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	<title>Arquivo de Ecrãs - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de Ecrãs - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Menos ecrãs, mais vida!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/menos-ecras-mais-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mónica Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ecrãs]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Menos ecrãs mais vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Mónica Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Telemóveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Somos seres sociais, de afectos, de ligações, com vontade de pertencer. O mundo virtual pode dar a sensação de cumprir estas necessidades, mas é pouco real.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/menos-ecras-mais-vida/">Menos ecrãs, mais vida!</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na azáfama diária em que vivemos, um dia paramos e percebemos que não dedicamos o tempo necessário ao que nos faz bem e é importante. Deixamos de escutar ativamente, de olhar para o outro, vivemos distraídos no mundo virtual e totalmente abstraídos da realidade.</p>



<p>Acabamos por passar os dias numa rapidez incansável, entre tarefas familiares, pessoais e o trabalho que tantas vezes nos consome além do horário laboral. As solicitações não param: trabalho, atividades extracurriculares dos miúdos, entra no carro, sai do carro, chega a casa&#8230; São tempos tão acelerados que até saborear uma refeição se torna um desafio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A dependência do smartphone</strong></h2>



<p>Quer queiramos quer não, fomos invadidos pela necessidade constante de estar conectados, e muitos caem na tentação de ver o telemóvel até na hora da refeição, mesmo que acompanhados. Este pequeno “microcomputador de bolso” concentra tudo: mensagens do chefe, promoções, notícias, redes sociais, jogos&#8230; Uma infinidade de estímulos e solicitações que nos dispersam, comprometendo o aqui e agora.</p>



<p>Ao privilegiarmos os equipamentos eletrónicos em detrimento das relações humanas, a mente hiperestimulada não descansa. Instala-se o cansaço, a dispersão, o vício normalizado. <strong>Será este aparelho, que nos aproxima de tudo e nos distancia de tanto, assim tão inteligente?</strong></p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ncqLZ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os perigos para crianças e jovens</strong></h2>



<p>Os estudos falam por si e as nossas experiências pessoais enquanto adultos provam a nossa dependência dos <em>smartphones</em> e, não obstante o desenvolvimento cerebral completo nesta fase de vida, todos reconhecemos a dificuldade de controlar o vício.&nbsp;</p>



<p>No caso das crianças e jovens, torna-se ainda mais assustador que tenham o seu dia, as suas interações, os seus momentos de brincadeira e socialização invadidos por notificações, mensagens de <em>Whatsapp</em>, <em>TikTok</em>, fotografias, publicações, jogos online e/ou até pornografia! Sem capacidade de autorregulação, vêem-se reféns deste aparelho, deixando para trás atividades muito mais ativas, interessantes e relevantes ao nível do relacionamento humano essencial.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A pressa em publicar, responder ou jogar transforma-se numa prioridade ilusória.&nbsp;</strong></h2>



<p>Mais do que um sorriso, um abraço ou expressar emoções cara-a-cara, o que é urgente é ser rápido a responder, a publicar, a jogar e a não perder informação para conseguir estar a par de tudo – uma ilusão tão longe da verdade. Este cenário poderia ser evitado ao utilizar-se um telemóvel simples, sem acesso a internet e aplicações, o chamado <em>dumbphone</em>, que serve apenas para fazer e receber chamadas e SMS,<strong> e que satisfaz as necessidades básicas de comunicação entre a família e a criança.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O impacto nas escolas</strong></h2>



<p>Nas escolas o desfocar da realidade que o uso de <em>smartphone</em> promove, leva as crianças a preferirem a sua companhia ao invés da companhia dos seus amigos.&nbsp;</p>



<p>Nós, todos, somos seres sociais, de afectos, de ligações, com vontade de pertencer. O mundo virtual pode dar a sensação de cumprir estas necessidades, mas é pouco real. A empatia não se alcança atrás dos ecrãs e é fundamental a sua prática nas escolas.&nbsp;</p>



<p>Foi pela defesa do direito a brincar e socializar de forma saudável, pela redução do <em>ciberbullyi</em>ng, para garantir a privacidade das crianças e jovens (no caso de filmagens sem consentimento) e pela proteção contra conteúdos impróprios que, em Maio de 2023, decidi criar a petição <strong>“</strong><a href="https://peticaopublica.com/?pi=PT116223" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Viver o Recreio Escolar sem Ecrãs de <em>Smartphones</em></strong></a><strong>”</strong>, tendo tido como testemunhas as crianças e as famílias que reclamavam esses direitos. A ideia de escolas livres de <em>smartphones</em> começou a ser debatida a nível nacional, com o apoio de várias famílias, professores, pediatras e psicólogos. A conclusão foi unânime: <strong>os <em>smartphones</em> trazem mais desvantagens do que benefícios no contexto escolar</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Movimento Menos Ecrãs, Mais Vida</strong></h2>



