<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Eunice Maia, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
	<atom:link href="https://simplyflow.pt/author/eunice-maia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://simplyflow.pt/author/eunice-maia/</link>
	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 Feb 2022 17:04:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2023/05/logo.png</url>
	<title>Eunice Maia, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
	<link>https://simplyflow.pt/author/eunice-maia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Lições de uma seca prolongada &#8211; 10 Ideias para poupar água</title>
		<link>https://simplyflow.pt/licoes-de-uma-seca-prolongada-10-ideias-para-poupar-agua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=17155</guid>

					<description><![CDATA[<p>A verdade é que enfrentamos uma situação de seca que se agrava, sem sinais de mudança. São inegáveis as alterações climáticas e a vulnerabilidade do nosso país, sujeito a fenómenos cada vez mais frequentes, extensos e violentos. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/licoes-de-uma-seca-prolongada-10-ideias-para-poupar-agua/">Lições de uma seca prolongada &#8211; 10 Ideias para poupar água</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde sempre que me lembro de o meu pai ter na cozinha, na banca, um alguidar para aproveitar água (higienização de alimentos, ou águas de cozedura, ou lavagem de loiça);&nbsp; na casa de banho, na zona do chuveiro, um balde para recolher água do banho; e, fora de casa, depósitos de recolha de águas pluviais em vários pontos. Práticas que vinham de trás, de décadas de uma memória de escassez e de poupança. E que eu tantas vezes, em miúda, achava exageradas e descabidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="em-que-momento-perdemos-enquanto-sociedade-a-consciencia-de-que-a-agua-e-um-um-recurso-valioso"><strong>Em que momento perdemos, enquanto sociedade, a consciência de que a água é um um recurso valioso?&nbsp;</strong></h2>



<p>Ou antes, será que com as importantes conquistas do desenvolvimento, por darmos este “ouro azul” como garantido, seguro e de qualidade, jorrando da torneira, deixámos de ter noção do que gastamos, do que desperdiçamos?</p>



<p>A verdade é que <strong>enfrentamos</strong>, tal como o <a href="https://www.ipma.pt/pt/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Português do Mar e da Atmosfera</a> (IPMA) alertara, <strong>uma situação de seca que se agrava, sem sinais de mudança</strong>. <strong>São inegáveis as alterações climáticas e a vulnerabilidade do nosso país, sujeito a fenómenos cada vez mais frequentes, extensos e violentos</strong>. </p>



<p><strong>A água</strong>, como afirmava Johan Rockstrom na sessão ‘The future of humanity on earth’, Nobel Week Dialogue, 2018 ‘Water Matters, “<strong>é a vítima número um da mudança climática. Ou porque existe em excesso, ou porque é escassa, e sempre na altura errada</strong>”.<sup>[1]</sup> Importa, por isso, rever o nosso comportamento (coletivo e individual) e começar hoje mesmo a adotar pequenos gestos de poupança hídrica e de redução do seu consumo no dia a dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="10-ideias-para-poupar-agua"><strong>10 ideias para poupar água:</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-96maO' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Usar baldes na <a href="https://simplyflow.pt/23-dicas-para-reduzir-o-desperdicio-na-casa-de-banho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">casa de banho</a> para aproveitar a água que sai do chuveiro enquanto não aquece (pode depois ser reutilizada na <a href="https://simplyflow.pt/como-reduzir-o-desperdicio-na-cozinha/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cozinha</a>, na limpeza, nas plantas, nas descargas&#8230;);</li><li>Usar um chuveiro eficiente com redutor de caudal permite passar, em média, de consumo de água de 13 litros por minuto (chuveiros tradicionais) para 6 litros por minuto;</li><li>Reduzir o volume de cada descarga de autoclismo: colocar, por exemplo, uma garrafa com água ou outro objeto no depósito, já que 41% do uso doméstico da água acontece no funcionamento das casas de banho e 28% precisamente no autoclismo;</li><li>Tomar duches rápidos;</li><li>Fechar a torneira enquanto se ensaboa, escova os dentes ou lava a loiça;</li><li>Reparar fugas e torneiras a pingar;</li><li>Encher com carga máxima a máquina de lavar roupa e de lavar loiça e escolher os programas económicos, que demoram mais tempo, mas poupam água e energia;</li><li>Dispensar a pré-lavagem; os programas de lavagem normal são eficazes e suficientemente potentes para deixarem as peças limpas;</li><li>Reduzir o consumo de carne é contribuir para mitigar a nossa dependência de água para a produção de alimentos. Os alimentos de origem animal são, entre os vários sistemas de produção de alimentos, os que apresentam uma menor probabilidade de sustentabilidade, sobretudo devido ao seu consumo de energia e de água ao longo de toda a cadeia de produção;</li><li>Repensar o nosso consumo em geral. Pensar, na ida às <a href="https://simplyflow.pt/alimentar-9-dicas-para-uma-alimentacao-e-compras-mais-conscientes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">compras</a>, na “água virtual”, referente à água que é utilizada como matéria-prima essencial para a produção de quase tudo o que consumimos e usamos, como alimentos, roupa, automóveis, eletrodomésticos. Por exemplo, um simples café envolve o gasto de 140 litros de água; para confecionar apenas uma t-shirt, são necessários 2700 litros de água; um par de calças de ganga implica o gasto de 11 mil litros de água.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="em-torno-da-agua-sugestoes-para-toda-a-familia"><strong>Em torno da água &#8211; Sugestões para toda a família:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading" id="agua-uma-exposicao-sem-filtro"><strong>&#8211; “Água &#8211; Uma exposição sem filtro”</strong></h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="660" height="370" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua.jpg" alt="água" class="wp-image-17159" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua.jpg 660w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua-300x168.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua-460x258.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua-160x90.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua-320x179.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua-480x269.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/660x371_2238_660x371agua-640x359.jpg 640w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></figure></div>



<p><a href="https://www.pavconhecimento.pt/agua-uma-exposicao-sem-filtro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Exposição no Pavilhão do Conhecimento</a>, para visitar até setembro 2022, sobre o direito básico a água potável. Ciência e tecnologia cruzam-se, num registo lúdico, cativante e consciente, convidando-nos a experimentar e a descobrir as múltiplas facetas da disponibilidade e uso deste bem essencial. </p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Vídeo promocional da exposição Água, uma exposição sem filtro" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/McRWODT1aho?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://simplyflow.pt" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading" id="o-rapaz-que-prendeu-o-vento"><strong>&#8211; “O rapaz que prendeu o vento”</strong></h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X.jpg" alt="" class="wp-image-17160" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-300x169.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-768x432.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-460x259.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-160x90.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-320x180.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-480x270.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-640x360.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/AAAABfr_BG5jW5PBiK5kTySL_8NiIPaBbZaM_VyGx8Rt_CF7NHLIJ8HPQK_EMz6sDrJmOodjmEIJZkB-O7FkJwAUb_oaIH9X-960x540.jpg 960w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>O filme ‘<a href="https://www.netflix.com/pt/title/80200047" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O rapaz que prendeu o vento</a>’, de 2019, é baseado na história verídica de William Kamkwamba. A ação desenrola-se em Masitala, no Malawi, numa comunidade rural dependente da agricultura para a sua subsistência. Aos 14 anos, William tem de abandonar os estudos porque um mau ano agrícola trouxe a fome à sua vila, já fragilizada pela pobreza. Durante o tempo de afastamento da educação formal, encontra refúgio na biblioteca, onde descobre o livro ‘Using Energy’, um compêndio sobre turbinas que o inspira a construir de um moinho de vento de 12 metros, para apanhar o vento e produzir energia, de forma a puxar água subterrânea e regar as culturas, garantindo assim alimento.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="The Boy Who Harnessed The Wind | Offical Trailer [HD] | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/nPkr9HmglG0?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://simplyflow.pt" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-small-font-size">[1] Citado em <em>O uso da água em Portugal &#8211;  Olhar, compreender e actuar com os protagonistas chave</em>, Fundação Calouste Gulbenkian, C- The Consumer Intelligence Lab, projecto de conhecimento Return On Ideas, Março 2020</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-96maO' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/licoes-de-uma-seca-prolongada-10-ideias-para-poupar-agua/">Lições de uma seca prolongada &#8211; 10 Ideias para poupar água</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que esperar de 2022 em termos de sustentabilidade?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-que-esperar-de-2022-em-termos-de-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jan 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=16906</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de um 2021 novamente marcado pela pandemia, pela crise climática e pelo (quase) fracasso da COP-26, o que esperar do novo ano no que toca à sustentabilidade?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-esperar-de-2022-em-termos-de-sustentabilidade/">O que esperar de 2022 em termos de sustentabilidade?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Depois de um 2021 novamente marcado pela pandemia, pela crise climática e pelo (quase) fracasso da COP-26, o que esperar do novo ano no que toca à sustentabilidade?</strong></p>



<p>Bem que o planeta precisa que entremos com o pé direito em 2022. Não estou a falar de sorte, mas, sim, de compromisso. Não estou a falar de rituais ou de superstições, mas de<strong> ação</strong>. Que seja um ano de ação a nível individual e coletivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O balanço de 2021</strong></h2>



<p>Houve, apesar de tudo, sementes de esperança que darão certamente frutos ao longo de 2022, <strong>como a aprovação pela Assembleia da República e promulgação da Lei de Bases do Clima</strong>&nbsp; (Lei n.º 98/2021), que sublinha, no seu artigo 2.º, que <strong>vivemos uma situação de “emergência climática”</strong>, <strong>reconhecendo que “todos têm direito ao equilíbrio climático”</strong>, que “consiste no direito de defesa contra os impactes das alterações climáticas, bem como no poder de exigir de entidades públicas e privadas o cumprimento dos deveres e das obrigações a que se encontram vinculadas em matéria climática”. Este diploma visa “promover a segurança climática” e prevê a criação futura do Conselho para a Ação Climática.</p>



<p>Ainda de 2021, destacaria igualmente a <strong>proibição de embalagens e produtos descartáveis em plástico</strong> com a aprovação, em 2 de setembro, do decreto-lei que procedeu à transposição parcial da Diretiva (UE) 2019/904, do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à <strong>redução do impacto de produtos de plástico de utilização única</strong>. Passou a ser proibida a colocação no mercado de determinados produtos de plástico de utilização única (como cotonetes, talheres, pratos, palhas, varas para balões, bem como copos e recipientes para alimentos feitos de poliestireno expandido). Esta interdição contribui não só para reduzir o consumo de produtos de origem fóssil, como para a redução da produção de resíduos, na sua maioria, não recicláveis e ainda para minimizar a <a href="https://simplyflow.pt/um-mar-de-plastico-uma-descoberta-reveladora/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">poluição marinha</a>. Por outro lado, marca igualmente a entrada em vigor do <strong>direito dos cidadãos a levarem os seus recipientes e embalagens para as superfícies comerciais</strong> (<em>take away</em>, talho, peixaria, padaria, mercearia, charcutaria&#8230;).</p>



<p>Não chega, até porque substituir o plástico por alternativas que têm, muitas vezes, maior pegada não é solução ou é tentar resolver um problema criando outro. Além disso, era também importante (e inteligente) combinar estas medidas com o <strong>Sistema de Depósito com Retorno para embalagens descartáveis</strong> (independentemente do material de que são feitas), que foi aprovado em 2018 pela Assembleia da República e que deveria entrar em funcionamento em janeiro de 2022. Caso nada seja feito para estruturar este sistema eficazmente, Portugal vai continuar a desperdiçar 4 milhões de embalagens por dia durante, pelo menos, mais um ano.</p>



<p>E se a COP-26 desiludiu por não ter havido assinatura de um documento que regulamente os Acordos de Paris, os consensos setoriais obtidos relativos às emissões de metano, à reflorestação e ao incentivo às energias limpas fizeram parte do saldo positivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os desafios de 2022</strong></h2>



<p>Curiosamente, <a href="https://simplyflow.pt/equilibrio-ambiental-motivos-para-termos-esperanca-em-2021/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste artigo</a> de janeiro do ano passado, sobre motivos de esperança, há vários pontos que se mantêm perfeitamente atuais, alguns que se concretizaram e muitos que transitam para este ano novo. Vale a pena regressar lá e fazer “check” na lista de “ecorresoluções” que foram (ou não) cumpridas. Algumas estão, sem dúvida, a revelar-se mais compridas do que cumpridas. Cabe-nos também a nós, enquanto cidadãos, neste 2022, pressionar e <strong>votar</strong> nas soluções que aceleram e salvaguardam a justiça climática.</p>



<p>Já ninguém ignora (é um facto confirmado pelo último relatório do IPCC &#8211; Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas) que <strong>as alterações climáticas são antropogénicas </strong>(causadas ou originadas pela atividade humana) e <strong>constituem um dos maiores desafios ambientais com que a humanidade se confronta no século XXI e com que se confrontará nos seguintes</strong>, devido às implicações que têm sobre a energia, a disponibilidade de água e alimentos, o ambiente e os serviços dos ecossistemas, a saúde humana e a segurança das populações, dos países e da humanidade.&nbsp;</p>



