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	<title>Helena Magalhães, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Helena Magalhães, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>10 livros para ler este verão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Helena Magalhães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2020 07:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não há altura melhor para colocar os problemas de lado e viajar para outros mundos através&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/10-livros-para-ler-este-verao/">10 livros para ler este verão</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não há altura melhor para colocar os problemas de lado e viajar para outros mundos através de uma boa leitura.</strong></p>



<p>Até as leitoras menos rotineiras sabem que o verão é a altura propícia para pegar numa novidade que acabou de sair ou naquele livro que anda a arrastar entre a mesinha de cabeceira e o sofá. Andamos mais relaxados, temos mais tempo e, acima de tudo, o calor convida a longas tardes deitadas ao sol com uma bebida e um bom livro.</p>



<p>Deixe-me dizer-lhe, leitora, que tenho boas memórias de verões deliciosos em que os livros me compreenderam tão bem. Algures a meio do calor tórrido de Agosto de 2010, estava de coração partido e, talvez por isso, me tenha identificado tanto com a Emma e o Dexter em “Um Dia” de David Nicholls. Em Julho de 2013 descobri, por acaso, “As Raparigas de Riade” de Rajaa Al-Sanea numa feira de rua enquanto passava férias no Alentejo. O meu namorado da altura não compreendeu porque queria tanto comprar um livro que retratava raparigas árabes e deve ter, certamente, revirados os olhos porque, sim, ele tinha muito esse hábito. E claramente não era amor para a vida toda. Passei algumas tardes do verão de 2016 a chorar na praia. Não por nenhum namorado, calma. Mas porque me tinha cruzado com “O Rouxinol” de Kristin Hannah e foi uma leitura avassaladora. E não podia deixar de referir o final do verão passado quando, no <a href="https://www.bookgang.pt/">Book Gang</a> (clube do livro digital que pode seguir no <a href="https://www.instagram.com/hmbookgang/">Instagram</a>), descobrimos o “Lá, Onde o Vento Chora” que acabou por se tornar um dos favoritos do ano.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-12064" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-1536x1024.jpg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20-1120x747.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/livrosparalerverao_Jul20.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Tenho tantas memórias com livros em viagens, piscinas, praias, férias com amigas, namorados, família, porque há livros para levar connosco para todo o lado. E não há altura melhor para colocar os problemas de lado e viajar para outros mundos através de uma boa leitura. Deixo aqui algumas sugestões que se vão tornar boas companhias nos próximos meses de verão. E não se esqueça do protetor solar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. A Cidade das Mulheres, Elizabeth Gilbert </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img decoding="async" width="198" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-198x300.jpg" alt="" class="wp-image-12067" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-198x300.jpg 198w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-677x1024.jpg 677w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-768x1161.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-460x696.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-160x242.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-320x484.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-480x726.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert-640x968.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/A-Cidade-das-Mulheres-Elizabeth-Gilbert.jpg 898w" sizes="(max-width: 198px) 100vw, 198px" /></figure></div>



<p>Este livro é uma viagem a Nova Iorque no pré e pós II Guerra Mundial pela voz de Vivian Morris que recorda a sua épica história de vida naqueles anos de loucura, sexo e liberdade. É, acima de tudo, uma ode ao feminismo e uma leitura cheia de mensagens sobre a entrada na vida adulta, a responsabilidade e o ficarmos em paz com os nossos erros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Sempre Tu, Colleen Hoover </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img decoding="async" width="198" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sempre-Tu-Colleen-Hoover-198x300.jpg" alt="" class="wp-image-12074" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sempre-Tu-Colleen-Hoover-198x300.jpg 198w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sempre-Tu-Colleen-Hoover-160x242.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sempre-Tu-Colleen-Hoover-320x485.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sempre-Tu-Colleen-Hoover.jpg 400w" sizes="(max-width: 198px) 100vw, 198px" /></figure></div>



<p>Uma história emocionante e intensa contada a duas vozes – pela mãe e pela filha. Após um acidente trágico com o pai, as duas vão tentar refazer as suas vidas no meio de segredos e dores que são arrastadas pela perda. Colleen Hoover nunca desilude e traz-nos mais um grande romance para este verão, ideal para leitoras mães e leitoras jovens.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Viver e Amar em Brooklyn, Emma Straub </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="201" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Viver-e-Amar-em-Brooklyn-Emma-Straub-201x300.jpg" alt="" class="wp-image-12076" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Viver-e-Amar-em-Brooklyn-Emma-Straub-201x300.jpg 201w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Viver-e-Amar-em-Brooklyn-Emma-Straub-160x239.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Viver-e-Amar-em-Brooklyn-Emma-Straub.jpg 250w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></figure></div>



