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	<title>Nuno Mendes Duarte, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 May 2025 09:39:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Nuno Mendes Duarte, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>A sua atenção não foi de férias, mas parece…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[atenção fragmentada]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste mundo onde tudo compete pela sua atenção, saber protegê-la é uma forma de liberdade e resistência.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquele momento em que está com um livro nas mãos, mas o cérebro não colabora? Os olhos percorrem as palavras, mas a mente já fugiu para outro lado — <em>“O que é que havia para jantar?”</em>; <em>“Será que respondi àquela mensagem?”</em>;<em> “Ainda não vi se aquele post teve mais likes…”</em>. Ou está a jantar com amigos, telemóvel arrumado no bolso, mas a cabeça vai desfiando tarefas, notificações imaginárias e pequenos ímpetos de curiosidade digital. Os seus amigos perguntam: <em>“Estás aqui?”</em>. E, claro, responde que sim. Mas se tem de garantir que está, é porque provavelmente não está.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bem-vindo à era da&nbsp;atenção fragmentada&nbsp;— um estado mental cada vez mais comum, em que a nossa capacidade de foco se dilui, a memória recente fraqueja e a sensação de presença real se evapora, mesmo quando estamos, aparentemente, a participar no momento.</strong></h2>



<p>Agora, <strong>antes que comece a sentir culpa por tudo isto, deixe-me dizer-lhe:&nbsp;não é só consigo</strong>. Esta batalha está a ser perdida numa escala global. E não é apenas uma questão de força de vontade — é uma questão de <em>design</em>. Literalmente. Os dispositivos móveis foram feitos para isso. Se quiséssemos construir uma máquina que sabotasse a nossa atenção, dificilmente faríamos melhor do que o nosso <em>smartphone</em>.&nbsp;</p>



<p>Tal como as dietas, também um <em>digital detox</em> não irá funcionar, porque não altera as suas rotinas digitais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aquilo de que precisa é uma verdadeira revolução de hábitos digitais!</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte I. O cérebro sob ataque:</strong><strong><em> multitasking</em></strong><strong>, stress e exaustão</strong></h3>



<p>O cérebro humano não foi feito para alternar de tarefa em tarefa ao ritmo das notificações. Saltar entre mensagens, <em>feeds</em>, emails e alertas de calendário fragmenta a atenção e desgasta-nos. Esta oscilação constante&nbsp;reduz a memória de trabalho, a flexibilidade cognitiva e a capacidade de manter o foco.</p>



<p>Para agravar, o excesso de estímulos e informação ativa o nosso sistema de stress de forma repetida, mas sem resolução. São pequenos sobressaltos — vibrações, alertas, toques — que mantêm o corpo em alerta, como se estivesse perante um perigo constante, mas invisível. O resultado? Cansaço, ansiedade e sensação de saturação mental.</p>



<p>Estamos mais distraídos, mais reativos e menos disponíveis para o que exige profundidade: pensar, criar, estar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte II. Estratégias práticas para reabilitar a atenção</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-S3vOA' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Recuperar a capacidade de estar presente não se faz por decreto. E não depende apenas da força de vontade. Exige&nbsp;ambientes bem desenhados, rotinas simples e decisões pequenas, mas consistentes.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>1. Longe da vista, longe da cabeça</strong></h4>



<p>Não basta pôr o telefone em silêncio.&nbsp;É preciso tirá-lo do campo visual.&nbsp;Os estudos mostram que, mesmo desligado ou com o ecrã para baixo, o simples facto de estar visível já afeta o nosso desempenho cognitivo. O cérebro associa aquele objeto a novidade, recompensa e urgência.</p>



<p>Crie tempos e espaços livres de telemóvel. Uma gaveta, uma prateleira noutra divisão, um horário sem ecrãs. O seu cérebro agradece.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>2. Fora do quarto</strong></h4>



<p>O telefone ao lado da cama é um convite à insónia digital. Tornou-se o primeiro e o último objeto que vemos todos os dias — e isso não é neutro. Está ligado a&nbsp;pior qualidade de sono, maior dificuldade em adormecer e maior cansaço durante o dia.</p>



