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	<title>Cláudia Morais, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Cláudia Morais, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>5 Dicas para manter a identidade no coração da família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 05:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<category><![CDATA[identidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No fundo, manter-nos “bem” em família não é um destino — é uma dança constante. Umas vezes mais descoordenada, outras mais fluida.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/5-dicas-para-manter-a-identidade-no-coracao-da-familia/">5 Dicas para manter a identidade no coração da família</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias em que tudo parece um malabarismo sem fim. Fazemos o jantar enquanto respondemos a mensagens do trabalho, tentamos dar atenção ao filho que quer mostrar um jogo e ao mesmo tempo ouvir o parceiro que fala sobre o seu dia de trabalho. Às vezes, damos por nós a pensar:&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>“Mas onde estou eu no meio disto tudo?”</em></strong></h2>



<p>Esta é uma pergunta fundamental. Porque <strong>quando deixamos de nos ver, deixamos também de ver os outros com clareza</strong>.</p>



<p>Manter a individualidade e promover o bem-estar da família não é um luxo — é uma necessidade. E começa por sermos <strong>gentis connosco</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como manter o “eu” sem perder o “nós”?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-NuQKs' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Ser boa mãe, boa companheira, boa profissional — e ainda estar bem? Nem sempre dá. E está tudo bem.</strong></h3>



<p>Muitas mulheres vivem com uma pressão silenciosa de conseguir “chegar a todo o lado” — serem mães presentes, profissionais competentes, companheiras carinhosas, amigas disponíveis, e ainda meditar, treinar e cozinhar de forma saudável. Mas essa exigência invisível vai-nos esvaziando. E quando estamos esgotadas, é difícil cuidar dos outros com a qualidade que ambicionamos.</p>



<p><strong>Exemplo realista:</strong><strong><br></strong>Há dias em que o jantar é massa com atum e ninguém morre por isso. Em vez de insistir numa refeição perfeita, sente-se com as crianças e brinque com o cheiro da comida. Em vez de forçar uma conversa profunda com o companheiro à noite, talvez baste um abraço mais demorado.</p>



<p><strong>Dicas práticas:</strong></p>



<p>Escolha três prioridades para o dia. Não sete. Três.</p>



<p>Quando se apanhar a pensar “devia estar a fazer mais”, respire e repita: <em>“Estou a fazer o possível com o que tenho hoje”.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Não se anule em nome do amor: ninguém ganha com isso.</strong></h3>



<p>Há mães e companheiras que se vão anulando porque querem “ver todos felizes”. Mas uma casa cheia de pessoas satisfeitas e uma mulher exausta é uma equação que tem tudo para dar errado.</p>



<p><strong>Exemplo identificável:</strong><strong><br></strong>Se adia sempre o seu treino, a sua pausa, o seu café, para responder ao que todos pedem, está a ensinar (sem querer) que as suas necessidades não são importantes.<br>E as crianças aprendem mais com o que vêem do que com o que lhes dizemos. Como se sentiria se visse os seus filhos (adultos) emocionalmente esgotados por quererem chegar a todo o lado?</p>



<p><strong>Dicas práticas:</strong></p>



<p>Comece a verbalizar os seus próprios limites com calma e clareza:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>“Agora preciso de descansar 10 minutos. Daqui a pouco podemos brincar.”</em></li>



<li>Dê o exemplo de uma mulher que cuida dos outros <strong>sem deixar de cuidar de si</strong>.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. O que quer realmente ensinar às suas crianças?</strong></h3>



<p>Antes de reagir à birra, à desarrumação ou ao barulho, pergunte-se:<br><strong><em>“O que é que quero que o meu filho aprenda com este momento?”</em></strong><strong><br></strong>Se o foco for apenas controlar o comportamento, perde-se a oportunidade de ensinar sobre regulação emocional, empatia e autonomia.</p>



<p><strong>Exemplo concreto:</strong><strong><br></strong>Se o seu filho grita porque não quer tomar banho e a sua primeira reação é gritar de volta, pare. Respire. E diga: <em>“Percebo que não te apeteça agora. Mas o banho é importante. Posso ajudar-te a escolher se vais com a toalha vermelha ou com a azul?”</em>.</p>



<p><strong>Dicas práticas:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em vez de castigos automáticos, use perguntas: <em>“O que é que aconteceu? O que é que podemos fazer diferente da próxima vez?”</em>;</li>



<li>Lembre-se: está a educar um adulto em construção, não a moldar uma criança submissa. </li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. O tédio não é o inimigo. É um convite à criatividade.</strong></h3>



<p>Na tentativa de manter os filhos sempre entretidos, muitos pais enchem as crianças de atividades, <a href="https://simplyflow.pt/quais-sao-os-perigos-das-redes-sociais-para-criancas-e-adolescentes/">ecrãs</a>, estímulos. Mas o tédio é essencial para que surja a criatividade, a imaginação, a invenção.</p>



<p><strong>Exemplo do quotidiano:</strong><strong><br></strong>Se o seu filho disser <em>“estou aborrecido”</em>, evite correr para “resolver”. Diga apenas: <em>“Que bom! É no tédio que nascem ideias incríveis. Vai ver o que é que consegues inventar”</em>.</p>



<p><strong>Dicas práticas:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tenha uma “caixa do tédio” com papéis, lápis, pedaços de cartão, botões, fitas — e deixe-os explorar;</li>



<li>Não preencha todos os minutos do dia. O vazio é fértil.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Nem tudo vai correr bem. E isso não significa que esteja a falhar.</strong></h3>



<p>Famílias felizes não são as que não <a href="https://www.facebook.com/apsicologaresponde/posts/pfbid02Q1UsYk7j8eoPyvs13ANPEiXspFpZXTbKD7vEBUF7PdrFrn4yrKUipXSr1sLo3spQl" target="_blank" rel="noreferrer noopener">discutem</a> ou que têm sempre tudo sob controlo. São as que sabem reparar. Pedir desculpa. Recomeçar. E rir do caos quando for possível.</p>



<p><strong>Exemplo realista:</strong><strong><br></strong>O banho foi uma guerra, o jantar ficou salgado, o seu companheiro respondeu torto e a sua filha chorou porque a meia não estava “bem posta”. Tudo isso é normal.</p>



<p><strong>Dica prática:</strong></p>



<p>Crie uma rotina mínima de conexão no fim do dia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>“Hoje foi um dia cheio. Obrigada por estarem aqui para me apoiar.”</em></li>



<li>Baixe as expectativas. Em vez de uma “família perfeita”, procure construir <strong>relações suficientemente boas</strong>.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>No fundo, manter-nos “bem” em família não é um destino — é uma dança constante. Umas vezes mais descoordenada, outras mais fluida. Às vezes há pisadelas, há quem se magoe. Na maior parte do tempo pode ser muito divertido e aconchegante.</strong></h2>



<p>O mais importante? Dançarmos juntos, sem nos esquecermos do nosso próprio ritmo.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-NuQKs' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Em que fase do relacionamento estou?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/em-que-fase-do-relacionamento-estou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[relação amorosa]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos amorosos]]></category>
		<category><![CDATA[relações]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Amorosas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguma vez deu por si a perguntar: “Em que fase é que nós estamos? O que é isto que estamos a viver?”.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Alguma vez deu por si a perguntar: </strong><strong><em>“Em que fase é que nós estamos? O que é isto que estamos a viver?”</em></strong><strong>. Talvez tenha sido num momento de silêncio absoluto, enquanto dobrava a roupa ou olhava para o outro lado da mesa do jantar. Ou talvez tenha sido durante uma discussão, em que a distância emocional pareceu maior do que nunca.</strong></p>



<p>Os relacionamentos são como danças, mesmo que nem sempre tenhamos o distanciamento para percebermos os nossos padrões ou reconhecermos que aquilo que estamos a viver &#8211; sobretudo quando é desconfortável &#8211; pode ser apenas uma fase, essencial para chegarmos àquela outra que tanto ambicionamos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5 Fases de um relacionamento amoroso:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1 &#8211; A fase da “lua de mel”</strong></h3>



<p>No início, para a maioria de nós, o mundo é cheio de luz e oportunidades. Lembra-se de como ele(a) prestava atenção a cada detalhe do que você dizia? Ou de como ria de todas as suas piadas? É uma conexão instantânea, como se finalmente tivessem encontrado algo que faltava. <em>“Ele gosta das mesmas músicas que eu!”</em> ou <em>“Ela adora a minha espontaneidade”</em>. Nesta fase, é fácil confundir afinidade com completude. Porém, esta é a fase mais curta e mais traiçoeira. É quando colocamos os óculos cor-de-rosa e ignoramos os sinais de alerta. Lembra-se daquela irritante mania de deixar as luzes acesas? Ou do modo como ele(a) quer fazer planos com tudo cronometrado? Durante a “lua de mel”, essas coisas são “fofas”. Mais tarde, tornam-se <a href="https://simplyflow.pt/8-dicas-para-fortalecer-lacos-em-momentos-desafiantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desafios</a>. E isso é normal.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2 &#8211; Quando as diferenças surgem</strong></h3>



<p>Imagine que a sua relação é como decorar uma casa juntos. No início, tudo parece espetacular: vocês adoram as cores, os móveis combinam. Mas, com o tempo, percebe que os detalhes se tornam fontes de tensão. <em>“Por que é que ele nunca coloca as almofadas no lugar?”</em> ou<em> “Por que é que ela insiste em comprar plantas que nem sequer rega?”</em>. As diferenças surgem porque são inevitáveis. E o que escolhemos fazer aqui é decisivo. Pode reagir com resistência, tentando mudar o outro. Ou pode olhar mais de perto e perguntar: <em>“O que é que esta diferença está a pedir de mim?”</em> Talvez seja um convite para aprender a ceder, a negociar ou, simplesmente, a deixar ir. Ou então é exatamente o oposto: dá por si a reparar em comportamentos que não são negociáveis e é hora de definir &#8211; gentilmente e com firmeza &#8211; os seus <a href="https://www.instagram.com/apsicologa_claudiamorais/reel/DFtL1CJNx8c/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">limites</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3 &#8211; A fase do conflito</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-6RwsV' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Os conflitos não são “o” problema. O problema é a forma como os enfrentamos. Numa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=H8lxnBcOHYE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sessão de terapia</a>, uma mulher disse-me: <em>“Eu sinto que ele só ouve metade do que eu digo”</em>. E ele respondeu: <em>“Eu sinto que ela fala tanto que eu nem sei como entrar na conversa”</em>. Ambos estavam certos — e ambos estavam a errar.</p>