<p>Eu diria que Emma Straub escreve para as leitoras adultas porque gosta de escrever sobre a vida após a juventude, a nostalgia que nos deixa. E neste romance fabuloso que passou completamente despercebido em Portugal, examina a natureza do amor, sexo, relações e amizades e a forma como nos ajustamos à nossa identidade à medida que envelhecemos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. Onde Cantam os Grilos, Maria Isaac </strong></h2>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="196" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Onde-Cantam-os-Grilos-Maria-Isaac-196x300.jpg" alt="" class="wp-image-12071" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Onde-Cantam-os-Grilos-Maria-Isaac-196x300.jpg 196w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Onde-Cantam-os-Grilos-Maria-Isaac-160x245.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Onde-Cantam-os-Grilos-Maria-Isaac-320x490.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Onde-Cantam-os-Grilos-Maria-Isaac.jpg 350w" sizes="(max-width: 196px) 100vw, 196px" /></figure></div>



<p>Um romance mágico escrito em Português e que conta a história desta família pelos olhos do pequeno Formiga que foi deixado à porta da Herdade dos Vaz quando era apenas um bebé. Há lendas e maldições, há segredos escondidos e um leque de personagens tão caricatas que é impossível não nos apaixonarmos por esta família tão portuguesa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. Nove Perfeitos Desconhecidos, Liane Moriarty</strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="201" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Nove-Perfeitos-Desconhecidos-Liane-Moriarty-201x300.jpg" alt="" class="wp-image-12069" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Nove-Perfeitos-Desconhecidos-Liane-Moriarty-201x300.jpg 201w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Nove-Perfeitos-Desconhecidos-Liane-Moriarty-160x239.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Nove-Perfeitos-Desconhecidos-Liane-Moriarty-320x478.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Nove-Perfeitos-Desconhecidos-Liane-Moriarty.jpg 335w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></figure></div>



<p>Imagine este cenário: uma escritora caída em desgraça, uma família em luto, um casal que ganhou a lotaria, um antigo jogador de futebol esquecido, uma mãe abandonada pelo marido que a troca por outra amante mais nova e um advogado gay que só representa mulheres. E o que era suposto ser um retiro espiritual acaba por se tornar numa experiência hilariante. A melhor parte desta leitura é a sátira e o humor com que todos vão vivendo esta bizarra semana.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6. O Jogo do Crime, Rachel Abbott </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="198" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/O-Jogo-do-Crime-Rachel-Abbott-198x300.jpg" alt="" class="wp-image-12070" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/O-Jogo-do-Crime-Rachel-Abbott-198x300.jpg 198w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/O-Jogo-do-Crime-Rachel-Abbott-160x242.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/O-Jogo-do-Crime-Rachel-Abbott-320x484.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/O-Jogo-do-Crime-Rachel-Abbott.jpg 400w" sizes="(max-width: 198px) 100vw, 198px" /></figure></div>



<p>Um grupo de amigos é convidado para um fim-de-semana que se torna num jogo viciante e doentio para Lucas tentar encontrar quem assassinou a sua irmã um ano antes naquele mesmo local. Há segredos e todos são suspeitos mesmo até ao fim&#8230; Este é daqueles livros viciantes e cheios de suspense que nos absorve de tal forma que tudo o resto à nossa volta desaparece por completo. Até pode cair um avião no meio da praia&#8230; vai continuar dentro deste jogo misterioso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7. Sou um Crime, Trevor Noah </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="199" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sou-um-Crime-Trevor-Noah-199x300.jpg" alt="" class="wp-image-12075" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sou-um-Crime-Trevor-Noah-199x300.jpg 199w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sou-um-Crime-Trevor-Noah-160x242.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sou-um-Crime-Trevor-Noah-320x483.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Sou-um-Crime-Trevor-Noah.jpg 363w" sizes="(max-width: 199px) 100vw, 199px" /></figure></div>



