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	<title>Lisa Vicente, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Lisa Vicente, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>O que é o vaginismo?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-que-e-o-vaginismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vaginismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se existe satisfação sexual para cada um/a no par podem manter-se assim, sem procurar ajuda durante anos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-o-vaginismo/">O que é o vaginismo?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-text-align-right"><em>Sara tem 28 anos e nunca conseguiu tolerar uma penetração vaginal desde que iniciou a sua vida sexual.&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-right"><em>Variadas tentativas “falhadas”. Não sabe porque é assim…</em></p>



<p class="has-text-align-right"><em>Não se recorda de nenhum “trauma ou experiência sexual negativa”.&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-right"><em>Sente que tem dificuldade em relaxar durante os momentos de intimidade.</em></p>



<p class="has-text-align-right"><em>Sente-se “tensa quando antecipa uma possível penetração”, que julga ser “desconfortável e dolorosa”.&nbsp;</em></p>



<p>O vaginismo consiste na dificuldade persistente ou recorrente em conseguir a penetração vaginal. Quer seja a introdução de um dedo/dedos, do pénis ou de qualquer objeto (exemplo: tampão, dilatador…). Está associada a uma intensa tensão/contração do períneo e das coxas desencadeada pelo toque da vulva, do períneo, ou até da face interna das coxas.&nbsp;</p>



<p>Normalmente estas mulheres não referem dor com a penetração. Descrevem, sim, a sensação de que <em>“há um obstáculo”</em> que impede a progressão na vagina. Ou o receio de que <em>“vai doer”</em>. Há mulheres que contam que este facto existiu desde sempre. Já tentaram várias vezes, mas a <em>“penetração torna-se impossível”</em>.&nbsp;</p>



<p>Quando um relacionamento encontra um “ponto de equilíbrio” o mais frequente é adaptarem a forma como vivem a sua sexualidade e práticas sexuais. Sexo oral, masturbação simultânea, sexo anal e outras. Se existe satisfação sexual para cada um/a no par <strong>podem manter-se assim, sem procurar ajuda durante anos</strong>. Outras vezes, torna-se uma dificuldade no relacionamento. Nos pares heterossexuais <strong>muitas vezes é a vontade&nbsp; de&nbsp;</strong><a href="https://simplyflow.pt/ate-quando-posso-adiar-uma-gravidez/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>engravidar</strong></a><strong> que leva a procurar ajuda</strong>.&nbsp;Mas nem sempre é assim. Há mulheres para quem esta questão se torna um <em>“problema”</em> que a própria quer resolver (<em>“Quero conseguir isto” </em>).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>“Só eu tenho isto.”</em></strong></h2>



<p>Há muitas mulheres/pares que vivem esta situação pensando que é uma “situação única”. Se se reconhece nesta história saiba, primeiro, que não é uma “extraterrestre”: há outras pessoas que vivem esta situação; segundo, que tem tratamento.&nbsp;</p>



<p>Há mulheres que procuram um/a ginecologista porque “sentem” ou “acham” que é uma questão física/anatómica. A observação deve ser realizada de forma cuidadosa, deixando a mulher sentir que tem controlo da situação e que pode parar a qualquer momento. Não deve ser “forçada”.</p>



<p>Como esta situação está quase sempre associada a intensa tensão/contração do períneo e das coxas, mesmo o simples toque desencadeia contração muscular, o que pode tornar o exame mais difícil.</p>



<p>Na observação deve-se avaliar: se existe alguma lesão da <a href="https://simplyflow.pt/vulvas-e-vaginas-perfeitas-existem/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vulva</a> ou da vagina, verificar se existe um septo vaginal ou outras malformações da vagina e assegurar que a mulher tem um colo do útero. Um exame ginecológico normal permite excluir várias situações que podem ser confundidas com esta situação. E, por isso, não existindo obstáculo, uma vagina e colo do útero normais, a mulher deve ser tranquilizada que não existe uma causa orgânica (anatómica) para explicar o que acontece e sente. O que é muito importante. Claro, que se existirem alterações, devem ser orientadas em conformidade com os achados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vaginismo &#8211; Qual é o tratamento?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-pJCRE' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Nas situações em que fica excluída uma causa física e em que a história clínica é sugestiva de vaginismo, o tratamento é feito em equipa multidisciplinar que engloba a fisioterapia do pavimento pélvico, a psicoterapia e a ginecologia. <strong>É importante que todos tenham</strong> <strong>formação e treino para este tema</strong>.&nbsp;</p>



