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	<title>Isabel Stilwell, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Isabel Stilwell, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Birras de Mãe</title>
		<link>https://simplyflow.pt/birras-de-mae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Stilwell]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2020 07:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Birras de Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel Stilwell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem as mães passam sem as avós, nem as avós sem as filhas/noras, unidas sempre no imenso amor por aquelas crianças que dão sentido a tudo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/birras-de-mae/">Birras de Mãe</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Querida Fátima,</p>



<p>Antes de mais Feliz Ano Novo, neste ano tão diferente, esta variante assustadora das festas, talvez nos traga de volta ao essencial, permitindo-nos, como a Fátima tão bem advoga, deixar que as coisas simplesmente fluam, para descobrirmos que não precisávamos para nada daquela agitação cansativa e desgastante em que, tantas vezes, estas semanas acabavam por se tornar.</p>



<p>Eu, por aqui, estive 14 dias em confinamento (profilático) porque contactei com uma pessoa positiva — que felizmente está bem —, e experimentei pela primeira vez na vida duas semanas em que não pus um pé na rua (exceto para ir fazer o teste!). E se, por vezes, me pareceu claustrofóbico, o balanço geral foi o de uma enorme tranquilidade: finalmente tinha uma “desculpa” para não andar a correr, culpabilizando-me por cada momento em que me sento no sofá a não fazer nada. Imagino que a Fátima, com uma vida muito mais intensa do que a minha, tenha um cantinho de si a desejar que alguém a mande ficar em paz e sossego (sem vírus, obviamente).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Houve, no entanto, uma atividade que não parei: a de fazer Birras! </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-Gq9rp' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Mas houve, no entanto, uma atividade que não parei: a de fazer Birras! Para além das que fazem parte do nosso dia-a-dia — <strong>a birra mais comum dos adultos é o amuo! </strong>—, desde o início do confinamento que eu e a minha filha Ana nos dedicámos às Birras de Mãe. Separadas pelo primeiro confinamento, criámos uma página nas redes sociais, e com o apoio do jornal Público que nos acolheu diariamente, começámos a trocar cartas em que uma avó/mãe, e também sogra, e uma mãe/filha, e logo de quatro, escrevem-se para falar dos medos, irritações, perplexidades, raivas, mal entendidos entre duas gerações que desejam a mesma coisa: que as suas crianças — filhos e netos — cresçam equilibradas e felizes. Espere, Fátima, é claro que também falámos da sensação de perfeita comunhão que, ocasionalmente, nos invade, e sobretudo rimos muito, sobretudo de nós próprias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Birras de Mães</strong></h2>



<p>Confesso que não ficamos surpreendidas quando a comunidade de mães e avós birrentas começou a crescer de dia para dia, porque pressentíamos que, como nós, <strong>também as outras mães e avós estavam ansiosas por falar destes conflitos, sem a mordaça do politicamente correto, mas também sem agressividade e acusações gratuitas que não levam a nada</strong>. E, esse equilíbrio, por vezes é difícil de conseguir quando estão em causa sensibilidades tão ao rubro como a de uma recém-mãe e de uma recém-avó que, na verdade, trilham um caminho nunca antes percorrido. Eu fazia lá ideia do que era ser avó, do que custa por vezes ficar calada, na retaguarda, sem poder dar palpites sequer sobre como acabar com aquela birra do meu neto? Ou do que me ia custar não sacar da minha suposta sabedoria, para convencer a minha filha de que dar de mamar para lá dos seis meses não era bom para ninguém? E ela, que estudou educação de infância e estava mais do que preparada para as birras dos filhos, descobriu-se desarmada perante as “bocas” da mãe e da sogra, que lhe arrancavam o bebé do colo (mais irritante ainda, até conseguiam sossegá-lo), e lhe davam mil receitas de como conseguir uma noite inteira de sono…</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Manual precisa-se!</strong></h2>



