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	<title>Diana Gaspar, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Diana Gaspar, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Como identificar uma amizade tóxica?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-identificar-uma-amizade-toxica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 05:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[amizade tóxica]]></category>
		<category><![CDATA[Amizades tóxicas]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[relações tóxicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que uma má amizade se pode desenhar numa relação tóxica, podendo trazer consequências físicas, emocionais e mentais muito negativas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-identificar-uma-amizade-toxica/">Como identificar uma amizade tóxica?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se há relações que nos fazem bem e que nos dão outro tipo de alento na vida são as amizades. Ter um bom amigo, ou um grupo de bons amigos, é uma lufada de ar fresco numa vida de verões quentes e um aconchego nos dias em que nos sentimos desprotegidos e com frio. Os amigos são colo, suporte, alegria, companhia, uma boa gargalhada e uma saída até de madrugada. Amigos também são verdade, aliás, não há boas amizades sem boas doses de verdade e autenticidade, e isso significa que um amigo também é aquele que partilha uma vida, perspetivas e opiniões com empatia, respeito e carinho. E se uma boa amizade prolonga a vida, uma má amizade tira-a na mesma medida.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabemos que uma má amizade se pode desenhar numa relação tóxica, podendo trazer consequências físicas, emocionais e mentais muito negativas para os envolvidos.&nbsp;</strong></h2>



<p>Relatos de dores de cabeça, barriga, ansiedade, tristeza, medo, estão na lista de sintomas que a maior parte das pessoas manifesta quando está a viver uma amizade abusiva, e, por isso, tóxica.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, afinal o que é uma amizade tóxica?&nbsp;</strong></h2>



<p>Uma amizade tóxica pode ter várias manifestações e expressões, mas assume geralmente algumas manifestações como os exemplos que a seguir descrevo:&nbsp;</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-IbkAJ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a sensação constante de competição (se está sempre a competir com o seu amigo ou sente que ele está sempre em competição consigo em relação a tudo o que fazem, têm e são);</li>



<li>um dos elementos assume uma postura mais agressiva e de superioridade acabando o outro por assumir uma posição de vítima e um papel de inferioridade;</li>



<li>presença de crítica constante que pode ser feita à frente de outros amigos e pessoas;</li>



<li>comunicação agressiva, indelicada e com adjetivos muitas vezes inadequadas (burro, feio, desadequdado, gordo, desajeitado, incompetente, etc.), sendo apresentada como uma forma de estar verdadeira, sincera e honesta;</li>



<li>As necessidades de uma das pessoas são sempre mais importantes do que as da outra. Há sempre uma presença mais egocêntrica por um dos elementos, fluindo a conversa sempre mais em função de uma das pessoas do que da outra;</li>



<li>relação percebia como muito absorvente e intensa, e como se os assuntos da relação vivessem só em função de um dos elementos;</li>



<li>o investimento na relação pode não ser igual, havendo a sensação que há uma pessoa que investe e se organiza mais em função da relação e das necessidades do outro, do que a outra;</li>



<li>presença de algum tipo de violência física e verbal;</li>



<li>medo de dar a opinião ou de partilhar uma ideia ou experiência por parte do elemento mais frágil e vulnerável;</li>



<li>aquilo que se dá parece estar sempre envolvido em algum tipo de cobrança entre o que seu dá e o que se recebe;</li>



<li>quem assume a posição de maior liderança na relação assume que a sua vida e os seus problemas são sempre mais complicados e difíceis do que os do outro;</li>



<li>no caso de existir um amigo em comum, quem assume uma postura de superioridade e, por isso, abusiva, tenta sempre excluir o mais vulnerável e frágil;</li>



<li>raramente há comentários ou elogios ao sucesso e às conquistas do amigo.</li>
</ul>



<p>Há vários tipos de manifestações podendo uma relação de amizade ter um ou mais do que um dos tópicos anteriormente partilhados. De todo o modo, na dúvida, e como costumo dizer aos meus pacientes, <strong>se não tiver certeza se está numa amizade tóxica perceba como fica o seu corpo antes e após estar com esse amigo</strong>. O corpo às vezes é mais sábio do que a nossa mente e sistema de avaliação. Há uns tempos uma paciente verbalizava que sentia medo de dar a sua opinião a uma amiga porque se sentia criticada e com dor de cabeça sempre depois de estar com ela. Se dúvidas houvesse, o corpo estaria a dar as respostas necessárias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A maior parte das relações tóxicas não o são no seu início.</strong></h2>



<p>Isto acontece porque uma grande parte das vezes a pessoa com o perfil abusivo e de superioridade se apresenta como uma pessoa simpática, afável e disponível e a pessoa com um perfil mais frágil e de vítima, com maior necessidade de dizer a tudo que sim, desejabilidade elevada e <a href="https://simplyflow.pt/porque-sentimos-tanta-necessidade-de-ser-aceites/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">necessidade de sentir que gostam de si</a>. Junta-se desta forma <em>“a fome à vontade de comer”</em>. Tal como em outro tipo de relações afetivas, há quase sempre um período inicial onde pode parecer tudo perfeito, e uma amizade para a vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É possível protegermo-nos deste tipo de relacionamentos tóxicos?</strong></h2>



<p>Costumo dizer que pessoas com comportamentos tóxicos e perfis abusivos podem todos os dias chegar às nossas vidas, mas que só ficam aquelas que deixamos ficar. Assim, acredito que há tanta <a href="https://www.facebook.com/dianacoimbragaspar/posts/pfbid0B5yPPpdXKnqyMHJ2FjMopRyg2otaxWLrqKkTVYwwJZuiXegKvYWLdymBZtfNiw4Jl" target="_blank" rel="noreferrer noopener">responsabilidade</a> em que agride, de como em que se deixa agredir, reconhecendo claro, que alguns de nós estarão mais aptos a defenderem-se do que outros, e assim sendo, precisamos todos de aprender a libertarmo-nos deste tipo de <a href="https://simplyflow.pt/porque-nos-mantemos-em-relacoes-toxicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relacionamentos</a>. </p>



<p>Normalmente o amigo com o perfil abusivo e tóxico é tão auto-centrado que pode ser quase incapaz de ser empático e de ter autoconsciência dos seus comportamentos e necessidades. Por outro lado, há no amigo mais vulnerável e frágil uma necessidade de ajudar e servir que o torna mais permeável a este tipo de relacionamentos. Daí a importância extrema, de nos educarmos a treinar limites respeitosos.&nbsp;</p>



<p>As boas pessoas dizem que não e precisam de desenvolver a capacidade de se respeitarem tanto a si, como respeitam os outros. Desta forma estará&nbsp; mais capaz de se proteger deste tipo de relações e amizades. Por outro lado, também sabemos que as pessoas com mais tendência a manterem uma postura mais frágil e de inferioridade nos relacionamentos, são maioritariamente pessoas que não se valorizam e que acreditam que ninguém gosta delas. Existindo esta crença, mais vale uma relação abusiva do que ficarem sozinhos para o resto da vida, acreditam eles. Este tipo de verbalizações são muito comuns de ouvir na minha prática profissional.</p>



<p>Se o leitor se mantém e algum tipo de amizade tóxica recomendo que trabalhe a sua auto-estima, que aprenda a valorizar-se e que aprenda a gostar de si. Tem o direito de criar na sua vida relações saudáveis, de respeito e de verdadeira amizade. Se está numa relação tóxica e sente que é agressor, perceba que a sua fragilidade é tão grande como a do amigo que agride. Quando estamos bem connosco e acreditamos no nosso valor não temos necessidade de tratar mal quem quer que seja para nos sentirmos melhor e mais seguros.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Crie uma realidade diferente para si</strong></h2>



