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	<title>Sílvia Pereira, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Sílvia Pereira, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>A importância do brincar para crianças emocionalmente fortes</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-importancia-do-brincar-para-criancas-emocionalmente-fortes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2018 10:58:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À primeira vista pode parecer estranha a ideia de que as crianças que têm mais oportunidades&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">À primeira vista pode parecer estranha a ideia de que as crianças que têm mais oportunidades para brincar são emocionalmente mais fortes. Mas, sim, é precisamente isto. Brincar é estruturante e organizador das emoções e do sentir da criança. Contribui de forma decisiva para a construção e desenvolvimento da sua estrutura de personalidade, evitando e resolvendo muitos dos problemas de comportamento. </span></p>
<h2><b>De que forma o brincar organiza as emoções das crianças?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As crianças utilizam o brincar como palavras. Brincar é a forma de se expressarem. O recurso ao brincar, com jogos didácticos ou com brinquedos, dentro de uma relação com os seus pares ou com o adulto, ajuda a criança a expressar os seus sentimentos, pensamentos e as suas experiências; o seu mundo interno e externo. </span><b>A brincar a criança tem a oportunidade de experimentar e treinar o seu sentir e de o organizar e reorganizar, criando uma evolução por alteração da sua estruturação cerebral. </b><span style="font-weight: 400;">Esta organização das emoções leva a que a criança desenvolva, a partir do sentir, a criação de símbolos, de significados e do sentido próprio. Neste processo de desenvolvimento ficará emocionalmente mais organizada, mais experiente e mais forte para lidar com as situações de vida que vai vivenciando ao longo do seu crescimento.</span></p>
<h2><b>Como o brincar reestrutura o funcionamento emocional?</b></h2>
<p><b>Ao brincar a criança tem a oportunidade de exteriorizar o seu mundo interior tornando-o concreto. Isto possibilita a estimulação e a organização cerebral uma vez que é desencadeado o movimento interno da mente, que estimula a plasticidade natural das estruturas psíquicas e promove o desenvolvimento da linguagem interna da actividade funcional das funções psíquicas.</b><span style="font-weight: 400;"> Assim, através da construção da narrativa própria da criança e através da expressão da dinâmica da sua realidade, promove-se um processo de elaboração simbólica, através do qual é criada uma organização consistente do “Eu” em que emerge a criação do seu sentido próprio, da sua personalidade e da sua identidade. Isto é, o seu sentir transforma-se através do brincar passando assim a ser a sua nova construção interna e subjectiva do mundo externo e social à sua volta.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tendo em conta que o ser humano desenvolve as suas funções psíquicas e psicológicas superiores através da mediação pela linguagem verbal e não-verbal, bem como através da construção pela cultura e pela história adentro da relação com os outros, o brincar assume-se como uma forma de internalização do sentir que promove o desenvolvimento destas mesmas funções psicológicas e psíquicas superiores. Logo, </span><b>fundamental para o desenvolvimento mental saudável da criança tornando-a emocionalmente mais forte e mais capaz de lidar com as suas vivências</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><b>Qual o papel do brinquedo ou do jogo didáctico neste processo?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresentam-se como “objecto intermediário” na organização e construção do “Eu” e no desenvolvimento pessoal e social &#8211; relacional da criança através do intercâmbio e da mediação que ali acontece em presença dos pares ou do adulto envolvidos neste brincar, quer por via da comunicação verbal, quer por via da comunicação não-verbal, dentro desta relação.</span></p>
<p><b>Os jogos ou brinquedos não precisam de ser muito elaborados para promover um desenvolvimento emocional saudável e forte. Lápis, cadernos, livros, plasticinas, carrinhos, blocos de madeira, animais e bonecos que facilmente recriam o mundo da criança são o suficiente para um brincar que sustenta a organização emocional. </b></p>
<h2><b>A importância do brincar para crianças emocionalmente fortes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O brincar é entendido como um espaço único de construção, desenvolvimento, evolução, transformação, significação e resignificação de objectos, situações e relações sociais humanas; de construção de narrativa própria; de criação de sentido próprio constituído na relação com os outros, num ambiente percebido como social, cultural e histórico retratado neste brincar. Como tal, a criança tem, assim, a possibilidade de experimentar a apropriação de objectos do meio externo, de situações e de relações interpessoais do contexto social e cultural.</span></p>
<p><b>Não brincar é impedir a criança de viver com qualidade de vida. Ao estar disponível para brincar com a criança oferecemos-lhe muito mais do que o acto de brincar em si, damos-lhe a oportunidade de se ver a ela própria de forma mais eficiente e mais consciente, de se reconhecer a si própria como ser, como um “Eu”, de socializar, de expressar, explorar e concretizar os seus recursos internos.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, brincar é saudável, educativo e fundamental para a construção cerebral e para a estruturação da personalidade. Contribui para que a criança seja uma criança emocionalmente forte para lidar com as adversidades das suas vivências, mas sobretudo, para que venha a ser um adulto emocionalmente organizado e capaz de lidar de forma ajustada com as mais diversas situações de vida.</span></p>