<p>No âmbito do Movimento que co-fundei, em Janeiro de 2024, com outras três mães professoras, defendemos que as escolas devem ser espaços livres de <em>smartphones</em>. Não somos contra a tecnologia, aliás somos a favor do uso de recursos tecnológicos, mas acreditamos que há alternativas mais saudáveis, como, por exemplo, usar computadores nas aulas e não smartphones, e utilizar os livros físicos e não manuais digitais.</p>



<p>Além disso, o uso de ecrãs como <em>smartphones</em> e <em>tablets</em> em escolas com <a href="https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT118968" target="_blank" rel="noreferrer noopener">manuais digitais</a> pode exceder as <a href="https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fneuropediatria.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2FRecomendacoes-SPNP-ecras-e-tecnologia-digital-2.pdf%3Ffbclid%3DIwZXh0bgNhZW0CMTAAAR1kkDH6-En4qgJBiVcdbcnMu9HyEQzXrAq-Ti60ciez2tQ80XNciHRkVhc_aem_mkEng-zELGCXE_c_Mb2B7w&amp;h=AT3BUvfxO7eXqqiAzpOry_6opwZtdxhG1caLreCKGKQ2SZJQf7omLAA91WdDfId61Le-LqqQh0cHwycSrBdA8rNk-z5akvFOT7rLX7vnkhb2i7pduOHvESxxIoBCdYHTIdpiYLzgpDajHWIDcgKk&amp;__tn__=-UK-R&amp;c[0]=AT3LfCbMsMi-Kmtp0gK-aFpxyISZHTNg0UG_yPB18vfppYIlnl5rFJDECWutaBDiqrD9uCetNSahvvJ4FUi92yrcKi9IAklOz9MPs13oRPt-PBmk9qYuI98kmkgsWziMM8JaEMSxNtZRPe6PnXwL3eJFJ0TFFna_Xzcj8CeNK1TGRRblX5Ae_VyCY8DynlCeR4WmcldaBC2apxNpUjKoF-mwoA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recomendações</a> da <a href="https://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.neuropediatria.pt%2F%3Ffbclid%3DIwZXh0bgNhZW0CMTAAAR21AbvYQIgXrXaYWtDJ0GLse_PcLMEZGF6dy3fSiaE83DbRKop_FbxQ0Hg_aem_4ZekcYMmW6Az4TqSzVfz5Q&amp;h=AT2eaG1Jaotz9YHemcP9vVhMhYI7IFswmEvZLNpe4C12BGuZqqFsCtskGMxdLTia0v54c7alXK6tqzsMjvbF_jfWlcihmvBCNtCOTUFFZK69SCkcFkYRoka_y6212L2yjMnG6SwE9vkfIXSBHSKz0A" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Portuguesa de Neuropediatria</a>, pondo em causa a saúde das crianças e jovens.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Escola: um espaço seguro e saudável</strong></h2>



<p>Se a escola deve promover campanhas de sensibilização? Sim!&nbsp;</p>



<p>Se pode alertar para os perigos da internet? Sim!&nbsp;</p>



<p>Se deve ensinar a fazer pesquisas em computadores? Sim!&nbsp;</p>



<p>Se os <em>smartphones</em> devem fazer parte do espaço escolar? Não!&nbsp;</p>



<p>A escola não deve fazer parte do <a href="https://simplyflow.pt/as-consequencias-da-adicao-as-tecnologias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">problema</a>, mas ser um local seguro onde está garantida a privacidade das crianças e jovens, onde se promove o seu bem-estar físico mental e social e onde podem brincar, socializar e aprender livres de dependências digitais. Esse é um direito das crianças e dos jovens, e um dever das escolas.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-ncqLZ' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div><br></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ecrãs e Crianças: Como proteger o desenvolvimento dos mais pequenos</title>
		<link>https://simplyflow.pt/ecras-e-criancas-como-proteger-o-desenvolvimento-dos-mais-pequenos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Proença dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ecrãs]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Proença dos Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, os ecrãs fazem parte da nossa rotina, mas será que conhecemos os impactos que têm nas crianças?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, os ecrãs fazem parte da nossa rotina, mas será que conhecemos os impactos que têm nas crianças? A <a href="https://neuropediatria.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Portuguesa de Neuropediatria</a> (SPN) lançou um alerta: <strong>os dispositivos digitais, como telemóveis e tablets, devem ser usados com extrema moderação</strong> nas idades mais jovens. Afinal, o uso excessivo pode prejudicar o neurodesenvolvimento, o comportamento e até as competências sociais e físicas dos mais pequenos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os perigos de um “entretenimento fácil”</strong></h2>



