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	<title>Laura Sanches, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Laura Sanches, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Educar com culpa</title>
		<link>https://simplyflow.pt/educar-com-culpa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laura Sanches]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Educar com culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A culpa pode ajudar-nos a perceber se há alguma coisa que precisemos de corrigir e isto pode ser muito importante.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/educar-com-culpa/">Educar com culpa</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos tempos em que pode parecer cada vez mais difícil ser pai ou mãe de uma criança. O <a href="https://simplyflow.pt/burnout-parental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Burnout parental</a> que nem existia até há pouco tempo atrás, hoje é uma expressão cada vez mais conhecida e usada e até já há estudos que demonstraram que uma boa parte dos pais se sente assoberbado pelo stress na maioria dos dias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Muitos pais sentem-se extremamente culpados e há uma tendência para acreditar que precisam de se livrar da culpa para serem capazes de fazer bem o seu papel, quando isto não é verdade.&nbsp;</strong></h2>



<p>A culpa aparece sempre que assumimos a responsabilidade de cuidar de alguém e se nos livramos dela também nos livramos dessa responsabilidade, que é precisamente o oposto daquilo que precisam os nossos filhos. Por isso, aquilo de que precisamos é de criar uma relação com ela e um espaço para que ela exista dentro de nós. Quando fazemos isto percebemos que ela também tem a sua utilidade, porque pode servir para nos guiar em direcção aos nossos valores, áquilo que é importante para nós.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A culpa pode ajudar-nos a perceber se há alguma coisa que precisemos de corrigir e isto pode ser muito importante.&nbsp;</strong></h2>



<p>Mas também é útil saber que ela pode aparecer mesmo em situações em que a culpa não é necessariamente nossa e por isso o mais importante é mesmo sermos capazes de a ver como o reverso da medalha daquilo a que Gordon Neufeld chama o instinto alfa: aquele que nos põe no lugar de cuidar e que nos faz assumir a responsabilidade de preencher as necessidades de outra pessoa, e que é fundamental para sermos capazes de educar qualquer criança que esteja aos nossos cuidados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os pais dos nossos dias estão cada vez mais isolados e uma boa parte deles não tem uma verdadeira rede de apoio para educar as crianças.</strong></h2>



<p>O facto da sociedade já não se organizar maioritariamente de uma forma hierárquica e o individualismo crescente que tem vindo a acontecer nas últimas décadas fazem com que os pais não tenham ninguém que cuide se si, enquanto cuidam dos filhos e isto também é um dos factores que pode contribuir para o desgaste parental.</p>



<p>Também estamos cada vez mais conscientes do impacto que têm as nossas acções no desenvolvimento das crianças e do impacto que a infância tem na construção dos futuros adultos, além de que o facto das famílias terem cada vez menos filhos também faz com que invistam cada vez mais na sua educação e isto faz que estejamos cada vez mais preocupados com o impacto das nossas acções e com a forma como queremos educar.</p>



<p>A proliferação de vários especialistas e até de <em>influencers </em>que nos dizem como devemos educar juntamente com a visão comportamentalista que ainda vigora na nossa cultura também não ajudam a que os pais se sintam seguros e confiantes no seu papel, algo que contribui para o aumento da ansiedade e dos sentimentos de angústia e até de desespero.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Emoções, instintos e a importância da relação entre pais e filhos</strong></h2>



<p>O comportamentalismo tende a desvalorizar o contexto em que as crianças são educadas e faz-nos acreditar que precisamos de fórmulas e ferramentas (que os especialistas dominam e vendem) para educar as crianças, fórmulas do tipo se fizer x acontece y. O problema é que as crianças não são seres isolados e o seu comportamento depende do contexto e, acima de tudo, das emoções. São as emoções que nos fazem agir e o comportamentalismo tende a apontar sobretudo à parte mais visível do icebergue, a que está a superfície, que é o comportamento e esquece-se que é o que está por baixo que tem mais peso: <strong>as emoções e instintos</strong>.</p>



<p>Esta visão também faz estragos quando recomenda aos pais que ignorem os seus instintos e que desvalorizem o contexto mais importante em que as crianças crescem: <strong>a relação com os adultos que cuidam de si</strong>. É esta relação que molda todo o seu desenvolvimento e é nela que está a base para o amadurecimento da criança. Então tudo aquilo que fizermos para educar uma criança precisa de ter por base esta ideia de que <strong>é através da relação que podemos educar</strong> e precisamos de ter em conta como é que o nosso comportamento influencia e tem impacto nessa relação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Educar com culpa</strong></h2>