<p>Cada um tem a sua maneira de lidar com o conflito. Algumas pessoas gritam; outras afastam-se. Ambas as reações são naturais, mas nenhuma constrói. Uma maneira prática de começar é esta: antes de responder de forma impulsiva ao que o outro disse, pergunte-se: <em>“Como é que eu me sinto? Do que é que eu preciso?”</em>. E depois mostre os seus sentimentos e as suas necessidades de forma clara, mas gentil.</p>



<p>A resolução dos conflitos vai permitir responder às perguntas: <em>“Posso confiar ti? Vais estar ao meu lado quando eu precisar?”</em>. A confiança não se constrói só com palavras, mas com ações. É sobre estar presente quando o outro precisa, sobre prestar atenção, mesmo quando a vontade é a de rebater. É o momento em que os casais aprendem a virar-se um para o outro, a aceitar que nem sempre terão as mesmas opiniões, mas que podem coexistir nas diferenças.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4 &#8211; O desafio da reparação</strong></h3>



<p>Quando a conexão se quebra, a reparação é um ato de coragem. Não é sobre voltar ao que era antes, mas sobre criar algo novo e mais forte.</p>



<p>Imagine, depois de uma discussão, decidir ouvir em vez de culpar. Ou talvez escrever uma mensagem inesperada a dizer: <em>“Eu percebi que te magoei, e quero perceber o que é que posso fazer para que isso não aconteça”</em>. Reparar é um convite para recomeçar, um pequeno gesto que pode transformar um abismo numa ponte.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5 &#8211; O amor que permanece</strong></h3>



<p>O amor verdadeiro não é sobre perfeição. É sobre aceitar o outro como ele é, com todas as suas complexidades. Aqui, os casais encontram um ritmo mais tranquilo, onde os gestos diários — como preparar um café ou segurar a mão em silêncio — se tornam as verdadeiras declarações de amor. Nesta fase, o respeito, o amparo e a gratidão sustentam a relação. Não se trata de resignação, mas de apreciação: <em>“Eu escolho-te todos os dias, não porque seja fácil, mas porque vale a pena”</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E você? Em que fase está?&nbsp;</strong></h2>



<p>A pergunta não é para trazer julgamentos (sobre si ou sobre a pessoa que está ao seu lado), mas para refletir. Está a fugir ou a enfrentar? A construir ou a destruir? Os relacionamentos nunca são estáticos, mas as escolhas que faz hoje podem determinar se estará mais perto da conexão ou do distanciamento.</p>



<p>Pergunte-se: Como posso ser mais presente? Como posso ser mais vulnerável? E, acima de tudo, como posso crescer com este amor, mesmo que ele nem sempre seja fácil?</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-6RwsV' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância do tempo de qualidade em família durante o período de férias</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-importancia-do-tempo-de-qualidade-em-familia-durante-o-periodo-de-ferias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>
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		<category><![CDATA[Pais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As férias também são um lembrete da importância das relações e do impacto positivo que elas têm no nosso bem-estar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O verão chegou e, com ele, a promessa de dias longos e quentes, perfeitos para criar memórias inesquecíveis em família. Como psicóloga e terapeuta familiar, conheço bem a importância do tempo de qualidade em família, especialmente durante as férias. Este período não é apenas uma pausa das rotinas diárias, mas uma oportunidade para reforçar laços e criar conexões profundas.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando nos afastamos das obrigações do dia-a-dia, libertamos espaço para a verdadeira conexão.&nbsp;</strong></h2>



<p>Há diversos estudos que mostram que o tempo de qualidade com a família está diretamente relacionado com o aumento da felicidade e a diminuição do <a href="https://www.instagram.com/apsicologa_claudiamorais/reel/CuBoQaBAVp2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">stress</a>, tanto em adultos como em crianças. A atenção plena dos pais e das mães pode fazer maravilhas pela autoestima dos filhos e pelo <a href="https://simplyflow.pt/8-dicas-para-fortalecer-lacos-em-momentos-desafiantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fortalecimento dos laços do casal</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6 Atividades que reforçam os laços familiares</strong></h2>



<p>Para garantir que este tempo em família seja realmente de qualidade, aqui ficam algumas <strong>sugestões de atividades que promovem o bem-estar e a união familiar</strong>:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-vcZzN' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>1. Exploração da natureza:</strong> Caminhadas, piqueniques no parque, passeios de bicicleta ou até mesmo acampamentos são excelentes formas de se desconectar da tecnologia e se reconectar com a natureza e com a família. A natureza oferece um ambiente tranquilo e inspirador que facilita as conversas e as gargalhadas;&nbsp;</p>



<p><strong>2. Jogos de tabuleiro e outras brincadeiras:</strong> Reservar os finais de tarde/noite para jogos de tabuleiro ou brincadeiras ao ar-livre pode ser incrivelmente divertido e educativo. Estes momentos são perfeitos para ensinar valores como a entreajuda, a paciência e o altruísmo;&nbsp;</p>



<p><strong>3. Cozinhar em conjunto:</strong> Preparar uma refeição em conjunto, desde a escolha da receita até à degustação, pode ser uma atividade muito envolvente. Cozinhar é uma arte colaborativa que envolve todos os sentidos e promove a união;&nbsp;</p>



<p><strong>4. Projetos criativos:</strong> Pintar, desenhar, fazer artesanato ou até mesmo escrever uma história juntos pode ser uma excelente forma de estimular a criatividade e a <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-das-emocoes-nos-relacionamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">expressão emocional</a>. Estas atividades permitem que cada membro da família mostre um pouco da sua individualidade; </p>



<p><strong>5. Contar de histórias: </strong>Ler livros em conjunto ou inventar histórias pode ser uma atividade divertida. Esta prática não só estimula a imaginação, como também fortalece a conexão emocional através da partilha de narrativas. Não há “respostas erradas”, nem espaço para a avaliação formal. O objetivo é a diversão;&nbsp;</p>



<p><strong>6. Tradições e rituais:</strong> Muitas famílias têm tradições e rituais que seguem durante as férias. Estas atividades contribuem para um sentido de continuidade e de identidade. Participar nestas tradições promove um sentimento de união e pertença. Pessoalmente, adoro que os meus filhos subam aos barrocos (pedras grandes e irregulares) típicos da aldeia onde o meu marido nasceu. Fazemo-lo todos os anos, treinando a agilidade física enquanto conversamos sobre tudo. Por outro lado, as férias de verão são ótimas para registar em fotos e vídeos memórias agradáveis. Um dos presentes que ofereço aos meus filhos no dia de aniversário (no inverno) é uma compilação de todos os vídeos daquele ano com as suas músicas preferidas. É impressionante como as crianças da família ficam coladas à televisão com a sessão de “cinema” anual em que revisitamos memórias felizes e acompanhamos o crescimento de cada um.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pequenos gestos, grandes impactos</strong></h2>



<p>Para além das atividades programadas, os pequenos gestos diários são fundamentais para a construção de uma relação familiar sólida. Reservar um tempo todos os dias para ouvir verdadeiramente o outro, demonstrar admiração e carinho e celebrar as pequenas vitórias pode ter um impacto significativo no bem-estar de cada membro da família.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reflexão e gratidão</strong></h2>



<p>A pausa das férias também pode levar-nos a refletir sobre o passado recente e a sermos gratos pelo presente. Estar com a família incentiva a gratidão em relação ao que já temos, fomentando uma mentalidade positiva em relação às nossas escolhas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As férias também são um lembrete da importância das relações e do impacto positivo que elas têm no nosso bem-estar.&nbsp;</strong></h2>



<p>Este é o momento em que garantimos que passamos tempo de qualidade com quem amamos.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-vcZzN' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-do-tempo-de-qualidade-em-familia-durante-o-periodo-de-ferias/">A importância do tempo de qualidade em família durante o período de férias</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>De namorado/marido a pai</title>
		<link>https://simplyflow.pt/de-namorado-marido-a-pai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Marido]]></category>
		<category><![CDATA[Namorado]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que muda num homem quando se torna pai? O que muda na forma como uma mulher olha para o namorado ou marido quando ele abraça a paternidade?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/de-namorado-marido-a-pai/">De namorado/marido a pai</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que muda num homem quando se torna pai? O que muda na forma como uma mulher olha para o namorado ou marido quando ele abraça a paternidade? Porque é que essa transição da vida a dois para a vida a três é tantas vezes <a href="https://simplyflow.pt/8-dicas-para-fortalecer-lacos-em-momentos-desafiantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desafiadora</a>? Porque é que há tantas separações nos primeiros três anos de vida de um primeiro filho?</strong></p>



<p>Não há dúvidas de que o casal sofre uma das maiores transformações quando nasce o primeiro filho. Por muito desejado e planeado que esse bebé seja, ninguém pode prever com exatidão tudo o que vai mudar, sobretudo do ponto de vista emocional. E se esta transição acarreta muitas emoções intensas e muitas expectativas tanto para o homem como para a mulher, a verdade é que as jornadas são muitas vezes diferentes.</p>



<p>A maior parte das mulheres pode sentir o instinto maternal praticamente desde a puberdade, enquanto muitos homens levam mais tempo a encaixar todas as peças que envolvem o papel parental no gigantesco puzzle em que as suas vidas se transformam.</p>



<p>Não raras vezes, eles sentem que a sua vida mudou drasticamente, que passaram a assumir muito mais responsabilidades do que estavam habituados a ter e que, ainda assim, estão a ser injustamente criticados, enquanto elas se sentem sobrecarregadas e desamparadas. Quem tem razão? Por norma, os dois.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lembra-se de quando aprendeu a conduzir?&nbsp;</strong></h2>