<p>A autobiografia do famoso comediante Trevor Noah é um relato magnífico e uma leitura pertinente para este momento que estamos a viver no mundo. Nascido em pleno Apartheid na África de Sul e filho de uma mãe negra e um pai branco, este livro é a história de quem nunca pertenceu a lado nenhum mas cedo aprendeu a desafiar tudo o que o rodeava numa sociedade mergulhada em racismo e crimes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>8. Os Otimistas, Rebecca Makkai </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="240" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Os-Otimistas-Rebecca-Makkai-240x300.jpg" alt="" class="wp-image-12072" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Os-Otimistas-Rebecca-Makkai-240x300.jpg 240w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Os-Otimistas-Rebecca-Makkai-160x200.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Os-Otimistas-Rebecca-Makkai-320x400.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Os-Otimistas-Rebecca-Makkai.jpg 400w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></figure></div>



<p>É uma leitura longa mas uma viagem extraordinária entre os anos 20, no auge da crise da sida em Chicago, e os dias de hoje em Paris com um grupo de amigos gays e os seus aliados heterossexuais. Um livro que nos faz emocionar com os sentimentos de medo, perda, dor, desconhecido, memórias antigas e o peso das tragédias do mundo na nossa vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>9. Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="240" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Amor-de-Perdição-Camilo-Castelo-Branco-240x300.jpg" alt="" class="wp-image-12068" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Amor-de-Perdição-Camilo-Castelo-Branco-240x300.jpg 240w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Amor-de-Perdição-Camilo-Castelo-Branco-160x200.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Amor-de-Perdição-Camilo-Castelo-Branco-320x400.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Amor-de-Perdição-Camilo-Castelo-Branco.jpg 400w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></figure></div>



<p>Há muitas alturas do ano em que se pode desculpar por não ter paciência para conhecer clássicos. Mas o verão não é uma delas. “Amor de Perdição” é um dos mais icónicos romances portugueses que (se nunca leu) tem de ler. A história de amor de Simão e Teresa é trágica mas é um livro cheio de humor intemporal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>10. Raparigas como Nós, Helena Magalhães </strong></h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="199" height="300" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Raparigas-como-Nós-Helena-Magalhães-199x300.jpg" alt="" class="wp-image-12073" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Raparigas-como-Nós-Helena-Magalhães-199x300.jpg 199w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Raparigas-como-Nós-Helena-Magalhães-160x241.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Raparigas-como-Nós-Helena-Magalhães-320x482.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Raparigas-como-Nós-Helena-Magalhães.jpg 400w" sizes="(max-width: 199px) 100vw, 199px" /></figure></div>



<p>Por último, gostava de sugerir o meu “Raparigas como Nós” que acompanhou tantas leitoras no verão passado. Uma ode à juventude, esta é a história de auto-descoberta de um grupo de adolescentes no início da sua vida jovem adulta contada pela voz da Isabel e que aborda as drogas, o bullying, a pressão dos pares, os primeiros amores e os laços de amizade em Lisboa no início dos anos 2000.</p>



<p>No Book Gang – clube do livro digital – pode acompanhar as nossas leituras mensais e comprar alguns destes livros que aqui sugiro na <a href="https://www.bookgang.pt/compra-ao-bg">livraria do Book Gang</a>. E todos os meses temos uma <a href="https://www.bookgang.pt/box-book-gang">box literária</a> que pode receber em sua casa com os livros desse mês. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-12061" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-768x1024.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-225x300.jpg 225w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-1152x1536.jpg 1152w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-300x400.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-460x613.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-160x213.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-320x427.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-480x640.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-640x853.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-960x1280.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20-1120x1493.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/boxverao_Jul20.jpg 1440w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure></div>



<p>Se for de férias e não tiver nada à mão, subscreva a nossa caixa mensal e receba, onde quer que esteja, leituras para o verão. “A Cidade das Mulheres” e “O Jogo do Crime” encontram-se na nossa box de Julho.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-12063" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-1536x1024.jpg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20-1120x747.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/leitura_Jul20.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Boas férias e boas leituras!</p>



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		<title>Como é ser um escritor jovem em Portugal e o futuro dos livros</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-e-ser-um-escritor-jovem-em-portugal-e-o-futuro-dos-livros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena Magalhães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 07:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LAZER]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é fácil, leitores. Deixem-me começar por vos dizer que Portugal atravessa uma crise literária sem&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não é fácil, leitores. Deixem-me começar por vos dizer que Portugal atravessa uma crise literária sem precedentes e os números de vendas de livros continuam a cair ano após ano. Mas parece que bloqueámos neste cenário. Aceitámo-lo como se fosse natural. Encolhemos os ombros e falamos com saudosismo de outros tempos. Eu vejo-o como derrotista e um reflexo do envelhecimento desta indústria que precisa urgentemente de mudar. Hoje, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, quero falar-vos sobre o que é ser escritor em Portugal em 2020. E sobre tudo o que está errado na literatura portuguesa e o seu futuro.</strong></p>



