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	<title>Cristina Felizardo, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Cristina Felizardo, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Contos de Luz</title>
		<link>https://simplyflow.pt/contos-de-luz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cerimónia]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de Luz]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Worldwide Candle Lighting]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi sob o lema: “que as suas luzes brilhem para sempre” que nos propusemos a organizar a edição portuguesa do WCL, o Contos de Luz, que conta já com a sua oitava edição.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/contos-de-luz/">Contos de Luz</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Contos de Luz (<em>Worldwide Candle Lighting</em>) é uma cerimónia de homenagem a crianças e jovens que perderam a vida.</strong></p>



<p>O <em>Worldwide Candle Lighting</em> (WCL) é uma iniciativa dos <em>The Compassionate Friends</em>, uma associação sem fins lucrativos de apoio a pais em luto sediada nos Estados Unidos da América, que une famílias e amigos em todo o mundo, na homenagem a crianças e jovens que perderam a vida. O evento realiza-se todos os anos no segundo domingo de Dezembro e consiste em acender uma vela às 19h00 locais, criando uma onda de luz que percorre o planeta há medida que se avança pelos diferentes fusos horários.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Este evento começou nos Estados Unidos em 1997 com a iniciativa de um pequeno grupo de partilha composto por pais em luto, que se reunia online e decidiu criar um movimento memorial para recordar os filhos perdidos.&nbsp;</strong></h2>



<p>Depressa se propagou e <strong>hoje existem centenas de eventos de </strong><strong><em>‘Candle Lighting’</em></strong><strong> – cerimónias de luz &#8211; por todo o mundo</strong> com milhares de velas a recordar os que partiram demasiado cedo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acredita-se que este é o maior evento do género realizado em todo o mundo.&nbsp;</strong></h2>



<p>Foi sob o lema: “que as suas luzes brilhem para sempre” que nos propusemos a organizar a edição portuguesa do WCL, o <a href="https://www.cfeliz.pt/pt/blog/contos-de-luz-2022" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Contos de Luz</a>, que conta já com a sua oitava edição.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Contos de Luz &#8211; 8.ª edição</strong></h2>



<p>O que sabemos sobre o <a href="https://simplyflow.pt/cantei-te-os-parabens-num-sussurro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">luto</a> de pais que perdem um filho? É a Dor Maior. É aquele tipo de dor que não parte apenas o coração, também fratura a alma. É a dor indizível, dizem elas e eles, as mães e os pais em luto. Os pais daquele amor que veio com a promessa de uma esperança no futuro, a promessa de lhes continuar. Aquele amor que era parte deles. Por isso, quando o Amor maior é perdido, quando o filho morre antes da sua mãe e do seu pai, é a vida a desafiar as leis da natureza. É contranatura, dizem. E é.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabendo que o luto de pais que perdem um filho pode ser vivido com grande sofrimento, acreditamos que as estratégias de superação para uma perda tão profunda são aquelas que permitam a adaptação à nova realidade através da manutenção do vínculo afetivo.&nbsp;</strong></h2>



<p>De facto, pedir a um pai e uma mãe em luto para aceitarem a morte do seu filho será contra a natureza humana. Mas criar um espaço e dedicar um momento para que ambos possam recordar, partilhar as memórias deste filho, deste jovem, desta criança, com os demais que os rodeiam, é uma forma de manter o laço afetivo, que mesmo sabendo-se perdido, permanecerá vivo nos corações de quem o homenageia.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Contos de Luz é esse espaço e tempo.&nbsp;</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-RyO10' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Aqui contam-se histórias de brincadeiras, de sorrisos marotos, de palavras carinhosas, de doces memórias. Aqui contam-se histórias de vidas, vidas jovens cheias de luz… aqui celebram-se os Contos de Luz. Para quê? Para que as “suas luzes jamais sejam esquecidas”.</p>



<p>Junte-se a nós no dia 11 de Dezembro, às 18h00, online no live do Facebook da página <a href="https://www.facebook.com/byCristinaFelizardo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CfelizbyCristinaFelizardo</a>, ou presencial na sede da Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, para juntos acendermos uma vela por aqueles que nos deixaram demasiado cedo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="597" height="875" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF.jpg" alt="" class="wp-image-18654" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF.jpg 597w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF-205x300.jpg 205w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF-460x674.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF-160x235.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF-320x469.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2022/12/CdL22_Cartaz_VF-480x704.jpg 480w" sizes="(max-width: 597px) 100vw, 597px" /></figure></div>


<p class="has-small-font-size"><strong>Referências:</strong></p>



<p class="has-small-font-size">Buyukcan-Tetik, A., Finkenauer, C., Schut, H., Stroebe, M., &amp; Stroebe, W. (2017). The impact of bereaved parents’ perceived grief similarity on relationship satisfaction. <em>Journal of Family Psychology</em>, <em>31</em>(4), 409–419. https://doi.org/10.1037/fam0000252</p>



<p class="has-small-font-size">Ferow, A. (2019). Childhood Grief and Loss. <em>European Journal of Educational Sciences</em>. https://doi.org/10.19044/ejes.s.v6a1</p>



<p class="has-small-font-size">Stroebe, M., Schut, H., &amp; Boerner, K. (2017). Models of coping with bereavement: an updated overview | Modelos de afrontamiento en duelo: un resumen actualizado. <em>Estudios de Psicologia</em>, <em>38</em>(3), 582–607. https://doi.org/10.1080/02109395.2017.1340055</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-RyO10' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<item>
		<title>Amor para a vida toda, até que a morte nos separe&#8230;</title>
		<link>https://simplyflow.pt/amor-para-a-vida-toda-ate-que-a-morte-nos-separe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[Viúva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Choramos quem amamos, por isso, a viagem que se seguiu começou em tristeza. É difícil, claro que é, mas em boa verdade, é a forma que temos de homenagear os nossos amores perdidos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/amor-para-a-vida-toda-ate-que-a-morte-nos-separe/">Amor para a vida toda, até que a morte nos separe&#8230;</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>E assim começou a história deles, o casal de enamorados que, perante o olhar de família e amigos, prometiam-se amor para a vida toda. Um beijo selou o compromisso e todos saudaram os noivos. A vida era bela, sem dúvida. Naquele momento era o sonho dela tornado realidade: a história da princesa que encontra o seu príncipe encantado e viveram felizes para sempre. Pelo menos era o que atravessava o seu pensamento enquanto deslizava pelo enorme salão da festa para a primeira dança com o noivo. O seu noivo… ai! Marido! A palavra ainda era muito nova e ainda não saía com a ligeireza que se pedia.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A vida continuou levando o jovem casal de enamorados atrás de si.&nbsp;</strong></h2>



<p>Aquele amor jovem, romântico e intempestivo, cresceu e deu lugar a um amor companheiro. Aqui a magia dos reinos dos príncipes encantados e das princesas em perigo já tinha perdido o seu encanto, mas isso não a perturbava, ou entristecia, pelo contrário: fazia-lhe sentido assim. Era melhor. Os filhos, os desafios profissionais, a rotina doméstica, tudo isso, tinha transformado o seu príncipe perfeito, num homem real, mundano, cuja barriguita que teimava em se salientar atrás da camisa, camuflava os outrora abdominais perfeitos e denunciava quão de carne e osso, ele realmente era. E era tão melhor.&nbsp;</p>