<p>Algumas pessoas adquiriram esta habilidade muito antes de fazerem 18 anos. O interesse, o gosto ou o incentivo dos adultos pode ter feito com que tenha aprendido a conduzir ainda adolescente. Nesse caso, tirar a carta foi uma simples formalidade. Ou então a sua realidade foi outra &#8211; nunca pegou num carro até se inscrever numa escola de condução e as primeiras viagens sozinho(a) foram carregadas de nervosismo e hipervigilância.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Com o papel parental é mais ou menos a mesma coisa.&nbsp;</strong></h2>



<p>A chegada de um primeiro filho vai envolver muitas aprendizagens e adaptações e é com a prática que nos tornamos mais ágeis e, consequentemente, mais disponíveis para as outras áreas da nossa vida. Como mãe de dois filhos, costumo relatar a minha experiência nas minhas consultas: durante o primeiro ano de vida do meu primeiro filho não me lembro de ter visto nenhum filme ou série. Sentia que não tinha tempo para nada. Quando a minha filha nasceu, o meu filho só tinha 3 anos e, ainda assim, eu sentia que tinha tempo para tudo! Era a prática, claro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para a maior parte dos homens, a parentalidade representa um admirável e muito exigente mundo novo.&nbsp;</strong></h2>



<p>Não estou a referir-me apenas à exigência dos cuidados que um bebé requer. Na verdade, refiro-me sobretudo à dificuldade em conciliar essas responsabilidades com todas as outras que já existiam (e continuam a existir) e ao impacto emocional associado à diminuição significativa do tempo para o descanso ativo, isto é, para todas as atividades que nos permitem recuperar energia e descontrair, e para o namoro.</p>



<p>É difícil manter o erotismo e a individualidade depois da chegada de um filho. Dir-me-ão “Mas também é difícil para as mulheres”. E é verdade. Mas a maior parte das mulheres transitam mais confortavelmente para o papel parental canalizando as suas necessidades afetivas para o bebé e reivindicando sobretudo dos seus parceiros a intimidade emocional que lhes oferece segurança. Para a maior parte dos homens essa segurança emocional também depende muito da intimidade física que, por razões óbvias, tantas vezes se perde nos primeiros tempos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A comunicação é, evidentemente, um pilar fundamental das relações saudáveis e é ainda mais essencial na transição para uma família a três.&nbsp;</strong></h2>



<p>É através do diálogo, da transparência e da gentileza que o casal vai poder comunicar sentimentos, necessidades, expectativas e intenções. É através da vulnerabilidade sem hipercrítica que vão poder lembrar-se daquilo que os uniu e projetar o futuro.</p>



<p>Claro que é muito mais difícil comunicar de forma calma, honesta e conciliadora quando há noites mal dormidas, muitas mudanças para integrar na rotina, novas preocupações e muito menos tempo para relaxar sem interrupções. Partilho por isso <strong><a href="https://www.facebook.com/apsicologaresponde/posts/pfbid0EuxPRPF3rm64WARoo89zNhFJyXsv53TVyvixiZKEgCoaZWWfdMXbwhcKVQYtHUdil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">algumas ferramentas práticas</a> que podem ser úteis</strong>:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-1L97b' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mostrar interesse pelo outro:</strong> Ouço muitas mulheres queixarem-se da falta que lhes faz ouvirem o companheiro colocar perguntas como: “Como é que te sentes?”; “Como foi o teu dia?”; “Precisas de alguma coisa?”. Não é por mal, evidentemente, mas quando elas o fazem de forma muito intencional e não há reciprocidade, seja por cansaço, desatenção ou outro motivo qualquer, o sentimento de desamparo instala-se (e a tensão conjugal também). Se os membros do casal dedicarem algum tempo diário ou semanalmente para partilhar sentimentos, vão fortalecer o seu vínculo;</li>



<li><strong>Diário da gratidão conjugal: </strong>É muito frequente ouvir em consulta coisas como “Ele é um ótimo pai, mas&#8230;” e depois vêm as queixas (legítimas) em relação à sobrecarga, ao cansaço ou à falta de atenção. Escrever diariamente algo pelo qual cada um se sente grato em relação ao parceiro (seja em relação ao papel parental, seja em relação a outros gestos) ajuda a manter o foco nas qualidades positivas da outra pessoa e em tudo o que a relação acrescenta em termos de bem-estar, mesmo nos momentos de tensão. Também potencia que ambos se sintam reconhecidos e não apenas criticados;</li>



<li><strong>Ler sobre parentalidade:</strong> É mais frequente que as mulheres pesquisem muito sobre parentalidade e que assumam de forma mais firme as suas crenças e expectativas em relação à educação das crianças. Se o companheiro não fizer a sua própria reflexão baseado em tudo o que a ciência nos oferece, há maior risco de haver conflitos e maior dificuldade em conciliar expectativas e abordagens;</li>



<li><strong>Tempo para o casal:</strong> Não há volta a dar, uma relação amorosa precisa de tempo a dois. Tempo para namorar, tempo para relaxar, tempo para conversar. Dito assim parece óbvio, mas todos os pais e mães de crianças pequenas sabem que, na maioria das vezes, não há sequer tempo para que cada um possa manter os hobbies individuais que costumavam funcionar como balões de oxigénio, quanto mais tempo para programas a dois. A questão é que é preciso um ajuste de expectativas e alguma criatividade para que o tempo seja gerido de forma equilibrada. Não chega estarem os dois na cama à mesma hora, não chega sentarem-se no sofá no final de um dia intenso para ver um episódio de uma série (e um ou os dois adormecerem ao fim de poucos minutos). É preferível combinar um almoço num sítio bonito e ambos estarem com energia e atenção para conseguirem conectar-se. É importante aproveitar o (pouco) tempo livre para fazer algo de que ambos gostem e que até aqui lhes permitia divertirem-se juntos. Estes momentos são preciosos para manter a ligação viva;</li>



<li><strong>Mostrar apreço e reconhecimento: </strong>A transição para a paternidade pode ser repleta de inseguranças. De uma maneira geral, por detrás de um pai que não acerta à primeira (ou que não faz as coisas como a mãe/companheira gostaria que ele fizesse), está um homem que precisa que o seu esforço seja reconhecido. Ninguém deseja que haja condescendência ou bajulação. De resto, é frequente que nesta etapa da vida as mulheres assumam um conjunto de responsabilidades que são de ambos, acabando por se sentirem sobrecarregadas, sobretudo mentalmente. Mas é preciso que cada um se sinta visto, compreendido, incentivado. As críticas são frustrantes, mas são muito melhor encaradas quando percebemos que a outra pessoa não vê apenas os nossos erros e também aprecia o nosso esforço.&nbsp;</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4 regras para pais</strong></h2>



<p>O nascimento de um filho é, acima de tudo, uma oportunidade única para que o casal se sinta ainda mais conectado. Quando as mudanças, os medos, as incertezas e o cansaço são geridos com uma boa comunicação, os desafios transformam-se em alicerces e a relação torna-se mais forte. Tudo pode estar um caos, mas, se os membros do casal assegurarem que a sua comunicação é feita com <strong>gentileza</strong>,<strong> curiosidade</strong>,<strong> paciência </strong>e<strong> manifestação clara das necessidades</strong>, tudo fluirá. O “segredo” está em olhar para os momentos difíceis e questionar: “Estou a garantir que a minha comunicação traduza estas quatro regras?”. Experimente!</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-1L97b' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>8 Dicas para fortalecer laços em momentos desafiantes</title>
		<link>https://simplyflow.pt/8-dicas-para-fortalecer-lacos-em-momentos-desafiantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma relação amorosa é quase sempre desafiante, mas, em momentos difíceis, a pressão pode ser ainda maior. No entanto, esses desafios também podem ser oportunidades para fortalecer a relação e construir um vínculo ainda mais profundo com a pessoa que está ao nosso lado.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/8-dicas-para-fortalecer-lacos-em-momentos-desafiantes/">8 Dicas para fortalecer laços em momentos desafiantes</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma relação amorosa é quase sempre desafiante, mas, em momentos difíceis, a pressão pode ser ainda maior. No entanto, esses desafios também podem ser oportunidades para fortalecer a relação e construir um vínculo ainda mais profundo com a pessoa que está ao nosso lado. Aqui estão 8 dicas práticas para fortalecer uma relação amorosa em momentos desafiantes:&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Comunique de forma honesta e aberta&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>A comunicação é a base de qualquer relacionamento saudável.</strong> Em momentos desafiantes é ainda mais importante trazer a nossa autenticidade. É importante expressar os próprios sentimentos e preocupações sem julgamento ou crítica, tanto quanto é importante ouvir atentamente as preocupações da pessoa que está ao nosso lado e trabalhar a dois para encontrar soluções de compromisso. Por exemplo, se um dos membros do casal estiver a passar por uma situação de desemprego é importante que ambos sejam honestos sobre os seus sentimentos e preocupações &#8211; financeiras e não só. Ter conversas francas e sem julgamentos pode ajudar a aliviar o stress e criar um plano de ação para a situação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Pratique a empatia&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Tente entender os sentimentos da pessoa de quem gosta e coloque-se no lugar dele ou dela. </strong>Reconheça que ele/ela também está a lidar com uma situação difícil e ofereça o seu apoio. Por exemplo, se um dos membros do casal tiver um pai ou uma mãe doente e a precisar de apoio, é importante que o outro tente entender os seus sentimentos e preocupações. Oferecer apoio emocional e logístico, mostrar flexibilidade em relação às rotinas e reorganizar as prioridades é fundamental para aliviar o stress da situação.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Reserve algum tempo para a relação&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<p>Quando as coisas ficam difíceis é mais fácil concentrarmos toda a atenção nas preocupações e deixar a relação de casal para segundo plano. <strong>É importante reservar tempo a dois</strong>, mesmo que seja apenas uma hora por semana.<strong> </strong>Reserve algum tempo para se conectar à pessoa de quem gosta e para que se divirtam juntos, para que a relação não se torne totalmente centrada nos problemas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. Mantenha uma atitude positiva&nbsp;</strong></h2>