<p>No livro “<a href="https://www.presenca.pt/products/educar-com-culpa?srsltid=AfmBOoqoG6CscNRssjg6C6v9IQPTr-nxTKUI2wlFtJDe941vI8PWP6I_" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Educar com Culpa</a>” descrevo a importância dos pais serem capazes de recuperar o seu instinto alfa e como podem usá-lo para tornar mais fácil a tarefa de educar os seus filhos.</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-b4Goz' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Uma criança que é educada por adultos que sabem ocupar esta posição de cuidar também será uma criança que cresce mais tranquila e segura, com mais probabilidades de amadurecer e de desenvolver todo o seu potencial.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="202" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-202x300.jpg" alt="" class="wp-image-24068" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-202x300.jpg 202w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-691x1024.jpg 691w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-768x1138.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-1036x1536.jpg 1036w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-1382x2048.jpg 1382w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-1170x1734.jpg 1170w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-585x867.jpg 585w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2025/05/educar_sem_com_culpa_MAIL-scaled.jpg 1727w" sizes="(max-width: 202px) 100vw, 202px" /></figure></div>


<p>É um livro em que também falo da importância de desenvolvermos uma cultura que valorize mais a brincadeira porque <strong>é a brincar que as crianças podem realmente amadurecer</strong>. E as crianças dos nossos dias têm cada vez menos tempo e espaço para brincar, porque os <a href="https://simplyflow.pt/ecras-e-criancas-como-proteger-o-desenvolvimento-dos-mais-pequenos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ecrãs</a> vieram roubar muito desse espaço, mas também porque os adultos confiam e compreendem cada vez menos o valor da brincadeira livre que praticamente desapareceu da vida das nossas crianças.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Preservar o espaço para a brincadeira livre</strong></h2>



<p>É importante termos noção de que <strong>é a brincar que as crianças podem aprender e desenvolver praticamente todas as competências de que precisam para a sua vida</strong>. E, como adultos, precisamos de encontrar forma de preservar esse espaço de brincadeira nas suas vidas, mantendo-as longe de <a href="https://simplyflow.pt/menos-ecras-mais-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ecrãs</a>, mas não só. Para que as crianças se sintam verdadeiramente livres para <a href="https://www.instagram.com/laura.m.s.sanches/p/DD5BzXtsdH0/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brincar</a>, também precisamos de <strong>confiar na importância da brincadeira</strong>, mas também da <strong>relação</strong>, porque as crianças precisam de sentir-se <strong>seguras</strong> para serem capazes de brincar de verdade.&nbsp;</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-b4Goz' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Aprenda a lidar com as birras intermináveis</title>
		<link>https://simplyflow.pt/aprenda-a-lidar-com-as-birras-interminaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laura Sanches]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Birras]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Como educar crianças desafiantes]]></category>
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		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os momentos das birras não servem para ensinar lições nem dar sermões, nem para resolver problemas, até porque nem as crianças estarão com disponibilidade para as ouvir nem nós para as ensinar. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/aprenda-a-lidar-com-as-birras-interminaveis/">Aprenda a lidar com as birras intermináveis</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das dúvidas mais frequentes dos pais passa por saber como devem lidar com as chamadas birras das crianças e como é que podem acabar com elas. Na verdade não gosto muito da palavra birra porque dá um sentido pejorativo à expressão da criança, como se ela não tivesse o direito de se expressar daquela forma. Por isso, em primeiro lugar, <strong>é importante compreendermos que não precisamos de acabar com estas expressões mais descontroladas das crianças e que elas não são o problema nem o inimigo e não significam que exista necessariamente algo de errado com a criança</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando é que podemos dizer que existe um problema?&nbsp;</strong></h2>



<p>Sobretudo quando a criança não se deixa confortar pelos adultos nos momentos de birra. Se temos muita dificuldade em ajudar os nossos filhos a voltarem a regular-se nestes momentos isso pode ser sinal de que não estamos a ser capazes de os ajudar nesse processo de aprendizagem tão importante. Porque estes momentos podem ser momentos de aprendizagem importantes, sim. Não no sentido em que muitas vezes pensamos: não são alturas para dar lições nem para a criança aprender como se deve ou não comportar, mas são <strong>momentos para aprender que pode confiar nos adultos</strong>. Pode <strong>confiar que estes a ajudarão a integrar tudo aquilo que está a sentir e que saberão mantê-la segura e protegida durante estas explosões mais descontroladas</strong>. Esta é mesmo a mensagem principal que precisamos de transmitir aos nossos filhos nestes momentos: que somos capazes de acolher as suas emoções e de os ajudar a integrá-las.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de mostrar que as emoções deles não nos assustam, não nos intimidam e que não são erradas. Porque não existem emoções erradas.&nbsp;</strong></h2>



