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	<title>Arquivo de Consumo - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de Consumo - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>O que é o consumo consciente?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-que-e-o-consumo-consciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Pinhão]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[Mafalda Pinhão]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem tudo tem de ter um propósito e um significado calculado no que diz respeito às coisas que queremos, que gostamos ou que precisamos. No entanto, é importante relembrar a diferença entre aquilo que consideramos indispensável e dispensável nas nossas vidas, para que realizemos escolhas mais intencionais e, por isso, mais conscientes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-o-consumo-consciente/">O que é o consumo consciente?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Temos o hábito de caracterizar o ser humano pela sua (in)capacidade de consumir bens materiais. E, apesar de todos nós precisarmos de consumir, seja: comida, luz, água, roupa, (…), existe, de uma forma clara, uma grande diferença entre consumo dito «normal» e o chamado «consciente». </strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>You cannot get through a single day without having an impact on the world around you. What you do makes a difference, and you have to decide what kind of difference you want to make.”</p><cite>Jane Goodall</cite></blockquote>



<p>O <strong>consumo consciente</strong> pratica-se através da mudança de um ponto de vista isolado e separado do mundo alheio, para um <strong>ponto de vista interconectado e empático com tudo aquilo que nos rodeia</strong>.&nbsp;</p>



<p>A interconexão e a empatia em nada têm a ver com o consumismo, exceto no facto de que quando é preciso, e quando faz sentido consumir, esta visão vinga na forma como se torna predominante em relação às escolhas que fazemos no nosso dia-a-dia.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Consumo Consciente: Uma autodescoberta interior e exterior</strong></h2>



<p>É crucial que nos preocupemos com o exterior, neste caso com as condutas que a marca segue em todos os seus parâmetros tanto a nível ambiental como social. Mas, como em tudo, não deixa de ser igualmente importante olhar para dentro. E isso significa exatamente o quê? Que não teremos toda a nossa atenção em coisas que se calhar não conseguimos saber ou controlar assim tão bem – o que pode, muitas vezes, criar alguma frustração e ansiedade &#8211; mas, sim, no que realmente conseguimos transformar, começando do lado de dentro, do nosso interior.</p>



<p>Isso passa por <strong>compreender as motivações do nosso consumo</strong>, onde decidimos colocar o nosso dinheiro e porquê, através de perguntas como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando estou menos bem, quais são os meus impulsos de consumo? E porquê?</li><li>Estou a realizar esta compra para suprir uma necessidade emocional mais profunda?</li><li>Qual a minha intenção em comprar este produto? Preciso mesmo dele?&nbsp;</li><li>Estou a entregar o meu poder e a confiar o meu bem-estar nesta compra?</li><li>Há algo que já tenha que possa substituir esta compra?</li><li>Consigo pedir emprestado?</li><li>Fará sentido, e será possível, alugar o produto/serviço?&nbsp;</li><li>Posso comprar em 2.ª mão?</li><li>Posso adquirir o que quero/preciso, contribuindo para um negócio local?</li></ul>



<p>Como em qualquer sistema, tudo se influencia. E, por isso, <strong>o consumo consciente</strong>, que acaba por ser uma rede bastante complexa, <strong>não passa apenas pelo foco na marca ou empresa em si, nem só em nós e nas nossas respectivas motivações de consumo</strong>. <strong>Passa por aliar estes dois mundos e ter formas de navegar sobre eles sem violência, sem medo ou culpa</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Ser antes do Ter&nbsp;</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>The end of consumerism and accumulation is the beginning of the joy of living.»&nbsp;</p><cite>Vandana Shiva</cite></blockquote>



<p>Vivemos repletos de estímulos comerciais, que nos incentivam a consumir, cada vez mais, e mais, e mais. Transmitidos subliminarmente através da ideia de que a nossa alegria de viver ou felicidade última se encontra no Ter, quando vamos descobrir que, na verdade, sempre esteve (e sempre estará) no Ser.&nbsp;</p>