<p>Se está numa relação tóxica e sente que se coloca como vítima, perceba que a única forma de deixar de o ser é aprender a respeitar-se e que o seu valor não é proporcional aos sins que diz e à aceitação que precisa por parte dos outros. Aprenda a valorizar-se e a respeitar-se. Dessa forma mais ninguém vai abusar de si. Reconheça o que aprendeu sobre si através dos seus relacionamentos, reconheça também o que sente e perceba o que quer e o que não quer para a sua vida, com a certeza que não mudando ninguém, pode sempre mudar-se a si próprio e criar outro tipo de realidade interna e externa. Acredito que a qualidade das relações que vive também é proporcional à relação de qualidade que tem consigo mesmo.</p>



<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Relações familiares tóxicas</title>
		<link>https://simplyflow.pt/relacoes-familiares-toxicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Relações familiares tóxicas]]></category>
		<category><![CDATA[relações tóxicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem sempre a experiência familiar é saudável e construtiva, podendo assumir também contornos de abuso e de toxicidade. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Família significa vínculo seguro, respeito, suporte emocional e crescimento, sendo por tudo isto que significa ser um espaço de amor, onde nos sentimos seguros para crescer, onde as nossas necessidades de crescimento são respeitadas e satisfeitas, e onde sentimos que podemos ser nós, em aceitação e liberdade. É na família que iniciamos a construção da nossa identidade, que criamos os nossos modelos relacionais e definimos como nos vamos começar a relacionar connosco e com os outros. Por outro lado, também é na família que descobrimos quem somos, para onde vamos e com quem vamos, pelo menos até nos tornarmos autónomos e independentes.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Viver em família é complexo sem qualquer dúvida, mas também é a experiência mais marcante e bonita das nossas vidas. Sabemos, no entanto, que nem sempre a experiência familiar é saudável e construtiva, podendo assumir também contornos de abuso e de toxicidade.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não são só as famílias claramente disfuncionais &#8211; onde estão presentes vários tipos de violência, dependências, violação de limites e onde os membros estão em riscos emocionais extremos &#8211; que impactam negativamente a saúde mental dos seus envolvidos &#8211; mas também nas famílias que assumem padrões&nbsp; tóxicos, que podendo não ser tão visíveis aos olhos de todos, assumem de igual forma consequências muito negativas no desenvolvimento dos mais vulneráveis. <strong>Para clarificar padrões familiares tóxicos, deixo alguns exemplos, podendo algumas famílias ter mais do que um ou apenas um dos seguintes exemplos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dinâmicas familiares tóxicas:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>centradas na crítica, comparação e no perfeccionismo constante;</li>



<li>onde mais do que comunicar apenas se fala do trivial, supérfluo e dos afazeres e não se pode partilhar problemas, dificuldades e perspectivas diferentes para não se criar algum tipo de conflito ou discussão;</li>



<li>onde as regras, ou não existem (arbitrárias e inconsistentes) ou são extremamente rígidas sem espaço para a autoexpressão individual de cada membro da família;</li>



<li>onde não há receptividade a novas ideias, necessidades e formas de viver; </li>



<li>onde se usa a manipulação como forma de persuadir escolhas e comportamentos;</li>



<li>onde se vive em função de um elemento narcísico (mãe ou pai);</li>



<li>onde os comportamentos não são previsíveis e nunca se sabe bem com o que contar; </li>



<li>onde se vive em função da aparência e da opinião social; </li>



<li>onde se sente medo e vergonha em se expressar o que se sente e pensa; </li>



<li>onde não há espaço para o erro e a independência individual consequência do crescimento é assumida como falta de lealdade pela família;</li>



<li>onde o controlo é máximo e o espaço para cada um se expressar é mínimo. </li>
</ul>



<p><strong>Se se identifica com algum dos pontos mencionados, poderá estar num contexto familiar tóxico.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A toxicidade na família pode estar mais presente do que aquilo que muitas vezes conseguimos imaginar.</strong></h2>



<p>Isto é o que acredito e digo-o, porque vou percebendo que <strong>alguns comportamentos e escolhas que são vistas como normais, são na verdade bem tóxicos</strong>.<strong> E são tóxicas porque nos fazem sentir mal, anulados e castrados na forma como nos expressamos e vivemos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes sentimos que não estamos a viver a nossa vida mas a vida que desenharam para nós e que nos obrigaram a viver, pela ideia alimentada que a família pode tudo, tornando-nos assim, reféns de um nome de família, legado ou estatuto. E muitas vezes, tudo isto, faz-nos sentir vergonha por sermos tão diferentes dos demais, rejeitados, uma desilusão, não pertencentes e que por tudo isto não somos dignos de amor.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando crescemos a sentir que o amor que recebemos é uma moeda de troca cumprida por uma série de requisitos, então estamos num contexto familiar tóxico. E às vezes é muito duro perceber e ganhar consciência sobre esta realidade.&nbsp;</strong></h2>



<p>No entanto, se tudo isto nos parece difícil de ultrapassar enquanto somos crianças e jovens, quando somos adultos podemos e devemos fazer ouvir a nossa voz interior, voz essa, que precisará de se reconstruir e libertar de toda a toxicidade que terá desde a sua construção. Acredito que, quando nos tornamos adultos, também ganhamos uma capacidade maior para nos protegermos, esclarecermos e trazermos a nós a força da adultez, com a intenção de nos libertarmos de tudo o que nos faz muito mal, deprime, anula e retira vida e liberdade.&nbsp;</p>



<p>Por acreditar que todos os movimentos de libertação da toxicidade devem ser feitos por caminhos de paz, acredito que mais do entrar em guerra com a família para que eles mudem ou nos aceitem como queremos ser, o mais importante é que cada um, para si e consigo, perceba o que precisa de fazer para se transformar e recomeçar com conhecimento que já tem.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É tão tóxico sermos educados de forma tóxica como é vivermos uma vida a culpar os pais ou a restante família por tudo o que vivemos. </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-JRWI7' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>A culpa, a vitimização, a vergonha e a insegurança retiram confiança, poder pessoal e a coragem implícita em qualquer processo de mudança.</strong> E se enquanto crianças fomos indefesos, vulneráveis e permeáveis a tudo o que chegava até nós, enquanto adultos podemos desenvolver outro tipo de competências, redefinir e descobrir a nossa verdade, e <strong>recomeçar as vezes necessárias até nos libertarmos de forma cada vez mais consciente de todo o tipo de </strong><a href="https://www.instagram.com/dicoimbragaspar/p/C_xj7g6A-Qq/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>toxicidade</strong></a>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A infância tem um poder muito grande em quem fomos e somos até ao momento em que queremos ser e fazer diferente.&nbsp;</strong></h2>



<p>Se os modelos relacionais que nos moldaram não foram os mais saudáveis e não gostamos deles, também enquanto adultos que somos, temos a capacidade de parar, questionar e redefinir as vezes necessárias com paciência, amor, perdão e centrados na relação que queremos criar dentro de nós connosco e que queremos <a href="https://www.presenca.pt/collections/colecao-diana-gaspar/products/atraia-pessoas-fantasticas-para-a-sua-vida" target="_blank" rel="noreferrer noopener">construir fora de nós</a>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Negar o nosso poder de mudança é negar a reconstrução da nossa </strong><a href="https://simplyflow.pt/se-a-personagem-principal-da-tua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>vida</strong></a><strong> para continuarmos a ser apenas uma continuação dos modelos familiares onde crescemos. </strong></h2>



<p>A má notícia de tudo isto, é que dá imenso trabalho, a boa, é que vale imensamente a pena!</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="677" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-677x1024.jpg" alt="familiares tóxicas" class="wp-image-22832" style="width:677px;height:auto" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-677x1024.jpg 677w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-198x300.jpg 198w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-768x1162.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-1015x1536.jpg 1015w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-1353x2048.jpg 1353w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-1170x1771.jpg 1170w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-585x885.jpg 585w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2024/10/Atraia_Pessoas_Fantasticas_Vida-scaled.jpg 1691w" sizes="(max-width: 677px) 100vw, 677px" /></figure>



