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	<title>Luis Ferreira Vicente, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Luis Ferreira Vicente, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>7 Perguntas e respostas sobre Ovários Micropoliquísticos</title>
		<link>https://simplyflow.pt/7-perguntas-e-respostas-sobre-ovarios-micropoliquisticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Ferreira Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2020 07:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Ferreira Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>1. O que é a Síndrome de Ovários Micropoliquísticos? A Síndrome de Ovários Micropoliquísticos é a&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. O que é a Síndrome de Ovários Micropoliquísticos? </strong></h2>



<p>A Síndrome de Ovários Micropoliquísticos <strong>é a alteração endócrina mais frequente nas mulheres em idade fértil</strong>. Estima-se uma prevalência entre 8 e 13%, de acordo com as populações estudadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Ovários Poliquísticos ou Ovários Micropoliquísticos?</strong></h2>



<p><strong>A designação correta é micropoliquísticos porque está relacionada com múltiplos folículos de pequenas dimensões dispostos à periferia do ovário e não de múltiplos quistos.</strong>&nbsp;</p>



<p>Os quistos, que também podem surgir nos ovários, têm de ter dimensões superiores a 20mm, que é a dimensão que atinge um folículo na ovulação.&nbsp;</p>



<p>Nos Ovários Micropoliquísticos existem mais de 20 folículos em cada ovário, detectados por ecografia.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="554" height="431" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1.jpg" alt="" class="wp-image-12369" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1.jpg 554w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1-300x233.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1-460x358.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1-160x124.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1-320x249.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig1-480x373.jpg 480w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption>Ovário Micropoliquístico</figcaption></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Ovários Micropoliquísticos ou Síndrome de Ovários Micropoliquísticos? </strong></h2>



<p><strong>Só é considerada Síndrome dos Ovários Micropoliquísticos quando inclui dois de três critérios</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Imagem ecográfica de ovários micropoliquísticos</strong>;</li><li><strong>Alterações da menstruação</strong>. Ciclos muito longos (mais de 45 dias) ou ausência de menstruação;</li><li><strong>Critérios de hiperandrogenismo</strong>, isto é, sinais clínicos de aumento de hormonas masculinas com aumento de pelos (hirsutismo).</li></ol>



<p>Nem sempre foram utilizados estes critérios, mas o Consenso de Roterdão, veio clarificar a síndrome.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. Posso ter ovários micropoliquísticos sem a síndrome?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-y95fV' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'><strong> </strong></p>



<p><strong>Verdade.</strong></p>



<p>Pode existir um padrão ecográfico de ovários com múltiplos folículos à periferia, sem existir qualquer outro critério. A presença de múltiplos folículos é até um bom sinal porque se relaciona com uma boa reserva ovárica. Esse padrão, sem outro critério da definição da síndrome, não tem, assim, qualquer implicação.</p>



<p>Não tem de ficar preocupada apenas porque lhe disseram, no decorrer duma ecografia, que tem uns ovários micropoliquísticos. É até sinal que tem uma ótima reserva ovárica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. Fiz uma ecografia e disseram-me que ia ser difícil engravidar. </strong></h2>



<p><strong>Mito.</strong></p>



<p>Se não tem mais nenhum critério da síndrome, não é verdade.</p>



<p>Se tiver ciclos muito longos, com mais de 45 dias, é natural que tenha a síndrome, e aí pode ter ciclos sem ovulações. Por isso, a gravidez pode levar mais tempo. Nessa situação, o facto de não ocorrer a ovulação é que é responsável por ser mais difícil que a gravidez aconteça. Mas, a gravidez acontece sempre. Pode ser preciso fazer medicação para induzir a ovulação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6. Como se faz uma indução da ovulação? </strong></h2>



<p>A indução da ovulação faz-se, <strong>numa primeira linha com comprimidos</strong>. É o tratamento com o maior sucesso em Medicina da Reprodução. Num primeiro ciclo, costuma ser aconselhado efetuar uma monitorização da ovulação através da ecografia. A ecografia dá-nos o padrão de resposta (quando será o dia mais fértil) e o risco de resposta de múltiplos folículos (e com risco de gravidez múltipla ou gemelar).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="401" height="535" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/trigemeos.jpg" alt="" class="wp-image-12371" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/trigemeos.jpg 401w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/trigemeos-225x300.jpg 225w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/trigemeos-300x400.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/trigemeos-160x213.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/trigemeos-320x427.jpg 320w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7. Que outras medidas tomar quando tenho a síndrome? </strong></h2>