<p>É claro que o Ter nos poderá oferecer qualidade de vida material, a única e crucial questão é que não será a verdadeira resolução para uma vida mais plena, mais alegre, mais «completa», pelo menos numa perspetiva de longo prazo, claro. Apesar de nos tentarem convencer precisamente do contrário.&nbsp;</p>



<p>Habituamo-nos, também, a que não exista transparência no mercado, e muito por isso, não a exigimos e não a sabemos calcular. Seja transparência social, ambiental ou, até, económica.&nbsp;</p>



<p>Temos uma crença inconsciente de que os produtos aparecem feitos, de uma forma incógnita e como que por magia, e <strong>não desenvolvemos um espírito crítico sobre as matérias que são utilizadas, como foram produzidas, onde, por quem e em que condições laborais se encontram esses seres, que também são humanos</strong>. Tal como nós. E fazer este exercício poderá parecer bastante pesado e difícil. Mas não é o que parece. Porque <strong>antes de existir o consumidor, existe o indivíduo</strong>. Porque <strong>antes de existir consumo consciente, é urgente que se desenvolva uma diminuição desse mesmo consumo</strong>.&nbsp;</p>



<p>Por outras palavras, <strong>é urgente que se desenvolva uma redefinição da necessidade de consumo</strong>. Para que antes do «vote with your dollar», consigamos compreender que <strong>não se trata primeiramente, e apenas, de consumir melhor, mas de consumir menos. Muito menos</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>We are going to have to live more economically than we do. And we can do that and, I believe we will do it more happily, not less happily. And that the excesses the capitalist system has brought us, have got to be curbed somehow.”</p><cite>David Attenborough</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>10 Formas de consumir de forma mais responsável &#8211; ambiental e socialmente:</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-COdJm' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Sempre que possível comprar ou adquirir em segunda mão </strong>&#8211; Comprar ou adquirir coisas que já existem é a melhor forma de pouparmos o planeta, e a nossa carteira!</li><li><strong>Apoiar negócios locais </strong>&#8211;<strong> </strong>Que pequenos negócios existem à nossa volta para os quais podemos contribuir?</li><li><strong>Pedir emprestado</strong> &#8211; Muitas vezes as pessoas que estão mais próximas de nós têm exatamente aquilo que precisamos: não esquecer este recurso é muito importante, e útil.</li><li><strong>Comprar apenas aquilo que precisamos</strong> &#8211; Nem tudo tem de ter um propósito e um significado calculado no que diz respeito às coisas que queremos, que gostamos ou que precisamos. No entanto, é importante relembrar a diferença entre aquilo que consideramos indispensável e dispensável nas nossas vidas, para que realizemos escolhas mais intencionais e, por isso, mais conscientes.</li><li><strong>Antes de uma compra considerar o pós ciclo de vida do produto </strong>&#8211; Esse produto consegue ser reciclado? Ou composto? A marca que o criou tem estas questões em consideração?</li><li><strong>Escolher comprar através de negócios que colocam o planeta e as pessoas em primeiro lugar</strong> &#8211; Como, por exemplo, através de empresas que sejam detentoras dos certificados «Fair Trade» ou «B corp» ou empresas que, apesar de não estarem sob a segurança de nenhum destes símbolos, realizam um trabalho notável na ética de produção e comunicação da marca.</li><li><strong>Aprender a fazer upcycling com aquilo que já temos</strong> &#8211; Existem muitas coisas às quais podemos oferecer um novo propósito e uma segunda vida. Já existem várias fontes online onde podemos retirar algumas ideias mais criativas!</li><li><strong>Procurar investir em qualidade e menos em quantidade</strong> &#8211; Se comprarmos coisas em quantidade, que têm pouca qualidade, estaremos provavelmente a gastar mais a longo prazo do que se investimos num produto realmente bom que dure muito tempo. Ter menos pode significar mais!</li><li><strong>Aprender a cuidar mais e melhor daquilo que já temos, prolongando o ciclo de vida dos mesmos </strong>&#8211; Aprender a lavar a nossa roupa nas condições certas, a retirar borbotos, a coser e a ter cuidados específicos, são exemplos de formas de prolongar as coisas que já são nossas, sem criar uma necessidade prematura de adquirir coisas novas.</li><li><strong>Ter presente que sempre que investimos em alguma coisa, estamos a «votar» com o nosso dinheiro</strong> &#8211; E como diria Mahatma Gandhi, sejamos a mudança que queremos ver no mundo.</li></ol>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>The environment and the economy are really both two sides of the same coin. If we cannot sustain the environment, we cannot sustain ourselves.”</p><cite>Wangari Maathai</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sustentabilidade sem justiça social, não é sustentabilidade!</strong></h2>