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		<title>O Bullying e as suas consequências</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-bullying-e-as-suas-consequencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 09:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[sílvia pereira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bullying e as suas consequências. Este é um tema que desperta muito interesse actualmente, mas que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Bullying e as suas consequências.</span> <span style="font-weight: 400;">Este é um tema que desperta muito interesse actualmente, mas que mais deveria despertar consciência e preocupação com a forma como os pais estão ou não a contribuir para o desenvolvimento e crescimento cerebral dos seus filhos. Sim, porque aqui reside a diferença entre ser ou não ser vítima e ser ou não ser agressor. A dimensão da gravidade do assunto remete, sem dúvida, para a necessidade urgente de mudança na forma de educar.</span></p>
<h2><b>O que é o Bullying?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Caracteriza-se por </span><b>agressões intencionais repetitivas, verbais ou físicas</b><span style="font-weight: 400;">. Envolve ameaças, humilhação, intimidação, tirania, pressão, mau-trato e agressão. </span><b>Pode acontecer em qualquer contexto social </b><span style="font-weight: 400;">como em escolas, no seio da família ou no ambiente de trabalho </span><b>e afecta emocionalmente e fisicamente a vítima</b><span style="font-weight: 400;">. É um comportamento abusivo que advém da falta de crescimento e desenvolvimento cerebral promovido pelo abandono relacional.</span></p>
<h2><b>O que leva as crianças e jovens a situações de Bullying?</b></h2>
<p><b>Na maior parte dos casos o abandono relacional dos pais é o grande responsável e leva a que os jovens tenham estes comportamentos devido a um atraso na estruturação cerebral. </b><span style="font-weight: 400;">A falta de envolvimento relacional dos pais com os filhos, a dificuldade de dizer “não”, de colocar limites e regras, e também a dificuldade em afirmar a sua autoridade alimentam esta lacuna mental e impedem o desenvolvimento cerebral que não acontece apenas pelo passar do tempo. A relação com os pais e com o desenvolvimento deles é essencial para os filhos se desenvolverem e crescerem. Sem envolvimento dos adultos no desenvolvimento do cérebro das crianças e jovens, o seu cérebro não cresce. Como tal, estes jovens são abandonados na construção da sua identidade e da sua personalidade. E, isto é válido tanto para as vítimas quanto para os agressores que apesar de saberem o que é certo e o que é errado, e de conhecerem os valores não têm a transformação cerebral necessária para saberem utilizar esses valores. Não sabem o que fazer com eles. O saber não faz a mudança. E, esta transformação cerebral só acontece na relação com os outros e neste caso dos pais, com a autoridade, com o “não”, com as regras e limites, com os afectos. E, isto, sim, transforma a anatomia do cérebro dos seus filhos para não serem nem vítimas nem agressores.</span></p>
<h2><b>Como se pode proteger uma vítima de Bullying?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui </span><b>é importante que seja a própria criança ou jovem a posicionar-se e a defender-se, caso contrário os mais agressivos tenderão a manter os comportamentos desagradáveis e errados.</b><span style="font-weight: 400;"> Mas, não é suficiente dizer-lhe para ela de defender. É preciso que na relação afectiva com os pais haja uma preparação da sua personalidade para estruturar a insegurança, a auto-estima, o não ser assertivo, a imaturidade, a falta de autonomia. Mas, também ter a oportunidade de aprender treinando na vida real a relação com os outros amigos. Tal vai proporcionar a experiência necessária para gerir as frustrações e as agressividades com os outros. Só desta forma a criança ou jovem poderá desenvolver as áreas cerebrais apropriadas a não ser vítima nem agressor.</span></p>
<h2><b>E, se o seu filho for o agressor?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ter em mente que </span><b>o comportamento agressivo faz parte da natureza humana e tem de ser corrigido</b><span style="font-weight: 400;">. E, </span><b>ter esta consciência deve permitir aos pais estarem atentos à forma como os seus filhos se relacionam com os outros, uma vez que são responsáveis pela sua educação</b><span style="font-weight: 400;">. Se de uma forma agressiva, se agredindo-os. Têm assim a oportunidade de transformar estes comportamentos, ao transformar a anatomia do cérebro dos seus filhos. Para isso terão de lhes mostrar a sua zanga com estes comportamentos ao longo do tempo. Neste contexto </span><b>é importante ter a força para mostrar a sua autoridade enquanto pais para que os filhos lhes reconheçam esta autoridade</b><span style="font-weight: 400;">. Ou eventualmente, tomar uma atitude mais marcante como uma provocação emocional intensa que transforme o comportamento agressivo e que irá ter o impacto de fazer sentir e criar consciência, para que os filhos conheçam o sentimento negativo que provocam nos outros quando os agridem. </span><b>Faz parte do papel de pais.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao nível das funcionalidades do cérebro, o medo e a aflição têm uma estreita e próxima relação com a aprendizagem por isso mesmo não é conversando que se chega à mudança dos comportamentos agressivos. Aprende-se fazendo conhecer e fazendo sentir. </span><b>Educar é ajudar a transformar a anatomia do cérebro dos filhos e isso faz-se com atitudes e acções que nem sempre são fáceis de tomar.</b></p>