<p>A solução é simples: carregue o telefone fora do quarto. Use um despertador analógico ou, se precisar de manter o som por questões de emergência, coloque-o longe o suficiente para não ser um gesto automático agarrá-lo a meio da noite.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>3. O dia de descanso digital</strong></h4>



<p>Escolha um período semanal — pode ser uma tarde, um domingo inteiro ou uma noite — em que&nbsp;desliga todos os dispositivos. Ao início, vai parecer estranho. Vai dar por si a procurar o telefone. Vai ter a sensação de estar a perder alguma coisa.</p>



<p>Mas, ao fim de algum tempo, vem o alívio. A mente desacelera. As ideias assentam. A criatividade reaparece. A presença nos momentos simples ganha nitidez.</p>



<p>É como limpar uma sala que estava cheia de ruído visual. O espaço mental torna-se habitável outra vez.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>4. Ler em papel</strong></h4>



<p>Ler livros físicos é um dos melhores treinos para a atenção. Ao contrário dos ecrãs, os livros não oferecem estímulos paralelos, nem desvios de caminho. Permitem mergulho.</p>



<p>Se sente que já não consegue ler como antes, comece com blocos de 15 minutos. Sem distrações, sem música de fundo. Só o livro. Com o tempo, a capacidade de manter o foco regressa. E, com ela, uma das maiores fontes de prazer, criatividade e crescimento que temos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>5. Momentos intencionais sem estímulo</strong></h4>



<p>Aproveite rotinas quotidianas para praticar estar com a sua mente, sem distrações acessórias <strong>— sem música, sem podcast, sem ecrã</strong>. Lavar a loiça. Caminhar. Esperar na fila. Estar no trânsito.&nbsp;</p>



<p>Estes micro-momentos, sem distrações externas,&nbsp;são treinos poderosíssimos para restaurar a capacidade de escuta interna e reflexão.&nbsp;A longo prazo, permitem voltar a habitar o próprio pensamento sem ansiedade ou desconforto.</p>



<p>O tédio é um solo fértil. É nele que germinam ideias, decisões e soluções inesperadas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>6. Higiene digital regular</strong></h4>



<p>Desinscreva-se de <em>newsletters</em> que não lê. Apague apps que não usa. Saia de grupos que só servem para poluição mental. Quanto menos ruído digital, mais espaço de atenção. E mais clareza sobre o que é realmente importante.</p>



<p><strong>Não se trata de cortar com tudo. Trata-se de&nbsp;criar espaço para o essencial aparecer.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parte III. Não é sobre perfeição. É sobre persistência</strong></h3>



<p>Não precisa de virar eremita digital, nem de viver num mosteiro tecnológico. O objectivo não é erradicar os ecrãs da sua vida — é&nbsp;reposicionar a atenção no centro do palco.</p>



<p>Vai falhar. Vai voltar ao <em>scroll</em> automático. Vai responder à notificação no momento errado. Mas a diferença é que, agora, sabe o que está em jogo. E tem ferramentas para retomar o controlo.</p>



<p><strong>É como reabilitar um músculo que esteve parado. A força regressa com consistência, não com rigidez.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A atenção é o novo luxo. E está ao seu alcance</strong>.</h2>



<p>Não precisa de força de <a href="https://simplyflow.pt/tem-forca-de-vontade-suficiente-para-mudar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vontade</a> heroica. Precisa de condições, de intenção e de pequenos hábitos sustentáveis.</p>