<p>Aqui ficam, por isso, <strong>algumas das áreas de atuação e dos desafios mais urgentes para 2022 e para esta década</strong>, com base no terceiro capítulo do ensaio “Alterações Climáticas”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, da autoria do professor Filipe Duarte Santos:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-WO1vb' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Ouvir a ciência</strong></h2>



<p>A pandemia veio confirmar que a ciência salva e que a cooperação e partilha de conhecimento são essenciais para ultrapassar um problema global, seja ele um vírus ou a crise climática.</p>



<p>A investigação científica é (e continuará a ser) fundamental para a <strong>avaliação integrada das vulnerabilidades, impactos e medidas de adaptação baseada em cenários climáticos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Tecnologia e clima</strong></h2>



<p>Um futuro de adaptação e resiliência climática exige, no caso do setor especialmente sensível da <strong>agricultura</strong>, o desenvolvimento de <strong>sistemas de alerta precoce de eventos extremos</strong> (inundações; ciclones; ondas de calor), sistemas de proteção e gestão de secas e inundações; adaptação das culturas a um clima progressivamente mais quente e seco e à escassez de água; e restauração dos solos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Transição energética</strong></h2>



<p>“Após décadas em que o mundo se deixou adormecer no conforto dos combustíveis fósseis e ignorou o problema das alterações climáticas, há finalmente sinais de que caminharemos para a descarbonização e neutralidade carbónica através da transição energética para as energias renováveis.” (op. cit. p. 86)</p>



<p>O <strong>acesso a energia não-fóssil barata</strong> é um dos maiores desafios do século XXI.</p>



<p>Não chega aumentar a eficiência energética; é necessário praticar a <strong>suficiência energética</strong>: <strong>alterar os comportamentos de forma a diminuir o consumo de energia </strong><strong><em>per capita</em></strong><strong> é uma questão de equidade.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Igualdade de género</strong></h2>



<p>“<strong>As mulheres são em geral mais vulneráveis aos impactos negativos das alterações climáticas</strong>. Esta vulnerabilidade resulta das desigualdades de género criadas por limitações de acesso à educação e por normas sociais, estruturas socioeconómicas, rendimentos e tipos de ocupação profissional diferenciados.</p>



<p>A diminuição da desigualdade de género contribui para aumentar a resiliência das populações às alterações climáticas.” (op. cit. p. 84)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Cidades resilientes</strong></h2>



<p>As cidades deverão contribuir de forma determinante para a solução do problema das alterações climáticas, <strong>promovendo políticas de mitigação</strong> (regulamentos, instrumentos e políticas (op. cit. p. 95):</p>



<ul class="wp-block-list"><li>urbanismo e espaços verdes</li><li>eficiência energética dos edifícios</li><li>redes elétricas inteligentes</li><li>redes de prossumidores (consomem e produzem) de energia elétrica</li><li>transportes públicos</li><li>gestão de resíduos</li></ul>



<p>Exemplos no terreno de quem já está a desenvolver a mitigação e adaptação às alterações climáticas nas zonas urbanas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Rede de Cidades C40 (<a href="https://www.c40.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">C40 Cities Climate Leadership Group</a>) &#8211; grupo de 97 cidades de todo o mundo, incluindo Lisboa, que se comprometeram a atingir os objetivos do Acordo de Paris a nível local;</li><li><a href="https://www.pactodeautarcas.eu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pacto de Autarcas para o Clima e Energia</a> &#8211; iniciativa do mesmo tipo lançada pela UE.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Integridade da biosfera</strong></h2>



<p>“A humanidade debate-se com a crise da perda da biodiversidade. A integridade da biosfera tem vindo a ser gravemente afetada por algumas atividades humanas, havendo mais de um milhão de espécies de plantas e animais que estão em perigo de extinção. Estamos perante a sexta extinção de espécies, tendo as cinco anteriores causas naturais.” (op. cit. p. 97)</p>



<p>É, portanto, essencial:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>usar de forma sustentável o oceano e os recursos marinhos</strong> (a este propósito, Lisboa receberá em 2022 a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, sob o tema da proteção e <a href="https://simplyflow.pt/dar-de-volta-ao-oceano-e-fazer-parte-da-sua-regeneracao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">regeneração dos Oceanos</a>);</li><li><strong>restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres</strong>, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação e travar a perda de biodiversidade terrestre.</li></ul>



<p>Assim, com uma Lei de Bases do Clima publicada que reconhece a situação de “emergência climática”, a <strong>neutralidade carbónica</strong> é uma prioridade para garantir a segurança climática às próximas gerações, <strong>assegurando que a temperatura global se mantém abaixo dos 1,5ºC</strong>.</p>



<p>Em 2022, queremos (e precisamos de lutar para) que as verbas massivas do <strong>Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)</strong> sirvam a implementação de medidas ambientais e climáticas e a promoção dos empregos verdes, para uma recuperação económica sustentável.</p>



<p><strong>Por um ano novo mais consciente e mais justo. A pensar numa década decisiva de transformAÇÃO.</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="800" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-1024x800.jpg" alt="sustentabilidade" class="wp-image-16908" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-1024x800.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-300x234.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-768x600.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-460x359.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-160x125.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-320x250.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-480x375.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-640x500.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-960x750.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22-1120x875.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/01/sustentabilidade_Jan22.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-WO1vb' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-esperar-de-2022-em-termos-de-sustentabilidade/">O que esperar de 2022 em termos de sustentabilidade?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>6 Desafios para o futuro do granel</title>
		<link>https://simplyflow.pt/6-desafios-para-o-futuro-do-granel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Granel]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=15947</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de um artigo sobre as vantagens de comprar a granel, regressamos ao tema, projetando o futuro deste setor e os desafios que ele nos coloca enquanto via de impacto ambiental, económico e social.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/6-desafios-para-o-futuro-do-granel/">6 Desafios para o futuro do granel</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Depois de um artigo sobre </strong><a href="https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>as vantagens de comprar a granel</strong></a><strong>, hoje regressamos ao tema, projetando o futuro deste setor e os desafios que ele nos coloca enquanto via de impacto ambiental, económico e social.</strong></p>



<p>Nos últimos anos, temos assistido ao crescimento exponencial do setor do granel não só em Portugal, mas também internacionalmente. Estima-se que haja em 2023 na Europa mais de 10 mil “package free shops”, um crescimento acompanhado pela geração de emprego estável (previsão de 10,062 a 26,937 postos de trabalho a tempo inteiro até 2023 &#8211; dados da Zero Waste Europe e da Réseau Vrac), por um contributo efetivo de redução de embalagens descartáveis, do desperdício alimentar e pela construção de circuitos agroalimentares mais curtos e sustentáveis.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Rumo a uma economia mais circular</strong></h2>



<p><strong>É fundamental reunir o setor e refletir em conjunto sobre o futuro</strong>, abordando as dificuldades, as áreas críticas e as boas práticas, congregando esforços para potenciar o seu desempenho rumo a uma economia mais circular, <strong>tirando partido do sistema de reutilização que está na base da sua missão de redução de desperdício</strong>.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, no passado dia 17 de julho, a <a href="https://www.mariagranel.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maria Granel</a>, mercearia biológica 100% a granel e primeira zero waste store nacional, organizou um webinar, com produção e apresentação a cargo da agência social good Livre Para, fundada por Bruno Lisboa e João Kraeski, embaixadores do Pacto Europeu pelo Clima, transmitido digitalmente a partir do hub criativo LaVentana, em Lisboa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-1024x683.png" alt="granel" class="wp-image-15951" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-1024x683.png 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-300x200.png 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-768x512.png 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-1536x1024.png 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-460x307.png 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-160x107.png 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-320x213.png 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-480x320.png 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-640x427.png 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-960x640.png 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site-1120x747.png 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Webinar-O-Futuro-do-Granel-Banner-Site.png 1980w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Este evento teve o apoio de Zero Waste Lab; Zero Waste Youth Portugal; Lixo Zero Portugal; Instituto Lixo Zero Brasil; Instituto Lixo Zero Portugal; C.Greener; Associação Ambientalista Zero; Mundivagante. Contou com a intervenção de 27 especialistas e profissionais, entidades e projetos nacionais e internacionais na linha da frente da inovação no setor, em várias áreas:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>economia circular (Zero; ECOnnect Portugal);</li><li>medição de impacto (B Corp; Leonor Burnay Barros);</li><li>financiamento ético (Go Parity);</li><li>tendências e marketing sustentável (Joana Campos Silva, Cláudia Pereira; Gabriela Maciel; Inês Cancela; C Greener);</li><li>cadeia de abastecimento (SimBIOse UCP; Legucon UCP);</li><li>consumo consciente (Filipa Dias, Lívia Humaire);</li><li>regulação e HACCP (Nutraqual e Réseau Vrac);</li><li>zero waste e ativismo pela justiça climática (Kitchen Dates; Ana Milhazes, Zero Waste Lab, Joana Guerra Tadeu);</li><li>casos de sucesso (lojas e projetos de vários pontos do país: Quinta do Arneiro, Cindinha Bulk, Mercearia ComVida; Armazém Integral, Unii Organic; Greendet);</li><li>merchandising (Sara Dinis).</li></ul>



<p>A assistir estiveram empreendedores, investidores, consumidores, fornecedores, investigadores, representantes políticos, ativistas e entusiastas da causa da sustentabilidade, público em geral.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O futuro do granel</strong></h2>



<p>Em comunidade, refletiu-se sobre o futuro do granel, o seu impacto (social, económico e ambiental), o seu papel decisivo enquanto caminho para um <strong>consumo mais consciente</strong>, colocando-o ao serviço, de forma ainda mais eficaz e efetiva, da luta climática e da transição ecológica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6 Desafios para o futuro do granel:&nbsp;</strong></h2>



<p>Neste artigo, partilhamos seis conclusões que foram retiradas e que sintetizam os alicerces mais relevantes para construir o futuro do granel: </p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-NRDvn' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>O desafio de, em coletivo, lutarmos pela revogação dos decretos/medidas regulatórias em vigor&nbsp; que impõem a venda em pré-embalagem</strong> (ARROZ &#8211; Decreto Lei n.º 157/2017; MASSAS E FARINHAS &#8211; Portaria n.º 254/2003; AÇÚCAR &#8211; DL 290/2003 VINAGRE &#8211; Decreto-Lei n.º 174/2007,&nbsp; AZEITE &#8211; Decreto-Lei nº 76/2010; MEL &#8211; Decreto-Lei nº 214/2003), seja através do apoio de entidades como a ZERO, a DECO, ou mecanismos como o abaixo-assinado (através de um texto que apresente um olhar global sobre todas as restrições existentes e sobre a necessidade de garantir procedimentos uniformes de higiene e segurança alimentar, e não apenas centrado na questão do arroz);</li><li><strong>A necessidade de unir o setor (lojas, fornecedores, consumidores) através de uma entidade (associação) nacional profissional que garanta maior representatividade, voz, influência e capacidade de disrupção em termos regulatórios.</strong> Para isso, conseguimos junto da <a href="https://reseauvrac.org/?lang=fr">Réseau Vrac</a> (primeira associação internacional dos profissionais do granel) uma representação/extensão nacional;</li><li><strong>A relevância da formação para a uniformização de procedimentos de higiene e segurança alimentar </strong>que sejam devidamente supervisionados e certificados por entidades externas independentes, quer para os utensílios e dispensadores de loja, quer para a esterilização de recipientes reutilizáveis;</li><li><strong>A urgência de, em todo país, as lojas a granel medirem e comunicarem eficazmente o seu impacto</strong> (por exemplo, a contabilização de contentores/sacos reutilizados, seja por parte dos consumidores, seja ao longo de toda a cadeia de abastecimento; o cálculo de redução carbónica associada à expedição em mobilidade elétrica);</li><li><strong>A otimização da cadeia de abastecimento</strong>, com recurso a um mecanismo (uma espécie de diretório) de georreferenciação de produtores nacionais, promovendo a gestão de escala e também adoção de programas circulares de reutilização de recipientes, em detrimento de embalagens de uso único;</li><li><strong>A importância de fazer pontes com a investigação académica, incentivando também o desenvolvimento tecnológico do granel ao serviço da transição ecológica e da economia circular.</strong>&nbsp;</li></ol>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-1024x683.jpg" alt="granel" class="wp-image-15949" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/09/Pedro-Lucas_Behind-the-scenes_5-2.jpg 1030w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Juntos somos mais fortes e vamos mais longe</strong></h2>



<p>Foi, sem dúvida, <strong>um momento bonito e decisivo de comunidade, de esperança</strong>, que culminou com uma certeza: juntos somos mais fortes e vamos mais longe. Que este webinar tenha sido o início de uma caminhada em conjunto que ajude a <strong>afirmar e a fortalecer o setor do granel</strong>.</p>