<p>O que se vai trabalhar ao longo do tempo é que a própria conheça melhor o seu corpo, se consiga tocar sem receio, que aprenda a relaxar (existem diferentes técnicas de relaxamento) e a dissociar o toque da vulva/vagina de uma experiência negativa.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-pJCRE' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>Vulvas e vaginas perfeitas, existem?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/vulvas-e-vaginas-perfeitas-existem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Vagina]]></category>
		<category><![CDATA[Vulvas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiba que estão descritas vulvas «bonitas/ideais» completamente diferentes. A «imagem do belo» ou a «imagem da perfeição» não é objectiva, nem universal, nem imutável.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Saiba que estão descritas vulvas «bonitas/ideais» completamente diferentes. A «imagem do belo» ou a «imagem da perfeição» não é objectiva, nem universal, nem imutável. Vai sendo construída, reconstruída e reinventada socialmente ao longo dos anos. É diferente em cada cultura e muda ao longo dos anos.</strong></p>



<p>Comecemos pelo princípio: <strong>é importante nomear a vulva pelo seu nome</strong>, que é sistematicamente apagado do discurso social, e mostrar a sua diversidade natural. Abordar as histórias, as dificuldades e as conquistas nesta luta contra a normalização vigente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fazer com que a vulva «exista no discurso social».</strong></h2>



<p>Não sei se costuma dizer vulva, quando se refere aos genitais externos. O clítoris, os grandes e pequenos lábios e o introito (abertura externa da vagina) têm este nome. Mas, muitas vezes, as pessoas dizem e escrevem (vê-se muitas vezes escrito) «vagina». <strong>Não é uma vergonha dizer «pénis», não deve ser uma vergonha dizer vulva.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A vagina nunca se vê. Sente-se.</strong></h2>



<p><strong>A vagina é o canal que existe entre a vulva e o útero. Pode ser saudável, confortável ao toque e excitável a estímulos sexuais. Não precisa ser «perfeita»</strong> com um Ponto G. Saiba que esta zona, descrita como existindo na parede anterior da vagina, não está cientificamente demonstrada como uma estrutura precisa e individualizável. Nem todas as pessoas com vagina o sentem da mesma forma.&nbsp;</p>



<p>O clítoris, que está localizado na vulva, é constituído por várias porções que envolvem a porção inicial e infra-uretral da vagina e que se estendem em profundidade nos grandes lábios. Isto explica porque durante a resposta sexual há uma grande interligação de <a href="https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/">todas estas estruturas</a>. A vulva e a vagina funcionam de uma forma una durante a resposta sexual.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pessoas com vulva e vagina.</strong></h2>



<p>Para além da diversidade física <strong>é importante falar da diversidade de vivências das pessoas com vulva e vagina</strong>. Entre elas existem mulheres cisgénero, pessoas não binárias, pessoas trans e intersexo. Entre si, em comum, a existência destes órgãos. Muitas vezes em comum, também, as dúvidas e as dificuldades.&nbsp;</p>



<p>Desafio-vos, então, com algumas questões para chegar à resposta:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Qual a imagem de uma vulva perfeita?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-10vfc' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Na tradição japonesa, os pequenos lábios em «forma de borboleta» (pregueados e salientes entre os grandes lábios) eram considerados particularmente atraentes. Na tradição maori (Nova Zelândia) eram considerados «belos» os grandes lábios volumosos. No Norte de Moçambique, na região de Tete, pratica-se o alongamento dos pequenos lábios desde a infância, numa forma que se considera de «embelezamento». Em várias sociedades pratica-se o corte dos genitais femininos por diferentes razões, mas com frequência está associado à representação de pureza e passagem ritual para a idade adulta. Ou seja, a «vulva perfeita» tem de passar pelo corte.</p>



<p>Na maioria das imagens a que acedemos, actualmente, vemos uma vulva com grandes lábios pouco volumosos, entre os quais são visíveis pequenos lábios finos, pouco recortados, simetricamente alinhados, e um pequeno botão que é o clítoris. Mas que <strong>é apenas uma entre as muitas variações possíveis</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. O conceito do «perfeito» como uma imposição ou um ideal a ser atingido?</strong></h2>