<p><strong>Procure focar a atenção nos aspetos positivos da relação e da situação</strong>, em vez de se focar apenas nos desafios. Tente encontrar humor nas situações difíceis e <a href="https://simplyflow.pt/porque-e-tao-importante-celebrar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">celebre</a> as pequenas vitórias juntos. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. Divida as tarefas de forma justa </strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-yMe3Q' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Nos momentos desafiantes pode haver mais tarefas a que dar resposta. <strong>É importante redistribuir essas tarefas de forma justa, de modo a que nenhum dos membros do casal se sinta sobrecarregado. </strong>Trabalhem juntos para criar um plano que seja justo e funcione para ambos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6. Escute atentamente&nbsp;</strong></h2>



<p>Quando um dos parceiros está a passar por uma situação difícil, é importante que o outro ouça atentamente. Isso significa <strong>prestar <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=5953500471363694" target="_blank" rel="noreferrer noopener">atenção</a> e tentar entender os sentimentos e preocupações do(a) companheiro(a)</strong>. Validar os seus sentimentos pode ajudar a fortalecer a <a href="https://simplyflow.pt/e-quando-nao-existe-conexao-entre-o-casal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conexão</a> emocional. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7. Demonstre a sua gratidão</strong></h2>



<p><strong>Mostrar gratidão pelo esforço da pessoa que está ao seu lado pode ajudar a manter a motivação e fortalecer a conexão emocional.</strong> Por exemplo, agradecer por ter assumido as tarefas domésticas enquanto cuidava de um familiar doente pode ajudar a fortalecer o <a href="https://simplyflow.pt/o-que-nao-pode-faltar-num-relacionamento/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relacionamento</a>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>8. Respeite o espaço do outro</strong></h2>



<p>Em situações de stress, <strong>pode ser importante para um dos membros do casal continuar a ter tempo para si</strong>. Respeitar esse <a href="https://simplyflow.pt/como-dar-espaco-numa-relacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">espaço</a> pode não ser sempre fácil, mas vai mostrar apoio e compreensão, além de ajudar a fortalecer a confiança e a conexão emocional.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-yMe3Q' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>A minha relação é sólida?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/a-minha-relacao-e-solida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Mar 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Amorosas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando nos sentimos felizes numa relação, é natural que nos questionemos se durará “para sempre”, se temos aquilo que é preciso para manter a chama acesa e, sobretudo, o que é que podemos fazer para nos sentirmos seguros da solidez da relação.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/a-minha-relacao-e-solida/">A minha relação é sólida?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando nos sentimos felizes numa relação, é natural que nos questionemos se durará “para sempre”, se temos aquilo que é preciso para manter a chama acesa e, sobretudo, o que é que podemos fazer para nos sentirmos seguros da solidez da relação. Afinal, há muitos exemplos à nossa volta de casais que nos pareciam felizes e que, aparentemente de um momento para o outro, decidiram separar-se. Então, o que é que torna uma relação sólida?&nbsp;</strong></p>



<p>Antes de mais, é importante olhar para o que nos diz a ciência: os casais mais felizes e com relações duradouras têm uma base comum &#8211; níveis muito elevados de intimidade emocional. Eles conhecem-se bem e isso também acontece porque cultivam o hábito de se expor, de se vulnerabilizarem, de correr o risco de haver discussões. Mas isso está longe de significar que estes casais passem a vida a ter conversas profundas sobre o estado da sua relação. Pelo contrário! Na maior parte do tempo eles estão a:&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Viver a própria vida sem pensar no(a) companheiro(a)</strong>&nbsp;</h2>



<p>É verdade! Quando estamos numa relação realmente segura, não passamos o tempo todo a pensar na pessoa de quem gostamos. Precisamente porque há um sentimento de segurança muito forte, há <a href="https://simplyflow.pt/como-dar-espaco-numa-relacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">espaço</a> e disponibilidade emocional para estar com outras pessoas &#8211; família e amigos -, para fazer atividades de que gostamos (hobbies, desporto) ou simplesmente para estarmos lado a lado a fazer coisas diferentes. É verdade que os casais com uma relação segura passam muito tempo juntos – porque apreciam a companhia do outro, não por obrigação, mas também são eles que se sentem mais confortáveis com o tempo que passam sozinhos. Sabem que podem genuinamente contar com a pessoa de quem gostam, sentem-se amados, apoiados e compreendidos e sabem que há diariamente espaço para conversar sobre todas as pequeninas coisas do dia-a-dia.  </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Divertir-se</strong>&nbsp;</h2>



<p>A maioria dos casais felizes gostam de se divertir individualmente. Muitas vezes, há um que adora praticar desporto e outro que odeia. Há um que é louco por concertos e outro que tem aversão a multidões. Mas os casais que estão numa relação segura costumam partilhar alguns interesses e diversões. Para uns é ver séries de televisão em conjunto, para outros é organizar jantares com amigos, para outros são as viagens e passeios, para outros é a exploração de novos restaurantes. O importante é reconhecer estas fontes de relaxamento e <a href="https://simplyflow.pt/e-quando-nao-existe-conexao-entre-o-casal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conexão</a> e cultivá-las, sem permitir que a lista de obrigações profissionais e familiares suguem o tempo a dois. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Partilhar as suas experiências e sentimentos</strong> </h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-XsqD4' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Se há um hábito que caracteriza as relações felizes, seguras e emocionalmente íntimas é este: as conversas diárias sobre as experiências que cada um viveu ao longo do dia. Não são meros relatórios factuais, em que cada um descreve detalhadamente o que fez, o que comeu, que imprevistos surgiram ou que discussões teve com o chefe. É, sobretudo, uma partilha dos <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-das-emocoes-nos-relacionamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sentimentos</a> associados a essas situações: <em>“Não imaginas como fiquei feliz por rever a minha amiga à hora de almoço”</em> ou <em>“Fiquei mesmo irritado com o que o meu chefe disse”</em>. Claro que estas conversas também podem incluir memórias de infância, traumas relacionados com o pai ou com a mãe. Às vezes são conversas muito leves e divertidas, outras são mais profundas e requerem maior disponibilidade emocional. E é aqui que entram as competências destes casais: por um lado, eles sabem como expor os próprios sentimentos sem serem apenas factuais e entediantes e, por outro, sabem acolher, validar e empatizar com os sentimentos do(a) companheiro(a). Sabem que, na maioria das vezes, o outro não está à procura de soluções, mas de amparo verdadeiro. Além disso, eles não são máquinas e não estão sempre no seu melhor. Por isso, sabem definir limites: <em>“Querida, eu sei que o que estás a dizer mexeu mesmo contigo, mas eu estou exausto e não consigo dar-te a atenção que mereces agora. Achas que podemos falar melhor sobre isso amanhã?”</em>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ligar-se a outras pessoas</strong>&nbsp;</h2>



<p>Já todos ouvimos a seguinte frase: <em>“É preciso uma aldeia para educar uma criança”</em>. O mesmo acontece com o sucesso das relações amorosas. É preciso uma rede de suporte. Os casais felizes apoiam-se mutuamente e são a principal figura afetiva um do outro. É frequente ouvi-los referirem-se mutuamente ao(à) companheiro(a) como <em>“o(a) meu(minha) melhor amigo(a)”</em>. Mas não como o(a) único(a) amigo(a). Às vezes, é mais fácil abordar alguns assuntos com outra pessoa da família ou com uma pessoa amiga. Às vezes, a pessoa que amamos não está no melhor momento para nos ouvir – seja para incentivar, seja para apoiar. E às vezes também pode não ter tanto interesse sobre um assunto quanto outra pessoa de quem gostamos. Os casais felizes sentem-se <a href="https://simplyflow.pt/sinto-me-insegura-no-meu-relacionamento-o-que-devo-fazer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">seguros</a> com esta realidade. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nutrir a relação</strong>&nbsp;</h2>



<p>Toda a gente sabe que as relações precisam de ser alimentadas, nomeadamente através de gestos de afeto. Os casais felizes atuam de forma muito preventiva, nutrindo a relação e evitando muitas discussões. Algumas das formas que eles encontram para nutrir a relação são: respeitar os limites de cada um, fazer escolhas que traduzem quão bem se conhecem e o quanto cada um se importa com o outro (por exemplo, trazendo do supermercado a fruta de que o outro mais gosta), dar pouca importância às pequenas falhas (reconhecendo, por exemplo, que um esquecimento não é intencional), partilhar as tarefas de casa de forma equilibrada e justa, falar um com o outro de forma gentil, mostrar o afeto através do toque com muita frequência e encontrar espaço (tempo) para namorar, mostrar interesse genuíno pela forma como correu o dia, incentivar o outro a concretizar os seus sonhos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Proteger a relação</strong>&nbsp;</h2>



<p>Os casais felizes dão genuinamente valor ao que têm e fazem alguns esforços para proteger a relação. Isso significa que não vão fazer algo nas costas do(a) companheiro(a) que saibam que feriria a sua confiança ou que vá contra o seu acordo implícito. Eles defendem-se mutuamente em público e definem <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=1246352142898713" target="_blank" rel="noreferrer noopener">limites</a> claros em relação à família alargada, comportando-se claramente como uma equipa coesa e reservando as discussões para os momentos a sós. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fazer as pazes depois de uma discussão</strong>&nbsp;</h2>