<p>Neste mundo onde tudo compete pela sua atenção, saber protegê-la é uma forma de liberdade e resistência.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-S3vOA' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Tem força de vontade suficiente para mudar?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/tem-forca-de-vontade-suficiente-para-mudar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Força de vontade]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vou apresentar-lhe duas perspectivas sobre um conceito que tem sido amplamente debatido nos bastidores da psicologia: o conceito de força de vontade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sabe perfeitamente o que deve fazer para cumprir as suas resoluções de ano novo, certo? Comer colheres bem cheias de disciplina e foco, manter os seus maus hábitos com trela curta e ser radicalmente honesta: “Deixa de ser preguiçosa e levanta-te mais cedo”. Talvez até gritar para si própria quando fraqueja: “Para cumprires os teus objectivos tens de ter força de vontade”. Vou contar-lhe um segredo: tanta exigência pode não ser o caminho certo para mudar os hábitos que teimam em permanecer na sua vida. Para lhe explicar o que penso sobre isto, vou apresentar-lhe duas perspectivas sobre um conceito que tem sido amplamente debatido nos bastidores da psicologia: o conceito de força de vontade.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Parte I: A força de vontade como um recurso limitado</strong></h2>



<p>Temos muitos nomes comuns para a força de vontade: determinação, autodisciplina, autocontrolo. Os psicólogos definem-na como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A capacidade de adiar a gratificação, resistindo a tentações de curto prazo para atingir metas de longo prazo;</li>



<li>A capacidade de ignorar um pensamento, sentimento ou impulso indesejado.</li>
</ul>



<p>Ou seja, <strong>é fundamental utilizar a força de vontade para conquistar os seus objetivos</strong>. Segundo esta perspectiva é fácil compreender que com mais autocontrolo ou disciplina, poderia comer de forma saudável, fazer exercício regularmente, parar de procrastinar e atingir os objetivos a que se propõe.&nbsp;</p>



<p>A visão tradicional da força de vontade sugere que é um recurso limitado, esgotando-se ao enfrentar tentações e desafios ao longo do tempo. Assim, segundo esta visão, a força de vontade esgota-se como um tanque de gasolina e precisa de ser reposta.&nbsp;</p>



<p>Logo, percebe-se porque tantas vezes tem dificuldade em não comer aquele chocolate enquanto vê Netflix, ou à noite decide que irá levantar-se cedo para correr no dia seguinte, mas isso só dura as duas primeiras semanas.</p>



<p>O seu dia-a-dia exige muitas decisões, muito auto-controlo, logo esgota muita da sua força de vontade e, por isso, ao fim de poucas semanas já as resoluções de ano novo voaram pelas janelas de Janeiro&#8230;</p>



<p>Mas, será mesmo assim?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Parte II: A perspetiva da emoção variável</strong></h2>



<p><strong>A perspetiva inovadora que veio desafiar a visão tradicional considera a força de vontade mais como uma emoção do que como um recurso limitado. </strong>Ou seja, assemelha-se à alegria ou raiva, diminuindo e aumentando com base nas circunstâncias e na forma como se sente ao longo do dia. A abordagem da força de vontade como emoção implica ouvir e gerir essa emoção de forma semelhante a outras emoções. Ao perceber que está perante uma experiência variável, não poderá confiar somente na força de vontade para realizar uma tarefa difícil. Se enfrenta uma tarefa desafiadora, é mais produtivo e saudável acreditar que a falta de motivação é temporária em vez de ceder à sensação de que é melhor parar e procurar estratégias de alívio de desconforto (como comer chocolates ao ver Netflix&#8230; estou-me a repetir, certo?). Ao sentir a sua força de vontade como sentiria uma emoção, pode encontrar novos caminhos que talvez não exijam que faça algo que não deseja. Ou seja, será que, por vezes, a falta de força de vontade é, na realidade, um indicador de que o que está a tentar fazer não é verdadeiramente essencial para si?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Parte III. Estratégias para reforçar a sua força de vontade&nbsp;</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>a) Controlo do ambiente</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-hEZIQ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>O princípio “longe da vista, longe do coração” aplica-se lindamente a este contexto.<strong> </strong>Vários estudos demonstram que é importante retirar os estímulos que ativam o hábito que quer mudar e incluir gatilhos que facilitam o hábito que quer introduzir. Ou seja, pode confiar profundamente na sua força de vontade, mas se a sua despensa estiver repleta de doces e batatas fritas, vai ser bem mais difícil resistir do que se estiver habituado a ter uvas frescas e lavadas prontas para comer.</p>