<p>Aquele homem, outrora príncipe do seu reino, tinha sido o seu melhor amigo quando lhe contava uma história cómica só para a fazer rir nos dias mais tristes, quando passava horas de domingo à tarde ao seu lado a tagarelar e a relaxar, quando lhe segurou a mão durante o parto, quando ficou ao seu lado nos dias mais difíceis e sussurrou um “vamos ficar bem”; o melhor pai para os seus filhos, quando os ajudava nos trabalhos de casa, ou quando se enfiava dentro da casa das bonecas a beber o chá de faz-de-conta, ou quando se levantava às 04h00 para dar o antibiótico; o melhor colega de equipa quando a escutava sobre os problemas lá do escritório, quando ajudava a aspirar a casa, ou quando a ajudou a escolher a tinta para a parede do quarto aquando da remodelação; o melhor amante, quando combinava com a sogra para ficar com os miúdos no fim de semana em que tinha reservado estadia no hotel e spa, quando oferecia lingerie atrevida, ou quando a envolvia num terno abraço depois do amor e ficava na “conversa de almofada”; o melhor companheiro de uma vida. Sem dúvida, assim era bem melhor que continuar casada com um príncipe encantado. E a promessa de amor para a vida toda continuava.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Até ao dia em que a vida não continuou.</strong> </h2>



<p>E não foi preciso mais do que um segundo para que a promessa fosse falhada. “Lamento”, disseram eles, a família e os amigos, agora, novamente reunidos, não no salão de festas a admirar a noiva que elegantemente dançava com o seu noivo, mas a consolar a viúva que enterrava o seu marido.&nbsp;</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-RS492' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Até que a morte nos separe.</strong> <strong>Era a frase que ecoava dentro de si.</strong>&nbsp;</h2>



<p>Sim, tinha sido dita na altura da promessa, mas por alguma razão ela escolheu ficar com a outra verdade, que era mais simpática, aquela do amor para a vida toda. Aquela que lhe garantia que aquele marido, aquele homem, o companheiro de uma vida, continuaria ali ao seu lado, a fazer equipa consigo, a dar-lhe a mão, a cuidar dos filhos, a amá-la… até ao fim da sua própria vida. Mas a morte veio e separou-os. E quando o fez roubou-lhe muito, fez com que perdesse muito.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A viúva.&nbsp;</strong></h2>



<p>Era o que a sociedade lhe chamava agora: viúva. Mas uma viúva apenas enterra o marido. Ela tinha enterrado tão mais do que isso. Enterrou o melhor amigo, o melhor pai dos seus filhos, o melhor colega de equipa, o melhor amante. Enterrou a sua cara-metade. E agora? Como conseguiria viver a vida sem metade de si? Sem o pilar que a amparava? Sem o porto seguro?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Choramos quem amamos, por isso, a viagem que se seguiu começou em tristeza.&nbsp;</strong></h2>



<p>É difícil, claro que é, mas em boa verdade, é a forma que temos de homenagear os nossos amores perdidos. Começa-se por chorar, por ansiar que o tempo volte atrás e reponha a ordem correta das coisas, por buscar o amor perdido nos detalhes do tempo, nos detalhes do espaço. Mas o tempo não volta atrás e a busca é frustrada. E chora-se quando se percebe que aquele amor é perdido para sempre. Mas depois as lágrimas enxugam. O olhar deixa de ficar posto no passado e começa a atentar o que a rodeia: os filhos que têm jeitos do feitio do pai, a remodelação da casa de banho do rés do chão que tinha ficado a meio e que agora tinha de ser concluída, tal como tinham combinado. Lentamente, ela vai encontrando um bocadinho do seu amor em cada gatilho de espaço, em cada gatilho de tempo, em cada doce memória. E tem ali tantas memórias. Tanta vida vivida. Tanto amor nessa vida.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E uma saudade para a vida toda. </strong></h2>



<p>Embora de coração destroçado ela percebeu: a verdade permaneceu a mesma, a do amor para a vida toda. Apenas inverteu. Afinal, foi ela que o amou, até ao fim da vida dele. Cumpriu a sua promessa. E agora, de coração em paz, guarda esse amor com ela, revisitando-o nas doces memórias, sempre que a <a href="https://simplyflow.pt/cantei-te-os-parabens-num-sussurro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saudade</a> aperta, para sua vida toda. <strong>Até ao dia em que a morte os volte a juntar.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-RS492' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>A esperança de mil corações</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-esperanca-de-mil-coracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O último ano pôs-nos à prova de maneiras que não sabia ser possível. Uma pandemia provocada por um inimigo invisível, um vírus veloz, que abalou as pedras basilares em que assentavam os valores humanitários ao impedir hábitos sociais e culturais que tanto nos definem na humanidade em nós.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-esperanca-de-mil-coracoes/">A esperança de mil corações</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diz o povo que enquanto há vida, há esperança!</strong></p>



<p>Nunca um dizer foi tão bem-dito. Se me acompanhas no que defendo, no que apregoo e no que acredito, então sabes que nem sempre vou nas cantigas entoadas pela “voz do povo”. Há dizeres que, por serem tão absolutistas, tão deterministas, tão generalistas, deixam de fora aqueles e aquelas que deixaram de acompanhar aquele compasso. Seja porque não conseguem ouvir a mesma música, seja porque ficaram sem chão firme por onde marchar, seja porque a vida, simplesmente, começou a tocar outra melodia. O que é certo é que, esses e essas almas perdidas, deixaram de entender o que a “voz do povo” lhes dizia nas suas cantigas de dizeres. <em>“Enquanto há vida, há esperança!”</em>, dizia uma dessas almas, em tom jocoso, para outra que estava tão perdida quanto ela! <em>“Olha, eu ainda estou viva e esperança nem vê-la!”</em>, continuava, ao mesmo tempo que encolhia os ombros, enquanto a outra assentia com a cabeça.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De facto, manter a esperança em todos os momentos da vida não é proeza fácil. </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-bCGkg' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>Que o diga <a href="https://simplyflow.pt/plano-c-para-a-felicidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">eu</a>. Que o digas tu. Que o digamos todos nós, mundo. O último ano pôs-nos à prova de maneiras que não sabia ser possível. </strong>Uma pandemia provocada por um inimigo invisível, um vírus veloz, que abalou as pedras basilares em que assentavam os valores humanitários ao impedir hábitos sociais e culturais que tanto nos definem na humanidade em nós. Avós que ficaram impossibilitados de receber aquele abraço mimoso dos netos, famílias separadas em dia de “juntar a família à mesa”, estranhos que se afastam nos passeios da rua e rostos que são vistos, apenas, pela metade. <strong>As mudanças são para nossa segurança. As recomendações são feitas por quem sabe. Mas o desafio fica para ser superado por quem está na vida. </strong>Uma vida que impediu, que separou, que afastou e que é agora vivida pela metade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Então e a Esperança? Então onde cabe agora essa máxima que nos diz que “onde há Vida, há Esperança”?</strong></h2>



<p><strong>Uma pergunta legítima feita por quem está cansado de tanta mudança que nos afastou da nossa essência de ser humano.</strong> Mas, agora, sou eu que te digo: “Escuta. Ouve o que o povo te está a dizer. Esta voz é antiga. Vem daqueles que já viveram muitas vidas antes de nós. Daqueles que aprenderam à custa dos seus próprios desafios que se a vida continuar em ti, então tu continuas capaz de encontrar esperança! Afinal, é uma atitude. E, por isso, está dentro de ti, em cada batimento do teu coração, em cada respirar do teu pulmão, em cada passo que o teu corpo dá em frente. Em cada momento que continuas vivo, poderás encontrar a tua esperança”.</p>