<p class="has-small-font-size">Nota: Fotografias por Pedro Lucas</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-NRDvn' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/6-desafios-para-o-futuro-do-granel/">6 Desafios para o futuro do granel</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um armário a abarrotar e nada para vestir</title>
		<link>https://simplyflow.pt/um-armario-a-abarrotar-e-nada-para-vestir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2021 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[indústria têxtil]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=14661</guid>

					<description><![CDATA[<p>Está na hora de deixarmos de pensar apenas no produto final e de passarmos a olhar para toda a cadeia de abastecimento, assim como para os efeitos e as consequências desse produto final. A moda não pode refletir somente a preocupação com um bom design, com a cor, com a forma, com o estilo… tem de ir muito mais além disso. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/um-armario-a-abarrotar-e-nada-para-vestir/">Um armário a abarrotar e nada para vestir</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há menos de dez anos, eu era extremamente consumista. Fascinada por moda, por roupa, sapatos, malas e acessórios, gastava grande parte do meu tempo, energia e dinheiro em compras semanais. Acompanhava as “tendências” e comprava, comprava muito. De uma forma compulsiva e totalmente inconsciente. Fui acumulando e acumulando, até que era tanta a roupa que tinha que nem cabia no meu armário. Ironicamente, por muita roupa que tivesse, sentia que vestia sempre o mesmo e realmente apenas usava uma pequena parte e parecia sempre que não tinha roupa nenhuma. Tinha um armário a abarrotar e nada para vestir!&#8230;</p>



<p>Não perdi o fascínio pela moda e não deixo de acompanhar os criadores que sempre admirei, continuando a vibrar com a fantástica expressão artística que ela também é; todavia, a compulsão e o impulso desapareceram. Lentamente, fui reduzindo e deixando de comprar. Deixei de sentir o apelo e a urgência.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que mudou? Eu.&nbsp;</strong></h2>



<p>Eu mudei… Comecei a (re)pensar e a tomar consciência das opções que fazia também a este nível (se o fazia com a minha alimentação e com outros produtos que consumia, foi uma extensão natural) e do que a roupa representava — ou deveria representar — para mim. E <strong>o momento mais poderoso foi quando decidi que passaria a ser eu a vestir as roupas, em vez de serem elas a vestirem-me</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A minha essência continua ali, independentemente dos trajes que eu carregue.&nbsp;</strong></h2>



<p>Dei por mim a repetir mais vezes roupas. Em momento algum me senti mal ou envergonhada por estar a repetir roupa. Pelo contrário. Foram esses momentos que me deram mais força para aprofundar este tipo de lógica na relação com o que eu vestia, derrubando convenções estéreis de que é «uma vergonha» repetir roupa em eventos diferentes ou vestir as mesmas peças em dias consecutivos. Qual o sentido de ter de comprar, por exemplo, um vestido só para um dia (umas horas)? Qual o sentido de o vestido ficar depois esquecido no roupeiro só porque não se pode repetir a toilette? Isto foi libertador.&nbsp;</p>



<p>Repito peças que me fazem sentir bonita, confiante e que exprimem da melhor forma a minha personalidade e a minha forma de estar. Não é isto que deve ser a moda, uma expressão do que somos? A principal aprendizagem neste processo foi perceber isso mesmo: <strong>a roupa é um instrumento, mas não nos pode instrumentalizar</strong>. Foi assim que começou a minha pequena revolução no roupeiro. Aprendi a cuidar e a estimar muito mais as peças, a fazê-las perdurar, porque gosto muito delas. Não quero que sejam descartáveis, substituídas por outras, só porque já foram usadas uma vez.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="666" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-666x1024.jpg" alt="nada para vestir" class="wp-image-14673" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-666x1024.jpg 666w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-195x300.jpg 195w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-768x1180.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-460x707.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-160x246.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-320x492.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-480x738.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21-640x983.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/04/armario_MariaGranel_Abr21.jpg 833w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /><figcaption>Fotografia por Gustavo Figueiredo</figcaption></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que vestimos está a despir o planeta?</strong></h2>



<p>Quanto mais lia e pesquisava, mais desconfortável ficava com o tipo de consumo que fazia e que fui abandonando. E cada vez tinha também mais a certeza de querer usar o meu poder, a minha voz, enquanto consumidora, para mostrar que estava em contraciclo com a voragem da <em>fast fashion</em>.&nbsp;</p>



<p>As minhas raízes a norte do país, no Minho, e a proximidade de vários polos de produção têxtil (vestuário e calçado) permitiram-me também acompanhar no passado a decadência deste setor e as graves consequências dessa ruína que arrastou milhares de trabalhadores especializados para o desemprego. É no mínimo estranho enviarmos a nossa matéria-prima para um país do outro lado do mundo e, graças a subcontratação e de deflação dos custos, importarmos o produto final.&nbsp;</p>



<p>Como podemos, enquanto sociedade, compactuar com grandes empresas que produzem 52 coleções anuais? Corresponderão essas 52 coleções a necessidades reais? Não. Qual o seu objetivo? Que as consumamos, descartemos e sigamos para a próxima, para que possam movimentar comercialmente e produzir cada vez mais. E quem assume as consequências dessa produção massiva? Como se explica que os preços sejam sempre tentadoramente baixos? Como podem as fábricas e os trabalhadores sobreviver? Até que acontecem tragédias como a do Rana Plaza, o prédio de oito andares que colapsou em Dhaka, no Bangladesh, e os problemas de toda a cadeia de fornecimento da fast fashion ficam expostos à luz do dia. O gerente da fábrica cortou os custos e ignorou as regras básicas de segurança, impedindo os trabalhadores de abandonar o local, cuja derrocada era iminente. Morreram 1138 pessoas, foi dos maiores desastres da indústria da moda.&nbsp;</p>



<p>Este veio a público, mas haverá muitas histórias de exploração que nunca vieram, nem virão. Como continuar a consumir desta forma, sabendo que as nossas roupas são produzidas com este enorme custo humano? Sabendo que quem faz as nossas roupas, muitas vezes, ganha menos de dois dólares por dia? Que muitos dos trabalhadores nesta indústria não recebem sequer salário mínimo. São as mulheres as principais vítimas e as mais vulneráveis a esta injustiça social. Como continuar a ser cúmplices de um sistema que lucra à custa da (sobre)exploração e do desrespeito pelos direitos humanos?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É preciso parar para repensar a indústria têxtil e também o nosso consumo.&nbsp;</strong></h2>



<p>Parar para pensar (no longo) caminho que as peças de roupa percorrem até chegar até nós. Esse percurso abarca desde as matérias-primas utilizadas (e o seu impacto ambiental: água, energia, ar, biodiversidade, químicos, resíduos) às pessoas envolvidas na cadeia de abastecimento, e tem sido marcado nos últimos anos essencialmente pela (sobre)exploração: produzimos demais e consumimos demais.&nbsp;</p>



<p><strong>A moda é uma extraordinária expressão artística, uma forma de projetarmos a nossa personalidade e a nossa cultura, de nos sentirmos bem, mas não faz qualquer sentido que a associemos a este padrão de produção têxtil massiva, consumo célere, descarte sucessivo e sempre a preços cada vez mais baixos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A indústria têxtil é uma indústria extremamente poluente.&nbsp;</strong></h2>



<p>O cultivo das matérias-primas utilizadas é feito muitas vezes recorrendo ao uso de pesticidas em vastas extensões de solo, contaminando com a sua toxicidade esse mesmo solo e as águas, assim como a saúde de quem deles depende.&nbsp;</p>



<p>Como se não bastasse, estamos a comprar mais roupa do que há duas décadas. Ora, a maior parte da roupa tem na sua constituição fibras sintéticas e microplásticos, não sendo, por isso, biodegradável. Quando descartadas, não sendo recicladas (uma operação extremamente complexa e, por isso, também extremamente rara entre as marcas), vão parar aos aterros, libertando gases nocivos e, mais uma vez, inquinando o solo e as águas, destruindo todo o ecossistema. O mesmo acontece nas lavagens sucessivas, indo estes microplásticos parar ao oceano, com as consequências desastrosas que já conhecemos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A roupa e aquilo de que é feita (e como é feita), tal como a comida, tem impacto sobre nós e sobre o planeta.</strong></h2>



<p>Está na hora de deixarmos de pensar apenas no produto final e de passarmos a olhar para toda a cadeia de abastecimento, assim como para os efeitos e as consequências desse produto final. A moda não pode refletir somente a preocupação com um bom design, com a cor, com a forma, com o estilo… tem de ir muito mais além disso.&nbsp;</p>



<p>Está na hora da «est-ética»: um manifesto que obedeça a princípios e a premissas éticas, que sirvam o equilíbrio entre o ser humano e a natureza. Está na hora de uma mudança de paradigma, da passagem do crescimento (lucro associado a danos ambientais, redução de custos de produção, desumanização e injustiça social) para a sobrevivência (sustentabilidade e regeneração, criatividade, inovação nos materiais, reciclagem e upcycling, colaboração, economia circular, aposta na qualidade e nos saberes ancestrais e tradicionais, valorização do artesão e do manual, celebração dos valores culturais e da identidade, mais cadeia e menos marca, mais verdade e menos marketing).</p>



<p>E, finalmente, <strong>está também na hora de assumirmos que, enquanto consumidores, também fazemos parte do problema. A nossa compra é o nosso voto e o nosso veto, o nosso poder</strong>. Que sinal queremos dar daqui para a frente? Queremos continuar a ceder aos anúncios com que somos bombardeados e que nos segredam subliminarmente a ideia de que precisamos de mais roupa, porque a que temos já está desatualizada desde a semana anterior, porque, entretanto, já foi lançada uma nova coleção ou porque há black friday e as peças&nbsp; ficaram misteriosamente a metade de um preço que nunca foi o real? Queremos continuar a acreditar que a felicidade está no consumo, na aquisição de mais e mais e mais? Será que, depois de mais e mais e mais, somos realmente felizes?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ter ou ser?</strong></h2>



<p>Está na hora de exigirmos respostas e de perguntarmos #whomademyclothes e de nos juntarmos à <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-o-fashion-revolution-portugal/">Fashion Revolution</a>. O consumidor dos nossos dias é, mais do que nunca, também um ativista, e pode (e deve) fazer as perguntas: “Quem fez?”; “Em que condições?”; “Com que impacto?”.&nbsp;</p>



<p>Não me esquecerei nunca das palavras de Shima, uma trabalhadora têxtil, e do seu testemunho no documentário <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OaGp5_Sfbss">True Cost</a>: “Não quero que ninguém use nada feito com o nosso sangue”. <strong>É nossa obrigação, enquanto consumidores, valorizarmos as pessoas que fazem o que usamos, percebendo qual o verdadeiro custo do que consumimos.&nbsp;</strong></p>



<p>O que está por trás de um preço baixo? Ausência de segurança no local de trabalho, ausência de condições dos trabalhadores, salários baixos, exploração, negação do acesso à educação e cuidados de saúde, poluição da água, contaminação do solo, toxicidade que afeta a nossa saúde. <strong>Os preços baixos têm um preço tão alto&#8230;</strong></p>



<p>Depois de ter tido este «abanão» (é uma palavra que, até do ponto de vista da sugestão visual, retrata bem aquilo que senti; uma sacudidela que me fez despertar), não houve como voltar atrás. Simplesmente, fui deixando de comprar e o pouco que adquiro passou a ser sempre muito bem pensado. Esse é o meu principal e primeiro conselho: <strong>parar para pensar antes de comprar/adquirir alguma peça</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Manual para compras conscientes:</strong></h2>



<p>Antes de comprar, fazer perguntas e responder com total honestidade:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-9aosr' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Gosto mesmo desta peça?</li><li>Vou usá-la no mínimo umas 30 vezes? Preciso mesmo dela ou tenho já algo parecido ou igual?</li><li>Consigo conjugá-la com outras peças?</li><li>Tem qualidade e está bem produzida? (Ver costuras, acabamentos, resistência, durabilidade, indicações sobre manutenção)</li><li>De que materiais é feita?</li><li>Quem a produziu e onde?</li><li>Sei quem estou a apoiar com esta compra? Está alinhada com os meus valores?</li><li><a href="https://simplyflow.pt/como-podemos-ser-mais-sustentaveis-e-conscientes-no-descarte-da-nossa-roupa/">O que lhe posso fazer no&nbsp; final de vida ou para evitar o seu final de vida</a>?</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Radiografia do roupeiro</strong></h2>



<p>Sei bem, por experiência própria, que não é fácil (e também nem sempre é possível, por vários fatores) ter tudo isto em conta e obedecer a todas estas preocupações. Defendo também que de nada adianta comprar roupa “sustentável”, se a nossa forma de consumir se mantém idêntica. A roupa pode ser sustentável, no entanto, se não a usarmos depois, a compra não foi consciente. O mesmo se aplica às compras em segunda mão. <strong>O melhor mesmo é «irmos às compras» no nosso próprio armário, no armário da família e dos amigos, e percebermos bem como podemos tirar partido do que já temos ou dar novo uso ao que deixámos de vestir.</strong></p>



