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	<title>Inês Afonso Marques, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Inês Afonso Marques, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Desafios da parentalidade na era digital</title>
		<link>https://simplyflow.pt/desafios-da-parentalidade-na-era-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 05:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
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		<category><![CDATA[Era digital]]></category>
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		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de ter nascido numa era digital, isso não é sinónimo de que o seu filho tenha nascido com a capacidade de autorregulação.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/desafios-da-parentalidade-na-era-digital/">Desafios da parentalidade na era digital</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O seu filho nasceu na era digital. É um facto. O acesso a dispositivos eletrónicos é inevitável. Alguns dados recentes referem que 53% das crianças entre os oito e os doze anos têm o seu próprio <em>tablet</em> e 24% o seu próprio <em>smartphone. </em>67% dos adolescentes têm o seu próprio <em>smartphone. </em>Gostando-se mais ou menos, a tecnologia, nas suas múltiplas formas, faz parte da realidade de todos nós. Na parentalidade, esta realidade é acompanhada por desafios.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A boa notícia é que é possível promover uma utilização segura e positiva da tecnologia no seio das famílias, transformando desafios em oportunidades e não em riscos.</strong></h2>



<p>Logo à partida, há duas ideias essenciais que quero partilhar consigo:</p>



<p>1. Faz o que eu faço, não o que eu digo. Comece por ser o exemplo da relação que gostava que o seu filho tivesse com a tecnologia. De nada servirá pedir-lhe que não use o telemóvel durante as refeições se, sistematicamente, utilizar o seu telemóvel nessas situações ou que não utilize o telemóvel nas viagens de carro, quando o vê a si a fazer isso constantemente.</p>



<p>2. Quem bem aprende, cedo começa. Ou seja, qualquer que seja a idade do seu filho ou o tipo de tecnologia em causa, à medida que vai dando acesso a dispositivos eletrónicos é essencial que crie mecanismos para esse acesso ser seguro e positivo. Um uso desregrado, onde impera a autogestão, por norma, dá sempre mau resultado. Por isso, não parta do princípio que, quando dá acesso ao seu filho ao mundo digital, ele sabe o que é suposto fazer.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia: um valioso recurso ou uma permanente dor de cabeça?</strong></h2>



<p>Comunicar, brincar, aprender e distrair são quatro verbos a que um telemóvel, uma consola, um computador ou uma televisão podem estar positivamente ligados. Contudo, para que esse elo seja mesmo positivo há aspetos que não podem ser ignorados: informação, função, tempo, qualidade e monitorização. Neles reside em grande medida a diferença entre tecnologia ser um valioso recurso e transformar-se numa permanente dor de cabeça.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há coisas que não deixa o seu filho fazer sozinho por considerar que ele ainda não tem responsabilidade suficiente para o fazer. Fará sentido deixá-lo à deriva pelos mundos digitais?&nbsp;</strong></h2>



<p>Verifico tanta superproteção em áreas em que as crianças beneficiariam de maior autonomia e assisto, com receio, confesso, a um excesso de confiança nas crianças e adolescentes (no início da adolescência) quanto ao uso que fazem das tecnologias. Efetivamente, por especificidades do neurodesenvolvimento o seu filho não será capaz de &#8211; de forma ágil &#8211; parar, controlar impulsos, antecipar consequências, discernir o adequado do não adequado. E por isso, a supervisão é essencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Supervisão não é controlo. Proibir não costuma ser a melhor forma de assegurar segurança. Em vez de interditar, eduque para a responsabilidade, de acordo com a idade (e maturidade) do seu filho.&nbsp;</strong></h2>



<p>As boas notícias não apagam os riscos e estes estão à espreita. O assunto é sério e os perigos são reais. Apesar de ter nascido numa era digital, isso não é sinónimo de que o seu filho tenha nascido com a capacidade de autorregulação. Não faz sentido deixá-lo em autogestão na relação que faz com a tecnologia. Da mesma forma que o ajuda a controlar, por exemplo, a quantidade de doces que consome, também faz sentido interferir e regular o consumo de tecnologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância da qualidade das interações com os dispositivos eletrónicos</strong></h2>



<p>Embora seja tentador definir limites de horas que se revelem seguros e saudáveis para o uso de tecnologia na família, vários grupos de especialistas acreditam agora que as recomendações focadas em quantidade de tempo deixam de ser as mais úteis. A Academia Americana de Pediatria, mais recentemente, tem apostado, nas suas recomendações, em realçar a importância da qualidade das interações com os dispositivos eletrónicos e não dar destaque à dimensão quantidade de tempo. Apesar disso, o recurso à tecnologia nunca deverá impedir o movimento, as <a href="https://simplyflow.pt/brincar-e-um-direito-das-criancas-todos-os-dias-do-ano/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brincadeiras</a> criativas, as interações cara a cara, a aprendizagem “pondo a mão na massa”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Independentemente da idade, quando abrir a porta da tecnologia ao seu filho&#8230;</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Explique-lhe as regras básicas de etiqueta a adotar no mundo virtual;</li>



<li>Na escolha de jogos, aplicações e programas, respeite sempre as idades recomendadas. Acontece, por exemplo, que o filme aparentemente mais inócuo pode esconder estímulos que, em idades para o qual não é recomendado, podem desencadear medos e <a href="https://simplyflow.pt/como-criar-criancas-seguras-e-felizes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inseguranças</a>;</li>



<li>Recorra a pequenos acordos (ou contratos) em que ficam explicitadas todas as regras que façam sentido no seio da vossa família. «O quê? Quando? Onde? E como?» São perguntas que vos orientarão na reflexão de aspetos relevantes de navegação nesta era onde tudo parece encaixar no digital;</li>



<li>Para estimular a capacidade de autorregulação, utilizem despertadores ou ativem limites de tempo;</li>



<li>Ecrãs antes de dormir: não! A exposição à luz azul emitida pelos ecrãs perto da hora de deitar e adormecer pode inibir a produção da melatonina. Enquanto este tipo de luz parece estar associado a vigilância e foco durante o dia, a exposição a ela ao final do dia pode pregar uma partida ao cérebro, levando-o a interpretar que ainda é dia e, portanto, deixando-o ativo em vez de sonolento;</li>



<li>Promova relações reais, <em>offline</em>;</li>



<li>Estimule atividades sem ecrãs. Garanto-lhe que, se se predispuser a jogar um jogo tradicional ou de tabuleiro com o seu filho, ele vai alinhar;</li>



<li>Investigue estratégias e aplicações que permitem a utilização de controlos parentais, quer em termos de tempo, como de limitação de conteúdos. Como exemplo de uma dor de cabeça que pode surgir quando não existe nenhum tipo de controlo, digo-lhe que há crianças que acedem a conteúdos de pornografia nos seus telemóveis. Crianças! Escusado será dizer que a pornografia é uma temática que, quando acedida de forma precoce e descontextualizada, pode criar diversos mal-entendidos e visões enviesadas da realidade;</li>



<li>Abaixo o sedentarismo. Tecnologia em casa e todos a mexer, porque a tecnologia não pode ser um entrave à prática de atividade física.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resumindo…</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-qYE1D' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não é necessário olhar para a <a href="https://simplyflow.pt/como-gerir-o-uso-da-tecnologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tecnologia</a> como algo a abolir. Foque-se em ensinar hábitos saudáveis que o seu filho levará para a vida;</li>



