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	<title>Eduardo Sá, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<title>Eduardo Sá, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>As crianças têm direito a brincar</title>
		<link>https://simplyflow.pt/as-criancas-tem-direito-a-brincar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Brincar]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As crianças têm direito a brincar todos os dias: na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr “brincar” a rimar com “aprender”). Em casa e ao ar livre. Sob o olhar discreto dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As crianças têm direito a brincar todos os dias: na </strong><a href="https://www.facebook.com/eduardosa.pt/posts/pfbid02YAkAeKXfa2BpG7EBHrNMxkqmHhWAzF2DP15p6TCiPpbvVR7gWzjvbYiwXsXYmrgNl?locale=pt_PT" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>escola</strong></a><strong>, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr “brincar” a rimar com “aprender”). Em casa e ao ar livre. Sob o olhar discreto dos seus pais. Brincar só ao </strong><a href="https://simplyflow.pt/o-amor-e-um-longo-fim-de-semana/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>fim de semana</strong></a><strong> não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos os deveres.&nbsp;</strong></h2>



<p>As crianças têm direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula “primeiro fazes os deveres e depois brincas”, tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois de brincar vem o trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças têm direito a unir brincar com aprender.&nbsp;</strong></h2>



<p>Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga o que se sente com aquilo que se aprende. Quem não brinca imita, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças têm direito a não saber brincar. </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-Drlzs' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se ou desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca e com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.&nbsp;</strong></h2>



<p>Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos e com o que entendam, por mais que não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mais brinca-se de menos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças têm direito a desarrumar todos os brinquedos (e a arrumá-los, de seguida, com um toque…pessoal).&nbsp;</strong></h2>



<p>Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, os mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As crianças têm direito a brincar para sempre.&nbsp;</strong></h2>



<p>A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-Drlzs' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>O amor é um longo fim de semana</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-amor-e-um-longo-fim-de-semana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Nada do amor é por acaso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O amor é um longo fim de semana. Todos os dias. E é por isso que não entendo a forma como (talvez) todos acabemos a entendê-lo como se o amor fosse normal. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading" id="o-amor-e-um-longo-fim-de-semana-todos-os-dias"><strong>O amor é um longo fim de semana. Todos os dias.</strong></h2>



<p>E é por isso que não entendo a forma como (talvez) todos acabemos a entendê-lo como se o amor fosse normal. Normal de acontecer quase por acidente. Ou, mesmo, sem se querer. Normal de tão simples e vulgar. Ou de banal.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-amor-nao-e-normal"><strong>O amor não é normal!&nbsp;</strong></h2>



<p>De início, é um espanto. Uma surpresa. Uma espécie de dádiva que nos deixa, humildes e gratos. E entontecidos. Depois, é uma escolha. Que nos remexe e desarruma. E é uma garra que nos toma e nos devolve à alma. A seguir, um planalto. Um juízo final. Um horizonte e um sentido. Finalmente, é um princípio. Uma história que começa e não tem fim. Um sítio, sempre mais alto, de onde se vê para lá do amanhã. Sem olhar para outro sítio que não seja o (nosso) amor.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="amar-e-estar-em-casa-em-todas-as-ruas-e-em-todos-os-lugares-e-ter-o-mais-que-tudo-onde-antes-nada-se-detinha"><strong>Amar é estar em casa. Em todas as ruas. E em todos os lugares. É ter o mais que tudo onde, antes, nada se detinha.</strong></h2>



<p>E é esperar que o mundo perca o mistério. Se atrapalhe com o tempo. Se atabalhoe em coincidências. Tudo porque o <a href="https://www.leyaonline.com/pt/livros/romance/nada-no-amor-e-por-acaso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">amor</a> é um longo fim de semana. Todos os dias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="685" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-685x1024.jpg" alt="" class="wp-image-17017" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-685x1024.jpg 685w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-201x300.jpg 201w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-768x1148.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-460x688.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-160x239.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-320x478.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-480x718.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa-640x957.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/02/Nada-no-Amor-e-por-Acaso_Eduardo-Sa.jpg 929w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></figure></div>
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		<title>Queremos ser avós, só avós, e nada mais que avós!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/queremos-ser-avos-so-avos-e-nada-mais-que-avos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2019 08:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os avós não são um encargo: são uma bênção! Os avós têm direito a ser avós,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os avós não são um encargo: são uma bênção!</strong></h2>



<p><strong>Os avós têm direito a ser avós, só avós, e nada mais que avós! </strong>Não são, portanto, nem &#8220;pais duas vezes&#8221;, nem pais em part time. Apesar disso, querem ter os netos todos os dias, para os mimarem, reservando para si, com toda a legitimidade, um estilo muito seu para “arredondarem” as regras das crianças, desautorizando os pais devagarinho, e para darem a cada uma delas um tom mais ameno e mais açucarado. E, têm direito a manobrar os filhos quando um neto se zanga com a sopa, e a insistir no “só hoje” &#8211; terno e macio &#8211; com que se vai, directamente, dos pratos preferidos das crianças para a sobremesa, que deixa todos os pais entre a rezinguice legislativa e os ataques de nervos, cheios de ciúmes, porque os avós são melhores pais como avós do que eram como pais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os avós têm, também, o direito a ir buscar os netos às aulas.</strong></h2>



<p>E, ao contrário dos maus exemplos dos pais, têm direito a não perguntar nem “como é que correu a escola”, nem “o que é que foi o almoço”. E, é claro, têm direito a cumprimentá-los com mais um “meu querido!” que é, como todos sabemos, um exclusivo gourmet de todos os avós. E, fará parte deste direito um lanche com bolo de maçã, se Deus cumprir a sua missão de os iluminar, ficando a luta (inglória!)&nbsp; da crianças com os trabalhos de casa ao cuidado &#8211; exclusivo e esganiçado &#8211; dos seus pais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os avós reclamam que a dura tarefa de educar seja um compromisso, sobretudo, para os pais.</strong></h2>