<p><strong>É um terreno minado, e decididamente mães e avós precisavam de um “manual” de consulta para as ajudar a atravessá-lo sem demasiadas explosões. </strong>Daí termos decidido avançar para um livro, o <a href="https://www.livroshorizonte.pt/produto/birras-de-mae/">Birras de Mãe</a>, dividido em capítulos de fácil consulta (e que se pode oferecer à mãe/sogra&#8230; ou à filha/nora!). Amamentação, pedagogias, a quantidade tonta de doces que os avós gostam de dar aos netos, diz a Ana. “Hum, e a parvoeira das dietas glúten, lacto, tudo-o-que é-bom free dos pais”, respondo eu. E ela rebate: “Ou a mania dos avós acharem que os miúdos só fazem birras connosco”. A que reagi lembrando as modas das mães que amamentam até aos dez anos ou deixam que os filhos façam delas gato-sapato, para concluirmos — as duas — que se há coisas que nunca nos faltou foi material para as nossas cartas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="730" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-730x1024.jpg" alt="Birras de Mãe" class="wp-image-13541" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-730x1024.jpg 730w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-214x300.jpg 214w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-768x1077.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-1095x1536.jpg 1095w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-460x645.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-160x224.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-320x449.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-480x673.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-640x898.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-960x1346.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae-1120x1571.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Birras_de_Mae.jpg 1369w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></figure></div>



<p>Agora o livro está aí. Espero que a Fátima se divirta com ele, e sei que vai comungar da nossa verdadeira causa: conseguir que as duas gerações de mães sejam capazes de conversar abertamente, preferindo a franqueza às “bocas”, na certeza de que <strong>nem as mães passam sem as avós, nem as avós sem as filhas/noras, unidas sempre no imenso amor por aquelas crianças que dão sentido a tudo</strong>.</p>



<p>Feliz Ano Novo.</p>



<p>Beijinhos</p>



<p><a href="https://simplyflow.pt/author/isabel-stilwell/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Isabel</a></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-Gq9rp' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que é isto de ser avó?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/dez-anos-de-historias-de-avos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Stilwell]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2020 07:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel Stilwell]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O quarto estava escuro, e eu deitada ao lado delas. Vão fazer dez anos, mas pouco&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O quarto estava escuro, e eu deitada ao lado delas. Vão fazer dez anos, mas pouco me importa a idade, vou brincar com elas aos “colégios internos” enquanto me deixarem, conversando pela noite fora depois da luz apagada. Uma delas pede-me que conte histórias de quando eu era pequenina e, por momentos, penso que estão a ser simpáticas para comigo, querem com certeza fazer-me sentir importante, não há avó nenhuma que não goste de recordar. Insistem e rapidamente percebo que a curiosidade é genuína.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A magia de ser avó </strong></h2>



<p>Inspirei fundo felicidade, a mão a passar no cabelo de uma, os braços quentinhos de outra em redor do meu pescoço, <strong>é difícil de descrever a quem não tem netos a magia destes momentos, mas aqueles que os têm não precisam de muitas palavras para saber do que falo</strong>. E depois comecei a falar-lhes do primeiro rapaz por quem me apaixonei, quando tinha 13 anos.&nbsp;</p>



<p>“Quando ele me disse que tinha nascido no mesmo dia, à mesma hora e no mesmo hospital do que eu, fui trespassada por um raio”, contei-lhes, e a C. perguntou entre risos, com aquela ironia tão dela: “E tu acreditaste?!” Fingi indignar-me. E continuei. Depois daquela festa, ignorou-me completamente, preferia os cavalos, ainda tentei tudo para o reencontrar, mas nada. Não namorámos, nem casámos, nem fomos felizes para sempre, e acabei por transformá-lo num pompom de lã, com olhos feitos de botões, qual troféu de guerra pousado por muitos anos em cima do meu armário. “Deve ter ficado feio e gordo”, concluiu a M., em jeito de consolação, e voltámos a rir às gargalhadas, até que o avô no quarto ao lado nos mandou calar. Não nos calou. Falámos só mais baixinho, até o ouvirmos ressonar.&nbsp;</p>



<p>Dormimos menos do que devíamos, e tivemos de esconder da mãe delas as horas em que finalmente adormecemos, mas <strong>estes momentos são melhores do que qualquer máscara anti-envelhecimento que por aí se anuncia</strong>. É um lifting da alma, e quando a alma volta ao sítio onde pertence, recarregamos as pilhas, valorizamos a nossa existência e a vida que tivemos a graça de poder viver.&nbsp;</p>