<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Não basta amar para ficar</title>
		<link>https://simplyflow.pt/nao-basta-amar-para-ficar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Feb 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[relações]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Amorosas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se ter um relacionamento pode contribuir para a felicidade, também pode contribuir em igual medida para a ausência de saúde mental. Se é ela que está em causa, então não basta amar para ficar.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/nao-basta-amar-para-ficar/">Não basta amar para ficar</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sempre acreditámos que é um relacionamento de amor que nos trará a felicidade eterna. Quem não vive a fazer tudo pelo seu grande amor ou à espera de o encontrar? Da Cinderela ao sonho de um casamento romântico com o amor da nossa vida, todos temos enraizado que o amor nos vai trazer aquela vida de novela, ou que é ele o suficiente para garantirmos o nosso valor. Mas nada disto, mostra em si ser verdade.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabemos que os relacionamentos influenciam de forma significativa a forma como nos sentimos, mas não são eles per si que nos trarão felicidade e valorização, às vezes, antes pelo contrário.&nbsp;</strong></h2>



<p>Dizem-nos os estudos, que os relacionamentos só contribuem para a nossa felicidade se forem percebidos e avaliados como &#8211; bons relacionamentos &#8211; porque ter um relacionamento não traz garantias de bem-estar ou de uma vida melhor.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabemos que os relacionamentos são construções exigentes que nos trazem o convite para olharmos para além da paixão ou da razão inicial que nos fez amar.&nbsp;</strong></h2>



<p>Mas na cultura romantizada onde estamos, parece que amar é sinónimo de paixão e que, em si, é o suficiente para estar e continuar num relacionamento mesmo que esse amor nos faça sentir a perder saúde ou identidade. Não estou com isto a dizer que a paixão é má ou enganadora, porque não o é. É, sim, um excelente elixir e um grande pontapé de saída, mas não é de todo o motivo ou o alimento suficiente para ficar num relacionamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Na verdade, amar vai muito além do terramoto apaixonado que o outro pode ter provado na nossa vida quando chegou e ficou, e assim é importante perceber como nos faz viver e o que nos traz.&nbsp;</strong></h2>



<p>Daí que amar, pode não ser mesmo o suficiente para ficar, principalmente quando nos faz sentir que não somos ninguém sem ele, que nos retira energia, anula ou nos coloca em constante instabilidade. Amamos a pessoa ou o que ela nos faz sentir? Estamos por amor ou pelo medo de ficarmos sós, rejeitados ou abandonados? Estamos porque nos faz sentido ou porque já não sabemos quem somos? </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabemos que para um relacionamento contribuir para uma vida com significado e saúde, precisa de ser um terreno fértil para comunicar de forma clara, satisfatória e com a liberdade suficiente para os envolvidos se darem a conhecer e conhecerem a pessoa com quem estão. Porque o amor é uma construção.&nbsp;</strong></h2>



<p>São muitas as pessoas que partilham nas minhas consultas, que sentem que estiveram casadas muitos anos com alguém que sentem que nunca conheceram. Como amar o que não conhecemos? Significa isto que é fundamental que cada um sinta espaço para manter a sua individualidade, para comunicar as suas necessidades, medos, desejos e planos, e que haja o compromisso de se construir um espaço a dois, com todos os desafios e dificuldades que este compromisso traz. Neste espaço de comunicação é fundamental que haja liberdade para se falar de dinheiro &#8211; que é uma das maiores fontes de conflito &#8211; e da sexualidade do casal &#8211; que é um dos maiores fatores de insatisfação.&nbsp;</p>



<p>Para além disto, é essencial que seja construído <strong>um caminho que faça sentido para os dois</strong>, com experiências a dois e com espaço para transformar medos, <a href="https://simplyflow.pt/as-verdadeiras-forcas-da-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vulnerabilidades</a> e traumas, que se irão tornando visíveis à medida que a relação se vai construindo no tempo.&nbsp;</p>



<p>Mas se estar a dois é fundamental para amar, manter um espaço a sós e com outras pessoas significativas na vida de cada um, mostra também ser fundamental. <strong>Amar para ficar precisa de um eu, um tu, um nós em comunhão também com os outros.</strong>&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprender a transformar conflitos e não ter medo que eles existam é um sinal de saúde relacional.&nbsp;</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-nX0W7' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Não pensando duas pessoas sempre da mesma maneira e tendo sempre algumas perspectivas diferentes, algum tipo de conflito irá surgir e, neste sentido, aprender a regulá-lo é fundamental para um casal funcionar. Já a ausência desta capacidade ou viver com medo do conflito (se a ele estiver associado comportamos abusivos), pode ser um sinal de uma relação doente. <strong>É preciso aprender a resolver problemas e a crescer neles</strong> &#8211; é isto que gera compromisso e relações com “pernas para andar”. <strong>Aprender a ouvir, desenvolver empatia pelo que o outro está a sentir, aprender a pedir desculpas, esclarecer necessidades, respeitar, ser leal e viver em verdade, são expressões da vivência do verbo amar.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por fim, é fundamental que haja aceitação para que cada um continue a ser quem quer ser, e não passar a ser em função do desejo ou necessidades do outro, o que tanto acontece em <a href="https://simplyflow.pt/porque-nos-mantemos-em-relacoes-toxicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relacionamentos com padrões tóxicos e abusivos</a>.&nbsp;</strong></h2>



<p>Se ter um relacionamento pode contribuir para a felicidade, também pode contribuir em igual medida para a ausência de saúde mental. Se é ela que está em causa, então não basta amar para ficar. <strong>Para ficar precisa de haver respeito mútuo, conforto para se </strong><a href="https://www.facebook.com/dianacoimbragaspar/posts/903938681084054" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ser e expressar quem é</strong></a><strong>, segurança com previsibilidade, e admiração pela pessoa com quem partilhamos uma vida.</strong></p>



<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Aprender a desapegar</title>
		<link>https://simplyflow.pt/aprender-a-desapegar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Dec 2023 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Desapegar]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trabalho de desapego é muito profundo porque nos obriga a ir mais além da história vivida, imaginada e projectada. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/aprender-a-desapegar/">Aprender a desapegar</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Faz parte da nossa natureza apegarmo-nos ao que temos e somos, não largarmos aquilo que nos acrescenta valor e criarmos expectativas sobre algo que nos pode acontecer. Para além disso, lidamos todos mal com a perda, porque aquilo que temos e as relações que nos envolvem também nos caraterizam e contribuem para a criação da nossa identidade e de vínculos relacionais. Envolvidos nestas diferentes necessidades vinculativas, muitas vezes nem percebemos se os contextos ou as coisas a que estamos apegados e agarrados, nos fazem bem ou mal. <strong>Simplesmente temos medo de perder e tememos o que pode vir.&nbsp;</strong></p>



<p>Desta forma, ficamos apegados a tudo isto como se tudo o que somos se resumisse àquele amor não correspondido, à família traumática, ao emprego sempre sonhado, à imagem social construída ou àquilo que nunca conseguimos atingir. Apegamo-nos tanto a tudo isto porque tudo isto também constrói quem somos. Se nos vemos em função de um relacionamento, de um passado, de um estatuto, de um trabalho ou de uma série de convicções, isso significa que <strong>se nos desapegarmos de tudo aquilo que nos dá ou deu rosto, é como se nos perdêssemos dentro de nós e dos outros</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vivemos apegados ao que, de alguma forma, nos dá alguma certeza de quem fomos, de quem somos e de como podemos continuar a ser e a viver.&nbsp;</strong></h2>



<p>Afinal, se já sabemos quem somos num determinado relacionamento, quem seremos sem ele? Se temos uma determinada imagem explícita no trabalho que desempenhamos, quem seremos sem ele? Este é um dos factores mais determinantes pelo qual temos tanta dificuldade em nos desapegarmos, mesmo que esse apego ou essa identidade nos traga mais sofrimento que bem-estar, e nos mantenha mais reféns da dor, do que livres dela. Para além disso, quando parte da nossa identidade está na família que construímos, no trabalho que alcançámos, nos amigos que temos e nas coisas que fomos conquistando, tudo isto dá-nos alguma certeza de quem fomos, de quem somos e de como podemos continuar a ser e a viver. Esta noção de certeza passada, presente e futura, dá-nos estrutura e uma aparente estabilidade, por muitas dores que nos traga também. Relembro a este propósito, que há muitas relações que se mantém, mesmo quando já não há percepção de amor, porque o casal já sabe com o que contar um do outro. E muitas destas relações até são bastantes disfuncionais e <a href="https://simplyflow.pt/porque-nos-mantemos-em-relacoes-toxicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tóxicas</a>, no entanto, são previsíveis e dão um rosto e uma identidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E se o passado parece ser a dimensão mais difícil de desapegar, o futuro poderá vir logo atrás.&nbsp;</strong></h2>