<p>Se quiser ir correr de manhã, será mais fácil se a única roupa aos pés da cama for a sua roupa de corrida. Mesmo que não lhe apeteça correr quando acorda, vista essa roupa. Irá notar que a ausência de vontade inicial pode transformar-se numa espécie de “já que estou vestida, vou só fazer uns quilómetros de caminhada” e depois evoluir para um “olha, já agora, acelero aqui um bocadinho”. Pronto, treino efetuado. Apenas porque colocou a roupa aos pés da cama, e não porque lhe apetecia correr quando se levantou.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>b) Intenções de implementação</strong></h3>



<p>Um outro princípio útil para melhorar o seu autocontrolo é estabelecer intenções de implementação. Geralmente, essas intenções assumem a forma de declarações “se-então” que ajudam as pessoas a planear situações que facilitam a adesão a um hábito. Ter um plano definido com antecedência pode permitir que tome decisões num determinado momento, sem precisar recorrer à sua força de vontade.</p>



<p>Por exemplo, se estiver a tentar diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, pode dizer a si mesma antes de uma festa: “Se estiverem todos a beber gin tónico, então pedirei um balão com gelo, água das pedras e limão”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>c) Mudança de perspetiva</strong></h3>



<p>Ao enfrentar tarefas desafiadoras, acredite que a falta de motivação é temporária. Considere a força de vontade como uma voz a ser ouvida, indicando como investir seu tempo. Se ajustarmos a perspectiva para olhar para a força de vontade como uma emoção, ela passa a ser um indicador sobre em que devemos ou não devemos gastar o nosso tempo. Alguns estudos indicam-nos que as pessoas que acreditam na finitude da força de vontade estão mais propensas a esgotá-la, enquanto as que a veem como inesgotável não mostram sinais de esgotamento após um exercício de autocontrolo. Isto é interessante, porque, mais do que força de vontade, parece ser importante a vontade de ter força. Ou seja, o conjunto de crenças sobre si e os valores que sustentam aquilo que faz podem guiá-la no sentido de fazer o que é realmente importante para si.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>d) Reserva de motivação</strong></h3>



<p>Reconheça que a força de vontade não se esgota totalmente. A pesquisa que sugere que possuímos um reservatório limitado de autocontrolo levanta uma questão interessante. Quando enfrenta muitas tentações, estará destinada ao fracasso? Não necessariamente. Os pesquisadores não acreditam que a força de vontade de alguém esteja completamente esgotada. Em vez disso, as pessoas parecem manter alguma força de vontade de reserva, conservada para exigências futuras. A motivação certa permite-nos explorar essas reservas, permitindo-nos perseverar mesmo quando a nossa força de autocontrole se esgota. Resumindo, escolha bem o que quer realmente mudar, porque não pode ir a todas&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Em última análise, <strong>compreender a natureza da força de vontade, seja como um recurso finito ou uma emoção variável, pode fornecer pistas valiosas para superar os desafios de manter hábitos e resoluções ao longo do ano</strong>. A adoção de estratégias como intenções de implementação e a reavaliação da força de vontade como uma voz a ser ouvida podem ser chaves para alcançar o tão desejado sucesso nas metas estabelecidas.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-hEZIQ' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>3 Técnicas para lidar com pensamentos ansiosos</title>
		<link>https://simplyflow.pt/3-tecnicas-para-lidar-com-pensamentos-ansiosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos ansiosos]]></category>
		<category><![CDATA[preocupações excessivas]]></category>
		<category><![CDATA[Superar a ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vou apresentar-lhe três técnicas para lidar com um estilo de pensamentos ansiosos específico: as preocupações excessivas. Ou os pensamentos-novelo, como lhes chamo no meu livro “Superar a Ansiedade”. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/3-tecnicas-para-lidar-com-pensamentos-ansiosos/">3 Técnicas para lidar com pensamentos ansiosos</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sua ansiedade pode conter diversos sintomas que não são facilmente identificados. Entre estes encontram-se os seus pensamentos. Muitas vezes, existe a tentação de dividir os pensamentos em categorias. Como se alguns pensamentos fossem negativos e outros fossem positivos e todo o seu esforço deveria consistir em “pensar positivo”. Ou como se as preocupações fossem uma perda de tempo e se resolvessem “se não pensares mais nisso”. Curiosamente, se lhe acontecer o mesmo que à maioria das pessoas irá sentir frustração e pensar que deveria controlar melhor estes pensamentos.&nbsp;</p>



