Eu é que sou a mãe. Posso?

Carmen Ferreira // Janeiro 10, 2020
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No processo da maternidade muitas tomadas de decisões são necessárias, desde escolha do berço até ao local da maternidade. E, é tão difícil! Porque o que servirá para uma mulher, pode não fazer sentido para outra. Mas, afinal… 

Como podemos afirmar e tomar decisões mais conscientes em prol da nossa saúde e bem-estar?

Com vista a uma experiência de maternidade mais positiva e saudável, a mulher deverá ter informação para que a sua escolha seja consciente e, assim, vá ao encontro do que pretende enquanto mãe e mulher. Não podemos esquecer também do companheiro(a), que deve igualmente participar neste processo de escolha. 

Onde posso pesquisar informação de fontes seguras?

  • Organização Mundial de Saúde (OMS); 
  • UNICEF;
  • Direcção geral de saúde; 
  • Ordens profissionais, como a dos enfermeiros e médicos. 

Esta informação deverá ser cruzada e validada com o profissional de saúde de referência do casal, de modo a estruturar a informação e esclarecer as suas dúvidas.  

Conversar com amigas e familiares é óptimo, mas não sendo da área da saúde muitas opiniões e, por vezes, críticas podem surgir. 

Cada mulher tem as suas preferências e o seu caminho, não existindo certo ou errado. Portanto, escolher o tipo de parto ou como vai alimentar o bebé, ou até mesmo a banheira para dar o banho não será igual para todas nós. Cada família e especialmente, a mulher tem autonomia, poder e capacidade para escolher. E não deverá ser discriminada ou criticada por isso. 

A quem devo dizer as minhas preferência?

Esqueçam a vizinha ou a tia. Podem dizer se assim o entenderem, claro. Mas, quem realmente precisam de informar é a equipa de saúde. Esta transmissão de informação pode ser oral ou escrita, através do plano de nascimento. 

O que é o plano de nascimento?

Este documento deve conter as preferências e informações do casal, sendo construído e validado com a ajuda do profissional de saúde

Podem anexá-lo ao boletim de saúde da gravidez para que não se esqueçam dele no momento da ida para a maternidade. 

Vejam mais sobre este tema aqui

Como sei que tomei a decisão certa?

Depois de devidamente informada e apoiada pelos profissionais de saúde de referência, se não está confortável com a decisão, pode sempre mudar de ideias ou procurar uma segunda opinião. Dentro de cada uma de nós haverá sempre a decisão que nos fará sentir mais confortável. Até porque a maternidade não é uma competição!

Cada caso é um caso. Cada pessoa é uma pessoa.

Existe mais do que uma estratégia para aliviar as cólicas. Existe mais do que um método para introduzir os alimentos. Existem tantas teorias sobre tudo… Percebam aquelas com que se identifiquem e escolham profissionais de saúde que vos apoiem. Tirem esse peso de cima de vocês!

Estão a fazer um bom trabalho, sabem porquê: o vosso filho sorri para vocês, os olhos dele brilham quando vê a mãe… E será porque ela é a expert em puericultura? Não! É porque “esta” mãe que habita dentro de vocês tem amor para dar. Aliás, tem tanto amor que nem cabe no peito. 

Por isso, todas temos direito à nossa opinião, e se não concordamos ou achamos que podemos acrescentar algo de valor e positivo devemos intervir, de forma carinhosa e prestativa. Caso contrário, não partilhem mais uma crítica que vai derrubar a “super mãe” que existe dentro de nós. Que vai fazer alguém chorar ou achar que é má mãe.

Estamos todas ligadas por algo muito maior que os nossos julgamentos ou marca das fraldas que usamos…

Somos mulheres e mães!

Este poder imenso tem que ser bem usado para ajudar e apoiar outras mães. Muito amor, compreensão e compaixão. Unidas vamos mais longe!

Mais apoio e menos julgamento! Estamos todas na mesma página do livro da Maternidade. Inclusivé eu que aprendo imenso com vocês, sobre algo muito valioso que não vem em livros: o amor incondicional de uma mãe!

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