<p>Não foi por ter deixado de comprar (ou por comprar menos) que deixei de me encantar pela moda e por aquilo que ela representa enquanto expressão artística e criatividade. Acredito que vivemos uma nova era, vibrante, de potencial inesgotável; são muitos os designers e marcas <em>slow fashion</em> que aceitam todos os dias o desafio de deixar um legado sustentável, que criam peças com propósito, que apostam em parcerias (e não em subcontratação), que homenageiam e valorizam toda a cadeia de produção, que resgatam o fazer manual e outros saberes ancestrais. Entusiasma-me sobretudo a ideia de que é possível olhar para objetos em fim de vida e reinterpretar o seu uso; de que há marcas, mesmo sendo esse um processo altamente complexo e sofisticado, a comprometerem-se com o destino das peças em pós-consumo, a reciclá-las e a aproveitar o resultado dessa reciclagem para produzir novas peças; de que há criadores a registar todo o processo com total transparência e a fazer questão de mostrar #whomademyclothes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>12 Dicas para prolongar a vida das roupas:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list"><li>Comece por tirar uma «radiografia» ao seu armário, para perceber o que tem, o que usa, o que adora, o que não usa e aquilo de que não gosta;</li><li>Tire fotografias, com a ajuda do telemóvel, aos<em> looks</em> que vai construindo, para perceber o que mais valoriza e para tirar partido de várias conjugações; experimente peças que normalmente não usa, combinadas com outras que adore; veja o resultado na imagem e descubra cruzamentos novos que permitam tirar partido da roupa que já tem. Explore e conheça bem o seu estilo, para o comunicar melhor nas suas escolhas;</li><li>Arrume de forma que todas as peças estejam visíveis, acessíveis e nunca sobrepostas. Com menos peças, é mais fácil vê-las e mantê-las arrumadas;</li><li>Estime e conserte aquilo que já não está em boas condições;</li><li>Nódoas, rasgões, em princípio, tudo pode ser tratado ou, pelo menos, disfarçado. Prefira pré-tratar localmente as nódoas, antes de colocar as peças na máquina. Faça uso da sabedoria e das técnicas populares com séculos de eficácia;</li><li>Lavar menos vezes (e sempre em baixas temperaturas) e evitar a máquina de secar roupa. Lavar a roupa de cada vez que a usamos desgasta os tecidos, pela exposição à temperatura elevada da lavagem e ao efeito abrasivo dos detergentes, durando, por isso, menos tempo;</li><li>Aumentar a carga da máquina de lavar, para que o uso de água e de energia seja mais eficiente;</li><li>No caso de lavagem de fibras sintéticas, usar sacos de captura de microplásticos;</li><li>Use mais vezes a sua roupa, repita mais vezes a mesma <em>toilette</em> — com a ajuda de um desodorizante caseiro ou deixando as roupas respirarem num cabide à noite, fora do armário, ou penduradas ao ar na varanda;</li><li>Não precisa de passar a ferro todas as peças de roupa. Pendure-as em cabides no estendal, vai ajudar;</li><li>Se precisar de adquirir novas peças, dê preferência a trocas com amigos, lojas em segunda mão. Escolha, sempre que possível, fibras naturais. Há novas aplicações para criadores e consumidores que nos ajudam a perceber quais as melhores opções, analisando toda a cadeia. E há cada vez mais conceitos que incentivam a reutilização (através de aluguer), em vez da compra;</li><li>Aposte na intemporalidade, não nas tendências. Na qualidade, não na quantidade.</li></ol>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-9aosr' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/um-armario-a-abarrotar-e-nada-para-vestir/">Um armário a abarrotar e nada para vestir</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é a hora do planeta e para que serve?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-que-e-a-hora-do-planeta-e-para-que-serve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=14394</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma hora para o planeta se regenerar. Uma hora com as luzes apagadas numa iniciativa contra as alterações climáticas. Desligar simbolicamente durante 60 minutos para ligar consciências.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-a-hora-do-planeta-e-para-que-serve/">O que é a hora do planeta e para que serve?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma hora para o planeta se regenerar. Uma hora com as luzes apagadas numa iniciativa contra as alterações climáticas. Desligar simbolicamente durante 60 minutos para ligar consciências.</strong></p>



<p>A <strong>Hora do Planeta</strong> é um movimento global que une milhões de pessoas em todo o mundo para mostrarem o seu compromisso com o planeta. Esta iniciativa da <a href="https://www.worldwildlife.org/">WWF</a> nasceu 2007, em Sidney, na Austrália e, ano após ano, tem crescido,&nbsp; tornando-se num movimento global, com mais de 3,5 mil milhões de pessoas em 190 países e territórios a mostrarem o seu apoio a esta causa ao desligarem simbolicamente, no último sábado de março, as luzes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É particularmente urgente assinalar este dia e agir.</strong></h2>



<p>Num ano em que a pandemia expôs, ainda mais, o frágil equilíbrio dos nossos ecossistemas e em que a Terra nos mostrou que não se trata da sobrevivência do planeta (que já superou e sobreviveu a inúmeras crises e que, num certo sentido, durante os meses de confinamento, se regenerou mais rapidamente), mas da espécie humana e da sua sustentabilidade, é particularmente urgente assinalar este dia – 27 de março – e agir.</p>



<p>O apagão é um gesto carregado de simbolismo. Pessoalmente, recorda-me a imagem de um pontinho azul suspenso na vastidão do universo e a nossa insignificância. <strong>Naqueles 60 minutos de escuridão há uma corrente humana mundial que ecoa a consciência de que é preciso apagar (reduzir) o impacto das atividades humanas (em particular, do consumismo desenfreado) e iluminar o planeta, dar voz à natureza, para salvaguardar o seu (o nosso!) futuro.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Falar pela Natureza</strong></h2>



<p>Além disso, e para lá da dimensão simbólica (porque a situação é de emergência climática e não podemos/temos tempo para ficar pelo símbolo), é um momento único que une organizações da sociedade civil, indivíduos, empresas e ambientalistas para “<strong>Falar pela Natureza</strong>”, estabelecendo esse compromisso como prioritário no caminho de recuperação até 2030. Porque <strong>a recuperação pós-covid tem de passar, forçosamente, por assegurar que o crescimento económico esteja dissociado da exploração de recursos e de emissões líquidas de gases com efeito de estufa em 2050</strong>.&nbsp;</p>



<p>É, portanto, <strong>uma ferramenta valiosa de ativismo coletivo</strong> que mobilizará milhões à volta do globo para discutir a sustentabilidade climática, intra e intergeracionalmente justa, a interdependência da natureza, clima e crises de saúde, a importância do conhecimento científico como suporte de decisão, o papel da tecnologia, a relevância da colaboração entre países. Precisamos que todos percebam o(s) problema(s), mas precisamos principalmente de mostrar caminhos – um novo paradigma &#8211; e inspirar nos outros a transição ecológica. E esta é uma iniciativa privilegiada para catalisar a mudança no coração das pessoas.</p>



<p>Será o primeiro “holofote virtual” da Hora do Planeta, com mais de 190 países a tomar de assalto a Internet e colocando em destaque o planeta, os problemas que enfrenta e as soluções que estão ao alcance de todos. De facto, numa montra que é este ano, face às circunstâncias pandémicas, sobretudo digital, a luta e a sensibilização acontecem através das redes sociais, que têm o poder e o mérito de amplificar a mensagem e de a fazer chegar a mais pessoas, incluindo aquelas que nunca tinham refletido sobre o problema, motivando-as a abraçar<a href="https://horadoplaneta.pt/muda-os-teus-habitos/"> <strong>pequenos gestos de mudança</strong></a>, pequenos passos que têm impacto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Como posso participar na Hora do Planeta?”</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-cRChv' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>(informação retirada do <a href="https://horadoplaneta.pt/uma-acao-global/">site oficial do evento</a>, consultado a 24 de Março de 2021)&nbsp;</p>



<p>É muito simples e <strong>precisamos da ajuda de todos</strong>!&nbsp;</p>



<p>Mesmo com as circunstâncias atuais, temos uma oportunidade incrível para criar impacto – online e a partir das nossas casas. Como? No dia 27 de março, às 20h30, será publicado nas redes sociais da ANP|WWF (<a href="https://www.facebook.com/portugalWWF">Facebook</a>, <a href="https://www.instagram.com/wwfportugal/">Instagram</a> e <a href="https://twitter.com/WWF_Portugal">Twitter</a>) um vídeo exclusivo da Hora do Planeta 2021. O convite é que seja partilhado ao máximo, taggando a ANP|WWF&nbsp; e usando as hashtags #EarthHour #HoradoPlaneta, nas stories, no feed, no Twitter, por mensagem enviada a amigos e familiares, identificando-os nos comentários dos posts oficiais.&nbsp;</p>



<p>Ao invadirmos o mundo digital com este conteúdo único, vamos <strong>fazer com que a Hora do Planeta não passe despercebida e chegue mesmo àqueles que possam não estar ainda tão alerta para a crise climática</strong>.</p>



<p><strong>Todos juntos, levantemos a voz pela natureza. Vamos apagar as luzes e pôr o foco no planeta, por um futuro melhor para todos.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-cRChv' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-que-e-a-hora-do-planeta-e-para-que-serve/">O que é a hora do planeta e para que serve?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>9 Dicas para uma alimentação e compras (mais) conscientes</title>
		<link>https://simplyflow.pt/alimentar-9-dicas-para-uma-alimentacao-e-compras-mais-conscientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=14060</guid>

					<description><![CDATA[<p>A forma como nos alimentamos e como escolhemos e compramos alimentos é uma poderosa ferramenta para reduzirmos a nossa pegada ecológica, para combatermos o desperdício alimentar e para contribuirmos, ao mesmo tempo, para uma sociedade mais justa e para um planeta habitável e sustentável para todos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/alimentar-9-dicas-para-uma-alimentacao-e-compras-mais-conscientes/">9 Dicas para uma alimentação e compras (mais) conscientes</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a Global Footprint Network, a nossa alimentação exige do planeta metade da sua biocapacidade<sup>[1]</sup>. Em Portugal, segundo um estudo<sup>[2]</sup> publicado em 2020, <strong>a alimentação é responsável por 29% da pegada ecológica nacional</strong>, assumindo-se como o país mediterrânico com a maior pegada alimentar <em>per capita</em>.</p>



<p>Por outro lado, no mundo, por ano, a FAO estima que 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos adequados ao consumo humano se perdem ou desperdiçam, o que representa ⅓ de todos os alimentos produzidos<sup>[3]</sup>. De forma paradoxal, cerca de&nbsp; 820 milhões de pessoas no mundo vivem em situação crónica de subnutrição ou de insegurança alimentar<sup>[4]</sup>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não ao desperdício alimentar!</strong></h2>



<p><strong>Desperdiçar alimentos é dilapidar recursos valiosos</strong> &#8211; solo, água, energia &#8211; e continuar a contribuir para aprofundar o fosso inexorável entre os que têm acesso e se dão ao luxo de descartar e aqueles que nada têm. É, sem dúvida, um dos maiores (e mais lamentáveis) paradoxos do nosso tempo. É inaceitável e imoral. <strong>Não podemos, como comunidade, continuar a descartar comida.</strong> Temos o imperativo moral de a valorizar e aproveitar, porque temos a sorte de a ter.</p>



<p>E se é verdade que este desperdício ocorre ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção agrícola, ao processamento, à distribuição e ao consumo; é na fase final da cadeia que se verificam, no caso dos países mais desenvolvidos, os valores mais elevados de desperdício alimentar. Em Portugal, o Projeto de Estudo e Reflexão sobre o desperdício Alimentar (PERDA), realizado em 2012, apontou para um total de perdas e desperdício alimentares que ascendiam a 1 milhão de toneladas (17% da produção anual), o que corresponde a 96,8 kg de desperdício alimentar <em>per capita</em>, sendo que 31,4% se verifica ao nível do consumo.</p>



<p>Estes números confirmam que também <strong>no nosso país é sobretudo ao nível familiar e doméstico que se gera mais desperdício</strong>. Isto significa que, enquanto consumidores, embora façamos parte do problema, também somos parte da solução e temos um papel, a título individual, que é fundamental para combater estes dados avassaladores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Evitar o desperdício alimentar está nas nossas mãos.</strong></h2>



<p>A forma como nos alimentamos e como escolhemos e compramos alimentos é uma poderosa ferramenta para reduzirmos a nossa pegada ecológica, para combatermos o desperdício alimentar e para contribuirmos, ao mesmo tempo, para uma sociedade mais justa e para um planeta habitável e sustentável para todos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como comprar alimentos de forma (mais) consciente?</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Planificar&nbsp;</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-j78c1' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Fazer uma lista de compras, depois de verificar a despensa e o frigorífico (<strong>repensar</strong>), e definir um orçamento;</li><li>Planificar refeições e porções a confecionar e comprar em função das quantidades exatas a usar nessas refeições (<strong>reduzir</strong>);</li><li>Conceber um plano de refeições que permita reduzir a aquisição de produtos de origem animal, experimentando novas receitas (com leguminosas, hortícolas, cereais e tubérculos, sementes, frutos gordos, fruta&#8230;) (<strong>reduzir</strong>);</li><li>Optar por recipientes e sacos reutilizáveis para reabastecimento a <a href="https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">granel</a> (<strong>reutilizar</strong>).</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Comprar menos, comprar melhor</strong></h3>



