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	<title>Arquivo de Atenção - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 May 2025 09:39:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Atenção - Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>A sua atenção não foi de férias, mas parece…</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-sua-atencao-nao-foi-de-ferias-mas-parece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[atenção fragmentada]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste mundo onde tudo compete pela sua atenção, saber protegê-la é uma forma de liberdade e resistência.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-sua-atencao-nao-foi-de-ferias-mas-parece/">A sua atenção não foi de férias, mas parece…</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquele momento em que está com um livro nas mãos, mas o cérebro não colabora? Os olhos percorrem as palavras, mas a mente já fugiu para outro lado — <em>“O que é que havia para jantar?”</em>; <em>“Será que respondi àquela mensagem?”</em>;<em> “Ainda não vi se aquele post teve mais likes…”</em>. Ou está a jantar com amigos, telemóvel arrumado no bolso, mas a cabeça vai desfiando tarefas, notificações imaginárias e pequenos ímpetos de curiosidade digital. Os seus amigos perguntam: <em>“Estás aqui?”</em>. E, claro, responde que sim. Mas se tem de garantir que está, é porque provavelmente não está.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bem-vindo à era da&nbsp;atenção fragmentada&nbsp;— um estado mental cada vez mais comum, em que a nossa capacidade de foco se dilui, a memória recente fraqueja e a sensação de presença real se evapora, mesmo quando estamos, aparentemente, a participar no momento.</strong></h2>



<p>Agora, <strong>antes que comece a sentir culpa por tudo isto, deixe-me dizer-lhe:&nbsp;não é só consigo</strong>. Esta batalha está a ser perdida numa escala global. E não é apenas uma questão de força de vontade — é uma questão de <em>design</em>. Literalmente. Os dispositivos móveis foram feitos para isso. Se quiséssemos construir uma máquina que sabotasse a nossa atenção, dificilmente faríamos melhor do que o nosso <em>smartphone</em>.&nbsp;</p>



<p>Tal como as dietas, também um <em>digital detox</em> não irá funcionar, porque não altera as suas rotinas digitais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aquilo de que precisa é uma verdadeira revolução de hábitos digitais!</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte I. O cérebro sob ataque:</strong><strong><em> multitasking</em></strong><strong>, stress e exaustão</strong></h3>



<p>O cérebro humano não foi feito para alternar de tarefa em tarefa ao ritmo das notificações. Saltar entre mensagens, <em>feeds</em>, emails e alertas de calendário fragmenta a atenção e desgasta-nos. Esta oscilação constante&nbsp;reduz a memória de trabalho, a flexibilidade cognitiva e a capacidade de manter o foco.</p>



<p>Para agravar, o excesso de estímulos e informação ativa o nosso sistema de stress de forma repetida, mas sem resolução. São pequenos sobressaltos — vibrações, alertas, toques — que mantêm o corpo em alerta, como se estivesse perante um perigo constante, mas invisível. O resultado? Cansaço, ansiedade e sensação de saturação mental.</p>



<p>Estamos mais distraídos, mais reativos e menos disponíveis para o que exige profundidade: pensar, criar, estar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte II. Estratégias práticas para reabilitar a atenção</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-AGt5E' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Recuperar a capacidade de estar presente não se faz por decreto. E não depende apenas da força de vontade. Exige&nbsp;ambientes bem desenhados, rotinas simples e decisões pequenas, mas consistentes.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>1. Longe da vista, longe da cabeça</strong></h4>



<p>Não basta pôr o telefone em silêncio.&nbsp;É preciso tirá-lo do campo visual.&nbsp;Os estudos mostram que, mesmo desligado ou com o ecrã para baixo, o simples facto de estar visível já afeta o nosso desempenho cognitivo. O cérebro associa aquele objeto a novidade, recompensa e urgência.</p>



<p>Crie tempos e espaços livres de telemóvel. Uma gaveta, uma prateleira noutra divisão, um horário sem ecrãs. O seu cérebro agradece.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>2. Fora do quarto</strong></h4>



<p>O telefone ao lado da cama é um convite à insónia digital. Tornou-se o primeiro e o último objeto que vemos todos os dias — e isso não é neutro. Está ligado a&nbsp;pior qualidade de sono, maior dificuldade em adormecer e maior cansaço durante o dia.</p>



