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	<title>Arquivo de doenças genéticas - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de doenças genéticas - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Compreender as doenças genéticas</title>
		<link>https://simplyflow.pt/compreender-as-doencas-geneticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marta Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças genéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Genética Médica]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São ainda muito poucas as doenças genéticas com terapias potencialmente curativas, mas grandes avanços aconteceram nos últimos anos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/compreender-as-doencas-geneticas/">Compreender as doenças genéticas</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sou médica… de Genética Médica. É habitualmente uma apresentação que me devolve olhares de perplexidade: “mas isso é uma especialidade?”, “mas trabalha em investigação, não?”. É muito mais fácil compreender uma perna partida por uma queda, uma gastroenterite por um ovo fora de prazo&#8230; agora uma doença por ácido desoxirribonucleico alterado? O que é isso mesmo? Se é o seu caso e ficou curioso, fique para ler&#8230; Vou tentar explicar-lhe o que são as doenças genéticas e a importância do seu diagnóstico.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-acido-desoxirribonucleico-adn-o-codigo-da-vida"><strong>O ácido desoxirribonucleico (ADN) &#8211; o código da vida</strong></h2>



<p>O ácido desoxirribonucleico, vulgo ADN (ou DNA em inglês), é <strong>uma molécula de estrutura simples, mas leitura e compreensão complexa</strong>. Uma forma helicoidal, como uma grande escadaria até ao infinito, cada degrau uma letra: CTGGGAAAGTTTAAA&#8230; Uma simples sequência de 4 letras/bases (A-adenina, T-timina, C-citosina e G-guanina) que comanda tantos destinos.</p>



<p>Nos humanos são 3 biliões (de bases), numa sequência única, arrumadas em 46 cromossomas: 22 pares de autossomas, numerados de 1 a 22, numa ordem decrescente de tamanho e 2 cromossomas sexuais, XX nas mulheres e XY nos homens. Dois metros de ADN em cada uma das nossas células, que se multiplica e repete vezes sem conta, desde a primeira célula que resultou da fusão de um espermatozóide e de um óvulo, cada um contribuindo com metade do material genético.</p>



<p>Em 2001 foi publicado o primeiro “rascunho”<em> </em>desta sequência: o <strong>genoma humano</strong>. Mas estávamos longe de perceber todo o seu significado e hoje continuamos essa batalha pelo código da vida. Passo a passo, segredo a segredo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="e-se-eu-vos-dissesse-que-98-do-codigo-continua-a-ser-praticamente-indecifravel"><strong>E se eu vos dissesse que 98% do código continua a ser praticamente indecifrável?</strong></h2>



<p>Em apenas cerca de 2% a sequência faz para nós sentido, onde cada três letras codificam um aminoácido: por exemplo, UUU é fenilalanina, assim como UUC, mas UUA já codifica uma leucina, UCG uma serina, UGG um triptofano e UAG é um sinal STOP!</p>



<p>Chamamos a este processo <strong>tradução do ADN em proteínas</strong>, que conta com um intermediário agora famoso &#8211; o ARN mensageiro (ou RNA mensageiro, sim!, esse!, que se usa agora nas vacinas!).</p>



<p>A estes segmentos codificantes de ADN chamamos<strong> genes</strong>. Os genes são o código, as proteínas codificadas por estes, as ferramentas com que se constrói um ser. Muito depende da conversa entre ambos.</p>



<p>Três biliões de letras, 46 cromossomas, cerca de 20.000 genes, mas apenas um terço destes associados a doenças conhecidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="mas-entao-como-se-lesa-o-adn-como-sabemos-que-o-codigo-deixou-de-fazer-sentido"><strong>Mas então como se lesa o ADN?&nbsp; Como sabemos que o código deixou de fazer sentido?</strong></h2>



<p>O primeiro passo para percebermos o código é relembrarmos a tecnologia de estudo do mesmo.</p>



<p>Em 2006, quando iniciei a especialidade de Genética Médica, pouco mais podíamos fazer além do <strong>cariótipo</strong> (técnica citogenética que permite contar os cromossomas e despistar grandes alterações estruturais – falta uma parte suficientemente grande para ser vista em microscópio? Há um cromossoma inteiro a mais, como na trissomia 21?) ou o estudo direcionado de pequenas porções do ADN (como o despiste da repetição de letras que dá origem à Síndrome de X-frágil; sequenciação de genes únicos; ou estudo por hibridação com fluorescência &#8211; FISH &#8211; de regiões com maior probabilidade de sofrerem microdeleções).</p>