<p>E graças a ela, à esperança, os avós puderam abraçar os seus netos através de uma manga de plástico, as famílias puderam reunir à mesa com recurso às videochamadas, os estranhos puderam cumprimentar-se no passeio com um toque de cotovelo e <strong>aqueles que usam e abusam da esperança, perceberam que conseguem transmitir todo um sorriso através do olhar</strong>.</p>



<p>Por isso, como vês, o dizer está bem-dito. Fala a uma só voz, com a esperança de mil corações, pois no final de contas, “somos todos do mesmo jeito quando é preciso amar”. </p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>(…) E de um seremos mil corações</p><p>E de mil uma só voz</p><p>E de mil seremos orações</p><p>Todos juntos seremos nós</p><p>E nesse encontro perfeito</p><p>Nada nos pode separar</p><p>Somos todos do mesmo jeito</p><p>Quando é preciso amar (…)”</p><cite><a href="https://www.youtube.com/watch?app=desktop&amp;v=jzTx4te3UAo&amp;list=PL-MXbkoXB7oo05rXFElTifH3CPpYnwXHZ&amp;index=2&amp;t=0s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Nossa Voz, de Mariza</a></cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-bCGkg' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Plano C para a Felicidade</title>
		<link>https://simplyflow.pt/plano-c-para-a-felicidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2020 07:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Plano C]]></category>
		<category><![CDATA[Plano C para a Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[resiliente]]></category>
		<category><![CDATA[ser resiliente]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Plano C para a Felicidade é o mapa que trouxe comigo. É o plano para todos aqueles que teimam em conquistar uma nova felicidade. É o livro que vai ajudar quem está disposto a trabalhar para ser feliz. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/plano-c-para-a-felicidade/">Plano C para a Felicidade</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Plano C para a Felicidade!</strong></p>



<p><strong>… o teu plano de contingência para uma vida feliz!</strong></p>



<p>E não é que este plano chegou na hora certa? Agora, que vivemos tempos sombrios, marcados por uma pandemia que nos está a obrigar a um distanciamento físico, social, como lhe queiram chamar… Ou seja, agora que uma doença nos roubou a certeza de que a vida continuaria perfeita no plano A, o plano prometido para a Felicidade, parece-me urgente começarmos a traçar um plano de contingência para uma vida feliz: o Plano C para a Felicidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas como é que cheguei ao plano C? </strong></h2>



<p>Olha, <strong>muito honestamente, foi depois de perder o plano A e de falhar redondamente no plano B</strong>. O caminho desconhecido que veio a seguir, com trilhos sinuosos, florestas densas e escarpas cortantes que recortavam a silhueta daquela montanha gigante, acabou por resultar naquilo que viria a chamar de Plano C.&nbsp; Mas não penses que comecei aqui, não senhora! Comecei como tu: a berrar com quanta força tinha, a tremer de frio, nuazinha, a tentar perceber que mundo era este no qual tinha acabado de nascer. E tal como tu, recebi as instruções do plano A sobre o que fazer para alcançar a felicidade. Crescer, estudar, ter um bom emprego, casar com o homem dos meus sonhos, ter filhos – um casalinho de preferência, cuidar da família, construir uma carreira de sucesso, aproveitar a reforma para fazer um cruzeiro com o marido e morrer velhinha rodeada das pessoas que amo. Afinal, <strong>o meu plano A, o teu plano A, era o mesmo que o de toda a gente. Um tamanho serve todos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Então o que aconteceu? O que falhou? </strong></h2>



<p>A vida! <strong>Foi a vida que simplesmente aconteceu</strong>, que acontece a todos e que nos mostra a ilusão que era este plano.</p>



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<p>Eu fui desviada deste plano quando estava a alcançar a etapa de ter filhos. Consegui ser mãe. Mas <a href="https://simplyflow.pt/amor-adn-e-outras-coisas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o filho não nasceu «perfeitinho»</a>, como era pedido. Como tal, fui forçada a seguir o sinal de desvio e abandonar a via rápida onde tu seguias, veloz e segura, rumo à felicidade. <strong>Dei comigo perdida em trilhos desconhecidos.</strong> Tinha perdido o plano A. Ainda tentei refazer os passos até ao sinal de desvio, mas isso só deu em asneira. Portanto, um plano B falhado! Por alguma razão, acabava por voltar ao trilho perdido algures na montanha. Fiquei algum tempo sentada no único banco de pedra que por ali existia, debaixo do único candeeiro que pouco ou nada alumiava, à espera deles, dos outros, do povo, para que me dissessem o que fazer a seguir, para onde ir, mas rapidamente percebi que, afinal, estava à espera de quem não vinha.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por isso, pus-me a caminho. </strong></h2>



<p>Não penses que foi uma decisão fácil, porque não foi. Primeiro, porque a montanha, vista do sítio onde me encontrava, parecia um monstro impiedoso, um gigante impossível de alcançar. Segundo, porque nunca tinha dado um passo sem saber para onde ia e, ali, naquele ermo do mundo, o gps não funcionava. Terceiro, e último, porque estava sozinha… tu não estavas lá! Como vês, não foi fácil, mas foi a decisão que tomei: <strong>seguir em frente, rumo ao desconhecido</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Foi uma viagem sem igual. </strong></h2>



<p>Foi uma viagem sem igual: <strong>de transformação para superar as perdas de amores, de empoderamento que trouxe uma capacitação pessoal e individual e de construção de uma melhor versão de mim mesma</strong>. Entre aventuras e desventuras, entre batalhas com demónios, entre cervejas geladinhas saboreadas nos albergues da montanha, <strong>encontrei o que eu não sabia ser possível de encontrar: uma nova felicidade</strong>! Esta, agora sim, ajustada em mim, feita à minha medida.<strong>&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E sabes o que bastou? Atitude!</strong> </h2>



<p>A atitude que me fez levantar o rabiosque daquele banco de pedra e desbravar aquela montanha até encontrar a minha Felicidade. Por isso, <strong>confia, não em mim, mas em ti. Quando também a ti a vida acontecer e te encontrares no sopé da tua montanha, confia que também tu, conseguirás transformar-te, empoderar-te e construir-te. Também tu serás feliz</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="668" height="1024" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-668x1024.jpg" alt="" class="wp-image-12996" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-668x1024.jpg 668w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-196x300.jpg 196w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-768x1177.jpg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-460x705.jpg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-160x245.jpg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-320x491.jpg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-480x736.jpg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-640x981.jpg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL-960x1472.jpg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/PlanoCParaaFelicidade_MAIL.jpg 1000w" sizes="(max-width: 668px) 100vw, 668px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Plano C para a Felicidade é o mapa que trouxe comigo. </strong></h2>



<p>É o plano para todos aqueles que teimam em conquistar uma nova felicidade. É o livro que vai ajudar quem está disposto a trabalhar para ser feliz.<strong> Não há fórmulas mágicas, nem poções milagrosas, há, sim, tarefas e estratégias que cada um de nós (comum mortal) pode aplicar na sua vida, para encontrar a paz interior, o bem-estar, ou seja, a felicidade.</strong></p>