<p>A solução é simples: carregue o telefone fora do quarto. Use um despertador analógico ou, se precisar de manter o som por questões de emergência, coloque-o longe o suficiente para não ser um gesto automático agarrá-lo a meio da noite.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>3. O dia de descanso digital</strong></h4>



<p>Escolha um período semanal — pode ser uma tarde, um domingo inteiro ou uma noite — em que&nbsp;desliga todos os dispositivos. Ao início, vai parecer estranho. Vai dar por si a procurar o telefone. Vai ter a sensação de estar a perder alguma coisa.</p>



<p>Mas, ao fim de algum tempo, vem o alívio. A mente desacelera. As ideias assentam. A criatividade reaparece. A presença nos momentos simples ganha nitidez.</p>



<p>É como limpar uma sala que estava cheia de ruído visual. O espaço mental torna-se habitável outra vez.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>4. Ler em papel</strong></h4>



<p>Ler livros físicos é um dos melhores treinos para a atenção. Ao contrário dos ecrãs, os livros não oferecem estímulos paralelos, nem desvios de caminho. Permitem mergulho.</p>



<p>Se sente que já não consegue ler como antes, comece com blocos de 15 minutos. Sem distrações, sem música de fundo. Só o livro. Com o tempo, a capacidade de manter o foco regressa. E, com ela, uma das maiores fontes de prazer, criatividade e crescimento que temos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>5. Momentos intencionais sem estímulo</strong></h4>



<p>Aproveite rotinas quotidianas para praticar estar com a sua mente, sem distrações acessórias <strong>— sem música, sem podcast, sem ecrã</strong>. Lavar a loiça. Caminhar. Esperar na fila. Estar no trânsito.&nbsp;</p>



<p>Estes micro-momentos, sem distrações externas,&nbsp;são treinos poderosíssimos para restaurar a capacidade de escuta interna e reflexão.&nbsp;A longo prazo, permitem voltar a habitar o próprio pensamento sem ansiedade ou desconforto.</p>



<p>O tédio é um solo fértil. É nele que germinam ideias, decisões e soluções inesperadas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>6. Higiene digital regular</strong></h4>



<p>Desinscreva-se de <em>newsletters</em> que não lê. Apague apps que não usa. Saia de grupos que só servem para poluição mental. Quanto menos ruído digital, mais espaço de atenção. E mais clareza sobre o que é realmente importante.</p>



<p><strong>Não se trata de cortar com tudo. Trata-se de&nbsp;criar espaço para o essencial aparecer.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte III. Não é sobre perfeição. É sobre persistência</strong></h3>



<p>Não precisa de virar eremita digital, nem de viver num mosteiro tecnológico. O objectivo não é erradicar os ecrãs da sua vida — é&nbsp;reposicionar a atenção no centro do palco.</p>



<p>Vai falhar. Vai voltar ao <em>scroll</em> automático. Vai responder à notificação no momento errado. Mas a diferença é que, agora, sabe o que está em jogo. E tem ferramentas para retomar o controlo.</p>



<p><strong>É como reabilitar um músculo que esteve parado. A força regressa com consistência, não com rigidez.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A atenção é o novo luxo. E está ao seu alcance</strong>.</h2>



<p>Não precisa de força de <a href="https://simplyflow.pt/tem-forca-de-vontade-suficiente-para-mudar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vontade</a> heroica. Precisa de condições, de intenção e de pequenos hábitos sustentáveis.</p>



<p>Neste mundo onde tudo compete pela sua atenção, saber protegê-la é uma forma de liberdade e resistência.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-AGt5E' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Manter o foco na era da distração</title>
		<link>https://simplyflow.pt/manter-o-foco-na-era-da-distracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Vargas Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Vargas Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção na Era da Distração]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos atualmente aquilo a que alguns especialistas designam por “crise de atenção” - uma incapacidade de suster o nosso foco em tarefas cognitivamente exigentes durante um período considerável de tempo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/manter-o-foco-na-era-da-distracao/">Manter o foco na era da distração</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vivemos atualmente aquilo a que alguns especialistas designam por “crise de atenção” &#8211; uma incapacidade de suster o nosso foco em tarefas cognitivamente exigentes durante um período considerável de tempo. Vários fatores contribuem para este problema, como o volume de informação a que somos expostos diariamente ou o facto de existirem empresas cujo modelo de negócio se baseia na captura e revenda da nossa atenção.</strong></p>



