Como ter uma alimentação intuitiva?

Mafalda Pinto Leite // Abril 29, 2021
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alimentação intuitiva
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A comida influencia o nosso bem-estar – não só o que comemos, mas também a forma como comemos. E tudo muda quando começamos a prestar menos atenção a dietas e a tudo o que lemos por aí, e mais atenção ao nosso próprio corpo. A ouvi-lo e a dar-lhe o que pede em cada momento. Foi assim que comecei a aproximar-me de uma verdadeira alimentação intuitiva, que tem vindo a fazer parte da minha vida ao longo dos anos. Encontrar o que funciona para mim. No fundo, a minha visão de uma alimentação intuitiva é baseada em algo muito simples e bem intuitivo: como é que a comida me faz sentir?

alimentação intuitiva

Como saber o que o corpo pede?

Ao longo da vida, é frequente experimentarmos certas dietas, algumas bastantes restritas, o que vai influenciar a forma como vemos a comida. A longo prazo, podemos mesmo desenvolver uma relação tóxica com a mesma, baseando-nos nos conceitos de “bom” e “mau”. A nossa perspetiva muda completamente quando compreendemos que uma dieta restritiva nunca será benéfica a longo prazo, se for mentalmente restritiva durante um longo período de tempo.

Este tipo de alimentação intuitiva pode parecer que é um incentivo a comer tudo o que lhe apetece, mas não é o caso. Os desejos alimentares são sábios e ao nutrirmos o nosso corpo com os ingredientes certos, ele agradece e responde com mais energia, com uma pele macia e saudável, com mais clareza mental, e tantas outras coisas boas. Quando realmente começar a confiar nos seus instintos e a estar atenta aos sinais do seu corpo, a sua relação com a comida vai mudar de uma maneira profunda. E isso acaba por se refletir no seu corpo – daí o verdadeiro significado de brilhar de dentro para fora.

5 Dicas para transformar alimentação intuitiva em estilo de vida:

  1. Diga não a dietas: Dietas com grandes restrições alimentares a longo prazo podem não ser a melhor opção para perder peso ou para um estilo de vida saudável. Se a dieta não resulta na sua vida a curto prazo, provavelmente não a irá seguir e voltará ao ciclo de procurar e começar uma nova, deixando-a constantemente frustrada. Pode até influenciar a forma como olha para certos alimentos e, em casos extremos, desenvolver uma relação não saudável com aquilo que come;
  2. Se tem fome, coma: Quando o corpo começa a sentir-se esgotado de nutrientes e energia, o cérebro é alertado e começa a enviar mensagens a indicar que está com fome. Ao reprimir esse instinto natural, vai apenas adiar o problema, arriscando-se a comer compulsivamente mais tarde. Não tenha medo de comer coisas que a fazem sentir bem e a alimentam, se sente vontade. Isso só diminui a probabilidade de acabar a comer grandes quantidades de uma só vez (muitas vezes, de coisas muito menos interessantes para o seu organismo);
  3. Observe: A alimentação devia ser um momento de prazer. Sempre que comer determinado alimento, observe como se sente 10 minutos depois, 2 horas depois, no dia seguinte. Tome nota. Afetou o seu humor, os níveis de energia ou a sua pele? Sente-se inchada ou com fome, passado pouco tempo, ou leve e energética? Sente raiva e ansiedade, ou amor e satisfação? Há vários fatores num alimento que são determinantes para a maneira como se vai sentir depois de o ingerir;
  4. Fazer exercício: Torne-se activa e sinta a diferença que isso traz para si e para a sua vida. Mude o foco para como a faz sentir, em vez de quantas calorias anda a perder. Eu acredito que o bem-estar nasce de dentro para fora. E ao mudarmos de perspetiva, podemos fazer toda a diferença;
  5. Sinta-se saudável: Quando comemos bem, o corpo sabe reconhecê-lo e não tem como não se sentir saudável. Sinta tudo isso na sua energia, no seu humor, na sua pele, no seu cabelo… Se, na maior parte do tempo, tiver uma alimentação variada, sobretudo à base de produtos frescos e pouco processados, pode estar segura de estar a dar ao corpo aquilo que ele realmente precisa.

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