<p>Nos anos seguintes surgiram tecnologias que permitem <strong>despistar as deleções e duplicações de forma global </strong>(array-CGH) e <strong>realizar sequenciação massiva do ADN</strong> (<em>next generation sequencing</em> ou NGS). Esta sequenciação pode ser feita amplificando e/ou analisando conjuntos de genes em painéis, de 2 a milhares, ou mesmo todo o genoma. Se imaginarmos os cromossomas como grandes enciclopédias, que contêm o código, enquanto pelo array-CGH analisamos o número de páginas (estão lá todas?, há partes rasgadas?, folhas em duplicado?), pela sequenciação massiva procuramos “erros ortográficos” (deixou o texto de fazer sentido?).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="e-voltamos-a-mesma-pergunta-como-sabemos-que-o-codigo-deixou-de-fazer-sentido"><strong>E voltamos à&nbsp; mesma pergunta: como sabemos que o código deixou de fazer sentido?</strong></h2>



<p><strong>Muitas vezes não sabemos. Nem sempre é fácil perceber o resultado de uma alteração do ADN.</strong></p>



<p>O ADN por vezes sugere, outras contribui, outras ainda determina. Alguns genes são jogadores de equipa, outros são individualistas. Traços como a cor dos olhos, inteligência, dependem de muitos. Outras são funções de poucos.</p>



<p>Por vezes saber o código de uns diz-nos muito, outras vezes tão pouco.</p>



<p>Nem tudo é preto e branco. Nem tudo gera doença.</p>



<p>O caminho que fazemos é o inverso. Não recorremos ao ADN como a uma bola de cristal, recorremos ao ADN como a um motor de um automóvel, que desmontamos e analisamos à procura da origem daquele ruído ou o porquê do carro estar a soluçar.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="as-doencas-geneticas-quando-o-codigo-deixa-de-fazer-sentido"><strong>As doenças genéticas – quando o código deixa de fazer sentido.</strong></h2>



<p><strong>Cada um de nós tem um genoma único</strong> (exceptuando os gémeos monozigóticos). Pode estar alterado pelo número de cromossomas (quase sempre com consequências, como na trissomia 21), através de microdeleções e duplicações de parte de um deles, ou por alterações na sequência de bases, em relação a uma sequência de referência, às quais chamamos variantes. Algumas são frequentes – os polimorfismos -, outras são toleradas – benignas &#8211; e outras não &#8211; patogénicas. Classificá-las é, não raras vezes, difícil.</p>



<p>Os <strong>polimorfismos</strong> são os tais jogadores de equipa, que nos dão indicações sobre uma qualquer função, mas estão longe de ser deterministas na forma como respondemos a um estímulo: podemos ter um jogador em baixo de forma e toda uma equipa bem ou vice-versa. E isso é suficiente para o desfecho do jogo ser imprevisível. Para este pesarão outros dados individuais e ambientais que não conseguimos analisar de forma global aos dias de hoje.&nbsp;</p>



<p>A <strong>Genética Médica</strong>, uma <strong>especialidade médica</strong>, que em Portugal tem um programa de formação específico desde 2001, dedica-se então a estudar alterações do nosso genoma que se traduzem em doença – as alterações patogénicas &#8211; sejam cromossomas a mais, partes a menos ou variantes. Alterações deterministas, que impactam tão significativamente o código, que aquela conversa entre genes e proteínas se perde na tradução. Alterações que levam a ferramentas (proteínas) disfuncionais: ausência, alteração da quantidade (expressão), da estrutura (não funcionantes, mais pequenas), e que se traduzem em sinais e sintomas identificáveis e enquadrados numa qualquer síndrome, com um nome estranho e difícil de pronunciar.</p>



<p>São síndromes habitualmente raras, com morbilidade elevada e mortalidade infantil significativa. Raras por si só, mas muito prevalentes no seu conjunto.<strong> </strong><strong>Estima-se que 600.000 pessoas padeçam de patologias raras em Portugal</strong> (doenças com prevalência inferior a 1 em 2000 pessoas) e cerca de 80% destas são efectivamente de etiologia genética.</p>



<p>Os utentes da consulta de Genética Médica são, em mais de metade dos casos, crianças, que nos chegam por malformações congénitas, atraso do desenvolvimento psico-motor, dismorfismos, baixa estatura desproporcionada, patologia grave de órgão como surdez, cegueira, patologia renal, hepática, causada por “ferramentas avariadas” e não por outros agentes externos, como vírus ou traumas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="entao-as-doencas-geneticas-sao-sempre-congenitas"><strong>Então as doenças genéticas são sempre congénitas?</strong></h2>



