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	<title>Filipe Braz, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Filipe Braz, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Como proteger os olhos no inverno</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-proteger-os-olhos-no-inverno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Braz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 05:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Inverno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As conjuntivites virais têm um grande aumento de prevalência nesta estação do ano. Estas podem ser transmitidas mais frequentemente pelo contacto mão-olho.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-proteger-os-olhos-no-inverno/">Como proteger os olhos no inverno</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegados ao inverno, em Portugal refugiamo-nos mais em ambientes interiores. As festas natalícias e os meses frios e chuvosos que se seguem a isso convidam. Os passeios no exterior são geralmente trocados por permanecer mais horas no domicílio, e os parques e jardins são muitas vezes trocados por salas de espectáculos, cinemas ou grandes superfícies comerciais. E onde se reúne maior número de pessoas, especialmente em ambientes fechados, propiciam-se as condições ideais para a propagação de doenças infecto-contagiosas, especialmente as virais, predominantes nesta época do ano. E, no caso dos olhos, as conjuntivites virais têm um grande aumento de prevalência nesta estação do ano.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As conjuntivites virais têm um grande aumento de prevalência nesta estação do ano</strong>.</h2>



<p>Estas podem ser transmitidas mais frequentemente pelo contacto mão-olho. As pessoas ao tocarem numa superfície contaminada por um doente, como, por exemplo, uma porta, um botão de elevador, um terminal de pagamento automático, e depois ao levarem as mãos aos olhos, gesto tantas vezes inconsciente, são elas próprias agentes de transmissão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Transmissão por aerossóis</strong></h2>



<p>Outra das vias de transmissão frequente é por meio de aerossóis das vias respiratórias, em que os vírus são propagados pela fala, pela tosse ou pelos espirros de uma pessoa com quem tenhamos contacto. Além destes aerossóis poderem causar uma infecção respiratória alta ou baixa, podem também causar conjuntivites. Não é raro o doente com conjuntivite viral apresentar-se também com uma dor de garganta ou com uma “constipação”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Então, como prevenir as conjuntivites virais?”</strong></h2>



<p>Para prevenir estas situações, é importante desde logo <strong>evitar a auto-manipulação dos olhos e pálpebras, fazer uma higiene regular das mãos, promover o distanciamento social ou adoptar cuidados extra com quem se apresente com uma conjuntivite (evitar cumprimentos com mãos, beijos, partilhar toalhas, almofadas, maquilhagem, etc.) e, nas situações em que este não seja possível, promover o arejamento regular das divisões da casa</strong> para diminuir a carga viral em suspensão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Síndrome de olho seco e blefarites no inverno</strong></h2>



<p>Relacionado com o aumento da auto-manipulação dos olhos, estão os sintomas provocados pela <strong>síndrome de olho seco</strong> e pelas <strong>blefarites</strong> (inflamações das pálpebras, também interdependentes da síndrome de olho seco). O agravamento do olho seco no inverno é geralmente causado pelo aquecimento das habitações (radiadores, lareiras, equipamentos de ar-condicionado) e pelo uso de desumidificadores, que levam ao aumento da evaporação da lágrima. Também no exterior, o vento é causa importante para a evaporação da lágrima, e quando o vento é frio, torna-se extremamente desconfortável a sua baixa temperatura em contacto com a superfície ocular seca. Por isso mesmo muitas pessoas referem que com o vento frio têm um aumento do lacrimejo: trata-se de um lacrimejo reflexo, uma tentativa de resposta excessiva do nosso organismo para tentar “acalmar” a superfície ocular irritada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dicas para reduzir os sintomas de olho seco</strong></h2>



<p>Para diminuir as queixas de olho seco, é importante o recurso a <strong>lágrimas artificiais sem conservantes</strong>, mais ou menos viscosas, e adoptar outras medidas simples mas que também podem ajudar:&nbsp;</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-m08S5' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>reforçar a hidratação do corpo</strong> com água ou bebidas não-alcoólicas;</li>



<li><strong>usar óculos no exterior em dias de vento e frio</strong> (como efeito de barreira física);</li>



<li><strong>uso de compressas humedecidas em água quente durante uns minutos sobre as pálpebras fechadas ou mesmo uso de dispositivos que libertam calor ou calor húmido sobre os olhos</strong>.</li>
</ul>



<p>Também aqui se torna importante<strong> promover uma ventilação ocasional das divisões de casa ou do local de trabalho</strong>, abrindo as janelas para permitir que o ar seco do interior se misture um pouco com o ar mais húmido do exterior.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Protecção dos olhos na neve</strong></h2>