<p>No contexto profissional, há ainda que considerar o impacto do ritmo de trabalho, que nos últimos anos se tornou mais acelerado, com quase metade dos colabores europeus a reportar trabalhar frequentemente em velocidade elevada (49%) e sob prazos apertados (48%), segundo um inquérito realizado em 2021 pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Esta pressão para fazer mais em menos tempo leva-nos a empregar técnicas de gestão de tarefas como o </strong><strong><em>multitasking</em></strong><strong>, que não só consome recursos de atenção, como não nos permite recuperá-los durante o dia de trabalho.</strong>&nbsp;</h2>



<p>O recurso a este método é fortemente influenciado por alguns mitos que importa esclarecer:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O mito do trabalho em paralelo</strong></h2>



<p>Tendemos a acreditar que, quando fazemos <em>multitasking,</em> estamos a realizar duas (ou mais) tarefas em simultâneo, quando na verdade estamos a alternar de forma rápida e constante entre elas. Atividades cognitivas complexas, como ler, escrever, ouvir ou falar, não podem ser realizadas em paralelo, porque a nossa memória de trabalho, que é a parte do cérebro responsável pela sua execução, só se consegue dedicar a uma de cada vez. Para sermos capazes de manter a concentração numa tarefa exigente, não podemos sobrecarregá-la com outras tarefas de exigência igual ou comparável.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O mito da poupança de tempo</strong></h2>



<p>Quando alternamos entre tarefas, assumimos que estamos a ser mais eficientes na concretização do nosso trabalho. No entanto, além do tempo que perdemos com a interrupção à tarefa original, precisamos de contabilizar o tempo de que o cérebro necessita para retomar o seu estado inicial de foco, e que alguns estudos indicam que poderá ser de cerca de 20 minutos. Por outro lado, há ainda que considerar o impacto dos chamados “resíduos de atenção” &#8211; sempre que trocamos de tarefa, parte da nossa atenção fica retida na tarefa anterior, pelo que o nosso foco não está totalmente disponível para a nova atividade. Se a interrupção trouxer alguma carga emocional (um e-mail com um tom mais agressivo, uma notícia geradora de ansiedade), a dificuldade em retomar a concentração no assunto que tínhamos em mãos tenderá a ser ainda maior.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O mito da gestão de stress</strong></h2>



<p>Face à necessidade de responder a múltiplas solicitações, o <em>multitasking</em> pode parecer uma solução para gerir a pressão. Contudo, a investigação tem demonstrado que esta técnica, particularmente quando está associada à verificação regular de e-mails, tende a estar associada a indicadores físicos de stress, como o aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O mito da criatividade</strong></h2>



<p>Há quem defenda que o <em>multitasking</em> pode ser um caminho para a criatividade, porque quando trabalhamos em diferentes projetos temos maior probabilidade de cruzar ideias que vêm de áreas diversas. No entanto, este fenómeno não implica que as tarefas devam ser realizadas em simultâneo, mas, sim, em coexistência. Um médico que se dedique também à música retirará daí inúmeros benefícios para a sua criatividade, mas dificilmente se dedicará a ambas as práticas ao mesmo tempo. Além disso, a associação de ideias geralmente acontece quando o cérebro tem liberdade para divagar, e o preenchimento de todos os tempos livres com tarefas profissionais deixa pouco espaço para que isso aconteça.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O mito da produtividade</strong></h2>



<p>Este último mito contém a maior ironia de todas: embora o <em>multitasking </em>seja geralmente visto como uma forma de amplificar a produtividade, o seu impacto tende a ser prejudicial para o desempenho: além de gerar erros, prejudica a memória, aumenta os tempos de resposta a solicitações e dilata o período necessário para concluir as tarefas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais do que procurar soluções para encaixar mais tarefas no mesmo número de horas, precisamos de estar cientes do impacto destas práticas sobre a nossa atenção e tomar medidas que nos permitam recuperar a capacidade de foco.&nbsp;</strong></h2>



<p>No meu livro, “<a href="https://www.guerraepaz.pt/produto/atencao-na-era-da-distraccao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atenção na Era da Distração</a>”, proponho algumas ideias para proteger a atenção em contexto de trabalho, tais como:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-F0pO3' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Criar barreiras de tempo e de espaço</strong> face às interrupções, preservando os períodos em que queremos estar integralmente focados numa tarefa;</li>