<h2><b>Quais são as consequências do Bullying para a vítima?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nem toda a criança ou jovem que é vítima de Bullying desenvolva consequências psicológicas que ficam até à vida adulta, é verdade que em muitos casos sem intervenção psicoterapêutica isto acontece.</span></p>
<p><b>As consequências podem passar por dificuldades de concentração e aprendizagem, baixo desempenho escolar, absentismo, tristeza, baixa auto-estima, medo, insegurança, isolamento, ansiedade, angústia, pânico, stress, sintomas psicossomáticos, desvalorização de si própria, auto-agressão, mudança abrupta de comportamentos, entre outras. No longo prazo e passando para a fase adulta poderão ter dificuldades de relacionamento, stress no trabalho, dificuldades em manter relações amorosas, baixa rendimento no trabalho, baixa auto-confiança e auto-estima, dificuldades na tomada de decisões e a lista poderia continuar. </b><span style="font-weight: 400;">Por tudo isto vale a pena estar atento aos comportamentos dos seus filhos e agir em prol da sua saúde mental. Dá trabalho? Sim, ser pais dá muito trabalho!</span></p>
<h2><b>Como podemos ajudar estas crianças e jovens?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto do lado da vítima como do lado do agressor </span><b>o melhor caminho é a psicoterapia</b><span style="font-weight: 400;">. </span><b>Pelo lado da vítima para reorganizar o seu sentir e minimizar o sofrimento, e pelo lado do agressor para habilitar as suas funções cerebrais para a mudança de comportamentos.</b><span style="font-weight: 400;"> Esta mudança para crescer tem, obviamente, que envolver pais, professores e técnicos especializados para ter sucesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, não, </span><b>a punição não é o caminho</b><span style="font-weight: 400;">. </span><b>O trabalho mais importante a fazer nestas situações é o trabalho de transformação cerebral e a punição não provoca nenhuma transformação cerebral.</b></p>
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		<item>
		<title>Como reconhecer uma amizade verdadeira?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-reconhecer-uma-amizade-verdadeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 08:49:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[sílvia pereira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não fomos feitos para viver sozinhos. E, os amigos fazem parte das várias fases da nossa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Não fomos feitos para viver sozinhos. E, os amigos fazem parte das várias fases da nossa vida e das nossas histórias de vida. Na infância, na adolescência, na vida adulta, na escola, na faculdade, na rua, no trabalho. Todos precisamos de amigos. Eles são essenciais. São importantes para o bem-estar, para a qualidade de vida, para a saúde física e para a saúde mental. Dão-nos uma sensação real de felicidade nos momentos em que estamos juntos. </span><b>A amizade é por excelência um espaço de socialização, intimidade e sintonia em que se pode e deve relaxar.</b><span style="font-weight: 400;"> Estar com amigos baixa a ansiedade e minimiza a possibilidade do aparecimento de aspectos depressivos. ‘Bora lá estar com amigos!</span></p>
<h2><b>Mas, afinal, o que têm os amigos de tão especial?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os amigos são aqueles com quem nos entendemos bem hoje e com quem temos afinidades e interesses em comum. Permitem criar vínculos afectivos. São cuidadores: cuidam de nós. Ajudam nas situações de aflição. Motivam-nos quando estamos abatidos. Convivem e riem connosco. Abraçam-nos quando caímos. Alegram-se com a nossa alegria e choram com a nossa tristeza. Mas, também nos puxam as orelhas quando o devem fazer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um amigo é muito mais do que um conhecido, é muito mais do que um contacto ou que uma simples presença virtual. É aquela pessoa que parecemos conhecer desde sempre e a quem o silêncio não incomoda quando o assunto acaba. E, o silêncio diz tanta coisa… Os laços criam-se e constroem-se e a amizade solidifica-se no interagir, porque ouvimos e somos ouvidos; afinal o ser Humano tem o poder da linguagem. As memórias que daqui advém são significativas assim como o é o impacto que têm no desenvolvimento saudável da pessoa e no caminho próprio e único para a maturidade.</span></p>
<h2><b>Porque é que os amigos são importantes na vida das pessoas? </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os amigos são pessoas que admiramos, mas são sobretudo a oportunidade de desenvolvimento afectivo que existe dentro da relação interpessoal com eles. É dentro desta relação com pares que num determinado momento do desenvolvimento das estruturas da personalidade se operam todas as transformações que permitem a construção do aparelho psíquico dentro de uma dada cultura, naturalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a relação com os amigos contribui de forma marcada para a estruturação e reestruturação cerebral que acontece na relação com os outros, onde o “agir” faz surgir novas redes neuronais que permitem e determinam o desenvolvimento das estruturas de personalidade da pessoa e da construção da sua individualidade. Este processo implica a elaboração de funcionamentos nervosos superiores que vão permitir adoptar novos comportamentos e tornar-se um ser Humano único, com uma organização cerebral única, onde as aprendizagens vão ditar de que forma o desenvolvimento cerebral acontece. Assim se desenvolve a percepção, a resolução de problemas, as funções executivas, a memória e a consciência