<p>Não podemos falar de consumo consciente de uma forma completa sem trazer a questão da inclusão e justiça social.</p>



<p>Se no sistema em que nos inserimos somos incapazes de tratar todos &#8211; independentemente da sua cor de pele, das suas crenças religiosas, da sua orientação sexual, de onde vivem e de onde vêm – com respeito e dignidade, há pouca probabilidade de cuidarmos competentemente daquilo pelo qual dependemos: a <a href="https://simplyflow.pt/e-urgente-a-natureza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Natureza</a>, a biodiversidade, o mundo natural. Através de uma visão sistémica e interseccional, a realidade e o futuro das duas encontram-se constantemente interligadas e não poderá existir uma sem a outra, pois são o reverso de uma mesma moeda.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes não existe capacidade financeira para comprar de forma mais responsável, mais amiga do ambiente e da humanidade. O que faz com que a sustentabilidade no consumo ainda seja um pouco limitada e elitista, e, por isso, também injusta. De facto, muitos produtos considerados mais sustentáveis são mais dispendiosos e requerem um maior investimento do que outros convencionais. Mas a culpa não é do consumidor.&nbsp;</p>



<p>Muito frequentemente, as pessoas e comunidades mais afetadas pela irresponsabilidade corporativa são as mesmas que não têm grande liberdade e poder de escolha sobre o seu próprio consumo.&nbsp;</p>



<p>Se quando consumimos, estamos a dar um sinal do que queremos ver mais no mundo, com a sustentabilidade a crescer cada vez mais, só podemos esperar que a demanda seja cada vez maior e que a acessibilidade a produtos de produções mais sustentáveis e responsáveis também. Aliado também a uma mudança de paradigma profunda no mundo da produção. O que dará, por fim, a possibilidade, a liberdade e o direito de escolha a produtos que fazem a diferença à maior parte da população com menos possibilidades. Este direito deve ser universal, pois <strong>já não se trata de uma questão de preferência, mas de uma necessidade de criar um mundo mais justo e mais sustentável, do qual depende o nosso futuro</strong>.&nbsp;</p>



<p>Mas mais uma vez, <strong>consumir de forma sustentável não precisa de passar por fazer grandes investimentos, mas procurar outras pequenas formas alternativas, e às vezes tradicionais, de consumo. E dar valor a tudo aquilo o que já possuímos e que já existe no mundo</strong>.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>We will never have a perfect world, but it’s not romantic or naive to work toward a better one.”</p><cite>Steven Pinker</cite></blockquote>



<p>Não será unicamente o consumo consciente que nos salvará, mas nada se encontra isolado e <strong>todas as pequenas ações (todas mesmo), contam para a criação de um presente e futuro mais harmonioso na nossa única e verdadeira Casa, que é a Terra</strong>.&nbsp;</p>



<p>No micro está o segredo para uma transformação macro.&nbsp;</p>



<p>No poder individual, reside a força coletiva.</p>



<p>E como uma professora minha costumava dizer: “Se quiserem mudar o mundo, comecem pela vossa casa”.</p>



<p></div>
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