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	<title>Cassiana Tavares, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Cassiana Tavares, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>O poder da relação médico-paciente</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-poder-da-relacao-medico-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 05:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que faz um bom médico? Usa a melhor técnica? Tem mais conhecimento? E, além disso, o que faz realmente a diferença na vida de um paciente?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/o-poder-da-relacao-medico-paciente/">O poder da relação médico-paciente</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que faz um bom médico? Usa a melhor técnica? Tem mais conhecimento? E, além disso, o que faz realmente a diferença na vida de um paciente?</strong></p>



<p>Repare nesta história. A minha nova assistente iniciara funções há duas semanas e estava desiludida. Viera substituir uma pessoa carismática e sentia que não conseguia ligar-se tão bem aos pacientes. Das minhas observações, notei que, apesar da enorme simpatia, não se apresentava pelo nome. Sugeri:</p>



<p><em>&#8211; Experimenta dizer: “Eu sou a Clara, estou a continuar o trabalho da Sónia. Ainda não nos conhecíamos.”</em><sup data-fn="63e3d868-7c78-436f-8b7c-bff1065aaa18" class="fn"><a id="63e3d868-7c78-436f-8b7c-bff1065aaa18-link" href="#63e3d868-7c78-436f-8b7c-bff1065aaa18">1</a></sup></p>



<p>Sabe o que aconteceu? Nas palavras dela:</p>



<p><em>&#8211; Parece que se abre uma porta e que, a partir dali, tudo flui.</em></p>



<p>E eu vincava:</p>



<p><em>&#8211; Antes de seres assistente, és uma pessoa. A falar com outra pessoa.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância do vínculo humano</strong></h2>



<p>Num gabinete médico, duas pessoas encontram-se. Às vezes, mais do que duas, quando maridos, mulheres, filhos ou netos entram de mão dada, temendo pela vida daqueles que amam. Os médicos seguram a vida dos outros com as mãos. Mas também com o coração.</p>



<p>Sabe aquelas consultas em que sentimos:<em> “Estou nas mãos certas”</em>? Isso acontece por causa da relação entre médico e paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A relação médico-paciente é sagrada</strong></h2>



<p>Porquê? Porque é um elemento central na cura do paciente. De forma muito simples, o laço entre médico e paciente funciona como combustível para a motivação do doente.</p>



<p>Sabe quando as crianças começam a andar, ainda trôpegas, e nós deliramos? <em>“Uau! Que lindo! Força, bebé!”</em> A relação médico-paciente cria essa mesma sinergia, esse encorajamento que diz:</p>



<p><em>&#8211; Anima-te, vais conseguir!</em></p>



<p>E, quando estamos motivados, aderimos mais facilmente ao tratamento: tomamos os remédios, vamos à fisioterapia, seguimos a dieta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Nem sempre é assim</strong></h2>



<p>Claro que sei o que está a pensar:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ndC6s' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'>



<p><em>&#8211; </em><em>Mas nem todas as vezes que vou ao médico me sinto assim</em><em>.</em></p>



<p>Correto! Estamos a falar de uma <strong>boa</strong> relação médico-paciente. De sermos acolhidos, respeitados e valorizados tal como somos e estamos, sem julgamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O médico que não compreendeu a ciência</strong></h2>



<p>Conto-lhe outra história. No romance <em>Os Irmãos Karamázov</em><sup data-fn="720b90cf-ee7d-4b54-8a38-3cbacb297ad1" class="fn"><a id="720b90cf-ee7d-4b54-8a38-3cbacb297ad1-link" href="#720b90cf-ee7d-4b54-8a38-3cbacb297ad1">2</a></sup>, um médico visita um menino moribundo e diz ao pai, que está aflito por não ter condições de pagar os tratamentos:</p>



<p><em>&#8211; Com isso não tenho nada a ver (&#8230;) Limito-me à resposta que a ciência pode dar (&#8230;).</em></p>



<p>Quem fala assim não compreende, de facto, a ciência. Pois nenhuma ciência médica está completa sem entender a pessoa; Que não é apenas um corpo biológico, mas um ser inteiro, que precisa de quem lhe segure o coração. E isso tem tudo a ver com empatia, que significa “sentir com”. Nunca ninguém sentirá exatamente as nossas dores. Mas pode senti-las connosco. E, quando o faz, abre-se a porta para a cura — seja física ou mental.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O espaço para a vulnerabilidade</strong></h2>