<p>Celebro este mês dez anos de avó, mais propriamente de bi-avó — porque esse é o estatuto de quem tem a sorte de começar com netas gémeas — e hoje já sou avó de oito, número em constante atualização. Num fim de tarde de agosto, nasceram a Carmo e a Madalena, prematuras de 35 semanas. Corri primeiro para a Ana, saída de uma cesariana complicada, lavada em lágrimas e sofrimento, tudo o que não queria para ela, e só depois de ter adormecido, fui ao berçário. Numa incubadora aberta, estavam dois bebés minúsculos de gorros enfiados, e ao vê-los chorei convulsivamente.&nbsp;</p>



<p>Depressa aprendi a conhecer-lhes as feições de cor, o meu dedo percorreu suavemente a linha do nariz, o contorno das orelhas, as bochechas, maiores numa do que noutra, para descer sob o queixo, acabando por ficar pingado por lágrimas estúpidas, que insistiam em cair. Passei horas a tentar descobrir diferenças, numa busca urgente de uma identidade para cada uma, que as tornasse naquilo que todos queremos ser: únicos. E enquanto a «oxitocina por procuração» me invadia, <strong>percebi como a natureza é sábia e nos armadilha a um compromisso eterno com um recém-nascido, ao voto livremente assumido de amar para sempre, na saúde e na doença, na prosperidade e na pobreza, nos momentos bons e maus da vida, até que a morte nos separe… e para lá disso</strong>.&nbsp;</p>



<p>Depois da euforia do nascimento, descobri o medo da morte, real ou imaginária, não importa, aquele medo terrível que nos revela como <strong>a vida é um milagre</strong> que tantas vezes tomamos como certo. Quando voltei a entrar na sala dos prematuros e as vi ligadas a máquinas, cateteres nas mãos, sondas na boca e, mais aflitivo, a Carminho com a cara minúscula escondida por uma máscara de oxigénio, os braços e as pernas fininhas a espernear contra toda aquela intromissão, rodeada de médicos e enfermeiras, fiquei sem fôlego. Seis horas depois, a gémea mais frágil reagiu bem e começou a respirar quase sozinha, e eu fiquei nas nuvens, consciente de que, pelo menos para mim, nasceu de novo.&nbsp;</p>



<p>Na manhã seguinte, hesitei no momento em que ia pôr nos pés os meus inseparáveis ténis. Ups, será que uma avó pode andar de jeans com remendos e ténis, confundindo-se ou querendo ser confundida com a mãe ou, igualmente grave, com um Peter Pan que não quis crescer?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afinal, o que é isto de ser avó? </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-eCkNu' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Mergulhei para debaixo da cama, em busca de uns mocassins encarnados, um compromisso que me deixava tempo para pensar no assunto. Três semanas depois, <strong>comecei a perceber o que era ser avó, um papel difícil que exige autocontrolo e diplomacia, que nos permite estar próximos, mas nos obriga a guardar distância, a medir o envolvimento e o sentimento de posse, para não magoarmos, nem nos deixarmos magoar</strong>, mas ainda cometi muitos erros. Errava sempre que pretendia catequizar a Ana sobre os benefícios disto ou daquilo, deixava transparecer que era capaz de adormecer melhor a Carminho (e bem feita, quando tentei, não fui capaz!), ou de fazer arrotar a Madalena (uma impossibilidade), dar lições ao melhor pai do mundo que é o meu genro ou a concorrer (por dentro) pelo amor e atenção daqueles bebés que, de repente, se tornaram o centro de tudo.&nbsp;</p>



<p>Quando um mês depois saíram de nossa casa, para voltarem para a deles, lembro-me que tentei disfarçar a dor com um comentário trocista, ao estilo da Ágata: «leva tudo, menos as crianças», e de nessa mesma noite, num impulso de angústia, ter enviado um SMS à Ana, que dizia qualquer coisa como: «Achas que vou conseguir ser mesmo, mesmo importante para elas, que têm a sorte de vos ter como pais?» A resposta veio rápida: «Acho que estamos todos com esse medo. Porque como são tão insuportavelmente importantes para nós, não suportamos imaginar não sermos vitais para elas. Não tenho é dúvida nenhuma do que a mãe é para mim: sem o seu amor não as conseguiria amar tanto!» Abençoados SMS, Skype, Facebook e telefones com câmara, porque tornam possível manter em tempo real, quase que ao vivo e, decididamente, a cores, os laços de afeto, incluindo-nos na vida uns dos outros. Mesmo quando, do nada, o mundo se virou do avesso com uma pandemia que supera todos os filmes de ficção científica.&nbsp;</p>