<li>Ensine desde cedo. Explique que os dispositivos eletrónicos não são brinquedos. Aborde as potencialidades e também os riscos que um uso desregrado pode esconder. Respeitando sempre a capacidade de compreensão inerente à idade do seu filho, realce aspetos essenciais sobre regras de etiqueta no mundo virtual e revisite as mesmas à medida que ele vai crescendo, adaptando às novas necessidades;</li>



<li>Seja flexível. As exceções não fazem a regra. Ou seja, um tempo de tecnologia acima do habitual num determinado dia, na sequência de um trabalho escolar, de uma viagem de avião mais longa, de uma conversa por videochamada com um familiar com quem não se fala há muito tempo não será problemático;</li>



<li>Na associação ecrãs e sono seja rígido. Pelo menos 30 minutos antes de dormir todos os ecrãs devem ser desligados;</li>



<li>Não confunda monitorização com invasão de privacidade;</li>



<li>Informe e informe-se. Ajude o seu filho a tomar boas decisões, a discernir a veracidade ou segurança de certas notícias ou programas, a filtrar a informação que partilha. E como a velocidade da evolução tecnológica é estonteante, procure manter-se informado sobre o que está «na moda».</li>
</ul>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-qYE1D' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pais felizes, filhos felizes</title>
		<link>https://simplyflow.pt/pais-felizes-filhos-felizes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 05:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A felicidade é contagiosa! Pais felizes criam um ambiente familiar onde os filhos crescem mais confiantes e resilientes. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/pais-felizes-filhos-felizes/">Pais felizes, filhos felizes</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As crianças são observadoras atentas e os seus pais são os seus modelos preferenciais. Uma relação positiva entre os pais serve como modelo para os filhos. Observando a forma como os pais se relacionam, as crianças aprendem sobre as várias dimensões das relações interpessoais. Ao presenciarem respeito, afeto, compreensão e empatia na relação dos pais, tenderão a reproduzir esses valores nas suas próprias relações. E isto também é válido, desejável e possível, mesmo quando falamos de pais que (já) não são um casal, mas que funcionam como uma equipa parental, atenta e focada no crescimento harmonioso dos filhos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aquilo que faço está a ensinar algo</strong></h2>



<p>As crianças estão particularmente atentas às atitudes, à forma como os pais resolvem problemas, às suas estratégias de gestão emocional e ao seu estilo de comunicação. Nesse sentido, tudo o que um pai faz, individualmente ou na relação com os outros, incluindo o outro progenitor, serve de modelo para os filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O impacto da comunicação na educação emocional</strong></h2>



<p>Crianças que crescem num contexto de boa comunicação sentem-se mais à vontade para expressar as suas emoções, preocupações e ideias, o que fortalece os laços familiares e promove um crescimento mais saudável. Crianças que observam os pais a cuidarem de si e a gerirem as suas emoções de forma eficaz compreendem a importância das emoções e sentem-se mais <a href="https://simplyflow.pt/como-promover-a-autoestima-e-a-autoconfianca-das-criancas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confiantes</a> para contactar e gerir as suas próprias <a href="https://simplyflow.pt/o-fascinante-mundo-das-emocoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a>.</p>



<p>Crianças que crescem em contextos onde se estimula uma mentalidade flexível e de crescimento, onde os desafios são vistos como oportunidades de aprendizagem, sentem-se mais capazes de abordar e resolver os seus problemas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aquilo que mostrar é aquilo que o seu filho vai aprender</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-jbIDw' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Do ponto de vista individual, um pai ou uma mãe que cuida de si, que se sente em equilíbrio e que investe no seu autocuidado, está emocionalmente mais disponível para atender às necessidades dos filhos com consciência, atenção e respeito. Pais que cuidam de si são pais que cuidam melhor dos filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Autocuidado não é egoísmo, é generosidade.</strong></h2>



<p>Conheço muitos pais que encaram o autocuidado, ou seja, dedicar algum do seu tempo a tarefas que fomentem o seu bem-estar (uma saída com amigos, uma ida ao ginásio, uma massagem, um jantar a dois, uma aula de dança…), como um ato de egoísmo. Pelo contrário! Como costumo dizer, autocuidado não é luxo, é uma necessidade de todos os pais felizes e focados no bem-estar dos filhos. Para cuidar bem de alguém, tem de se sentir, em primeira instância, bem consigo próprio.</p>



<p>Não estará a falhar nem a prejudicar o seu filho se investir algum tempo em atividades que não incluam filhos e que sirvam para nutrir a sua saúde física e psicológica. A premissa é: para poder ser um bom cuidador, terá de estar em forma. Se estiver num registo de esforço permanente, acredite que a paciência lhe vai faltar, o discernimento lhe vai fugir, o equilíbrio dará lugar ao caos e a satisfação com a vida em geral, e com a parentalidade em particular, começará a esmorecer.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A felicidade é contagiosa!</strong></h2>



<p>Pais felizes criam um ambiente familiar onde os filhos crescem mais <a href="https://www.presenca.pt/products/criancas-confiantes-criancas-capazes?variant=40147736789149&amp;country=PT&amp;currency=EUR&amp;utm_medium=product_sync&amp;utm_source=google&amp;utm_content=sag_organic&amp;utm_campaign=sag_organic&amp;gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAiAzba9BhBhEiwA7glbar7KqAhJm9TRM9VRRZ8zw4DRPI8grbFQLV2a3TE0L2LaSNMH1_CKLxoCRrwQAvD_BwE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confiantes</a> e <a href="https://simplyflow.pt/resiliencia-uma-ferramenta-a-colocar-na-mochila-dos-nossos-filhos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">resilientes</a>.</p>



<p><strong>Pais felizes, filhos felizes: todos ganham!</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-jbIDw' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>“Eu sou a tua mãe, não sou tua amiga.” Será?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/eu-sou-a-tua-mae-nao-sou-tua-amiga-sera/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu sou a tua mãe, não sou tua amiga.” Eventualmente já recorreu a esta frase. Verdade?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>Eu sou a tua mãe, não sou tua amiga.”</em></strong></p>
</blockquote>



<p>Eventualmente já recorreu a esta frase. Tendo recorrido, consegue recuperar o contexto em que a disse? Muito provavelmente foi num momento em que procurava recuperar algum controlo na dinâmica com a sua filha (ou filho) e foi a forma que, provavelmente já em desespero, encontrou para a relembrar de algumas regras e limites. Terá surgido como resposta a um revirar de olhos, bater de porta ou bater de pés com força no chão. Verdade? Compreendo a reação. Em todo o caso, vale a pena refletir sobre este <em>“Sou a tua mãe, não sou tua amiga”</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se espera de uma mãe (ou pai)?</strong></h2>



<p>De forma muito simplista, espera-se que esteja atento e que cuide de todas as variáveis que podem impactar no bem-estar dos filhos, doseando a sua presença e interferência consoante a necessidade, as características e a idade dos filhos. Espera-se que garanta um contexto seguro para o filho crescer. Que ame incondicionalmente o filho, respeitando a sua individualidade. Espera-se que o oriente nos caminhos do crescer, ensinando-o a fazer boas escolhas, a distinguir o certo e o errado, a saber partilhar, a ser tolerante, a ser gentil consigo e com os outros, a ser responsável e respeitador. A ser, progressivamente, mais autónomo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se espera de um/a amigo/a?</strong></h2>