<p>Mas não posso terminar sem antes prestar homenagem e reiterar o meu agradecimento a uma senhora com um “S”, que tornou possível teres este mapa nas tuas mãos: a minha querida Fátima Lopes.</p>



<p>&#8211; Foi graças a ti, Fátima, que um belo dia recebo um telefonema da Sofia a desafiar-me a escrever um livro sobre resiliência e superação. Muitos parágrafos depois, muita reflexão e apaziguamento depois, eis que nasce este livro. Oh que sensação boa! E então, com a “cereja em cima do bolo”, quando me brindas com um prefácio tão lindo, tão sentido, tão tu! Já to disse, e volto a repetir: gratidão é o que sinto, pelos nossos caminhos se terem cruzado. Tu estás lá, no <a href="https://www.presenca.pt/livro/plano-c-para-a-felicidade">Plano C</a>. E agora, sem distanciamentos pandémicos, sem medos do que “a nova normalidade” nos reserva… Te abraço.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-1024x768.jpeg" alt="plano c" class="wp-image-12992" srcset="https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-1024x768.jpeg 1024w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-300x225.jpeg 300w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-768x576.jpeg 768w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-1536x1152.jpeg 1536w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-2048x1536.jpeg 2048w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-460x345.jpeg 460w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-160x120.jpeg 160w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-320x240.jpeg 320w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-480x360.jpeg 480w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-640x480.jpeg 640w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-960x720.jpeg 960w, https://simplyflow.pt/wp-content/uploads/2020/11/plano-c_Nov20-1120x840.jpeg 1120w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p class="has-small-font-size">Nota: Fotografias por <a href="https://www.instagram.com/umpontodeluz_/">Carolina Prata</a></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-7bolY' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>A vida é demasiado preciosa para não ser bem vivida!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-vida-e-demasiado-preciosa-para-nao-ser-bem-vivida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 07:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por esta altura já deves saber que o Simply Flow tem o dom de abrandar a&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por esta altura já deves saber que o Simply Flow tem o dom de abrandar a vida o suficiente para que possas saborear cada detalhe. Durante 4 anos, o blog que nasceu de um sonho da Fátima Lopes, falou de saúde e bem-estar, de forma acessível, mas rigorosa, pela mão da própria autora, uma apaixonada fervorosa por estes temas e pela mão de um grupo de especialistas que partilharam contigo algum do seu saber. Eu sou uma delas!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sabias que o luto é um processo que deves viver para encontrar a Felicidade perdida? </strong></h2>



<p>Quando o convite me chegou na forma de uma singela pergunta: «Queres escrever para o Simply Flow, o blog da Fátima?», a minha reação foi de absoluta euforia: «What?! Eu?! Claro que sim! Seria uma honra…» Mas, de imediato, uma dúvida sobressaltou-me: eu sou conselheira do luto, trabalho com pessoas que sofreram as perdas afetivas mais significativas das suas vidas, que raio terei eu para dizer sobre saúde e bem-estar?! E, novamente, a voz singela tranquilizou-me: «Tens tudo para dizer! Afinal és a Cfeliz!».&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, afinal, o que é a Felicidade?</strong></h2>



<p>E assim começou a minha tarefa de mostrar-te como o luto é o processo que deves viver para encontrar a Felicidade perdida. É que sabes, <strong>a Felicidade é um estado ou momento de bem-estar subjetivo em que consegues harmonizar as emoções e alcançar a paz (ou equilíbrio) interior</strong>.&nbsp;</p>



<p>Na atualidade, os autores que têm vindo a debruçar-se sobre as questões filosóficas da felicidade, consideram que a felicidade é um estado de bem-estar, que para ser alcançado depende de um conjunto de fatores não só inerentes ao indivíduo, portanto subjetivos, mas também do meio que o envolve: ambiente, contexto e cultura. Mas é isso mesmo: um estado, ou um momento. Não é permanente. E sabes porquê? Porque a vida vem e acontece-te. Tira-te o chão debaixo dos pés e deixas de sentir esse equilíbrio.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A vida vem e acontece-te. </strong></h2>



<p>A vida vem e rouba-te o teu amor, o teu sonho, a tua expectativa. Perdes a paz interior e com ela a tua Felicidade. O que vem a seguir é o caminho que tens de percorrer para encontrares um novo momento feliz. O que vives a seguir é o luto. Não é «pêra doce».&nbsp;</p>



<p>É uma jornada só tua e por isso solitária. É um caminho desconhecido e por isso assustador. É uma viagem sofrida que te leva a uma descoberta do teu eu, a um crescimento pela dor. Após a perda da tua vida feliz vais-te transformar, empoderar e (re)construir. Ou seja, vais fazer o luto. Não tens de o fazer sozinha.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não tens de fazer o luto sozinha. </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-w9Wyn' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Eu (e outros como eu) estamos lá para te alumiar todos os caminhos que tens pela frente, para que no fim, não demores tanto tempo perdida na escuridão. Para que no fim, não sejas tão só, não estejas tão assustada, nem sofras o que não tens de sofrer. Tenho a ciência como pano de fundo, mas, na verdade, sou a terapeuta que, na simplicidade de um abraço caloroso, te guia até encontrares novo rumo à tua felicidade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Terapia do luto ou Terapia para a Felicidade? </strong></h2>



<p>Chamam-lhe terapia do luto, mas eu prefiro Terapia para a Felicidade. A terapia que te ajuda a abrandares a vida o suficiente para saboreares cada detalhe, até perceberes que a deves viver o melhor possível de tão preciosa que é. Por isso, go with the flow…</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-w9Wyn' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>Despenalização da eutanásia: sim ou não?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/despenalizacao-da-eutanasia-sim-ou-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 07:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E tu queres morrer? Sim? Não? Talvez? Antes da pergunta falta a educação para a morte.&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>E tu queres morrer? Sim? Não? Talvez?</strong></p>



<p><strong>Antes da pergunta falta a educação para a morte.</strong></p>



<p>A pergunta é simples: a eutanásia deve ser legal? Sim ou não? Mas, sabes o que me deixa preocupada? Não é a simplicidade da pergunta. É a resposta simples que estás disposta a dar. Ou sim, e és a favor da morte medicamente assistida. Ou não, e és contra o ato consciente de pôr fim à vida. E já está! Acabaste de pôr a vida a preto e branco. Fosse assim tão fácil, não é?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Consegues? Viver a tua vida a preto e branco?</strong></h2>



<p>Consegues-me dizer honestamente que todas as decisões que tomaste na tua vida até agora foram o resultado de uma data de sins e nãos? Pois, também me parecia!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A vida tem mais cores. </strong></h2>



<p>Tem dias que parecem uns verdadeiros arco-íris. Tem outros que são a nova edição das cinquenta sombras de cinzentos. (Mas, daqueles negros, mesmo, nada como aqueles do cinema&#8230;) São mais de mil cores.&nbsp;</p>



<p>Viver é a soma de muitos talvez. Os degradés que ficam entre o sim e o não. Aqueles que tens de esgotar até ficar nítida a cor que queres. E na verdade, nesta pergunta, os talvez não estão aqui contemplados.&nbsp;</p>



