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	<title>Paula Ambrósio, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Paula Ambrósio, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Viver a sexualidade após a menopausa</title>
		<link>https://simplyflow.pt/viver-a-sexualidade-apos-a-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Ambrósio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Ambrósio]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não vale achar que depois da menopausa é normal não ter uma vida sexual satisfatória, que não faz mal, que “já estamos velhos para isso”. É mais de um terço das nossas vidas, tem de valer a pena e ser ótimo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/viver-a-sexualidade-apos-a-menopausa/">Viver a sexualidade após a menopausa</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me pediram para escrever sobre este tema não consegui deixar de sorrir. Já escrevi vários textos sobre menopausa e sempre que o faço, e acho que me vou repetir até à morte, acabo por descobrir novos pontos de reflexão, uns mais científicos, outros nem tanto assim…</p>



<p>Como sou um bocadinho (muito) picuinhas com definições, vamos começar por dizer o que é a menopausa: é uma data.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a menopausa?</strong></h2>



<p><strong>A data da última e derradeira menstruação.</strong> A data a partir da qual os nossos (perdoem-me os homens interessados na temática) ovários deixam de produzir hormonas em quantidade suficiente para manter a função reprodutora. E é aqui que os problemas surgem para muitas mulheres, já que os estrogénios &#8211; as hormonas femininas que asseguram a continuidade da espécie &#8211; são cruciais para o funcionamento de vários órgãos sexuais como a vagina, a vulva e o cérebro (para mim, sem dúvida, o mais importante na mulher). A sua diminuição vai causar, numa grande percentagem de mulheres, queixas como secura vaginal, diminuição da líbido, alterações do humor e do sono, da memória, enfim, todo um conjunto de contras que muitas vezes interferem de forma dramática na sexualidade.</p>



<p>Se pensarmos que a idade média da menopausa ronda os 51 anos e que a esperança média de vida em Portugal para as mulheres é de 83.2 anos é mesmo muito tempo… Especialmente se as coisas não correrem bem no que diz respeito à nossa vida sexual e, acima de tudo, se acharmos que isso é normal.</p>



<p>No dia a seguir a ter escrito o meu último artigo sobre menopausa, aconteceu-me uma das cenas mais caricatas da minha vida. Inflamada pelo texto motivacional e cheio de esperança sobre tudo o que se pode fazer para melhorar a vida íntima do casal na pós menopausa, recebo na consulta uma senhora (e o senhor que chegou 2 segundos mais tarde, mas que se sentou de imediato na cadeira ao lado da paciente quando foi amavelmente convidado para o fazer) que vinha à sua revisão anual. “Então e está tudo bem consigo e com o seu marido?”, pergunto eu preocupada e atenta. É neste momento que o senhor desvia o olhar para a parede e a senhora, muito pouco à vontade, me diz: “Mais ou menos…”. A frase que eu imaginava!! “Ó minha senhora, isso não pode ser! Esta é a fase de maior intimidade dos casais, a altura em que os filhos já saíram de casa, em que tem mais tempo para si e para o seu marido…” O que eu lhe falei dos<strong> hidratantes vaginais e vulvares</strong> que devem ser usados, da <strong>importância do diálogo com o parceiro</strong>, da <strong>necessidade de falar com o seu médico de família ou ginecologista sobre as opções disponíveis para otimizar esta fase da vida</strong>, enfim, toda uma dissertação sobre menopausa e esperança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O meu marido é muito meu amigo.”</strong></h2>



<p>Esta é uma das frases que mais oiço quando pergunto às senhoras na pós-menopausa se têm relações sexuais e com que frequência. Leia-se: “Ele não me incomoda com essas coisas”.&nbsp;</p>