<p>Comecei nessa altura um álbum a que dei o nome de «<strong>Passeios com a Avó</strong>», com fotografias das nossas aventuras na floresta, à procura de pixies e fadas, das escaladas ao castelo, das «mangueiradas» na relva, com «chuvinha», como diz a Madalena, dos dias sob o céu azul do Alentejo, em que nos esforçamos por dar festinhas aos cordeirinhos que acabaram de nascer, do desafio de as ensinar a distinguir as ervas daninhas que têm de ser arrancadas, das flores que são para ficar. E claro, dos momentos passados a ler livros, no prazer de redescobrir as histórias do Winnie the Pooh e tantas outras, que juntam dentro de cada um de nós o passado, o presente e o futuro, a voz dos que já cá não estão, mas que ficaram em nós, e que tanto queremos deixar no coração dos nossos netos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Histórias para os avós lerem aos netos </strong></h2>



<p>Foi de todas estas aventuras, desse novo mergulho na vida dos mais pequeninos e da certeza de que <strong>as histórias e a magia devem fazer parte de qualquer infância feliz</strong>, que nasceu um livro de Histórias para os avós contarem aos netos (e onde os pais não entram), que conta com três contos do «convidado especial», o meu filho Francisco, e que para mim são as melhores de todas. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="723" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-723x1024.jpg" alt="" class="wp-image-12216" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-723x1024.jpg 723w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-212x300.jpg 212w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-768x1087.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-1085x1536.jpg 1085w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-460x651.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-160x227.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-320x453.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-480x680.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-640x906.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-960x1359.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx-1120x1586.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/capa_avo-bx.jpg 1315w" sizes="(max-width: 723px) 100vw, 723px" /><figcaption><a href="https://www.livroshorizonte.pt/produto/historias-para-os-avos-lerem-aos-netos/">Histórias para os Avós lerem aos Netos</a></figcaption></figure></div>