<p>O futuro em si, só existe em forma de pensamento, mas é um pensamento forte e poderoso que nos dá a sensação de continuidade, ganhando protagonismo pelas expectativas que cria. Em si, as expectativas não são boas nem más, podendo ser boa ou má a forma como lidamos com elas. Se por um lado elas podem orientar e motivar, por outro podem atrapalhar e complicar a vivência e a&nbsp; transformação de determinadas experiências. Aceitar que os desafios têm obstáculos, libertar da ideia de que sabíamos qual era a melhor altura para determinadas coisas acontecerem e da crença que controlamos quase tudo, dá a oportunidade de transformar cada dor e perda em aprendizagens, conhecimento e força. Desapegar é aceitar que a vida tem um fluxo natural que pode não estar em alguns momentos, não corresponder ao que queríamos ou precisávamos, percebendo que querer controlar este fluxo é desperdiçar energia em situações inalteráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O trabalho de desapego é profundo, muito profundo, porque nos obriga a ir mais além da história vivida, imaginada e projectada.&nbsp;</strong></h2>



<p>Desapegar é sobre questionar quem somos, onde estamos e como nos sentimos, assim como também é sobre questionar uma identidade e uma imagem construída, dando espaço para a reconstrução de outras partes do que somos e podemos ser. Quando deixamos de avaliar a vida que temos em função do que acreditamos ter sido, e passamos a questionar porque estamos apegados ao que estamos, abrimos um caminho de novas oportunidades.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do perceber, ao integrar e transformar no dia-a-dia, vai uma grande distância</strong>.</h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-yj12v' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Um trabalho de desapego tem sempre implícita a necessidade de questionar TUDO aquilo em que acreditámos que nos define e constrói, a nossa história e identidade, e, por outro, a necessidade de criar novas ferramentas pessoais, mentais e emocionais para olhar e interpretar situações futuras com outro poder de análise, reflexão e resposta. Isto porque, do perceber, ao integrar e transformar no dia-a-dia, vai uma grande distância. Mas mais do que questionarmos tudo aquilo que acreditamos ser e tudo aquilo que vivemos, <strong>precisamos de mais consciência e luz para integrarmos as experiências novas que vão surgindo</strong>. Isto porque, a probabilidade de continuarmos a tirar as mesmas conclusões e a sentir <a href="https://simplyflow.pt/emocoes-tao-desejadas-e-tao-temidas-tao-faladas-e-tao-mal-entendidas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a> semelhantes de situações idênticas é grande. A maior parte das vezes mais do que agir e processar a experiência, em função do que acontece no momento, reagimos às situações em forma de gatilho por associação a experiências idênticas no passado. A prática do desapego em si exige um trabalho sobre a forma de viver, sentir e interpretar as experiências no presente e não em função das suas experiências passadas. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Forças que melhoram a qualidade de vida e promovem bem-estar</strong></h2>



<p>Peterson e Seligman, no livro <em>Character Strengths and virtudes (2004)</em>, explicam a importância de desenvolver determinadas forças que melhoram a qualidade de vida, servindo também como amortecedor para momentos mais desafiantes. Assim sendo, explicam a importância das <em>Forças de Sabedoria e Conhecimento</em> (criatividade, curiosidade, abertura de espírito, o gosto por aprender e a sabedoria); as <em>Forças da Coragem</em> (coragem, persistência, integridade e vitalidade); as <em>Forças de Humanidade</em> (amor, gentileza e inteligência social); as <em>Forças de Temperança</em> (perdão e misericórdia, humildade e modéstia, prudência e a auto-regulação) e as <em>Forças de Transcendência</em> (a apreciação da beleza e da excelência, a gratidão, esperança, humor e a espiritualidade) como promotoras de bem-estar e essenciais para o crescimento humano. <strong>Desapegar é crescer, é deixar de ver o mundo numa só perspetiva e ganhar outros ângulos, <a href="https://www.facebook.com/dianacoimbragaspar/posts/pfbid02CqKugeXg4v2G9mUwVWfe5kbHbMn2A3SiSd1dZg73XzFDLptr1cktF9cKWPgAk1ul" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estados emocionais</a>, clareza e maturidade.</strong></p>



<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>As verdadeiras forças da vulnerabilidade</title>
		<link>https://simplyflow.pt/as-verdadeiras-forcas-da-vulnerabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Vulnerabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São muitos os exemplos e em vários contextos, onde conseguimos perceber que quando escondemos as nossas fragilidades, dúvidas, inquietações, perspectivas ou vulnerabilidades isso nunca nos torna mais fortes, antes pelo contrário.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Somos feitos de forças e fragilidades, sendo que algumas forças nos tornam frágeis e algumas fragilidades nos tornam fortes.</strong> É muito mais fácil conviver com as forças porque sentimos que nos elevam e são mais apreciadas socialmente, do que reconhecer e aprender a lidar com emoções, estados ou traços, que nos fazem sofrer e que nos colocam aos olhos dos outros como frágeis, fracos e pouco capazes. Mas na verdade, quer queiramos ou não, <strong>temos tanto de frágeis como de fortes, e quanto mais conseguirmos olhar para as fragilidades sem medo e com coragem, mais capazes estaremos para vivenciar as nossas forças</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ser humano tem esta tendência para evitar experiências desagradáveis que o tornam vulnerável, muitas vezes até através das suas forças.&nbsp;</strong></h2>



<p>Quantos de nós mergulhamos em excesso de trabalho, às vezes, porque temos uma grande capacidade empreendedora e de eficácia (forças) para fugir de uma dor, dum problema ou de algum estado emocional que dói e nos torna vulneráveis (fragilidades)? Acredito que muitos de nós já o fizeram e que, nestes casos, é a própria força que faz aumentar a dor pela negação (fuga da dor), levando também para um caminho de exaustão.</p>



<p><strong>Como sociedade e cultura ainda vemos com pena daquilo que nos faz sofrer como se pudesse existir a possibilidade de não termos fragilidades</strong>, sendo que é muitas vezes este ponto de partida de pena, vergonha e do medo da reprovação e opiniões exteriores, que não normalizam e integram esta dimensão das fragilidades.</p>



<p>Questionando tudo isto e partindo da verdade que <strong>todos temos fragilidades</strong> e que <strong>é a não aceitação das mesmas que nos torna efetivamente mais frágeis</strong>, que enfraquecem os nossos relacionamentos, que bloqueiam os vários contextos profissionais e que nos colocam em redomas de sofrimento isolados do mundo, vamos perceber então as verdadeiras forças das vulnerabilidades.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As verdadeiras forças das vulnerabilidades</strong></h2>



<p>Se pensarmos nas vezes que nos sentimos muito stressados ou muito ansiosos e tentamos esconder esse estado, vamos conseguir perceber que este esconder ainda aumentou mais tudo o que estávamos a sentir e a viver, aumentando também o medo de nos voltarmos a sentir mal em contextos semelhantes.</p>



<p>Se nos lembrarmos de quantas vezes nos nossos relacionamentos mais importantes e íntimos, acabámos por fingir que não nos incomodou um comportamento ou acção da outra pessoa e não o partilhámos, vamos perceber que isso nos afastou mais dela e nos tornou mais sofredores dentro de nós, do que ajudou. Multiplicando um evento por muitos o efeito pode ser ainda mais desastroso.</p>



