Como abraçar a nossa verdadeira natureza feminina

Inês Gaya // Julho 13, 2019
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Não há nada mais feminino do que a Natureza! A Mãe Terra é bela, tem os seus montes e vales, é delicada, mas poderosa, é cíclica e criativa tal como as mulheres!

As mulheres distanciaram-se da sua verdadeira natureza…

No entanto, as mulheres distanciaram-se da sua verdadeira natureza, cíclica, feminina, profunda e perderam-se um pouco de si mesmas numa sociedade demasiado “masculinizada”, competitiva, machista e até agressiva

Este afastamento de si, da sua natureza e do seu centro tem levado a muitos desequilíbrios físicos e emocionais.

De acordo com a minha experiência no trabalho terapêutico com mulheres, quando a mulher manifesta desequilíbrios como quistos nos ovários, endometriose, miomas ou mesmo tensão pré menstrual muito intensa, a minha primeira abordagem é sempre perceber como é que aquela mulher se afastou de si mesma ao ponto de deixar de escutar as necessidades do seu corpo e a vontade da sua alma.

Geralmente são mulheres que fazem escolhas que não estão alinhadas com a sua verdade: sustentam uma relação que não as faz feliz, trabalham sob muita pressão, vivem no “automático”, não expressam a sua criatividade e não realizam os seus sonhos…

Por exemplo, no caso dos quistos nos ovários ou os miomas, acredito que há um enorme potencial criativo, mas que está completamente estagnado, não há movimentação da energia criativa, certamente aquela mulher está a boicotar-se, não confia em si mesma ou não se sente capaz de manifestar os seus projetos e sonhos!

O retorno a casa

Então, o processo de cura ou de  “retorno a casa” como eu gosto de chamar, inicia-se a partir do momento em que a mulher se dá conta de que está em desequilíbrio e consegue identificar de que forma se está a bloquear ou a afastar da sua essência!

Como abraçar a nossa verdadeira natureza feminina:

1. Transformar velhos padrões de pensamento, comportamento e purificar emoções

A viagem de retorno a casa e de equilíbrio da nossa saúde física e emocional implica movimento, a energia estagnada, reprimida ou tóxica deve fluir, deve movimentar-se. Isto significa que precisamos transformar velhos padrões de pensamento, comportamento e  purificar as emoções… Este processo irá resultar inevitavelmente em escolhas mais alinhadas com quem Somos.

É igualmente importante voltar a olhar para o corpo e honrar a nossa menstruação como algo sagrado e poderoso. Esta reconexão com a nossa ciclicidade irá trazer muita cura física e emocional à nossa vida, pois ao nos reconhecermos como Sagradas vamos saber respeitar as nossas necessidades e limites reais e consequentemente vamos fazer escolhas baseadas no auto-respeito e amor-próprio. Nós somos cíclicas e precisamos respeitar todas as fases, cada uma com as suas características.

2. Treinar mais a nossa intuição e comunicação com a nossa alma

Devemos também treinar cada vez mais a nossa intuição e a comunicação com a nossa alma, pois ela sempre sabe a direção a seguir, ela sempre nos pede para manifestar os nossos sonhos, para viver a vida com propósito!

3. Abraçar a Mãe Terra com a consciência que somos uma extensão dela

E, por fim, abraçar a nossa natureza feminina é voltar a abraçar a Mãe Terra com consciência que somos uma extensão dela… caminhar descalça na terra, abraçar as árvores, purificar a nossa energia no mar são actos de conexão com a natureza externa e interna…

A Terra é um templo, assim como o nosso corpo é um templo, e é ela que nos ensina o quão poderosas, criativas, belas e sagradas somos.

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