<p>Dependendo das populações, a síndrome pode estar associada a excesso de peso e obesidade. A dieta e o exercício físico com o objetivo de redução do peso é uma medida importante, com o reaparecimento da ovulação e menstruação.</p>



<p>Em situações de ciclos muito longos, ou ausentes, devemos retomar as menstruações. A persistência duma estimulação continuada do endométrio pode levar a alterações graves. Para se resolver esta situação, temos duas alternativas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se não pretende engravidar, deve iniciar uma pílula contraceptiva;</li><li>Se quiser engravidar, deve fazer uma indução da ovulação, para encurtar o tempo até à gravidez.</li></ul>



<p>Por vezes, pode estar associada uma resistência aumentada à insulina, pelo que o seu médico lhe pode prescrever um medicamento insulino-sensibilizante. Estes medicamentos são utilizados na diabetes mellitus do tipo II, para aumentar a sensibilidade à insulina. Não existe risco de desencadear hipoglicémia, porque não atua diretamente para baixar os níveis de açúcar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="782" height="429" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2.jpg" alt="" class="wp-image-12370" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2.jpg 782w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-300x165.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-768x421.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-460x252.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-160x88.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-320x176.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-480x263.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/08/Fig2-640x351.jpg 640w" sizes="(max-width: 782px) 100vw, 782px" /><figcaption>Ovário micropoliquístico com imagem de corpo amarelo depois da ovulação ter ocorrido. <br>À direita, uma gravidez precoce in útero.</figcaption></figure>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-y95fV' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é a endometriose?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-que-e-a-endometriose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Ferreira Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2020 07:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[endometriose]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Ferreira Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A endometriose é uma doença benigna que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres. Em&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A endometriose é uma doença benigna que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em que consiste a endometriose? </strong></h2>



<p>O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero e que descama na menstruação. Na endometriose, existem focos desse tecido fora do útero, frequentemente no interior da cavidade abdominal, como também é possível que existam em muitos outros locais. Durante a menstruação, estes focos também sangram e provocam reação inflamatória e dor. Assim, é típico que a dor ocorra durante a menstruação. Pode existir um desconforto, mas quando a dor se torna incapacitante devemos suspeitar da endometriose.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ter dor durante a menstruação não é normal.</strong></h2>



<p>Num estudo prospetivo em 10 países, o Global Study of Womens’ Health (GSWH), verificou-se a prevalência da endometriose.&nbsp;</p>



<p>Das conclusões do estudo destaca-se que:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ocorre um atraso médio de 7 anos desde o início dos sintomas até ao diagnóstico de endometriose. As doentes procuram, em média, opinião de 7 médicos até ao diagnóstico;</li><li>Dois terços das mulheres procuram ajuda médica antes dos 30 anos;</li><li>65% das mulheres referem a dor como principal sintoma, tendo um terço destas infertilidade associada.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os sintomas mais frequentes da endometriose? </strong></h2>



<p>A endometriose pode surgir com sintomas envolvendo vários órgãos e sistemas. A dor associada à endometriose tipicamente surge e agrava-se durante a menstruação.</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-5gL6h' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Em formas avançadas ou de endometriose profunda, as dores podem ser persistentes ao longo do ciclo, mas mostram sempre uma exacerbação durante a menstruação.</p>



<p>Para além da dor abdominal, existem formas de endometriose que evidenciam a sua localização: a dor ciática durante a menstruação (mais frequentemente à direita), aponta para a presença de focos de endometriose no nervo ciático. A dor no ombro durante a menstruação aponta para uma endometriose do diafragma, por exemplo.</p>



<p>Podem existir também alterações intestinais como a dor ao evacuar, durante a menstruação, que apontam para a existência de endometriose envolvendo o septo reto-vaginal. A dor profunda durante as relações sexuais também aponta para a presença de endometriose envolvendo o septo reto-vaginal. Nestas situações, o exame ginecológico evidencia a presença do nódulo, à distância do dedo do examinador atento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como diagnosticar a endometriose? </strong></h2>



<p><strong>O principal meio de diagnóstico é saber ouvir o que nos dizem as doentes.</strong></p>