<p>Também no contexto de trabalho, quantas vezes demorámos a fazer uma tarefa porque simplesmente tivemos medo de pedir ajuda e de perguntar como se fazia, tornando o processo muito mais doloroso e demorado?</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-6tZqm' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>São muitos os exemplos e em vários contextos, onde conseguimos perceber que <strong>quando escondemos as nossas fragilidades, dúvidas, inquietações, perspectivas ou vulnerabilidades isso nunca nos torna mais fortes</strong>, antes pelo contrário, porque ficamos envolvidos em vergonha, em excesso de preocupações, em culpa e muito mais ruminativos e stressados.&nbsp;</p>



<p>Acredito que <strong>a melhor forma de lidarmos com as emoções</strong>, como o medo, a <a href="https://dianagaspar.pt/articles/nao-e-a-tristeza-que-nos-deixa-infelizes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tristeza</a>, a raiva, a desilusão, a perda e tantas mais, que sentidas de forma recorrente podem criar estados &#8211; de ansiedade, depressão, desânimo, culpa, vergonha -, traços ou traumas <strong>é assumir que todos as sentimos</strong> e que todos precisamos de perceber que em si não são elas que nos tornam incapazes, fracos ou más pessoas. Por outro lado, quanto mais falarmos sobre o que sentimos de menos bom, mais leves e fortes nos vamos sentir depois, criando pontes, partilhas, estratégias e reflexões com aqueles que são mais importantes para nós. Por exemplo, se quando estivermos ansiosos, enviarmos uma mensagem a um amigo ou familiar a partilhar o que estamos a sentir, isso vai automaticamente fazer sentirmo-nos mais leves, criar possibilidades e soluções e tornar as nossas relações  mais verdadeiras. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando começamos a reconhecer e a permitirmo-nos partilhar as nossas emoções mais pesadas e mais difíceis de digerir, o estado de ansiedade geral vai diminuir.&nbsp;</strong></h2>



<p>Quanto mais tentarmos afastar as <a href="https://simplyflow.pt/emocoes-tao-desejadas-e-tao-temidas-tao-faladas-e-tao-mal-entendidas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a> que nos doem, mais força elas vão ganhar. Por outro lado, quanto maior for a permissão, a liberdade e a espontaneidade para as partilhar e libertar mais mecanismos encontraremos para as ultrapassar. Alguns dos comportamentos mais destrutivos que assumimos, como comer em excesso, beber, fumar e outros tipos de adições estão relacionados com a presença da vergonha por aquilo que se está a sentir, pela dificuldade em partilhar e em pedir ajuda, e pela incapacidade de transformar emoções e momentos mais dolorosos. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não são as vulnerabilidades e as fragilidades que nos enfraquecem, mas a forma destrutiva, envergonhada e melindrada como lidamos com elas.&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Quanto mais expressão lhes dermos, mais fortes nos tornaremos.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-6tZqm' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<item>
		<title>Porque sentimos tanta necessidade de ser aceites?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/porque-sentimos-tanta-necessidade-de-ser-aceites/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do oito ao oitenta, a escala da aceitação, ou melhor, da necessidade de aceitação, é vasta e tem várias manifestações, implicações e momentos. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Crescemos com a necessidade de amor, de sermos olhados, tocados, integrados, acolhidos e incluídos nos vários contextos e grupos, ao longo da vida. Ninguém lida bem com alguma possibilidade de rejeição, exclusão ou de não aceitação porque associamos que esses verbos são sinais de menos valia, de falta de importância e de reconhecimento.&nbsp;</strong></p>



<p>Gostamos de ser vistos e reconhecidos de acordo com o nosso valor, ou que esse valor nos seja dado pelas pessoas a quem reconhecemos mérito e importância, logo desde a infância. Afinal, é esse valor pessoal que nos faz sentir a pertencer a alguém, a algum sítio, a um grupo, a um projeto ou a um determinado contexto.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por muitas outras justificações que possamos encontrar, temos necessidade de ser aceites porque a aceitação poderá ser lida como o reflexo do nosso valor.&nbsp;</strong></h2>



<p>Em função disto, muitas vezes tornamo-nos quase escravos desta necessidade, querendo e fazendo de tudo para que tal aconteça. Podemos correr mesmo o risco, às vezes, de nos deixarmos levar por esta necessidade de forma tão obsessiva que nos desenvolvemos mais à imagem dos outros do que da nossa própria natureza, colocando-a à frente das nossas próprias necessidades, desejos e manifestações.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Quantos de nós já abdicaram de fazer alguma coisa, já se camuflaram, esconderam, disfarçaram ou se anularam por medo de não serem aceites e, por isso, rejeitados?</strong></strong></h2>



<p>Acredito que todos nós, em algum momento da vida, já o fez, já disse um sim quando queria dizer não, já assumiu um determinado comportamento para pertencer a um determinado grupo, já se anulou para agradar alguém, já mentiu para não correr o risco de ficar sozinho, ou já fingiu para não criar conflitos ou não desiludir alguém.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do oito ao oitenta, a escala da aceitação, ou melhor, da necessidade de aceitação, é vasta e tem várias manifestações, implicações e momentos.&nbsp;</strong></h2>



<p>Olhar para o outro e colocar o seu interesse à frente do nosso pode ser um ato de altruísmo e necessário numa sociedade tão egocêntrica como a que estamos a viver. No entanto, e como em tudo na vida, há um equilíbrio a encontrar, onde é importante perceber se grande parte das vezes o que fazemos é para ajudar genuinamente ou porque tememos ser mal vistos e sermos rotulados como más pessoas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais do que o que fazemos, é importante perceber porque o fazemos e quais são as verdadeiras intenções de cada ação.&nbsp;</strong></h2>



<p>Viver auto-centrados nas necessidades pessoais pode ser tão tóxico como viver em função exclusiva da aceitação do outro, pela necessidade extrema de amor e reconhecimento por parte dele. Estar constantemente em modo &#8211; SIM &#8211; eu faço, eu vou, eu ajudo, eu dou, eu coloco-me sempre em segundo plano &#8211; pode ser uma manifestação de uma aceitação <a href="https://simplyflow.pt/porque-nos-mantemos-em-relacoes-toxicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tóxica</a>. Com isto, o que quero dizer é que, se por um lado a necessidade de amor e de reconhecimento quanto ao grau de importância e valor pessoal é uma necessidade de todos nós, das mais básicas e essenciais que nos torna humanos vinculados em afeto e amor, viver em função desta aceitação pode fazer com que nos esqueçamos de nós, colocando esta necessidade ávida de amor e centrada exclusivamente no reconhecimento dos outros à frente de tudo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não vamos agradar a toda a gente. E está tudo certo!</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-GwQEz' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Sabemos também que quanto mais saudável for a estima que temos por nós e melhor vivermos com a ideia de que, apesar de necessitarmos da aceitação, que não vamos agradar a toda a gente, melhor viveremos connosco e com os <a href="https://www.presenca.pt/collections/colecao-diana-gaspar/products/atrai-pessoas-fantasticas-para-a-tua-vida" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outros</a>, mais livres seremos e mais capazes de viver de acordo com a nossa essência e necessidades, sabendo colocar limites assertivos com mais facilidade e confiança. Isto significa que, precisarmos da aceitação não nos pode tornar escravos dela, sendo que se não gostamos de todos os outros da mesma maneira, também os outros têm a mesma liberdade de gostarem mais de umas pessoas do que de outras, de acordo com vários interesses, perspectivas, valores e princípios.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Viver em total alinhamento com aquilo que é.&nbsp;</strong></h2>



<p>Acredito que mais do que vivermos em função da necessidade de aceitação por parte dos outros é fundamental vivermos a aceitar que nunca vamos agradar a todos, sendo que o ponto de partida deve ser viver em verdade com o que somos porque, quando assim vivemos, todos aqueles que gostam de nós, gostam de nós pelo que somos e não pelo que mostramos ser.&nbsp;</p>



<p>Sabemos o peso negativo e destruidor de viver a fingir ser o que não sentimos ser. Assim sendo, <strong>que o início desta caminhada seja a aceitação pelo que somos e pelo que o outro é, na sua diferença e na sua essência</strong>.&nbsp;</p>