<p>Entre outras coisas, espera-se confiança e respeito, desejam-se momentos de diversão e partilha e almejam-se aprendizagens.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estes aspetos referidos parecem-lhe inconciliáveis?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-MOQns' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Na verdade, os alicerces de uma amizade são também alicerces da relação entre pais e filhos. São ingredientes fundamentais que nutrem relações saudáveis, que fortalecem laços afetivos com significado.</p>



<p>Uma filha (ou filho) espera que a mãe <a href="https://simplyflow.pt/criancas-confiantes-criancas-capazes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confie</a> nela, que respeite (mesmo que não concorde) os seus <a href="https://simplyflow.pt/alimente-as-paixoes-do-seu-filho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gostos</a> e as suas escolhas. Uma filha espera que a mãe a escute e procure compreendê-la. Uma filha espera que a mãe crie um espaço seguro onde pode partilhar aquilo que pensa e sente, para onde pode levar todas as suas dúvidas e anseios. Espera que lhe dê conselhos, mesmo que em seguida necessite de seguir um trajeto diferente. Uma filha espera poder divertir-se com a sua mãe e partilhar com ela momentos especiais, de conexão onde a animação pode reinar. Acredite que nenhuma mãe perde a sua autoridade porque ri e <a href="https://www.presenca.pt/products/a-brincar-tambem-se-educa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brinca</a> com os filhos, independentemente da sua idade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tudo isto é alcançável com comunicação, com expressão de expectativas e necessidades, com definição de limites.</strong></h2>



<p>Se desde sempre as regras e os limites forem explícitos, poucas vezes se verá a recorrer à frase: <em>“Sou a tua mãe, não sou tua amiga”</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A relação entre mãe e filha/o pode e deve incluir amizade.&nbsp;</strong></h2>



<p>Trata-se é de uma amizade que é expressa de maneira diferente da amizade entre crianças ou jovens da mesma idade. Por isso, uma mãe pode e deve ser amiga da filha. É possível e desejável.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>Eu sou a tua mãe e sou tua amiga.”</em></strong></p>
</blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-MOQns' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Atividades extracurriculares: sim ou não?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/atividades-extracurriculares-sim-ou-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[actividades extracurriculares]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=20708</guid>

					<description><![CDATA[<p>Atividades extracurriculares: sim ou não? A minha primeira resposta é sim! Sim, com alguns, “ses” agregados.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/atividades-extracurriculares-sim-ou-nao/">Atividades extracurriculares: sim ou não?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sabemos que, por vezes, as atividades extracurriculares surgem como uma escolha, outras vezes como uma necessidade. </strong><strong>Atividades extracurriculares: sim ou não? </strong><strong>A minha primeira resposta é sim! Sim, com alguns, “ses” agregados.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Se for uma atividade física, sim.</strong>&nbsp;</h2>



<p>Quando só há hipótese para uma atividade extracurricular, que a escolha recaia sobre uma atividade desportiva. Sabemos que a atividade física é um dos pilares da nossa saúde; portanto, este é um excelente ponto de partida. Costumo recomendar que todas as crianças e adolescentes pratiquem uma atividade desportiva para além daquilo que já fazem em contexto escolar. Os benefícios multiplicam-se consoante a atividade &#8211; física ou não &#8211; selecionada. Benefícios motores (equilíbrio, resistência, força, coordenação&#8230;.), benefícios cognitivos (capacidade de foco, decorar regras, integrar sequências e padrões&#8230;), benefícios emocionais (aprender a ganhar, aprender a perder, aprender a ser orientado e corrigido e aprender a lidar com todas as emoções que daí emergem&#8230;), benefícios sociais (cooperação, competição saudável, comunicação&#8230;) estão presentes em qualquer que seja a atividade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sim, se não for (mais) uma fonte de pressão para se ser o melhor, para se ganhar um lugar no pódio.</strong>&nbsp;</h2>



<p>A motivação para tal pode lá estar, claro. Contudo, a descontração e a diversão devem ser prioridade. As crianças devem estar felizes nas atividades que frequentam. E isso, curiosamente, não é incompatível com “medalhas”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sim, se não for uma escolha unilateral dos pais.</strong>&nbsp;</h2>



<p><em>“Nunca fiz ballet e queria ter feito, por isso vou inscrever-te”; “Queria ter aprendido a tocar piano e nunca tive essa possibilidade, vai para o piano”; “A moda agora é o surf, o meu filho também tem de ir.”</em> A abordagem, que inclusivamente responsabiliza a criança pela escolha e aumenta a sua motivação para participar na atividade deve ser, por exemplo: <em>“Para nós é importante que faças uma atividade desportiva uma vez por semana. O que gostarias de experimentar?”; “Por uma questão logística e de horários, teremos de te inscrever nalgumas atividades extra escola. O que imaginas ser mais interessante para ti?”</em>. Isto não invalida, claro, que a escolha tenha em em consideração aspetos de horário, geográficos, financeiros que a família considere relevantes.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sim, se respeitar os interesses da criança.</strong>&nbsp;</h2>



<p>Este tipo de atividades podem ser convites valiosos para a criança se conhecer a ela própria, para se expressar, para se desafiar. Importa seguir os gostos, motivações e interesses das crianças. E estes podem não estar em sintonia com os interesses dos pais. E não há nada de errado nisso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sim, se não roubar demasiado tempo ao tempo livre, da criança e da família.</strong>&nbsp;</h2>



<p>É essencial que continue a existir tempo para cenários não estruturados, para a <a href="https://simplyflow.pt/brincar-e-um-direito-das-criancas-todos-os-dias-do-ano/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brincadeira</a> livre, para a criatividade surgir e para o tempo de qualidade na família acontecer. Há efetivamente muitas crianças com agendas pesadíssimas, saindo de casa cedo e chegando a casa quando idealmente já deveriam estar a dormir. Cabe aos pais ajudar nesta reflexão com bom senso e fazer a melhor gestão possível do tema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sim, se não perturbar o horário de sono.</strong>&nbsp;</h2>



<p>O sono é outro dos pilares essenciais do bem-estar global do ser humano (e sobre o sono das crianças tanto haveria a dizer). Este deve ser um critério importante na seleção da atividade. As crianças precisam do seu tempo de sono para no dia seguinte conseguirem estar concentradas, conseguirem aceder à sua memória, conseguirem regular as suas emoções, conseguirem controlar o seu comportamento. Por isso, mesmo em adolescentes mais velhos, atividades que se prolongam noite dentro não deverão estar no topo das preferências.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sim, se a atividade não corresponder a mais tarefas que façam colagem direta com tarefas escolares.&nbsp;</strong></h2>



<p>Mesmo quando o intuito é promover o desenvolvimento cognitivo, isso consegue-se estimulando a curiosidade e através de tarefas de natureza mais lúdica e menos académica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E se começam a mostrar resistência? E quando eles querem desistir?</strong> </h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-SMzpH' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>É importante explorar o porquê, dar espaço para que a criança explique o seu ponto de vista e as suas necessidades. Muitas vezes, a vontade de desistir de uma atividade não surge da desidentificação com o que se faz, mas, sim, de variáveis emocionais – não saber lidar com a crítica, hiper exigência da criança com ela própria, impaciência, <a href="https://simplyflow.pt/bullying-e-quando-o-meu-filho-e-o-agressor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>bullying</em></a> &#8230; Depois, é importante incentivar a não se desistir à primeira. Em muitas situações é útil incentivar ao compromisso de manutenção da atividade até ao final daquele ano letivo. Claro que cada caso é um caso e, como referi, é verdadeiramente relevante compreender o que pode estar na génese de uma resistência ou recusa.</p>