<p>Os focos de endometriose pequenos e dispersos pelo interior do abdómen e pelve, provocam dor, mas, não são visíveis nos exames convencionais como a ecografia pélvica. A ressonância magnética pélvica necessita dum radiologista especialmente vocacionado para a sua deteção. Quando há envolvimento do ovário, com o aparecimento de quistos endometriais, a confirmação do diagnóstico com os exames de imagem é mais simples.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual a relação entre endometriose e infertilidade? </strong></h2>



<p>Embora não possam ser dissociados, a infertilidade é outro sintoma que pode ocorrer num terço das mulheres com endometriose.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como tratar a endometriose? </strong></h2>



<p><strong>Não existe um tratamento único para a endometriose. Cada doente deve ser avaliada e o tratamento ser instituído à sua medida.</strong></p>



<p>Se é preponderante a dor, associada a lesões envolvendo o intestino e os ovários, a cirurgia poderá ser a indicação.</p>



<p>Se a principal apresentação está associada a infertilidade, os tratamentos de Procriação medicamente assistida poderão ser a primeira opção de forma a reduzir o tempo até à gravidez.</p>



<p>Se a gravidez não é o objetivo e a dor não é muito incapacitante, devemos optar por uma pílula contínua, para se menstruar o menos possível, de forma a estabilizar a endometriose.</p>



<p>De forma a balancear este equilíbrio entre os vários tratamentos, devemos compreender a integração de todas estas variáveis na equação. Com esse objetivo, têm-se formado Centros de tratamento integrado da endometriose em que equipas multidisciplinares envolvendo o ginecologista, o especialista de tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA), o imagiologista, o cirurgião colo-rectal, o gastroenterologista, o urologista, a nutricionista. Todos se reúnem para uma abordagem mais completa das situações mais complexas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que esperar de futuros tratamentos da endometriose?</strong></h2>



<p>Todas as linhas de investigação tentam compreender os mecanismos que dão origem à doença e focam-se em encontrar marcadores específicos dos focos de endometriose, que serão alvo de medicamentos biológicos como anticorpos monoclonais. A cirurgia poderá ser assim cada vez menos agressiva, ou radical, à semelhança do que se verificou em muitas cirurgias do cancro que deixaram de ser radicais para serem mais conservadoras.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-5gL6h' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Infertilidade no masculino</title>
		<link>https://simplyflow.pt/infertilidade-no-masculino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Ferreira Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 11:34:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Infertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Ferreira Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Temos observado um aumento de casos em que a causa de a gravidez não acontecer resulta&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/infertilidade-no-masculino/">Infertilidade no masculino</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Temos observado um aumento de casos em que a causa de a gravidez não acontecer resulta de fatores masculinos. Podemos considerar que, atualmente, é tão frequente como a causa feminina. Por isso, é importante que na consulta esteja presente o casal. E, felizmente, temos atualmente os homens presentes na consulta.</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="672" height="455" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino.png" alt="" class="wp-image-12022" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino.png 672w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino-300x203.png 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino-460x311.png 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino-160x108.png 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino-320x217.png 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino-480x325.png 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Infertilidade-no-masculino-640x433.png 640w" sizes="(max-width: 672px) 100vw, 672px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque há atrasos na deteção de um fator masculino?</strong></h2>



<p>As razões que mais frequentemente contribuem para o atraso da deteção de infertilidade de causa masculina são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A existência de um filho duma relação anterior e o problema é imediatamente atribuído à mulher… Mesmo no próprio casal, podem ocorrer dificuldades para um segundo filho, e, quando se investiga concluímos que afinal a causa é masculina;</li><li>Um espermograma realizado anteriormente e que não foi criterioso &#8211; o exame da avaliação das formas normais de espermatozoides é difícil e subjetivo. Idealmente, deverá ser realizado num Centro que realize técnicas de fertilização in vitro. Os critérios de avaliação são muito rigorosos para cumprirem com os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS);</li><li>Existe uma causa atribuída à mulher: ciclos irregulares, endometriose, por exemplo.</li></ul>



<p>Em todas estas situações, não nos devemos iludir e propor a avaliação masculina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como é feita a avaliação da fertilidade masculina?</strong></h2>



<p><strong>A avaliação masculina passa pela realização de um espermograma</strong>, onde é feita uma contagem do número total de espermatozoides, mobilidade e formas normais.</p>