<p>É também por causa dos laços criados com o médico que conseguimos contar-lhe as nossas fraquezas e vulnerabilidades.</p>



<p>Entrevistei algumas pessoas sobre o medo de ir ao dentista e alguém disse-me:</p>



<p><em>&#8211; <a href="https://open.spotify.com/episode/6cgBZQDVshfTVPmM6heYZH?si=5a77720f69a84161" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Não vou falar</a> dos meus medos a quem não está ali para mim.</em></p>



<p>Numa boa relação médico-paciente, há espaço para <a href="https://simplyflow.pt/comunicacao-clinica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">falar</a>. Para confessar que, por vezes, não tomamos os remédios porque nos esquecemos ou porque andamos exaustos. Para admitir que gostaríamos de perder peso, mas que, após tantos anos assim, já não acreditamos. Ou que gastamos demasiado dinheiro com tabaco porque, desde que tudo começou a correr mal no trabalho, é a única coisa que alivia. Normalmente, estas coisas só se contam quando existe espaço para tal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Esperança como ponto de partida</strong></h2>



<p>E é aqui que termino. Quando há espaço, além de tudo o que já disse, gera-se esperança.</p>



<p>Quando estava na faculdade, diziam-nos:</p>



<p><em>&#8211; Garantam que, na primeira consulta, a pessoa sai com esperança.</em></p>



<p>Parece uma promessa arriscada, pois nenhum médico pode dar garantias. Mas, vinte anos depois, sei bem ao que os meus professores se referiam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Médicos que seguram corações</strong></h2>



<p><strong>Enfrentar uma doença tem muito a ver com quem faz o caminho ao nosso lado. </strong>O médico tem a capacidade técnica de nos aliviar e curar. Mas só o pode fazer verdadeiramente quando também nos segura o coração, através da relação que cria connosco. E eu acredito que essa deveria ser a grande ambição de quem está na área da saúde: <strong>ser um médico que segura corações.</strong></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-ndC6s' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div><br></p>


<ol class="wp-block-footnotes"><li id="63e3d868-7c78-436f-8b7c-bff1065aaa18">Nomes fictícios <a href="#63e3d868-7c78-436f-8b7c-bff1065aaa18-link" aria-label="Vá para a referência 1 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li><li id="720b90cf-ee7d-4b54-8a38-3cbacb297ad1">Fiódor Dostoiévski <a href="#720b90cf-ee7d-4b54-8a38-3cbacb297ad1-link" aria-label="Vá para a referência 2 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li></ol>


<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comunicação clínica</title>
		<link>https://simplyflow.pt/comunicacao-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação clínica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunicação clínica é um tema fascinante e com o poder de mudar o rumo de uma vida. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A comunicação clínica é um tema fascinante e com o poder de mudar o rumo de uma vida. Uma consulta, em qualquer especialidade, pode ser a solução que precisávamos para um problema que nos incomoda. Um problema de pele, um desarranjo intestinal, mau hálito, a aparência da face, dores nas costas, zumbido, pensamentos negativos, insónias. Tantas coisas grandes e pequenas que mexem connosco. Mas quem nos vai dar a atenção que precisamos?</strong></p>



<p>Uma consulta é um momento de relação entre duas pessoas, num cenário de saúde. Infelizmente, a generalidade dos profissionais de saúde é treinada para conversar com a doença e não com a pessoa. Os profissionais querem os detalhes da situação para planear o melhor tratamento. Levam a sua própria agenda para a consulta, sem considerar a do paciente. Há uns dias, uma amiga médica mostrava-me um caso real descrito na literatura, em que no final do atendimento, quando o médico diz “<em>Terminamos. Até à próxima”</em>, o paciente responde <em>“Não, doutor. O senhor fez a sua consulta. Agora vamos fazer a minha”</em>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comunicação que ajuda as pessoas com problemas de saúde</strong></h2>



<p>Se quer um exemplo do tipo de comunicação que ajuda as pessoas com problemas de saúde, pode ver o programa de televisão <em>Bad Skin Clinic</em>. A Dra. Dr&nbsp;Emma Craythorne&nbsp;é um exemplo incrível a comunicar: conecta-se à pessoa, faz boas perguntas para entender o que se passa pela perspetiva da pessoa, pergunta-lhe se já conhece este ou aquele método e só depois então sugere o tratamento.&nbsp;</p>