<p><strong>Estas abordagens à </strong><a href="https://simplyflow.pt/3-estrategias-praticas-para-superar-a-ansiedade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ansiedade</strong></a><strong> e aos pensamentos ansiosos não funcionam: pensar positivo e suprimir pensamentos. </strong></p>



<p>Vou apresentar-lhe três técnicas para lidar com um estilo de pensamentos ansiosos específico:<strong> as preocupações excessivas</strong>. Ou os pensamentos-novelo, como lhes chamo no meu livro “<a href="https://www.presenca.pt/products/superar-a-ansiedade" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Superar a Ansiedade</a>”. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprenda 3 técnicas para lidar com pensamentos ansiosos:</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-vkHIJ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Identificação&nbsp;</strong></h3>



<p>Provavelmente ainda não notou que quando está ansioso a sua atenção fica presa, num processo em espiral, a remoer os seus pensamentos. E, este processo, prolonga e aumenta tanto as emoções negativas como as crenças inadequadas sobre si próprio. Portanto, se não tiver consciência de que isto está a acontecer consigo terá dificuldade em interromper a espiral e libertar a sua atenção. Por isto, <strong>a primeira das técnicas para lidar com os seus pensamentos-novelo, consiste em identificar a sua presença</strong>.</p>



<p>Normalmente, sabemos que estes pensamentos surgem sob a forma de perguntas abertas, tais como: “E se&#8230;?” ou “Será que…?”. Notará com facilidade que as perguntas e cenários que está a colocar, não têm uma resposta possível e concreta. Se começar a escrutinar o conteúdo e a tentar garantir que o que está a pensar não vai acontecer, enrola-se no fio. Ao tentar desafiar se o que pensa é ou não é verdadeiro, o novelo cresce. Como exemplo, se quiser ver o novelo a crescer é só começar a tentar responder à preocupação: “Será que sou competente?”. A seguir dirá: “Bem, tenho feito projectos muito bons e têm sido elogiados”. E depois: “Sim, mas achas que isso é suficiente para seres competente?”. Que segue para: “E se apenas me elogiaram porque ficava bem dizerem isso, como é que eu sei se o que escrevi é bom?”. E acrescenta: “Vejo outros a escreverem projectos melhores, se calhar eu não sou assim tão competente como eles”. Então, tenta resolver novamente: “Eu devia conseguir escrever mais rápido e com mais qualidade todas as semanas”. E volta a questionar -se: “Sim, mas mesmo que faças isso, como é que vais conseguir garantir que és competente?”&#8230; Como lhe digo, é um novelo infindável. </p>



<p>Se é este o seu caso, o que queremos é que <strong>saia do novelo, modificando a relação com a forma como pensa</strong>. Assim,<strong> em vez de tentar responder aos pensamentos-novelo, terá de identificar e criar distância em relação aos mesmos</strong>. O objectivo não é suprimir ou travar os pensamentos. O que se procura é deixar correr o comboio do pensamento sem entrar em nenhuma carruagem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Etiquetar o pensamento</strong></h3>



<p>Para poder criar algum distanciamento em relação à espiral de preocupação, poderá reconhecer os pensamentos, sensações ou emoções que está a ter, colocando etiquetas que ajudam a chamar as experiências por aquilo que elas são. <strong>Esta categorização permite que se distancie dos conteúdos e aprenda a desenvolver uma conversa interna mais objectiva.&nbsp;</strong></p>