<p>Desde 2010 que foram atualizados os valores de referência: são apenas necessários 4% de espermatozoides com formas normais para que se considere normal, não ultrapassando habitualmente os 15 a 20% de formas normais. Em mais de 15 milhões de espermatozóides, é normal existirem muitas formas alteradas: 2 caudas, caudas partidas, cabeça alterada… entre outras.</p>



<p>Num estudo multicêntrico, a OMS chegou a este critério de “normalidade” com a maioria dos casais a conseguir a gravidez no espaço de 1 ano.</p>



<p>Quando os valores são inferiores, temos de explicar que, também com esses valores, a gravidez também aconteceu, mas com uma frequência menor. Só é mesmo preciso 1 espermatozóide para fertilizar o ovócito.! A estatística é que nos diz que a probabilidade de isso acontecer é que é menor… mas não impossível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há um declínio da fertilidade masculina nos últimos anos? </strong></h2>



<p>Tem-se verificado, nos últimos anos, uma diminuição da qualidade dos espermogramas nos dadores de espermatozóides, que podem dar uma ideia do que se passa na população em geral.</p>



<p>Numa revisão de 101 estudos publicados, correspondentes a dados colhidos durante 62 anos (de 1938 a 2000), verificou-se um declínio na concentração média do espema nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa. A média anual de declínio foi entre 1,5% a 3,1% por ano! </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="487" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-1024x487.jpg" alt="" class="wp-image-12019" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-1024x487.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-300x143.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-768x365.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-460x219.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-160x76.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-320x152.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-480x228.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-640x304.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-960x456.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1-1120x532.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.1.jpg 1126w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Redução da concentração de espermatozóides em 2 populações (Swan et al. &#8211; National Institute of environmental health sciences</figcaption></figure></div>



<p>Posteriormente, outro estudo em França confirmou estes dados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é a razão deste declínio? </strong></h2>



<p><strong>As alterações do estilo de vida, conservantes alimentares, hormonas presentes no ambiente, radiações que os homens estão expostos, sem o saber, são responsáveis por este declínio.</strong></p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-eqxjL' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Por exemplo: o Bisfenol A, que tem ação estrogénica e antiandrogénica, o que é contraproducente à fertilidade masculina,&nbsp; é uma substância química presente nos plásticos, que é um disruptor das glândulas endócrinas. Um estudo interessante da Universidade de Granada, de 2019, demonstrou que está presente em&nbsp; 90% dos tickets&nbsp; e recibos de impressão térmica que manipulamos todos os dias! Os níveis foram 30 a 100 vezes superiores ao nível máximo recomendado pela Comunidade Europeia. No Japão está proibida a utilização destes papéis desde 2001.</p>



<p>Outro exemplo está relacionado com o WiFi, que demonstrou provocar uma redução da mobilidade e um aumento da fragmentação do DNA dos espermatozóides após uma exposição de 4 horas diárias. Assim, é de evitar a utilização de portátil sobre as pernas ou o uso de smartphones com WiFi ligado no bolso das calças…</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="510" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-1024x510.jpg" alt="" class="wp-image-12020" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-1024x510.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-300x149.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-768x383.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-460x229.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-160x80.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-320x159.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-480x239.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-640x319.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2-960x478.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.2.jpg 1056w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Aumento da fragmentação do DNA dos espermatozóides expostos a WiFi</figcaption></figure></div>



<p>Para além disso, também&nbsp; o álcool e o tabaco podem alterar a fertilidade masculina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como podemos prevenir?</strong></h2>



<p>A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução lançou a campanha “<a href="https://www.cuidadatuafertilidade.pt/">Cuida da tua fertilidade</a>” com vista a promover a fertilidade.</p>



<p>Como Sociedade Médica que envolve os profissionais desta área, julgou-se importante alertar todos para questões que podem comprometer a fertilidade.</p>



<p>É o caso do tabagismo, álcool, excesso de peso e a idade em que se pondera a gravidez, fatores que podem ameaçar a fertilidade dos casais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como tratar?</strong></h2>



<p>Quando identificamos fatores envolvidos na infertilidade masculina, como o tabaco ou exposição a tóxicos, devemos recomendar que sejam evitados e <strong>promover hábitos de saúde saudáveis</strong>.</p>



<p><strong>Quando a alteração não é muito significativa podemos obter a gravidez por um processo de inseminação intra-uterina</strong>. Os espermatozóides são concentrados em laboratório e inseminados com um pequeno cateter no útero, na altura em que se programou a ovulação.</p>