<p>Há muitos casais em que, com o avançar da idade e especialmente após a menopausa, a iniciativa nunca parte das mulheres (ok, mais cedo também acontece, mas isto daria para mais uns quantos artigos). Como já estão a imaginar, foi exatamente o que a senhora da história anterior me respondeu quando a questionei… e o senhor, cada vez mais enfiado na cadeira, sem dizer uma palavra. Tudo isto me dava ainda mais alento na minha missão de ajudar aquele casal. “Seja amiga dele então, use os hidratantes que tem em casa, faça um jantar romântico, vão para fora no fim-de-semana.” Nada. Nada do que eu dizia parecia ter efeito.&nbsp;</p>



<p>Quem me conhece sabe que eu tentei mesmo. Tentei até perceber que, de facto, não parecia haver esperança para aquelas duas pessoas. Quando a consulta termina e a senhora se levanta e me diz: “Ó doutora, eu só não sei quem é este senhor aqui sentado” é que eu percebo que aquela não tinha sido só mais uma consulta de problemas de intimidade do casal após a menopausa. Aquele, de facto, não era o seu marido! Era só um senhor que tinha vindo buscar um exame da mãe quando foi energicamente chamado para dentro do consultório, vítima das armadilhas e das partidas que o destino nos prega (mas, bolas, por mais que eu fale, acho que em algum momento um deles me podia ter interrompido e terminado com o meu monólogo motivacional…).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E quando os casais deixam de o ser?</strong></h2>



<p>Passando desde já à frente a parte do embaraço e cor de tomate saloio com que fiquei durante pelo menos 5 minutos e, por mais distraída que às vezes seja, a verdade é que o comportamento daqueles dois estranhos não era assim tão diferente do que às vezes assisto entre verdadeiros casais.</p>



<p><strong>Muitas mulheres após a menopausa vão ter uma diminuição da sua qualidade de vida (se não fizerem nada em contrário) e da sua sexualidade.</strong> A secura vaginal e a falta de desejo sexual podem ser verdadeiramente impactantes e devem ser levados muito a sério pelas mulheres e pelos seus médicos. O afastamento do casal muitas vezes é motivado por um ciclo vicioso de dor associada às relações. A dor leva a comportamentos de fuga e à antecipação de novos episódios dolorosos ainda mesmo antes de algo acontecer. As mulheres fogem, os maridos acham que elas já não gostam deles e está montado o palco para uma verdadeira tragédia grega. Os casais afastam-se e instala-se um gigante elefante invisível na sala.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Podemos falar de sexo?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-c4uKe' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>O problema é que, sendo a sexualidade um tema muito íntimo, não se discute abertamente. As pessoas têm vergonha de falar no assunto.</strong> Será eventualmente abordado no decurso de uma consulta de rotina, mas quase que à socapa, ou só depois de devidamente questionado (note-se que, depois do que me aconteceu passei a verificar escrupulosamente a identidade dos acompanhantes na consulta &#8211; entretanto veio o COVID e as suas restrições para me impedir de me envergonhar publicamente).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As mulheres têm de falar da sua sexualidade. Têm de explicar porque é que não se sentem bem.</strong></h2>



<p>Quando os problemas são físicos, ou seja, quando as relações são dolorosas pela secura induzida pela falta das hormonas, o tratamento passar por hidratar e, caso não seja suficiente, pela aplicação de hormonas locais (em doses muito baixas, mas que são eficazes e com baixíssimo risco na grande maioria das mulheres).</p>



<p>Quando entramos em fases mais avançadas em que a relação do casal já está mais deteriorada pode ser preciso recorrer a especialistas em sexualidade e eventualmente fazer algum tipo de terapia. Os terapeutas sexuais existem exatamente para isto. E<strong> não vale achar que depois da menopausa é normal não ter uma vida sexual satisfatória</strong>, que não faz mal, que “já estamos velhos para isso”. É mais de um terço das nossas vidas, tem de valer a pena e ser ótimo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Então e a parte do cérebro onde é que fica?</strong></h2>