<p>Enquanto neuropediatra e membro da Direção da SPN, tenho assistido na minha prática clínica que os ecrãs táteis, ao contrário da televisão ou dos primeiros computadores, criam uma exposição contínua a estímulos. As crianças levam o telemóvel para todo o lado: no carro, à mesa do restaurante ou até a caminho da escola. Isso compromete o desenvolvimento neurológico, porque estão habituadas a uma &#8216;dopamina fácil&#8217; e não aprendem a lidar com o aborrecimento, frustração ou a lutar para conquistar objetivos mais difíceis.</p>



<p>Este impacto estende-se a todas as áreas do Neurodesenvolvimento infantil:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Desenvolvimento motor:</strong> Crianças que passam muito tempo em ecrãs podem ter dificuldades em tarefas motoras simples como jogar à bola, andar de bicicleta, escrever, recortar ou pintar;</li>



<li><strong>Linguagem:</strong> Em vez de aprenderem a comunicar com os pais e colegas, muitas crianças reproduzem palavras em inglês ou brasileiro, retiradas de vídeos ou aplicações. Estas alterações acentuam traços de isolamento social e dificultam o estabelecimento de vínculos e criação de empatia;</li>



<li><strong>Comportamento:</strong> Os pais que recorrem ao tablet para gerir birras acabam por reforçar a incapacidade de lidar com frustrações, algo essencial para o desenvolvimento emocional, perdendo a necessária figura de autoridade.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Recomendações da SPN: Menos é mais</strong></h2>



<p>A <a href="https://neuropediatria.pt/wp-content/uploads/Recomendacoes-SPNP-ecras-e-tecnologia-digital-2.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SPN deixa orientações claras baseadas na revisão da literatura para ajudar as famílias a regular o uso de tecnologia nas diferentes idades</a>:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-Q51sb' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Até aos 3 anos:</strong> Evitar completamente os ecrãs, com exceção de videochamadas. Televisão limitada a 30 minutos por dia;</li>



<li><strong>Dos 4 aos 6 anos:</strong> Máximo de 30 minutos diários, sempre sob supervisão de um adulto;</li>



<li><strong>Dos 7 aos 11 anos:</strong> Não mais do que uma hora por dia, com controlo parental. Reforçar atividades saudáveis como exercício físico e leitura;</li>



<li><strong>Dos 12 aos 18 anos:</strong> O tempo de ecrã pode aumentar gradualmente, mas nunca ultrapassando duas horas diárias até aos 15 anos, ou três horas entre os 16 e os 18 anos.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>À mesa, sem ecrãs</strong></h2>



<p>Um momento especial como as refeições deve ser partilhado, não passado a olhar para um telemóvel. <em>“A mesa é um espaço de interação social, onde se criam memórias e partilhas. Quando damos um tablet a uma criança, estamos a excluí-la desses momentos.”</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cuidar hoje, proteger o futuro</strong></h2>



<p>Assim, sublinhamos que <strong>limitar o uso de ecrãs não é apenas uma medida de proteção imediata, mas, sim, um investimento no futuro das crianças</strong>. Tal como já olhamos com repulsa para práticas que eram comuns há 50 anos, como dar álcool às crianças, daqui a algumas décadas, o uso excessivo de dispositivos digitais será visto com os mesmos olhos.</p>



<p>O aumento da prevalência e gravidade de patologias como a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, Autismo, Dificuldades de aprendizagem, alterações de comportamento está estreitamente relacionada com a utilização destas tecnologias.</p>



<p>Cuidar das crianças significa ajudá-las a desenvolverem-se de forma equilibrada e saudável. Afinal, o melhor presente que lhes podemos dar é a possibilidade de explorarem o mundo com as suas próprias mãos e imaginação.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-Q51sb' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Educar para um uso da tecnologia mais positivo, construtivo e saudável</title>
		<link>https://simplyflow.pt/educar-para-um-uso-da-tecnologia-mais-positivo-construtivo-e-saudavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bárbara Ramos Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Ramos Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ecrãs]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este é um tema sobre o qual as opiniões se dividem. Afinal, devemos educar com ou sem tecnologia? Como em tudo na vida, há sempre vantagens e desvantagens para ambas as opções. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/educar-para-um-uso-da-tecnologia-mais-positivo-construtivo-e-saudavel/">Educar para um uso da tecnologia mais positivo, construtivo e saudável</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Este é um tema sobre o qual as opiniões se dividem. Afinal, devemos educar com ou sem tecnologia? Como em tudo na vida, há sempre vantagens e desvantagens para ambas as opções. Vejamos quais. </strong></p>