criando sentidos próprios para a identidade da pessoa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação com os amigos também é importante no sentido de que permite tomar consciência que o outro também é uma pessoa com vontades e desejos próprios e que não são necessariamente iguais aos seus. Que o outro não é apenas um outro físico, mas também é um outro psicológico. Permitem experimentar o facto dos outros colocarem limites também. Tudo isto leva a uma aquisição de consciência do outro e de si próprio na vida e no mundo. Por isso, a relação de amizade é um espaço de “ensaio” para perceber o mundo como os outros também o percebem e onde as perdas e reencontros acontecem muitas vezes. Reavaliam-se opiniões, comportamentos. Aprende-se e apreende-se. Treina-se a desilusão e a frustração. Todos eles movimentos e contributos fundamentais no desenvolvimento mental das pessoas e na construção da sua identidade.</span></p>
<h2><b>Como reconhecer uma amizade verdadeira? </b><b> </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O ser Humano é rico em histórias de vida e carências e uma relação de amizade verdadeira implica ter a percepção do outro por inteiro; um outro que é pessoa e que também tem um coração a bater no peito. Como tal, <strong>a relação de amizade profunda tem que ser um encontro em que a alegria prevalece</strong>. Em que cada um fortalece, faz crescer e desenvolver o outro contribuindo para o bem-estar de ambos. Um ajuda o outro a percorrer um caminho sempre no âmbito da partilha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A amizade implica descentramento: a pessoa conseguir descentrar-se de si própria e estar emocionalmente disponível para o outro tendo a expectativa válida de que este outro faça o mesmo consigo.</strong> Claro que tal obriga muitas vezes a deixar de lado a sua zona de conforto o que significa que a pessoa se expõe mais e que se submete ao olhar crítico do outro. Mas, quando estamos numa amizade que é realmente uma amizade, o que o outro diz, que é na maior parte das vezes dito com o objectivo de ajudar e/ou esclarecer, dí-lo afectuosamente, com afecto, com carinho, com cuidado. Pode dizer algo profundo que vai ter um impacto sério ou que pode até mesmo provocar alguma confusão mental e contrariedade, mas diz isto como quem quer realmente ajudar. E, quem recebe, recebe como a palavra, o interesse e a acção do amigo como uma ajuda válida e importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja difícil definir especificamente a amizade porque ela envolve uma grande cumplicidade entre as pessoas, é uma das relações mais “maduras” que existe. Aqui não há distâncias, não há cobranças, não há características típicas dos amores e da infância. Há, sim, um prazer enorme na companhia do outro e intenções positivas. Ou seja, é uma relação repleta de afectividade intensa fundamentada nas afinidades, nos interesses, nas escolhas, nos gostos e na confiança onde as pessoas sentem um “aconchego afectivo” sem dependência e com respeito pelas diferenças. É querer o bem um do outro acima de qualquer “jogo de cintura”. Por tudo isto, o importante não é a quantidade de amigos que se tem, mas a qualidade das relações de amizade reais e significativas que tem na sua vida.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Violência contra pais idosos</title>
		<link>https://simplyflow.pt/violencia-contra-pais-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jun 2018 08:30:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[sílvia pereira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Envelhecer com dignidade é um direito humano fundamental, mas é hoje um desafio. Infelizmente, a violência&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/violencia-contra-pais-idosos/">Violência contra pais idosos</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Envelhecer com dignidade é um direito humano fundamental, mas é hoje um desafio. Infelizmente, a violência doméstica contra idosos é uma realidade que está a aumentar por parte de filhos, netos e familiares em casa, mas, por vezes, até mesmo por parte de cuidadores em lares. É uma violação dos direitos humanos em que os idosos são sujeitos a abusos psicológicos, verbais, físicos, financeiros, negligência, abandono e falta de cuidados básicos, sendo, em muitos casos, vítimas desta violência e maus-tratos de forma permanente. Destrói um aspecto fundamental da vida: a relação afectiva entre as pessoas, neste caso entre filhos e pais. É crime e é grave, mas é sobretudo um total desrespeito pelo ser humano. E, é triste, muito triste.</span></p>
<h2><b>Porque não denunciam o agressor?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Frágeis e vulneráveis, são, por isso, um alvo “fácil”. </span><b>Nem sempre têm a força para reagir, fazer queixa na polícia e levar os filhos a julgamento. </b><span style="font-weight: 400;">Acabam por desistir das queixas e por não denunciar os agressores, por serem os filhos e por terem vergonha de passar por estas situações com os próprios filhos. Remetem-se muitas vezes ao silêncio vivendo anos em sofrimento continuado por vergonha, por medo de represálias ou pela chantagem emocional de que são vítimas. Este silêncio só facilita a continuação da violência. Há casos em que até se sentem culpados pela própria agressão.</span></p>
<p><b>Noutros casos os idosos não reconhecem que estão a ser maltratados ou podem ter</b><b><br />
