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	<title>Arquivo de Burnout parental - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Arquivo de Burnout parental - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Burnout parental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tânia Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Burnout parental]]></category>
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		<category><![CDATA[Laboratório de Emoções]]></category>
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		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Orientados pela necessidade excessiva de darem aquilo que nunca receberam na infância e simultaneamente marcados pela ausência de um exemplo prático do que é um nível saudável de entrega, alguns pais vivem numa espécie de corrida em que a meta nunca é atingida. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/burnout-parental/">Burnout parental</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A imagem de pais desgastados física e psicologicamente, pouco seguros das suas competências parentais e da orientação que é dada pelos seus instintos, que se cobram regularmente, tem vindo a proliferar na nossa sociedade. Lamentavelmente, esta imagem vulgarizou-se ao ponto de ser normalizada.&nbsp;</strong></p>



<p>O aumento do número de papéis que os pais precisam de desempenhar em simultâneo, as expectativas irrealistas definidas pelos próprios e/ou pelos outros, combinados com as visões deturpadas que vão proliferando sobre a parentalidade, criam a imagem inatingível de <a href="https://simplyflow.pt/menina-mulher-mae/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mãe</a>/pai que sabe sempre como agir e não perde o controlo em nenhum momento. A comparação com essa imagem faz com que mesmo experiências saudáveis de parentalidade pareçam pouco satisfatórias. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Orientados pela necessidade excessiva de darem aquilo que nunca receberam na infância e simultaneamente marcados pela ausência de um exemplo prático do que é um nível saudável de entrega, alguns pais vivem numa espécie de corrida em que a meta nunca é atingida.&nbsp;</strong></h2>



<p>Na realidade essa meta não existe – por muito que alcancem, não conseguem avaliar se será o suficiente. O medo de as suas crianças sentirem o mesmo que estes sentiram lá atrás faz com que o seu objectivo seja manterem-nas felizes a todo o instante.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O </strong><strong><em>burnout</em></strong><strong> parental e os quadros de depressão ou ansiedade podem apresentar sintomas comuns, como a falta de energia, as alterações de humor, do sono e/ou do apetite.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não obstante, o <em>burnout</em> parental distingue-se por estar direccionado para a sensação de se estar a falhar na educação dos filhos (é mais específico). Evidentemente, ao longo do tempo os efeitos desta patologia podem começar a ser sentidos nas diversas áreas da vida. Por exemplo, sem que haja descanso, o rendimento no trabalho poderá diminuir bastante, criando problemas neste campo. Assim sendo, é possível afirmar que o <em>burnout </em>parental é um factor de risco para o desenvolvimento de outros quadros como os que foram referidos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Com o fim de semana, chega a angústia, altura em que se passa mais tempo com os filhos, o desejo constante de que chegue a hora de irem dormir, o alívio por regressar ao trabalho, a avaliação do próprio desempenho em assegurar um nível de felicidade máxima aos filhos, assim como as acções em piloto automático, são alguns dos sinais mais comuns de </strong><strong><em>burnout</em></strong><strong> parental.&nbsp;</strong></h2>



<p>Por existir uma rigidez e um nível de exigência elevados, cada tarefa ou interacção torna-se penosa. A dada altura, assegurar a “felicidade” ininterrupta dos filhos é a maior fonte de infelicidade dos pais. </p>



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<p>A sensação recorrente de fracasso leva os pais, sem que tenham consciência disso, a confirmarem os seus maiores receios. Mais concretamente, a antecipação dessa sensação aliada à exaustão resultam em comportamentos de evitamento que aumentam o problema. Imaginando o caso de uma mãe/um pai que acredita que não será capaz de proporcionar aos filhos uma ida perfeita ao parque, em que tudo corre conforme planeado e em que estes se divertem mais do que nunca, a forma de evitar a sensação de se estar a falhar que daí iria resultar seria permanecer com as crianças em casa. Numa análise racional, é perceptível que a solução (ficar em casa) seria uma fonte de alimento para a crença de não se estar a fazer o suficiente. É neste círculo vicioso que os pais vivem presos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pessoas com maior necessidade de perfeição têm uma probabilidade mais elevada dessa necessidade estar presente na forma como vivem a parentalidade. Isto deixa-as mais susceptíveis a desenvolverem um quadro de </strong><strong><em>burnout</em></strong><strong>.&nbsp;</strong></h2>



<p>O mesmo se aplica, como foi referido, a pais cujas figuras de vinculação na infância não representaram modelos saudáveis. O ressentimento deixado conduz a comportamentos de compensação para com os filhos sem que exista uma fasquia.&nbsp;</p>



<p>As baixas competências emocionais dos progenitores são outro factor de risco. Ao terem dificuldade em identificar e expressar aquilo que sentem, irão ter maior dificuldade em regular-se e em lidar com o leque emocional dos filhos, procurando mantê-los na única <a href="https://www.facebook.com/3msmeninamulhermae/posts/pfbid02Tjp5Vqr8WpoDCKmKXY4EX2ntc9N6JizAnrA7D7nsgQL9TgDnXwYfy1mAxz8vkq1pl" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoção</a> que consideram ajustada: a alegria. Nestes casos, verifica-se também que muitos dos seus recursos internos são consumidos pelas feridas da sua história de vida, activadas na interacção com a criança, a tentar fugir delas, na tal corrida sem meta. </p>



<p>Por estes motivos, torna-se fundamental escolhermos, de forma intencional, nos momentos desafiantes para onde iremos canalizar os nossos recursos – se para o problema ou para a solução – através de um olhar flexível e empático connosco.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A par disso, a porta que nos permite visitar a nossa história precisa de estar aberta ao ponto de conectarmos a criança que permanece em nós com o adulto que vemos ao espelho.&nbsp;</strong></h2>



<p>Muito do nosso bem-estar actual depende do nível de <a href="https://www.leyaonline.com/pt/livros/familia/laboratorio-de-emocoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cura da nossa criança interior</a>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="684" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-684x1024.jpg" alt="" class="wp-image-18426" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-684x1024.jpg 684w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-768x1150.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-1025x1536.jpg 1025w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-460x689.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-320x479.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-480x719.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-640x959.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-960x1438.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol-1120x1678.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/10/laboratorio_de_emocoes_ol.jpg 1183w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /></figure></div>


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