<p>Por fim, embora, e infelizmente para muitos de nós, Portugal não seja local frequente de queda de neve, sempre que possível, muitos portugueses não resistem a tentar uma visita a locais com neve, no nosso país ou no estrangeiro. Para esses, o melhor conselho oftalmológico que posso dar é o <strong>uso de <a href="https://simplyflow.pt/quais-os-efeitos-da-luz-solar-nos-olhos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">óculos de sol</a>, com protecção adequada contra radiação ultra-violeta</strong> sempre que se encontrarem no exterior, dado que, até mesmo em dias de alguma nebulosidade, os raios UV são altamente reflectidos na superfície da neve branca ou no gelo (mais do que até na areia clara da praia). Caso contrário, pode-se incorrer numa situação de <strong>fotoqueratite a raios UV</strong>, em que estes provocam pequenas lesões na superfície da córnea, na superfície mais exposta do olho (embora esta seja a lesão aguda mais frequente, não podemos esquecer <strong>os efeitos nefastos da radiação UV a longo prazo no cristalino</strong>, podendo, por exemplo, acelerar o aparecimento de cataratas, <strong>ou na retina</strong>).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Importância das actividades ao ar-livre</strong></h2>



<p>Um apontamento final: hoje em dia sabemos que <strong>o grande aumento da prevalência de miopia</strong> em crianças e jovens está inversamente relacionado com o número de horas que estas passam no exterior. Por isso, um conselho final: apesar de não ser a melhor altura do ano para tal, é importante <strong>manter hábitos de ter actividades ao ar-livre</strong>, mesmo que simples, como pequenos passeios ou fazer pequenas refeições no exterior sempre que o clima o permita, e <strong>tentar restringir o uso de equipamentos electrónicos como <em>smartphones</em> ou equivalentes</strong> que geralmente “prendem” os mais novos (e não só) em casa.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-m08S5' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Os nossos olhos e o outono</title>
		<link>https://simplyflow.pt/os-nossos-olhos-e-o-outono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Braz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Braz]]></category>
		<category><![CDATA[Oftalmologia]]></category>
		<category><![CDATA[oftalmologista]]></category>
		<category><![CDATA[Olhos]]></category>
		<category><![CDATA[Outono]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devemos aproveitar tudo o que o outono nos traz de bom, cuidando sempre da nossa visão, para podermos desfrutar das magníficas cores outonais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Com a chegada do outono começam também dias mais ventosos, com árvores a desfolhar e jornadas que progressivamente serão cada vez mais chuvosas e frias. Estas variáveis podem trazer consequências a nível ocular que importam prevenir.&nbsp;</strong></p>



<p>Vamos dividi-las nos principais grupos:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Conjuntivite alérgica</strong></h2>



<p>A primavera e o outono são as estações do ano mais propícias ao desenvolvimento de alergias. No caso específico do outono, os alergénios, provenientes essencialmente das árvores, apresentam maior concentração de manhã, o que explica a quantidade de olhos lacrimejantes, pruriginosos e vermelhos que surgem nas primeiras horas após sairmos de casa. Dado que nem sempre é possível evitar estes alergénios com que nos cruzamos ao sair de casa (embora possamos tomar medidas como conduzir com as janelas fechadas), é importante recorrer à lubrificação artificial com lágrimas, de modo a efectuar uma “limpeza” da superfície ocular e assim diminuir a sua concentração junto da conjuntiva. No caso de se instalar uma conjuntivite alérgica, que muitas vezes se acompanha de outras patologias alérgicas, como a rinite, os antialérgicos orais podem não ser suficientes. Regra geral, são necessários antialérgicos tópicos, de uso ocular e de prescrição médica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Conjuntivite infeciosa</strong></h2>



<p>Embora não seja a época do ano em que se verificam mais conjuntivites, o facto de podermos ter conjuntivites alérgicas, ou apenas algum prurido devido à maior concentração ambiental de alergénios mencionada acima, leva inevitavelmente a uma maior manipulação dos olhos com as mãos. E sabemos que esta é a principal via de transmissão de agentes infeciosos. Por isso mesmo, a melhor forma de prevenir conjuntivites infeciosas é evitar o contacto das mãos com os olhos. Daí a importância de recorrer a lágrimas artificiais, preferencialmente sem conservantes e, portanto, sem toxicidade ocular, sempre que sentirmos vontade de “coçar os olhos”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Olho seco</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-4CM26' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>À medida que o outono avança, o ambiente torna-se mais frio e recorremos cada vez mais a fontes de aquecimento no carro, em casa, no trabalho, nos transportes públicos, etc.. Isto leva a uma maior evaporação das lágrimas dos olhos. Para evitar a necessidade de usar tantos substitutos lacrimais, devemos desviar os fluxos de ar quente dos nossos olhos, direcionando-os para outra direção. É também muito importante reforçar a ingestão de líquidos para manter todas as superfícies mucosas hidratadas, o que evita não só problemas oculares, mas também pulmonares ou otorrinolaringológicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Trauma ocular</strong></h2>