<p><strong>Não!</strong> Somos uma consulta dos 9 meses aos 99 anos.</p>



<p>Uma “ferramenta avariada” pode resultar num erro estrutural congénito como uma cardiopatia, uma fenda lábio-palatina, ossos curtos ou frágeis, mas pode também dar predisposição para cancro em qualquer idade, ou levar à acumulação de compostos tóxicos com manifestações mais tardias na infância, ou mesmo na vida adulta.</p>



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<h2 class="wp-block-heading" id="e-sao-sempre-herdadas"><strong>E são sempre herdadas?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-fvjS1' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>Não.</strong> Os erros podem ser herdados de um progenitor ou dos dois, através do material genético transportado nos núcleos de óvulo e espermatozóide. Para algumas doenças um erro é suficiente – patologias com hereditariedade autossómica dominante &#8211; e para outras são necessários erros nos genes de ambos os progenitores &#8211; hereditariedade autossómica recessiva (são os mais comuns, mas existem outros tipos de hereditariedade). Todavia algumas doenças são erros novos, não expectáveis pela história familiar, nem pelos códigos já existentes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="829" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-1024x829.jpg" alt="" class="wp-image-17167" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-1024x829.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-300x243.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-768x622.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-460x372.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-160x130.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-320x259.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-480x389.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-640x518.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-960x777.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22-1120x907.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_3_Fev22.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="quem-deve-entao-ir-a-uma-consulta-de-genetica-medica"><strong>Quem deve então ir a uma consulta de Genética Médica?</strong></h2>



<p><strong>Crianças com suspeita de patologia sindromática</strong> (malformações congénitas, atraso do desenvolvimento psico-motor, dismorfismos), <strong>ou específica de órgão</strong> como surdez congénita, <strong>grávidas com achados ecográficos suspeitos</strong>, <strong>história familiar prévia de patologia genética</strong> ou <strong>adultos com algumas patologias neurodegenerativas </strong>(doença de Huntington, Paramiloidose Familiar), <strong>cardiomiopatia</strong>, <strong>oftalmopatia</strong> como retinopatia pigmentar, <strong>predisposição para cancro familiar</strong>, todos têm indicação para consulta de Genética Médica.  </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-682x1024.jpg" alt="doenças genéticas" class="wp-image-17165" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-682x1024.jpg 682w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/compreenderasdoencasgeneticas_1_Fev22.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></div>



<p><strong>O objectivo da consulta de Genética Médica é o diagnóstico e por meio deste o maior conhecimento da doença, o que permitirá uma melhor vigilância, antecipação de cuidados, determinar riscos de recorrência para o próprio e familiares, oferecer opções reprodutivas (recorrendo a diagnóstico pré-natal ou pré-implantação) e cada vez mais terapias personalizadas.</strong></p>



<p>São ainda muito poucas as doenças genéticas com terapias potencialmente curativas, mas grandes avanços aconteceram nos últimos anos.</p>



<p>O conhecimento do gene e via específica onde ele se situa permite o desenvolvimento de terapias mais eficazes e com menos efeitos secundários (muitos já são aplicados na área da oncologia e outras patologias genéticas como a neurofibromatose tipo 1, fibrose quística e algumas doenças metabólicas).</p>



<p>O objectivo último será sempre o de substituir um gene defeituoso. Abordagens como entrega de um novo gene (terapia genética), reparação do existente (edição genética) estão em cima da mesa. A maior barreira a esta abordagem continua a ser a entrega deste gene: ter um veículo suficientemente grande, chegar aos tecidos alvo, ser integrado no sítio correcto do ADN, expressar a proteína na dose eficaz e por tempo suficiente, são algumas das etapas a cumprir. Diferentes veículos estão em estudo (vírus, nanopartículas, lipossomas) e alguns fármacos já têm aprovação, tanto pela FDA como pela EMA (agências de aprovação de medicamentos americana e europeia, respectivamente). Doenças como a atrofia músculo-espinhal (SMA) e uma forma de retinopatia pigmentar (por variantes patogénicas no gene RPE65) são dois exemplos de patologia genética com terapia genética já aprovada.</p>



<p>É um primeiro passo.</p>



<p>Outros virão&#8230;</p>



<p>Fique para ver.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-fvjS1' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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