<li><strong>Organizar as tarefas em blocos</strong>, de modo a evitar a alternância permanente e a delimitar o tempo que dedicamos a cada atividade, prevenindo o desgaste da atenção;</li>



<li><strong>Aproveitar os intervalos naturais</strong> do dia (pausas para almoço, viagens ou deslocações entre espaços de trabalho) para desconectar dos ecrãs e recuperar dos períodos de concentração.</li>
</ul>



<p><strong>De pouco nos servirá poupar tempo, se não formos capazes de direcionar o nosso foco de uma forma consciente e alinhada com os nossos objetivos e com o ritmo natural da nossa atenção.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-F0pO3' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Quanto mais páras, mais adiantas</title>
		<link>https://simplyflow.pt/atencao-quanto-mais-paras-mais-adiantas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Caetano]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[pendulação]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhar dá trabalho e descansar ocupa tempo: articular estas duas necessidades pode ser um desafio.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/atencao-quanto-mais-paras-mais-adiantas/">Quanto mais páras, mais adiantas</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto de trabalhar, assumo que faço parte desse grupo que gosta de trabalhar. Provavelmente porque exerço a profissão mais bonita do mundo, ou seja, tenho a sorte de fazer o que gosto. Mas também tenho momentos em que sinto que trabalho demais, outras em que não consigo parar e outras ainda em que faço planos para me reformar o quanto antes… Andava às voltas nesta rotunda do que é que o trabalho significava para mim quando comprei o livro “<a href="https://www.bertrand.pt/livro/trabalho-uma-historia-de-como-utilizamos-o-nosso-tempo-james-suzman/24755930?gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAjw_e2wBhAEEiwAyFFFo0HaROnbKVwfpBFNwi7e1lSryrd_M_1YY19Pz1ISoYL-3S9UKGs8DhoC-PgQAvD_BwE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Trabalho: Uma História de Como Utilizamos o Nosso Tempo</a>”, de J.Suzman. Procurava uma compreensão deste binómio “atração pelo que faço/estou cansada demais para prosseguir”. Saliento dois aspetos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Os humanos e outros animais (pássaros, por exemplo), quando têm abundância de alimento e recursos “fazem coisas” que não estão diretamente relacionadas com a sobrevivência. Por exemplo, em vestígios ancestrais de presença humana na Terra, já na versão Homo sapiens, encontram-se peças de adorno feitas de conchas. Outro exemplo é o pássaro-tecelão que faz e desfaz o ninho numa espécie de procura da perfeição da arquitetura do ninho. Ou seja, quando os recursos abundam e há energia extra, muitos seres vivos desenvolvem atividades para além das necessárias à sua sobrevivência;</li>



<li>Quando surgiram as grandes cidades na Grécia e depois no Império Romano, os trabalhos começaram a diversificar-se, sendo que nelas os respetivos habitantes optavam por viver perto dos que exerciam as mesmas ocupações laborais. Construíam uma comunidade dentro da grande cidade, promovendo um sentido de pertença e identidade. </li>
</ol>



<p>Este último aspeto evoluiu de tal forma que é bastante comum, após conhecermos alguém, ocorrer o seguinte:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Qual é o seu nome?</li>



<li>Fulano</li>



<li>O que é que faz? Operador de gruas? Ah, então se calhar conhece o Beltrano que trabalha nisso.</li>
</ul>



<p>A primeira pergunta é sobre identidade e a segunda também incide sobre identidade, mas através do que se faz em comunidade.</p>



<p>Sendo verdade que muita gente retira satisfação do seu trabalho é frequente ouvir o seguinte, no decurso das consultas: <em>“Adoro o que faço, mas estou tão cansada que começo a perder o gosto e a vontade de trabalhar”</em>. E, apesar de já ter falado noutra ocasião sobre <a href="https://simplyflow.pt/dia-mundial-da-saude-mental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o cansaço no geral e o que fazer quando se torna extremo</a>, desta vez trata-se de integrar momentos que nos ajudam a descansar e a lidar com adversidades num comum dia de trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando a impotência se cruza com a irritação, isso é frustração</strong></h2>