<p>As emoções são algo que nos acontece em resposta a algo externo ou interno. Por exemplo, se eu tiver uma dor muito forte, posso sentir medo.&nbsp;</p>



<p>As <strong>emoções servem para nos levar a agir</strong>, por isso, por si mesmas, elas <strong>não são boas nem más</strong>. E <strong>também não são algo que possamos controlar</strong>, ao contrário do que se costuma pensar.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de ensinar os nossos filhos a lidarem com as suas emoções, aceitando-as e integrando-as como parte da sua experiência.&nbsp;</strong></h2>



<p>As crianças mais novas sentem as emoções de uma forma mais crua porque o seu cérebro ainda não se desenvolveu o suficiente para as temperar com um lado mais racional. Só a partir dos seis, sete anos de idade é que começa a desenvolver-se uma zona do cérebro que permite que as crianças comecem a ser mais capazes de pensar sobre as suas emoções e também de controlarem os impulsos que estas naturalmente acordam nelas. Por isso, as crianças explodem muito mais do que um adulto e também de forma muito mais descontrolada e intensa, porque os seus filtros ainda não estão desenvolvidos. E não podemos fazer absolutamente nada para apressar este crescimento, só podemos criar as condições necessárias para que ele aconteça.&nbsp;</p>



<p>Este amadurecimento do cérebro não pode ser ensinado nem <a href="https://www.facebook.com/laura.sanches/posts/pfbid031ayupSwX1az9KqEQwmXaChd5Qmfiuvuct5ssf8u2djoS13ZgsbuJz3Dh9SKriCZ8l?locale=pt_PT" target="_blank" rel="noreferrer noopener">treinado</a> e precisa que algumas condições existam para que ele se torne possível. A principal é a segurança: <strong>as crianças precisam de se sentir seguras com os adultos para serem capazes de lidar com as suas emoções</strong>. É esta capacidade de lidar com as emoções e de as integrar que faz com que o cérebro amadureça, mas se a segurança não existir este amadurecimento pode demorar mais tempo ou nunca chegar sequer a acontecer. Por isso é que existem tantos adultos tão imaturos. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os momentos das birras não servem para ensinar lições nem dar sermões, nem para resolver problemas, até porque nem as crianças estarão com disponibilidade para as ouvir nem nós para as ensinar.&nbsp;</strong></h2>



<p>Estes momentos servem, acima de tudo, para sermos capazes de demonstrar que as aceitamos, acolhemos as suas emoções e as conseguimos manter seguras. Então um aspecto fundamental é que sejamos capazes de mostrar que aceitamos as emoções mesmo quando não gostamos do comportamento. Mesmo que acreditemos que aquele comportamento precisa de ser corrigido, as emoções precisam de ser aceites.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como lidar com a frustração e acolher as emoções das crianças?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-SpCKI' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Muitas vezes os pais têm medo de lidar com esta expressão emocional intensa e descontrolada das crianças porque não conseguem lidar com as suas próprias emoções, porque têm dificuldade em integrar a sua própria zanga ou a sua própria tristeza ou frustração e, por isso, não conseguem lidar com as dos seus filhos. Nestes casos geralmente existem duas saídas: ou ficam muito focados em tentar parar aquela expressão tentando distrair a criança do que sente a todo o custo ou cedem imediatamente aos seus pedidos para não terem de lidar com aquilo. Estes dois caminhos ensinam às crianças que as suas emoções são perigosas, são tão perigosas que os pais fazem tudo para não lidar com elas. E com o tempo, se repetirmos muito isto, isso vai fazendo com que a criança aprenda que precisa de se defender dessa emoção e essa defesa passa por se desligar dela. Isto quer dizer que a emoção acontece na mesma mas já não passa pela consciência e é aqui que podemos encontrar a raíz de muitos problemas até na idade adulta: neste desligar do corpo e da manifestação de determinadas emoções que acontecem nele por não sabermos lidar com elas. Porque <strong>as emoções despertam sempre determinadas sensações, têm uma componente física e biológica importante, por isso, para as ignorarmos temos também que nos desligar do corpo</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de transmitir aos nossos filhos que é seguro entrarem em contacto com as emoções deles, mesmo as mais intensas e mesmo as que são expressas de forma mais descontrolada.&nbsp;</strong></h2>