<p>Com a queda das folhas secas e o vento, não é raro ocorrerem traumas oculares com pequenas partículas de folhas ou com os bicos aguçados destas. Além de poder provocar pequenas feridas e úlceras na córnea, também pode causar infeções, não só bacterianas, mas também fúngicas, por vezes de elevada complexidade. Nestes dias mais ventosos, os óculos são uma excelente proteção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Agressão dos raios UV</strong></h2>



<p>Apesar de estarmos no outono, ainda temos bons dias para usufruir da praia e de atividades ao ar-livre. E, embora os dias possam não estar tão quentes, podem ainda ocorrer níveis altos de radiação UV (no início do outono a radiação UV, especialmente no sul de Portugal continental e nas ilhas, atinge frequentemente o nível 7 numa escala de 1 a 10). Daí que, ao nos <a href="https://simplyflow.pt/quais-os-efeitos-da-luz-solar-nos-olhos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">expormos ao sol</a>, pelo menos no primeiro mês de outono, o uso de óculos de sol seja fortemente recomendado, prevenindo assim doenças como o desenvolvimento de cataratas ou o envelhecimento cutâneo periocular.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cuide da sua visão</strong></h2>



<p>De resto, devemos aproveitar tudo o que o outono nos traz de bom, cuidando sempre da nossa visão, para podermos desfrutar das magníficas cores outonais da melhor forma possível.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-4CM26' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Quais os efeitos da luz solar nos olhos?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/quais-os-efeitos-da-luz-solar-nos-olhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Braz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[exposição solar]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Braz]]></category>
		<category><![CDATA[luz solar]]></category>
		<category><![CDATA[óculos de sol]]></category>
		<category><![CDATA[Oftalmologia]]></category>
		<category><![CDATA[Olhos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A exposição dos olhos a raio ultravioletas, tal como acontece com a pele, o maior órgão do corpo humano, é fonte de danos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/quais-os-efeitos-da-luz-solar-nos-olhos/">Quais os efeitos da luz solar nos olhos?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vivemos num lindo país, Portugal, este pequeno rectângulo de terra e suas ilhas, beijado por mais de 800 quilómetros de Atlântico e com mais de 3000 horas de sol por ano. Contudo, a exposição solar e as suas radiações ultravioletas, potenciadas, por exemplo, pela reflexão proporcionada nas nossas praias de areia clara e de mar azul, pode trazer consequências nefastas para a nossa saúde ocular. É isso, e as suas soluções, que vamos explorar nos próximos parágrafos.</strong></p>



<p>A exposição dos olhos a raio ultravioletas, tal como acontece com a pele, o maior órgão do corpo humano, é fonte de danos; Não esquecer que quando falamos em mecanismos de proteção para os olhos, estamos igualmente a falar de proteção para a pele, nomeadamente para a pálpebra, local tão frequente de patologia provocada pelas radiações UV.</p>



<p>Os danos provocados pelos UV, apesar de poderem causar patologia aguda, são cumulativos, as mutações a nível da expressividade do material genético vão-se acumulando e proporcionam a mutação celular; daí a importância de proteger adequadamente desde a infância. Estima-se que até aos 20-30 anos já se tenha cumprido metade da exposição solar total que iremos alcançar ao longo da nossa vida, com a agravante que nessas idades o cristalino, estrutura transparente no interior do nosso olho e que quando opacifica origina a catarata, ainda é transparente e, portanto, os UVA podem alcançar facilmente a retina. Para isso contribuem fortemente as actividades realizadas ao ar-livre até essa faixa etária.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são as lesões oculares mais frequentemente associadas aos efeitos nocivos dos UV?</strong></h2>



<p>As lesões oculares mais frequentemente associadas aos efeitos nocivos dos UV são os tumores da pálpebra e da conjuntiva, a fotoqueratite aguda associada à exposição aguda à luz solar em ambientes como a neve ou no mar, o pterígio que evolui lentamente e silenciosamente, a catarata que vai ser responsável por perda de visão e a doença macular da retina, que pode assumir uma forma aguda e uma crónica, ambas responsáveis por perda de visão central, muitas vezes irrecuperável. Estas duas últimas patologias geralmente são causadas pelos UVA, dado que os UVB sendo filtrados pela córnea se associam mais a patologia palpebral e da superfície ocular.</p>



<p>À medida que a camada de ozono diminui, e isto é mais importante em determinadas latitudes, a capacidade dos raios UV serem retidos por esta camada também diminui. Vamos encontrar essencialmente os raios UV de maior comprimento de onda, os UVA e os UVB, dado que uma fina camada ozono ainda vai conseguindo reter os UVC. Podemos assim assumir que as lesões oculares são provocadas essencialmente pelos UVA e UVB, e que as nuvens podem não contribuir para a filtração dos raios UV que atravessaram a camada de ozono (por motivos físicos algumas nuvens podem inclusivamente ainda aumentar a quantidade de UV que atingem a superfície da Terra).</p>