<p>Procure identificar, dizendo em voz alta, se necessário, qual a experiência que está a ter no momento. Por exemplo, procure ler as seguintes frases, notando a diferença em termos de impacto emocional:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>“Será que sou competente?”</li><li>“Estou a ter o pensamento: será que sou competente?”</li></ul>



<p>Normalmente, as pessoas sentem que através da técnica utilizada na segunda frase não existe a mesma urgência de resposta do que na primeira frase. Como se a primeira frase fosse o início da espiral de pensamentos-novelo, e, na segunda frase, percebemos que na realidade é apenas um pensamento-novelo, ao qual não temos de dar resposta.&nbsp;</p>



<p><strong>Instruções:</strong></p>



<p>O modelo para este exercício é o seguinte: sempre que identificar as perguntas abertas, cujas respostas são pouco concretizáveis e que parecem ramificar-se em problemas cada vez maiores, que bloqueiam a sua capacidade de decisão, diga para si próprio: “Estou a ter o pensamento …… (descreva o seu pensamento)”. Poderá acrescentar ainda: “Já sei que este é um pensamento-novelo, ao qual não me é útil responder”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Distanciar-se do pensamento</strong></h3>



<p>Continuando com o pressuposto de que não vai entrar num diálogo interno, a tentar desafiar os pensamentos de preocupação, pode continuar a criar distância olhando para os pensamentos como nuvens na sua cabeça. <strong>Através desta técnica, irá aprender a relacionar-se com os pensamentos, observando-os como um fenómeno natural, passageiro, em constante transformação e sem qualquer significado emocional.</strong>&nbsp;</p>



<p>Vou pedir-lhe que leia as instruções abaixo e, quando as tiver percebido, feche os olhos e faça o exercício. Procure fazer este exercício durante 5 minutos. Coloque um relógio ou temporizador perto de si, quando começar.&nbsp;</p>



<p><strong>Instruções:</strong></p>



<p>Feche os olhos por um pouco. Comece a aperceber-se da intensa actividade mental que está a ocorrer.&nbsp;</p>



<p>Imagine, agora, que cada pensamento, raciocínio e imagem mental que surge dentro de si é uma nuvem no seu céu interno.&nbsp;</p>



<p>Repare na sua forma e na sua passagem. Observe a sua actividade interna como quem observa um céu com nuvens a passar, de diversas formas e feitios.&nbsp;</p>



<p>Apenas nuvens, formas passageiras, sem que o seu conteúdo se distinga ou tenha relevância neste momento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“E se eu não conseguir aplicar estas técnicas?”</strong></h2>



<p>Estas são apenas algumas das técnicas que lhe poderão começar a criar algum espaço de liberdade em relação à sua preocupação. Se pretender conhecer mais poderá consultar o livro “<a href="https://www.presenca.pt/products/superar-a-ansiedade" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Superar a Ansiedade</a>”, ou se estiver a passar por uma situação de ansiedade elevada ou excessiva poderá marcar consulta comigo, na <a href="https://www.oficinadepsicologia.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oficina de Psicologia</a>.</p>



<p></div>
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		<title>3 Estratégias práticas para superar a ansiedade</title>
		<link>https://simplyflow.pt/3-estrategias-praticas-para-superar-a-ansiedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Oct 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Mendes Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Superar a ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se sabe que a ansiedade é uma emoção e se quer regular a sua ansiedade, então terá de garantir alguns pilares de estabilidade emocional.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que existem momentos na sua vida em que se quer desafiar, em que gostaria de se propor a projectos importantes ou até mesmo simplesmente mudar de direcção. No entanto, é como se a sua vontade estivesse bloqueada por um medo irracional ou todas as suas preocupações conspirassem contra si. Isso, uma conspiração de novelos juntinhos de pensamento que a vão amarrando e travando a sua progressão. Por fim fica presa em indecisões ou a evitar o mundo que tanto quer alcançar.</p>