<p><strong>Quando a alteração é mais acentuada o tratamento passa por uma forma de fertilização in vitro</strong>, a ICSI, em que se faz a microinjeção do ovócito com um espermatozóide com características normais (em laboratório).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="761" height="532" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3.jpg" alt="" class="wp-image-12021" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3.jpg 761w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3-300x210.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3-460x322.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3-160x112.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3-320x224.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3-480x336.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/06/Fig.3-640x447.jpg 640w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /><figcaption>Microinjecção ou ICSI (Intracitoplasmatic Sperm Injection)</figcaption></figure></div>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-eqxjL' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Infertilidade no feminino</title>
		<link>https://simplyflow.pt/infertilidade-no-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Ferreira Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Infertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Ferreira Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por uma questão de organização de ideias, costumamos dividir as causas de infertilidade em causas femininas,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por uma questão de organização de ideias, costumamos dividir as causas de infertilidade em causas femininas, masculinas e mistas. Mas, na vida real, <strong>quando queremos investigar a razão de a gravidez não acontecer, temos sempre de avaliar o casal simultaneamente</strong>.</p>



<p>Felizmente, a maioria dos parceiros compreende que há passos que têm de ser dados simultaneamente e não apenas pela mulher, que durante muitos anos foi a pessoa que com maior frequência procurava uma solução para um problema de infertilidade do casal.</p>



<p><strong>Para compreendermos o que está subjacente ao facto de a gravidez não acontecer, temos de perceber o que ocorre durante a ovulação, fertilização e implantação.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que ocorre durante a ovulação, fertilização e implantação?</strong></h2>



<p>O organismo está muito bem orquestrado de forma a que, durante o ciclo menstrual, o ovário, o endométrio no útero e o muco cervical estarem sincronizados. Isso é conseguido pelas hormonas produzidas no ovário, durante o período em que o folículo cresce até ocorrer a ovulação.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="981" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-981x1024.jpg" alt="" class="wp-image-11608" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-981x1024.jpg 981w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-287x300.jpg 287w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-768x802.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-460x480.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-160x167.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-320x334.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-480x501.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-640x668.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1-960x1002.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig1.jpg 1047w" sizes="(max-width: 981px) 100vw, 981px" /><figcaption><strong>Interação entre as hormonas, ovário e endométrio</strong></figcaption></figure></div>



<p>À medida que se aproxima a ovulação, o muco do colo torna-se mais permeável, e o endométrio mais espessado para estar pronto para a <strong>fase de implantação</strong>.</p>



<p>A <strong>ovulação</strong> ocorre a meio do ciclo e o óvulo é captado pela trompa. Nessa altura, o muco do colo que, durante a maior parte do ciclo é espesso e impermeável, permite a passagem dos espermatozoides. Estes caminham até à trompa, onde encontram o ovócito e o fecundam.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="963" height="647" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2.jpg" alt="" class="wp-image-11609" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2.jpg 963w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-300x202.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-768x516.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-460x309.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-320x215.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-480x322.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-640x430.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig2-960x645.jpg 960w" sizes="(max-width: 963px) 100vw, 963px" /><figcaption><strong>Ovulação, Fertilização e Implantação</strong></figcaption></figure></div>



<p>Nos dias seguintes, o embrião vai iniciar as primeiras divisões celulares e vai percorrer a trompa em sentido inverso, em direção ao útero.</p>



<p>Ao 5º/6º dia atinge a cavidade uterina e vai implantar-se no endométrio, continuando a dividir-se, dando origem à futura placenta, que irá ligar-se com a circulação materna.</p>



<p><strong>São todos estes passos que devemos investigar quando a gravidez não acontece de forma a que, ao corrigi-los, a gravidez surja.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ovulação </strong></h2>



<p>Podem ocorrer ciclos anovulatórios (sem ovulação). Quando isso acontece, os&nbsp; ciclos são muito longos (ou seja, o espaço entre as menstruações é maior que 35 dias).&nbsp;</p>



<p>É frequente ocorrer a síndrome dos ovários micropoliquísitcos. Esta é a alteração mais frequente nas mulheres em idade fértil. Com a presença de múltiplos microfolículos (microquistos), o ambiente hormonal não permite que nenhum se desenvolva e torne dominante para que a ovulação ocorra.</p>