<p>As lentes de sol e as lentes brancas devem assegurar uma protecção de 99%-100% para radiação até aos 400 micras. Devem portanto bloquear virtualmente a totalidade da radiação Ultravioleta e permitir a passagem da radiação visível para um adequado conforto visual. Essa indicação deverá estar disponível nos óculos ou lentes. Óculos de sol caros de designer ou lentes polarizadas não são, necessariamente, uma garantia de eficácia contra os raios UV.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Devemos usar óculos de sol?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-BLeyn' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Do ponto de vista prático, ao utilizarmos barreiras físicas como os óculos de sol, estamos a reduzir de forma imediata a patologia oftalmológica (pense-se em alguém que vai para a neve ou para meio do mar, fontes de enorme reflexão dos raios UV, e aí permanece sem protecção ocular solar durante umas horas; a instalação de uma fotoqueratite aguda com dor é altamente provável); Por outro lado estamos a proteger a longo prazo, evitando os tumores das pálpebras, as cataratas e até doenças da retina até ao momento incuráveis.</p>



<p>A exposição indirecta aos raios ultravioletas é uma fonte de dano que não é muitas vezes valorizada. Ambientes como a neve, mesmo no inverno e portanto com menor irradiação solar, a areia da praia, as extensas superfícies de água como o mar ou os lagos, calçada e casas de paredes exteriores brancas comportam-se como potentes fontes indirectas de radiação UV. Uma outra fonte de irradiação indirecta, que não é desprezível, podendo chegar a 30% do total, é a superfície posterior dos óculos graduados que possuem revestimento anti-reflexo. Estas camadas anti-reflexo impedem a reflexão dos raios luminosos visíveis, aumentando o contraste e a nitidez dos objectos, contudo se não estiverem preparadas para impedir igualmente a reflexão dos UV podem ser fonte considerável de radiações nocivas.</p>



<p>Tal como acontece com a pele, inclusivamente com a pele palpebral, as estruturas oculares das crianças são mais imaturas. E estruturas imaturas e mais transparentes são mais susceptíveis ao dano, quer agudo, quer cumulativo. Portanto, e assim como uma criança que passe bastante tempo ao ar-livre deve usar protector solar para evitar as queimaduras solares no momento e os tumores de pele no futuro, deve considerar-se o uso de óculos com protecção solar para evitar os danos oculares agudos e de longo prazo. A prevenção de lesões a longo prazo são ainda mais importantes ao considerarmos o constante aumento da esperança média de vida nas nossas sociedades ocidentais. Todos queremos que os nossos filhos vivam mais, mas com mais qualidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças com exposição solar significativa (que passam períodos de férias na praia, que frequentam estâncias de ski, que mesmo junto do domicílio passam muitas horas a brincar ao ar-livre&nbsp; ou em parques públicos) devem ser consideradas para uso com óculos de protecção solar durante essas ocasiões.&nbsp;</strong></h2>



<p>Uma importante diferença no que diz respeito à protecção cutânea, consiste em que o período de maior exposição ocular à radiação UV não é necessariamente o meio do dia, dado que por motivos anatómicos de localização dos globos oculares no crânio, uma percentagem muito significativa dos UV que atinge os olhos ser reflectida de outras superfícies, portanto a protecção ocular deve acontecer mesmo quando o sol está mais baixo no horizonte. E, muito importante, não devemos esquecer os chapéus com aba ou pala, que permitem logo à partida reduzir a incidência de radiação UV em 50%. Estes dois acessórios têm ainda a vantagem de serem geralmente muito bem aceites esteticamente pelas crianças.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para avós, pais e netos, os conselhos são semelhantes.&nbsp;</strong></h2>



<p>O risco pode ser reduzido com óculos com protecção ocular, preferencialmente justos à face para impedir a entrada de raios solares e para diminuir a sua reflexão na face posterior da lente. A cor das lentes deve ser adequada individualmente ao uso que se vai fazer das mesmas: mais claras para a condução, mais escuras para a praia ou neve, de tom mais amarelo para actividades como a caça ou a pesca, dado que aumentam o contraste. É igualmente importante considerar que mesmo que se usem lentes de contacto com protecção UV, estas não vão evitar as lesões nas pálpebras e na conjuntiva, tão frequentes no nosso país.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por fim, há que alertar para que o uso de lentes de sol não certificadas podem causar mais danos aos olhos do que não os usar.</strong>&nbsp;</h2>



<p>Isto sucede porque estas lentes escuras fazem com que as pupilas dos olhos se dilatem, deixando passar mais raios UVA que danificarão os cristalinos e a retina. São totalmente contra-indicadas tanto em crianças como em adultos.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-BLeyn' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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