<p>Acima de tudo, <strong>que as atividades extracurriculares sejam sinónimo de experiências de crescimento, em tamanho e em </strong><a href="https://simplyflow.pt/o-fascinante-mundo-das-emocoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>emoções</strong></a>!</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-SMzpH' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Relação entre irmãos: espaço de competição ou de cooperação?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/relacao-entre-irmaos-espaco-de-competicao-ou-de-cooperacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a família cresce, e ao filho único se junta um, ou mais, irmãos, um novelo de novas dinâmicas familiares surgem. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando a família cresce, e ao filho único se junta um, ou mais, irmãos, um novelo de novas dinâmicas familiares surgem. A verdade é que, à medida que as crianças crescem, e mesmo quando o Amor é imenso e partilhado por todos, as crianças “competem”, mesmo que de forma inconsciente, pela atenção e pelo afecto dos pais.</strong> </p>



<p>Quando uma criança cresce com irmãos (ou um irmão) há necessariamente partilha: de espaços, de pertences, de relações e afetos. Em si, não há nada de errado nisto. A questão é que muitas vezes os mais novos encaram a partilha como divisão, acompanhada de prejuízo, quando na verdade a partilha pode ser vista como uma oportunidade ampliada de experiências e aprendizagens. Cabe aos adultos conseguir que as crianças perspetivem a relação de irmãos como espaço de oportunidades e não de riscos permanentes.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A relação entre irmãos traduz uma partilha que soma aprendizagens em todas as dimensões – social, emocional, cognitiva e motora &#8211; mas que não anula a individualidade de cada uma das crianças.</strong></h2>



<p>Uma criança que tem um irmão mais velho e que passa muito tempo em brincadeiras imaginativas com ele, acabará por estar a ser estimulado do ponto de vista cognitivo.</p>



<p>Quando dois irmãos rivalizam por um brinquedo, um lugar no sofá ou um programa de televisão estão simultaneamente a aprender a lidar com <a href="https://simplyflow.pt/o-fascinante-mundo-das-emocoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a> desagradáveis, como a frustração por algo não acontecer como deseja &#8211; competências emocionais &#8211; e a comunicar necessidades e a negociar para chegar a um acordo &#8211; competências emocionais.</p>



<p>Quando uma criança pequena procura acompanhar o irmão mais velho nas suas aventuras no trampolim que têm no jardim há espaço para se desafiarem as competências motoras de ambos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Naturalmente, os momentos de desafio e conflito surgirão, como pode acontecer em qualquer outra relação.&nbsp;</strong></h2>



<p>Em situações de conflito, são habitualmente os irmãos mais velhos que tendem a sentir-se mais “prejudicados” porque a sua idade, associada a maturidade e a responsabilidade, lhes é apontada como a solução para todos os desentendimentos entre irmãos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De um modo geral, a atitude mais construtiva por parte do adulto é adotar uma postura neutra e curiosa, fazendo perguntas abertas que ajudem as crianças a descobrir caminhos rumo ao entendimento.&nbsp;</strong></h2>



<p><em>O que se passou? O que vos levou a este conflito? Como se sentem e acham que o outro se está a sentir? Como pensam poder chegar a uma resolução? </em><em>Como podem ficar todos satisfeitos?</em></p>



<p>O adulto deve procurar não tomar partidos, mesmo que lhe seja evidente que a razão está mais do lado de um do que de outro filho. Deve fazer perguntas que ajudem as crianças a refletir no sentido do entendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em todo o caso, a intervenção mais diretiva dos adultos é fulcral sempre que existe violência física intensa, com risco significativo associado.&nbsp;</strong></h2>



<p>Aí é essencial que o adulto aja no sentido de interromper o comportamento desadequado, recordando que é um modelo comportamental e, por isso, nunca usando a violência como forma de interromper comportamentos de violência. O adulto deve clarificar, de forma firme, que não é admissível, sob circunstância alguma, bater, morder, dar pontapés ou reagir de qualquer outra forma com a intenção de magoar o outro. É importante que o adulto se mantenha imparcial e desafie as crianças a gerar uma solução para as suas divergências.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como minimizar a possibilidade da rivalidade ter oportunidade de se manifestar?&nbsp;</strong></h2>



<p>Aqui ficam algumas sugestões:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-9Tb40' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Demonstre o seu apreço por cada uma das crianças e pelas suas qualidades únicas.</strong> Isto implica alguns desafios: não fazer comparações entre irmãos, proporcionar momentos de partilha com os pais individualmente e evitar qualquer manifestação de favoritismo.</li>



<li><strong>Dê-lhes espaço.</strong> Os irmãos partilharem tempo juntos é tão importante quanto poderem viver a sua individualidade, estando sozinhos, sozinhos com os pais e sozinhos com os amigos.</li>



<li><strong>Não alimente a ideia de que o mais velho “sabe mais ou sabe melhor” ou de que tem mais responsabilidades </strong>(como ensinar, dar o exemplo ou ser mais tolerante).</li>



<li><strong>Em situação de conflito, procure ouvir sem julgar.</strong> Quando uma das crianças faz considerações menos positivas sobre o irmão, dê-lhe a oportunidade de “deitar cá para fora” sem limitar ou criticar aquilo que ela diz sentir.</li>



<li><strong>Quando a discussão surge, procure observar e esperar, no sentido de perceber se as crianças se conseguem voltar a entender sem a intervenção de um adulto</strong>.</li>



<li><strong>Lembre-se que a sua atenção deve ser dirigida para as crianças em muitos outros momentos para além das situações de briga. </strong>Privilegie dar atenção nos momentos em que há interacções positivas e adequadas, elogiando a capacidade das crianças partilharem <a href="https://www.presenca.pt/collections/colecao-ines-afonso-marques/products/a-brincar-tambem-se-educa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brincadeiras</a> e trabalharem em equipa.</li>
</ul>



<p>Que a relação entre irmãos tenha mais espaço para a cooperação do que para a competição.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-9Tb40' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Ralhe menos, comunique mais</title>
		<link>https://simplyflow.pt/ralhe-menos-comunique-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Carla Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As relações tornam-se mais satisfatórias e os laços afetivos mais fortes quando a comunicação entre pais e filhos é um tema valorizado por todos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, garanto-lhe que é possível dar por si a ralhar menos e a usar a comunicação de uma forma mais positiva e eficaz no seio da sua família. Uma comunicação aberta beneficia de forma transversal todos os membros da família. As relações tornam-se mais satisfatórias e os laços afetivos mais fortes quando a comunicação entre pais e filhos é um tema valorizado por todos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças aprendem a comunicar, em grande medida, por observação.&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Se os pais comunicam com disponibilidade e respeito, as crianças tenderão a reproduzir esse modelo.</strong> Uma criança que se sente escutada e compreendida (compreender o seu filho não significa que esteja sempre de acordo com ele) é uma criança que possui boas sementes para o desenvolvimento de uma boa autoestima. No sentido inverso, quando a comunicação entre pais e filhos é negativa e ineficaz, as crianças tenderão a sentir-se desvalorizadas e pouco compreendidas. Estas crianças tenderão a olhar para os pais como pessoas pouco disponíveis e de pouca confiança. E, no limite, as vossas interações vão estar recheadas de ralhetes pouco eficientes.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A boa comunicação favorece também a cooperação. A boa comunicação ajuda à partilha de expectativas, dando também uma maior noção de segurança às crianças.&nbsp;</strong></h2>