<p>Trabalhar dá trabalho e descansar ocupa tempo: articular estas duas necessidades pode ser um desafio. E como só erra quem trabalha (e vive), podem surgir contratempos que geram irritação. A impossibilidade de concretizarmos alguma coisa porque está fora do nosso alcance coloca-nos perante forças opostas e frustra-nos. Estes momentos podem ser contornados, é certo, mas também podem acumular-se, desgastar-nos e minar a nossa capacidade de trabalho e qualidade de vida. E do stress continuado à perda de gosto pelo que fazemos é um saltinho. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quanto mais parares, mais adiantas</strong></h2>



<p>Sugiro-lhe 4 estratégias para implementar na sua rotina extraídas do <a href="https://www.nytimes.com/2024/01/05/opinion/ezra-klein-podcast-gloria-mark.html?showTranscript=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">podcast de Ezra Klein em conversa com Gloria Mark, investigadora da função da atenção</a>:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-tnYAy' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fazer pausas ao longo do dia;</li>



<li>Fazer sestas;</li>



<li>Caminhar pela natureza;</li>



<li>Atividade física.</li>
</ul>



<p>Nada de novo, não é? E o que é que a atenção tem a ver com isto?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O alcance da atenção</strong></h2>



<p>A função cognitiva da atenção é valiosíssima em termos de sobrevivência, aprendizagem, criatividade e na concretização de tarefas. Gloria Mark fez medições acerca do tempo que aguentamos sem nos distrair de uma tarefa e como isso se traduz nas nossas capacidades executivas. Concluiu que dada a atual sobrecarga de estimulação, o nosso “intervalo atencional” reduziu, ou seja, a capacidade de mantermos a nossa atenção na execução de tarefas diminuiu. Autointerrompemo-nos mais cedo e acrescentamos cada vez mais tarefas às nossas rotinas. Demoramos mais tempo a executá-las porque estamos cansados e a função biológica não pode ser ignorada ou forçada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer?</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fazer <strong>pausas breves</strong> (15 min) ao longo do dia: ouvir uma música, descer as escadas até à rua, respirar profundamente, espreguiçar-se, sair do local de trabalho e deambular um pouco, focar-se nas pessoas, tomar demoradamente um café. Convém não ser muito mais do que isto para não perder o ritmo de trabalho;</li>



<li>Fazer <strong>sestas</strong>: ou, em alternativa, descobrir quando é que trabalha/produz melhor. É de manhã antes de todos acordarem ou depois, pela noite dentro? Compense com horas de sono, pois se é mais diurno terá de se deitar cedo e/ou dormir uma sesta. Se é notívago tem de compensar o sono na manhã seguinte. Pode optar por fazer algumas atividades no início da semana quando ainda sente os efeitos do fim-de-semana ou, diversamente, aproveitar as noites de 4.ª e 5.ª feiras ante a proximidade do fim de semana;</li>



<li><strong>Caminhar pela natureza</strong> ou pelo parque urbano mais perto de si. Não precisa de ser à beira da praia ou no Gerês; o importante é ter locais próximos para realizar estas caminhadas;</li>



<li><strong>Atividade física</strong>: não estou a falar de ginásio, mas de preferir as escadas ao elevador, andar a pé em pequenos trajetos em detrimento do Uber ou do carro pessoal. </li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cada uma das estratégias anteriores contribui para o fenómeno designado por “pendulação”.</strong></h2>



<p>Ou seja: trabalho intenso e focado, atenção total, e alívio desse foco de atenção. Damos atenção, aliviamos a atenção. Torna-nos mais fortes porque aumentamos a capacidade de foco da atenção para concretizar tarefas e descansamos para saborear a conclusão das mesmas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Antes de formular todos os argumentos que não lhe permitem adotar uma das estratégias acima referidas, escolha a que mais lhe agrada e encare como um desafio arranjar forma de a incluir na sua rotina. Pelo menos tente.&nbsp;</strong></h2>



<p>A sociedade atual, com tantos estímulos e solicitações, vai continuar a pedir a sua atenção e este assédio constante à sua função biológica da atenção tem um preço.&nbsp; A única pessoa que pode parar e pensar em como fazer o seu processo de “pendulação” é a própria.</p>