<p>Se vive em função da aceitação e validação do outro, perceba em que momento da sua vida sentiu que não foi amado ou aceite. Talvez aí esteja a sua ferida e talvez aí comece a sua cura.&nbsp;</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-GwQEz' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Porque nos mantemos em relações tóxicas?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/porque-nos-mantemos-em-relacoes-toxicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[relações tóxicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas vezes procuramos nos relacionamentos, para além da partilha de um sentimento e de um projeto de vida, aquilo que nunca sentimos pelas nossas figuras vinculativas ao longo da vida: amor, valor, beleza, segurança, confiança, suporte e atenção.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais do que por vontades, motivações ou desejos somos movidos por necessidades. Das mais básicas e simples como &#8211; dormir, o toque, comer e beber &#8211; às mais complexas como as necessidades espirituais, são as necessidades de afeto, pertença, valorização, segurança, proteção e reconhecimento as mais fortes, e aquelas que nos movem e nos motivam em grande escala. São elas que nos levam a investir nos vários tipos de relacionamentos, mas também a suportar grandes loucuras, dores, desafios e relações tóxicas. Isto significa que <strong>se nos mantemos em determinadas relações é porque acreditamos que precisamos delas e que sem elas não conseguimos satisfazer necessidades afetivas e relacionais</strong>. Mas será que vale tudo para mantermos a satisfação destas necessidades afetivas? </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="temos-mesmo-de-viver-intoxicados-para-nao-perdermos-as-nossas-fontes-de-amor"><strong>Temos mesmo de viver intoxicados para não perdermos as nossas fontes de amor?&nbsp;</strong></h2>



<p>Não, claro que não, até porque o amor (nas suas várias formas), embora traga sempre alguns desafios e ajustes, que nos podem tornar tóxicos em alguns momentos ou circunstâncias, é em si uma energia limpa, que nos faz crescer mais do que sofrer, e que nos deve faz sentir melhor do que pior. </p>



<p>Mas vamos por partes, Alain Botton, diz-nos que “não existimos a menos que haja alguém que nos possa ver existindo, e que o que dizemos não tem sentido até que alguém nos possa entender”, isto significa que <strong>há em todos nós esta necessidade de sermos vistos, ouvidos e compreendidos, principalmente durante a infância, para nos sentirmos pessoas amadas</strong>. Quando estas necessidades não são satisfeitas e organizadas na infância, podemos andar uma vida inteira à procura de algo ou alguém que nos preencha, que mostre ou confirme que somos dignos de atenção e, por isso, de amor. E é, resumidamente por isto, que nos mantemos em relacionamentos tóxicos  &#8211;  quando sentimos que alguém nos preenche estes vazios por afirmar que gosta de nós, mesmo que nos trate mal ou desequilibre. </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quando-numa-relacao-mais-do-que-uma-partilhar-amor-e-um-projeto-de-vida-nos-movemos-pela-necessidade-de-valorizacao-e-atencao-corremos-o-risco-de-delegar-para-o-outro-a-satisfacao-desta-necessidade-e-de-precisarmos-daquela-pessoa-para-nos-sentirmos-amados"><strong>Quando numa relação, mais do que uma partilhar amor e um projeto de vida, nos movemos pela necessidade de valorização e atenção, corremos o risco de delegar para o outro a satisfação desta necessidade e de precisarmos daquela pessoa para nos sentirmos amados.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não estamos com o outro porque o amamos e ele nos ama, mas porque precisamos e dependemos. Antecipamos assim, sentimentos de solidão, abandono, perda, angústia e rejeição &#8211; que poderá ser, na verdade, uma interpretação que já vem de trás, da infância ou da adolescência, e não desta relação em si.&nbsp;</p>



<p>Diria mesmo, que nos mantemos dependentes de uma relação que nos faz mal quando nos movemos na procura do amor de alguém ou de sermos importantes pelo menos para uma pessoa. <strong>Muitas vezes procuramos nos relacionamentos, para além da partilha de um sentimento e de um projeto de vida, aquilo que nunca sentimos pelas nossas figuras vinculativas ao longo da vida: amor, valor, beleza, segurança, confiança, suporte e atenção.</strong> Quando nos mantemos em relacionamentos que nos fazem pior que melhor, onde nos sentimos maltratados, desrespeitados e/ou usados, mantemo-nos, acima de tudo, porque acreditamos que não temos valor suficiente, que sem aquela pessoa não somos ninguém, que sem aquela pessoa perdemos conforto ou segurança, ou que sem ela não vivemos. Há mais crenças associadas a este tipo de relacionamentos, mas acredito que a maior parte são expressos desta forma.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="significa-isso-que-nos-mantemos-e-alimentamos-relacoes-toxicas-quando-mesmo-que-a-sofrer-achamos-que-aquela-relacao-e-melhor-que-qualquer-vazio"><strong>Significa isso que nos mantemos e alimentamos relações tóxicas quando, mesmo que a sofrer, achamos que aquela relação é melhor que qualquer vazio.</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-4TW0L' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Na verdade, e como digo nos <a href="https://www.presenca.pt/collections/colecao-diana-gaspar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">meus livros</a>, tóxicos somos todos nós em maior ou menor grau, isto porque, todos podemos sentir inveja, ciúme, manipular, mentir, oprimir, criticar com ou sem consciência disso, a diferença está na intensidade, frequência e manifestação com que o fazemos e influenciamos quem connosco vive e está. Esta é a diferença entre sermos todos imperfeitos nas nossas vivências humanos, e sermos tóxicos.&nbsp;</p>



<p>Por outro lado, para haver este tipo de relacionamentos é preciso que haja espaço na relação para este tipo de energia se manifestar, isto porque se se relaciona com alguém que o manipula por ter muitos ciúmes, por exemplo, só vai ser manipulado se se deixar manipular e se não souber colocar os seus limites.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="os-ciumes-e-a-manipulacao-so-crescem-e-ganham-estrutura-dentro-de-um-relacionamento-quando-permitimos-alimentamos-e-deixamos-que-vivam-em-nos"><strong>Os ciúmes e a manipulação só crescem e ganham estrutura dentro de um relacionamento quando permitimos, alimentamos e deixamos que vivam em nós.</strong></h2>



<p>Bem sabemos, o quanto é difícil dizer “não gosto; incomoda-me; não quero; não permito” e tanto mais, quando amamos e queremos viver uma história de amor com aqueles de quem gostamos, mas <strong>não vale tudo</strong>. E é aqui que entra o desafio de nos mantermos a explorar o nosso equilíbrio e saúde ou resvalar para relações que nos destroem e nos colocam na linha do desequilíbrio e da dor.&nbsp;</p>



<p>Assim sendo, se sente que está num relacionamento tóxico deixo-lhe o convite para refletir sobre que tipo de necessidade que está esse relacionamento a preencher; que se questione sobre o que lhe faz estar num contexto que o faz mais sofrer do que crescer com desafio e entusiasmo, e que limites precisa de semear ou desenvolver dentro de si para se libertar desta toxicidade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quando-e-a-sua-saude-mental-e-o-seu-equilibrio-que-estao-em-causa-nada-podera-ser-mais-importante-do-que-as-escolhas-que-faz-para-si"><strong>Quando é a sua saúde mental e o seu equilíbrio que estão em causa, nada poderá ser mais importante do que as escolhas que faz para si.&nbsp;</strong></h2>



<p>Termino dizendo que, <strong>mais do que culpar o outro por tudo o que ele lhe faz, pergunte-se o que está&nbsp; a fazer para permitir que o tratem assim</strong>. Peça ajuda, cuide de si e <a href="https://simplyflow.pt/se-a-personagem-principal-da-tua-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">responsabilize-se pela vida</a> que só à força das suas ações pode mudar e recomeçar.</p>



