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	<title>Arquivo de Famílias tóxicas - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<title>Arquivo de Famílias tóxicas - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Famílias tóxicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mauro Paulino]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jul 2022 14:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Famílias tóxicas]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Mauro Paulino]]></category>
		<category><![CDATA[Traumas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reconhecer que a família ou um elemento familiar não esteve afetivamente disponível é sempre uma tarefa desafiante.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma questão recorrente do trabalho relativo à recuperação psicológica de pessoas passa por se abordar o papel desempenhado pela sua família de origem nos abusos ou sofrimento que experienciam ao longo da vida. No fundo, é como se ficasse uma ferida aberta que aumenta a vulnerabilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que podemos entender como família tóxica?</strong></h2>



<p>Podemos chamar de família tóxica ou familiares tóxicos qualquer família ou elemento disfuncional caracterizado pelo abuso e pelo trauma, gerador de sofrimento e que promovem guiões de vida mais vulneráveis, permitindo que a vítima deste registo tóxico se converta mais facilmente em vítima de outros abusos, uma vez atingida a idade adulta. Pela evolução e dinâmica dos comportamentos tóxicos, quase nunca as vítimas reconhecem a toxicidade encoberta que vivenciam.</p>



<p>Quando o perpetrador de um trauma é uma figura parental de apego primária, o problema para a criança é duplo. Por um lado, tem de sobreviver à experiência traumática. Por outro, tem de lidar com uma figura parental que é abusiva ou negligente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Experiências tóxicas</strong></h2>



<p>Podemos referir, a título de exemplo, a intrusão reiterada nos limites da <a href="https://simplyflow.pt/a-crianca-que-foi-teria-orgulho-no-adulto-que-e-hoje/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">criança</a>, não permitindo aprender que o respeito pelos próprios limites é algo que se deve exigir aos outros; o abuso e a exploração habituais, tornando-os triviais; o cuidado e a proteção da criança não existiam ou não eram prioritários; a insegurança e a imprevisibilidade da violência, levando a que a criança perca a capacidade de estar vigilante; a inconsistência e a inconstância que conduz à redução da capacidade de discernir; os segredos e a distorção da comunicação, com prejuízo na capacidade da criança contactar com as suas próprias emoções; o sentimento de inadequação ou indignidade que fizeram com que a criança não se sinta digna de amor; a sedução vivida em contexto familiar, podendo, no futuro, tornar-se mais vulnerável a quem, de forma, manipuladora lhe faça promessas.</p>



<p>Desta forma, <strong>as famílias podem manifestar um registo mais instável emocionalmente, mais violenta e abusiva ou mais manipuladora</strong>.</p>



<p>É raro que estas experiências de abuso nas famílias se dê de forma aberta ou manifesta, acontecendo, não raras vezes, sob a máscara de uma figura que, apesar de procurar destruir e aniquilar, realiza juras de amor, cuidado ou proteção, que soam a verdade junto de terceiros (outros familiares e amigos).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sequelas psicológicas de uma família ou familiar tóxico</strong></h2>



<p>As possibilidades são várias. Algumas pessoas chegam à sessão e afirmam não se lembrar de praticamente nada da sua infância, o que pode ser um sinal de experiências adversas severas, que, às vezes, é necessário recuperar através do EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), um modelo terapêutico de dessensibilização e reprocessamento através do movimento ocular. Outros sinais possíveis envolvem sentir como se estivesse fora do corpo, ter frequentes esquecimentos relativos a lapsos de tempo em que estiveram “ausentes”, estar com a cabeça “noutro sítio”, ter pensamentos permanentes na vida diária, que retiram a pessoa do aqui e agora, ou viver numa fantasia romântica, imaginando aventuras, amores idealizados.</p>



<p><strong>A dor de viver ou ter vivido num ambiente tóxico pode envolver ideias negativas de si própria, autossabotagem (da felicidade ou dos êxitos), condutas autodestrutivas e autolesivas, adições, bem como a submissão, a negação, a dependência afetiva ou a necessidade constante de agradar, independentemente do sofrimento causado na própria.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É possível superar?</strong></h2>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Reconhecer que a família ou um elemento familiar não esteve afetivamente disponível é sempre uma tarefa desafiante. Percorrer o caminho que vai da zanga, do ódio até ao aceitar da dor e da tristeza sentidas durante a infância permite que a vida possa seguir, finalmente, em frente. <strong>Este é um caminho terapêutico que muito beneficia de intervenção psicológica especializada.</strong></p>



<p>As soluções pouco eficazes que o adulto ensaia hoje para tentar tapar o trauma infantil de ontem tendem a não resultar. <strong>Não escolheu uma família tóxica, mas pode optar por deixar de continuar a ser vítima desse registo penoso. </strong>É necessário procurar novas soluções e mostra-me a prática clínica que <strong>é maravilhoso constatar como muitas pessoas se libertam da dor, da tristeza, da ira, da culpa, da vergonha</strong>.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-HZ7LE' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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