<p>A Associação Americana de Psicologia sublinha que <strong>escutar e dialogar são duas peças essenciais para relações saudáveis entre pais e filhos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Sendo possível, sabemos que nem sempre é fácil. Como não cair no ralhete depois de se pedir ao nosso filho 387 vezes para o nosso filho ir tomar banho? Como não ceder ao sermão quando ainda ontem lembramos o nosso filho para rever a sua mochila e hoje encontramos lá uma banana esquecida (pelo seu estado de decomposição há pelo menos uma semana)? Como fazer para escutar o nosso filho quando o cansaço se apodera de nós?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como ralhar menos e comunicar mais?</strong></h2>



<p>De facto, <strong>todas as famílias, nalgum momento, se deparam com momentos de maior desacordo, acompanhados de alguma tensão emocional</strong>. Esses momentos de conflito, não sendo agradáveis, não têm de ser verdadeiramente disruptivos, podendo ser suavizados, recorrendo a alguns cuidados comunicacionais.</p>



<p>Deixo-lhe <strong>quatro cuidados a não esquecer</strong>:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-9n74h' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>1. Manter a calma </strong>&#8211; Sabemos que na teoria é sempre mais fácil, mas se pretende manter um diálogo que seja profícuo, de pouco lhe servirá atuar de modo reativo ao sabor das <a href="https://simplyflow.pt/o-fascinante-mundo-das-emocoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a>, perdendo a calma. Se estiver a ser mesmo difícil, pode fazer uma pequena pausa, para respirar fundo e tranquilizar-se antes de retomar a conversa;</p>



<p><strong>2. Um tema de cada vez </strong>&#8211; Procure dirigir a sua atenção para um assunto de cada vez. Em momentos de maior turbilhão emocional, é fácil embrulhar assuntos, fazer emergir situações do passado, e isso pode potenciar a sensação de descontrolo e, rapidamente, todos perdem o foco da situação ou do problema sobre o qual precisam de conversar;&nbsp;</p>



<p><strong>3. Frases que começam com «eu&#8230;» são vossas aliadas</strong> &#8211;&nbsp; Para evitar reatividade de parte a parte, procure formular as dificuldades que identificam começando as frases pondo a tónica na forma como se sente. Dizer «Tu nunca pões a mesa sem ser preciso eu pedir» é diferente de «Eu sinto-me frustrada quando não ajudas a pôr a mesa das refeições». Ao iniciarmos as frases com «Eu sinto-me&#8230;» colocamos o destaque na forma como nos sentimos perante uma determinada situação, ou perante certa ação, sem recorrermos à acusação, mais propensa à reatividade e ao fechamento de portas ao diálogo. Este tipo de mensagens «Eu sinto» tende a fomentar uma comunicação mais positiva, na medida em que o outro terá menos tendência a agir impulsivamente e defensivamente, uma vez que estamos a colocar o foco na forma como nos sentimos, podendo nomear-se, de qualquer forma, qual é o comportamento ou a situação que nos provoca aquela emoção;&nbsp;</p>



<p><strong>4. Sinceridade sempre</strong> &#8211; Os filhos de todas as idades possuem uma capacidade extraordinária de se sintonizarem emocionalmente com os seus pais. Um «confio em ti» verbalizado com voz trémula e semblante fechado ou um «estou orgulhosa» assente num tom de voz irónico não passarão despercebidos. Não ignore a linguagem corporal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um estilo de comunicação aberto, afetivo e eficaz exige prática.&nbsp;</strong></h2>



<p>Eu e a Carla Rocha estamos cientes disso! E precisamente por isso, reunimos no workshop “Ralhe Menos, Comunique Mais” as principais <strong>estratégias comunicacionais </strong>que o ajudarão a sentir-se <strong>mais confiante na educação do seu filho e (ainda) mais satisfeito na vossa relação</strong>.</p>



<p>Garantimos-lhe duas manhãs de formação com muita prática assente naquilo que os estudos sobre comunicação eficaz nos dizem. Poderá inscrever-se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdnO1Tp7q2SzIZtzIDlcc7Vv0VaHW-7Z3BVi_ulFGNKW1JthA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lembre-se de que nem sempre sairá tudo bem, mas que, acima de tudo, o mais importante é esforçar-se para, desde sempre, fomentar uma boa comunicação familiar. </strong></h2>



<p>Quem ganha? A vossa relação, que assentará em <strong>laços afetivos próximos e robustos</strong>.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-9n74h' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Parentalidade positiva: todos mais satisfeitos!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/parentalidade-positiva-todos-mais-satisfeitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade Positiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando falamos em parentalidade positiva ocorre com alguma frequência a confusão de que estamos a falar de um estilo parental em que os pais dizem que sim a todos os pedidos dos filhos, de que são pais permissivos, no meio de um reino onde são as crianças que ditam as regras. A ideia está, obviamente, errada.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando falamos em parentalidade positiva ocorre com alguma frequência a confusão de que estamos a falar de um estilo parental em que os pais dizem que sim a todos os pedidos dos filhos, de que são pais permissivos, no meio de um reino onde são as crianças que ditam as regras. A ideia está, obviamente, errada.</strong></p>



<p>A parentalidade positiva assenta num estilo parental que conjuga regras e limites claros, no seio de relações plenas de afeto e respeito mútuo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Na parentalidade positiva procura dirigir-se a atenção para comportamentos e gestos ajustados e louváveis, reforçando-os positivamente.&nbsp;</strong></h2>



<p>Assim, estratégias comportamentais assentes na punição não são obviamente as eleitas no processo de ajudar as crianças a crescerem confiantes. Mais do que eliminar comportamentos desajustados, procura-se <strong>promover a cooperação e a adoção de comportamentos ajustados</strong>.</p>



<p>Educar uma criança com princípios da parentalidade positiva é usar os valores da família como bússolas orientadoras e é olhar para a criança e adolescente como um ser humano com necessidades próprias, com idiossincrasias temperamentais, que percorre fases de desenvolvimentos com características e tarefas inerentes distintas.</p>



<p>Globalmente, <strong>a adoção de um estilo positivo autoritativo (não confundir com autoritário)</strong>, ou seja, que implica níveis de controlo equilibrados, pais atentos e responsivos às necessidades da criança, respeito e estima presentes em todos os momentos, possibilita que <strong><a href="https://simplyflow.pt/como-promover-a-autoestima-e-a-autoconfianca-das-criancas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a criança cresça mais confiante, mais autónoma</a>, mais feliz</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As birras não vão existir? Os comportamentos de desafio não vão ocorrer? Vão.</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-9Zgni' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Mas existirão com muito menor frequência e mais centradas em fases de desenvolvimento em que a linguagem para se expressar aquilo que se pensa e se sente ainda é limitada. Adicionalmente, serão momentos geridos de forma bastante mais rápida e construtiva, onde se procura sempre deixar uma mensagem de aprendizagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A parentalidade exercida de forma positiva fortalece a qualidade dos laços emocionais entre pais e filhos.&nbsp;</strong></h2>



<p>As dinâmicas relacionais assentam no respeito mútuo e na comunicação afetiva, que se revela mais efetiva.</p>



<p>Como as crianças crescem mais <a href="https://www.presenca.pt/collections/colecao-ines-afonso-marques/products/criancas-confiantes-criancas-capazes">confiantes e capazes</a>, como os laços emocionais tendem a ser mais fortes, como tendem a existir menos momentos de tensão,<strong> a parentalidade é exercida num contexto de maior satisfação, com menos fatores de stress. Os pais sentem-se mais realizados, mais tranquilos, mais satisfeitos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Parentalidade positiva: todos mais satisfeitos!</strong></strong></h2>