<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Sê a personagem principal da tua vida</title>
		<link>https://simplyflow.pt/se-a-personagem-principal-da-tua-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assumir que podemos ser as personagens principais da nossa história poderá ser um bom ponto de partida neste caminho onde estamos a aprender a olhar para nós, sendo que se esta história for feita sozinha nunca passará de um monólogo. Todas as histórias têm vários personagens sendo que cada um tem o seu papel e a sua importância.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os conceitos sociais em relação à valorização pessoal passam por mudanças profundas. Há uns anos atrás ninguém lia ou ouvia falar de autocuidado, por exemplo, ou da ideia de que precisávamos de tirar tempo para cuidarmos de nós. Se do ponto de vista histórico e sociológico, vimos de um momento em que parece existirmos quase exclusivamente para cuidar do(s) outro(s), passamos por um momento quase oposto, onde queremos quase exclusivamente cuidar de nós.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>“Primeiro tu, depois os outros.”</em></strong></h2>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>“Escolhe em função de ti e não do que os outros vão pensar.”</em></strong></h2>



<p>Frases como estas, por exemplo, invadem-nos diariamente em livros, revistas e nas redes sociais. Segundo alguns sociólogos e psicólogos, poderemos estar mesmo a viver uma fase narcísica, onde o interesse pessoal se sobrepõem sempre ao interesse familiar, social, profissional, cultural e comunitário.&nbsp;</p>



<p>Acredito que estaremos a tentar descobrir onde queremos estar, entre o que temos sido e o que queremos ser, também em função de uma saúde mental que se mostra bastante doente. E neste balançar entre o que foram as gerações anteriores e aquilo que poderemos ser no presente e no futuro, poderá nascer o equilíbrio e o bom senso &#8211; sendo que este último tem tanto de necessário como de subjetivo &#8211; sendo que o equilíbrio será sempre a conjugação entre a aprendizagem de olharmos para nós e para os outros.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sê a personagem principal da tua vida!</strong></h2>



<p>Assumir que podemos ser as personagens principais da nossa história poderá ser um bom ponto de partida neste caminho onde estamos a aprender a olhar para nós, sendo que se esta história for feita sozinha nunca passará de um monólogo. Todas as histórias têm vários personagens sendo que cada um tem o seu papel e a sua importância. <strong>Quando nos colocamos como personagens principais estamos a assumir a responsabilidade pelo que escolhemos, pelo que <a href="https://simplyflow.pt/emocoes-tao-desejadas-e-tao-temidas-tao-faladas-e-tao-mal-entendidas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sentimos</a>, queremos e pelo que precisamos, não significando porém, que não seja necessário olhar os outros na mesma medida.</strong> </p>



<p>Acredito que esta postura de liderança para além de nos retirar do papel de vítima e de nos colocar no papel de responsáveis pelas várias escolhas que vamos fazendo, nos torna <strong>mais capazes e altruístas</strong> em relação aos outros porque estamos a dar ao outro a possibilidade de também ele, mais do que fazer e de escolher por nós, que pode e deve viver também ele primeiro na sua própria pele.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando nos desligamos dessa responsabilidade de autocuidado, mais tarde ou mais cedo, vamos sentir que nos descuidamos, que nos esquecemos do que precisávamos e queríamos, surgindo muitas vezes a culpa, a raiva, o cansaço ou a desilusão pelo vazio onde muitas vezes nos encontramos.</strong> </h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-VcIOh' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Significa isto que, aprendermos a ser responsáveis pelas nossas necessidades é essencial para todos, afinal, quando fazemos escolhas em função da nossa liberdade e necessidades deixamos de colocar pressão no outro para que nos dê o que não nos soubemos dar, evitando a reclamação, a submissão e o ajustar de contas que nos colocam em conflito quando afinal não reconheceram tudo o que deixámos de fazer por eles.&nbsp;</p>



<p>Quando aprendemos a dizer não, a ter tempo para descansar, dormir, comer, parar, respirar e tanto mais, percebemos que <strong>o outro tem as mesmas necessidades e os mesmos direitos</strong>. Mas tudo isto não acaba aqui, porque <strong>quando estamos bem connosco percebemos o quão gratificante é ajudar os outros</strong>, dar-lhes a nossa mão, atenção, tempo e amor. Quando somos exclusivamente autocentrados e narcisistas, não conseguimos reconhecer os outros porque vivemos em conflito dentro de nós e na ânsia que os outros também nos olhem da mesma forma absoluta.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando escolhemos ser a personagem principal das nossas vidas, aprendemos a cuidar de nós e a ter melhor energia para darmos aos outros também. </strong></h2>



<p>Não conseguimos dar o que não temos, e a melhor forma de contribuir para uma sociedade de <a href="https://www.facebook.com/dianacoimbragaspar/posts/448941356583791" target="_blank" rel="noreferrer noopener">amor</a> é semearmos esse mesmo amor dentro de nós.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-VcIOh' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>Emoções: tão desejadas e tão temidas, tão faladas e tão mal entendidas</title>
		<link>https://simplyflow.pt/emocoes-tao-desejadas-e-tao-temidas-tao-faladas-e-tao-mal-entendidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Nov 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=16283</guid>

					<description><![CDATA[<p>Viver de forma inteligente com todas as emoções é crucial para construirmos uma boa saúde mental. Sendo que a saúde mental também é o reflexo do equilíbrio emocional. E o equilíbrio emocional acontece quando aceitamos viver com todas as emoções. Todas!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Adoramos estar alegres, entusiasmados e felizes e vivemos apavorados com a ideia de sentirmos tristeza, medo e desânimo. Isto faz com que o desejo de controlarmos aquilo que sentimos seja muito grande, porque quando sentimos que controlamos as nossas emoções, conseguimos manter uma imagem intocável para com os outros e o mundo. </p>



<p>Apegados a esta ideia, queremos controlar as emoções que nos retiram força e vida, e queremos estar constantemente a puxar aquelas que nos fazem sentir bem e que nos dão sorrisos e energia. Parece que há quase uma necessidade de pegar à força no sorriso e colocá-lo no rosto para que este disfarce qualquer sinal de tristeza e cansaço.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mostrar tristeza, cansaço e medo continua a ser nos dias de hoje um sinal de fraqueza.</strong></h2>



<p>Afinal, parece que só os fracos sentem emoções que os deprimem e os tornam medrosos, embora também possa estar a ser usada esta vivência emocional, como forma de chamar a atenção e de vitimização &#8211; com a intenção de vender uma imagem que não tem medo de manifestar de fragilidades &#8211; tão explorado nos últimos tempo nas redes sociais.&nbsp;</p>



<p>Hoje ter a coragem de mostrar cicatrizes, medos e tristeza publicamente pode significar também uma forma de manipular imagens e de vender conceitos. E, clarifico isto porque quando falo sobre a necessidade biológica e emocional que temos de comunicar o que nos dói com os outros, algumas pessoas dizem-me que não têm coragem de mostrar as suas dores ao mundo, nomeando os contextos sociais. </p>



<p>Hoje há, acredito eu, uma grande dificuldade em distinguir a vida que se constrói nas redes sociais e a vida que se vive na vida, sendo que quando falo da necessidade de expressar e partilhar emoções, falo em fazê-lo sempre num contexto onde haja espaço e acolhimento para o fazer, e não necessariamente de as gritar ao mundo para ter a validação ou o reconhecimento do mesmo. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, afinal, como viver com as emoções que nos fazem sentir mal e como alimentar as que nos fazem sentir bem?</strong></h2>



<p><strong>Viver de forma inteligente com todas as emoções é crucial para construirmos uma boa saúde mental</strong>. Sendo que a saúde mental também é o reflexo do equilíbrio emocional. E o equilíbrio emocional acontece quando aceitamos viver com todas as emoções. Todas!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acolher a cada momento cada emoção, identificá-la, partilhá-la e perceber a sua mensagem é a melhor estratégia para não vivermos intoxicados, aprisionados ou afogados nas várias experiências que vamos tendo.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não é a tristeza que nos deixa infelizes, mas aquilo que fazemos com a <a href="https://simplyflow.pt/compreender-a-tristeza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tristeza</a> quando ela surge. Também não é o medo que nos debilita. Às vezes só o medo de ter medo é o maior paralisador, sendo que o medo como sinal de proteção é fundamental, como estado emocional predominante é angustiante. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há uma grande diferença entre sentir as emoções e viver apegados a elas.&nbsp;</strong></h2>