<p>E, que para eles, avós, esteja reservado o contraditório com que essa missão ganha luz e calma, quer quando os avós se descuidam e dizem quase tudo ao contrário daquilo que os pais exigem, quer quando &#8211; no seu: “vá, não sejas assim…” &#8211; interferem no tom mais policial com que os pais, com um jeitinho incandescente, parecem retomar o “quem manda aqui sou eu!”, clássico em todas as infâncias. E, reclamam, ainda, o direito de, quando muito bem entenderem, deixarem os filhos entre a espada e a parede, ao pé dos netos, (convidando os pequenos para a insubordinação) quando dizem aos pais deles, num tom embaraçoso, mas atulhado de carinho: “ele é tão parecido contigo!&#8230;”. Ou, escorregando para uma advertência, com uma aragem levemente adocicada, têm o direito a encostar os pais&nbsp; “às cordas” com o seu já famoso: “Tu lembras-te das fitas que fazias?&#8230;”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As histórias dos avós</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-9ZKm3' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'>

</p>



<p>Os avós recordam que contar histórias aos netos &#8211; mesmo daquelas que possam ser pejadas de arrepios, ou que tenham trapalhadas ou, mesmo, que sejam enfadonhas &#8211; não é um direito seu; <strong>é uma obrigação de todos os avós! </strong>E &#8211; mais &#8211; nas histórias dos avós, os heróis patetas das aventuras para as crianças podem ter um nome de família e, de preferência, nelas podem misturar-se antepassados e imaginação. Desde que cumpram uma (e uma só) condição, absolutamente incontornável: não podem nunca repetir quase nada em cada história que costuram! Porque <strong>os avós não contam histórias: são a nossa história!</strong> E, só por isso, como mais ninguém, dizem-nos quem somos. E (mais!), por cada história que nos contam &#8211; olhando-nos nos olhos, sem cortinas &#8211; tornam os pais mais pequeninos, põem sentidos onde só havia um sonho, e fazem duma família uma praça a transbordar de enredos &#8211; imensa e apinhada &#8211;&nbsp; que dão orgulho e humildade, e tornam cada neto mais amigo do futuro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os avós têm, seguramente, sobre a si a exigência de ser os guardiães do direito das crianças a brincar.&nbsp;</strong></h2>



<p>Mesmo que sejam obrigados à canseira de recordar aos pais que terá sido, porventura, por excesso de zelo e de tolice que eles, os avós, enquanto pais, foram rezingões e indispostos quando os filhos trocavam, de bom grado, qualquer estudo que fosse pelo nobre desejo de se confiarem a mais uma brincadeira. E, se assim lhes apetecer, os avós estão autorizados às brincadeiras mais perigosas, que sempre vedaram aos seus filhos! Como, por exemplo, brincar (vezes sem conta) aos cabeleireiros. Porque &#8211; ao contrário dos erros que foram cometendo, enquanto pais &#8211; os avós sabem, como mais ninguém, que não se pode ser justo e sereno, e firme e bondoso sem desarrumarmos a cabeça ou sem se despentear o coração.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os avós insistem, também, que não podem concordar com as asneiras dos pais.</strong></h2>



<p>E, que, sendo assim, passarão a repreendê-los, em nome dos netos, sempre que os pais insistam em recolher as crianças já depois delas se renderem ao João Pestana, como se os pais estivessem mais equiparados a uma empresa de recolha de encomendas, porta a porta, do que à sua indispensável função&#8230; de pais. Mesmo que eles o façam escondendo-se atrás dos horários do emprego, que não se podem discutir, ou do ritmo glutão da vida (que parece não lhes merecer nem escolha nem, sequer, oposição) Como se, para umas coisas, eles fossem crescidos e merecessem ser pais e, para outras, vivessem &#8211; desde a idade dos filhos &#8211; numa ameaça do género “quando for grande, eu mudo!”, que &#8211; apesar da dedicação e do carinho dos avós &#8211; priva as crianças do seu direito a ter mais tempo de pais do que de avós, todos os dias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aos avós está, também, inerente a legitimidade de contarem as mesmas “gracinhas” dos netos.</strong></h2>



<p>E, para eles está, igualmente, reservado o encanto com que se comovem com cada “Ele é tão esperto!&#8230;” com que deixam os netos, de graça em graça, ir “mandando no jogo” da família, muitas vezes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A função preciosa e indispensável dos avós</strong></h2>



<p>Mas, <strong>os avós lembram que, para além da sua função preciosa e indispensável, é aos netos que devem o precioso privilégio de resgatarem uma bondade (cheia de beijos e de abraços) que lhes parecia esquecida ou, mesmo, até perdida</strong>. Mas, insistem, <strong>serão tanto melhores avós quanto mais vida possam ter!</strong> E, lembram que, sendo assim, são contra todas as tentações de exploração (irreflectidas, certamente) com que os pais vão colectivizando os tempos dos avós, os espaços dos avós ou os prazeres dos avós, como se a sua obrigação passasse mais por estarem &#8211; sem reservas e sem limites &#8211; ao dispor da “má educação” dos filhos que do “espírito de natal” com que amam os netos. E, embora não haja um contrato colectivo que proteja a sua sagrada missão,<strong> os avós têm direito a ter uma agenda própria, e a gozar férias de netos </strong>(com os juros decorrentes das poupanças que foram fazendo nas férias de pais que foram guardando duns anos para os outros). <strong>E, têm direito a fins-de-semana sem netos, mesmo que os usem para não fazer nada: ou porque também gostem de sair, ou achem precioso conviver, ou queiram passear ou viajar, ou tenham, ainda &#8211; para surpresa de todos &#8211; de cuidar da sua relação e dos seus amores todos os dias </strong>(por mais que, de vez em quando, tudo isso pareça merecer um imposto de luxo aos olhos dos filhos). E, já agora (sejam quais os rendimentos de que disponham) os avós exigem que lhes esteja autorizada a função de olharem pelas mesadas dos netos, mas que lhes sejam vedadas as contribuições extraordinárias de solidariedade com que os filhos, vezes demais, vivem acima daquilo que podem, como se aos avós estivessem proibidos os pequenos caprichos ou os prazeres mais requintados com que a vida ganha em brilho e em paixão, que os torna melhores avós quando guiam filhos e netos no seu amor pela vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os avós recordam que não são um encargo: são uma bênção!</strong></h2>