<p>Para mim, <strong>o cérebro é o principal órgão sexual na mulher </strong>(estamos todos de acordo que com os homens será um pouco diferente). <strong>A falta de desejo sexual que muitas vezes surge pode estar relacionada com o facto de as mulheres serem hiperfocadas em inúmeras coisas diferentes. </strong>Os filhos, a profissão, o menu do jantar, a aula de pilates. São hiperfocadas, mas o sexo não ocupa bem os lugares cimeiros deste radar. E <strong>se não for feito um esforço para colocar o sexo e o parceiro no radar tudo se torna mais difícil</strong>. A tal sugestão do jantar romântico, da escapadinha de fim-de-semana, da quebra da rotina, tudo isto, no fundo, são <strong>estratégias de captação de atenção do cérebro feminino</strong>, sempre programado para missões &#8211; não, não estou a dizer que o sexo é um esforço ou um frete, mas, sim, que é preciso investir. Já no campo mais científico sabemos que quanto menor for a frequência com que uma mulher tem relações, menor será o seu desejo e a sua vontade de ter novamente. Por outro lado, a lubrificação vaginal e o aumento do aporte sanguíneo à vulva e à vagina causada pela actividade sexual leva a que haja menos queixas de secura e dor nas relações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Viver a sexualidade após a menopausa</strong></strong></h2>



<p>E lá vamos nós terminar com o resumo habitual e agora num tom ligeiramente mais sério:</p>



<p><strong>A sexualidade é para ser vivida em pleno em todas as fases da vida. A pós-menopausa não é exceção, mas, em muitos casos, as alterações fisiológicas causadas pela falta de hormonas podem interferir de forma dramática e levar a uma diminuição da quantidade e da qualidade das relações sexuais.</strong> Como em tudo na vida, o que não se sabe não acontece… Se as mulheres não se queixarem a quem de direito &#8211; aos médicos que as tratam, aos parceiros com quem partilham a sua vida, aos amigos e amigas com quem tantas vezes desabafam de outros problemas &#8211; não é possível resolver nada. <strong>Para viver a sexualidade após a </strong><a href="https://simplyflow.pt/o-lado-intimo-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>menopausa</strong></a><strong> é preciso não aceitar nada menos do que o melhor </strong>(como de resto em tudo o que fazemos). Nascemos para ser felizes e plenos, de preferência a fazer outros felizes. Toca lá a fazer por isso.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-c4uKe' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Cuidados a ter com a higiene íntima no Verão</title>
		<link>https://simplyflow.pt/cuidados-a-ter-com-a-higiene-intima-no-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Ambrósio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[higiene íntima]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Ambrósio]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta estação do ano conjugam-se alguns factores externos que, muitas vezes ajudados por erros que cometemos, aumentam o risco de desequilíbrio da flora vaginal e agressão da pele da vulva.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/cuidados-a-ter-com-a-higiene-intima-no-verao/">Cuidados a ter com a higiene íntima no Verão</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde miúda que a minha estação preferida é o Verão. Dias que não acabam, noites quentes (bem, os últimos anos têm desiludido um bocadinho e raras são as que não exigem um casaquinho, mas vamos saltar esta parte), praia, mar, piscina. Enfim, tudo aquilo com que sonhamos, em especial nos meses de Janeiro e Fevereiro, quando parece que nunca mais nos vamos ver livres das botas e dos cachecóis. O problema do <strong>Verão</strong>, pelo menos para algumas mulheres, é que esta também é a altura em que <strong>surgem com maior frequência queixas ginecológicas como o prurido vulvar, o corrimento vaginal ou mesmo as candidíases</strong>, essas célebres infecções a fungos que podem arruinar o mais perfeito dia à beira da piscina&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque é que estas queixas são mais frequentes no Verão?&nbsp;</strong></h2>



<p>Bem, nesta estação do ano conjugam-se alguns factores externos que, muitas vezes ajudados por erros que cometemos, aumentam o risco de <strong>desequilíbrio da flora vaginal e agressão da pele da vulva</strong>.</p>