<p>Livro que desejo que seja um pretexto para entrarmos com os nossos netos num outro mundo, perdendo-nos e reencontrando-nos entre sorrisos, risos e gargalhadas, momentos de arrebatamento e de expetativa, provocam uma felicidade tão pura e viciante, que só pode ter raízes na alegria que sentimos ao colo das nossas próprias mães, no perpetuar de um ritual que já lhes pertencia, e que continua, como um fio invisível, a tornar-nos mais família. Um testemunho passado de geração em geração que mais não é do que a certeza da eternidade. Porque <strong>a eternidade assegura-se de cada vez que temos a certeza de que ficámos dentro deles, nos tornámos parte deles, e enquanto assim for, enquanto sorrirem com a memória de um destes momentos, uma destas histórias, estaremos vivos</strong>. Mesmo que não “presencialmente”, como nesta era pós-covid aprendemos a dizer.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-eCkNu' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>O frasco das memórias avós e netos</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-frasco-das-memorias-avos-e-netos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Stilwell]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 08:32:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel Stilwell]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No meu mais recente livro “O frasco das memórias avós e netos &#8211; Ideias para fazerem&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-frasco-das-memorias-avos-e-netos/">O frasco das memórias avós e netos</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No meu mais recente livro “</span><a href="https://www.livroshorizonte.pt/catalogo/o-frasco-das-memorias-avos-e-netos-ideias-para-fazerem-juntos/"><span style="font-weight: 400;">O frasco das memórias avós e netos &#8211; Ideias para fazerem juntos</span></a><span style="font-weight: 400;">”, da editora Livros Horizonte, partilho algumas das ideias que resultaram de alguns anos no papel de avó. Posso garantir que todas as ideias foram testadas em netos de carne e osso. Aliás, a minha filha Ana Stilwell, mãe de quatro dos meus netos, garante que as filhas sobreviveram a esta avó! Por isso, e porque é de muito importante que avós e netos criem memórias, aqui ficam quatro ideias para lhe abrir o apetite para todas as outras que pode encontrar no livro. </span></p>
<h2><b>O regresso dos álbuns em papel </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nossos computadores e telefones estão atulhados de fotografias dos nossos netos, e até podemos ter tudo guardado em “nuvens” que prometem não desaparecer, mas a verdade é que um álbum em papel continua a ser outra coisa. Sobretudo se for feito em conjunto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As possibilidades são infinitas, mas a nossa coroa de glória é aquela que intitulámos “Passeios com os avós”. Como o nome indica, referem-se apenas a visitas, viagens, fins-de-semana ou férias em que os pais não entraram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escolham as fotografias que têm mais significado e que não têm necessariamente de ser as melhores, mas as que contam mais histórias. Podem até estar desfocadas, mas se aquela fotografia é a que mostra como o neto chegou pela primeira vez ao topo do escorrega mais alto do parque, é essa que importa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essencial que as legendas das imagens contem a história do que se passou, onde foi, o que se retrata, e não se esqueçam da data.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes álbuns têm múltiplas vantagens: são divertidos de fazer e, depois, continuamos a revê-los em conjunto vezes sem conta.</span></p>
<h2><b>Horticultor de janela </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não ter um quintal não pode ser desculpa para não os ajudar a perceber de onde vem o que comem à mesa. Os morangos e o tomate, por exemplo, crescem maravilhosamente em vasos, e até é possível plantar uma abóbora num vaso no canto da cozinha. Vai ver que tudo tem um sabor completamente diferente quando são eles a plantar, a pôr as estacas para ajudar a crescer e a regar com cuidado. Pronto, se calhar vai ter de comprar mais um quilo de morangos para juntar aos seis que crescerem em casa, mas não há nenhuma embalagem de supermercado que traga consigo tanto divertimento.</span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-7375" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-1024x886.jpg" alt="" width="960" height="831" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-1024x886.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-300x259.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-768x664.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-460x398.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-160x138.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-320x277.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-480x415.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-640x553.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-960x830.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos-1120x969.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/5-Horticultor-Morangos.jpg 1368w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<h2><b>Acampar num quarto com ar condicionado </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Se é dos que imagina que só se acampa ao ar livre, desengane-se. Nós provámos que se acampa mesmo muito bem dentro de casa; aliás, é mesmo onde melhor se acampa no pino do verão. Quando as gémeas tinham três ou quatro anos, armámos uma tenda na sala, com a ajuda de paus apanhados lá fora, montámos colchões e sacos-cama, até fizemos uma mala com pijama e escova de dentes. E, é claro, tínhamos lanternas. Durante o dia, almoçaram e lancharam em versão piquenique dentro de casa e, à noite, era proibido acender luzes e não podíamos ver televisão. Em vez disso, contámos histórias e conversámos até adormecermos. O avô preferiu dormir na cama dele, mas nesse dia decidimos não passar cartão às pessoas que continuavam a pensar que estavam dentro de uma casa normal, quando sabíamos muito bem que por cima das nossas cabeças não estava o teto, como parecia, mas as estrelas do céu.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-7374" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-768x1024.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-225x300.jpg 225w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-300x400.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-460x613.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-160x213.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-320x427.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-480x640.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-640x853.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-960x1280.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/10-Acampar-e1532509286267-1120x1493.jpg 1120w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<h2><b>Em busca de rainhas </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A História de Portugal para netos é o tema de um capítulo inteiro do livro, em que, entre outras coisas, conto a história das sete rainhas sobre as quais já escrevi, e sugiro a melhor maneira de as apresentar aos seus netos. É importante que estudem o personagem que querem conhecer antes de embarcar na viagem, e depois lançar-lhes o desafio de a procurarem no lugar escolhido. Ou seja, se visita o palácio da Vila de Sintra, por exemplo, a ideia é estarem atentos apenas ao que diz respeito a Filipa de Lencastre e a sua família, deixando para outra oportunidade tudo o resto que há para ver. Os nossos netos só se interessarão por História, se perceberem que eram pessoas como nós, que contribuíram para que Portugal seja hoje aquilo que é.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-7373" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-724x1024.jpg" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq.jpg 724w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-212x300.jpg 212w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-460x651.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-160x226.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-320x453.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-480x679.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2018/07/LH-Capa-avos-e-netos-altaPeq-640x905.jpg 640w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<p>Nota: a fotografia destaque deste artigo é da autoria de Jorge Simões.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-frasco-das-memorias-avos-e-netos/">O frasco das memórias avós e netos</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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