<p>E, advertem que os sábios nunca são velhos! São, isso sim, um ror de vezes, simplesmente, avós. Só avós. E, nada mais que avós.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-9ZKm3' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Amo-te Pai!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/amo-te-pai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 07:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[dia do pai]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de pai deve ser administrado com cuidado Embora se apresente em diversos tamanhos, o&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>O uso de pai deve ser administrado com cuidado</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora se apresente em diversos tamanhos, o pai pode ser usado todos os dias, sem causar habituação. Habitualmente, pela manhã, o pai pode ser administrado numa dose ligeira, o que implica acordar os filhos, gritar para que se despachem (enquanto faz, atabalhoadamente, a barba) e ameaçar, como de costume, que não espera nem mais um minuto, depois de buzinar duas vezes, até que os filhos desçam, sem atrasos, para irem para a escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há, também, quem use uma porção, mais ou menos variável, de pai, ao fim do dia, o que inclui dar a voz de comando em relação ao banho, lutar contra as dúvidas de matemática que se acotovelam quando os trabalhos de casa puxam pelo sono, e ler (nunca contar&#8230;) uma história, antes de dormir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito raramente, há quem use o pai durante a noite, para caçar “fantasmas”, nos maus sonhos, ou quando uma dor de barriga vem a calhar, sempre que se descobre (a altas horas) que os trabalhos de casa se perderam entre a sala de aula e o caminho para casa.</span></p>
<p><b>Por mais que haja quem recomende que isso se trata duma adição muito perigosa, há quem consuma, ainda, doses generosas de pai, ao fim-de-semana. E, claro, quem sofra do perigoso distúrbio de não passar sem ele</b><span style="font-weight: 400;">, antes e depois da escola, enquanto se esgadanham os dois atrás duma bola ou sempre que contam histórias e piadas palermas e divertidas, enquanto se martirizam com as almofadas e deixam o sofá num estado de sítio.</span></p>
<h2><b>Tanto pai pode, de facto, fazer mal a uma criança! </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Daí que se deva considerar que um estado normal de pai (que deixa uma criança à margem de intoxicações delicadas) é que ele seja sentido como se não tivesse coração, fosse trôpego com as palavras, tivesse um atrapalhador no lugar do coração e, sempre que são precisos gestos claros e calorosos de ternura, que ele mais pareça um prestidigitador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou que seja mais ou menos natural que o pai não se lembre dum aniversário importante, do nome da directora de turma, dos dias dos testes ou das disciplinas dum filho, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou que se entenda como um acto de gestão corrente que, sempre que um filho compartilha desabafos, o faça com a mãe e que, depois dela os dividir com ele, o pai faça de distraído (até porque isso leva a que os filhos falem com ele por meias-palavras e por entre linhas, como se, em vez dum homem generoso e palpitante, o pai fosse, consoante “o fumo” que lhe esvoaça das orelhas, um vulcão adormecido).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou que se convencione que um pai trabalha muito e que, por causa disso, a gritaria lá em casa baixa de tom mal ele esteja para chegar!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou que, consoante os casos, a mãe, depois de se esganiçar, acabe a dizer: “Não tarda nada, chega o teu pai, e tu vais ver!&#8230;” (como se, em vez do Pai Natal, o pai fosse uma versão, com fato e gravata, do lobo mau).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou − ainda, que o pai mereça mimos e abraços (ou venha de lá um: “paizão, gosto muito de ti”!) unicamente quando o “rendimento social de inserção” dum filho, entretanto, se “constipou”, e a mesada dele precisa de ser aconchegada com uma emissão&#8230; de dívida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou − e a lista de sintomas “anti-inflamatórios” parece, felizmente, nunca mais acabar! − que se ache razoável que o pai exagere nas vezes em que faz de “homem-invisível” e sempre que, finalmente, ele se chega à frente, todos concordem que aquele momento&#8230; nunca existiu, dando à sua autoridade um leve tom de “missão impossível” (sem que, no entretanto, ele lucre com o glamour dum protagonista e que, em vez de se fazer transportar num coração que mais parece uma limousine, o pai, com o barulho das luzes, antes fosse um verdadeiro anti-herói).</span></p>
<p><b>Todas estas embalagens de pai são vulgares e equivalem às diversas cores com que se revestem as drageias ou os comprimidos. Devem ser administradas com cuidado e, sendo assim, podem ser deixadas ao alcance das crianças.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja como for, não se deve temer pela saúde duma criança sempre que o reconhece tão capaz de intuir e de resolver aquilo que ela, ainda, mal pensou, que o viva em “modo de voo”, sempre desligada dos gestos guerreiros que cobrem de vaidade qualquer pai.</span></p>
<h2><b>É claro que o amor do pai talvez traga consigo uma ligeira alteração da temperatura do corpo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É natural que os filhos, bem amados pelo pai, não sejam tão afoitos e perseverantes como deviam porque − com a mesma desenvoltura com que chamam pela mãe, mal lhes dói seja o que for − logo que falam “tu cá, tu lá” com uma contrariedade, terminam sempre a reconhecer que o pai a&#8230; resolve.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aí, sim, o estado geral duma criança corre perigos severos. Porque, regra geral, confere a um pai um estatuto de super-herói, com a imensa vantagem dele não ter que se mascarar para evocar os seus poderes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, é claro, que o coloca ali entre um bombeiro e um mágico (o que, não lhe dando um descanso por aí além, evoca um lado amigo do bricolage que lhe alimenta uma aura de faz-tudo, sem direito a férias, fins-de-semana ou feriados).</span></p>