</b><b>perda de memória ou demência, o que os torna dependentes.</b><span style="font-weight: 400;"> Muitos vivem socialmente isolados e muitos outros não conhecem os seus direitos. Muitos ainda, dizem ter pena de quem os agride. Ao pensarem desta forma, os idosos destroem-se psicologicamente a si próprios. A vida é demasiado exigente para que percamos tempo a cuidar de quem nos agride. É importante distanciar-se; é um dever proteger-se.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O insulto e a intimidação são crime em Portugal pelo que apresentar queixa destas agressões na GNR, ainda que não seja fácil, é uma forma válida de cuidar de si próprio. Ao fazê-lo o idoso mostra e exige respeito por si próprio, honrando-se a si próprio.</span></p>
<h2><b>As consequências da agressão aos pais idosos </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos o agressor não se reconhece como tal alegando que faz o que faz para proteger o idoso. Mas, na verdade, estas agressões são um abuso, uma violência, uma negligência, um mau-trato e, acima de tudo, um desrespeito. Agressões estas que se expressam pelo uso da força, na palavra, no silêncio, na omissão ou na posse. As consequências são, evidentemente, devastadoras para o idoso, para a sua saúde mental e física, mas também para as suas emoções ferindo o seu “coração”. Tratam-se de </span><b>danos psicológicos, danos físicos, instabilidade emocional, mas também danos morais que afectam gravemente o idoso</b><span style="font-weight: 400;">. Deixam sequelas profundas e em muitos casos levam à morte. A agressão não é só o acto físico de empurrar ou bater; é também a forma desadequada, insensível e desrespeitosa como se lida com os outros. É não saber respeitar o outro que existe para além de si próprio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma situação dramática para o idoso em que há degradação da relação humana, cuja intensidade psicológica é aumentada pelo facto de ser cometida pelos próprios filhos ou familiares que deveriam proteger o idoso.</span></p>
<h2><b>O que pode ser feito?</b></h2>
<p><b>Definir claramente os conceitos é um dos caminhos – agressor vs filho. </b><span style="font-weight: 400;">Tendo em conta que a palavra é organizadora do pensamento e que é o pensamento que regula as nossas emoções, o que sentimos, então, inibir o uso da palavra “filho” e usar a palavra adequada à situação: “agressor” torna o sentir menos sofrido. Porque de facto este “filho” não é um filho no real sentido da palavra; ele é um agressor o que é bem diferente de um “filho”. São conceitos diferentes com significados diferentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda mais importante é </span><b>aprender a dizer “Não!”</b><span style="font-weight: 400;">. É o “Não!” que ajuda na transformação necessária para a construção do cérebro, através da educação. Perceber quem é esta pessoa, este agressor e decidir se queremos ou não queremos uma pessoa assim na nossa vida, que nos agride. Decidir se esta pessoa, este agressor é ou não é bom para nós. E, finalmente ser capaz de lhe dizer “Não!”. Escusado será dizer que isto implica uma aprendizagem, um treino e uma educação que é muito difícil de desenvolver nestas idades e que, infelizmente, não está enraizada na nossa sociedade, nem na nossa cultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, a violência dos filhos contra os pais idosos é uma questão de educação e de falta de respeito no que é básico na relação entre as pessoas. A relação e o funcionamento entre as pessoas são processos de aprendizagem nem sempre valorizados na educação dada aos filhos. Aprender a dizer “Não!” nas relações com as pessoas e aprender a defender-se daqueles que abusam de nós é fruto da educação e é fundamental para que o desrespeito pelos pais idosos não aconteça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, por último, mas não menos importante, se conhece algum caso de violência doméstica contra pais idosos, denuncie! Pode salvar a vida dessa pessoa.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7110 size-large" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-1024x796.jpg" alt="" width="960" height="746" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-1024x796.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-300x233.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-768x597.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-460x358.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-160x124.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-320x249.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-480x373.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-640x498.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-960x746.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/06/shutterstock_177851771-1120x871.jpg 1120w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
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		<item>
		<title>À falta de tempo compenso o meu filho com prendas, certo?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-falta-de-tempo-compenso-o-meu-filho-com-prendas-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2018 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[sílvia pereira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos dias de hoje a falta de tempo leva a que muitos pais tenham dificuldade em&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nos dias de hoje a falta de tempo leva a que muitos pais tenham dificuldade em acompanhar os seus filhos de uma forma mais disponível. Aparece o sentimento de culpa. Sentem muitas vezes que “perdem” o crescimento dos filhos e acabam por, erradamente, pensar que se os compensarem com prendas podem colmatar a sua ausência. Não podem, nem os tornam mais felizes.</span></p>