<ol class="wp-block-list" start="5"><li>Privilegiar a compra de alimentos de agricultura não intensiva e que valorize (e regenere) os ecossistemas. Procurar informações sobre mercados de produtores biológicos que se realizam, normalmente, aos fins-de-semana em locais específicos de cada localidade;&nbsp;</li><li>Incentivar um sistema de produção e comercialização de alimentos baseado em circuitos curtos agroalimentares, apoiando os produtores locais e nacionais, respeitando a sazonalidade;</li><li>Recusar a sobre-embalagem ou embalagens desnecessárias e de uso único;&nbsp;</li><li>Escolher alimentos fora dos padrões estéticos impostos ou calibre habitual, apostando igualmente no seu aproveitamento integral (talos, ramas, sementes, etc. &#8211; por exemplo: a rama do alho francês fica deliciosa assada ou salteada);</li><li>Apoiar projetos e descarregar aplicações de combate ao desperdício alimentar;</li></ol>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>&#8211; <strong><a href="https://toogoodtogo.pt/pt">Too Good to Go</a></strong> e<a href="https://wearephenix.com/pt-pt/"> <strong>Phenix</strong></a> Portugal: aplicações que ligam superfícies comerciais (restaurantes, cafés, padarias, floristas, supermercados&#8230;) ao consumidor, permitindo o excedente alimentar que seja vendido a preços muito mais baixos, reduzindo o desperdício e otimizando os recursos.<br>&#8211; <strong><a href="https://olioex.com/food-waste-in/portugal/">Olio</a></strong>: aplicação que permite a partilha com vizinhos de alimentos ou outros bens, em vez de os descartar.<br>&#8211; <strong><a href="http://www.re-food.org/pt">Refood</a></strong>: um dos projetos pioneiros e mais reconhecidos no combate ao desperdício, a Refood recolhe excedentes alimentares, que são depois distribuídos depois por voluntários por quem mais precisa.&nbsp;<br>&#8211; <strong><a href="https://frutafeia.pt/">Fruta Feia</a></strong>: cooperativa que resulta de uma iniciativa para aproveitar fruta e vegetais que de outra forma seriam desperdiçados, por não terem o aspeto perfeito e/ou o calibre necessário.<br>&#8211; <strong><a href="https://shop.equalfood.co/">Equal Food</a></strong>: Startup que faz parcerias com agricultores de várias regiões do país, e também de Espanha, que fornecem excedentes imperfeitos, mas, em perfeitas condições de consumo, que não são vendidos nos canais habituais. Vende cabazes de legumes e fruta até 40% mais baratos.<br>&#8211; <strong><a href="https://goodafter.com/pt/">GoodAfter</a></strong>: Supermercado online dedicado à venda de produtos que se encontram perto do fim do prazo de consumo preferencial, ou mesmo ultrapassado esse prazo, estando ainda aptos para o consumo. Para além de contribuir para evitar o desperdício alimentar, tem descontos até 70%.</td></tr></tbody></table></figure>



<ol class="wp-block-list" start="10"><li>Ter em conta a validade do produto &#8211;&nbsp; a indicação “consumir de preferência até&#8230;” significa que o mesmo ainda poderá ser consumido após esse prazo, desde que esteja em bom estado. Como consumidores, devemos (ativamente) exigir transparência, rastreabilidade e acesso generalizado a informação validada por organizações competentes e independentes, tornando possível (e fácil) fazer a comparação fundamentada entre produtos, tendo em conta: ciclo de vida do produto, impacto ambiental, social e económico<sup>[5]</sup>.</li></ol>



<p><strong>Consumir de forma consciente é co-criar o futuro em que queremos viver.</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-14064" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-1536x1024.jpg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21-1120x747.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/02/alimentar2_Fev21.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p class="has-small-font-size"><strong>Fontes (consultadas em dezembro de 2020):</strong></p>



<p class="has-small-font-size">. [1] Global Footprint Network:<a href="https://www.overshootday.org/solutions/food/"> https://www.overshootday.org/solutions/food/</a></p>



<p class="has-small-font-size">. [2] Galli, A., Iha, K., Halle, M., El Bilali, H., Grunewald, N., Eaton, D., Capone, R., Debs, P., Bottalico, F. 2017. Mediterranean countries’ food consumption and sourcing patterns: An Ecological Footprint viewpoint. Science of the Total Environment, 578, 383–391.</p>



<p class="has-small-font-size">. [3] FAO. 2011. Global food losses and food waste – Extent, causes and prevention. Rome.</p>



<p class="has-small-font-size">. [4] HLPE. 2014. Food losses and waste in the context of sustainable food systems. A report by the High Level Panel of Experts on Food Security and Nutrition of the Committee on World Food Security. Rome. p.11. [Online].&nbsp; Disponível em http://www.fao.org/3/ai3901e.pdf.</p>



<p class="has-small-font-size">. [5] UNEP. 2017 Guidelines for Providing Product Sustainability Information Published, International Trade Centre (ITC).</p>



<p class="has-small-font-size">. FAO, 2013. Food wastage footprints. Factsheet. Disponível em http://www.fao.org/fileadmin/templates/nr/sustainability_pathways/docs/Factsheet_FOODWASTAGE.</p>



<p class="has-small-font-size">. FAO. 2015. Food Wastage Footprint &amp; Climate Change. Rome. p.1. [Online].&nbsp; Disponível em <a href="http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf">http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf</a>.</p>



<p class="has-small-font-size">. FUSIONS 2016. ‘Estimates of European Food Waste Levels.’ Disponível em http://www.eufusions.org/phocadownload/Publications/Estimates%20of%20European%20food%20waste%20levels. pdf.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-j78c1' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/alimentar-9-dicas-para-uma-alimentacao-e-compras-mais-conscientes/">9 Dicas para uma alimentação e compras (mais) conscientes</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Equilíbrio ambiental: motivos para termos esperança em 2021</title>
		<link>https://simplyflow.pt/equilibrio-ambiental-motivos-para-termos-esperanca-em-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=13759</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vivemos, sem dúvida, tempos de grande apreensão pelo frágil equilíbrio ambiental, pelo delicado estado da sustentabilidade do nosso mundo, mas há sinais de grande esperança e de oportunidades de mudança e regeneração em 2021. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/equilibrio-ambiental-motivos-para-termos-esperanca-em-2021/">Equilíbrio ambiental: motivos para termos esperança em 2021</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de esperança enquanto vivemos uma pandemia global e estamos (talvez ainda só no começo) sob o efeito das suas terríveis consequências pode parecer paradoxal e, até, estranho, deslocado da realidade… Afinal, o que está a acontecer à nossa casa comum é uma profunda crise. No entanto, <strong>se as crises trazem sempre consigo sofrimento e têm implicações trágicas, também é verdade que podem ser encaradas como uma oportunidade para (re)construir melhor o nosso mundo</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por um mundo melhor!</strong></h2>



<p>A história já nos mostrou inúmeras vezes como desastres e acontecimentos disruptivos se transformam em catalisadores e aceleradores de mudança a todos os níveis (luta pelos direitos humanos, igualdade de géneros, ciência e tecnologia,&#8230;). <strong>Este é, portanto, um momento decisivo para lermos os sinais do tempo e reinventarmos a relação que temos connosco, com os outros, com o planeta</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Podemos estar isolados, mas não estamos sozinhos.&nbsp;</strong></h2>



<p>O combate ao vírus implica o nosso confinamento e um certo sentido de solidão, mas derrotá-lo implica que colaboremos como nunca, que pensemos mais nos outros do que em nós. Este vírus veio, de uma certa forma, ensinar-nos a parar, a abrandar, a olhar para dentro, para o que fazemos e para o que somos. O vírus é imune ao que temos e ao estatuto social.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que já aprendemos com a COVID-19:</strong></h2>



<p>Esta aprendizagem da lentidão e do despojamento veio também mostrar-nos a importância dos laços de afeto, de vizinhança, de cooperação. <strong>O vírus veio ensinar-nos a amar melhor e a urgência de protegermos o que é frágil em nós e à nossa volta.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O equilíbrio ambiental está frágil e já vivemos numa situação de emergência climática.</strong></h2>