<p>É provável que, nesses momentos importantes, a emoção que sente se chame <strong>ansiedade</strong>. E, se já está a ser muito intensa, relativamente frequente e a impede de estar em situações importantes para si ou bloqueia as suas tomadas de decisão – é muito importante que não arraste mais a situação, pois poderá estar a enfrentar uma perturbação da ansiedade. No meu livro “<a href="https://www.presenca.pt/products/superar-a-ansiedade" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Superar a Ansiedade</a>”, ensino-lhe um plano para regular a sua ansiedade, aprender a acalmar o corpo ansioso, combater os pensamentos que catastrofizam o futuro e ajudá-la a libertar-se dos seus novelos de preocupação.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="668" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-668x1024.jpg" alt="superar a ansiedade" class="wp-image-16015" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-668x1024.jpg 668w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-196x300.jpg 196w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-768x1177.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-1002x1536.jpg 1002w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-1336x2048.jpg 1336w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-460x705.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-160x245.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-320x490.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-480x736.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-640x981.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-960x1471.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-1120x1716.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/10/superar_a_ansiedade_mail-scaled.jpg 1671w" sizes="(max-width: 668px) 100vw, 668px" /></figure></div>



<p>Neste artigo, procurei centrar-me nos princípios fundamentais para que possa sentir mais calma no seu corpo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"> <strong>3 Estratégias práticas para superar a ansiedade:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1.</strong> <strong>O sono contribui para o seu equilíbrio emocional</strong></h3>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Se sabe que a ansiedade é uma emoção e se quer regular a sua ansiedade, então terá de garantir alguns pilares de estabilidade emocional. Anda a dormir bem e acorda com a sensação de que está descansada? Ou o sono é algo a que tem de dar atenção reforçada? <strong>Sem dormir bem, não conseguirá viver tranquila</strong>. Pode ser que, com pequenas modificações, consiga alguns ganhos importantes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Uma hora antes de ir dormir, garanta que não mexe mais em ecrãs. Escreva numa agenda qualquer preocupação que tenha para o dia seguinte, fechando mentalmente o seu dia, sem levar essas preocupações para a sua cama;</li><li>Antes de adormecer, pratique relaxamento muscular progressivo (se quiser, encontrará no livro as instruções para o fazer);</li><li>Cumpra um horário de sono rigoroso durante 15 dias (ou seja, acordar sempre à mesma hora e deitar-se aproximadamente 8 horas antes do momento de acordar).</li></ul>



<p>Diga-me depois como se sentiu só por implementar estas pequenas alterações na rotina. Vamos continuar a rever os princípios básicos?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2.</strong>&nbsp; <strong>A respiração é uma âncora de estabilidade mental</strong></h3>



<p>Outro dos pilares fundamentais para gerir a sua ansiedade é <strong>compreender de que forma pode acalmar o seu corpo ao longo do dia</strong>. Neste caso, peço-lhe que repare no seu corpo e nos sinais de que está ansiosa. Talvez o seu padrão respiratório se altere, ou começa a sentir agitação e não consegue estar parada, talvez sinta uma pressão no peito,&nbsp; taquicardia ou desconforto gastrointestinal. Em qualquer dos casos, estes podem ser sinais da existência de ansiedade. Para poder modificar estas sensações vou explicar-lhe uma estratégia fundamental que modifica a sua resposta ansiosa. O <strong>exercício da respiração abdominal</strong> tem como principal objectivo regular a sua respiração quando se sente ansiosa:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Sente -se confortavelmente. O ideal será colocar uma mão sobre o seu peito e outra sobre o abdómen. Fará isto para aumentar a consciência sobre os movimentos. Quererá sentir a respiração fluida e profunda, mas sem sentir que está a fazer um esforço excessivo;</li><li>Imagine que tem um balão dentro da sua barriga. Quando inspira, esse balão começa a encher, o que faz dilatar os músculos da sua parede abdominal, ficando assim a sua barriga com a forma de um balão cheio. Quando expira, imagine que o balão se esvazia, o que conduz à sensação de suave contracção da parede abdominal;</li><li>Uma dica importante é sentir que os seus ombros permanecem descaídos e relaxados. Se estiver a colocar muito ar e muita pressão na caixa torácica, os ombros irão movimentar -se;</li><li>Agora que a parte mecânica está percebida, vamos ao ritmo. Na respiração abdominal, deverá garantir que a expiração demora sempre o dobro da inspiração. O que sugiro é que conte os segundos em que inspira (por exemplo, 3 segundos) e depois expire no dobro do tempo (dado o exemplo, 6 segundos). O ciclo respiratório faz -se então da seguinte forma: inspira pelo nariz 3 segundos – expira pela boca 6 segundos – pausa 2 segundos.</li><li>Faça a respiração abdominal durante 3-5 minutos e termine o exercício ao fim desse tempo. Repare no conjunto de sensações do seu corpo. Se sentir que a ansiedade está sob controlo, cumpriu o objectivo!</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3.</strong>&nbsp; <strong>O exercício físico é tudo o que imagina e mais</strong></h3>