<p>Uns são a favor do uso da tecnologia e vêm-na como um forma de culturização, outros consideram-na uma fonte de discórdia e de ausência de convívio familiar e social. A Associação Americana Pediátrica, em 2014, defendeu que as <strong>crianças com menos de 2 anos não devem ter qualquer&nbsp; contato com nenhum aparelho eletrónico</strong>. E <strong>as com mais de 2 anos devem ter no máximo 2h</strong> de contato diário. O que está longe de ser a realidade em Portugal e no mundo inteiro!</p>



<p>A mesma organização diz que essas crianças correm maior risco de ser obesas agressivas e consumistas. A verdade é que ficam muito mais agressivos com os pais, passam horas em frente ao ecrã, isolam-se e até deixam de sair de casa. Há ainda estudos que indicam que <strong>o uso abusivo da tecnologia</strong> <strong>causa alterações cerebrais a nível da inteligência não verbal, bem como perda de memória espacial.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas será assim? Será que existe mesmo uma relação de causa-efeito?</strong></h2>



<p>O ideal é que possam usar as novas tecnologias porque elas fazem parte da nossa evolução e da nossa vida atual. No entanto, é importante que seja com conta, peso e medida. O que é que isto quer dizer? Que o uso da tecnologia deve ser intercalado com outras atividades que os mantenham afastados dos ecrãs, tal como, por exemplo, saltar à corda, desenhar, correr, surfar, ir ao parque, andar de patins, jogar às cartas, jogar a jogos de tabuleiro com os pais, etc.. E, como nunca é demais reforçar, atividades em família, além de serem divertidas, consolidam a relação de confiança entre todos os membros desse clã familiar.&nbsp;</p>



<p><strong>Uma curiosidade, que tenho reparado em consultório, é que o QI dos adolescentes está mais elevado em relação à média do que na nossa geração.</strong> Na nossa geração a média seria entre o intervalo 90/100, agora é no intervalo 120/130 para um grande número de adolescentes. O que quer dizer que a nível cognitivo trará algum desembaraço cerebral.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O engraçado é que não queremos que passem tantas horas agarrados aos ecrãs, mas a verdade é que a culpa é nossa!&#8230;</strong></h2>



<p>Não gosto muito de culpabilizações, nem de rótulos, mas vejamos: <strong>eles gritam e nós, como estamos cansados, damos o tablet para se entreterem; eles não comem e nós colocamos o tablet à frente para que comam tudo; para evitar birras no restaurante colocamos logo o tablet na sua frente</strong>… Na <a href="https://simplyflow.pt/guia-de-confinamento-para-pais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pandemia</a>, as novas tecnologias foram a solução para que muitos pais conseguissem trabalhar. Então, eles aprenderam o que nós ensinámos. E agora o que fazer? <strong>Relembrar como é bom desenhar, correr, rir, jogar cartas, passear, saborear a natureza, brincar na rua, saltar etc.</strong></p>



<p>Ensinamos os miúdos a usar bem os talheres, a terem as ditas regras de etiqueta, a atravessar a estrada, <strong>temos também de os&nbsp; ensinar a usar a Internet em segurança, com limites e regras muito bem definidas</strong>. Alertando para todos os perigos e dando alternativas aos jogos, aos vídeos do YouTube, ao scroll infinito no TikTok.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O problema não são as redes sociais ou os ecrãs, o desafio é o uso ou abuso que permitimos que as nossas crianças façam deles.&nbsp;</strong></h2>



<p>Sempre que essa utilização é excessiva existem inúmeras competências, habilidades e vivências essenciais para o saudável desenvolvimento da criança, que ficarão altamente comprometidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o impacto do uso excessivo de redes sociais nas crianças?&nbsp;</strong></h2>



<p>O abuso de redes sociais por parte das crianças e dos jovens, podem influenciar diretamente o seu dia-a-dia. Aqui ficam alguns exemplos do que lhes é “roubado” pelo uso excessivo das tecnologias:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Tempo para brincar;</li>



<li>Diminuição do rendimento escolar;</li>



<li>Qualidade do <a href="https://simplyflow.pt/o-que-fazer-para-que-o-meu-filho-se-deite-cedo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sono</a>;</li>