<p>Talvez se os profissionais de saúde tiverem formação e treino para lidar com as consequências (profissionais, pessoais, emocionais) do ato de pôr fim à vida. Talvez os familiares não consigam aceitar essa decisão, sujeitando-os a períodos de luto mais sofridos e mais prolongados no tempo. Talvez se cada um de nós conseguir dizer a si mesmo o que é uma boa morte. Consegues? Eu não! E olha que ando nisto da perda e do luto há mais de dez anos. E sabes o que aprendi ao escutar centenas de histórias de vida? Que <strong>a morte é tabu. É irreversível. É desconhecida. É final. E por isso, não se fala dela</strong>. Então, como podemos perguntar ao mesmo povo que foge da morte, sobre a legalidade da morte consciente?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Despenalização da eutanásia: sim ou não? </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-csEyB' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Sabes, é mais fácil responder a uma pergunta que não é sentida por dentro. A morte consciente, enquanto abstração, deve ser legal? Sim, claro, é um direito que assiste a cada um de nós! Não, claro que não, é violar a preciosidade da vida humana. E, no entanto, eu só te consigo dizer: depende! Depende dos talvez! Os talvez dos médicos que vão pôr fim à tua vida, os talvez dos que te amam que não tiveram direito a opinião, os teus talvez sobre o motivo de quereres morrer.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Antes da pergunta, falta educação para a morte.</strong></h2>



<p>Uma boa maneira de começar é pessoalizares a pergunta. E se fosse contigo? E se fosse a tua morte? Só depois poderás fazer a pergunta certa. E eu, quero morrer? Não sei! Depende. No meu caso, o que sei é que não pode depender só de mim. Deve ser um direito meu. Se calhar!… Mas, eu é que fico morta. Os que me sobrevivem é que vão ter de continuar a viver uma vida, cheia de talvez, a ruminar nos e ses, a preencher telas que agora têm espaços em branco. Deve ser um direito meu, que termina onde começa o direito do outro, aquele que fica cá, a continuar a viver num mundo onde eu já não estou.</p>



<p><strong>Antes de responderes, pergunto-te, estás a fazer a pergunta certa?</strong></p>



<p>Sabe mais <a href="https://www.cfeliz.pt/pt">aqui</a>.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-csEyB' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Estar presente</title>
		<link>https://simplyflow.pt/estar-presente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 07:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=10810</guid>

					<description><![CDATA[<p>Não preciso de ti aqui! Preciso que estejas lá… comigo! Empatheia, formado por en-, “em”, mais&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não preciso de ti aqui!</strong></p>



<p><strong>Preciso que estejas lá… comigo!</strong></p>



<p><strong>Empatheia</strong>, formado por <strong>en-</strong>, “em”, mais <strong>pathos</strong>, “emoção, sentimento”.</p>



<p>Ei ei ei! Podes parar já aí! Sim! Tu, que estás aí a revirar os olhos. Sim, tu mesma. Pensas que não te estou a ver?! Oh, podes crer que te vejo. E sei perfeitamente o que esse revirar de olhos significa: ‘Oh não! Lá vem aquela com os sermões de Natal, sobre o amar o próximo e ser melhor pessoa, e escolher o amor em vez do ódio, e reciclar o plástico, e etc., e etc., e etc.’ Sim! É verdade! E normalmente diria que sim a isso tudo que acabaste de desbobinar, mas hoje não. Hoje <strong>só te quero falar do melhor presente que podes dar neste Natal. Do presente que não implica a correria ao centro comercial, nem de tempo interminável em filas, nem embrulhos difíceis, nem arrombos no cartão de crédito. Do presente que és tu. Dá de ti, ao outro.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A empatia! </strong></h2>



<p>Sim, a empatia. Meu Deus!, pára de resmungar. Sim, pronto, é um bocado de sermão. Mas, vê isto mais como uma mensagem, uma reflexão, se quiseres. Para além disso, se eu já tive de ouvir a Mariah cantar “O que quero para o Natal és tu!”, cinquenta e quatro vezes só nas últimas quarenta e oito horas, pois o meu filho descobriu no youtube a playlist das melhores canções de Natal, então, também tu, podes sentar-te aí cinco minutos e ler-me. Pensa nisto como sendo o teu exercício de empatia do dia.</p>



<p>Muito bem, onde íamos:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Empatia, no caminho de… </strong></h2>



<p>A melhor definição de empatia que conheci até hoje foi-me dada por uma senhora que conheci nos corredores do hospital: “<strong>Experimenta calçar os meus sapatos!</strong>”, disse-me ela a relatar a conversa que tinha tido com a cunhada no dia anterior. Não foi preciso ir à origem etimológica da palavra, nem pesquisar a definição dada por filósofos como Auguste Comte, ou por psicólogos como Carl Rogers. Bastaram as palavras simples de uma senhora que queria ser respeitada na sua dor. <strong>‘A dor é minha! Mas podes andar um pouco com os meus sapatos para perceberes como é percorrer este caminho!’</strong></p>



<p>E já sei o que vais dizer: ‘Mas eu sinto empatia!’ Ou então: ‘Mas eu emociono-me com o outro’. Ótimo. Sentes e emocionas-te. Ei, onde vais? Podes voltar a sentar-te! Não, ainda não acabámos. Sabes? É que <strong>empatia não é nem emoção nem sentimento</strong>.</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-40P2O' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'>



<p>Não, não é uma emoção. As emoções são mecanismos adaptativos. Não, não é um sentimento. Esses são interpretações subjetivas. <strong>É uma habilidade socioemocional.</strong> Sim! Leste bem. Uma habilidade. <strong>Algo na qual te podes aperfeiçoar através da prática, exercitando o músculo empático, descentrando-te do teu ego e perspetivando a realidade através dos olhos do outro. Livre de preconceito, livre de julgamento, vais tentar compreender o que o outro sente, perceber o que o levou a sentir assim.</strong> Como o podes fazer? Praticando o altruísmo: realizando ações que beneficiam os outros. É, portanto, um exercício de humildade que te descentra dos teus ‘achismos’, sabes, aqueles que guardas no teu umbigo. É, também, um exercício de bondade que te leva a cuidar de alguém. É, sobretudo, um exercício de disponibilidade para estares lá, com o outro. São, na verdade, um conjunto de ações que vão despertar a humanidade dentro de ti.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desperta a humanidade que há dentro de ti. </strong></h2>



<p>Deixa-me adivinhar: sentiste o despertar da humanidade há três lojas atrás, quando deixaste aquela senhora levar a última echarpe que estava com um preço fenomenal, certo?! Errado. Pára com isso, não foste altruísta, só não foste rápida o suficiente. Não, isto é outra coisa.</p>



<p><strong>És humilde quando vês que podes aprender com outras histórias de vida, com experiências alheias.</strong> Repara, se por acaso uma amiga vem conversar contigo para te contar algo ou desabafar sobre algo e pouco depois devolves a conversa com uma história tua, com uma partilha tua, com um desabafo teu, então não estás a ser humilde. Estás a ser egocentrada: a tua história é a melhor, ou a mais espetacular, ou então, a mais sofrida, a que tem maior dor. Em todo o caso, tu és a maior.</p>



<p><strong>És bondosa quando dás de ti, sem pensar em ti. Quando os teus atos servem para beneficiar outra pessoa.</strong> A história da echarpe a desconto reduzido não é bondade, pois não?! Parece-me mais um aproveitamento de um acaso para valorização do ego. Ou seja, aproveitaste o contexto para “ficar bem na fotografia”. Não tiveste de fazer nada, não houve uma ação da tua parte. Pensa sempre que <strong>para ser um ato de bondade, tens de sentir o esforço da tarefa</strong>. Senão, não é.</p>