<p><b>Em circunstâncias-limite, tanto pai gera um estado inflamatório exuberante, que torna uma criança um bocadinho desgovernada do juízo podendo acontecer que, depois de se colocar às suas cavalitas, ela dobre o riso enquanto ele a lança ao ar e a transforma num&#8230; aviãozinho.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem, no entanto, reconheça que, enquanto a mãe a acalenta, o pai faça de conta que tem “nervos de aço” e, depois de encher o peito de ar, e de coração apertado, dê um empurrãozinho no rabo duma criança enquanto a faz ter um pouco mais de mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas todo o cuidado é pouco! Até porque há relatos − preocupantes! − que, garantem que há pais que fingem ser um gigantão e, depois de se porem em bicos de pés e de esticarem os braços o mais que podem, levam os filhos a acreditar que chegam às nuvens ou que arranharam os céus&#8230;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por estas e por outras que o uso de pai deve ser administrado com muito cuidado! </span><b>Embora seja, geralmente, aceite que abraçar um pai pareça não ser um desperdício e dizer: “Amo-te, pai!” esteja para o coração paterno como a chave completa para o Euromilhões…</b></p>
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		<item>
		<title>Será a &#8220;paciência divina&#8221; uma qualidade?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/sera-a-paciencia-divina-uma-qualidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Sep 2018 19:20:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A paciência é uma qualidade. Mas, a paciência de mais arrisca-se a ser um defeito. É&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A paciência é uma qualidade. Mas, a paciência de mais arrisca-se a ser um defeito. É por isso que não entendo os desabafos de muitas mães quando reconhecem ter um filho que tira a paciência até a um santo. Imagino eu que isso queira dizer que um santo será mais paciente. Ora, se for assim, e assumindo que a paciência levada ao exagero é um defeito, arrisco-me a concluir que, por mais que tenha havido um sem-número de qualidades pelas quais eles tenham merecido a imensa graça da sua santidade, não terá sido pela paciência exagerada que os santos terão ganho o céu. E, por mais que, levada ao absurdo, essa paciência sem limite possa ser uma qualidade quase divina, há crianças que &#8211; por mais que os pais lhes chamem “meu anjinho” e coisas assim &#8211; ao tirarem a paciência a quem a tenha quase até à eternidade, abalem as convicções de todos os santos e lhes façam aquilo que nem o diabo consegue fazer. Talvez seja por isso que, ao mesmo tempo que lhes chamam “meu anjinho”, os pais &#8211; na sua sua sábia clarividência &#8211; chamem aos filhos, igualmente, meu&#8230; “diabinho”.</p>
<h2><strong>Se até um santo, diante da teimosia duma criança, vê a sua paciência entrar num esgotamento e eclipsar-se, o que não há-de suceder aos pais, com a humildade de todos os mortais?</strong></h2>
<p>Mais grave, ainda, é que esta ideia de existirem crianças que esgotam a paciência a um santo acaba por fazer delas uma “força da natureza” à qual nem os mais doutos argumentos divinos conseguirão escapar, é que essa rendição de quem é santo à teimosia das crianças pressupõe que, diante dela, a singela fragilidade humana de todos os pais pouco pode fazer. Por outras palavras, em relação à paciência dos pais, assim que uma criança faça alguma força para a desafiar, as probabilidades dela capitular pela certa serão imensas. O que, feitas as contas, tem um atenuante: se até um santo, diante da teimosia duma criança, vê a sua paciência entrar num esgotamento e eclipsar-se, o que não há-de suceder aos pais, com a humildade de todos os mortais? Como podem transcender-se em vez de se renderem ao “mau feitio” dos seus pimpolhos e perderem, quase sempre, quando se trata de concorrer com eles? Se for assim &#8211; Ele que me desculpe &#8211; que mau passo é que Deus pode ter dado durante a Criação quando inventou as crianças? A mim parece-me que, ao querê-las como elas são &#8211; capazes de esgotar a paciência até aos santos &#8211; Ele considerou o jeitinho especial das crianças para a teimosia como uma provação diante da qual todos os pais nunca terão a veleidade da omnipotência. E, por via disso, e por mais divinos que eles sejam, terá garantido que, desta maneira, e em momento algum, lhes passará pela cabeça a tentação de se armarem em Deus.</p>
<h2><strong>Seja como for, a teimosia das crianças é &#8211; sim, senhor! &#8211; uma prova evidente que, diante do mistério da vida, nem tudo é perfeito.</strong> <strong>E, ao mesmo tempo, é bem a prova que as crianças teimosas têm “personalidade”.</strong></h2>
<p>Por outras palavras, sabem o que querem. E &#8211; mais, ainda &#8211; arriscam-se a fazer escolhas e a lutar por elas. Acresce que a teimosia das crianças não será, realmente, um equívoco da Criação. Talvez seja, até, a prova da sua sabedoria. Porque a teimosia das crianças é directamente proporcional à insegurança dos pais. Ou seja, quanto mais eles são inseguros mais a teimosia das crianças os põe à prova, todos os dias; quanto mais eles fazem por não colocar limites à sua paciência mais elas os levam à exaustão na esperança de os verem a transcenderem-se e a mostrar que até o coração mais competente para as qualidades divinas se zanga, se enfurece, repreende e castiga. Por outras palavras, não é a paciência dos santos que devia ser o motivo de inspiração para todos os pais. Mas, a capacidade que as crianças têm de pôr à prova a paciência dos seus pais. Que os leva a aprender a ligar a bondade com o não, com as regras e com a justiça, argumentos sem os quais, por melhor que sejam os pais, nunca se chega ao céu.</p>
<h2><strong>As crianças só esgotam a paciência aos pais quando eles estão a ter imensas dificuldades de definir uma regra e a fazê-la cumprir. Por outras palavras, os pais só esgotam a paciência quando fazem de santos em vez de serem só pais.</strong></h2>
<p>Ora, é aqui que me parece que os pais fraquejam vezes demais. É claro que amam desmedidamente os seus filhos. E, que são adocicados e almofadados. É claro que se perdem em avisos e que falam exageradamente ao coração. E, que se exaltam, se esganiçam, ameaçam um ror de vezes e, quando lhes faltam as forças, é claro que são óptimos a fazer de conta que não vêm as asneiras dos filhos. Sempre com a secreta convicção que conseguirão ser pais sem que eles os obriguem a zangar-se. Mas, as crianças só esgotam a paciência aos pais (e os levam ora a reconhecer que estão cansados de se ouvir ora a descobrir, com perplexidade, que elas não ouvem) quando eles estão a ter imensas dificuldades de definir uma regra e a fazê-la cumprir. Por outras palavras, os pais só esgotam a paciência quando fazem de santos em vez de serem só pais.</p>