<p><strong>Como se corrige?</strong></p>



<p>Com medicamentos indutores da ovulação. Estes podem ser em comprimidos, como o citrato de clomifeno, ou o letrozol, ou com medicamentos injectáveis.</p>



<p>Num primeiro ciclo é conveniente fazer-se uma monitorização ecográfica para se perceber o seu efeito e se excluir o risco de resposta excessiva com risco de gravidezes gemelares.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trompas não permeáveis </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-clByb' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Quando a gravidez não acontece apesar de ciclos regulares, com sintomas pré-menstruais (tensão mamária, alterações do humor…) que são sugestivos que a ovulação ocorre, temos de excluir a possibilidade de as trompas não estarem funcionantes ou permeáveis.</p>



<p>Como as trompas não são visíveis numa ecografia simples, temos de colocar um contraste no seu interior para as conseguir observar. Esse contraste pode ser visível com RX, num exame chamado histerossalpingografia, ou visível numa ecografia, num exame chamado histerossonosalpingografia.&nbsp;</p>



<p>Antes da sua realização é necessário que seja excluída uma alteração espermática no parceiro. Se o exame masculino estiver bem, existe uma elevada taxa de gravidez espontânea nos 3 a 6 meses após este exame. Julga-se que o contraste consiga desobstruir as trompas, por um efeito mecânico ou por alterar a mobilidade da trompa que facilita a ocorrência da gravidez.</p>



<p>Por vezes, não é possível desobstruir as trompas e há então a indicação para fertilização in vitro ou para cirurgia, em que se pode reverter um processo aderencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cavidade uterina </strong></h2>



<p>Por vezes, pode existir alteração da cavidade uterina, por pólipos ou miomas, como é o caso da imagem de histerossalpingografia, em baixo, em que há um defeito de preenchimento do bordo da cavidade uterina.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="579" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-1024x579.jpg" alt="" class="wp-image-11610" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-1024x579.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-300x170.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-768x434.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-460x260.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-160x91.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-320x181.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-480x272.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-640x362.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3-960x543.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig3.jpg 1119w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><strong>Imagem de Histerossalpingografia: Trompas com permeabilidade, mas imagem de subtração no bordo esquerdo do útero</strong></figcaption></figure></div>



<p>Nestas situações, há a indicação para a realização de uma histeroscopia, em que se</p>



<p>entra com uma câmara muito pequena, de fibra óptica, no interior da cavidade uterina. Por esta via, podemos remover o pólipo ou mioma e restabelecer a anatomia da cavidade uterina e favorecer a implantação.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="466" height="393" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig4.jpg" alt="" class="wp-image-11611" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig4.jpg 466w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig4-300x253.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig4-460x388.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig4-160x135.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/04/fig4-320x270.jpg 320w" sizes="(max-width: 466px) 100vw, 466px" /><figcaption><strong>Imagem de pólipo endometrial numa histeroscopia correspondente à imagem de subtração da figura anterior</strong></figcaption></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Endometriose </strong></h2>



<p>A endometriose é uma doença benigna que afeta 1 em cada 10 mulheres. Caracteriza-se pela ocorrência de menstruações dolorosas, por vezes mesmo incapacitantes. O melhor diagnóstico ou suspeita é feito por se ouvir o que as doentes nos contam. Resulta da presença de tecido endometrial, que habitualmente reveste o útero, fora deste.</p>



<p>Num terço das doentes com endometriose a infertilidade pode estar presente, pelo que devemos ter na nossa mente a sua causa na não ocorrência de gravidez associada à presença de dor durante a menstruação.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-clByb' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Porque existem cada vez mais casais com problemas de fertilidade?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/porque-existem-cada-vez-mais-casais-com-problemas-de-fertilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Ferreira Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 07:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Ferreira Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Existem cada vez mais casais a procurar tratamentos de fertilidade? É verdade. Apesar de não&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Existem cada vez mais casais a procurar tratamentos de fertilidade?</strong></h2>



<p>É verdade. Apesar de não estar completamente determinado, a perceção que existe é que cada vez mais casais procuram tratamentos de infertilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Qual é a proporção do problema de infertilidade atualmente?</strong></h2>



<p>Calcula-se que a infertilidade possa afetar um em cada 10 casais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Quais as causas apontadas para tantos casos de infertilidade?</strong></h2>