<p>Como muitas das pessoas com vulva não vêem outras vulvas, a sua única referência são imagens esquemáticas, com <em>photoshop</em> ou de pornografia. Cada pessoa com vulva, quando se compara com estas imagens, pode sentir-se confortável ou desconfortável. Segura ou insegura.</p>



<p><strong>A sensação de insegurança está muitas vezes associada à ideia de se sentir «diferente». </strong>Associada ou não ao receio sobre a «normalidade» da sua vulva (genitais), seja devido à sua forma, à dimensão, à coloração ou até assimetria que possa existir.</p>



<p>É, em nome destes conceitos e preocupações, que em vários países têm aumentado o número de cirurgias de embelezamento e rejuvenescimento da vulva e da vagina. Muitas vezes realizados por se desconhecer esta diversidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vulvas e vaginas perfeitas, existem?</strong></h2>



<p>Tal como cada pessoa é uma pessoa, cada vulva é uma vulva e cada vagina é uma vagina. Todas diferentes. Sem a pressão de serem perfeitas.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-10vfc' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Até quando posso adiar uma gravidez?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/ate-quando-posso-adiar-uma-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A qualidade dos cuidados de saúde tornou a esperança de vida da mulher muito mais longa. Porém, os anos de idade fértil não se expandiram da mesma forma. Mantêm-se os mesmos. Afinal, até quando se pode adiar uma gravidez?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A qualidade dos cuidados de saúde tornou a esperança de vida da mulher muito mais longa. Porém, os anos de idade fértil não se expandiram da mesma forma. Mantêm-se os mesmos. Afinal, até quando se pode adiar uma gravidez?</strong></p>



<p>Esta é uma questão que surge frequentemente, pois muitas mulheres, quer por razões pessoais, profissionais e/ou relacionais, vão adiando a gravidez para um momento “mais oportuno”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, até quando é possível adiar uma gravidez?</strong></h2>



<p>Esta pergunta encerra em si, habitualmente, outras dúvidas, tais como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>É possível “medir” a fertilidade em cada pessoa?&nbsp;</li><li>É possível predizer quanto tempo “mais se tem de fertilidade”?&nbsp;</li><li>Qual o risco de uma gravidez numa idade mais tardia?</li></ul>



<p>A resposta é uma equação com muitas variáveis que deve ter em consideração.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7 Aspectos que deve ter em atenção ao adiar uma gravidez: </strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Idade</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-uQxUD' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Os estudos mostram que a taxa de gravidez, na mulher, diminui progressivamente ao longo dos anos. Sabe-se também que a taxa de gravidez espontânea diminui significativamente depois dos 40 anos. Mas isto não significa que não seja possível engravidar e até de forma inesperada (nota de atenção para que lê e não quer engravidar…).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Como é que a idade influencia a taxa de gravidez?</strong></h3>



<p>Com a idade passam a ser mais frequentes os ciclos que não são ovulatórios (ou seja, ciclos em que não há ovulação) e a qualidade dos óvulos diminui.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Idade e “gravidez de risco”</strong></h3>



<p>É frequente ouvir esta expressão. Mas, o mais correcto, é identificar os diferentes riscos em causa:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Risco de alterações cromossómicas do feto. </strong>Para as mulheres com 35 ou mais anos aumenta o risco de ter um feto com alterações cromossómicas, sendo a mais frequente a trissomia 21 (Síndrome de Down, mais conhecido como “mongolismo”). Para esta situação existe atualmente a possibilidade de fazer um exame entre as 11-13+6d de gravidez (o rastreio combinado de ecografia e análises hormonais) que faz um novo cálculo de risco que inclui a idade da mulher associado aos resultados obtidos neste rastreio. Ter 35 anos já não é igual a “ter de fazer amniocentese”. A amniocentese é realizada com indicações precisas e não apenas pela idade materna;</li><li><strong>Com a idade aumenta o risco de ter algumas complicações durante a gravidez</strong>, como, por exemplo, aborto espontâneo, diabetes gestacional e hipertensão durante a gravidez;</li><li>Por outro lado,<strong> mesmo sem estar grávida, existe maior probabilidade de ter doenças</strong>, como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes ou obesidade, <strong>que por si aumentam o risco de complicações durante a gravidez</strong>. Se não tem doenças, esta questão não se coloca para si.</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Para quem tem uma doença de base, que implicações tem o adiamento de uma gravidez?</strong></h3>