<h2><b>A importância da relação afectiva</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A ausência emocional não tem compensação nos bens materiais.</strong> A relação afectiva e o vínculo emocional sólido e profundo dos filhos com os pais traduz-se em desenvolvimento de processos e estruturas cerebrais que permitem à criança desenvolver-se de forma saudável ao nível mental aprendendo, assim, a estar “pronta” para as situações com as quais se vai deparar ao longo da vida. As prendas representam apenas momentos efémeros nos quais muitas vezes as crianças nem dão valor ao que recebem porque, de facto, não é isso que tem valor. A mensagem que passa é de que a prenda é mais importante do que a presença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que realmente faz um filho feliz, no real sentido da palavra, não são as prendas, são os momentos de qualidade que passa em relação com os pais, são os sentimentos, o que sente nesses momentos. E, tal relação afectiva não é construída nem compensada de forma alguma com prendas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de tempo é, em boa verdade, uma desculpa. Cabe aos pais definir as respectivas escolhas quanto à ocupação do tempo disponível das obrigações pessoais e profissionais. Cabe-lhes também definir prioridades. E, não é a quantidade de tempo que define uma relação emocional válida e saudável com os filhos, mas, sim, a qualidade desse tempo. Pode até ser um pequeno momento por dia, mas que seja de qualidade, onde os pais estejam completamente disponíveis emocionalmente para os filhos nesse momento, ajudando-os assim no processo de crescimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, oferecer prendas como forma de compensar a ausência não aumenta nem consolida a relação afectiva entre pais e filhos, e muito menos alimenta o amor entre eles. Só irá prejudicar a sua formação como adulto e o desenvolvimento da sua personalidade.</span></p>
<h2><b>Compensar ausência com prendas é prejudicial.</b></h2>
<p><strong>A curto e médio prazo as prendas para compensar ausência constroem na criança a </strong><span style="font-weight: 400;"><strong>ideia de que pode tudo; de que pode ter tudo o que quer.</strong> E, é neste ponto que começam a desenvolver-se pequenos tiranos egocêntricos. Esta criança vai tornar-se num adulto que terá muitas dificuldades de relacionamento. Afinal, a vida e os outros nem sempre aceitam as atitudes egocêntricas e narcísicas que se foram desenvolvendo no seu crescimento. Irá sentir-se infeliz em muitas situações. Terá tendência a desenvolver um juízo de valores baseado na posse, como representativo do valor que as pessoas têm. Tal criará um vazio que se vai transformando em angústia que leva a sofrimento, uma vez que será um adulto que espera ser recompensado por tudo o que fizer. Todos sabemos que a vida não é assim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao nível do comportamento, a criança vai associando e interiorizando os pais como mero recurso de bens materiais. Consequentemente, na fase adulta corre sérios riscos de lidar com as relações interpessoais de uma forma meramente material, arrogante e egocêntrica (construindo a ideia de que o dinheiro compra tudo, por exemplo). Daí ser tão importante a relação afectiva, para que a criança aprenda no seu desenvolvimento que a vida irá exigir-lhe prontidão mental na hora de enfrentar momentos mais difíceis e delicados.</span></p>
<h2><b>O que representam os momentos de qualidade na vida de um filho?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os pais querem que os seus filhos sejam felizes. O tempo de qualidade é a chave. Vai ajudar a desenvolver auto-estima, auto-confiança, segurança, capacidade de lidar com perdas, frustrações e contrariedades, capacidade de lidar com o stress, gerir medos, capacidade de diálogo e argumentação, capacidade de decisão, entre outras. </span><span style="font-weight: 400;">Por isso <strong>estar disponível para momentos de qualidade com um filho é de extrema importância: conversar, rir, brincar, conter, partilhar, ensinar, mostrar, dar atenção e compreensão têm de estar incluídos nestes momentos.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, pais brilhantes dão algo incomparavelmente mais valioso do que prendas. Dão aquilo que o dinheiro não paga, por muito que seja. Dão a sua história, as suas experiências, as suas tristezas, os seus sonhos. Dão estabilidade emocional, regras, limites e o seu tempo, por pouco que seja. Dão a sua humanidade e o seu ser.</span></p>
<h2><b>Tempo de qualidade, sim!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazer do pouco tempo disponível um grande momento de relação afectiva com um filho é o caminho mais acertado. A presença de uma relação afectiva sólida gera momentos de prazer insubstituíveis que ensinam a criança a procurar na sua vida aquilo que dá sentido à sua existência para que venha a ser um adulto feliz e emocionalmente saudável.</span></p>
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		<title>Colónias de férias: sim ou não?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/colonias-de-ferias-sim-ou-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Apr 2018 08:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[sílvia pereira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um período de férias que se aproxima. Com o ritmo frenético dos dias de hoje&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Mais um período de férias que se aproxima. Com o ritmo frenético dos dias de hoje e o facto da maioria dos progenitores trabalhar todos os dias, cada vez mais estes pais se deparam com o dilema de onde, e ao cuidado de quem, deixar os filhos no período de férias escolares. Infelizmente muitas crianças e jovens ainda ficam “fechados” em casa no Verão frente ao computador. Pois bem, saiba que as colónias de férias são uma excelente solução.</span></p>