<p>As emoções têm em si um caráter impermanente &#8211; isto é, são manifestações instantâneas de energia que vêm e vão &#8211; e que só se mantém se forem alimentadas através do que pensamos e do que acreditamos sobre nós, os outros e o mundo em geral. </p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-v4oli' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quantas vezes nos mantivemos irritados durante dias por uma situação que durou minutos?</li><li>Quantas vezes nos sentimos inferiores depois de uma situação em que interpretamos que alguém nos estava a gozar, por exemplo?</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As emoções tornam-se tóxicas pela duração e pela intensidade com que as vivemos e não pela sua natureza em si.&nbsp;</strong></h2>



<p>Quantos de nós já sentimos aquele prazer cinzento de ouvir uma música que ainda nos deixa mais tristes, ou se estando tristes escolhemos ouvir uma música mexida que nos faz logo sentir melhores? Quantos de nós tentam afogar angústias em comida, bebida ou compras, criando mais dor do que aquela já sentida? Também a ideia de que as pessoas felizes são aquelas que não tem problemas, medos, irritações e tristezas não é real, nem equilibrada, até porque a noção de felicidade está intimamente relacionada com a ideia de uma reciclagem constante do que sentimos para melhor nos sentimos e vivemos.&nbsp;</p>



<p>Para vivermos com bem-estar e livres de estados emocionais tóxicos acredito que precisamos de <strong>clarificar a diferença entre controlar o que sentimos e controlar aquilo que fazemos com o que sentimos</strong>. A diferença parece ténue, mas é na realidade abismal! E, <strong>é aqui que reside o potencial de crescimento através das emoções ou a (in)capacidade de vivermos intoxicados com elas recalcadas, reprimidas e abafadas</strong>, que neste estado, durante muito tempo, podem colocar em causa a saúde mental de forma determinante.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nenhuma emoção é tóxica e tem por si a capacidade de nos prejudicar a ponto de as queremos controlar para não nos fragilizarmos.&nbsp;</strong></h2>



<p>O tempo e a forma como a alimentamos é que a pode tornar tóxica com impacto negativo na nossa vida global. Afinal, quantas pessoas mudaram de vida para melhor depois de uma grande tristeza, desilusão ou perda?</p>



<p>Assim sendo, o convite que hoje lhe deixo é que <strong>identifique a que emoções se apega mais e que emoções é que tem a tendência a valorizar por acreditar que já fazem parte da sua história e da sua identidade</strong>. Se esses estados emocionais não o fazem sentir bem, identifique que histórias conta a si mesmo, que alimentam esses mesmos estados &#8211; por exemplo, histórias de vitimização, pessimismo, necessidade de reconhecimento constante, inferioridade, insegurança, a culpa, a comparação, o perfeccionismo, justificam estados emocionais tóxicos &#8211;  reconhecendo que <strong>é a única pessoa que poderá <a href="https://www.facebook.com/dianacoimbragaspar/posts/418260232985237" target="_blank" rel="noreferrer noopener">assumir a responsabilidade</a> de os transformar através também da forma como se quer sentir</strong>. Para além disso, perceba que nunca poderá controlar o que chega até si, nem a emoção que sente de forma automática. Poderá, sim, transformar sempre o que sente depois e o que faz para a resolver, sendo que fingir que não a sente não é uma forma saudável de a transformar. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A capacidade e a responsabilidade de mudar a sua vida e de reciclar as suas emoções é sua. </strong></h2>



<p>Aprenda a falar do que sente, comunique sempre que possível as suas emoções com assertividade e liberdade, e perceba o que tem de fazer para reciclar esses estados emocionais. Não controla o que os outros fazem, nem o que chega até si, mas controla <strong>o que escolhe fazer com o que sente e como quer viver através dessa experiência</strong>.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-v4oli' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<item>
		<title>Afinal, o que é uma vida feliz?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/afinal-o-que-e-uma-vida-feliz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diana Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Feliz]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=14852</guid>

					<description><![CDATA[<p>Crescemos com a ideia de que viver é bom e que ser crescido traz felicidade, e depois acabamos por viver zangados e tristes porque a vida não é nada daquilo que pensávamos que era.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/afinal-o-que-e-uma-vida-feliz/">Afinal, o que é uma vida feliz?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Doa o que doer, não há vidas felizes sem dor nem com a ausência de experiências que nos façam sofrer.</strong></p>



<p>Queremos levar todos, desta experiência única que é viver, a melhor experiência possível. Queremos viver bem, com alegria, com facilidade, com um sorriso no rosto, com segurança, com certezas absolutas, com os que amamos e a concretizar tudo o que desejamos. E nesta ideia de vida feliz vivemos quase todos com a sensação de infelicidade constante porque, afinal, não estamos sempre bem, há experiências muito dolorosas, perdas inconsoláveis e expectativas não correspondidas. Afinal, parece que nos sentimos enganados por esta ideia que a vida não tem sofrimento e que a dor não faz parte da vidas felizes.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que a vida tem e sempre terá?</strong></h2>



<p>A vida tem e sempre terá dor, porque há sempre qualquer coisa a acontecer que nos envolve em preocupação, desconforto, sofrimento e perdas. A vida tem sempre e sempre terá algum tipo de imprevisibilidade, insegurança e incerteza que nos coloca a tranquilidade em apuros, e nos faz questionar o próprio significado de vida e de felicidade. Todas estas dimensões baralham-nos e, muitas vezes, colocam-nos a sensação que a vida não é justa e que, afinal, viver é pesado, difícil e uma experiência infeliz. Crescemos com a ideia de que viver é bom e que ser crescido traz felicidade, e depois acabamos por viver zangados e <a href="https://simplyflow.pt/compreender-a-tristeza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tristes</a> porque a vida não é nada daquilo que pensávamos que era.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afinal, qual é o verdadeiro significado de felicidade?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-DPdJ7' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Acredito que <strong>se queres ter uma vida feliz precisas de começar primeiro por refletir no próprio significado de felicidade</strong>.&nbsp;</p>



<p>Uma vida feliz, acredito eu, é acima de tudo uma vida onde te sentes bem contigo, onde gostas de ti e onde acreditas que melhor ou pior vais conseguir sempre resolver o que na vida aparecer. Uma vida feliz, acredito eu, é uma vida onde escolhes descobrir e viver com as tuas verdades, alinhado com aquilo que te faz sentido e te dá sentido, onde sentes que, apesar de todas as dificuldades, vais conseguindo criar momentos e formas de viver onde és tu, onde gostas de ti e onde aprendes a viver em paz com os outros, e com todas as tuas e suas imperfeições. Diria mesmo que uma vida feliz passa, acima de tudo, pela percentagem da tua vida onde escolhes assumir o teu poder pessoal, para viveres o que depende de ti e controlas, lembrando sempre porém que há dimensões fora do teu alcance onde nunca vais conseguir chegar e controlar, e está tudo bem na mesma. <strong>Felicidade significa também liberdade, fluidez e <a href="https://www.facebook.com/dianacoimbragaspar/posts/315609556583639" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aceitação</a>.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Existe uma transformação após o sofrimento.&nbsp;</strong></h2>



<p>A felicidade tem sofrimento e acredito que <strong>é algum sofrimento que te ajuda a viver mais feliz</strong>. Depois da dor passar, atenuar e te transformares através dela também. E que <strong>são estes momentos que te permitem perceber o que é importante, o que não é importante, o que afinal queres e o que dá sentido à tua vida</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como ser feliz?</strong></h2>



<p>Se queres ser feliz cria um espaço de amor e paz dentro do teu coração. Abraça todas as dificuldades como oportunidades de crescimento, cuidando muito bem de ti todos os dias com liberdade e um forte sentido de conexão ao outro e à tua comunidade.  </p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-DPdJ7' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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