<p>Sim, os casais felizes também discutem. Mas fazem-no muito menos vezes, de forma menos intensa e são mais rápidos e eficazes a fazer as pazes. Isso está diretamente relacionado com o investimento que fazem fora dos momentos de tensão e que tende a fortalecer o “mealheiro de afetos”. Resumidamente, quando nos sentimos amados, apoiados e considerados na maior parte do tempo, é menos provável que façamos escolhas impulsivas que magoem o outro de forma perigosa e é mais provável que consigamos ultrapassar um momento de tensão porque “sabemos” o quanto a outra pessoa se importa connosco. Mas a vida a dois inclui momentos de discussão &#8211; isso é o que acontece quando duas pessoas vivem juntas e se revelam de forma tão íntima e autêntica. Faz parte e, na maioria das vezes, ajuda a criar ainda mais intimidade.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-XsqD4' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Sinto-me insegura no meu relacionamento. O que devo fazer?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/sinto-me-insegura-no-meu-relacionamento-o-que-devo-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[relação amorosa]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos amorosos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se uma relação feliz é sinónimo de tranquilidade e segurança, por que motivos podemos gostar muito de uma pessoa e sentir precisamente o oposto? Quando é que podemos ter a certeza de que a relação em que estamos pode ser trabalhada e oferecer-nos a felicidade que desejamos? Quando é que é altura de dizer “Basta” e desistir?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/sinto-me-insegura-no-meu-relacionamento-o-que-devo-fazer/">Sinto-me insegura no meu relacionamento. O que devo fazer?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Se uma relação feliz é sinónimo de tranquilidade e segurança, por que motivos podemos gostar muito de uma pessoa e sentir precisamente o oposto? Quando é que podemos ter a certeza de que a relação em que estamos pode ser trabalhada e oferecer-nos a felicidade que desejamos? Quando é que é altura de dizer “Basta” e desistir?&nbsp;</strong></p>



<p>Toda a gente sabe que nenhuma relação é um constante mar de rosas e que, pelo contrário, mesmo quando há muito amor e um forte compromisso, há momentos de <a href="https://simplyflow.pt/e-quando-nao-existe-conexao-entre-o-casal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desconexão</a>, de incerteza, de mágoa e de insegurança. Mas, de uma maneira geral, associamos, e bem, as relações felizes a um porto seguro para ambas as partes. É precisamente isso que nos mostra a ciência: os casais felizes desenvolvem um vínculo seguro, as suas conversas diárias equivalem a uma espécie de ansiolítico natural porque é através dessa partilha das pequenas coisas do dia-a-dia que se sentem ouvidos, amparados e com um sentimento crescente de pertença, sentem-se capazes de fazer planos e de projetar um futuro a dois e de mostrar o seu afeto de forma clara. </p>



<p>É relativamente frequente encontrar em consulta algumas pessoas, sobretudo mulheres, que, ao contrário do que esperariam, se sentem cada vez mais inseguras na sua relação sem que consigam identificar de forma clara a origem das dificuldades.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que pode estar por detrás da insegurança na relação? </strong>&nbsp;</h2>



<p>Há alguns motivos que podem estar subjacentes à insegurança:&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Não está habituada a sentir-se segura numa relação.&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<p>Se cresceu num ambiente familiar instável, marcado por pouca ou nenhuma segurança, ou simplesmente numa família em que os adultos estavam pouco presentes fisicamente ou pouco atentos/disponíveis para as suas necessidades afetivas, uma relação estável pode ser geradora de ansiedade. É paradoxal? Sim, e é natural que se sinta confusa. Se a pessoa por quem se apaixonou é exatamente aquilo que ambicionou para si, por que razão tem dificuldade em usufruir dessa realidade? A questão é que o seu cérebro <em>sabe</em> que é seguro, mas pode levar algum tempo a <em>sentir</em> que é seguro. A estabilidade <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-das-emocoes-nos-relacionamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emocional</a> pode ser pouco familiar e os seus mecanismos de defesa podem estar a erguer algumas barreiras com a nobre intenção de a proteger. O melhor antídoto é falar abertamente sobre a sua bagagem afetiva – quer com a pessoa que está ao seu lado, quer eventualmente com um psicólogo. Escrever sobre os seus sentimentos (<a href="https://simplyflow.pt/journaling-o-que-e-e-quais-os-seus-beneficios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">journaling</a>) também pode ajudar. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Baixa autoestima.&nbsp;</strong></h2>



<p>A imagem que temos de nós mesmos depende maioritariamente da qualidade das relações que vamos construindo – numa primeira fase, com os adultos que nos educam e, mais tarde, com as pessoas com quem desenvolvemos relações de proximidade. Quando os nossos pais conseguem mostrar aceitação em relação às nossas características físicas e psicológicas, quando são atentos e respondem com afeto às nossas necessidades afetivas, crescemos com a certeza de que somos merecedores de amor. Pelo contrário, quando não nos sentimos aceites exatamente como somos e/ou quando o afeto que recebemos é inconsistente e/ou está dependente de realizarmos escolhas que agradem aos adultos, é mais provável que desenvolvamos uma autoestima baixa, que nos sintamos muitas vezes insuficientes e que nos habituemos a fazer tudo para agradar aos outros, especialmente às pessoas que mais amamos. Assim, é possível que se sinta permanentemente em esforço e debaixo de um medo mais ou menos constante de que a pessoa de quem gosta possa abandoná-la a qualquer momento. A melhor solução para esta realidade é tentar comunicar os seus sentimentos (mesmo os mais vulneráveis) e as suas necessidades de forma clara à pessoa de quem gosta. Não vale a pena fazer-se de mais forte do que é e tentar mascarar as suas vulnerabilidades. A pessoa de quem gosta pode até não conseguir perceber imediatamente de onde vem a sua insegurança, mas, se não se sentir criticada ou atacada, o mais provável é que faça o que estiver ao seu alcance para a ajudar a sentir-se progressivamente mais segura.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Trauma de outras relações.  </strong></h2>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>As relações amorosas são relações de grande entrega e exposição. Quando nos apaixonamos, colocamos o nosso coração nas mãos de outra pessoa. Às vezes, isso equivale a sairmos muito magoados ou até traumatizados por relações com pessoas que não se mostraram dignas da nossa confiança. O trauma relacional é uma realidade que está mais associada a relações abusivas e pode deixar marcas profundas, incluindo o medo exacerbado de investir numa nova relação, mesmo que não haja sinais de alarme. Neste caso, pode ser importante começar por pedir ajuda terapêutica e tentar falar abertamente sobre estas feridas emocionais com a pessoa de quem gosta. Na prática, essa partilha pode ajudar a outra pessoa a evitar alguns comportamentos que possam funcionar como “gatilhos” de traumas vividos noutra relação. A <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fnVgwZNXX-Y&amp;t=29s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ajuda terapêutica pode ser individual ou conjugal</a>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Estilo de vinculação.&nbsp;</strong></h2>



<p>As nossas relações precoces condicionam muito as nossas relações românticas &#8211; mais do que imaginamos. Em função do tipo de vínculo que construímos com os adultos com quem crescemos – mais ou menos seguro – podemos desenvolver a propensão para um estilo de vinculação amorosa do tipo seguro, ansioso, evitante ou desorganizado. Conhecer o nosso estilo de vinculação e o estilo de vinculação da pessoa que amamos é empoderador e libertador. Ajuda-nos, por exemplo, a compreender porque é que alguns de nós se sentem facilmente “ativados” por sentimentos de rejeição e abandono, enquanto outros privilegiam tanto a sua independência e têm dificuldade em construir relações de compromisso (ainda que continuem a desejá-las). As pessoas com propensão para um estilo de vinculação ansioso sentem-se facilmente inseguras sempre que a pessoa de quem gostam se mostra mais distante. Ora, como a necessidade do “<a href="https://simplyflow.pt/como-dar-espaco-numa-relacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">próprio espaço</a>” está muito presente nas pessoas com um estilo de vinculação evitante (sem que isso signifique que não queiram estar na relação), é fácil adivinhar os círculos viciosos destas relações. A pessoa com um estilo ansioso sente-se insegura, mais cedo ou mais tarde faz algumas “cobranças” &#8211; os chamados “comportamentos de protesto” -, que por sua vez fazem com que a pessoa com um estilo evitante se sinta “sufocada” e tenha a necessidade de se afastar (criando ainda mais insegurança). A terapia de casal e a leitura de material de apoio sobre <a href="https://simplyflow.pt/manual-do-amor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estilos de vinculação</a> podem ser ajudas significativas para romper com estes círculos viciosos. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Ele(a) não está comprometido(a).&nbsp;</strong></h2>



<p>Não vale a pena escamotear a realidade: Nem todas as relações são baseadas numa postura honesta de ambos os lados. Se a pessoa de quem gosta mostra comportamentos ambivalentes, isto é, por um lado diz que quer uma relação de compromisso consigo e/ou mostra carinho e dedicação NALGUNS momentos e, por outro, deixa-a frequentemente “pendurada”, isso pode ser um sinal de alarme. Algumas pessoas acabam por trazer para a relação comportamentos intermitentes, oscilando entre a presença física e emocional e a distância/desaparecimento por longos períodos, resultando em níveis elevados de ansiedade para quem está do outro lado. Todas as relações saudáveis são baseadas na segurança emocional e isso inclui clareza, transparência, negociação e previsibilidade. O melhor antídoto para a ambivalência é a comunicação assertiva e a definição clara dos limites da relação. Por exemplo, uma coisa é os membros do casal concordarem em não estarem juntos diariamente e assumirem que conversarão abertamente sobre as necessidades afetivas de cada um e outra, bem diferente, é haver uma pessoa que se compromete com encontros presenciais e apresentar sucessivas justificações para os adiar. Ninguém gosta de viver na incerteza, sem saber com o que pode contar. Mais do que isso: níveis elevados de incerteza vão trazer angústia, sentimentos de rejeição e abandono e podem induzir a algumas perturbações de ansiedade. Conversar abertamente sobre estes sentimentos – quer com as pessoas que fazem parte da sua rede de suporte, quer com um psicólogo ajudá-la-á a sentir-se vista, compreendida e a olhar para a realidade com maior objetividade.</p>



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		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-OB2oj' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>Como gerir idades diferentes numa relação?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-gerir-idades-diferentes-numa-relacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[idade]]></category>
		<category><![CDATA[Idades diferentes]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma relação em que haja uma grande diferença de idades inclui mais desafios, mais riscos, pelo que também requer cuidados redobrados. De que formas é possível proteger a relação e aumentar a probabilidade de dar certo?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma relação em que haja uma grande diferença de idades inclui mais desafios, mais riscos, pelo que também requer cuidados redobrados. De que formas é possível proteger a relação e aumentar a probabilidade de dar certo?&nbsp;</strong></p>