<p>Na capela dos ossos em Évora há um poema que pode dar um empurrão nessa decisão de cuidar do seu processo de pendulação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center"><em>“Aonde vais. caminhante acelerado ?</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Pára… não prossigas mais avante:</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Negócio, não tens mais importante.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Do que este à tua vista apresentado.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Recorda quantos desta vida tem passado,&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Reflecte em que terás fim semelhante.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Que para meditar causa é bastante&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Terem todos os mais nisto parado.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Pondera, que influído d&#8217;essa sorte&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Entre negociações do mundo tantas.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Tão pouco consideras na da morte:</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Porém, se os olhos aqui levantas.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Pára&#8230; porque em negócio deste porte,</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Quanto mais Tu parares mais adiantas”</em></p>
</blockquote>


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		<title>Como melhorar a memória e o foco?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-melhorar-a-memoria-e-o-foco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra de Carvalho Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra de Carvalho Martins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De forma geral, só memorizamos aquilo em que nos focamos, isto é, aquilo em que depositamos a nossa atenção. Aprendemos e armazenamos na nossa memória para mais tarde recordar. Portanto, o foco, que é como quem diz aquilo a que prestamos atenção, e a memória são os dois lados de uma mesma moeda, e todos nós queremos que a moeda seja de ouro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>De forma geral, só memorizamos aquilo em que nos focamos, isto é, aquilo em que depositamos a nossa atenção. Aprendemos e armazenamos na nossa memória para mais tarde recordar. Portanto, o foco, que é como quem diz aquilo a que prestamos atenção, e a memória são os dois lados de uma mesma moeda, e todos nós queremos que a moeda seja de ouro.</strong></p>



<p>Para melhor a/o elucidar, vamos clarificar o que se entende por memória e por atenção, e destas, quais as capacidades que mais declinam ao longo da vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a memória?</strong></h2>



<p><strong>A memória é a faculdade mental de reter e relembrar experiências com base em processos mentais de aprendizagem, retenção, recordação e reconhecimento. </strong>De entre os vários tipos de memórias, destacamos a memória de curto prazo, a memória de longo prazo e a memória prospetiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diferentes tipos de memória</strong></h2>



<p>A <strong>memória de curto prazo</strong> é aquela que dura cerca de 30 segundos, como a memorização de um número de telemóvel, e é um conceito que se relaciona com o de <strong>memória de trabalho</strong>, sendo este último mais complexo por entender o armazenamento, organização e manipulação temporária de informações.&nbsp;</p>



<p>Já na <strong>memória de longo prazo</strong>, realçamos a explícita e a implícita. A <strong>memória explícita</strong> é a recordação consciente de factos e eventos, e inclui a memória semântica e a memória episódica. A <strong>memória semântica</strong>, por sua vez, envolve factos e conhecimentos gerais, tal como conhecer o significado das palavras. São exemplos de memórias semânticas o saber que Paris é a capital da França ou que 1000 gramas correspondem a 1 quilograma. Devido ao acumular de conhecimentos ao longo da vida, os estudos sugerem que a memória semântica tende a aumentar no decorrer da mesma, com declínios ligeiros nos muito idosos. Por seu turno, a <strong>memória episódica</strong> é a memória de eventos autobiográficos e começa a declinar a partir da meia-idade. Como exemplos de memória episódica destacamos: o primeiro dia de escola, a reunião em que participou na semana passada ou o que almoçou ontem. A <strong>memória implícita</strong>, como o nome indica, é uma memória da qual não temos consciência e que se relaciona com a aprendizagem de habilidades e procedimentos. Um exemplo deste tipo de memória é a recordação de como se aperta o cordão do sapato e como se anda de bicicleta. Esta memória, também conhecida como não declarativa, permanece inalterada ao longo da vida e pode consolidar-se mesmo quando versa sobre algo a que julgamos não prestar muita atenção. Assim, podemos melhorar, pela prática, determinadas habilidades (desenhar, destreza na escrita e na condução, leitura, oralidade de um novo idioma), mesmo que não estejamos focados nessa melhoria.&nbsp;</p>



<p>Por último, a <strong>memória prospetiva</strong> é a capacidade de nos lembrarmos de algo que temos de fazer no futuro, como, por exemplo, ir votar no próximo domingo ou tomar a medicação às 20h. A capacidade de identificar o momento em que se deve agir torna este tipo de memória mais exigente e mais vulnerável com o avançar da idade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diferentes tipos de atenção</strong></h2>