<p>Se tem uma doença ou faz medicação <strong>é sempre importante fazer uma consulta antes de engravidar</strong> para avaliar a situação clínica e mudar medicamentos que não sejam seguros na gravidez, a chamada <strong>consulta pré-concepcional</strong>. Este simples facto pode contribuir para engravidar em períodos mais estáveis da doença e consequentemente diminuir o risco de complicações para si e para o feto.</p>



<p>Para algumas doenças, como, por exemplo, a diabetes, ao adiar uma gravidez a “idade conta duas vezes”: aumenta a idade cronológica e o número de anos da doença, o que pode aumentar o risco de complicações durante a gravidez.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Qual a taxa de gravidez (concepção natural) em cada ciclo?</strong></h3>



<p>Um dos erros frequentes é esperar que essa taxa seja de “100% ou próximo disso” em casais heterossexuais saudáveis e novos, mas isso não corresponde à realidade. Na verdade, <strong>a taxa de gravidez espontânea é de 20-25% em cada ciclo</strong>. Isto explica porque, mesmo quando não “existem dificuldades”, a gravidez pode não acontecer nos primeiros ciclos em que se está sem contracepção. <strong>Este conhecimento é particularmente importante para evitar ansiedade com falsas expectativas</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>6. “Há alguma análise ou exame que possa fazer para saber se sou fértil?”</strong></h3>



<p><strong>É possível fazer análises hormonais que avaliam se a função ovárica é normal.</strong> Por outro lado, se não se está a fazer contracepção hormonal, na ecografia é possível verificar se existem folículos (que são sinal de que existe ovulação). Ter <strong>ciclos regulares (mensais)</strong> em que a mulher (que não está a fazer contracepção hormonal) percebe que tem <strong>muco ovulatório em cada ciclo</strong>, <strong>são outros indicadores de fertilidade</strong>. Porém, nenhum exame consegue prever quanto tempo mais existe de fertilidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Um mito que é importante esclarecer:&nbsp;</strong></h4>



<p>Sabia que os contraceptivos hormonais funcionam porque são anovulatórios temporários? Por isso, não é possível tirar conclusões. Mas o seu uso não torna “mais difícil engravidar” no futuro. Quando se pára de usar volta-se a ovular normalmente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>7. Preservação do potencial reprodutivo</strong></h3>



<p>Designa-se desta forma a preservação de gâmetas (óvulos ou espermatozóides) ou de tecidos reprodutivos (ovocitário ou testicular) para que possam ser usados no futuro.</p>



<p>A nossa legislação (Lei nº 58/2017) permite este procedimento para pessoas, que, por diferentes circunstâncias, possam vir a ter problemas de infertilidade. São disso exemplo as situações oncológicas, pessoas com doenças em que existe maior risco de <a href="https://simplyflow.pt/como-construir-uma-menopausa-positiva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menopausa</a> precoce ou insuficiência ovárica prematura, pessoas trans antes de iniciar terapêutica hormonal, entre outras. A <a href="https://www.cnpma.org.pt/cidadaos/Paginas/preservacao-do-potencial-reprodutivo.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">informação sobre este procedimento está disponível na página do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA)</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em conclusão, não existe um limite objectivo, seguro, para adiar uma gravidez. Há mulheres que têm uma gravidez em idades tardias que decorre sem complicações.</strong></h2>



<p>E, não se esqueça, que na maioria dos casos, engravidar é um projecto que envolve um par. Por isso, engravidar é uma questão que depende também da fertilidade da outra pessoa.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-uQxUD' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Como construir uma menopausa positiva?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-construir-uma-menopausa-positiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[perimenopausa]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A menopausa está, frequentemente, associada a uma imagem pouco positiva. Talvez porque seja uma voz comum na sociedade de que esta é uma fase de “declínio”, de “perda” da fertilidade, da feminilidade, da sexualidade, espera-se que “venha lá para o fim da vida”. Mas, não é verdade e é importante desconstruir estas ideias. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-construir-uma-menopausa-positiva/">Como construir uma menopausa positiva?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A menopausa está, frequentemente, associada a uma imagem pouco positiva. </strong><strong>Talvez porque seja uma voz comum na sociedade de que esta é uma fase d</strong><strong>e “declínio”, de “perda” da fertilidade, da feminilidade, da sexualidade, espera-se que “venha lá para o fim da vida”. Mas, não é verdade e é importante desconstruir estas ideias. Hoje em dia, com o aumento da esperança de vida e da qualidade dos cuidados de saúde individuais, a maioria das mulheres quando atinge a menopausa – em média aos 50 anos &#8211; sente-se activa e produtiva. Com muitos anos de vida e projectos para o futuro.&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>A nossa saúde e bem-estar são um processo contínuo: “constrói-se ao longo da vida” pelas escolhas e cuidados que temos com o nosso corpo e a nossa mente. Os cuidados nutricionais, os cuidados com a pele, a prática de exercício físico, são alguns exemplos, deste espírito de investimento ao longo do tempo. Por isso, <strong>não espere pela menopausa para começar a cuidar de si</strong>.</p>