<p>Tudo isto pode ser transferido para o ativismo ambiental e para a situação de emergência climática que vivemos – que é, sem dúvida, um outro vírus &#8211; e que exige o mesmo tipo de ações e de veemência no seu combate: uma economia centrada num crescimento célere e constante, absolutamente dependente do consumo e do consumismo, hipercarbónica, ao serviço da extração imparável de recursos e da emissão de CO2, provocando o aquecimento global, uma sociedade que acumula objetos inúteis, descartando, enterrando e queimando esses mesmos objetos depois de os transformar rapidamente em resíduos, fenómenos meteorológicos extremos, deslocações populacionais em massa, progressiva subida do nível do mar, secas prolongadas, fome, ausência de acesso a água potável, vastas áreas devastadas em nome do cultivo intensivo e da criação de gado, sacrificando a biodiversidade e votando-a a um declínio irreversível. Um paradigma esgotado e que tem os dias contados num planeta cujos recursos exaurimos a um ritmo que inviabiliza a sua (auto)renovação. Tendo em conta a nossa pegada ecológica global, precisaríamos neste momento de 1.6 (Global Footprint Network) planetas para manter o nosso estilo de vida. E <strong>não há planeta B</strong>&#8230;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-1024x683.jpg" alt="equilíbrio ambiental" class="wp-image-13764" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-1536x1024.jpg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21-1120x747.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2021/01/equilibrioambiental1_Jan21.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Vivemos, sem dúvida, tempos de grande apreensão pelo frágil equilíbrio ambiental, pelo delicado estado da sustentabilidade do nosso mundo, <strong>mas há sinais de grande esperança e de oportunidades de mudança e regeneração em 2021</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>18 motivos de esperança em 2021:</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-FQ1et' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li>O compromisso da União Europeia (2019-2024), através do seu <strong>Pacto Ecológico</strong>, em que a Europa seja o primeiro continente com impacto neutro no clima, assegurando que o seu crescimento económico esteja dissociado da exploração de recursos e de emissões líquidas de gases com efeito de estufa em 2050. A Presidência Portuguesa terá um importante papel na concretização ambiciosa deste Pacto nas suas diferentes áreas (energia/clima; zero poluição; biodiversidade; mobilidade, agricultura e indústria sustentáveis, &#8230;);</li><li>A discussão e posterior adoção por parte do Parlamento Português de uma <strong>Lei do Clima</strong>, imprescindível, de acordo com a Associação Zero, “para se conseguir uma lei de longo alcance para a sustentabilidade climática, intra e intergeracionalmente justa, apoiada no conhecimento científico, de aplicação abrangente, tecnológica e fiscalmente neutra, assente numa colaboração entre países e na internalização dos danos ambientais pelos atores-chave”;</li><li>O Plano Nacional de Energia e Clima para 2030 aponta a meta de 80% para a produção de eletricidade a partir de <strong>fontes de energia renováveis</strong> até 2030, juntamente com o aumento da capacidade instalada de todas as tecnologias renováveis;</li><li>Verificou-se um aumento significativo da procura e da disponibilização de incentivos a soluções de <strong>mobilidade suave</strong> por parte de algumas autarquias (por exemplo, bicicletas);</li><li>Algumas <strong>espécies em perigo </strong>em Portugal, segundo a Quercus, <strong>recuperaram</strong> (o abutre-preto &#8211; Aegypius monachus, a águia imperial ibérica &#8211; Aquila Adalberti);</li><li>Tendência clara no mercado de procura de <strong>produtos locais e biológicos</strong>, contrariando os circuitos longos agroalimentares e a produção intensiva, reforçando os laços com os pequenos produtores e com o comércio tradicional e de proximidade, com os mercados locais, muitas vezes por meio de encomenda de cabazes entregues ao domicílio, e sublinhando importância da capacidade de resiliência e autossuficiência promovidas pela vida em comunidade e pela economia circular;</li><li>A existência de um <strong>Plano Estratégico para a Política Agrícola Comum</strong> (2021-2027) que se distanciará do atual modelo de Intensificação agrícola assente em monoculturas, no regadio e no agro-negócio orientado exclusivamente para a exportação (ZERO);</li><li>Aplicação efetiva da diretiva comunitária da água para a <strong>defesa dos recurso hídricos </strong>do país;</li><li>O <strong>turismo rural e de Natureza</strong> afirmou-se como escolha de eleição dos portugueses, uma alternativa com menor impacto ao turismo massificado, que contribuiu para a redescoberta do seu próprio país e para a revalorização dos seus recursos naturais e culturais;</li><li>A <strong>importância da ciência</strong> como principal aliado na resolução dos problemas humanos e a confirmação de que é essencial investir em investigação científica;</li><li>O confinamento e permanência em casa permitiram desenvolver o hábito de confecionar mais vezes as próprias refeições, experimentando a produção caseira de pão, por exemplo. Acredito que a pandemia tenha sido também, para muitos, o pórtico de entrada para uma <strong>alimentação de base vegetal</strong>, reduzindo o consumo de alimentos de origem animal, e para a <strong>adoção de <a href="https://simplyflow.pt/5-dicas-para-reduzir-o-desperdicio-dentro-de-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hábitos mais sustentáveis</a></strong>. Vale a pena, a este propósito, acompanhar e ser inspirado pelas iniciativas <a href="https://desafiovegetariano.com/">Desafio Vegetariano</a>, “nunca foi tão delicioso reduzir a pegada ecológica”, e <a href="https://www.instagram.com/janeirosustentavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Janeiro Sustentável</a> (seguir o #janeirosustentavel nas redes sociais);</li><li>Consolidação do compromisso por parte de todos os agentes da cadeia alimentar para <strong>combater o desperdício alimentar</strong>. As grandes superfícies adotaram práticas de prevenção, redução e escoamento (cabazes, promoções, criação de subprodutos, colaboração com APP e projetos sociais); os projetos, associações, aplicações estão em franco crescimento e aliam impacto ambiental ao impacto social e económico (Zero Desperdício, Unidos contra o desperdício; Refood, Fruta Feia, Phenix Portugal, Too Good To Go, Equal Food,&#8230;);</li><li>Generalização da <strong>recolha seletiva de resíduos orgânicos</strong> e vários projetos de <strong>compostagem comunitária</strong> e de distribuição de compostores domésticos por todo o país;</li><li>Passos estratégicos e fundamentais na <strong>luta contra o desperdício têxtil</strong>: A ZERO DESPERDÍCIO lançou o projeto “Share2Use”, o qual se materializa na WebAPP ZERO DESPERDÍCIO, para combater o Desperdício Têxtil em Portugal. Esta plataforma colaborativa visa assegurar a comunicação e partilha de excedentes têxtil, entre doadores e beneficiários, reduzindo o desperdício e aumentando o ciclo de vida das peças de vestuário e/ou têxtil lar, através da revalorização, isto é, reutilização, recuperação ou reciclagem, de acordo com os princípios da economia circular. Este projeto procura gerar um movimento de combate ao desperdício têxtil, assegurar a medição de impacto ambiental, económico e social no fluxo têxtil e promover a visibilidade destes impactos na comunidade de forma inovadora e educativa perspetivando a mudança de comportamentos, em prol do Planeta e da Sociedade;</li><li>Como resposta à crise provocada pela pandemia, a União Europeia criou um <strong>pacote de financiamento para a recuperação económica</strong>, que inclui 1.824 mil milhões de euros, sendo 1.074 mil milhões para o Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 e 750 mil milhões para o Next Generation EU, dos quais 30% são destinados à <strong>descarbonização</strong>, o que representa uma grande oportunidade de desenvolvimento do setor renovável na Europa e em Portugal. O nosso país anunciou também o seu P<strong>lano de Recuperação e Resiliência</strong> – Recuperar Portugal 2021-2026, com três dimensões estruturais: Resiliência, Transição Climática e Transição Digital, alocando cerca de 2,7 mil milhões às reformas para o clima com foco na mobilidade, na descarbonização e bioeconomia e na eficiência energética e renováveis;</li><li>Esta será a <strong>Década da Ação</strong> no que respeita aos objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pelas Nações Unidas: “A Década da Ação implica a nossa própria superação enquanto espécie, não apenas para salvar o mundo moderno, mas para salvar o Planeta Terra”;</li><li>A <strong>luta pela justiça climática</strong> tem de ser também a luta pela justiça social: combater as alterações climáticas passa por assegurar o acesso e a abundância para TODOS e para sempre na Terra. Movimentos como Black Lives Matter e SOS Amazónia (“Importa ao líder indígena saber que quem atira no seu povo é o mesmo que polui seu rio, que leva o vírus a sua aldeia e que elimina espécies inteiras do planeta — e então, aí sim, há um real interesse de colaboração e entendimento sobre as várias faces da emergência climática.”) recordam-nos de forma aguda que a desigualdade social amplifica os efeitos nefastos da crise climática;</li><li>A <strong>Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas</strong>, em Novembro de 2021, em Glasgow (COP26), pode ser um marco histórico no mundo pós-pandemia, com novas metas por parte dos diferentes países, o <strong>regresso dos EUA ao Acordo de Paris</strong>, na sequência da eleição de Joe Biden.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Este é o momento de Recomeçar.</strong></h2>



<p>Este será, sem dúvida, um de “reset”, depois de um abanão global que vai (tem de!) dar lugar ao “restart”. Recomecemos, pois.&nbsp;</p>



<p>Acredito muito que <strong>o nosso exemplo, o nosso ativismo silencioso e a nossa crença inabalável num objetivo que é maior do que nós acabam por ser sementes</strong>, mesmo na terra menos arável.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Haja esperança e muita paciência!&nbsp;</strong></h2>



<p>Não vale a pena deixar que os céticos e os resistentes nos suguem a energia ou nos façam desanimar. Concentremo-nos nos que realmente querem mudar e nestes sinais que nos mostram o caminho e alegram o ânimo. E não julguemos os outros. <strong>Cada um tem o seu ritmo, o seu tempo, a sua caminhada de “transição ecológica”.</strong></p>



<p>Acredito, com a determinação que só a loucura lúcida às vezes nos dá, que é possível e que temos esse dever para com as gerações futuras.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A (r)evolução começa em cada um de nós.&nbsp;</strong></h2>



<p>Com passos pequeninos. É essa a força da utopia. Não interessa por onde começa, como começa, o importante é mesmo isso: começar. Porque, como diz Miguel Torga, «o que importa é partir, não é chegar». Comece já. Vamos juntos! Fique com este <a href="https://mcusercontent.com/f77432e99c95c0f13439c7ce3/files/ce9202d7-a0df-4188-9942-0dbd48a8ef58/E_book_Uma_vida_com_menos_desperdi_cio_compressed.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">e-book</a> gratuito com centenas de dicas para uma vida com menos desperdício e com uma sugestão de uma série documental portuguesa sobre projetos, pessoas e iniciativas que estão a fazer a diferença em Portugal na área da sustentabilidade: <a href="https://sic.pt/Programas/e-pra-amanha/episodios">&#8220;É p&#8217;ra Amanhã&#8221;</a>. Impossível não ficar com o coração a transbordar de esperança e inspiração depois de ver. Feliz 2021!</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-FQ1et' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/equilibrio-ambiental-motivos-para-termos-esperanca-em-2021/">Equilíbrio ambiental: motivos para termos esperança em 2021</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Natal: menos desperdício, mais consciência</title>
		<link>https://simplyflow.pt/natal-menos-desperdicio-mais-consciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 19:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[reduzir desperdício]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=13216</guid>

					<description><![CDATA[<p>Num tempo em que o tempo parece escorrer-nos pelos dedos, em que a voragem toma conta do nosso dia-a-dia, em que o calendário do Advento parece reduzir-se a 24 e a 25 de Dezembro, sinto cada vez mais falta de um Natal vivido por dentro. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/natal-menos-desperdicio-mais-consciencia/">Natal: menos desperdício, mais consciência</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num tempo em que o tempo parece escorrer-nos pelos dedos, em que a voragem toma conta do nosso dia-a-dia, em que o calendário do Advento parece reduzir-se a 24 e a 25 de Dezembro, sinto cada vez mais falta de <strong>um Natal vivido por dentro</strong>. Sinto cada vez mais falta de uma certa lentidão que se contraponha à urgência e à vertigem da publicidade, dos centros comerciais, da black friday, das promoções, das filas, dos parques entupidos, em suma, do consumismo.&nbsp;</p>



<p>Descobri o prazer de «perder» tempo a fazer em casa os presentes, a embrulhá-los em pano, a pensar na decoração da mesa e da casa, a expor os símbolos do Natal e a <strong>recordar o seu significado mais profundo</strong>. Penso novamente em Tolentino Mendonça, numa crónica sua na Revista E, do Expresso: «Talvez precisemos de voltar a essa arte tão humana que é a lentidão». É mesmo isto!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os benefícios de desacelerar </strong></h2>



<p>Tem sido esse o meu exercício nos últimos anos. Em contraciclo. Desacelerar. <strong>Investir amor e tempo </strong>onde e quando o consumo nos propõe investir dinheiro e rapidez. E quando houver presentes, que sejam presentes com propósito, com sentido e com amor. Menos «ornamento». Mais «fermento».</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-1024x1024.jpg" alt="árvore de Natal" class="wp-image-13221" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-1024x1024.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-300x300.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-150x150.jpg 150w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-768x768.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-460x460.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-100x100.jpg 100w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-160x160.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-320x320.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-480x480.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-640x640.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-960x960.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2-1120x1120.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao2.jpg 1512w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Fotografia por Helena Loução</figcaption></figure></div>



<p>Aqui fica, por isso, o desafio: <strong>fazer do Natal uma época com menos desperdício, com mais consciência</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Natal com menos desperdício e mais consciência </strong></h2>



<p>O que podemos fazer? Aqui ficam algumas ideias:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Decoração de Natal: </strong></h3>



<p>A Natureza é o melhor armazém de decoração do mundo: galhos, ramos, pinhas, bolotas, folhas, flores&#8230; Galhos caídos apanhados na rua numa manhã de Inverno transformam-se numa coroa minimalista; Laranja desidratada em fatias alternada com paus de canela num cordel — voilà! &#8211; a decoração mais bonita num pinheirinho de Natal ou no centro de uma mesa.</p>



<p>Por isso, faça uma expedição pelo exterior. E, acredite, não vai voltar de braços a abanar.<strong> </strong>Sendo tudo natural, é tudo também totalmente compostável (ou pode secar e reutilizar no ano seguinte).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-1024x683.jpg" alt="Decorações de Natal" class="wp-image-13231" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-1024x683.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-1536x1024.jpg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20-1120x747.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Natal_mais_consciente_Dez20.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Árvore de Natal: </strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Reutilizar a árvore de Natal que tem desde sempre;</li><li>Comprar em segunda mão na Internet (encontra facilmente no OLX);</li><li>Caso não tenha árvore de Natal, pode montar uma com a ajuda de paus recolhidos no exterior;</li><li>Pode optar ainda por um «<a href="https://app.rnters.com/pinheirobombeiro">Pinheiro Bombeiro</a>», ou seja, um pinheiro de desbaste (cortado para manter o terreno limpo e prevenir incêndios) que pode ser alugado e devolvido, transformando-se depois em biomassa, num circuito circular. É uma iniciativa nacional que contribui para a compra de material profissional (com o apoio da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários — APBV);</li><li>Pode usar pinhas, caruma, alecrim, folhas de eucalipto ou de oliveira, rodelas de fruta desidratada, bolotas, raminhos de alecrim em pequenas coroas ou paus de canela já consumidos para decorar o pinheiro.</li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--819x1024.jpg" alt="decorações de Natal" class="wp-image-13220" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--819x1024.jpg 819w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--240x300.jpg 240w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--768x960.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--460x575.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--160x200.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--320x400.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--480x600.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--640x800.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal--960x1200.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/decoracoes-de-Natal-.jpg 1024w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Calendário do Advento:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Reutilizar molas de madeiras e sacos de papel;</li><li>Paus e fio de linho;</li><li>Corda, molas e meias antigas.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Mesa de Natal: </strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-aFUCf' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Adoro usar ramos, troncos, pinhas, paus de canela e velas no centro da mesa. A mesa ganha de imediato alma, contribuindo para um ambiente quente, acolhedor. Esses elementos podem ainda ser utilizados na marcação de lugares. Escreva à mão os nomes dos convidados, que vão, de certeza, adorar esse toque personalizado. Aqui em casa, uso restos de papel que reutilizo durante o ano como folhas de rascunho, por exemplo.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="590" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia.jpg" alt="Mesa de Natal" class="wp-image-13225" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia-300x230.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia-460x353.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia-160x123.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia-320x246.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia-480x369.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-de-decoracao-Eunice-Maia-640x492.jpg 640w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption>Sugestão de decoração Eunice Maia</figcaption></figure></div>



<p>Reutilize também louça, guardanapos e peças antigas, mesmo que não sejam todos iguais. Assuma essas diferenças, a mesa vai ficar cheia de personalidade e história.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-683x1024.jpg" alt="Mesa de Natal" class="wp-image-13223" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-1024x1536.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz-1120x1680.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Paulo-Diniz-Decoracao-por-Sara-da-Silva-Diniz.jpg 1280w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption>Fotografia por Paulo Diniz | Decoração por Sara da Silva Diniz</figcaption></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Presentes DIY: </strong></h3>