<p>A boa notícia para quem quer controlar a ansiedade é que, ao longo dos últimos anos, vários investigadores conseguiram identificar de que modo <strong>o exercício físico diminui a ansiedade</strong> e que mecanismos fisiológicos e psicológicos lhe estão associados. Quanto aos mecanismos fisiológicos, destaco os seguintes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>As pessoas que treinam há mais tempo, que estão mais fisicamente capazes, sentem -se mais relaxadas após o seu treino do que aquelas que treinam há menos tempo. Por isso, é importante não treinar apenas uma vez por semana e repetir várias vezes os treinos – para garantir o efeito consistente de relaxamento;</li><li>O exercício físico ajuda a controlar as reacções do stresse e regular os processos emocionais, nos quais se inclui a ansiedade;</li><li>As endorfinas são hormonas que lhe proporcionam uma sensação de bem-estar e relaxamento. O exercício físico activa a libertação de endorfinas no sistema nervoso, ajudando na diminuição de ansiedade após a actividade física.</li></ul>



<p>Quanto aos mecanismos psicológicos, parecem-me relevantes os que se seguem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A sensibilidade à ansiedade é um conceito que se refere à tendência que as pessoas têm em catastrofizar ou interpretar erradamente as sensações relacionadas com a ansiedade. Esta tendência baseia-se na crença de que as sensações de ansiedade vão resultar em consequências físicas, psicológicas ou sociais desastrosas. Ao fazer exercício físico, está exposto às sensações que tenta evitar: coração acelerado, calor ou suor. Logo, aumenta a sua tolerância à presença dessas sensações. E é assim que aprende que as sensações fisiológicas temidas podem ser desconfortáveis, mas não são uma verdadeira ameaça, pois acabam por passar;</li><li>A auto-eficácia é a crença que temos sobre o quão competentes somos para lidar com uma determinada situação. No caso da ansiedade, quanto mais acredita que tem competências e controlo sobre uma potencial ameaça, mais tranquilo se irá sentir. À medida que as suas capacidades físicas melhoram com a prática de exercício, irá sentir mais resistência e menos dores. Assim, um exercício físico que lhe permita um bom nível de desafio e aprendizagem irá aumentar a sua auto-eficácia. Ou seja, quanto mais confiança no seu corpo e nas suas capacidades tiver, menor será a sua ansiedade;</li><li>A distracção é outra das razões apontadas para que a realização de exercício diminua a ansiedade. Neste caso, ao fazer exercício físico está a usufruir de uma pausa ou abstracção das suas actividades diárias. É como um momento especial em que aquilo que lhe provoca ansiedade desaparece da sua mente e apenas está concentrado no treino que está a fazer.</li></ul>



<p>Por isso, já sabe, <strong>para conseguir uma adequada regulação da ansiedade terá de se movimentar todos os dias mais um bocadinho</strong>.&nbsp;</p>



<p>Espero que consiga estabilizar estes três pilares no próximo mês. Nessa altura, trarei novas dicas para saber lidar com os seus pensamentos ansiosos.</p>



<p>Até lá, <strong>durma bem, respire bem e mexa-se ainda melhor</strong>!</p>



<p></div>
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