<h2><b>Porquê uma colónia de férias?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A colónia de férias é um espaço privilegiado para que as crianças e jovens possam socializar e trocar experiências de diferentes realidades, diferentes das suas formas diferentes de encarar a vida. Tudo isto irá promover a sua autonomia, contribuir para o seu desenvolvimento saudável, para a sua maturação cerebral e para a construção da sua personalidade. Promove também a interacção e o relacionamento entre as crianças através das actividades programadas. Como tal, características da personalidade muito importantes e saudáveis, como a socialização, a autonomia e a independência, são desenvolvidas neste ambiente. E, como não aparecem espontaneamente, torna-se fundamental que os pais vão cuidando da construção das mesmas nos seus filhos logo desde pequenos. </span></p>
<h2><b>É assim tão importante socializar e construir autonomia?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o contexto relacional e de actividades numa colónia tem um papel muito positivo na maturação do cérebro da criança para se tornar num adulto, com maturidade, para viver a sua vida de forma autónoma, independente e feliz. E, ser autónomo e independente tem o seu tempo próprio; Adquire-se na infância e na adolescência, não na adultez. Caso contrário, continuaremos a ter adultos com mais de 30 anos a depender dos pais, sendo, este, um dos problemas da sociedade actual. Como tal, a colónia de férias representa uma oportunidade a não perder para a criança ou jovem desenvolver esta autonomia. Assim, é uma actividade fundamental para o desenvolvimento psicológico da criança. Na brincadeira, no lazer e nas actividades contribui-se para uma educação significativa muito válida.</span></p>
<h2><b>O sentir da criança numa colónia de férias</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É verdade que algumas crianças podem ficar muito aflitas com a ida para a colónia, assim como os seus pais também. Mas, em muitos casos, a aflição da criança nada mais é que o reflexo da aflição dos respectivos pais. Se a criança sentir que os pais estão felizes e tranquilos com a sua ida para a colónia, a criança não vai ficar aflita. Por isso, é importante que os pais não fiquem aflitos com os possíveis sinais de aflição nos filhos no momento de irem para a colónia de férias. Não é para ter medo de algo que é tão positivo para o crescimento saudável deles.</span></p>
<h2><b>E, depois da colónia de férias?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando regressam a casa estão mais “crescidos” dizem muitos pais. É um facto. Voltam mais responsáveis, autoconfiantes e mais independentes. Também a relação entre pais e filhos se torne mais consolidada na volta da colónia de férias, uma vez que o vínculo relacional fica mais forte. Contribui também para permitir aos pais terem algum tempo para alimentarem a própria relação amorosa e, isso, também vai contribuir para o bem-estar de toda a família. Afinal, uma boa relação entre os pais leva a que haja uma maior capacidade de dar afeto aos filhos.</span></p>
<h2><b>Colónia de férias, sim!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências pelas quais as crianças passam numa colónia de férias são fundamentais para o seu crescimento saudável, mas também para se conhecerem melhor a elas próprias, para serem mais confiantes, para saberem melhor relacionar-se com os outros, para terem experiências diferentes do seu dia-a- dia, para saberem lidar melhor com os próprios medos, para saberem defender-se melhor em várias situações quando saírem de casa dos pais para serem os adultos de amanhã.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por tudo isto, é mesmo muito importante ter a oportunidade de participar numa colónia de férias; Pela saúde mental dos seus filhos e pelo futuro deles.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dores de crescimento do amor</title>
		<link>https://simplyflow.pt/dores-de-crescimento-do-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Feb 2018 10:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[sílvia pereira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mês de Fevereiro, mês do amor, dos namorados e dos casais apaixonados. Mês em que se&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Mês de Fevereiro, mês do amor, dos namorados e dos casais apaixonados. Mês em que se celebra um marco cultural importante: o Dia dos Namorados e o mês do amor. Se falarmos do ponto de vista científico, o amor enquadra-se numa categoria psicológica que tem por base fisiológica a última das estruturações cerebrais e também a última das estruturações da personalidade. Logo, trata-se da última fase no desenvolvimento cerebral humano. Como tal, implica experimentar para crescer e se desenvolver.<b></b></p>
<h2 dir="ltr"><strong>Afinal, o que é o amor?</strong></h2>
<p dir="ltr">Para todos nós, o amor caracteriza-se por ser um vínculo emocional forte onde prevalecem e se manifestam os afectos. Ou seja, é um envolvimento psicológico que remete não só para o fascínio pelo outro, mas também para uma necessidade muito desejada de realização amorosa.<b></b></p>
<p dir="ltr">Amar implica demora, dedicação, esforço e compromisso, mas também comunicação, convivência, partilha de valores, sem esquecer a importância de olhar o mundo da mesma forma e, claro, a tolerância da opinião do outro. Caso contrário não pode haver amor. Como tal, amar obriga à tomada de consciência sobre o outro e sobre si mesmo; Consciência esta que alimentará a intimidade que torna as duas pessoas envolvidas numa relação, cúmplices uma da outra &#8211; sejam namorados ou casados.<b></b></p>