<p>No que respeita à atenção, esta <strong>trata-se da capacidade de dirigirmos o nosso foco para estímulos específicos do nosso ambiente, sendo esta a capacidade que possibilita as outras funções cognitivas e intelectuais</strong>. Também, nesta capacidade, podemos distinguir vários tipos, sendo de salientar: a <strong>atenção sustentada</strong>, que se refere à capacidade de manter o foco num determinado estímulo durante um período prolongado; a <strong>atenção seletiva</strong>, que se trata da capacidade de focar as informações relevantes, ignorando outras informações e ignorando, também, os estímulos distratores, como manter uma conversação num ambiente de ruído; e a <strong>atenção dividida</strong>, que se traduz na habilidade de a manter em dois ou mais estímulos ao mesmo tempo, como falar ao telefone enquanto se prepara uma refeição.&nbsp;</p>



<p>O avançar da idade parece não afetar a atenção sustentada, isto é, a capacidade de manter o foco e o desempenho numa determinada tarefa, por um período prolongado, mas o mesmo já não acontece no que respeita à atenção seletiva e à atenção dividida. Estas, possivelmente por serem variantes mais complexas da atenção, parecem ser mais negativamente influenciadas pelo envelhecimento.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como manter e melhorar o foco e a memória?</strong></h2>



<p>Muitos dos fatores ambientais que conduzem a um melhor funcionamento do cérebro, com impacto na atenção e na memória, são questões quotidianas – a qualidade da estimulação que oferecemos ao nosso <a href="https://simplyflow.pt/como-manter-o-cerebro-saudavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cérebro</a>, o exercício físico e o sono – que podem parecer óbvias, mas são tão facilmente negligenciadas. </p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mente estimulada</strong></h2>



<p><strong>As atividades cognitivamente estimulantes são atividades ou exercícios mentalmente envolventes que desafiam a nossa capacidade de pensar. </strong>Tal como o nosso corpo, o nosso cérebro necessita de ser exercitado para se manter em forma, e é o seu bom exercício que permite manter e até melhorar habilidades cognitivas, tais como as da memória e da atenção.&nbsp;</p>



<p><strong>A atividade cognitiva frequente protege contra o declínio cognitivo, associado ao avançar da idade, pois estimula diferentes partes do cérebro, tornando-as mais eficientes e resistentes.&nbsp;</strong></p>



<p>Assim, <strong>deve encontrar atividades que estimulem o seu cérebro e que sejam do seu agrado</strong>. Não tenha receio de usar as suas capacidades, elas não se esgotam, pelo contrário, são tanto mais vivazes quanto mais são usadas, sem adicionarmos stress a esta equação.</p>



<p>Para manter um estilo de vida intelectualmente ativo, ler muito é uma excelente estratégia. A leitura traz benefícios ao cérebro de todos, desde a criança ao idoso. Se pensa que as atividades cognitivamente estimulantes já fazem parte do seu dia a dia, reflita se estas não são já atividades rotineiras que, na verdade, não o desafiam tanto assim. Lembre-se de que o que verdadeiramente exercita o nosso <a href="https://www.planetadelivros.pt/livro-cerebro-eficiente/355638" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cérebro</a> é aquilo que inicialmente provoca algum desconforto, na medida em que são atividades que requerem algum tipo de aprendizagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Corpo ativo</strong></h2>



<p><strong>A prática da atividade aeróbica tem sido confirmada, por vários estudos, como vantajosa para o cérebro: favorece a memória, a atenção, a flexibilidade cognitiva e o humor. A atividade física aumenta o fornecimento de sangue ao cérebro, o que estimula a função dos neurónios.&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Recomenda-se meia hora de exercício aeróbico moderado quase todos os dias, de forma a perfazer duas horas e meia de exercício por semana.</strong> Se não tem o hábito de praticar exercício físico, comece por fazer caminhadas e vá tentando andar de forma cada vez mais acelerada. Poderá optar por outras modalidades como a corrida, a natação, andar de bicicleta ou mesmo enveredar por aulas de dança.&nbsp;</p>