<p>Para mim, escrever sempre foi uma coisa de gente erudita. Quando penso na jovem Helena de 15 anos que sonhava em ser escritora, era um daqueles sonhos impossíveis. Uma coisa que pensamos que poderíamos fazer numa outra realidade. E eu nunca tive grandes aptidões para nada em especial. <strong>A única coisa que fazia na escola era escrever. Queria mudar o mundo. Queria fazer qualquer coisa que tivesse impacto. </strong>Foi por isso que acabei numa faculdade a estudar políticas sociais e criminologia e aos 25 anos percebi que me sentia absolutamente infeliz naquilo que, supostamente, deveria querer fazer para o resto da vida. A minha voz não era aquela.</p>



<p>Aos 15 anos, eu deveria ter sentido que podia ser escritora. Deveria ter-me sentido representada. Mas escrever era para os “Saramagos”, para os “Antónios Lobo Antunes” e as “Agustinas Bessa-Luís”. Nunca imaginei que houvesse espaço para mim, para esta rapariga meio estranha que gostava de contar histórias. E ainda não acredito que haja para muitas outras raparigas algures num quarto a devorar livros e a sonhar em escrever os seus. É por isso que <strong>agora uso a minha voz para tentar mudar a literatura em Portugal</strong>.</p>



<p>João César das Neves escrevia em 2012 no “Diário de Notícias” que Portugal é um país espantoso, com um povo capaz de feitos únicos, mas está há séculos dotado de uma elite pedante, mesquinha e medíocre. Claro que o economista não se referia à literatura, mas eu, muito humildemente, costumo usar as suas palavras para me exprimir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Faltam novos ficcionistas em Portugal? Claro que não.</strong></h2>



<p>O “Jornal de Notícias” escreveu em 2019 que os autores com menos de 35 anos são uma raridade e culpou a maturidade tardia e má qualidade do ensino. Como pode um jornal – que é parte do problema da crise literária – fazer tal afirmação? Os media são responsáveis por difundir cultura, mas quantos jornais, revistas ou programas de televisão têm segmentos literários adaptados à nossa geração? Os principais produtores, avaliadores e comentadores da literatura portuguesa são na sua grande maioria homens acima dos 50 anos. Este é o perfil de editoras, prémios, júris e imprensa. Do Júri do prémio Leya, por exemplo, apenas um membro tem menos de 40 anos. E é este gap geracional que continua a condenar e a perpetuar uma literatura portuguesa que arrasta as cinzas de um Eça ou de um Pessoa.&nbsp;</p>



<p><strong>Chamam-nos geração do ecrã, uma geração que não sabe ler e, por isso, não sabe escrever. Mas todos estes que nos condenam nada fazem para mudar este cenário. </strong>O prémio de novos autores não é entregue há 10 anos, mas há muitos novos autores a escrever livros absurdamente bons todos os anos. Livros que falam para esta geração. Ainda assim, os media, os críticos e a elite literária continuam a catalogar os novos autores – como eu – de simplistas, de autores de pouca qualidade e que não merecem mérito nem divulgação.</p>



<p><strong>Ser um escritor contemporâneo em Portugal hoje é uma ginástica que depende, em grande parte, da sorte e da sua capacidade de auto-promoção.</strong> Eu sei que tenho tido sorte. Não me dou ao luxo de pensar que foi só talento. Porque muitos autores com talento e livros extraordinários não conseguem sequer ser publicados. Esta crise é uma bola de neve da qual todos somos culpados.</p>



<p>Em primeiro lugar os media porque não apoiam nem incentivam à leitura. Esta falta de divulgação leva a que as editoras não apostem em novos autores, nem comuniquem para esta geração 20-40 porque não vão conseguir chegar até ela sem o apoio dos media. E, por isso, esta geração continua a sentir-se cada vez menos representada e, em consequência, a ler menos. É um ciclo interminável que parece não ter fim e onde ninguém parece querer dar o primeiro passo. João César das Neves tinha razão quando nos chamou de elitistas e pedantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O futuro dos livros depende da mudança urgente</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-cq8jJ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Num outro momento em 2019, o “Jornal de Notícias” também escreveu que João Reis era uma das pouquíssimas revelações da literatura portuguesa dos últimos anos. Quão ingrata é esta afirmação para todos os escritores a lançar livros que não conseguem ver divulgados porque uma elite literária estabelecida decidiu, sem os ler, que não têm qualidade? E, em entrevista, João Reis disse que é cada vez mais notória a incapacidade, por parte dos leitores, de entender o conceito de ficção, ironia ou sarcasmo, o que, desde logo, limita a criação literária. Perdoa-me João, mas é esta elite literária que continua a entender a literatura como uma arte para minorias a grande culpada pelo envelhecimento e estagnação da literatura actual. Não é a incapacidade intelectual dos leitores.</p>