<p dir="ltr">Por isso mesmo, a relação amorosa é um espaço onde muitas vezes se experimentam os encontros e os desencontros do entendimento, mas também do desentendimento a dois. É um espaço onde é importante gerir expectativas individuais e comuns de forma real. E, o que caracteriza um casal é a forma como consegue lidar com estes desafios e superá-los. Como tal, este relacionamento interpessoal, que neste caso é uma relação amorosa, permite vivenciar sensações, sentimentos e experiências que revelam a nossa capacidade de viver e experimentar a nossa existência. Obviamente, adaptação, reestruturação, flexibilidade, tolerância são todos aspectos importantes que devem ser considerados se queremos ter uma relação amorosa saudável e sólida, mas principalmente que nos faça felizes.<b></b></p>
<h2 dir="ltr"><strong>Crescer enquanto casal</strong></h2>
<p dir="ltr">Consequentemente, o crescimento de uma relação amorosa implica gerir a relação por forma a que haja um desenvolvimento, por um lado, individual de cada elemento da relação, mas também comum a ambos dentro desta mesma relação. Por isso mesmo, numa relação amorosa é importante encontrar realização, alegria e felicidade. Claro que há os tais desentendimentos e desafios a superar, mas a felicidade deve ter sempre mais peso e mais impacto no geral para que possamos chamar-lhe amor, a mais forte das forças que nos aproxima de uma pessoa.<b></b></p>
<p dir="ltr">Mas, crescer e desenvolver-se é um dos maiores desafios do Ser Humano, nomeadamente para atingir a maturação cerebral necessária para uma relação amorosa saudável e sólida. É um facto. Implica mudanças e mudar a forma de sentir e pensar, e a forma de agir é algo exigente e muitas vezes doloroso. Se já é uma realidade individual, maior se torna a exigência numa relação a dois! Mudar obriga a sair da zona de conforto e abraçar o desconhecido &#8211; a tal mudança &#8211; o que deixa, muitas vezes, espaço para a insegurança.<b></b></p>
<p dir="ltr">Nesta insegurança, a mudança faz-nos muitas vezes sentir ameaçados uma vez que os caminhos que se abrem são desconhecidos. Por isso, a mudança no desenvolvimento obriga-nos a reestruturar o nosso sentir e forma de pensar inúmeras vezes e nas mais diversas situações. E, é nestes momentos que o crescimento e o desenvolvimento individual, pessoal e também interpessoal e relacional encontram espaço mental para acontecerem.<b></b></p>
<p dir="ltr">Naturalmente, os conflitos aparecem mesmo entre pessoas que se amam. Isso é inevitável. Afinal, numa relação amorosa são duas pessoas diferentes e únicas com histórias de vida próprias, sendo que ambas estão num processo de desenvolvimento individual emocional. Lidar com o desenvolvimento do outro também é um desafio. Tolerar e respeitar a opinião do outro por mais que esta seja diferente da sua, encontrar um equilíbrio e dar espaço para a diferença contribui para o crescimento e construção saudável de ambos e da sua relação amorosa. Contribui para o crescimento do amor. Mas, ninguém disse que é fácil. Não é.<b></b></p>
<p dir="ltr"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-6325 size-large" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-1024x683.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033-1120x746.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/02/shutterstock_610349033.jpg 2048w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<h2 dir="ltr"><strong>E, quando não corre bem?</strong></h2>
<p dir="ltr">Tendo em conta que os relacionamentos afectivos são muitas vezes construídos de forma pouco sustentável, importa também salientar que, em muitos casos, a incapacidade de criar vínculos emocionais (inerente à falta de maturação psicológica) contribui de forma acentuada para as dificuldades nos relacionamentos amorosos. Contudo, a incapacidade de assumir um compromisso &#8211; o que também reflecte falta de maturação cerebral &#8211; é a principal causa de instabilidade nestas mesmas relações.<b></b></p>
<p dir="ltr">No entanto, e apesar do referido, quando o fim de um relacionamento acontece é, geralmente, um momento de dor, mas também contribui para o crescimento e desenvolvimento interno individual e relacional do Ser Humano. Logo, é mais uma oportunidade, uma mudança para o desenvolvimento e relacionamento interpessoal. Saber lidar com o que sente nestes acontecimentos de vida é difícil, mas faz toda a diferença para ultrapassar a dor e crescer para o amor. É um processo que não acontece de um dia para o outro, leva o seu tempo, mas faz crescer e contribui para a maturação cerebral. Ou seja, a pessoa fica mais preparada para novas situações futuras.<b></b></p>
<h2 dir="ltr"><strong>Celebrar o Amor é importante!</strong></h2>
<p dir="ltr">Não há dúvida de que a vida actual é um stress: a família, a casa, o trabalho, as rotinas,</p>
<p dir="ltr">em suma, as correrias do dia-a- dia. Mas, ao terminar este texto, não poderia deixar de salientar que esta realidade faz com que tenha todo o sentido celebrar o Dia dos Namorados e o amor. É mesmo importante! Porque desta forma celebra-se o que as pessoas sentem uma pela outra. E, isto é muito importante! Celebra-se o estar juntos, o partilhar as respetivas vidas em conjunto e tomar consciência do bem que sabe ter aquela pessoa disponível para nós. Sim, porque uma relação amorosa implica que o outro tenha disponibilizado a sua vida para a partilhar connosco. E, se nos disponibilizarmos interiormente também, o amor está ali para nós, para nos ajudar a crescer.<b></b></p>
<p dir="ltr">Este dia, esta celebração, ajuda-nos a repensar e a tomar consciência sobre a nossa relação a dois e sobre como ela é na realidade. Isto vai ajudar-nos a lidar com a mesma de uma forma mais leve e mais fácil. E, por último, mas não menos importante, ajuda-nos, também, a permitir o desenvolvimento das nossas estruturas cerebrais, nomeadamente a maturação do nosso cérebro para sermos seres mais saudáveis e mais felizes no amor e na vida.</p>
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