (OMS)</a> recomenda um consumo máximo de 5g de sal por dia, para adultos (o equivalente a uma colher de chá rasa) e até 3g diárias para as crianças, sendo que 5g de sal correspondem a 2g de sódio. Estima-se que, em média, os portugueses consumam cerca de 10,7g diárias de sal, o dobro da quantidade recomendada pela OMS, de acordo com o estudo PHYSA. <strong>A redução no consumo diário de sal para valores inferiores a 5g permite diminuir em 23% o risco de AVC e em 17% o risco de desenvolver doença cardiovascular.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos a evitar</strong></h2>



<p>O pão, tostas, sopa, produtos de charcutaria e salsicharia e alimentos ultraprocessados em geral são os alimentos que mais contribuem para o aumento da ingestão de sal, tendo já vindo a ser implementadas medidas no sentido de atuar ao nível da redução do sal nestes produtos. Inclusivamente, a <a href="https://www.dgs.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Direção Geral da Saúde (DGS)</a> lançou uma ferramenta interessante, e útil, que auxilia na interpretação de rótulos e da informação nutricional, em particular do teor de sal, intitulada “<a href="https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/descodificador-de-rotulos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descodificador de Rótulos</a>”. De uma maneira geral será interessante <strong>evitar alimentos/bebidas que contenham mais de 5% da dose diária recomendada (DDR) de sódio ou com mais de 1,5g de sal por 100g (0,6g de sódio)</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diferentes tipos de sal</strong></h2>



<p>Existem vários tipos de sal que variam, essencialmente, entre o sabor, cor, textura, composição de sais minerais e grau de processamento. No presente artigo abordarei o referente aos seguintes tipos de sal: sal refinado, sal marinho, flor de sal, sal iodado, sal rosa dos himalais, sal kosher, sal negro.</p>



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<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sal refinado: </strong>o mais comum e conhecido como o “sal de mesa” que é obtido através da evaporação da água do mar e passa, posteriormente, por um processo de refinamento, onde lhe são retiradas as impurezas, bem como os sais minerais;</li>



<li><strong>Sal marinho:</strong> igualmente obtido pela evaporação da água do mar, mas menos processado, não passando pelo processo de refinamento, o que permite preservar os minerais, dispensar a adição de outros ingredientes químicos e apresenta menor teor de sódio que o sal refinado;</li>



<li><strong>Flor de sal:</strong> fina flor do sal marinho, colhido artesanalmente e apresenta um teor de sódio superior ao sal refinado, mas os grãos são mais finos e menos densos;</li>



<li><strong>Sal iodado:</strong> o sal enriquecido com iodo. Surgiu como forma de compensar a carência frequente de iodo da maior parte da população, sendo a forma mais económica e simples de aumentar o aporte de iodo na alimentação;</li>



<li><strong>Sal rosa dos himalaias:</strong> extraído das montanhas do Himalaia. Apesar de ser uma opção com um teor de sais minerais superior, não o torna uma melhor opção, nem uma opção mais saudável, como é bastante disseminado, uma vez que os minerais estão presentes numa quantidade baixa, exigindo uma necessidade de ingestão de sal em quantidades elevadas para obtenção desses benefícios;</li>



<li><strong>Sal kosher:</strong> é um sal não refinado, sem aditivos, com menos teor de sódio e frequentemente utilizado para preparar carnes kosher na culinária judaica. Apresenta grãos irregulares e com tamanho semelhante ao sal grosso;</li>



<li><strong>Sal negro: </strong>obtido em minas de sal rochosas vulcânicas, apresenta um sabor forte e sulfúrico e apresenta um teor de sódio semelhante ao sal refinado.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5 Estratégias para reduzir o consumo de sal:</strong></h2>



<p>Tendo em conta a elevada prevalência dos fatores de risco das doenças cardiovasculares em Portugal, torna-se essencial atuar ao nível da prevenção, pelo que será interessante adotar algumas estratégias para reduzir o consumo de sal:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Reduzir a quantidade de sal adicionada ao tempero e confeção dos alimentos;</li>



<li>Evitar ter o saleiro na mesa (existe maior tendência em ir adicionando);</li>



<li>Substituir o sal por especiarias, ervas aromáticas e sumo de limão como forma de conferir sabor aos alimentos;</li>



<li>Ler os rótulos alimentares e informação nutricional dos alimentos e bebidas no ato de compra, escolhendo os que apresentem menor teor de sal;</li>



<li>Evitar o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, que apresentam um teor de sal elevado (batatas fritas de pacote, bolachas, produtos de salsicharia e charcutaria, queijos, sopas embaladas/instantâneas, refeições pré-feitas/enlatadas, molhos, caldos concentrados).&nbsp;</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Recomendação final:</strong></h2>



<p>Em suma, não existe um melhor tipo de sal a utilizar. Apesar de alguns tipos poderem apresentar algumas características nutricionais mais interessante que outros, todos contêm sódio, pelo que a sua utilização terá que ser sempre controlada. Utilizar um sal com menor teor de sódio na sua constituição pode ser interessante, assim como a utilização de sal iodado como forma de colmatar a carência de iodo. No entanto, <strong>independentemente do tipo de sal utilizado, o mais importante será respeitar as quantidades diárias recomendadas e moderar/utilizar pouco sal na confeção e tempero dos alimentos, bem como reduzir o consumo de </strong><a href="https://simplyflow.pt/porque-nos-caem-mal-certos-alimentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>alimentos</strong></a><strong> e bebidas que sejam maiores fornecedores de sódio</strong>.</p>



<p></div>
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