Como lidar com 10 distúrbios femininos com harmonia e sem medicamentos?

Tâmara Castelo // Novembro 19, 2019
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Todas nós, mulheres, desempenhamos inúmeros papéis ao longo da vida. A falta de tempo é uma queixa constante, a saúde é deixada muitas vezes para segundo ou terceiro plano, os compromissos atropelam-se e é muito fácil não cuidarmos de nós, por inúmeras razões. Quando damos por isso, estamos a viver em piloto automático, as queixas acumuladas, o corpo a dar sinais que ignoramos, a cabeça em água, os quilos a somar na balança e uma falta de harmonia que atravessa todas as áreas da nossa vida…

Equilíbrio pleno

Ao longo da minha prática clínica já acompanhei, e acompanho diariamente, muitas mulheres (e homens também, claro!), muitos casos e muitos problemas de saúde. Por isso, escrevi este livro com o objectivo de ser prático, um livro de cabeceira que se vai consultando ao longo da vida.

Selecionei 10 distúrbios maioritariamente vividos no feminino que são, talvez, os mais comuns que me passam pelo consultório. Procurei enquadrar cada um deles, explicar de forma clara os sintomas e as causas, e oferecer um conjunto de soluções transversais que traga a cada uma de vocês um equilíbrio efetivo entre o corpo, a mente e o espírito.

A minha experiência

Ao longo da minha vida, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) trouxe-me um conhecimento profundo do corpo, das patologias, mas também dos caminhos para o bem-estar. A alimentação saudável, um dos pilares presente em tudo o que faço – e que como -, é um contributo para o bom funcionamento do meu (e do nosso) organismo e fundamental no meu bem-estar. O yoga, o exercício físico, as horas sagradas de sono, a meditação e os cristais trazem-me tranquilidade à mente e verdadeira paz de espírito. E por isso, este é também  um livro de partilha. Que seja um bom ponto de partida para fazermos este caminho juntas.

Deixo-lhe dois excertos do livro:

. Capítulo 1  – Ansiedade

“Ansiedade” sempre foi uma das palavras que mais ouvi nas minhas consultas. Embora muitas vezes não como queixa principal, tem, ainda assim, muito peso. Está quase sempre presente — seja num tratamento de reeducação alimentar, em questões de excesso de peso, problemas digestivos, falta de energia, queda de cabelo ou até numa situação de insónia. A ansiedade é um motivo transversal. Pode não ser o que mais incomoda, mas resolver a ansiedade é muitas vezes a chave para desbloquear problemas como, por exemplo, excesso de apetite, enxaqueca ou acne.

Mas, o que é a ansiedade?

A ansiedade é uma emoção natural e muito importante, se estiver equilibrada. É uma força motriz que nos permite ser mais focados, fortes e assertivos, pois auxilia no fluxo do movimento físico e mental, mas é uma emoção que, quando em desequilíbrio, provoca não só sérios problemas de saúde como muitos problemas sociais.

A ansiedade corresponde a uma resposta do nosso sistema nervoso autónomo absolutamente independente do nosso pensamento racional: é um reflexo. Por isso, é inútil aconselhar alguém que está a experienciar uma crise de ansiedade a manter a calma. Sendo um mecanismo de libertação de adrenalina, não existe um controlo racional para a ansiedade que causa algumas reações corporais como por exemplo:

  • Aceleramento dos batimentos cardíacos;
  • Contração dos vasos sanguíneos;
  • Diminuição da motilidade intestinal.

Então, o que podemos fazer para vencer a ansiedade em desequilíbrio?

Gosto sempre de dizer que as emoções para o nosso corpo são neutras —, não são boas, nem más —, mas, sempre que existe uma flutuação (uma exacerbação de sentimentos), o nosso organismo corpo reage e reflete essa dinâmica. Portanto, quer tenha ganho o Euromilhões ou lhe tenham assaltado o carro, o seu corpo reflete apenas a mudança da energia emocional. 

Ora vejamos: Ganhou o Euromilhões. Começa a sentir milhões de borboletas no estômago, de tanta ansiedade que essa felicidade lhe provoca. Essa mesma ansiedade positiva de felicidade pode também desencadear mudanças de apetite ou pode influenciar os seus intestinos, causando diarreia.

O mesmo pode acontecer se tiver o azar de lhe assaltarem o carro — as mesmas borboletas ou a instabilidade intestinal serão apenas causadas pela irritabilidade e o sentimento de injustiça que a situação provoca.

. Capítulo 4  – Menopausa e o Climatério

Começando pelo início

A mulher nasce com todos os óvulos (folículos) que vai ter na sua vida, aliás para ser correcta o momento em que a mulher tem dentro dos seus ovário o maior número de óvulos é quando está dentro da barriga da sua mãe, quando é um feto com cerca de 20 semanas. Nessa altura os números são estonteantes cerca de 7 milhões, que à nascença diminuem para os 2 milhões e que na puberdade estão entre os 300 mil e 500 mil. O número de óvulos está sempre a diminuir independentemente do número de gravidezes, da toma ou não da pílula ou mesmo do estilo de vida que a mulher adopte.

Por volta dos 45-50 anos as reservas de óvulos começam a chegar ao seu final,  a progesterona e o estrogénio deixam de ser fabricados e a irregularidade menstrual é o primeiro sintoma desta falta hormonal. Inicialmente os ciclos podem ser ausentes, podem ser mais curtos e muitas vezes com mais fluxo que o habitual até chegarmos à menopausa, que é efectivamente a última menstruação na vida de uma mulher. Nesta fase transitória a mulher experiência muitas mudanças físicas, bioquímicas e mentais.

Alguns números e factos interessantes:

  • Em Portugal, a idade média para a mulher atingir a menopausa são os 48 anos. No mundo ocidental, a média são os 51 anos;
  • A menopausa pode ocorrer entre os 40 e os 58 anos.
  • As mulheres não conseguem “criar” novos óvulos; entre a 16.ª e a 20.ª semana de gestação, ainda na barriga da mãe, o feto feminino possui o número máximo de óvulos que alguma vez possuirá;
  • A menopausa é uma falência ovárica que se deve ao consumo de todos os seus folículos;
  • Apesar da menstruação ser irregular as mulheres podem engravidar no período do climatério até mesmo à última menstruação.

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