<p><strong>Se já está na menopausa, não se renda</strong>. É importante ter consciência de que a menopausa existe e que existem estratégias para contrariar ou atenuar as mudanças que este estado fisiológico produz.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é concretamente a menopausa?</strong></h2>



<p>Em termos clínicos <strong>fica estabelecido o diagnóstico de menopausa quando decorreu um ano sem menstruações (amenorreia), sem que exista outra causa que justifique esta situação</strong>. A média em Portugal é 50 anos. Mas pode acontecer entre os 45 e os 55 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa menopausa precoce?</strong></h2>



<p>Designa-se desta forma <strong>quando acontece entre os 40 e os 45 anos</strong>. Quando a menopausa surge antes dos 40 anos fala-se de insuficiência ovárica prematura. Nestes dois casos &#8211; em particular neste último &#8211; é extremamente importante ser avaliada em consulta porque são situações com intervenções específicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Como posso perceber se estou em menopausa?”</strong></h2>



<p>Como somos todas pessoas diferentes, obviamente que não há uma versão única para todas. Mas, existem dois grandes grupos:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-hjRta' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se menstrua regularmente/habitualmente, podem surgir ciclos com intervalos irregulares (mais curtos, mais longos ou que vão alternando) ou deixar de menstruar por longos períodos. Muitas vezes surgem “calores súbitos” (conhecidos como “afrontamentos”), que são mais frequentes à noite, no fim do dia, quando está mais cansada ou come alguns alimentos. Outros sintomas frequentes são a dificuldade em manter uma noite de sono completa (muitas vezes intercalada por vários episódios de “afrontamentos”), mudanças de humor e diminuição da lubrificação vaginal;</li><li>Se não menstrua regularmente, não menstrua de todo porque usa um método de contracepção que produz esse efeito ou se já foi submetida a uma histerectomia (com preservação dos ovários), a “suspeita” resulta do aparecimento dos sintomas atrás descritos. Se nunca sentir nada, algures entre os 50-55 anos, é possível que o seu médico/a assistente estabeleça uma forma de realizar o diagnóstico.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a perimenopausa?&nbsp;</strong></h2>



<p>A expressão <strong>perimenopausa designa o período de tempo antes e depois da última menstruação</strong> (quando é esse o caso). Normalmente tem uma duração de 4-8 anos, em que existem os sintomas atrás descritos, que têm características e intensidades diferentes para cada mulher. Para muitas mulheres, nesta fase existe ainda o risco de poder engravidar se não fizer contracepção, uma vez que <strong>perimenopausa não é sinónimo de que já não engravida</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O que posso fazer quando surgem os primeiros sintomas de menopausa?”</strong></h2>



<p>Os <strong>afrontamentos</strong>, as <strong>alterações do humor e do ritmo do sono</strong> produzem uma sensação de <strong>cansaço</strong> frequente. É verdade que há mulheres que não sentem alterações. Mas <strong>se tem sintomas, procure ajuda</strong>. Não subestime o impacto destas alterações no seu bem-estar, na sua qualidade de vida e até na sua sexualidade.</p>



<p><strong>Estes sintomas podem ser tratados com terapêuticas hormonais ou não hormonais.</strong> O modo de o fazer tem de ser definido em consulta com base na sua história clínica e em alguns exames. Não existem “truques” ou tratamentos iguais para todas as pessoas. Hoje em dia acredita-se em fazer tratamento individualizado. Ou seja, tratar a mulher considerando os seus sintomas, estado de saúde e factores de risco, respeitando o modo como pensa e o seu ritmo de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que esperar da sexualidade nesta etapa?</strong></h2>



<p>A sexualidade não é apenas comandada pelo nosso sistema hormonal. O bem-estar físico e psíquico são factores determinantes na forma como vivemos a nossa sexualidade.</p>