<p>Aceito que possa parecer-lhe difícil e exigente (impossível, até!) que este modelo funcione. Com uma mentalidade flexível e de crescimento aliada a prática e muita paciência é mesmo possível fazer diferente e fazer a diferença. E todos saem a ganhar! <strong>O bem-estar individual de cada elemento da família e a qualidade relacional saem mais fortes.</strong></p>



<p>Aceita o desafio?</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-9Zgni' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Autocompaixão &#8211; A perseverança na parentalidade</title>
		<link>https://simplyflow.pt/autocompaixao-a-perseveranca-na-parentalidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[autocompaixão]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Perseverança]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=17103</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nenhum pai nega a exigência permanente da sua missão de educar um filho. Mas estarão todos bem equipados para lidar emocionalmente com essas exigências? </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/autocompaixao-a-perseveranca-na-parentalidade/">Autocompaixão &#8211; A perseverança na parentalidade</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Se conciliar as várias dimensões da vida pode parecer nalguns momentos trabalho para um malabarista, na dimensão da parentalidade, acompanhar as necessidades de um ou vários filhos, nas suas diferentes fases de crescimento. Pode até parecer habilidade ao alcance apenas de malabaristas experientes! Ou talvez não&#8230; Irei falar-lhe da autocompaixão, uma prática que o ajudará a manter a perseverança, particularmente nos momentos de maior exigência.</strong></p>



<p>Efetivamente, não há dois dias exatamente iguais, dois filhos exatamente iguais, duas famílias exatamente iguais. Por isso, às vezes, aquilo que hoje funciona, amanhã pode não funcionar e aquilo que funciona com uns, pode não funcionar necessariamente com os outros.<strong> A perseverança perante os desafios constantes da parentalidade é facilitada se se conseguir não se perder o foco daquilo que importa e se valoriza.</strong> É aí que reside a capacidade de adaptação e de responsividade às necessidades dos filhos.</p>



<p>Como seres humanos que são, todos os pais têm os seus momentos altos e baixos, com momentos de orgulho pela forma como se relacionam com os filhos e como os ajudam a crescer, e momentos de embaraço, desânimo e confusão em relação à forma como agem ou se relacionam com os filhos, ou em relação à forma como a parentalidade ocorre.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="cuidar-de-si-com-a-mesma-consideracao-e-gentileza-com-que-trataria-um-bom-amigo-e-aquilo-a-que-damos-o-nome-de-autocompaixao-e-e-aquilo-que-o-ajudara-a-nao-deitar-a-toalha-ao-chao-quando-tudo-lhe-parece-demasiado-dificil"><strong>Cuidar de si com a mesma consideração e gentileza com que trataria um bom amigo é aquilo a que damos o nome de autocompaixão e é aquilo que o ajudará a “não deitar a toalha ao chão” quando tudo lhe parece demasiado difícil.</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-jSQ1L' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Nenhum pai nega a exigência permanente da sua missão de educar um filho. Mas estarão todos bem equipados para lidar emocionalmente com essas exigências? A autocompaixão (bem como o autocuidado) é um instrumento precioso: reduz os níveis de stress e acrescenta mais satisfação à parentalidade. Quando observa alguém de quem gosta a confrontar-se com um momento de vida mais desafiante tenderá a <strong>responder sem julgar, com amabilidade, reconhecendo que a imperfeição faz parte de qualquer ser humano</strong>. É assim, da mesma forma que acolheria um amigo, que vai querer dirigir-se a si.</p>



<p>A autocompaixão pode ser acedida mesmo durante momentos de stress. Dificilmente conseguirá ter um momento de autocuidado (ir beber um chá com amigos, tomar um banho relaxante, ir praticar desporto&#8230;) durante a birra do seu filho porque não quer ir arrumar os brinquedos, comer as ervilhas ou vestir o casaco. A boa notícia é que pode assumir uma postura compassiva qualquer que seja a situação que está a despoletar o seu turbilhão emocional, deixando de lado a autocrítica e o julgamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="mas-como-posso-ser-compassiva-o-comigo-nos-momentos-mais-desafiantes"><strong>“Mas como posso ser compassiva/o comigo nos momentos mais desafiantes?”</strong></h2>



<p>A forma mais simples de lhe explicar como ser compassivo consigo nos momentos desafiantes é: conectando-se com o momento presente, <strong>diga a si próprio o que diria a um grande amigo que estivesse na mesma situação, reconhecendo a humanidade comum que pode existir nas suas ações e <a href="https://simplyflow.pt/o-fascinante-mundo-das-emocoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a></strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="a-parentalidade-requer-infinitas-tentativas-e-erros-as-vezes-comparo-a-a-um-gps-se-a-parentalidade-fosse-um-gps-estaria-frequentemente-a-recalcular-o-melhor-percurso"><strong>A parentalidade requer infinitas tentativas e erros. Às vezes comparo-a a um GPS: se a parentalidade fosse um GPS estaria frequentemente a recalcular o melhor percurso.&nbsp;</strong></h2>



<p>Sem autocompaixão, em momentos de maior desnorte, a vergonha e a culpa encontrariam terreno para se instalar, o GPS não sairia do disco riscado “a recalcular percurso”, a perseverança cairia e você não sairia do mesmo sítio.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-jSQ1L' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<item>
		<title>O fascinante mundo das emoções</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-fascinante-mundo-das-emocoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Nov 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[educadores]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
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		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inteligência Emocional é a chave que abre portas à resiliência e que permite que uma criança construa um caminho para ser um adulto mais confiante e feliz. Falemos, então, do fascinante mundo das emoções.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-left is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>&#8211; Como te sentes?”</em></strong></p><p><strong><em>&#8211; “Bem.” “Assim assim.” “Muito mal.” “Mmmmmm…”</em></strong></p></blockquote>



<p><strong>Este não pode ser o léxico emocional das nossas crianças e adolescentes! A Inteligência Emocional é a chave que abre portas à </strong><a href="https://simplyflow.pt/resiliencia-uma-ferramenta-a-colocar-na-mochila-dos-nossos-filhos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>resiliência</strong></a><strong> e que permite que uma criança construa um caminho para ser um adulto mais confiante e feliz. Falemos, então, do fascinante mundo das emoções.</strong></p>



<p>Desempenhando as emoções um papel preponderante no nosso comportamento, nas nossas escolhas e reações, <strong>a Inteligência Emocional constitui uma área a que devemos dar atenção na educação de uma criança desde cedo</strong>. O filme da Pixar “Divertidamente” (no original “Inside Out”) ilustra de forma fantástica esta realidade. A Alegria, a Tristeza, a Repulsa, a Raiva e o Medo, transportam-nos para um painel de controlo no cérebro de uma menina e demonstram-nos como todas elas desempenham um papel crucial no comportamento e no pensamento, e em tudo o que ambos implicam. Este é um filme cuja visualização recomendo vivamente, para toda a família, e a partir do qual poderão emergir importantes reflexões e brincadeiras em torno do mundo das emoções.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Inside Out Official Trailer #2 (2015) - Disney Pixar Movie HD" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/seMwpP0yeu4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Para ajudar uma criança a crescer </strong><a href="https://simplyflow.pt/criancas-confiantes-criancas-capazes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>confiante</strong></a><strong>, feliz e resiliente, é muito importante, desde cedo, promover o desenvolvimento de ferramentas para que consiga identificar e nomear emoções que identifica em si e nos outros, para expressar as suas emoções de forma adequada e, também, fornecer-lhes estratégias para regular as suas emoções.</strong></p>