<li>Novas experiências;</li>



<li>Criatividade e imaginação;</li>



<li>Tempo com a família e amigos;</li>



<li>Contacto&nbsp;com&nbsp;a&nbsp;Natureza;</li>



<li>Estímulos sensoriais e motores;</li>



<li>Capacidade de foco e concentração;</li>



<li>Oportunidade de lidar com frustrações;</li>



<li>Habilidades socioemocionais.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>10 Sinais de alerta para dependência dos ecrãs</strong></h2>



<p>É muito importante que os pais estejam alerta e consigam identificar os sinais do abuso de tecnologia:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-XkjN7' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Alteração no sono;</li>



<li>Mudanças de humor repentinas;</li>



<li>Ansiedade e preocupação constante;</li>



<li>Exponencial agressividade;</li>



<li>Desinteresse noutras atividades;</li>



<li>Queda do rendimento escolar;</li>



<li>Impaciência exacerbada;</li>



<li>Irritabilidade constante e agitação interna;</li>



<li>Alteração comportamento geral;</li>



<li>Alteração na alimentação (não comem para não parar o que estão a fazer).<strong>&nbsp;</strong></li>
</ol>



<p>Então, como podem os pais fazer frente à dependência das novas tecnologias?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3 Dicas para não existir abuso de tecnologias:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Se eles são o nosso espelho e se queremos que não abusem, temos de ser os primeiros a não o fazer</strong>;</li>



<li><strong>Definam as regras em conjunto e estabeleçam </strong><a href="https://www.facebook.com/barbararamosdias.pt/posts/pfbid02zY6CwhSZ1e1Mo3Z6GaMtfEHKxYM5goCECuqirXSXJeVwtzzFR3yqasT4g5ceea2Ml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>incentivos</strong></a> (não financeiros, com atividades, jogos para fazerem em família);</li>



<li>Sejam firmes, é natural que eles testem os limites, também já tivemos a idade deles e fizemos o mesmo. <strong>Cabe-nos ser firmes, manter regras e limites, sempre com muito amor e pepitas de alegria</strong>.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A verdade é que muitos pais têm medo de tirar os telemóveis aos filhos. Mas, isso não deverá acontecer, pois eles sentem as nossas inseguranças!</strong></h2>



<p>Ser mãe/pai chato é <strong>saber dizer “não” ao abuso de redes sociais</strong>.</p>



<p>Alguns pais dizem-me coisas como: “Ela vai morrer sem telemóvel”; “Se lhe tiro o telemóvel, ele agarra-o com força e fica agressivo”. Mas após serem firmes, o comportamento dos miúdos muda. E aparecem os pais a dizer: “Obrigada, nunca pensei que ele sobrevivesse sem telefone. Afinal os adolescentes conseguem viver sem tecnologia, vou avisar os outros pais”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É possível viver sem tablet, telefone, playstation, e jogos! Pelo menos umas férias ou umas horas.&nbsp;</strong></h2>



<p>Por outro lado, os miúdos partilham comigo que no início foi difícil. Só lhes apetecia partir tudo (como acontece na ressaca de outra qualquer dependência). Mas, <strong>com o passar do tempo, voltaram a fazer coisas que já não faziam há muito tempo como: passear com a família, desenhar, ler, jogar jogos de tabuleiro, fazer puzzles, brincar com os mais novos, escrever</strong>, etc.. E os pais ainda partilham que <strong>os miúdos voltam a ser mais companheiros, brincalhões, voltam a partilhar mais tempo com a família e a serem mais amigos, doces, meigos e sem agressividade</strong>. Parece até que recuperaram os abraços e beijinhos dos filhos, o que é tão bonito.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Proibir não é solução!&nbsp;</strong></h2>



<p>Lembra-se que o fruto proibido é o mais apetecido! Então, opte por dar o exemplo. Partilhe com o(s) seu(s) filho(s) as histórias da sua adolescência. Conte-lhe o que fazia na altura, quais as atividades a que se dedicava. É também importante reforçar que <strong>cada família tem as suas regras</strong>, as suas vivências, a sua cultura, e, por isso, não há certo nem errado. <strong>Tudo está certo! Estamos sempre a aprender.</strong> Se errarmos, não faz mal, temos a vida toda para aprender a fazer cada vez melhor.</p>