<p>És disponível quando perspetivas outros caminhos para além do teu. Quando te propões a caminhar nos sapatos de outra pessoa, para perceber o que ela está a sentir e por que razão fez as escolhas que fez, então estás disposta a deixar de lado as tuas verdades absolutas, as tuas opiniões inabaláveis e os teus valores estruturais, para estares lá com ela. Não estás por ela. Estás com ela. Qual é a diferença? Se estás por ela, continuas tu no centro da questão. Levas a tua bagagem, que é a tua segurança, e vais cheia de teorias e conselhos sobre como ela deve fazer. Se estás com ela, não levas mais nada para além de ti e dos teus ouvidos e do teu abraço. O caminho a ser percorrido é dela e tu apenas estás ali, disponível para ouvir quando ela precisar de falar, para abraçar quando ela precisar de ser confortada, com a certeza de que esse caminho não é o teu, mas que o sentes em cada passo dado. Uma dica? Se começares a frase com “Eu sei o que estás a sentir!”, então a probabilidade é que não estás lá com ela. Repara, quem é o principal sujeito na frase que acabaste de dizer? Tu! E de quem é a história? Dela.</p>



<p>Não és especialista da vida dessa pessoa. Então sê humilde e ouve o que ela tem para te dizer. Sê bondosa e dá do teu tempo e energia. Sê disponível e diz apenas: “Não sei o que estás a sentir, mas podes contar comigo, estou aqui!”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estar presente! Que seja esta a melhor prenda que vais oferecer este Natal. </strong></h2>



<p>Vai lá! Vou-te deixar em paz. Tenho de ir continuar a ouvir a Mariah e tu, espero que continues os exercícios deste músculo da empatia que te tornam no ser humano maravilhoso que sei que és.</p>



<p><strong>Boas Festas e Cfeliz</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-40P2O' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>&nbsp;<br></p>
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		<title>Estou a morrer! Mas, sabes que mais? Também tu&#8230;</title>
		<link>https://simplyflow.pt/estou-a-morrer-mas-sabes-que-mais-tambem-tu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2019 08:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Olá, eu sou a Ana, tenho 32 anos e estou a morrer! O quê?! Choca-te?! Nem&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Olá, eu sou a Ana, tenho 32 anos e estou a morrer! O quê?! Choca-te?! Nem sei porque estás com essa cara, afinal, todos nós estamos a morrer, certo? A única diferença é que eu sei que morro daqui a uns seis meses. Vá, talvez uns oito se me portar bem. Espera! Desculpa! Deixa-me ajudar-te a empurrar o queixo para cima. É que ficaste de boca aberta, reparaste nisso? Eu sei. Também eu fiquei. Foi naquele dia no consultório do médico. Tens um minuto? Então, deixa-me contar-te como foi:</p>



<p>‘Os exames são claros. O cancro está muito avançado. (…) As metástases (…) Estimamos que tenha cerca de seis meses de vida, mas pode (…) Temos tratamentos para a dor (…) Lamento muito!’ – depois de ouvir a palavra cancro, foi como se tivesse acabado de entrar num filme que estava em modo de câmara lenta.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Depois de ouvir a palavra cancro, foi como se tivesse acabado de entrar num filme que estava em modo de câmara lenta…</strong></h2>



<p>O médico continuava a falar, as palavras saiam da sua boca, mas eram tão lentas que eu não apanhava nem uma. Assim ficámos durante algum tempo, ele a emitir sons guturais acompanhados de gestos e acenos de cabeça e eu de queixo caído a tentar tirar umas pelas outras. Só percebi que a conversa tinha terminado quando ouvi o irreversível ‘Lamento muito’!&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O irreversível ‘Lamento muito’!&#8230;</strong></h2>



<p>Ele lamenta muito?! Eu é que tenho 32 anos, no auge da minha vida, feliz ao lado do homem dos meus sonhos, a construir carreira a fazer o que amo e ele é que lamenta?! Não! Com lamentos, ou sem lamentos, é simples! Isto não me pode estar a acontecer. Simplesmente não é possível, não com todos estes planos. Saí do consultório determinada a provar que este médico estava errado, que os exames estavam errados, que o laboratório estava errado… basicamente de que este dia não passava de um grande erro! Fiz telefonemas, escrevi emails, recorri a amigos, pedi segundas opiniões (e depois terceiras e talvez quartas)… mas, inevitavelmente todas as conversas terminaram com o terrível ‘Lamento muito’!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porquê eu?</strong></h2>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Desatei num pranto. Até aí ainda não me tinha permitido chorar. Tinha medo de que no momento em que o fizesse não conseguisse mais parar. A autocomiseração surgiu logo a seguir. O momento do ‘Porquê eu?’ Mas, porquê a mim? Só tenho 32 anos, levo uma vida saudável, faço desporto desde que me lembro, não fumo, não bebo, tenho cuidado com a minha alimentação… não percebo! Tantos que nada fazem para cuidar da sua saúde! Tantos que vivem para comer e beber! Tantos que desperdiçam as suas vidas… todos eles com uma saúde de ferro! E eu? Mas, que fiz eu? <strong>Não é justo. E não era. Mas, é assim, a vida. Não se trata de justiça. Nunca se tratou de causa-efeito. Sempre foi uma questão de aleatoriedade.</strong> Mas, eu não vi isso. Só percebi mais tarde. E, por isso, nesse dia, eu chorei. Chorei sozinha, gritei com a minha mãe, berrei com o meu namorado, insultei o médico e amaldiçoei Deus… que grande plano era o Dele!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eu estava em contagem decrescente!</strong></h2>



<p>Depois, veio o dia a seguir. O dia que era mais um a descontar aos seis meses. De repente bateu-me. Eu estava em contagem decrescente! E cabia-me a mim escolher: ficar a ter pena de mim própria, ou ir à luta. Nunca fui muito de lamúrias por isso só me restava a opção b. Luta seria. Em menos de um dia tracei o meu próprio plano de recuperação: mais desporto, a dieta roxa que li no ‘Journal of Clinical Oncology’, seguir as recomendações do meu terapeuta de medicina tradicional chinesa, enfrentar os ciclos de quimioterapia e inscrever-me nas sessões de meditação guiada onde anda a minha amiga Rute. Pelos vistos, ela conheceu uma senhora num dos grupos de meditação, doente oncológica, que entrou em remissão total do cancro, depois de ter começado com as sessões. Os médicos não conseguiam explicar, mas essa senhora estava convencida de que tinha sido a parte espiritual a regenerar o corpo. Não te sei dizer se acreditava totalmente nessa história, sempre fui um bocado céptica. Mas, quando és tu que estás nesses sapatos, sabe bem acreditar. Afinal, quem sabe se eu não seria aquele caso de um num milhão? Não é o que eles dizem? <strong>Li algures que os oncologistas dizem que a cura é 50% tratamento e 50% atitude. E eu estava cheia de atitude. Não tinha mais tempo a perder. Literalmente. </strong>Consegui manter esse ânimo nas semanas seguintes. Contagiava todos à minha volta, de tal maneira que às vezes até nos esquecíamos da palavra C. Só quando me olhava ao espelho e via a minha careca a luzir contra a luz é que tinha o meu wake up call. De volta à realidade lá ia eu: desporto, terapias, tratamento e meditação.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lamento muito!</strong></h2>