<p>Nos tempos que correm toda a gente sabe que as estatísticas são assustadoras para quem ambiciona uma relação de compromisso feliz e duradoura. Por cada 100 casamentos há 70 divórcios, independentemente do fator idade. Vários estudos mostram que ao longo do tempo, a satisfação conjugal dos casais em que haja uma grande diferença de idades diminui mais do que a dos casais com idades próximas, aumentando a probabilidade de se <a href="https://simplyflow.pt/como-renascer-apos-um-divorcio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">divorciarem</a>. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas o que é, afinal, uma diferença de idades significativa?&nbsp;</strong></h2>



<p>Alguns estudos mostram que, nas relações heterossexuais, os desafios são maiores quando o homem é mais velho do que a mulher 15 ou mais anos e quando a mulher é mais velha 7 a 10 anos, mas outros concordam que uma diferença de 10 ou mais anos entre os membros do casal já pode representar desafios extra.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Então, que desafios são esses e o que é que estas pessoas podem fazer para imunizar a sua relação?&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Lidar com a pressão social.&nbsp;</strong></h3>



<p>As mulheres que optam por namorar com homens mais novos parecem enfrentar mais julgamentos. No entanto, esta tendência pode ter decrescido com o aparecimento do movimento #MeToo, que veio destacar a exploração e o abuso de poder associado a alguns relacionamentos em que o homem era mais velho e mais poderoso.</p>



<p>Independentemente destes estudos, é sabido que vivemos numa sociedade julgadora e capaz de inundar qualquer pessoa de comentários de ódio. É verdade que as figuras públicas estão muito mais expostas a estes comportamentos, mas, por outro lado, também somos mais tolerantes com as escolhas dos artistas e celebridades e mais exigentes com as pessoas que nos são próximas. Claro que esta exigência traduz preocupação e interesse, mas não deixa de haver julgamento e, consequentemente, sofrimento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Um casal com uma diferença de idades significativas pode contar com uma boa dose de perguntas extra e é importante que esteja preparado para isso. Saber lidar com essa pressão implica aceitar a curiosidade dos outros e definir limites claros em relação a essa interferência. </strong>Por exemplo, é natural que um pai ou uma mãe expresse a sua preocupação em relação aos desafios e ao futuro da relação e isso não tem de ser visto como um ataque ou uma forma de desrespeito. Mas também é natural que o outro membro do casal se sinta desgastado e desrespeitado se houver comentários negativos ou perguntas recorrentes sobre o assunto, pelo que é desejável que cada um imponha limites claros aos próprios familiares e, assim, a relação saia protegida. Por exemplo, um filho pode dizer: <em>“Mãe, eu compreendo a tua preocupação, mas quando questionas de forma repetida se eu não tenho medo do futuro, eu sinto-me triste e desrespeitado. Preciso que pares de o fazer e que respeites as minhas escolhas”</em>.&nbsp;</p>



<p>Na prática esta regra é válida para qualquer relação. Quando alguém da nossa rede de suporte faz escolhas que magoem o nosso parceiro e/ou que perturbem o bem-estar da relação, é importante que seja o membro do casal que tem uma relação familiar ou de maior proximidade afetiva com essa pessoa que intervenha. Mas para que consigamos ter a coragem de ser o porta-voz da relação, precisamos de estar em sintonia e isso envolve comunicar de forma clara sobre aquilo que sentimos, valorizar as queixas do nosso parceiro e assumir que as soluções de compromisso vão depender da capacidade de cedência de ambos.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Gerir as expectativas. </strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-1hOLE' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Não há volta a dar: nós <strong>partimos sempre para uma relação com um guião predefinido</strong>, independentemente da diferença de idades. Quanto mais apaixonados estivermos, mais tendemos a ignorar as diferenças que nos separam da outra pessoa, incluindo os seus planos e expectativas. Por exemplo, quantas vezes uma pessoa que queira ter filhos ignora o facto de o companheiro dizer que não quer, na expectativa de que as coisas mudem ao longo do tempo? Quando há uma grande diferença de idades é mais provável que haja esta e outras discrepâncias, pelo que, como sempre, <strong>a comunicação é fundamental</strong>.&nbsp;</p>



<p>É importante que os membros do casal se habituem desde cedo a fazer perguntas que traduzam a sua genuína curiosidade e, por outro lado, que tragam uma honestidade incondicional em relação aos seus próprios objetivos. Isto evitará muito sofrimento.&nbsp;</p>



<p>Há áreas específicas que podem ser alvo de atenção:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Filhos;</li><li>Saídas (sobretudo à noite);</li><li>Balanço entre o tempo livre e o tempo dedicado ao trabalho.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Lidar com o dinheiro.&nbsp;</strong></h3>



<p>A nossa relação com o dinheiro está habitualmente ligada à fase do ciclo de vida em que estamos. Se, por um lado, é provável que as pessoas mais velhas se sintam mais seguras do ponto de vista financeiro – porque alcançaram a estabilidade profissional mais cedo -, por outro, também podem estar menos dispostas a correr riscos que consideram desnecessários e/ou que coloquem os filhos numa posição mais vulnerável. <strong>Ter uma relação de compromisso implica conseguir falar abertamente sobre dinheiro e, sobretudo, sobre os objetivos e as necessidades que o dinheiro pode permitir atender.&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Diversos estudos mostram a importância da partilha de valores morais entre os membros do casal (independentemente da diferença de idades). No caso destes casais, até podem existir valores idênticos, mas a fase do ciclo de vida de cada um pode determinar a existência de necessidades ou vontades diferentes. Por exemplo, se a pessoa mais velha da relação tiver casa própria e estiver disponível para viver a dois, pode sentir dificuldade em aceitar que a outra queira investir numa habitação própria, com todos os constrangimentos que daí decorrem. Porque quando contraímos um empréstimo para a casa ficamos mais limitados para fazer os gastos que quem tem a casa paga pode fazer e, sobretudo, porque se a comunicação não for clara, este passo pode ser interpretado como uma demonstração de falta de confiança (no parceiro e/ou na relação).&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Gerir a maturidade emocional.&nbsp;</strong></h3>



<p>A maturidade emocional não depende apenas da idade cronológica. Todos conhecemos pessoas jovens com muita maturidade e pessoas mais velhas que parece que não amadureceram, mas a passagem do tempo acarreta quase sempre vivências que contribuem para o nosso amadurecimento. Nas relações em que haja uma diferença de idades significativa, a pessoa mais velha pode dar por si a assumir uma sobrecarga emocional, levando à exaustão e, portanto, aumentando a probabilidade de ocorrer uma separação.&nbsp;</p>



<p><strong>Se, por um lado, não se pode forçar ninguém a dar aquilo que não tem, por outro, é importante que cada membro do casal possa assumir uma postura de abertura e curiosidade em relação às necessidades do outro.</strong> Na prática, já todos experimentámos a sensação de impotência quando queremos ajudar um amigo que esteja a passar por uma situação difícil pela qual nunca passámos. O facto de não termos experiência na matéria não nos impede de mostrar o nosso interesse, a nossa solidariedade e a vontade de fazer parte da solução. Isso também é válido no amor. Precisamos invariavelmente da certeza de que a pessoa que está ao nosso lado se importa connosco, com os nossos sentimentos, mesmo que nem sempre os compreenda. É por isso que <strong>o diálogo e o altruísmo são tão importantes numa relação</strong>.&nbsp;</p>



<p><strong>Outra forma de colmatar o desafio associado às diferenças na maturidade emocional é a criação de uma rede de suporte sólida.</strong> Os amigos são invariavelmente a nossa fonte de apoio. Quando nos apaixonamos por alguém, aproximamo-nos gradualmente da sua rede de amigos e, se investirmos na medida certa, os amigos da pessoa que amamos acabam por tornar-se nossos amigos também. Estes laços podem ser cruciais para nos ajudar a perceber ainda melhor as necessidades afetivas da pessoa que está ao nosso lado, em particular nas relações em que haja uma grande diferença de idades. Afinal, os amigos do nosso parceiro conhecem-no como ninguém e podem ajudar-nos a entendê-lo melhor.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Olhar para o futuro.&nbsp;</strong></h3>



<p>Por um lado, à medida que a relação vai evoluindo, a diferença de idades pode fazer-se notar cada vez menos. Afinal, uma coisa é um dos membros do casal ter 35 anos e o outro 20 e outra coisa é um ter 55 e o outro 40. Quando ambos têm maturidade emocional (que, como vimos, também advém da experiência), as coisas ficam mais fáceis. Mas, por outro lado, o envelhecimento traz outros desafios: a energia diminui, as prioridades mudam e as necessidades também. A pessoa com mais idade pode começar a pensar na velhice, nos cuidados que a sua saúde possa requerer e no papel que o outro estará na disposição de assumir. <strong>É legítimo que haja dúvidas e insegurança &#8211; dos dois lados – e é importante que os assuntos sejam abordados de forma clara e honesta</strong>.&nbsp;</p>



<p>Algumas pessoas dão o seu melhor para fugir aos assuntos sensíveis &#8211; seja para evitar que a relação se torne demasiado dramática, seja pelo medo de afugentar o parceiro. De uma forma ou de outra, o evitamento tende a trazer ainda mais problemas, já que cria sentimentos de solidão, desconfiança e desamparo, pelo que <strong>os membros do casal vão precisar de assumir uma postura de aceitação das próprias vulnerabilidades para conseguirem sentir-se unidos e esperançados em relação ao futuro</strong>.&nbsp;</p>



<p>Claro que todas as relações se transformam ao longo do tempo e qualquer casal pode dar por si a enfrentar dificuldades para as quais não está preparado. Quantas vezes um jovem casal enfrenta dificuldades no relacionamento depois do – planeado e desejado &#8211; nascimento do primeiro filho? Quantos casais lidam com uma crise no casamento na sequência de uma situação de desemprego ou depois da saída dos filhos de casa?&nbsp;</p>