<p>A flora vaginal é constituída por numerosas bactérias e fungos que ajudam a manter um pH ideal para combater qualquer agente externo e que constituem a principal barreira à ocorrência de infecções. O problema é que esta flora pode sofrer alterações e causar, ela mesma, sintomas de infecção &#8211; as conhecidas vaginoses.&nbsp; Por outro lado, a pele da vulva, embora muito resistente a agressões, se não tiver um elevado nível de hidratação e alguma quantidade de pelos (não estou a falar de ter muuuitos) pode fragilizar-se e causar sintomas desconfortáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os principais agentes agressores durante o Verão?</strong></h2>



<p>Verão sem água do mar ou da piscina não é Verão (digo eu, bem visto). O problema é que <strong>o sal do mar, a areia e o cloro ou outros produtos utilizados nas piscinas podem, em mulheres mais sensíveis, ser suficientes para alterar o pH da vagina e levar à desregulação da flora vaginal, conduzindo a vaginoses e também a candidíases</strong>. Nesta última situação há um crescimento excessivo dos fungos habitualmente presentes na vagina, e que não costumam causar problemas, levando a um quadro de prurido que, em casos extremos se pode tornar quase insuportável (quem nunca teve ponha o dedo no ar&#8230;).</p>



<p>Como se não fosse suficiente, a pele da vulva, se ficar molhada durante muito tempo, também vai perder a sua capacidade protetora, aumentando ainda mais a probabilidade de desconforto, em particular se estiver totalmente desprovida de pelos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E quais são as soluções?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-SRE9u' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>A solução para estes agentes agressores passa por algo tão simples como <strong>não ter o fato de banho ou o biquíni molhados durante muito tempo</strong> (nada como ter vários modelos bem secos e giros para trocar e variar!) ou optar por materiais de secagem rápida, cada vez mais populares. Para as mulheres mais sensíveis ao sal ou ao cloro, <strong>tomar um duche logo a seguir a sair do mar ou da piscina também é muito eficaz </strong>(nos casos mais graves pode ser necessário utilizar produtos de higiene íntima que mantenham o pH e a hidratação da vulva).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E quando a culpa é um bocadinho nossa?</strong></h2>



<p>A roupa justa, em particular aquelas calças brancas maravilhosas que adoramos usar com cuecas “fio dental”, podem ter um preço a pagar, mais uma vez para as mulheres mais sensíveis. O calor e a humidade excessivas na região vulvar (muito potenciadas pelas temperaturas mais elevadas do Verão) também podem levar a uma desregulação da flora e do pH. <strong>O ideal mesmo é optar por roupas fresquinhas e esvoaçantes </strong>(o algodão é o rei do Verão, certo?) <strong>que deixem a pele respirar livremente.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Mas eu até me lavo tantas vezes&#8230;”</strong></h2>



<p>As lavagens excessivas e, em particular, as irrigações vaginais, ao contrário do que possa parecer, são muito prejudiciais para o equilíbrio da flora vaginal. A vagina tem o seu próprio sistema de defesa, não precisa de nenhum tipo de lavagem interior. O que tem de ser removido (e duas vezes por dia chega perfeitamente, excepto na altura do período menstrual ou de situações excepcionais) é o suor &#8211; muito mais abundante no Verão &#8211; e os líquidos fisiológicos que se acumulam na vulva. Aqui a água e um produto específico de higiene íntima são essenciais para manter o bem-estar íntimo. É óbvio que existem mulheres que se dão lindamente com qualquer gel de banho ou mesmo sabonete, mas estes tendem a secar mais a pele e, em particular durante os meses de Verão, podem não ser suficientes para manter um bom nível de hidratação e conforto da região genital.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Posso fazer depilação integral?”</strong></h2>



<p>Por último, a depilação integral, muitas vezes associada a conceitos de higiene íntima e limpeza, não é o ideal para a pele da vulva. Deixar alguns pelos (mais uma vez, não é preciso serem muuuuitos) pode fazer a diferença em termos de pH, humidade e resistência da pele numa região permanentemente exposta a agressões. Para as restantes mulheres que fazem uma depilação menos “radical”, o ideal é deixarem passar algumas horas (de preferência 24) antes de mergulharem no mar ou na piscina para minimizar a irritação da pele.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vai um resuminho?</strong></h2>