<p>Dar(-se) (em presente) é sobretudo um ato de gratidão. Na minha gramática pessoal, tenho procurado aprender a privilegiar a profundidade, o sentido, e não a quantidade. Quando falo em presentes, falo em coisas tão simples como uma carta de amor, um miminho feito por mim, um bilhete de gratidão, um poema. Deixo uma lista com algumas ideias.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O meu top 10 de presentes “faça você mesmo”: </strong></h4>



<ol class="wp-block-list"><li>Frasco de vidro com receita para bolachas com os ingredientes secos em camadas (válido também para sopas, bolos&#8230;);</li><li>Frasco para banho relaxante com sais de banho (sal, camomila ou lavanda);</li><li>Frasco com amêndoas caramelizadas;</li><li>Frasco com bolachinhas caseiras;</li><li>Saquinhos para <a href="https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/">compras a granel</a> feitos a partir de velhas camisas e pijamas;</li><li>Misturas personalizadas de ervas aromáticas, especiarias ou chás;</li><li>Mistura para leite dourado (curcuma, pimenta-preta, canela, cardamomo&#8230;) e para chocolate quente;</li><li>Cremes corporais (manteiga de coco ou karité e gotas de óleo essencial);</li><li>Kit para bebida vegetal (garrafa de vidro com um punhado de frutos secos, duas tâmaras e um saquinho de pano para filtrar);</li><li>Kit zero waste: porta-talheres feito a partir de desperdícios de tecido, talheres, guardanapo de pano ou discos desmaquilhantes em crochê.</li></ol>



<p>A minha parte preferida é mesmo personalizar o que ofereço. Deixar uma mensagem de agradecimento. Pintar ou escrever à mão nos frascos ou nos embrulhos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Outras sugestões de presentes de Natal sustentáveis: </strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Comprar em segunda mão (roupa, livros, artigos de decoração&#8230;);</li><li>Privilegiar e apoiar artistas e projetos locais e éticos;</li><li>Oferecer experiências (workshops, exposições, aulas, passeio literário, atividade desportiva, entrada num museu, concerto&#8230;) que vão ao encontro do gosto de quem recebe;</li><li>Oferecer o seu tempo (para organizar a despensa, para uma saída, para uma refeição, babysitting&#8230;);</li><li>Presentes solidários ou contribuição para uma causa em nome da pessoa;</li><li>Recuperar objetos antigos com valor sentimental (um candeeiro a partir de um antigo castiçal; dar nova vida a uma cómoda, transformando-a em móvel de casa de banho&#8230;) – Conheça o projeto «<a href="https://www.alexandraarnobio.pt/upcycling.html">Era uma vez Upcycling projects</a>». A Alexandra Arnóbio faz isto como ninguém: «Acreditamos num mundo mais sustentável, numa economia circular, onde o lixo de uns se pode tornar no luxo de outros. A nossa missão é olhar para o que está à nossa volta e criar novas funções. Perpetuar a memória de tempos que já foram num futuro que ainda irá ser.»;</li><li>Um cabaz biológico;</li><li>Kit de iniciação horta biológica.&nbsp;</li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-1024x682.jpg" alt="Sugestão prendas de Natal" class="wp-image-13228" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-1024x682.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-300x200.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-768x512.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-460x307.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-160x107.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-320x213.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-480x320.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-640x427.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-960x640.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos-1120x746.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-presente-e-embrulhos.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>. Embrulhos: </strong></h3>



<p>Adoro fazer embrulhos. Neste último ano, rendi-me à técnica ancestral japonesa de embrulhar em tecido, furoshiki. Agrada-me muito saber que estou, na verdade, a fazer duas ofertas: o embrulho e o seu interior. Recorro a tecidos antigos, lenços que deixei de usar, velhos guardanapos de pano. Tudo serve. No final, acrescento um elemento natural (um ramo de eucalipto, uma folha seca) e fica lindo! E gosto tanto de perceber que nunca haverá embrulho idêntico, que é único. Além disso, quem recebe nunca antecipa o conteúdo só pelo logótipo estampado no saco ou no papel de embrulho, como acontece normalmente com as marcas e com o grande consumo.</p>



<p>Além do pano, pode recorrer a:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Jornais usados;</li><li>Pautas de música;</li><li>Caixas reutilizadas;</li><li>Papel de embrulho reutilizado;</li><li>Juta;</li><li>Rolo do papel higiénico achatado (as extremidades funcionam como abas que se fecham) — ótimo para peças de menores dimensões;</li><li>E para os acabamentos finais, pode optar por: cordel, fita adesiva de papel, elementos naturais.</li></ul>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-576x1024.jpg" alt="Embrulhos de Natal" data-id="13226" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13226" class="wp-image-13226" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-576x1024.jpg 576w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-169x300.jpg 169w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-460x818.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-160x285.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-320x569.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-480x854.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2-640x1138.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia2.jpg 750w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-576x1024.jpg" alt="Embrulhos de Natal" data-id="13227" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=13227" class="wp-image-13227" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-576x1024.jpg 576w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-169x300.jpg 169w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-460x818.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-160x285.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-320x569.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-480x854.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia-640x1138.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Sugestao-embrulhos-por-Eunice-Maia.jpg 750w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">Sugestão embrulhos por Eunice Maia</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Natal sempre com propósito, sempre sustentável: </strong></h2>



<p>É importante ter em conta que, dependendo da sua composição, muitos dos papéis de embrulho convencionais não são recicláveis. À primeira vista, pode não parecer, mas muitos contêm plástico. Adotar uma atitude mais consciente em relação a este aspeto, privilegiando materiais reutilizados e reutilizáveis, é um passo decisivo na redução de desperdício numa época do ano que está inevitavelmente a ele associada. Nos dias seguintes ao Natal, é muito comum encontrar na rua uma visão dantesca de caixas e embrulhos empilhados.&nbsp;</p>



<p>O mesmo em relação aos cartões de Natal. Que tal reutilizar papel, papelão e cartão? Não deixe de exprimir os seus votos, mas se o puder fazer de forma mais sustentável, melhor ainda. Quem os recebe agradece e aprecia a criatividade. E o planeta também.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="727" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao.jpg" alt="cartões de Natal" class="wp-image-13222" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao.jpg 750w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao-300x291.jpg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao-460x446.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao-160x155.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao-320x310.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao-480x465.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/12/Fotografia-por-Helena-Loucao-640x620.jpg 640w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption>Fotografia por Helena Loução</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como evitar o desperdício alimentar no Natal? </strong></h2>



<p>Além do desperdício gerado em termos de resíduos, a época natalícia gera igualmente muito <a href="https://simplyflow.pt/como-reduzir-o-desperdicio-na-cozinha/">desperdício alimentar</a>. Para o evitar, podemos definir o plano que se segue.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Antes da consoada: </strong>Planificar bem as refeições e comprar, sempre que possível, a granel as quantidades exatas.&nbsp;</li><li><strong>Durante a consoada: </strong>Aproveitar ao máximo os alimentos (usar as cascas, talos). Fazer os próprios caldos com o desperdício de legumes.</li><li><strong>Depois da consoada: </strong>Distribuir os restos pelos convidados. Congelar sobras. Compostar. Doar a vizinhos ou a instituições.</li></ul>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-aFUCf' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/natal-menos-desperdicio-mais-consciencia/">Natal: menos desperdício, mais consciência</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>22 dicas para reduzir o desperdício em celebrações e momentos festivos</title>
		<link>https://simplyflow.pt/22-dicas-para-reduzir-o-desperdicio-em-festas-e-eventos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 07:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[celebrar]]></category>
		<category><![CDATA[comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[maria granel]]></category>
		<category><![CDATA[reduzir desperdício]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=12875</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como manter um espírito comemorativo intocado, sem julgamentos, sem fundamentalismos, garantindo a mínima produção de lixo? Aprenda a reduzir o desperdício em festas e eventos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/22-dicas-para-reduzir-o-desperdicio-em-festas-e-eventos/">22 dicas para reduzir o desperdício em celebrações e momentos festivos</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><strong>Quando falamos da nossa casa, é mais fácil reduzir o desperdício, mas, quando passamos para a esfera coletiva, a dos outros, torna-se um pouco mais complicado. Ainda mais quando se trata de eventos e festas: queremos energia positiva, alegria e celebração, não policiamento. Como manter esse espírito comemorativo intocado, sem julgamentos, sem fundamentalismos, garantindo a mínima geração de lixo? </strong></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como reduzir o desperdício de resíduos?</strong></h2>



<p>Do ponto de vista da prevenção dos resíduos, o maior trunfo que a experiência me ensinou foi que os eventos livres de descartáveis, além de serem mais ecológicos, são definitivamente mais bonitos e económicos. Esse é um argumento muito eficaz na hora de seduzir e mobilizar as pessoas que, comprometidas com o lado estético e financeiro do planeamento, acabam também por assumir indiretamente um compromisso ativo de redução de desperdício. De facto, se recorrermos a materiais de que já dispomos e que reutilizamos, ou que alugamos, ou que produzimos a partir de outros já existentes, torna-se também muito mais vantajoso economicamente. Convém repetir vezes sem conta: <strong>nada é mais sustentável do que aquilo que já temos em casa</strong>!</p>



<p>E, além da prevenção da geração de resíduos…</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como reduzir o desperdício alimentar?</strong></h2>



<p>Da mesma forma que em relação a outras áreas da nossa vida, <strong>o mais importante é planificar e comunicar com antecedência com todos os envolvidos &#8211; de convidados a parceiros &#8211; seja qual for a escala do evento que estamos a preparar</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-683x1024.jpg" alt="reduzir desperdício festas e eventos" class="wp-image-12880" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-1024x1536.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20-1120x1680.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/reduzirdespercidiocelebracoes_Nov20.jpg 1280w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>22 dicas para reduzir o desperdício em festas e eventos:</strong></h2>



<p>As ideias que deixo a seguir ajudam-nos a atuar nessas duas áreas (resíduos e desperdício alimentar) e a evitar desperdícios.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Antes do evento </strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-KidLr' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Em vez de convites físicos, pode optar por convites digitais;&nbsp;</li><li>Envie, com antecedência, um e-mail aos convidados, explicando os seus esforços de redução e pedindo para aderirem ao sistema BYO (&#8220;Bring your own&#8221; / &#8220;Traga o seu próprio&#8221; – copo, talheres, porta-talheres&#8230;); &nbsp;</li><li>Faça o mesmo com eventuais parceiros e fornecedores, num tom mais assertivo. Comunique os seus objetivos e avise previamente todos sobre os materiais a privilegiar. Faça disso um critério de seleção. &nbsp;</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Faça um plano! </strong></h3>



<ol class="wp-block-list" start="4"><li>Garanta a existência e a localização dos pontos de reciclagem;&nbsp;</li><li>Faça uma lista de todos os materiais de que vai precisar e a sua forma de descarte (isto permitir-lhe-á eliminar tudo o que não é totalmente reciclável ou totalmente compostável), assim como o respetivo fornecedor e transportador (para poder comunicar com antecedência com eles);</li><li>Para encaminhar os resíduos orgânicos, que podem ser gerados em grandes quantidades, dependendo da escala do evento, procure contactar quer associações de recolha de excedentes alimentares, quer hortas urbanas e centros de compostagem comunitária;&nbsp;</li><li>Pode alugar louça ou reutilizar a que já tem, dependendo da escala do evento. Há também vários ceramistas artesanais com quem pode falar e que podem ter interesse em ceder as suas peças ou os seus ensaios bonitos, mas com pequenas imperfeições — é uma forma criativa não só de mostrar o trabalho de quem admira, mas também de evitar o desperdício;&nbsp;</li><li>E o mesmo em relação ao mobiliário: pode usar paletes ou alugar equipamento, ou ainda reutilizar mobília em segunda mão;&nbsp;</li><li>Planifique as refeições tendo em conta o número de convidados confirmados: pense em porções pequenas, apenas o suficiente;</li><li>Planifique um menu que aproveite integralmente os alimentos e faça uma lista de compras detalhada com as quantidades necessárias;</li><li>Recorra a projetos como a<a href="https://frutafeia.pt/"> Fruta Feia</a> e similares para se abastecer e incorpore alimentos que, de outra forma, seriam descartados. Fruta e legumes feios são saborosos;</li><li>Se possível,<a href="https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/"> compre a granel</a> e na quantidade exata de que vai precisar;</li><li>Depois das compras,<a href="https://simplyflow.pt/como-reduzir-o-desperdicio-na-cozinha/"> acondicione tudo corretamente</a>, para prolongar a vida dos alimentos.</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>No dia do evento </strong></h3>