<p>É muito importante também que sejamos capazes de transmitir que a ligação que têm connosco está intacta, sobretudo com as crianças mais pequenas. Porque antes dos seis, sete anos de idade, as crianças não conseguem ter sentimentos ambivalentes, por isso quando estão zangadas estão só zangadas e não conseguem perceber que é possível estar zangado e gostar de alguém ao mesmo tempo. Por isso quando os pais se zangam muito elas ficam com muito medo que os pais já não gostem delas e é importante transmitir que isso não é verdade.&nbsp;</p>



<p>Isto não quer dizer que temos que ficar impávidos e serenos perante as explosões dos pequenos, isto não é realista e nem sequer é necessário: quando temos uma criança em pleno modo de explosão e descontrolo emocional é suposto que isso provoque também em nós alguma reação. Na verdade <strong>as crianças</strong> precisam também desse espelho, <strong>precisam de sentir que as suas emoções provocam algum efeito em nós, têm algum eco</strong>. E <strong>nós também precisamos de contactar com as emoções delas para sermos capazes de transmitir uma atitude empática</strong>. Então não precisamos de ficar em modo zen, mas <strong>também é importante saber que não é bom que mostremos descontrolo</strong>, claro. E, acima de tudo, sempre que dizemos ou fazemos algo de que depois nos arrependemos é importante assumir que temos a responsabilidade de reparar a relação, de mostrar que continuamos a gostar deles. Podemos fazer isto com um pedido de desculpas ou não, mas <strong>o essencial é que as crianças saibam que a relação está intacta e que nós nos lembremos que é o papel do adulto cuidar da relação, nunca da criança</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É fundamental também transmitir que elas não são responsáveis pelos nossos sentimentos.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não podemos dizer a uma criança que estamos muito tristes com ela ou muito zangados e que isso só vai passar quando ela nos pedir desculpa. Porque este é um peso demasiado grande para as crianças carregarem. São os adultos que são responsáveis por aquilo que sentem e as crianças não têm responsabilidade nenhuma sobre isso. Dar-lhes esse peso só cria insegurança e ansiedade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças não fazem birra para conseguir alguma coisa.&nbsp;</strong></h2>



<p>É importante desconstruir esta ideia de que as crianças fazem birra para conseguir alguma coisa. Isto implicaria que as crianças tivessem uma capacidade de previsão e de auto-controlo que até para um adulto poderia ser difícil. As crianças não fazem birra para conseguir nada, nem se descontrolam com nenhuma intenção específica. <strong>As <a href="https://www.presenca.pt/collections/colecao-laura-sanches/products/como-educar-criancas-desafiantes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crianças</a> fazem birra quando ficam muito frustradas porque, a determinada altura, alguma coisa não estava a funcionar para elas.  </strong>A frustração é uma emoção intensa que provoca uma reação que pode muito facilmente levar ao descontrolo emocional e comportamental em algumas crianças (e até em alguns adultos), por isso <strong>o nosso papel precisa sempre de ser o de as ajudar a restabelecer esse controlo, integrando essa frustração e lidando com a tristeza que está sempre por trás dela</strong>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A auto-regulação de que tanto se fala e que, por vezes, se diz que as crianças precisam de aprender na verdade é um mito. </strong></h2>



<p><strong>A principal estratégia de regulação dos seres humanos é mesmo a co-regulação</strong>: precisamos que as outras pessoas nos ajudem a lidar com as emoções e a integrar o que sentimos e, se isto é válido para os adultos, para as crianças mais ainda porque o seu cérebro e o seu sistema nervoso ainda são muito imaturos para serem capazes de fazer sozinhos esse caminho. Por isso, <strong>o mais importante mesmo para que os nossos filhos sejam capazes de aprender a lidar com as suas frustrações é terem uma relação segura com um adulto presente e disponível para as ajudar a lidar com as suas emoções</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="671" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-671x1024.jpg" alt="birras" class="wp-image-19044" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-671x1024.jpg 671w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-197x300.jpg 197w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-768x1171.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-1007x1536.jpg 1007w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-1343x2048.jpg 1343w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-460x701.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-160x244.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-320x488.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-480x732.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-640x976.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-960x1464.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-1120x1708.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/04/como_educar_criancas_desafiantes_mail-scaled.jpg 1679w" sizes="(max-width: 671px) 100vw, 671px" /></figure></div>


<p></div>
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