<p>A prática de exercício físico, em particular exercícios aeróbicos como caminhar, andar de bicicleta e nadar, é recomendável e benéfica em qualquer idade, com inúmeras vantagens para a nossa saúde física e cerebral: melhora o humor e combate a depressão; proporciona o fluxo sanguíneo hipocampal, levando a melhorias na memória e na aprendizagem; possibilita que mais sangue e oxigênio fluam para o cérebro; aumenta os níveis de substâncias químicas cerebrais que estimulam o crescimento de neurónios, isto é, favorece a neurogénese; e aumenta o número de células glia, que são células cerebrais que protegem os neurónios e têm impacto na velocidade de processamento.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sono de qualidade</strong></h2>



<p>As pesquisas mostram que os <strong>bons hábitos de sono são fundamentais para a consolidação das memórias</strong>: se não dormimos bem, também não aprendemos. Além de prejudicar o funcionamento cognitivo, dormir mal também leva ao aumento do stress e aumenta o risco de depressão.</p>



<p>O sono é de uma enorme serventia para o nosso cérebro: permite que haja uma maior atividade do sistema glinfático, proporcionando ao cérebro uma “limpeza” que elimina os seus resíduos tóxicos; reestrutura a memória a longo e a curto prazo; e permite que ocorram aprendizagens.&nbsp;</p>



<p>No caso de ter problemas em adormecer, deve estabelecer uma rotina associada ao sono, fixando uma hora para se deitar e evitando luzes e estímulos fortes antes dessa hora. Se gosta de dormir um pouco durante o dia, saiba que tirar uma pequena sesta é um hábito que beneficia a cognição.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Outras estratégias:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Evite o stress.</strong> O stress tem impacto na cognição, prejudica a memória, desencadeia o envelhecimento precoce do cérebro e pode mesmo aumentar o risco de demência;</li><li><strong>Despenda tempo na prática da meditação </strong><strong><em>mindfulness</em></strong><strong>.</strong> O que esta técnica pretende é que o momento presente seja o único foco de atenção: tornarmo-nos conscientes de cada parte do nosso corpo, da nossa respiração, dos pensamentos que nos invadem e da nossa presença. Quem pratica a meditação <em>mindfulness</em> experimenta, para além de uma diminuição do stress, melhorias na capacidade de concentração, na memória de trabalho e na orientação espacial;&nbsp;</li><li><strong>Adote uma alimentação variada e equilibrada</strong>, com um elevado consumo de vegetais, legumes, frutas e nozes, peixes e frutos do mar, frutas cítricas e frutas vermelhas, e abstenha-se de carnes vermelhas e alimentos processados. Reduza também o consumo de sal e beba muita água. Efetivamente, os hábitos alimentares têm um elevado impacto na boa forma cerebral;</li><li>No seu dia a dia, <strong>tente prestar atenção naquilo que é importante para si</strong>. Foque-se nas tarefas em que se envolve, no momento presente e naquilo que quer reter na sua memória. Para tal, seja disciplinado consigo mesmo, tente reduzir as distrações e desacelere: prestar atenção, reter e memorizar implicam que se despenda tempo;</li><li><strong>Para facilitar a memorização: repita em voz alta a informação que pretende memorizar, visualize-a em imagens mentais e anote-a.</strong> Se possível, crie uma associação com outras informações que já tenha memorizado (por exemplo, memorizar uma data por associação a outra que lhe é familiar);&nbsp;</li><li><strong>Recorra a mnemónicas </strong>como o agrupamento de informação, selecionando um critério para a formação de categorias (técnica útil para as listas do supermercado, com diferentes categorias de produtos) ou recorrendo às letras iniciais (por exemplo, se vai comprar pão, arroz, cebolas, azeite, tomate e ovos, levar em mente a palavra “pacato” que é a junção das iniciais);&nbsp;</li><li><strong>Muna-se de outros auxiliares de memória externos que lhe poderão ser muito úteis: calendários, agendas, lista de tarefas, alarmes, entre outros recursos</strong>.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para manter um bom foco e uma boa memória temos, acima de tudo, que pôr à prova e exercitar, continuamente, estas capacidades.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não há campeões sem treinos. Motive-se, siga as recomendações que lhe deixo e verá que, afinal, a moeda de ouro pode estar mesmo aí no seu bolso.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="489" height="720" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx.jpg" alt="memória" class="wp-image-18321" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx.jpg 489w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx-204x300.jpg 204w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx-460x677.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx-160x236.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx-320x471.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/09/Capa-Cerebro-Eficiente_bx-480x707.jpg 480w" sizes="(max-width: 489px) 100vw, 489px" /></figure></div>


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