<p>Há muitos fatores que podem contribuir para a <a href="https://simplyflow.pt/e-quando-nao-existe-conexao-entre-o-casal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desconexão</a> conjugal e duas pessoas podem dar por si a crescer em sentidos opostos, independentemente da diferença de idades. Se um casal continuar a amar-se e estiver a enfrentar desafios que pareçam inultrapassáveis, é importante considerar a ajuda externa. A <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fnVgwZNXX-Y" target="_blank" rel="noreferrer noopener">terapia</a> de casal pode ajudá-los a explorar novos caminhos, conciliar sentimentos e necessidades e devolver a alegria e o entusiasmo à relação.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-1hOLE' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>E quando não existe conexão entre o casal?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/e-quando-nao-existe-conexao-entre-o-casal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[Conexão]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[relações]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Amorosas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maior parte de nós sabe o que quer para a própria relação e a maior parte de nós valoriza a conexão emocional. Então, por que nos distraímos? </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A conexão emocional é essencial numa relação amorosa. É aquilo que nos faz querer ficar na relação quando a ativação fisiológica da paixão desaparece, é aquilo que permite que olhemos para a pessoa que está ao nosso lado como “a tal”, aquela que nos faz genuinamente sentir em casa. Constrói-se de forma gradual e também desaparece de forma gradual. E é precisamente por isso que tantos casais dão por si em crises conjugais sem conseguirem perceber exatamente de onde surgiu tanta distância emocional.</strong> </p>



<p>Quando a pessoa que escolhemos chega &#8211; do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3RBAi5tE7M&amp;list=UU8LJQ-N7WsncBDM6UZ51k_g&amp;index=48" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trabalho</a>, do ginásio, do supermercado ou de outro sítio qualquer &#8211; como é que reagimos? Quando ele(a) está triste, com medo ou vulnerável, respondemos com atenção, afeto e empatia, ignoramo-lo(a) ou, pior, desprezamos os seus sentimentos? E quando se queixa? Assumimos uma postura defensiva ou procuramos realmente perceber o que o(a) incomoda?</p>



<p>O professor John Gottman, um investigador que trabalha há mais de 40 anos na observação de casais, refere-se aos “<strong>Momentos portas deslizantes</strong>” (sliding doors moments) como essenciais para construir ou destruir a conexão emocional num casal. O que são estes momentos? São as <strong>pequenas situações do quotidiano em que precisamos de uma resposta agradável da pessoa que amamos</strong>. Está a ver as portas do metropolitano? Há um momento em que elas se fecham e perdemos, literalmente, o comboio. Também é assim com estes momentos: ou nos envolvemos, respondendo com atenção, empatia e afeto, ou perdemos aquela oportunidade de alimentar a conexão conjugal.</p>



<p>Imagine que está sentado(a) em frente à televisão num domingo à noite. É o dia da final do seu programa preferido e você está muito entusiasmado(a) com a possibilidade de ter (finalmente) um momento de relaxamento sem interrupções que lhe permita recarregar baterias para a semana de trabalho. Minutos antes de o programa começar, o(a) seu(sua) companheiro(a) diz-lhe que se sente nervoso(a), mas não sabe muito bem porquê. O que é que você faz? Diz-lhe para ter calma e que isso são coisas da sua cabeça? Pede-lhe para conversarem sobre isso noutra altura? Ou desliga a televisão e oferece a sua atenção plena para que a pessoa de quem gosta possa falar abertamente sobre o que possa estar por detrás daquele nervosismo? E que escolha traduz os seus valores, aquilo que quer para a sua relação?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A maior parte de nós sabe o que quer para a própria relação e a maior parte de nós valoriza a conexão emocional. Então, por que nos distraímos?&nbsp;</strong></h2>



<p>Porque é que há momentos em que as nossas escolhas são tão diferentes dos nossos valores? E o que é que podemos fazer para que os nossos comportamentos estejam alinhados com as nossas intenções?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os perigos do piloto automático</strong></h2>



<p>Perder a oportunidade de entrar numa carruagem do metro não é particularmente grave. À partida, sabemos que virá outro comboio e acabaremos por chegar aonde queremos. A menos que estejamos aflitos, com pressa. Nesse caso, prestamos muita atenção às nossas escolhas e agarramos a oportunidade. Também é assim com as nossas relações. <strong>À medida que o tempo passa, que a paixão se desvanece e, com ela, a urgência de atender a todas as necessidades da pessoa que amamos, é fácil entrar no piloto automático e deixar de prestar tanta atenção aos seus apelos. </strong>Enchemo-nos de afazeres, tentamos dar resposta a mil e um papéis e distraímo-nos com assuntos que comprovadamente pouco acrescentam ao nosso bem-estar ou à qualidade das nossas relações, mas que nos oferecem momentos de felicidade instantânea e passageira.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando a pessoa de quem gosta chega a casa, o que é que você faz?&nbsp;</strong></h2>



<p>Cumprimenta-o(a) com um sorriso, um beijo demorado e um abraço? Ou desvia o olhar do telemóvel durante meio segundo? Como é que mostra que ele(a) é importante para si, que está feliz por ter chegado a casa e que sente genuíno interesse pelo que tem para contar?</p>



<p>Quando viajam juntos e a pessoa que ama resmunga qualquer coisa como “Já viste a travagem brusca que o condutor da frente fez?”, responde de forma empática ou critica-o(a) dizendo que ele(a) tem é de se concentrar na sua condução?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Todos os dias há centenas de apelos, de pedidos de atenção a que podemos responder de formas mais ou menos empáticas.&nbsp;</strong></h2>



<p>Todos os dias há vários “momentos portas deslizantes”. <strong>Alguns são facilmente identificáveis, outros não. Alguns são fáceis de atender, outros não. Todos representam oportunidades para construir ou destruir a conexão emocional do casal.</strong> Estatisticamente, sabemos que os casais felizes respondem com atenção, empatia e afeto a mais de 80% destes momentos. Quando este rácio diminui, começamos a sentir-nos tristes, sós, desamparados. E quando isso acontece, tendemos a mostrar-nos mais irritáveis e impacientes. É quase sempre assim quando as nossas necessidades não são atendidas. E entretanto damos por nós em círculos viciosos porque somos inundados por pensamentos como:</p>



<p><em>“Eu não sou bom/boa o </em><a href="https://www.facebook.com/apsicologaresponde/posts/pfbid0NUxJjTprsuSAhyRNapWeEKmpBktiepEkGiR4NLeQzJzJGSqEEF2EvscQUikVKPvKl" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>suficiente</em></a><em>.”</em></p>



<p><em>“Não adianta ter esta conversa, então é melhor desistir.”</em></p>



<p><em>“Se eu me mostrar vulnerável, vou acabar por sentir-me rejeitado(a).”</em></p>



<p>Claro que estas “histórias” que vamos construindo na nossa mente <strong>não têm só a ver com a forma como o(a) nosso(a) companheiro (não) responde aos nossos apelos</strong>. <strong>Também têm a ver com a nossa bagagem emocional, com experiências de rejeição e de abandono na nossa infância</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O poder da compaixão e da atenção</strong></h2>



<p>É muito importante que aceitemos que nem sempre vamos conseguir que os nossos valores se traduzam de forma clara nos nossos comportamentos. Somos humanos, somos falíveis e não estamos sempre “presentes”. Mas <strong>há algumas escolhas que podemos fazer e que aumentam muito a probabilidade de nos sentirmos seguros e conectados à pessoa que está ao nosso lado</strong>.</p>



<p>Uma dessas escolhas é precisamente a <strong>atenção e </strong>a<strong> curiosidade em relação aos nossos sentimentos</strong>. Alguns de nós cresceram com adultos pouco disponíveis do ponto de vista emocional e, por isso, estamos menos habituados a identificar e gerir sentimentos. Às vezes, é simplesmente mais fácil reprimir emoções, sobretudo quando se trata de emoções desagradáveis como a tristeza, o medo, a vergonha ou a raiva. Mas a ciência mostra-nos que o reconhecimento destas <a href="https://simplyflow.pt/a-importancia-das-emocoes-nos-relacionamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emoções</a> está diretamente relacionado com o nosso bem-estar e com a capacidade para construirmos relações saudáveis. Olhar com curiosidade para estes sentimentos também pode levar-nos a identificar os momentos em que nos sentimos “inundados” pela ativação fisiológica. Estes momentos traduzem-se normalmente de duas formas &#8211; ou “afiamos as nossas garras”, prontos para lutar com o(a) nosso(a) companheiro(a), ou nos fechamos na nossa concha, erguendo muros de silêncio. Costumo dizer que quando isto acontece, os nossos sentimentos já não têm tanto a ver com o(a) nosso(a) companheiro(a) e têm mais a ver com a nossa bagagem. Quando, em vez de dizermos a nós mesmos coisas como “Eu não devia estar a sentir isto”, respondemos com compaixão em direção a nós mesmos e aceitamos que <strong>nem sempre conseguimos processar os sentimentos como gostaríamos</strong>, começamos a criar espaço para que os sentimentos sejam geridos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O que é que eu quero para a minha relação?”</strong></h2>



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<p>Outra das escolhas que podemos fazer é dedicar alguma atenção às nossas intenções. “O que é que eu quero para a minha relação?” é um bom ponto de partida. Listar as nossas intenções não é listar os nossos desejos, como se estivéssemos sentados à espera de um milagre. Por exemplo, se dou por mim a reparar que da minha lista de intenções faz parte a generosidade, posso perguntar: “O que é que eu posso fazer para cultivar a generosidade na minha relação?”. Sim, <strong>há sempre alguma coisa que podemos fazer &#8211; todos os dias</strong>. Posso cultivar a generosidade quando o meu marido não responde a um dos meus apelos e eu dou o benefício da dúvida em vez de achar que ele está a ser mau para mim de forma consciente e propositada. Posso cultivar a generosidade quando abdico de fazer alguma coisa de que gosto “só” para lhe dar atenção. Posso cultivar a generosidade quando ofereço espaço para que ele faça coisas de que gosta sozinho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cultivar a conexão emocional na nossa relação inclui:&nbsp;</strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Prestar muita atenção aos próprios sentimentos e aos sentimentos da pessoa que amamos;</li><li>Responder com afeto e tolerância aos seus apelos, em vez de os ignorarmos ou desprezarmos;</li><li>Tentar compreender os sentimentos e identificar as necessidades emocionais envolvidas;</li><li>Assumir uma postura não-defensiva (nem tudo é sobre nós);</li><li>E mostrar empatia (sentir a dor do outro).</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Que balanço faz da forma como está a sua relação?&nbsp;</strong></h2>