<p>Se sente muitas alterações relacionadas com a menopausa é possível (e compreensível) que sinta uma menor disponibilidade para se relacionar afectiva e/ou sexualmente. “Menos desejo” ou “menor libido”, na voz corrente… Mesmo que não seja esse o seu caso, é importante ter consciência que fisiologicamente existe um desafio físico: a diminuição dos estrogénios, típica desta fase, pode provocar alterações na <a href="https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vulva e na vagina</a>. A mucosa da vagina torna-se mais fina, mais desidratada e menos vascularizada. Decorrente destes factos pode diminuir a lubrificação em resposta a estímulos sexuais. Para prevenir ou tratar estas alterações existem várias opções de tratamento.</p>



<p><strong>A menopausa como “estado” não diminui, por si só, o desejo e o prazer sexual. Podem existir mudanças, para as quais já existem soluções. Só tem de dar o primeiro passo.</strong> </p>



<p></div>
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		<title>9 Perguntas e respostas sobre Cancro do colo do útero e HPV</title>
		<link>https://simplyflow.pt/9-perguntas-e-respostas-sobre-cancro-do-colo-do-utero-e-hpv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2021 16:31:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Cancro do colo do útero]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[HPV]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Vírus do Papiloma Humano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas décadas de 80-90 a demonstração de que o cancro do colo do útero estava associado à infecção persistente pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) veio revolucionar a forma como se pensa nesta doença. Mas veio, também, gerar um receio colectivo sobre o significado e consequências desta infecção. Perceba melhor como se interligam.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Muitas pessoas continuam a ter um cancro do colo do útero, apesar de estar cientificamente demonstrado que é uma situação evitável na grande maioria dos casos. Existe a possibilidade de fazer rastreio das lesões que o antecedem e vacinas que diminuem o risco da sua ocorrência. Nas décadas de 80-90 a demonstração de que o cancro do colo do útero estava associado à infecção persistente pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) veio revolucionar a forma como se pensa nesta doença. Mas veio, também, gerar um receio colectivo sobre o significado e consequências desta infecção. Perceba melhor como se interligam.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>9 Perguntas e respostas sobre Cancro do colo do útero e HPV:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. O que é a infecção HPV?</strong></h3>



<p>Existem centenas de serotipos diferentes deste vírus que pode infectar pele e mucosas, nas mais variadas localizações. Por exemplo, na pele origina lesões que são conhecidas como “verrugas”. A nível genital está associado a lesões pré-cancerosas e ao cancro do colo do útero, da vagina e vulva. Numa percentagem menor ao cancro anal e do pénis. Pode também originar lesões genitais (benignas) cutâneas denominadas por condilomas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Como se transmite HPV?</strong></h3>



<p>Transmite-se pelo contacto com a pele e as mucosas infectadas. No que diz respeito à infecção sexual saiba que a maioria das pessoas que são sexualmente activas, têm em alguma altura da sua vida uma infecção por HPV. Ou seja, é uma infecção frequente e não precisa ter “vergonha” se tiver.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. O que pode acontecer depois de uma infecção HPV?</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-DPVrK' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>A maioria das pessoas infectadas por HPV não têm sintomas e o seu sistema imunitário liberta-se da infecção naturalmente ao longo dos dois anos seguintes ao contágio. Isto para todos os tipos de HPV.</p>



<p>Numa pequena percentagem de pessoas o vírus pode manter-se nas células e originar alterações celulares que ao longo dos anos podem dar origem a lesões pré-cancerosas. Que, se não forem detectadas e tratadas, podem levar a um cancro do colo do útero.</p>



<p>É importante reter a seguinte mensagem: ter uma infecção por HPV não é igual a ter lesões ou cancro do colo do útero. É simplesmente uma boa razão para se manter em vigilância regular. A regularidade da vigilância depende da história clínica individual e das alterações encontradas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Como tratar as infecções por HPV?</strong></h3>



<p>O grande objectivo não é eliminar o vírus, mas vigiar ou tratar as lesões que surgem. Tratam-se as manifestações do vírus e não o vírus em si.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Qual a importância do rastreio no Cancro do colo do útero?</strong></h3>



<p>Esta é uma situação frequente em mulheres entre os 40-50 anos que é precedida por lesões que podem ser tratadas atempadamente. Existe, há décadas, um grande investimento em termos de saúde pública em fazer o rastreio do cancro do colo do útero com uma colpocitologia regular (também conhecido como o “exame papanicolau”).</p>