<p>Vá, para todos os que só lêem o fim dos artigos e capítulos e em particular para os que se aguentaram estoicamente aqui vai: <strong>não fazer depilação integral da vulva</strong> (más notícias em caso de depilação definitiva), <strong>usar roupas que deixem a pele da vulva respirar</strong>, <strong>retirar o sal ou o cloro da pele com água corrente</strong>, <strong>mudar o fato de banho/biquíni molhado</strong>, <strong>usar produtos específicos de higiene íntima</strong>, <strong>não passar o dia a fazer lavagens da região genital</strong> e <strong>nunca fazer irrigações ou duches vaginais</strong>.&nbsp;</p>



<p>E é isto. Com os votos de um Verão espectacular e sem idas ao ginecologista.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-SRE9u' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>O lado íntimo da menopausa</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-lado-intimo-da-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Ambrósio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2019 07:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Ambrósio]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Menopausa. O momento em que parece que tudo acaba e em que muita coisa começa. Para&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Menopausa. O momento em que parece que tudo acaba e em que muita coisa começa. Para algumas mulheres é o ansiado fim das dores menstruais, dos períodos abundantes, das dores de cabeça insuportáveis, do medo da gravidez fora de tempo, das alterações constantes do humor&#8230; Para grande parte, o início dos afrontamentos incapacitantes, da secura vaginal, da falta de desejo sexual, das noites mal dormidas&#8230; Mas, não só&#8230; Surge (ou aumenta) o medo da perda da juventude, da beleza, do vigor, da energia… do espelho mágico que já não nos diz que somos a mais bonita do mundo, como se a perda da fertilidade fosse o início do fim. Será mesmo assim? Será que a menopausa significa tudo isto?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a menopausa?</strong></h2>



<p><strong>A menopausa corresponde à perda definitiva da função dos ovários, ou seja, à perda da capacidade reprodutora.</strong> A partir deste momento já não é possível engravidar. Como esta perda muitas vezes não é súbita, e pode passar por períodos em que os ovários funcionam de forma irregular,<strong> só depois de 12 meses sem menstruação é que podemos dizer que estamos perante a menopausa</strong>. É a data da última menstruação (do mesmo modo que a menarca é a data da primeira- e, curiosamente, quase todas as mulheres sabem, mesmo aos 90 anos, quando é que foram menstruadas pela primeira vez).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o impacto da menopausa na vida da mulher?</strong></h2>



<p>O problema é que o fim da função dos ovários implica a perda das hormonas por eles produzidas, os estrogénios e a progesterona. Os estrogénios são essenciais a muitos sistemas do nosso organismo e é aqui que começam as complicações&#8230; Com a perda dos estrogénios todos os órgãos que deles dependem para funcionar podem começar a falhar e a vagina e a vulva não são exceção&#8230; Como se não chegassem os afrontamentos e as alterações do sono, a secura vaginal e a perda do desejo sexual podem afetar de forma dramática a vida íntima da mulher e do casal.</p>



<p><strong>O maior problema é mesmo o estigma, a vergonha e a dificuldade em aceitar a menopausa. </strong>Como se não fosse um evento natural. Como se não fosse o início de um novo dia, da libertação das hormonas de uma vida inteira, do foco nos filhos e na família que tanto exigem (e tanto dão, também), uma nova etapa em que o objetivo já não é a continuidade da espécie e em que, de repente, há mais espaço para crescer e amadurecer. Para prestar atenção ao nosso corpo, às nossas necessidades, aos nossos desejos e perceber como é que podemos tornar a menopausa a nossa maior conquista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E, quando surge a síndrome génito-urinária?</strong></h2>