<p>Às 12 semanas recebi os resultados dos novos exames. Estava confiante de que ia ter boas notícias. Lamento muito! Uau! Voltei aqui outra vez. Ao filme de câmera lenta. Só que desta vez a cena não demorou tanto tempo. Desta vez, já não gritei, nem berrei, nem insultei, nem amaldiçoei. Chorei. Simplesmente chorei. Ele, o médico, chorou comigo. Abracei-o e disse-lhe: Também eu!</p>



<p>Nesse dia à tarde fui sozinha para a minha esplanada favorita. Queria aquele momento só para mim. O meu galão morno e o croissant prensado com manteiga. Sim! Decidi que iria parar com a dieta roxa. <strong>Queria saborear todos os momentos, guardá-los em mim, na caixinha das doces memórias. Tinha-os tomado como garantidos. Que iam acontecer sempre. Que eu ia vivê-los sempre! Que eu ia viver para sempre. Mas, não.</strong> Eu não. Eu estou a morrer. Era um pensamento que me tentava sobressaltar dia e noite e eu afugentei-o com quantas forças tinha, dia e noite. Mas, já não tinha mais forças. Estava cansada de fugir. Estava-me a saber tão bem, estar ali, a apanhar aquele sol de fim de setembro, de galão na mão. Por isso, disse em voz alta: ‘Estou a morrer’.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estou a morrer.</strong></h2>



<p>Foi a primeira vez que o disse, a primeira vez que se tornou real. Já não estava dentro do filme. Por incrível que pareça, foi a primeira vez desde aquele ‘Lamento muito’ que senti alguma paz. Fui para casa e pedi à minha família a amigos mais chegados para se juntarem lá todos depois de jantar. E disse-lhes o meu ‘Estou a morrer’. Sabia que ia haver tristeza. Também a sentia. Mas, pedi-lhes para que comigo pudessem ter também alegria, para eu rir quando me apetecesse rir, raiva, para me ajudarem a espancar almofadas nos dias mais frustrantes e medo, para me agarrarem na mão quando o caminho ficasse muito escuro. Expliquei-lhes que queria fazer o melhor com a vida que me restava. E esse melhor era aquele momento, mais momentos, criar doces memórias até ao dia onde também eu seria uma memória.&nbsp;</p>



<p>Chegou o dia da minha morte. E quando a vida me passou em flashback diante dos olhos (piada cósmica: foi mais um filme), o sentimento que me inundava era gratidão.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Faz melhor já!</strong></h2>



<p>Sim! Acho que se a Ana estivesse aqui para te contar a história dela seria este o fim que ela escolheria. Afinal, foi assim que ela viveu a sua vida: uma vida de afetos. Por que razão haveria de ser diferente na sua morte? Eu sei. Estive lá na guerra de almofadas. Gargalhamos no serão a contar histórias da minha tia Alice, que é uma personagem. Chorei ao seu lado no dia em que ela vinha inconsolável do médico. E, finalmente, dei-lhe a mão quando o caminho escureceu. Eu sou a Rute, tenho 33 anos e também estou a morrer. Mas, não mais do que tu. A única diferença é que eu aprendi a viver cada dia como se fosse o último. E esse foi o legado que a Ana me deixou: faz melhor já! <strong>A vida é demasiado preciosa para não ser bem vivida.</strong></p>