<p>Com o conhecimento actual sobre a infecção HPV e cancro do colo do útero, existem já formas de rastreio que incluem o teste de detecção de HPV de risco para cancro do colo. Ou seja, pode continuar a fazer colpocitologia ou ser-lhe proposta a realização destes testes para rastreio do cancro do colo.</p>



<p>Independentemente do seu sexo, do género e orientação sexual é possível contrair/transmitir uma infecção por HPV. Por isso, se tem colo de útero, estes rastreios são para si.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>6. Como prevenir?</strong></h3>



<p>Existem vacinas que diminuem o risco de infecção por vários serotipos de HPV e por isso são uma forma de prevenção importante da infecção em geral e das suas manifestações: quer benignas, quer dos cancros do colo do útero, vagina, vulva, anal e do pénis. O uso de preservativo (interno ou externo) não é completamente protector porque as lesões podem estar em zonas não cobertas pelo preservativo.</p>



<p>Para prevenir o cancro do colo do útero, a vacinação contra o HPV e o rastreio regular do cancro útero (como se explicou atrás) são as melhores estratégias.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>7. “Sou uma mulher e só tenho relações sexuais com mulheres. Posso ter/transmitir HPV?”</strong></h3>



<p>Sim, a transmissão sexual do vírus nada tem a ver com a orientação sexual, preferências ou práticas sexuais. É importante salientar esta informação porque há pessoas que acham que o risco é menor ou nulo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>8. “Pode interferir na minha fertilidade?”</strong></h3>



<p>A infecção por HPV não interfere na fertilidade. Ou seja, mesmo que já tenha tido ou tenha a infecção, isso não diminui a possibilidade de engravidar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>9. “Pode interferir na minha gravidez?”</strong></h3>



<p>Um diagnóstico prévio de infecção ou uma lesão a HPV que já tenha sido tratada, não provoca durante a gravidez um risco acrescido para si ou para a criança. Nem interfere na via do parto. Quando existe um diagnóstico durante a gravidez é importante ser observada numa unidade especializada (unidade de colposcopia) em que vão definir qual a melhor forma de vigilância e tratamento durante e após a gravidez.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não deixe de planear a sua vigilância regular.</strong></h2>



<p><strong>Se tem colo do útero mesmo que não tenha relações sexuais agora (mas teve antes) qualquer que seja o seu sexo, género e orientação sexual, não deixe de planear a sua vigilância regular.&nbsp;</strong></p>



<p>Ajude a divulgar a informação para contribuir para diminuir este cancro potencialmente evitável.&nbsp;</p>



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		<title>Órgãos sexuais femininos: O que nunca teve coragem de perguntar?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Sexual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reuni algumas questões que me colocam várias vezes em consulta, pessoas com vulva e vagina, de todas as idades. Com a informação correcta, terá mais poder para viver melhor com o seu corpo e a sua sexualidade. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/orgaos-sexuais-femininos-o-que-nunca-teve-coragem-de-perguntar/">Órgãos sexuais femininos: O que nunca teve coragem de perguntar?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Informação é poder. Em qualquer área do conhecimento ou intervenção. É assim também com o nosso corpo. E, por isso, é tão frequente a procura de informação sobre saúde, equilíbrio e bem-estar. Porém, existem temas mais difíceis de abordar. Falar sobre órgãos sexuais e sexualidade pode ter dificuldades acrescidas: a resistência social e pessoal em tratar temas que são considerados da esfera da intimidade. Mas é bom e útil mudar este paradigma.&nbsp;</strong></p>



<p>Reuni algumas questões sobre órgãos sexuais femininos que me colocam várias vezes em consulta, pessoas com vulva e vagina, de todas as idades. Com a informação correcta, terá mais poder para viver melhor com o seu corpo e a sua sexualidade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estas são as tais questões que nunca teve coragem de perguntar sobre órgãos sexuais femininos:&nbsp;</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Conheça bem as diferenças</strong></h3>



<p>É frequente encontrar-se alguma confusão no uso dos vários termos, por isso é bom começar por clarificar as designações.&nbsp;</p>