<h2><strong>Sendo assim, era importante que os pais fizessem da paciência uma qualidade preciosa que deve ter conta, peso e medida.</strong></h2>
<p>E, que entendam que ser-se paciente é saber-se escutar, sentir e intuir. É saber-se vacilar. É aprender-se com os erros e com os enganos. É ponderar e exagerar. Mas, não é &#8211; não pode ser! &#8211; levar a paciência ao exagero. Porque por mais que essa intenção se mova pela bondade, os pais que fazem de santos não só não são bondosos, como não são divinos, naquilo que dão. Nem chegam &#8211; como podiam chegar &#8211; como pais, ao céu. O que, valha a verdade, nunca se consegue sem se passar pela provação de lhes faltar, regularmente, alguma coisa. Sempre que se trata de lidar com a teimosia das crianças.</p>
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		<item>
		<title>A casa da avó</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-casa-da-avo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 08:47:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A casa da avó é um lugar estranho. Quase “perigoso”. Na verdade, chega a ser pouco&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A casa da avó é um lugar estranho. Quase “perigoso”. Na verdade, chega a ser pouco recomendável. Porque na casa da avó se podem fazer muitas coisas que são muito pouco aconselháveis em casa dos pais. Andar no pátio, à vontade. Correr atrás das galinhas. Mexer na terra. Admirar uma pedra. Meter as mãos sujas na boca. Não gostar de sopa todos os dias. Rapar a tigela com a massa do bolo, e lamber a colher, de boca aberta. Pedir que ela conte a mesma história um comboio de vezes, sem ninguém se cansar. Ou comer à janela, a ver os gatos. E, tudo isso é mau, claro. Porque estraga com mimos. Ou deseduca uma criança. Dizem os pais…</span></p>
<h2><b>Ao contrário dos espaços em que as crianças se movimentam &#8211; que parecem grandes porque elas são pequenas &#8211; a casa da avó parece ter um tamanho sempre certo.</b><span style="font-weight: 400;">  </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Estranho; muito estranho. Porque se, por vezes, a casa da avó é pequena, porque é acolhedora, às vezes, talvez porque a bondade dela extravase para o espaço, parece imensa. E, às vezes, chega mesmo a multiplicar-se em cantinhos e recantos e outros esconderijos a que os adultos chamam ambientes e coisas assim. Além disso, a casa da avó permite que se vá de cá para lá e de lá para cá sem nunca se sair do mesmo sítio. E, por mais que, por vezes, uma pessoa se cruze com uma menina que queria ser pássaro, com um pónei chamado “quiquiriqui” (como se isso pudesse ser&#8230;), e com outras personagens das histórias, a verdade é que o tempo, em casa da avó, sabe melhor. E &#8211; muito importante &#8211; não há quem se esganice. Talvez porque as pessoas, em casa da avó, pareçam ter todas nascido no país da paciência. Ou num sítio mais ou menos assim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, a casa da avó, às vezes, parece que se estica. Talvez tenha elastano, ou outra coisa qualquer dessas, que se ajusta ao corpo de uma criança a ponto de o tornar aconchegante. E, sobretudo, muito, muito confortável!</span></p>
<h2><b>E, depois, a casa da avó é um lugar de mistérios.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes, tem um sótão. Onde não se guardam os &#8220;macaquinhos&#8221; que uma criança, pelo que dizem, transporta na cabeça. Mas, onde há objectos esquisitos carregados de histórias. Em que ela deixa que se mexa! Na verdade, que ela ajuda a desarrumar. E, isso é, mesmo, muito bom. E, existe &#8211; aí, existe sempre! &#8211; uma arrumação. Primorosamente&#8230; desarrumada. Com imensas caixas que guardam tantas coisas (seguramente, preciosas) que devia ser obrigatório existir em todas as casas um sítio assim. Fechado à chave. Como são todas as coisas preciosas que deixam entrar o sol, e que, por isso mesmo, são tão indispensáveis que se guardam para sempre, mesmo quando não são precisas. (Arrumação&#8230; desarrumada. Devia ser assim o quarto de todas as crianças! Mas, ainda faltam algumas coisas para que a mãe aprenda quase tudo com a avó!&#8230;)</span></p>
<h2><b>E , depois, existe o cheiro a casa da avó.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Que é uma espécie de perfume entre o bolo de maçã e a naftalina, que enche a alma. Aliás, se houvesse um perfume que lembra a Natal, o cheiro de casa da avó é o sítio mais perto do cheiro a Natal que pode existir. Um cheiro sente-se quando se fecham os olhos, não é? E, escuta-se. Porque todos os cheiros têm um som. Ou outra coisa qualquer &#8211; inspiradora &#8211; mais ou menos assim.</span></p>
<h2><b>Vendo melhor, na casa da avó as pessoas parecem ter tempo umas para as outras. </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">E, isso é estranho! Por mais seja isso &#8211; sem dúvida mesmo nenhuma &#8211; que mais nos faz sentir em casa. </span></p>
<h2><b>E, depois, há a sopa da avó. </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Que tem de ser de cenoura, claro. Porque ela garante que faz os olhos bonitos. E se ela diz!…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, depois, nas noites em que se dorme em casa da avó, não é preciso que se contem histórias às crianças. Não! Uma pessoa esgueira-se, sem ela ver, sob os lençóis da cama dela &#8211; “só hoje, sim?…” &#8211; e, quase por magia, dorme-se com os avós. E, se a avó estiver num dia mau, uma pessoa desculpa-se com os sonhos e, logo a seguir, passa diretamente do pesadelo para o céu. Que &#8211; não há que enganar &#8211; fica ao o pé dela. E, nem a rede ou os rolos da avó &#8211; que ela usa para não estragar a mise, que a faz parecer mais um astronauta ou uma pessoa doutro planeta que, estranhamente, ressona como ela &#8211; rouba a boa disposição que o sono acaba por ter quando se dorme em casa dela. Tanto assim é que, para que a alma se encha, o “só hoje, sim?…” devia ser obrigatório. Muitas vezes!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;"><strong>A casa da avó é um lugar estranho.</strong> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase “perigoso”. Na verdade, chega a ser pouco recomendável. Porque “estraga” com mimos. Ou “deseduca” uma criança. Mas, vendo bem, se eu mandasse, todos os sítios &#8211; todos, mesmo! &#8211; (pelo menos, de vez em quando) deviam ser parecidos com a casa de avó.</span></p>