<p></div>
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		<title>As consequências da adição às tecnologias</title>
		<link>https://simplyflow.pt/as-consequencias-da-adicao-as-tecnologias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fátima Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 14:11:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Adultos]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ecrãs]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[fátima lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>
		<category><![CDATA[Férias de Verão]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os telemóveis e os tablets permitem-nos estar conectados com o mundo em qualquer sítio, e isso é muito vantajoso na nossa vida. Mas há um efeito perverso das tecnologias, principalmente nas novas gerações e que me preocupa cada vez mais: a adição aos ecrãs.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As tecnologias dão-nos uma ajuda preciosa a todos os níveis. Os telemóveis e os tablets permitem-nos estar conectados com o mundo em qualquer sítio, e isso é muito vantajoso na nossa vida. Mas há um efeito perverso das tecnologias, principalmente nas novas gerações e que me preocupa cada vez mais: a adição aos ecrãs.&nbsp;</strong></p>



<p>Nestas férias, dei por mim a passar muito tempo a observar as pessoas à minha volta e prestei especial atenção ao que está a acontecer às crianças, aos jovens e às famílias. Num contexto de descanso, de praia, piscina, reparei que todos os momentos em que não estão a dar um mergulho estão no telemóvel. Não os vejo a conversar, as crianças brincam e interagem pouco, raramente fazem aquilo que é normal nestas idades, como, por exemplo, meter conversa com outra criança, convidar para um mergulho ou para brincar na praia, jogar à bola, raquetes, etc..&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Escondem-se atrás daqueles ecrãs.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não vêem se estão outras crianças à volta, nem experimentam interagir com o outro e isto acontece com uma frequência assustadora.&nbsp;</p>



<p>Uma coisa é pegar uns minutos no telemóvel para ler ou enviar uma mensagem ou jogar a qualquer coisa, quando já estamos com as pilhas gastas de todas as outras actividades. Outra coisa é estar no telemóvel durante todo o tempo em que não se está a dar um mergulho.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Isto é no mínimo assustador.&nbsp;</strong></h2>



<p>As nossas crianças e os nossos jovens estão a perder a capacidade de comunicar e de interagir, e isto é altamente perigoso porque as pessoas que serão amanhã depende muito destes ensaios de contactos com os outros.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A forma como as crianças e os jovens vão ver o mundo no futuro, depende muito daquilo que vêem durante a infância e a adolescência.&nbsp;</strong></h2>



<p>Se a criança ou o jovem não levanta a cabeça do ecrã para olhar à sua volta, então não está a ver nem a ouvir nada. Não está a integrar conhecimento, nem experiências, nem aprendizagem. Está apenas numa interacção com um ecrã, que domina sempre, não ensaiando as frustrações, nem as alegrias normais de interagir&nbsp; com outro ser humano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Confesso que isto me está a preocupar muito.</strong></h2>



<p>Cheguei a ver tantas vezes, mesas cheias de elementos da mesma família e/ou amigos, com oito e dez pessoas debruçadas ao mesmo tempo sobre o telemóvel. As pessoas não falavam! Só o faziam quando finalmente chegava o prato porque aí não havia alternativa! E, mesmo assim, os mais jovens comiam rapidamente para voltarem para o telemóvel enquanto os adultos continuavam a conversar. Mais uma vez, não faziam aquilo que é tão importante: interagirem com as várias gerações. São estas interações que permitem criar proximidade, relações, intimidade, confiança e conhecimento. Pergunto: como vão ser estas pessoas no futuro, sem este conhecimento?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, não posso condenar os jovens, nem as crianças porque os nossos filhos imitam-nos a partir do exemplo. </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-BetAs' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Logo, se os pais acharem que é normal o telemóvel estar presente nas refeições e ser apenas com ele que se interage, os miúdos vão fazer o mesmo. Se os pais acharem que quando se está debaixo de um chapéu de sol o normal é não falar com os miúdos e estar o tempo todo no telemóvel, com certeza que os miúdos&nbsp; vão&nbsp; fazer exatamente o mesmo.&nbsp;</p>



<p>Não chega dizer “não podes estar sempre nas tecnologias e tens de fazer outras coisas”, porque isso não é apelativo, nem é o suficiente para os convencer a arriscar saírem da sua atual zona de conforto que são as <a href="https://simplyflow.pt/como-gerir-o-uso-da-tecnologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tecnologias</a>. Fora do ecrã, é um mundo que eles ainda conhecem muito mal e que, por isso mesmo, é mais assustador. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Esta mudança dá-se pelo exemplo.</strong></h2>



<p>Não adianta dizer a um filho, “não podes estar o dia todo no telemóvel” e ter o pai e a mãe o dia todo no telemóvel. Não chega dizer: “Larga o telemóvel”. Se calhar é preciso dizer:&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Deixa aí o telemóvel e vem comigo fazer isto… vais ver que é divertido.”</strong></h2>