<p>É possível que já tenha ouvido dizer: “Assim como os rapazes têm pénis, as raparigas têm vagina”, mas não é verdade. O <strong>órgão genital externo na mulher</strong> é a vulva. A <strong>vagina</strong> é um <strong>órgão interno</strong>, que se estende da vulva até ao útero. A vulva é constituída pelos grandes e pequenos lábios, clítoris e o introito (entrada da vagina). Não tenha receio de utilizar os termos certos: é o primeiro passo para conhecer as características destes dois espaços muitas vezes confundidos.</p>



<p>Os órgãos sexuais são muitas vezes utilizados como sinónimo de órgãos genitais. Mas também pode encontrar esta expressão para designar todo e qualquer órgão que participa na vivência da sexualidade. E incluir, para além dos genitais, também o cérebro, a pele e os nossos sete sentidos.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Somos todas iguais?&nbsp;</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-oXHtm' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Tal como as outras partes do corpo, <strong>os genitais são únicos para cada pessoa</strong>. Diferentes de todas as outras que existem. Assim como não há mãos ou olhos iguais.&nbsp;</p>



<p>Muitas mulheres nunca viram outra vulva, porque, pela sua localização, mesmo quando vêem outra mulher despida, ela não é visível. Devido à sua posição permanece escondida, oculta. Por isso, a imagem que a maioria das pessoas tem de uma vulva provém de um livro de biologia ou de imagens online, esquemáticas ou com photoshop. O que as torna pouco reais, sem contemplar a diversidade que existe na natureza.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. “Eu acho que sou diferente.” / “Será que sou normal?”</strong></h3>



<p>Muitas mulheres vivem com tristeza ou até vergonha porque se comparam com estas imagens e sentem-se inseguras da sua “normalidade”. Saiba que <strong>existe uma enorme variedade de formas de vulva</strong>. Nenhuma “menos normal” que a outra. Tal como todas as nossas caras são diferentes. É nisto que consiste a nossa individualidade &#8211; “somos pessoas únicas”. Este simples conhecimento pode mudar toda a vivência pessoal e sexual.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. É possível ter pequenos lábios maiores que os grandes lábios?&nbsp;</strong></h3>



<p><strong>Sim, e até é frequente</strong>. Os pequenos lábios têm uma grande variedade no que diz respeito à forma e à dimensão. Podem ser pregueados e longos sem que isso seja “menos normal”. Podem ser assimétricos. Tal como acontece com as mamas, mas que não estranhamos porque vimos ou ouvimos falar que esta variação é frequente.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Não sangrei na primeira relação sexual. É normal?</strong></h3>



<p>O hímen é uma prega de mucosa que recobre a abertura da vagina. <strong>Apesar de ser frequente sangrar com a primeira penetração vaginal, é possível que isso não aconteça</strong>. Nada significa de importante ou grave, nem que a penetração não tenha acontecido. Apenas que o hímen cedeu sem que tenha “apanhado” um vaso sanguíneo. Pode sangrar nas relações seguintes, ou nunca. No entanto, se posteriormente sangra durante as relações sexuais, deve consultar um médico/a.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Um “pequeno botão”: é ainda esta a imagem que tem do clítoris?</strong></h3>



<p>O clítoris parece frequentemente nas imagens como um “pequeno botão” recoberto por uma prega a que se chama prepúcio. Vários estudos científicos já demonstraram que <strong>o clítoris é um órgão muito maior</strong>,<strong> constituído por várias porções</strong> que envolvem a entrada e a porção inicial da vagina, a zona infra-uretral (por baixo da uretra) e que se estendem em profundidade nos grandes lábios. É uma estrutura extremamente vascularizada e inervada, que responde reflexamente aos estímulos sexuais e eróticos durante a fase de excitação.&nbsp;</p>



<p>É importante saber que existe uma estrutura que responde a estímulos sexuais e que é muito maior do que apenas a glande do clítoris visível. Isto ajuda a perceber que existem várias zonas que podem ser estimuladas, na vulva e na vagina durante a resposta sexual, para além do clítoris.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O que é surpreendente é que o clítoris foi descrito pelos anatomistas do século XIX (Testut e Laterjet, 1887) como uma estrutura mais extensa do que o visível, constituída pela glande, prepúcio, corpo e raízes. No entanto, este conhecimento, ficou perdido algures nos séculos seguintes… Pois, saiba que até a Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OMS</a>) já incorpora este conceito nos seus documentos mais recentes. Por isso, <strong>há que continuar a divulgar para que esta informação seja útil e enriquecedora para mais pessoas</strong>.&nbsp;</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-oXHtm' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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