<p> </div>
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		<title>Cantei-te os parabéns num sussurro</title>
		<link>https://simplyflow.pt/cantei-te-os-parabens-num-sussurro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2019 08:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[celebrar]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem fizeste anos! Fiz-te um bolo, daquele que tu gostas. Sabes? Aquele de chocolate com recheio&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>Ontem fizeste anos!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiz-te um bolo, daquele que tu gostas. Sabes? Aquele de chocolate com recheio de morangos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cantei-te os parabéns! Não foi logo. Primeiro acendi as velas e deixei-as assim, a arder. Abri a boca, mas as palavras não saíam. Não entoava nenhuma melodia. Ela passava em repeat na minha cabeça. Mas </span><b>sempre que tentava cantar, o som recusava-se a assumir forma</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, assim fiquei, em silêncio, a ver as gotas de cera a formar uma camada por cima do bolo de chocolate com recheio de morangos. O teu preferido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi só quando percebi que as velas estavam quase a chegar ao fim e se iriam apagar sozinhas que te sussurrei um “Parabéns a Você!” A música acabou e não houve palmas. E tu não vieste para soprar as velas. E eu não tive coragem de o fazer por ti. Já doía demais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Naquele momento a vida devolvia-me a realidade real, aquela onde </span><b>ando a aprender a viver sem ti</b><span style="font-weight: 400;">. Aquela que ando sempre a tentar negar. Aquela onde </span><b>negoceio ao segundo cada momento onde me é permitido sentir a esperança de que possas voltar para mim</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><b>Espero-te.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. </span><b>Em cada segundo que te espero, em que te procuro, em que te busco, não dói tanto.</b><span style="font-weight: 400;"> Por isso deixei as velas arder. Enquanto elas estavam acesas e a música não era cantada, tinha mais uns segundos onde podia manter viva a esperança de que entrarias pela porta, de sorriso rasgado e olhos a brilhar, pronto para soprar as velas, que enfeitavam o topo do teu bolo de chocolate com recheio de morangos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As velas apagaram. O bolo ficou estragado, inundado de cera. Os segundos de esperança terminaram. E com eles, a irreversível certeza de que tu não estás mais aqui. </span><b>A verdade quadrada de que não voltas.</b></p>
<h2><b>Não vens!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma verdade-quadrada. Digo quadrada, pois é como me sinto: presa num cubo. Sempre que a realidade-real me rouba os segundos de esperança, perco a possibilidade de sonhar sobre os possíveis caminhos de passado e futuro. No passado onde te encontro. No futuro, onde te esperava encontrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem sei que não são reais. São ilusões e expectativas. Bolas de natal na cabeça. Ilusões, como fantasmas de ti que me recuso largar. Expectativas, como projeções de ti que teimo em imaginar.</span></p>
<p><b>Fico confinada ao presente. E para onde quer que olhe: cima, baixo, para os lados, não te encontro. Uma verdade quadrada, portanto! Mas não é sempre assim. Eu sei! A realidade é só uma. As interpretações que fazemos dela é que dependem, de nós, do momento, dos outros.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste momento, eu queria estar contigo, a cantar-te os parabéns, a celebrar mais um ano de uma vida que deveria ser longa. Queria dar-te um beijo na testa e sentir o meu coração a transbordar de amor quente. Queria ver-te a devorar aquela fatia de bolo, para poder olhar para ti com aquele olhar reprovador como que a dizer para comeres mais devagar. Queria ter isto tudo novamente. Estas memórias do passado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste momento, eu queria estar ao teu lado, quando soprasses as velas e fizesses os teus desejos para um futuro brilhante, ao lado do meu. Queria ver no tipo de homem que te tornarias. Queria estar lá para te aplaudir nos teus sucessos e te confortar nas tuas derrotas. Queria-te para sempre.</span></p>
<h2><b>Queria-te.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a realidade é só uma. Acaba com as ilusões e as expectativas. Foi o teu aniversário. Celebrei a data sem ti. E no momento em que o fiz, </span><b>fiquei com a certeza inviolável de que estás preso no passado</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiquei com impossibilidade de te querer no meu futuro. Por isso, guardo-te em mim.</span></p>
<h2><b>Guardo-te.</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem dentro de mim. </span><b>No baú das minhas doces memórias.</b><span style="font-weight: 400;"> Ali, onde sei que ficas protegido do passado que não volta e do futuro que não existe. </span><b>Ali, és intemporal.</b><span style="font-weight: 400;"> Ali, guardo-te a ti. Simplesmente tu. Ao meu lado.</span></p>
<p><b>Assim, sei que sempre que perder mais uma bola de natal para a verdade-quadrada, posso revisitar-te a ti, sem ilusões e sem expectativas.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ontem fizeste anos!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E hoje, eu resgatei-te do passado, para te guardar no meu futuro.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Páscoa à Mesa: 10 lugares para 9 pessoas</title>
		<link>https://simplyflow.pt/pascoa-a-mesa-10-lugares-para-9-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristina Felizardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2019 08:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas como é que já tenho a Páscoa à porta? Parece que ainda foi ontem que&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Mas como é que já tenho a Páscoa à porta? Parece que ainda foi ontem que consegui sobreviver ao Natal. Ainda estou a sarar feridas desse encontro com aquela que é a data festiva. A Data.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E agora já tenho de lidar com a outra data, a irmã d’A Data?! A Páscoa?! Mas sabes uma coisa? O problema não é a data! Nunca foi! Raios, continuo a gostar de trincar uma amêndoa de chocolate ou de molhar o bolo-folar numa caneca de café da avó. Tanto como qualquer uma de vocês.</span></p>
<p><b>O problema é a antecipação.</b><span style="font-weight: 400;"> A antecipação dá-nos tempo suficiente para imaginarmos todos os possíveis cenários. Quando estás a aprender a viver numa realidade que não queres, na tua nova realidade onde a vida te roubou nos afetos, a imaginação não te leva para campos de algodão doce e chuvas de bolas de sabão. Não! Leva-te para cenários bem mais negros, com vulcões de lava borbulhante e chuvas de rochas e cinza. Foi isto que imaginei na minha primeira Páscoa!</span></p>
<p><b>A antecipação demorou o que mais pareceu uma eternidade. E dentro dessa eternidade conheci níveis de agonia que não imaginava serem possíveis de existir.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descobri capacidades de negociação que não acreditava ter dentro de mim. Nem imaginas como é possível redimensionar a importância das coisas, dos momentos, da vida, quando estamos em pura agonia.</span></p>
<h2><b>A Agonia</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que percebas, deixa-me explicar-te o que acontece quando este sentimento se instala em ti. Este surge de forma crescente. Começa com uma pequena sensação de desconforto.</span><b> Não estás bem em lado nenhum.</b><span style="font-weight: 400;"> E por mais que mudes de sítio, de momento, de plano, nenhum deles parece ser suficiente. Ficas com a sensação de que falta algo. </span><b>Estás permanentemente incompleta.</b></p>
<p><b>Então andas permanentemente em busca do que te falta. Outro sítio, outro momento, outro plano. Nova esperança. A mesma desilusão. Não estava lá quem te faltava. E em cada confronto, um outro banho de realidade.</b></p>
<p><b>É a realidade, é certo. É a realidade que tens. Não tens outra. Mas dói como o raio. </b><span style="font-weight: 400;">Pois não é a que queres para ti. Sabes, ou melhor, sentes dentro de ti que é um outro tipo de dor. É crónica e sufocante. Perdura no tempo e consegues senti-la a crescer dentro de ti. Se a quisermos classificar talvez possamos balizar os seguintes níveis:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num nível 1, tens a tal sensação de desconforto: “Só estás bem onde não estás”. No último nível, talvez um 5, percebes que todas as negociações que fizeste com o tempo falharam. </span><b>O pânico toma conta de ti. &nbsp;A esperança dá lugar ao fatalismo. O ar começa a faltar.</b><span style="font-weight: 400;"> Por mais que tentes inspirar, não há oxigénio suficiente no mundo para encher os teus pulmões. Sentes uma pressão no peito, como se o pendente do teu colar fosse um pedregulho.</span><b> Fisicamente estás exausta. Mentalmente estás quebrada.</b></p>
<h2><b>A Negociação</b></h2>
<p><b>A realidade que tens à frente não é a realidade que queres para ti.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Queres a outra que tinhas há um ano atrás. Aquela onde contavas ansiosamente os dias que faltavam para essa data festiva. Essa onde tinhas quem mais querias, ali, ao teu lado. Mas hoje estás a viver outra vida. E agora também fazes a contagem decrescente para a data festiva. Mas não porque anseies a sua chegada. Mas sim porque temes que chegue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contas os dias, em agonia, negociando ao segundo para que o tempo se atrase um pouco. “Oh Páscoa, não tenhas pressa em vir!”, rogas-lhe tu nos teus pensamentos. Mas ela não te dá ouvidos. Obedece cegamente ao tempo. </span><b>E tu já sabes que ele, o Tempo, é um brincalhão. Passa a correr quando não queres e demora uma eternidade quando precisas que ele se despache.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuas a negociar. “Então, se não o atrasas, pelo menos diminui a importância ao dia”, pedes-lhe tu. Mas numa resposta pronta, o Tempo diz que isso está fora da competência dele. Essa secção pertence ao Amor. Viras-te para o Amor, na esperança que este te ajude a pôr um fim ao teu tormento. Mas ele apenas sorri.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dia não é dele. Não o pode controlar. É dos outros. É de todos. Era o meu também, até eu me recusar voltar a vivê-lo. Explicou-me ele. “A escolha foi tua”, continuou. Pois, mas não a senti como uma escolha. </span><b>Quem no seu perfeito juízo iria escolher viver desta forma?! Quem iria querer viver um dia que obrigasse a revisitar memórias de um passado recente, onde a felicidade era o rosto de quem amava?!</b><span style="font-weight: 400;"> Quem iria querer ver essas memórias desvanecerem segundo após segundo, numa permanente recordação de que o nosso amor ficou preso num momento do tempo?! Quem?! Eu não! Nem tu, acredito!</span></p>
<p><b>Negoceias, porque te sentes encurralada, sem saída. Presa numa escada rolante que te aproxima a ritmo certo, ao único lugar no mundo onde sabes que não queres estar: a mesa que vai celebrar a quadra festiva, onde vais contar nove lugares onde deveriam ser dez.</b></p>
<h2><b>A Libertação</b></h2>
<p><b>O dia chega. Pensavas que ias morrer de dor. Sufocada na incapacidade de inspirares o ar que te envolve. Mas não. Surpreendentemente, não morres. Continuas viva. O corpo dói, foi muita exaustão. A mente está dormente, foi muita negociação. Mas tens vida dentro de ti. O ar continua a entrar e a sair.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abres os olhos e a escada rolante deposita o teu corpo junto à mesa onde estão todos reunidos. Todos menos um. Todos menos quem mais falta te faz. Agora já sabes. A grande verdade da qual tentaste negociar a tua inocência. De que continuas viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O teu amor não volta. E tu continuas a viver a tua vida. Que contas em marcos de tempo que te recordam através das datas festivas que agora, a partir de agora, a mesa só conta nove lugares.</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/pascoa-a-mesa-10-lugares-para-9-pessoas/">Páscoa à Mesa: 10 lugares para 9 pessoas</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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