<p>É preciso pensar em coisas que sejam apelativas para os miúdos. <a href="https://simplyflow.pt/atividades-fora-do-ecra-sim-e-possivel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atividades</a> em que eles se divirtam, se possível algumas delas connosco e percebam que há um ganho superior àquele em que estão a olhar para um ecrã. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Isto dá trabalho, mas é urgente!&nbsp;</strong></h2>



<p>Em relação a este tema, a imagem que mais me chocou nestas férias, foi a de uma menina, que deveria ter uns dez anos e que estava com a testa apoiada na mesa do restaurante. Pensei que estivesse com sono ou cansada de esperar pela comida. Mas, enganei-me. Ao olhar com mais atenção, apercebi-me que aquela era a posição que a menina tinha adoptado para conseguir ver o tablet que tinha no colo. Pergunto: o que vai acontecer à <a href="https://simplyflow.pt/pescoco-de-sms/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">coluna</a> desta menina se continuar a passar horas com a testa apoiada numa mesa para ver o tablet que tem no colo? E as consequências de pura e simplesmente não falar com nenhum dos seus familiares, o tempo todo da refeição? Uma e outra vez? Nem os pais, nem os avós que estavam presentes, pareceram ter consciência da gravidade daquilo que estava ali a acontecer.<strong> Isto é grave e é preciso fazer alguma coisa pela saúde dos nossos filhos</strong>. </p>



<p class="has-small-font-size">Nota: Fotografia por <a href="https://www.instagram.com/fuifotografar/">Verónica Silva</a></p>



<p></div>
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		<title>Atividades fora do ecrã? Sim, é possível!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/atividades-fora-do-ecra-sim-e-possivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mikaela Övén]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Aug 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades]]></category>
		<category><![CDATA[Caderno da Família Feliz]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ecrã]]></category>
		<category><![CDATA[Ecrãs]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Mikaela Övén]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Somos muitos os que nos preocupamos com o tempo que os nossos filhos passam em frente ao ecrã. Telemóveis, tablets, computadores, jogos de consola... e também TV, são presenças muito frequentes no nosso dia-a-dia. Às vezes, até em demasia... E quando decidimos intervir, os conflitos parecem inevitáveis. O que fazer para conseguir que a criança largue o ecrã e tenha motivação para outras coisas? </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Somos muitos os que nos preocupamos com o tempo que os nossos filhos passam em frente ao ecrã. Telemóveis, tablets, computadores, jogos de consola&#8230; e também TV, são presenças muito frequentes no nosso dia-a-dia. Às vezes, até em demasia&#8230; E quando decidimos intervir, os <a href="https://simplyflow.pt/como-lidar-com-as-birras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conflitos</a> parecem inevitáveis.&nbsp;</p>



<p>Procuramos atividades giras na Internet, compramos livros espetaculares, como, por exemplo, “Caderno da Família Feliz”. Podemos sugerir mil e uma atividades diferentes, e nada tem tanta piada como o que está no ecrã. Podia-te apresentar aqui uma lista de atividades fantásticas, mas o principal problema continuaria o mesmo&#8230;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer para conseguir que a criança largue o ecrã e tenha motivação para outras coisas?</strong>&nbsp;</h2>



<p>Já te sugiro umas atividades, vamos primeiro <strong>refletir um pouco sobre a motivação e o que é necessário ter em mente</strong>.&nbsp;</p>



<p>A principal vantagem daquilo que se passa nos ecrãs dos nossos filhos é que satisfaz uma grande parte das suas necessidades emocionais. É divertido e diferenciado, oferece muitas vezes reconhecimento e sensação de importância, ajuda a conectar com amigos e pessoas com os mesmos valores e interesses, contribui com alguma previsibilidade e rotina. São poucas as atividades que de uma forma tão imediata satisfazem tantas necessidades.&nbsp;</p>



<p>Nós próprios sentimos os mesmos efeitos. São imensos os adultos que estão tão ou mais viciados que os próprios filhos. E são muitos os adultos que querem que as crianças se entretenham com outras coisas sem ser ecrãs enquanto eles próprios estão no seu telemóvel. Seria bom se nós adultos não tivéssemos de dar o exemplo, não seria? Ou seja, <strong>primeiro somos nós que temos de largar o nosso vício e estarmos disponíveis para nos envolver nas atividades que estamos a propor</strong>. E quando escolhemos atividades é importante termos em atenção aquelas necessidades que os nossos filhos mais parecem ter.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tenha em atenção aquelas necessidades que os seus filhos mais parecem ter.&nbsp;</strong></h2>