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		<item>
		<title>A fase das birras</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-fase-das-birras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jun 2018 09:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Procura-se alma e paixão, mas com maneiras Quando as crianças fazem birras não têm (sempre) razão;&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>Procura-se alma e paixão, mas com maneiras</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as crianças fazem birras não têm (sempre) razão; antes manifestam um melindre. Com ira, claro. E, de preferência, sem lágrimas. De forma convicta. E, de preferência, muito esganiçada. Nos “melhores dias”, com um ar “vermelho Ferrari”, mais ou menos inconfundível. E, quando há lugar a alguns “efeitos especiais”, lançando-se para o chão, esperneando, batendo com os braços e gritando. De preferência, muito, muito alto. Até se cansarem&#8230;</span></p>
<h2><b>Seja como for, eu gosto das crianças que fazem birras! </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por quatro motivos. Em primeiro lugar, quem faz uma birra é capaz duma paixão. Toma-se por um fulgor que vem de dentro. Assume-o como seu. E, leva-o por diante com toda a transparência. Até que a voz lhe doa. Em, segundo lugar, quem faz uma birra, por mais que tenha consciência das figuras que faz, tem a noção que o “topo de gama” da sua fúria se esgota naquele impulso e nada mais. Não parte. Não agride. Nem insulta. Será, digamos assim, um tigre de papel. Em terceiro lugar, quem faz uma birra só pode ter dois pais com um certificado do Instituto Português da Qualidade. Do género: cumpre os requisitos indispensáveis para que seja considerado “produto de qualidade”. Porquê? Porque isso pressupõe que os pais não são nem frágeis o suficiente nem agressivos o quanto baste para dissuadirem, pela compaixão ou pelo medo, o vulcão de raiva que uma criança é capaz de pôr em movimento quando se sente contrariada. E, finalmente, só as crianças mimadas são capazes das melhores birras. Aquelas que se sentem “primeiras figuras” aos olhos dos pais. E, que, habitualmente, fazem um esgar contrafeito ou esboçam um desabafo parecido com um “tu não gostas de mim” que faz com que os pais, movidos a bondade, as acarinhem como quem lhes pede desculpa por todos os nãos aos quais não as conseguem poupar.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É claro que uma birra puxa pela cabeça quente com que todos os bons pais de coração grande vêm equipados. E, é verdade &#8211; sim! &#8211; que, depois dum período mais ou menos zen com o seu quê de meditação, em que apelam ao bom senso daquele ciclone em movimento (mas, certamente, tocados pela solidariedade que ele lhes merece), os pais gritam, esbracejam, praguejam e ameaçam como mais ninguém, com o seu popular “Ai é para ver quem é o mais teimoso?…” a servir de refrão. Mas, daí a falarmos da fase das birras, fará sentido?</span></p>
<h2><b>Não existindo uma fase das birras o que é que as mães quererão dizer quando falam dela? </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Que, depois de um encantamento sem fim, em que, de gracinha em gracinha, um bebé ganha espaço no coração dos pais e descobre o seu engenho quando se trata de os espevitar para qualquer “mostra que sabes mandar”, há uma altura em que uma criança faz birras por tudo e por nada. É claro que isso só é possível  quando ela &#8211; que até certa altura espalhava o seu melhor charme, o seu “mau feitio” e o seu “mau génio” sem grandes repreensões e sem quaisquer coimas (e até merecia o olhar babado de que só os pais são capazes quando contemplam a inteligência, a determinação e a “muita personalidade” dos seus petizes) &#8211; passa a ser contrariada em relação aquilo que os pais entendem não poder mais autorizar. E, é aí que, na confusão de quem não percebe &#8220;onde é que pára a polícia&#8221; e onde é que os pais terão, entretanto, &#8220;batido com a cabeça&#8221;, para que se tenham moldado a um novo regime tributário, uma criança manifesta, repetidamente, o seu direito à indignação. Numa espécie de “greve de zelo” como bom filho. Ou seja, estamos a falar duma fase em que uma criança acaba por estar toda baralhada com as regras que lhe exigem. E, valha a verdade, onde os próprios pais correm o risco de, a espaços, nem sempre serem tão claros nem tão constantes como imaginam em relação àquilo que lhes passam a exigir. O que faz com que a fúria duma criança fique mais&#8230; “solta”. </span></p>
<h2><b>Ainda assim, é engraçado ver como é que as crianças chegam à “fase das birras”.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De início, a propósito de um episódio que não é levado em atenção pelos pais, é natural que uma criança chore, com lágrimas, e de forma estridente. E, que repita essa fórmula, várias vezes. Com toda a gente a fazer uma espécie de revisão sobre os pontos dolorosos do seu pequeno corpo no sentido de descodificar as razões para tamanho sofrimento. “Será birra?”, pergunta o pai. “Não!! Que eu conheço o meu filho…”, responde a mãe. A seguir, e com a generosidade própria de uma alma imensa, é natural que uma criança passe a ter a “mão leve”. Ora com a ponta dos dedos (como quem diz: “vê lá, vê!…”), ora enchendo a mão e movendo-a como se ela tivesse um turbo. A seguir, quando até esses ímpetos lhe estão vedados, procurando, com delicadeza, o ângulo mais oportuno para os seus caninos e, em vez de um beijo repenicado, mordendo a perna de um incauto distraído. Para que, como vitória moral, se ficar por um “rosnar” de garganta, que pretende meter medo ao susto. Isto é, que ousa assustar quem mais a assusta: os pais! Infelizmente, com o resultado que faz com que toda a sua vaidade de outrora, quando os sentia a conviver com a sua “imensa personalidade”, se transforme num paraíso perdido.</span></p>
<h2><b>Em resumo: o que todos esperamos é que as crianças aprendam com as birras a fazer a quadratura dum círculo.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Que as manifestem. Sempre! Com o furor dum trovão. Nos nossos melhores dias. Com a volúpia duma tempestade tropical. Quando estão com os avós. Mas, com maneiras! Até debaixo de água&#8230; De forma a que tenham alma e paixão sem que deixem de ser bem educadas. Quanto à “fase das birras”, ela voltará pela vida fora. De surpresa. Quase sem se querer. A não ser quando se é ou mãe ou pai, claro. Porque aí a “fase das birras” ataca mais vezes.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Somos pelas famílias imperfeitas</title>