<p>O uso eficaz das emoções permite que a criança ganhe maior controlo sobre situações desafiantes, aprenda a comunicar sobre os seus estados emocionais, expresse necessidades, desenvolva relações saudáveis com a família e os amigos, e alcance maior satisfação na escola, no trabalho e na vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conversar sobre emoções em família é muito importante para o desenvolvimento da criança</strong></h2>



<p>Crescer num contexto de confiança, onde há espaço, tempo e recetividade para se conversar sobre emoções, permite que as crianças e os adolescentes desenvolvam uma relação adequada com esta dimensão das suas vidas, incentivando-os a <strong>expressar livremente aquilo que sentem </strong>e a ter oportunidade de <strong>empatizar com as experiências emocionais de outras pessoas</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Inteligência Emocional é uma competência importante que deve ser desenvolvida com a ajuda dos pais, educadores e professores.</strong></h2>



<p>Uma meta-análise publicada em 2020 na revista “Psychological Bulletin” reforça aquilo que diferentes estudos nos últimos anos têm evidenciado: <strong>pessoas emocionalmente inteligentes apresentam melhores desempenhos nos seus trabalhos, são mais saudáveis e apresentam melhores índices de bem-estar</strong>. Adicionalmente, salienta que a Inteligência Emocional é uma competência importante a ser desenvolvida nos estudantes, como promotor do seu bem-estar e sucesso futuros, sendo efetivamente um poderoso preditor de sucesso académico.</p>



<p>Pais, educadores e professores: <strong>não podemos fechar os olhos a isto!</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Inteligência Emocional pode e deve ser promovida desde o nascimento.</strong></h2>



<p>O que implica saber?</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-wyYvZ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Identificar e nomear emoções, em si e nos outros;</li><li>Expressar emoções de forma adequada;</li><li>Possuir e usar estratégias de regulação emocional.</li></ul>



<p><strong>Uma criança emocionalmente inteligente possui maior controlo sobre reações instintivas em condições de stress, sabe comunicar o seu estado emocional, desenvolve relações interpessoais satisfatórias, tem mais sucesso na escola, no trabalho e na vida. </strong>Ou seja, crianças emocionalmente inteligentes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>sabem reconhecer e dar nome às suas emoções;</li><li>reconhecem e compreendem o que os outros expressam e sentem;</li><li>têm maior capacidade de autocontrolo – agem, não reagem;</li><li>conseguem tranquilizar-se de forma mais autónoma;</li><li>têm uma mentalidade de crescimento, na procura de soluções face a contrariedades;</li><li>são mais criativas,</li><li>relacionam-se com os outros de forma satisfatória;</li><li>confiam mais em si próprias.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vamos tratar as emoções por tu?</strong></h2>



<p><strong>Não há emoções certas ou erradas, boas ou más, positivas ou negativas.</strong> Por vezes, tendemos a rotular emoções como a tristeza ou a raiva como “más” porque não gostamos de as sentir. Contudo, <strong>todas as emoções fazem parte de uma paleta de emoções que os seres humanos possuem e não existe forma certa ou errada de as experienciar</strong>. Julgar uma emoção como certa ou errada, boa ou má, positiva ou negativa pode conduzir-nos a um registo de sofrimento, pelo simples facto de nos estarmos a distanciar daquilo que estamos a sentir.<strong> É muito mais eficaz olhar para as emoções como confortáveis ou desconfortáveis, agradáveis ou desafiantes, mais ou menos ativadoras.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nós não somos as nossas emoções; elas não nos definem.&nbsp;</strong></h2>



<p>Pode acontecer quando experienciamos uma determinada emoção de forma prolongada, começar a olhar para ela como parte da nossa identidade. Por exemplo: “Sinto-me triste” como se dissesse “Eu sou a minha tristeza”. Recordemos que <strong>as nossas emoções são apenas uma peça de um complexo e enorme puzzle que somos</strong>. Sentir uma emoção desagradável não significa que somos essa emoção. A subtileza na escolha das palavras que usamos, pode fazer toda a diferença para a forma como realmente nos sentimos. “Sou uma pessoa triste” é muito diferente de “Sinto-me triste”. Acresce que <strong>sentirmos uma emoção desagradável não significa que haja algo de errado connosco ou que tenhamos feito algo de errado</strong>. <strong>Ajude o seu filho a reformular o discurso sempre que ele se definir como uma emoção</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nós não nos livramos das emoções.&nbsp;</strong></h2>



<p>Por vezes podemos cair na tentação de ignorar, acumular ou esconder emoções desagradáveis. Por exemplo, poderemos pensar coisas como “Não me posso sentir triste tantas vezes”, ou “Ninguém fica nervoso como eu.” <strong>Não nos podemos forçar a não ter emoções, na medida em que estas são respostas a eventos, internos (como uma memória) ou externos (como algo que se experiência ou que nos acontece). </strong>Entrar num registo de evitamento apenas faz com que aquilo que evitamos ainda se torne mais impregnado. Aceitar que, por vezes, essas emoções vão surgir, da mesma forma que aceitamos que os dias de chuva e vento surgem, apesar de preferirmos os dias luminosos e amenos, é mais eficaz do que tentar fugir delas.</p>



<p>Quanto mais procuramos não pensar em algo (geralmente porque causa algum grau de desconforto), mais esse tema surge como uma pipoca saltitante na nossa mente. Quer ver?&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Desafio 1: </strong>Durante o próximo minuto, pense em tudo o que quiser, exceto em elefantes cor-de-rosa às bolinhas amarelas. É proibido pensar em elefantes cor-de-rosa às bolinhas amarelas. Esforce-se por não pensar neles.&nbsp;</li><li><strong>Desafio 2:</strong> Durante o próximo minuto, pense em tudo o que quiser. Na eventualidade de lhe surgir no pensamento a imagem de algum elefante cor-de-rosa às bolinhas amarelas, repare nesse pensamento e deixe-o ir, como se fosse uma nuvem no céu.</li></ul>



<p><strong>Conclusões:</strong></p>



<p>Qual dos dois desafios foi mais tranquilo? Em qual deles se sentiu mais relaxado? E em maior controlo? Em qual dos desafios teve de lidar com mais elefantes?</p>



<p>Esta é a importância de evitarmos dizer a alguém que se sente incomodado com um determinado assunto: “Para te sentires melhor, não penses nisso”. É uma estratégia muito pouco eficaz.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um determinado estado emocional não dura para sempre.</strong>&nbsp;</h2>



<p>Quando experienciamos a mesma emoção com frequência é fácil pensar: “Nunca vou deixar de me sentir zangada”, ou “Vou sentir-me triste para sempre”. A<strong>s emoções surgem e desaparecem de forma natural e fluída</strong>, tal como as ondas do mar. <strong>A sua presença, por vezes, persiste porque escolhemos estratégias pouco eficazes para lidar com elas. </strong>Ainda assim, não só o tempo fará o seu papel, como podemos recorrer a estratégias de regulação emocional eficazes, que permitam tolerar melhor o desconforto e suscitar novas emoções.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As nossas emoções são únicas.&nbsp;</strong></h2>