<p>Se temos um filho que é aventureiro e que gosta de coisas novas, talvez fazer caças ao ao tesouro, percursos de tipo Ninja Warrior, experiências científicas&#8230; Se temos um filho que gosta de competir e ganhar, então podemos introduzir momentos que satisfaçam essas necessidades, se procura reconhecimento atividades em que nos ficamos a conhecer melhor podem ser ótimas e é igual para aquelas crianças que procuram a pertença e a ligação. As crianças mais introvertidas e inseguras podem beneficiar de atividades mais previsíveis e seguras. Quantas mais necessidades uma atividade englobar, maior a probabilidade de a criança se envolver realmente nela.&nbsp;</p>



<p>No entanto, o primeiro passo não é sugerir uma atividade alternativa (e julgar os ecrãs como muitas vezes fazemos: “Já chega, tens que fazer outra coisa!”), <strong>o primeiro passo é interessarmo-nos por aquilo que a criança está a fazer no(s) seu(s) ecrã(s) para depois fazer a transição</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Caderno da Família Feliz</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-mXCTu' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>O “<a href="https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/caderno-da-familia-feliz/24102878" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caderno da Família Feliz</a>” foi construído tendo todas as principais necessidades emocionais em mente. <strong>É um lugar seguro onde pais e filhos podem partilhar momentos, valores e emoções, e de uma forma divertida aprofundar a conexão, o diálogo e a cumplicidade.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A prática da paciência</strong></h2>



<p>Uma das atividades propostas tem a ver com a prática da paciência. Não é por nada que dizemos que a paciência é uma virtude, certo? Não são só as crianças que são impacientes. Eu até diria que os adultos são mais impacientes que as crianças. Quando dizemos a uma criança “Tens de ter mais paciência?” o que é que se está a manifestar em nós?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Algo muito giro para fazermos com os nossos filhos é refletir sobre os nossos níveis de paciência. A criança diz quando acha que os pais demonstram impaciência e os pais quando a criança demonstra impaciência. Podem também avaliar numa escala de 0-10 os seus níveis de paciência para depois, em conjunto, refletir sobre o que isso significa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Frasco da Seca</strong></h2>



<p>Para muitos de nós é difícil ter paciência quando estamos a apanhar uma seca e não sabemos o que fazer. Para nos prevenirmos dessas situações, podemos criar um recipiente com atividades para esses momentos. É uma atividade particularmente útil, pois quase sempre que propomos algo sem ser ecrã há protestos e não se sabe o que fazer em alternativa. Então, o que costumo chamar “O Frasco da Seca” é uma ferramenta ótima. Para isso, precisamos de um frasco, papel e caneta. Cortem o papel em tiras e, em cada tira, escrevam uma atividade possível para esses momentos parados. Dobrem os papelinhos e coloquem no frasco. Da próxima vez que alguém estiver aborrecido ou impaciente, tiram um papel. E antecipadamente faz-se o acordo de que o que estiver no papel, é mesmo para fazer!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A entrevista da mente de principiante</strong></h2>



<p>A grande maioria das atividades no “Caderno da Família Feliz” são para fazer em conjunto, mas não são atividades apenas para as crianças, como, por exemplo, “A entrevista da mente de principiante”, onde nos entrevistamos um ao outro como se não nos conhecêssemos. Fazendo perguntas como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>“Se não tivesses o nome que tens, como gostarias de te chamar?”;</li><li>“Que experiência gostarias de ter que ainda não tiveste?”;</li><li>“De que tens medo?”.</li></ul>



<p>Outras propostas de atividades seguem nas imagens. E lembra-te, <strong>tens mesmo de fazer a tua parte. Se o fizeres, garanto momentos mesmo mágicos, para todos</strong>!&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-700x1024.jpg" alt="ecrã" class="wp-image-15577" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-700x1024.jpg 700w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-205x300.jpg 205w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-768x1124.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-460x673.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-160x234.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-320x468.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-480x703.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21-640x937.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz1_Ago21.jpg 923w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="702" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-702x1024.jpg" alt="ecrã" class="wp-image-15578" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-702x1024.jpg 702w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-206x300.jpg 206w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-768x1121.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-460x671.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-160x234.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-320x467.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-480x701.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21-640x934.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/08/CadernoFamiliaFeliz2_Ago21.jpg 953w" sizes="(max-width: 702px) 100vw, 702px" /></figure></div>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-mXCTu' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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