		<link>https://simplyflow.pt/somos-pelas-familias-imperfeitas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 May 2018 08:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos fartos de famílias &#8220;perfeitas&#8221; que falam do amor que não dão “pela positiva”. Estamos fartos&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>Estamos fartos de famílias &#8220;perfeitas&#8221; que falam do amor que não dão “pela positiva”.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos fartos de famílias demasiado normais. Consertadinhas até dizer “basta!”. “Bacteriologicamente puras” naquilo que dão. E, liofilizadas em relação aos sentimentos que autorizam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos fartos de famílias que falam do amor que não dão “pela positiva”. Que inundam as redes sociais fazendo de conta que são felizes. E, que parecem roubar a luz e a alma de todos os outros que, como se fossem resistentes, assumem que só as imperfeições humanas e a imensa liberdade que isso lhes traz os deixa amar.</span></p>
<p style="text-align: center;">[the_ad_group id=&#8221;167&#8243;]</p>
<h2><b>Nós queremos, mesmo, que as famílias tenham o direito milenar a voltarem a ser iguais a si próprias: imperfeitas!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">E, quando estamos aconchegados nelas, queremos ter o direito a ser como somos. De “coração grande” e com “mau feitio”. Mesmo que isso traga consigo o direito a sermos “feios de parar o trânsito” e a um comboio de desabafos do género: “Que diferença é que isso faz?…”, sobretudo quando nos sentimos ser o melhor do mundo para alguém. E, queremos ter o direito ao quentinho que, mesmo nos dias de Verão, só uma família nos sabe dar. E, o direito a desarrumar e a ser ser desarrumado. E, conforme os dias, a fechar toda a desarrumação numa gaveta e, com o conhecimento de todos, a fazer de conta que ninguém nota. E, queremos o direito a rir sem motivo nenhum e a chorar, devagarinho, “por nada”; ou, unicamente, “porque sim”. E, queremos ter o direito ao melindre e aos arrufos, ao desabafo e à lamúria. E, o direito a dizer “Quero colo e pronto!”; e não se fala mais nisso. E, queremos ter o direito, para sempre, a andar, primorosamente, despenteados. E, ainda assim, a não haver nada que nos demova de acreditar que o nosso charme fica, ainda mais, irresistível. E, o direito a desabotoar o coração e a trazê-lo “de fralda de fora”, todos os dias. E, queremos que se salvaguarde o direito a não termos maneiras, ao fim de semana. E, o direito a fazermos dietas e, ao mesmo tempo, a termos todos os “só hoje&#8230;” a que temos direito. E, o direito à palermice, à “cara feia”, à carantonha e às caretas. E, o direito a ter garra, a termos ganas e a ter fúrias. E, queremos ter direito a cair e ao engasgo. O direito à fúria e a sermos parvos, com quotas e tudo. E, o direito a sentarmo-nos no chão e a sujarmos a roupa, quando se brinca. E, queremos ter direito a todos “Ele é assim!” com que, ternamente, há quem faça de conta que o nosso “feitio” não são caprichos, mas, quando muito, “defeitos de fabrico”. E, queremos ter o direito a uma birra, uma vez por semana, e a, pelo menos, uma asneira, de oito em oito horas. E, o direito a ser um bocadinho irresponsáveis e irreflectidos. A ter o coração ao pé da boca. E, até, mesmo, o direito a sermos desbocados. E, queremos ter o direito ao mimo! E, o direito a sermos medricas e, juntinho a isso, o direito a acreditar, com convicção, que ninguém nota. E, queremos ter o direito a espirrar, com som, e a bocejar como o leão da Metro e, ao mesmo tempo, a achar que somos transparentes e que ninguém vê. E, queremos ter o direito a pegar por tudo e a pegar por nada. E, o direito a rezingar. A afagar os caracóis e a “dar na cabeça”. Queremos ter o direito a murmurar e ao amuo. O direito a mandar mensagens parvas. A dar likes, cara a a cara, a quem se ama, e a trocar smiles, de olhos nos olhos, só porque queremos. Queremos ter o direito a inventar. A mentir, com bondade, sempre que isso sirva para proteger ou para encantar. E, o direito a fazer de conta, vezes a fio, e sempre que nos apeteça. E, queremos, ainda, ter o direito a ser apanhadores de nuvens. E, a descobrir nelas girafas, bruxas com verrugas e não sei o quê. E, o direito a inventar a vida. O direito a ter fé no amor. E, o direito a confiar, sem reticências, e de olhos fechados. Queremos ter o direito a acreditar que sempre que se pede um desejo e o guardamos para nós alguém nos lê, por dentro. E, a acreditar que podemos não acreditar no Pai Natal que, mesmo assim, ele acredita em nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos fartos de famílias demasiado normais e consertadinhas. Daquelas que amam só depois de pensarem. E, das outras que não entendem que se pode ser feliz e ter-se lágrimas. Queremos acabar com a família como “produto normalizado”! E, queremos que ela seja só, para sempre, protegida. Como “reserva natural” das imperfeições humanas, claro! E, que elas mesmas &#8211; as imperfeições, “em pessoa” &#8211; sejam “O Património” mais imaterial de tudo o que, sendo imaterial, existe e, só por isso, nos dá humanidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;"><strong>Queremos o direito a ter famílias imperfeitas.</strong> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Daquelas que se assumem como o “patrocinador exclusivo” da memória. E, só, por isso, nos fazem descobrir que sem pessoas imperfeitas não há amor!</span></p>
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		<title>Pai: 15 vantagens da sua utilização</title>