<ol class="wp-block-list" start="14"><li>Assegure a existência de estações de hidratação: frascos grandes de vidro com dispensador a granel ou fontes de água. Pode utilizar cascas de fruta provenientes da confeção de receitas para aromatizar a água;</li><li>Não recorra a balões. Por isso, mesmo que o evento não decorra junto ao mar, a verdade é que, de uma forma ou de outra (porque o que sobe acaba por descer), arrastados pelo vento ou por via do saneamento e cursos de água, podem ir ter ao oceano. Estão bem documentadas, infelizmente, as consequências destes objetos em muitas espécies: aves que ingerem pedaços e morrem depois de fome, ou que acabam enredadas e imobilizadas, ou que sufocam. Substitua os balões por bolas de sabão, por exemplo;&nbsp;</li><li>Limite os brindes (amostras grátis, panfletos de papel). Quanto mais resíduos forem produzidos, maiores serão as taxas de descarte. Supervisione os materiais utilizados e privilegie ofertas com sentido, experiências, gestos simbólicos;&nbsp;</li><li>Os contentores de reciclagem devem ser claramente marcados e visíveis com sinalização própria e universal. Não deve haver contentores de lixo indiferenciado isolados;&nbsp;</li><li>Inclua também pontos de depósito de resíduos orgânicos para<a href="https://simplyflow.pt/7-perguntas-e-respostas-sobre-a-compostagem/"> compostagem</a>;</li><li>Distribua estrategicamente pelo espaço cinzeiros portáteis para depósito de beatas para fumadores.</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pós-evento </strong></h3>



<ol class="wp-block-list" start="20"><li>Recicle o óleo de cozinha usado na confeção dos alimentos. Para isso, contacte empresas nacionais que o transformam depois, por exemplo, em detergentes ecológicos;&nbsp;</li><li>Recolha e composte os resíduos orgânicos que resultaram da confeção dos pratos;</li><li>Distribua pelos familiares, convidados ou amigos as sobras de refeições. Ou use-as criativamente nos dias a seguir. Pode também doar para instituições que fazem a sua recolha. Não desperdice!</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Potenciais parceiros para evitar o desperdício nas suas festas e eventos: </strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Lisboa Limpa — para copos reutilizáveis;&nbsp;</li><li>Sociedade Ponto Verde, câmara municipal e serviços de recolha — para apoio e orientação na separação de resíduos;&nbsp;</li><li>Beataki — para sistema de recolha de beatas;&nbsp;</li><li>Sorbos; Vegware and Tricecologic; Bioethic; Cupfee; Biotrem — para acessórios compostáveis e, em alguns casos, comestíveis;&nbsp;</li><li>Refood; Fairmeals; Phenix Portugal; Too good to go — para excedentes alimentares;&nbsp;</li><li>Acqualife — para sistema de hidratação em eventos;&nbsp;</li><li>EcoX — para entrega de óleos para reciclagem e para eventos mais ecológicos.&nbsp;</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>NOTA FINAL: </strong></h3>



<p>Estamos a viver um momento crítico em sociedade e teremos de esperar ainda para nos voltarmos a juntar como antes da pandemia.<strong> Este artigo, portanto, pretende reunir alguns conselhos muito práticos que podem ser adaptados a qualquer escala. Não se trata de incentivar ajuntamentos, mas de deixar, a propósito do aniversário do Simply Flow, dicas que possamos aplicar mais tarde, quando, reunidas as condições de segurança, o possamos voltar a fazer com mais tranquilidade.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-KidLr' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/22-dicas-para-reduzir-o-desperdicio-em-festas-e-eventos/">22 dicas para reduzir o desperdício em celebrações e momentos festivos</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As vantagens de comprar a granel</title>
		<link>https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eunice Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 07:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SUSTENTABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Eunice Maia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=12259</guid>

					<description><![CDATA[<p>Inspirado no passado e no que de mais tradicional as mercearias antigas tinham, o granel está&#8230;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/">As vantagens de comprar a granel</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Inspirado no passado e no que de mais tradicional as mercearias antigas tinham, o granel está de mãos dadas com o presente e com o futuro. Evoluiu. Adaptou-se aos tempos. Os relatórios de tendências do mercado apontam a vontade dos consumidores de terem acesso a este tipo de consumo. E está nas nossas mãos dar o sinal de que o granel é, de facto, o futuro. Como é que isso se faz? Comprando a granel!</strong></p>



<p>Numa loja a granel, os produtos são apresentados em dispensadores individuais, com doseadores, e é possível escolher os alimentos na quantidade de que realmente se precisa. Este gesto tem um impacto considerável na redução da quantidade de resíduos destinados a aterros e incineradoras. Além disso, ao incentivar a aquisição apenas da quantidade de que efetivamente necessitamos, estaremos também a diminuir o desperdício alimentar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O granel e a redução do desperdício</strong></h2>



<p>Comprar a granel contribui significativamente para a redução da produção de resíduos de embalagens de plástico e ainda de desperdício alimentar ao nível do consumidor. Produzimos em Portugal 1 milhão de toneladas de desperdício alimentar por ano (96,8 kg per capita); 28,9% na distribuição; 31,4% ao nível do consumidor (Ribeiro: 2018, “Avaliação da venda de produtos a granel em supermercados”).</p>



<p>Ora, o desperdício alimentar doméstico está associado (20 a 25%) ao consumo embalagens. Dados fornecidos pela European Week for Waste Reduction revelavam que cada família descarta 10% dos bens alimentares adquiridos, sendo que muitos não chegam sequer a ser desembalados! A compra de quantidades de alimentos corretamente adaptadas às necessidades de consumo permite reduzir a produção de resíduos.</p>



<p>“A venda a granel pode ser uma solução de futuro se Portugal quiser dar resposta às políticas europeias de Economia Circular na redução de utilização de embalagens de plástico” (<em>ibidem</em>). Faria sentido inclusivamente uma redução do IVA para 6% para produtos adquiridos a granel.</p>



<p>O granel surge assim como fator de redução de desperdício, mas também da prevenção de geração de resíduos, permitindo aos consumidores escolher a quantidade de produto de que precisam e abdicar das embalagens. Desta forma, assume-se como uma medida de prevenção de geração de lixo, atuando ao nível do pré-lixo, incentivando uma lógica de economia circular.</p>



<p>Está, por isso, ao serviço do <a href="https://www.ods.pt/objectivos/12-producao-e-consumo-sustentaveis/?portfolioCats=24">Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 &#8211; Produção e consumo sustentáveis “Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis”</a>, atuando numa lógica de “pre-waste”, ou seja, de prevenção de geração de resíduos, através da planificação e da adoção de um consumo mais consciente.</p>



<p>O Barómetro Marcas Cidadãs (2019), análise promovida pelo <a href="https://www.clab.com.pt/">C-Lab</a>, demonstra, aliás, a tendência e a vontade dos consumidores para optar por compras a granel como forma de eliminar as embalagens e como mensagem de sustentabilidade. 68% dos inquiridos acham interessante e adeririam se se alargasse a compra ao quilo/litro a novas categorias de produtos e 77% evitam comprar pré-embalados em plástico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-12266" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-1024x1536.jpg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-1365x2048.jpg 1365w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-1120x1680.jpg 1120w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/MariaGranel-12-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que diz a investigação científica sobre o impacto do granel? </strong></h2>



<p>No nosso país há ainda pouca investigação científica publicada e revista por pares em torno do impacto das lojas “zero waste”. Há algumas teses,<a href="https://run.unl.pt/bitstream/10362/59604/1/Ribeiro_2018.pdf"> uma</a> especificamente sobre o granel, da autoria de Diogo Ribeiro, antes referida, para a qual tivemos o privilégio de contribuir, mas, como é um conceito recente, há muito por fazer (estudar).</p>



<p>Há, por isso, sem dúvida, uma oportunidade e uma necessidade urgente, para podermos monitorizar com rigor e documentar esse mesmo impacto.&nbsp;</p>



<p>Num dos fóruns organizados pela Zero Waste Europe em que pude participar, com a presença da Jane Muncke, da Food Packaging Forum, refletia-se precisamente sobre a importância da investigação e da pesquisa em torno do impacto das embalagens. De facto, estas têm um papel fundamental no combate ao desperdício alimentar, por um lado, porque asseguram o acondicionamento e a preservação do produto ao longo de várias fases da cadeia alimentar (envio e entrega para distribuição, transporte, retalho, consumidor); no entanto, por outro, constituem também em simultâneo fator de emissões de gases com efeitos de estufa e, numa ótica de pós-consumo, de poluição (pensemos no efeito dos descartáveis nos ecossistemas marinhos).</p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/publication/308922063_The_prospects_of_zero-packaging_grocery_stores_to_improve_the_social_and_environmental_impacts_of_the_food_supply_chain">Um artigo</a> publicado em 2017 por<a href="https://www.researchgate.net/profile/Elisa_Beitzen-Heineke2"> Elisa Beitzen-Heineke</a>,<a href="https://www.researchgate.net/profile/Nazmiye_Balta-Ozkan"> Nazmiye Balta-Ozkan</a> e<a href="https://www.researchgate.net/scientific-contributions/2004589607_Hendrik_Reefke"> Hendrik Reefke</a> no<a href="https://www.journals.elsevier.com/journal-of-cleaner-production"> Journal of Cleaner Production</a>, dedicado às lojas zero waste (lojas – mercearias bio a granel &#8211; cuja missão está comprometida com a redução de desperdício, analisou e descreveu o seu <strong>impacto positivo </strong>nas comunidades em que estão inseridas do ponto de vista <strong>social</strong>, <strong>ambiental </strong>e <strong>económico</strong>, salientando:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ydoC3' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>acesso a alimentos mais nutritivos e saudáveis (não processados);</li><li>controlo das quantidades adquiridas (mais poder para o consumidor) e possibilidade de experimentar novos sabores;</li><li>a certificação “fair trade” em muitos casos, além da certificação de produção em modo biológico;</li><li>redução das embalagens e prevenção da geração de resíduos;</li><li>atendimento de proximidade (criação de laços de afetos com a comunidade);</li><li>fator conveniência (loja de bairro);</li><li>inovação e colaboração com universidades no desenvolvimento de design e acondicionamento disruptivos;</li><li>apoio crescente a produtores e fornecedores nacionais;</li><li>colaboração com universidades (casos de estudo; estágios;&#8230;);</li><li>ausência de refrigeração (mercearia seca) e períodos de validade extensos com impacto muito significativo na redução do consumo de energia, água e das emissões;</li><li>maior transparência na cadeia;</li><li>forte controlo dos princípios HACCP, supervisionados e certificados por entidade externa;</li><li>forte sentido de comunidade: eventos, workshops, conferências.</li></ul>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-683x1024.jpg" alt="" data-id="12263" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=12263" class="wp-image-12263" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_4.jpg 1000w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-683x1024.jpg" alt="" data-id="12262" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=12262" class="wp-image-12262" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_3.jpg 1000w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-683x1024.jpg" alt="" data-id="12264" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=12264" class="wp-image-12264" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian-Caló_6.jpg 1000w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-683x1024.jpg" alt="" data-id="12265" data-full-url="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2.jpg" data-link="https://simplyflow.pt/?attachment_id=12265" class="wp-image-12265" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-683x1024.jpg 683w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-200x300.jpg 200w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-768x1152.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-460x690.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-160x240.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-320x480.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-480x720.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-640x960.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2-960x1440.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/07/Julian_Caló_2.jpg 1000w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">Fotografias por Julian Caló</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Quando visitam e compram numa mercearia biológica a granel, estão a dar o vosso voto e o vosso sinal de que concordam e apoiam a sua missão, contribuindo para este potencial que os investigadores citados identificaram.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Proximidade e laços de afeto</strong></h2>



<p>Acredito que esta crise conduziu muitas pessoas de volta aos pequenos negócios dos bairros, ao comércio local. Em dias de distanciamento social e de isolamento, a verdade é que os laços de afeto e de proximidade parecem estar a ser reforçados e valorizados. Há correntes nas redes sociais de partilha destas marcas e destes projetos, há apelos para estimular o que é nosso e agradecimentos aos pequenos produtores que fazem chegar o melhor do campo à cidades.</p>



<p>O regresso ao local, ao bairro, aos vínculos de vizinhança e cooperação sublinha a importância dos conceitos de autossuficiência e resiliência mais do que nunca. Escolher as pequenas mercearias neste momento é também isso: votar através da compra nestes valores para o futuro.</p>



<p>Para facilmente encontrar a mercearia mais perto de si consulte o <a href="https://www.agranel.pt/">portal online “A Granel”</a>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alguns conselhos práticos para comprar a granel: </strong></h2>



<ol class="wp-block-list"><li>Fazer sempre uma lista de compras após verificar o que ainda tem em casa;</li><li>Leve caneta ou lápis para registar validades (estão sempre afixadas nos rótulos dos dispensadores);</li><li>Recuse sacos de plástico de uso único;</li><li><a href="https://simplyflow.pt/como-reorganizar-a-sua-despensa/">Organizar na despensa os produtos </a>comprados a granel, colocá-los em frascos ajuda a ter uma perceção mais rigorosa das quantidades efetivamente gastas.</li></ol>



<p class="has-small-font-size">Nota: Fotografia destaque por Daniela Sousa</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-ydoC3' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/as-vantagens-de-comprar-a-granel/">As vantagens de comprar a granel</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: simplyflow.pt @ 2025-09-27 07:17:39 by W3 Total Cache
-->