<p>Sente-se seguro(a) com as suas escolhas? Tem reparado nos “momentos portas deslizantes”? Ou têm-lhe escapado? Tem conseguido mostrar-se vulnerável quando o(a) seu(sua) companheiro(a) falha? Ou diz a si mesmo(a) que não vale a pena?</p>



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		<title>Crianças parentificadas: quando os filhos são pais dos pais</title>
		<link>https://simplyflow.pt/criancas-parentificadas-quando-os-filhos-sao-pais-dos-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cláudia Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[FAMÍLIA]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia morais]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças parentificadas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem todas as crianças têm o direito à inocência, nem todas as crianças são tratadas como crianças. Às vezes, as crianças são tratadas como adultos, são vistas como os melhores amigos dos pais, os confidentes, os cuidadores. Quando isto acontece, as crianças habituam-se a assumir responsabilidades que não deveriam ser suas e transformam-se em adultos muito condicionados nas relações íntimas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nem todas as crianças têm o direito à inocência, nem todas as crianças são tratadas como crianças. Às vezes, as crianças são tratadas como adultos, são vistas como os melhores amigos dos pais, os confidentes, os cuidadores. Quando isto acontece, as crianças habituam-se a assumir responsabilidades que não deveriam ser suas e transformam-se em adultos muito condicionados nas relações íntimas.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-e-uma-crianca-parentificada"><strong>O que é uma criança parentificada?</strong></h2>



<p><strong>A parentificação acontece quando uma criança se sente obrigada a assumir os cuidados dos irmãos ou a intervir nas discussões entre o pai e a mãe.</strong> De uma maneira geral, isto acontece porque os pais estão demasiado absorvidos pelos seus próprios problemas emocionais e não conseguem oferecer uma estrutura sólida aos filhos. <strong>Mas também pode acontecer de forma mais ou menos deliberada, quando os adultos colocam sobre os ombros da criança determinadas responsabilidades e elogiam o facto de se tratar de uma criança “muito madura” ou “muito responsável”.</strong></p>



<p>Às vezes, a criança parentificada passa toda a sua infância empenhada em garantir que as necessidades básicas, como a preparação da comida, a arrumação da casa ou a realização das matrículas escolares sejam concretizadas a horas. Noutros casos, a parentificação está sobretudo associada à hipervigilância em relação às discussões entre os progenitores. Isto é particularmente frequente quando um deles tem problemas com o álcool, é violento e/ou está deprimido. De alguma maneira, a criança acaba por assumir que é responsável por evitar qualquer tragédia.</p>



<p>Claro que, nestas circunstâncias, o cérebro está tão ocupado com responsabilidades que deveriam pertencer aos adultos que não há espaço para relaxar e brincar. Isso não significa que estas crianças não possam ser vistas a brincar. Vistas de fora, elas podem ser vistas como crianças “normais”. Tipicamente são crianças que não dão trabalho, que procuram fazer aquilo que os adultos precisam que elas façam.</p>



<p>Quando crescem até são capazes de se referir à infância como feliz. Não estão a mentir. As brincadeiras com os amigos podem ser as memórias mais vívidas que têm da infância. Este é um mecanismo de defesa que as ajuda a sobreviver às adversidades. O pior é na idade adulta.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="tipos-de-parentificacao"><strong>Tipos de parentificação</strong></h2>



<p>É possível identificar duas formas de parentificação:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Parentificação emocional</strong> – acontece <strong>quando a criança assume o papel de confidente ou de cuidador dos pais ou dos irmãos</strong> (em substituição dos pais). Nalguns casos, pelo menos um dos adultos partilha com a criança as suas frustrações, as suas inquietações, a sua tristeza. São assuntos emocionalmente densos, para os quais o cérebro da criança não está preparado. Muitas vezes, o adulto está deprimido e/ou chora copiosamente à frente da criança;</li><li><strong>Parentificação instrumental</strong> – acontece <strong>quando a criança tem de assegurar a realização de tarefas que habitualmente são concretizadas pelos adultos</strong>, como cozinhar, limpar a casa, marcar consultas ou tratar das compras.</li></ul>



<p>Nalguns casos, a criança é alvo dos dois tipos de parentificação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-acontece-quando-os-filhos-tem-de-tomar-conta-dos-pais"><strong>O que acontece quando os filhos têm de tomar conta dos pais?</strong></h2>



<p>Tenho encontrado muitos adultos em terapia que estão tão habituados a tomar conta de si próprios que nem se dão conta de quão condicionados estão pela bagagem afetiva. Não foram alvo de violência física, nem necessariamente de insultos ou humilhações e podem ter muita dificuldade em reconhecer que esta também é uma forma de abuso emocional. Como é praticamente invisível e muitas vezes não intencional, acaba por ser ainda mais tóxica do que outras formas de <a href="https://www.facebook.com/apsicologaresponde/posts/10160217796171042" target="_blank" rel="noreferrer noopener">violência emocional</a>.</p>



<p>Não raras vezes, estas crianças transformam-se em adultos com algumas feridas emocionais que os impedem de se sentirem felizes ou de construir relações íntimas e saudáveis.</p>



<p>Inconscientemente, a criança aprende que não é seguro mostrar os seus sentimentos, não é seguro mostrar-se vulnerável, não é seguro mostrar a sua raiva. Essa supressão dos sentimentos pode levar a perturbações ansiosas e depressivas.</p>



<p><strong>Estes adultos podem sentir grandes dificuldades em relaxar, ser espontâneos ou confiar noutras pessoas. A verdade é que não estão habituados a fazê-lo. Pelo contrário, habituaram-se a uma postura hipervigilante, a estar sempre alerta para as necessidades dos outros.</strong></p>



<p>Por outro lado, <strong>os sentimentos de culpa são recorrentes</strong>. A criança habitua-se desde cedo a cuidar dos familiares e isso transforma-se numa obrigação. Às vezes, os pais continuam a corresponder às necessidades materiais dos filhos, o que torna ainda mais “arriscado” dar voz à própria dor, sob pena de serem vistos como ingratos. De resto, esse é o discurso de muitos adultos que foram crianças parentificadas: têm dificuldade em dizer “não” aos pedidos dos pais, mesmo quando são pedidos injustos e que violam as suas próprias necessidades. Acham que, se o fizessem, estariam a ser injustos em relação a todo o investimento que os pais fizeram (na maioria das vezes apenas financeiro).</p>



<p>A parentificação tem um peso enorme sobre o bem-estar da criança, mas pode ter sido a salvação para a família. Pode ser graças a essa parentificação que a criança conseguiu manter vivo um progenitor depressivo. Pode ser graças à parentificação da criança mais velha que os irmãos mais novos se sentiram amados, seguros, protegidos. A parentificação pode ter impedido que as discussões mais violentas escalassem e descambassem numa fatalidade. Claro que estas “vantagens” podem travar o reconhecimento do problema.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-superar-o-trauma-da-parentificacao"><strong>Como superar o trauma da parentificação?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-3AERs' data-show-status='false'>
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<p>As crianças parentificadas podem transformar-se em adultos muito sensíveis, empáticos, gentis e atentos aos outros. Estão habituados a cuidar, fazem-no desde pequenos. De uma maneira geral, <strong>a terapia pode ajudar a reconhecer e dar prioridade às próprias necessidades em vez de valorizar apenas as dos outros</strong>. Todas as crianças precisam de amor incondicional, de atenção e de se sentirem ouvidas. Precisam de tempo para brincar, para descontrair, para errar e para explorar o mundo sem o peso das responsabilidades. Estes adultos têm, através do apoio psicoterapêutico, a oportunidade de cuidar da sua criança interior e recuperar o poder sobre a própria vida.</p>



<p><strong>Um dos primeiros passos para que isso aconteça passa por ser capaz de contar a própria história, reconhecendo todas as feridas, sem subterfúgios.</strong> Sabemos que, de uma maneira geral, os nossos pais fizeram o melhor que conseguiram com as ferramentas de que dispunham. Nestes casos, é possível que eles também tenham sido crianças parentificadas ou que tenham sido alvo de outras formas de abuso. Mas é importante romper com as dinâmicas relacionais mais tóxicas e isso só é possível se olharmos para a realidade como ela é, chamando os comportamentos abusivos de abusivos.</p>



<p><strong>Reconhecer a realidade, com toda a dor que está associada, é um passo fundamental para ultrapassar o trauma.</strong> Este é um processo que pode ser demorado e que envolve a compaixão e a autocompaixão. Os adultos que foram crianças parentificadas estão habituados a ser muito críticos consigo próprios, estão habituados a dizer a si mesmos que não são <a href="https://simplyflow.pt/sabe-reconhecer-o-seu-valor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">suficientemente bons</a>. Na prática, estas são pessoas que costumam ser perfecionistas e que estão muito habituadas a fazer todos os esforços para agradar aos outros. São os chamados “people pleasers”.</p>



<p><strong>Nunca é tarde para olharmos para o nosso verdadeiro eu e para reconhecermos que somos – sempre fomos – merecedores de amor incondicional.</strong> A terapia serve para que esse trabalho seja feito, para que aprendamos a reconhecer que os nossos pais nem sempre são capazes de nos dar o amor que merecemos e que, enquanto adultos, temos o poder de o fazer, rompendo com os padrões de negatividade e autocrítica.</p>



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