<p><strong>A geração do ecrã, como nos chamam, é a geração do futuro. E a sobrevivência dos livros no mundo digital depende da sua mudança urgente e adaptação aos novos leitores. </strong>&nbsp;Se durante séculos os livros físicos persistiram, foi porque se foram adaptando às mudanças no mundo dos leitores. Mas nenhuma outra geração testemunhou uma mudança tão repentina no ambiente cultural como a nossa. Se não apoiarmos os novos autores portugueses, como irá a nossa literatura evoluir? Se não conseguirmos repensar esta arte e adaptá-la aos dias de hoje, quem serão os futuros leitores num mundo cada vez mais rápido e tecnológico? Estamos a criar adultos que não vão ler.</p>



<p>Lá fora vemos escritores novos a ascender ao sucesso mundial com livros contemporâneos ou Young Adult que conquistam gerações, são aclamados pelos media e amplamente divulgados. E <strong>por cada pessoa que se entusiasma com um livro destes e volta a apaixonar-se pelo hábito de ler, é um novo leitor que ganhamos. E isto é relevante. Isto tem impacto. Isto muda a literatura e o mundo. </strong>&nbsp;Mas Portugal continua relutante em mudar e persiste em colocar a fasquia do que é boa literatura num patamar a que nenhum leitor quer chegar nos dias de hoje. E as editoras, os media, os críticos e as lojas perpetuam este cenário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A literatura tem de se adaptar aos leitores de hoje.</strong></h2>



<p>Não se pode pedir que um jovem de 25 anos hoje se interesse por Saramago ou António Lobo Antunes ou Agustina Bessa-Luís ou Lídia Jorge ou Eça de Queiroz. Porque esta geração mudou. Não só temos mais distrações (da televisão às séries e às redes sociais), mas a nossa percepção de nós próprios mudou. Hoje também nos sentimos jovens até mais tarde. Se os nossos pais nos tiveram aos 20 anos, hoje temos toda uma geração de 30 anos que não tem filhos e ainda está a traçar o seu caminho.</p>



<p>Assim, não é disparatado que a percentagem de leitores de literatura Young Adult ronde os 60% de adultos. E é por isso que, hoje,<strong> a literatura contemporânea e jovem é cada vez mais escrita para um público entre os 20 e os 40 anos que quer fugir da realidade da vida adulta e que dá por si a ler livros com narrativas juvenis e a identificar-se. Grandes sucessos da literatura mundial são livros fortes mas fáceis de ler, muitas vezes com enredos complexos e que abordam temas transversais a qualquer idade e, claro, que nos levam a sentir as emoções da adolescência. E estas são emoções que nunca esquecemos e que nos marcam enquanto adultos para sempre.</strong></p>



<p>Um jovem que hoje não seja cativado para os livros nunca vai chegar à fase da sua vida em que vai querer ler Saramago ou António Lobo Antunes ou Agustina Bessa-Luís ou Lídia Jorge ou Eça de Queiroz. Assim, é a própria elite literária portuguesa que se está a extinguir a si própria.</p>



<p>E parece que foi preciso uma pandemia mundial para, de repente, os livros voltarem a ser tema de interesse. Basta fazer uma pesquisa no Google para encontrar jornais e sites um pouco por todo o mundo a falar de sugestões de leitura e de clubes do livro.</p>



<p><strong>Que haja algo de bom a retirar de um dos piores momentos da nossa geração. Que tudo aquilo que estamos a viver, o isolamento e o distanciamento social nos aproximem novamente dos livros. Que as quebras nas vendas façam as editoras repensar a sua comunicação. Que o medo do futuro faça os media querer falar de livros. E que nós – escritores – consigamos continuar a difundir a magia.</strong></p>



<p>Porque é disto que o mundo precisa. De magia. E ela encontra-se dentro dos livros.</p>



<p></div>
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