<p>Este aumento da incidência não se deve apenas a um maior acesso a informação ou à procura de soluções para quando a gravidez não acontece. Existem outras causas que se apontam para que a infertilidade possa ser mais frequente:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O adiar do projeto de maternidade condiciona que a gravidez seja ponderada para depois dos 35 anos, altura em que a fertilidade feminina é menor. De acordo com os dados do Eurostat, a idade média do 1.º filho passou para os 29 anos e, nalguns países, é de 31 anos;</li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="879" height="604" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1.png" alt="" class="wp-image-11252" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1.png 879w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-300x206.png 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-768x528.png 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-460x316.png 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-160x110.png 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-320x220.png 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-480x330.png 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf1-640x440.png 640w" sizes="(max-width: 879px) 100vw, 879px" /></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li>Fatores ambientais condicionam um aumento de infertilidade de causa masculina;</li><li>Frequentemente coexistem causas femininas e masculinas associadas, pelo que devemos sempre avaliar o casal.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Porque se reduz a fertilidade nas mulheres a partir dos 35 anos?</strong></h2>



<p>A fertilidade feminina reduz-se a partir dos 35 anos e acentua-se a partir dos 37.&nbsp;</p>



<p>A principal razão é a de os ovócitos não serem produzidos ao longo da vida, mas existir uma reserva desde a puberdade.</p>



<p>Todos os meses são recrutados ovócitos. Os melhores avançam aos 20-30 anos. Os que ficam para trás, podem ser aqueles que têm anomalias cromossómicas. Quando já não há “concorrência dos melhores”, estes ovócitos podem avançar para a ovulação. Mas, ao terem estes problemas, a fertilização não é correta e surgem embriões com anomalias. A natureza não permite que prossigam o seu desenvolvimento e a gravidez não acontece.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Como podemos prevenir?</strong></h2>



<p>A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) lançou uma campanha com o objetivo de promover a fertilidade. </p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-f9Ty4' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Como Sociedade Médica que envolve os profissionais desta área, julgou-se importante alertar todos para questões que podem comprometer a fertilidade. É o caso do tabagismo, álcool, excesso de peso e a idade em que se pondera a gravidez, fatores que podem ameaçar a fertilidade dos casais.&nbsp;</p>



<p>Saiba mais sobre esta campanha <a href="https://www.cuidadatuafertilidade.pt/">aqui</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Quando nos devemos preocupar e considerar a infertilidade?</strong></h2>



<p>Apesar de, por definição, se considerar que existe infertilidade após 1 ano de relações desprotegidas sem que a gravidez aconteça, devemos investigar mais cedo quando:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A idade da mulher está próxima dos 40 anos;</li><li>Existe alguma suspeita da presença de um fator masculino (por exemplo: uma história de realização de quimioterapia no passado);</li><li>Os ciclos menstruais são muito irregulares, o que nos coloca na pista de ciclos sem ovulação;</li><li>As mulheres têm queixas sugestivas de endometriose ou se suspeita de antecedentes de doença inflamatória pélvica.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Os tratamentos de infertilidade resultam sempre?</strong></h2>



<p>Infelizmente ainda não conseguimos controlar tudo em Medicina da Reprodução. Mesmo nos tratamentos de Fertilização in vitro (FIV), em que conseguimos obter embriões em laboratório e avaliar a sua qualidade, não controlamos a implantação depois de serem colocados na cavidade uterina. Continuamos a ter a variável da idade feminina a condicionar as taxas de gravidez. Depois dos 43 anos,&nbsp; a taxa é inferior a 5%, em qualquer parte do mundo…</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="694" height="571" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2.png" alt="" class="wp-image-11253" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2.png 694w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2-300x247.png 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2-460x378.png 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2-160x132.png 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2-320x263.png 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2-480x395.png 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/02/graf2-640x527.png 640w" sizes="(max-width: 694px) 100vw, 694px" /></figure></div>



<p>As taxas de gravidez dos tratamentos de Fertilização diminuem com a idade dos ovócitos. Este gráfico deixa de ter esta quebra, se forem utilizados ovócitos de dadora, uma vez que, nessas situações, a taxa de gravidez corresponde à da idade da dadora.</p>



<p><strong>Temos mesmo de prevenir e apostar na gravidez mais cedo!</strong></p>



<p></div>
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