<p><strong>A síndrome génito-urinária é uma definição relativamente recente que engloba as principais consequências da falta de estrogénios a nível da vulva, vagina e bexiga associada à menopausa e que pode afetar até 70% das mulheres.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os sintomas associados à síndrome génito-urinária?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-VYDvI' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>As manifestações incluem <strong>secura vaginal</strong>, <strong>sensação de ardor/picadas a nível da vagina e vulva</strong>, <strong>diminuição da lubrificação vaginal</strong>,&nbsp; <strong>dor ou desconforto associado às relações sexuais</strong>, <strong>diminuição do desejo sexual e alterações urinárias</strong>, como<strong> aumento da vontade de urinar</strong> e, por vezes, <strong>dificuldade em conter a urina</strong>.&nbsp;</p>



<p>Todas estas alterações podem levar à diminuição da intimidade do casal, com a mulher a evitar qualquer contacto físico ou sexual sendo que, muitas vezes, o parceiro não compreende ou aceita esta situação. E o ciclo vicioso instala-se já que com a menor frequência das relações as queixas de secura e diminuição da lubrificação tende a agravar-se.&nbsp;</p>



<p>Sabemos que a vida sexual do casal é um dos aspetos mais importantes para o bem-estar em qualquer fase da vida, mas particularmente na pós-menopausa, estando muito relacionada com a qualidade de vida. Os filhos criados, a estabilidade laboral e financeira, a disponibilidade para atividades que até então eram impensáveis tornam este período uma oportunidade de intimidade e redescoberta da sexualidade que pode e deve ser otimizado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Síndrome génito-urinária &#8211; Que tratamentos existem?</strong></h2>



<p>Para tal é necessário que as mulheres percebam que não é um karma ou uma cruz que se tem de carregar até ao fim da vida. Não é uma resignação ou uma aceitação de mártir. Existem tratamentos muito eficazes e bem tolerados que podem reverter estas alterações, mas não aparecem por magia… É um tema que tem de ser abordado e discutido abertamente com o médico assistente, sem vergonhas ou pudores.</p>



<p>Ninguém tem vergonha de ir à consulta queixar-se de dores de cabeça ou de costas. Ou da tensão que está mais alta ou do colesterol que teima em não baixar. Mas, grande parte das mulheres com queixas génito-urinárias não se queixa e, infelizmente, muitas vezes os médicos também não perguntam, tão preocupados que estão com as outras doenças. Sim, as outras porque esta também é uma doença quando interfere com a qualidade de vida &#8211; e interfere sempre, especialmente quando as relações sexuais se tornam um momento de dor e sofrimento em que o único desejo presente é o de que acabe depressa.&nbsp;</p>



<p>Não chega ir à farmácia e pedir a quem está atrás do balcão que lhe venda um creminho ou um líquido de lavagem milagroso. <strong>Existem tratamentos muito eficazes e bem tolerados</strong> <strong>à disposição de todas as mulheres e que, com indicação médica adequada, permitem melhorar e otimizar as consequências da menopausa. Alguns possuem hormonas, outros não. Para algumas mulheres a hidratação local é suficiente, mas muitas vezes é necessário recorrer ao tratamento local ou sistémico. </strong>É importante que as mulheres, e os seus clínicos, não confundam os potenciais riscos da terapêutica hormonal sistémica (ou seja, aquela que aumenta os níveis sanguíneos de estrogénios) com os da local de baixa dosagem. Nenhum estudo realizado até à data com tratamentos hormonais locais de dose baixa revelou níveis hormonais superiores aos registados na pós-menopausa. Também é importante que as mulheres percebam que estes tratamentos são para fazer, assim como fazem o creme anti-rugas facial…</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância de se falar neste lado mais íntimo da menopausa</strong></h2>



<p>É importante que este tema, de elevada intimidade, se torne público na discussão. Que se fale abertamente das queixas, seja no consultório médico, seja no chá das 5 com as amigas. <strong>Que não se ache que é suposto sofrer com os sintomas da menopausa. Que não se aceite nada menos do que o bem-estar e a satisfação plena da mulher e do casal. Porque merecemos. Todos.</strong></p>



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<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-lado-intimo-da-menopausa/">O lado íntimo da menopausa</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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