<p>Todas as pessoas são capazes de experienciar as mesmas emoções, mas as pessoas podem sentir diferentes emoções em resposta às mesmas situações. E cada pessoa pode experimentar a mesma emoção de forma diferente, consoante a situação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E, em grande medida, como é que se aprende, pratica e testa isto tudo? Através do <a href="https://www.instagram.com/p/CHSTDvXsGor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brincar</a>!</strong></h2>



<p><strong>Sugestão: “As emoções são parecidas com as ondas do mar”</strong></p>



<p>Pegue numa folha de papel e desenhe ondas, enquanto fala com o seu filho sobre as emoções. Ondas grandes e ondas pequenas. Atribuam o nome de uma emoção a cada onda. Conversem sobre aquilo que observam no mar, na praia: ondas grandes, ondas pequeninas, ondas fortes, ondas suaves&#8230; Conversem também sobre as estratégias que usam para abordar as ondas: mergulhar, flutuar, surfar, apanhar a onda, saltar&#8230; Relacione o tema das ondas com o tema das emoções. Há emoções mais agradáveis e outras menos agradáveis. Há emoções que nos fazem sentir mais energia e outras menos energia. Às vezes surgem com intensidade e outras vezes quase nem damos por elas. Há emoções que nos fazem querer fugir e outras que nos fazem querer que persistam. Há emoções que ficam muito tempo e outras são muito breves.</p>



<p></div>
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		<item>
		<title>Bullying: E quando o meu filho é o agressor?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/bullying-e-quando-o-meu-filho-e-o-agressor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[bullying]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Afonso Marques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se é verdade que todos os pais gostariam de nunca ouvir que o seu filho é vítima de bullying, é igualmente verdade que nenhum pai gostaria de saber que o seu filho faz bullying a outras crianças. É potencialmente doloroso imaginar que o nosso filho provoca sofrimento a outros.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Se é verdade que todos os pais gostariam de nunca ouvir que o seu filho é vítima de </strong><strong><em>bullying</em></strong><strong>, é igualmente verdade que nenhum pai gostaria de saber que o seu filho faz </strong><strong><em>bullying</em></strong><strong> a outras crianças. É potencialmente doloroso imaginar que o nosso filho provoca sofrimento a outros.</strong></p>



<p>Pontos prévios à leitura das linhas que se seguem: o seu filho não é uma má criança e você não está necessariamente a fazer nada de errado.</p>



<p>Vítima, agressor e observador:<strong> </strong>Todos estão sujeitos a níveis de stresse significativo e todos eles, ainda que em dimensões diferentes do seu desenvolvimento social e emocional, beneficiarão de apoio, quer da rede de suporte próxima quer de ajuda profissional. O agressor tende a ser aquele que é “vítima” da menor disponibilidade para ser compreendido. Em todo o caso, para lá de um comportamento, ou um conjunto de comportamentos, inequivocamente reprováveis e inaceitáveis, há uma pessoa que precisa de ser escutada, compreendida e ajudada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma criança que manifesta comportamentos de </strong><strong><em>bullying</em></strong><strong> não é necessariamente uma criança má.&nbsp;</strong></h2>



<p>Os motivos que levam uma criança a ser um agressor podem ser diversos, todos eles, nalguma medida, traduzindo dificuldade em termos de competências sociais e emocionais, bem como necessidade de ajuda.</p>



<p>Poderá ser uma criança que, ela própria, está a ser vítima de abuso e ao tornar-se no agressor procura readquirir alguma sensação de controlo, sendo hostil para com os outros.</p>



<p>Poderá ser uma criança que busca, em desespero, atenção dos outros, quando outras formas, mais ajustadas, de a obter falharam.</p>



<p>Poderá ser uma criança com maior dificuldade em controlar os impulsos.</p>



<p>Poderá ser uma criança com dificuldade na interpretação dos comportamentos dos outros, lendo as ações dos outros como hostis, mesmo que de hostis nada tenham.</p>



<p>Poderá ser uma criança com dificuldades na empatia, uma importante dimensão da inteligência emocional.</p>



<p>Poderá ser uma criança insegura, com um autoconceito fragilizado que vê neste tipo de comportamentos uma forma de se sentir “mais forte”, mais <a href="https://simplyflow.pt/como-criar-criancas-seguras-e-felizes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">capaz</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando se fala de<em> bullying</em> é essencial levar o assunto a sério. </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ji7mo' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Nunca encare o <em>bullying</em> como uma coisa de crianças sem importância ou como uma fase porque todas as pessoas passam. O impacto negativo do <em>bullying </em>– mesmo para o agressor – no desenvolvimento global da criança é real. Mesmo quando o agressor é o seu filho importa: avaliar, compreender e intervir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A comunicação é amiga de todos.</strong></h2>



<p>Não saltar de imediato para a crítica. <strong>Escutar e compreender.</strong></p>



<p><strong>Procure descobrir os “porquês”.</strong> É fundamental tentar ler a realidade do ponto de vista da criança e procurar perceber o que poderão esconder os seus comportamentos reprováveis. Embora possa ser tarefa difícil para o adulto, que provavelmente deseja saltar de imediato para a aplicação de algum tipo de consequências, encontrar espaço para escutar é fundamental. E, escutar e compreender não significa, obviamente, ser conivente ou validar aquilo que a criança fez. Aliás, para se poder agir de forma efetiva é mesmo importante avaliar bem a situação e conhecer a “origem do problema”.</p>



<p><strong>Seja claro quanto ao facto de reprovar quaisquer comportamentos de </strong><strong><em>bullying </em></strong>– insultar<em>,</em> gozar, ameaçar, bater, espalhar rumores&#8230; – e que os mesmos terão de ser imediatamente interrompidos. Simultaneamente, <strong>mostre que se encontra disponível para escutar aquilo que a criança tem para dizer, sobre o que pensa e sente. </strong>Com este gesto estará a modelar um importante ingrediente para relações interpessoais saudáveis, e em relação ao qual, provavelmente, a criança agressora terá dificuldade &#8211; a empatia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Envolva a criança na resolução do problema.&nbsp;</strong></h2>



<p>Perguntando, por exemplo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>“Como pensas que poderemos parar estes comportamentos?”&nbsp;</em></li><li><em>“Que mudanças será necessário introduzir?”&nbsp;</em></li><li><em>“Como reagirás a partir de agora perante a criança em relação à qual foste abusivo?”</em></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Depois, procurar ajuda.</strong></h2>



<p>Um psicólogo clínico poderá ajudar a identificar as vulnerabilidades da criança e a traçar um plano de intervenção ajustado às suas idiossincrasias e às suas necessidades. Em princípio este irá incidir sobre: desenvolvimento da inteligência emocional, treino de competências de comunicação, aprendizagem de estratégias para gestão de emoções difíceis, treino de autocontrolo comportamental, modificação da relação com pensamentos-armadilha, fortalecimento de um autoconceito positivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, então, não há consequências?</strong></h2>



<p>Claro que sim. A criança que agride necessita compreender que as suas ações têm impacto nos outros e que têm consequências para os outros e para si próprias. Nesse sentido, quando uma criança é agressora, deverá aprender que qualquer escolha comportamental, acarreta uma consequência. Que consequência? Depende de diversas variáveis e deverá ser avaliada situação a situação, podendo incluir o reconhecimento do erro e um pedido de desculpas, a retirada de privilégios, a reposição de algo estragado ou da verdade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E de futuro?</strong></h2>



<p>Mantenha-se atento e conectado com o seu filho, disponível para o diálogo, identificando quaisquer sinais de instabilidade.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-ji7mo' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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