		<link>https://simplyflow.pt/pai-15-vantagens-da-sua-utilizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 09:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pai: Recomenda-se o seu consumo diário! Mesmo que seja pouco chefe, o pai é o melhor&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pai: Recomenda-se o seu consumo diário!</strong></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;"> Mesmo que seja pouco chefe, o pai é o melhor amigo das crianças. É de fácil utilização, pode estar sempre á mão (em última instância, à distância de um clique), e tem um período de garantia ilimitado.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai é um brinquedo fácil de manusear, de acordo com as regras da CEE&#8230; E é recomendado para todas as idades.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai não deve ser guardado em local frio, hermeticamente fechado, e fora do alcance das crianças.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai pode ser desmanchado, por todas as crianças, porque a sua utilização é segura e a sua “montagem” é fácil&#8230; Mesmo sem manual de instruções.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai é ergonómico e deve ser acondicionado, sem cuidado, nos braços das crianças. Quanto mais intimidante o pai pareça mais rótulos de frágil deve ter.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai, quando faz birras, é um adversário temível e, às vezes, para não perder, torna-se o dono da bola. Nesses momentos, o pai não deve senão ser guardado em posição horizontal, porque fica mais ao alcance&#8230; dos ímpetos paternais das crianças.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai que não chora, que não “perde a cabeça”, ou que não brinca pode  ter “defeito de fabrico”&#8230; ou requer instruções quanto à sua melhor “utilização”.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai ‘rabugento’ é uma criança que nunca pôde dizer aos seus pais: «quando for grande faço tudo aquilo que quiser». De preferência, deve agitar-se&#8230; antes de se “usar”.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai que, quando joga, se deixa perder, não é pai, mas batoteiro.Deve ficar três vezes sem jogar.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Quando a mãe, em vez de ralhar, diz a uma criança: «vou dizer ao teu pai!», à escala dos pesos e das medidas das crianças, equivale a duas “tareias” (a ameaça temível da do pai, e a da consciência dolorosa de, em vez da mãe, ter uma irmã mais velha que quando está aflita chama pelo encarregado da educação).</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai que se esforça por ser bom pai é esforçado&#8230; mas não é pai.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai que acha que as crianças só gritam (quando brincam) foi uma criança de controlo remoto. Deve ser reciclado no seu azedume e reconvertido na criança que não foi.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai sempre certinho está, geralmente, dentro do prazo de validade, mas requer alguns cuidados dos seus utilizadores, nomeadamente quanto ao perigo de explosão.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> A infinita paciência das crianças é um ‘dadbag’ com que o pai, em geral, vem equipado. Em caso de colisão frontal é de extrema utilidade, e tem uma garantia anti-corrosiva que, provavelmente, pode ir até à adolescência.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> O pai em excelente estado de conservação é pai à prova de choque e, ultrapassando todas as garantias, é pai para sempre (o que, em verdade, talvez seja a mais inestimável qualidade da sua utilização).</span></li>
</ol>
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		<title>Quem nunca morreu de amor?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/quem-nunca-morreu-de-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2018 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O amor é uma chatice. O amor não é fácil. Fomos todos mal educados para o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>O amor é uma chatice. O amor não é fácil. </b><b>Fomos todos mal educados para o amor.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, fomos todos mal-educados para o amor. E iludidos, até. Porque o amor nunca é sempre cor-de-rosa! Mas, seja pelo que for, somos desmazelados &#8211; demasiado desmazelados &#8211; para com o amor. às vezes, vivemo-lo com gestos de &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Amo-te, mas não te desejo&#8221;</span><span style="font-weight: 400;">. Como se fosse possível ter-se intimidade sem se ser íntimo. Às vezes, confundimo-lo, demais, com a sexualidade. Quase sempre, esperamos que ele nos procure. Ou que nos &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">caia no colo&#8221;</span><span style="font-weight: 400;">, de forma acidental ou distraída. Mesmo quando mal o olhamos nos olhos. E nos colocamos diante do amor dum jeito pouco humilde, pouco amável, pouco amante e&#8230; preguiçoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que muitos amores pareçam, a quem os desconheça, mais ou menos improváveis, todo o amor, para ser amor, tem de ser&#8230; provável. Provável de ter em si o seu quê de alguma insegurança que ora o torna compreensível ora o faz contraditável. Provável de, em todos os momentos, ser preciso sentir-lhe o paladar. E provável de nos pôr à prova e de nos dar provas. Por mais que não pareça, todo o amor é uma prova. De vida!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor, para ser amor, precisa de gestos. Necessita de surpresas. Mas precisa, sobretudo, de palavras. Daí que esperar que alguém penetre do nevoeiro dos nossos silêncios para que, repetidamente, nos pergunte: &#8220;O que é que se passa&#8221;&#8230; talvez não seja amor. Mas um mal-entendido. E quando, já em desespero, nos lamuriamos que se perde no tempo a última vez que alguém muito nosso nos convidou para um jantar, e essa pessoa nos responde: &#8220;Que não seja por isso&#8230; Jantamos hoje, pois claro&#8221;, aquilo que se passa talvez não seja amor mas um&#8230; peso. No &#8220;estômago&#8221;&#8230; E quando ousamos ser surpreendidos por um programa de fim-de-semana e a melhor surpresa que nos reservam será dizerem-nos: &#8220;Fim de semana a dois? Boa ideia!!! Marca tu&#8230;&#8221;, aquilo que se passa não é amor, mas uma passividade sufocante. E quando esperamos que alguém que nos diga que nos ama e temos, como resposta: &#8220;Eu também&#8230;&#8221;. Ou, mais simplesmente, &#8220;Tu sabes&#8230;&#8221;, aquilo que se passa não é amor. É um escombro que nasce onde devia haver uma janela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor nunca nos procura. Pode parecer que sim; eu sei. Mas não. Primeiro, vem tudo aquilo que se trabalha para o amor. Só depois, a paixão. E a seguir, claro, a ousadia de o desejar, a ânsia de lutar por ele e a capacidade de o saber esperar.</span></p>
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