<p>Para ser justa, tenho de lembrar que há condições que são impostas aos profissionais de saúde, quer no setor público, quer no setor privado, relacionados com a pressão do tempo, dos resultados e dos recursos que criam bloqueios.</p>



<p>Porém, sei qual a cura para este problema de comunicação.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como melhorar a comunicação entre profissionais de saúde e pacientes?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-qjhL1' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Para os profissionais de saúde, é preciso assegurar que têm ferramentas para perceber de pessoas e sobre como falar com elas, na formação graduada e pós-graduada. Para os pacientes, deixo um apelo: vamos preparar-nos para as nossas consultas? Sim! Às vezes, vamos sem ter pensado muito no assunto (estamos a excluir urgências).</p>



<p>Pode escrever as respostas às perguntas abaixo e ir preparado para a consulta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que me incomoda?</li>



<li>Porque quero ajuda, agora?</li>



<li>Como é que já tentei resolver o assunto?</li>



<li>Que medicação, tratamento, rotina está a usar neste momento?</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque não dizemos a verdade aos médicos?</strong></h2>



<p>Da minha parte, deixo-lhe o convite para escutar o episódio “<a href="https://open.spotify.com/episode/6cgBZQDVshfTVPmM6heYZH?si=72354a5155a24955" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Porque não dizemos a verdade aos médicos?</a>” do meu podcast “Plenamente” se quiser saber mais sobre este tema.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ep.2 - Porque não dizemos toda a verdade aos médicos? com Tânia Almeida, Médica" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/GzwMangL3JY?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://simplyflow.pt" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-qjhL1' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>O pecado de uma carreira de sucesso</title>
		<link>https://simplyflow.pt/o-pecado-de-uma-carreira-de-sucesso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira de sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descobri que a palavra sucesso é um gatilho para alguém que está em burnout. Uma pessoa exausta quer ou precisa de afastar-se do sítio onde se gastou e, acreditem, o sucesso, pode ser um sítio de grande cansaço. É possível manter uma carreira de sucesso de forma consistente e com paixão pelo trabalho, sem nos deixarmos consumir?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Descobri que a palavra sucesso é um gatilho para alguém que está em </strong><strong><em>burnout</em></strong><strong>. Uma pessoa exausta quer ou precisa de afastar-se do sítio onde se gastou e, acreditem, o sucesso, pode ser um sítio de grande cansaço. É possível manter uma carreira de sucesso de forma consistente e com paixão pelo trabalho, sem nos deixarmos consumir?&nbsp;</strong></p>



<p>Bem, eu <strong>acredito que ainda há lugar para uma carreira de sucesso, se for a carreira que quer. E não tem de saber ao certo que carreira quer dos 20 aos 70 anos. Mas pode alinhar a sua vida e a sua carreira.</strong> Este é o primeiro  princípio na gestão de uma carreira consistente do qual quero falar-lhe. De forma objetiva, veja este exemplo da <a href="https://www.presenca.pt/products/a-biblia-da-carreira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bíblia da Carreira</a>: “<em>A carreira segue o curso da vida, com uma fase inicial, média e final. De uma forma muito genérica, os movimentos são de entrada, desenvolvimento e saída. Na Alemanha, a Agência Federal de Emprego criou um modelo para acompanhar os seus quase 100 mil trabalhadores em quatro fases de participação na vida laboral: 1) escola e aprendizagem; 2) entrada na carreira ou retorno ao trabalho após parentalidade; 3) a carreira com desenvolvimento ocupacional vertical e horizontal; 4) saída ativa”</em>.</p>



<p>O que vemos aqui é um casamento entre o possível curso da vida e os movimentos de entrada, desenvolvimento e saída da carreira. Mas pode estar a pensar: <em>“Eu nem tenho filhos”</em>. <strong>Faça o seu desenho!</strong> <strong>Aos 20, aos 30, aos 40, aos 50, aos 60. Agora!&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pergunte-se: </strong><strong><em>“Agora, onde devo estar?”</em></strong><strong>.</strong></h2>



<p><strong>De acordo com a vida que quero viver e para onde quero levar a minha carreira. Sim, esta parte também é importante.</strong> No artigo, que originou o termo <em>burnout</em>, o autor dizia que a falta de criatividade e a rotina eram também fatores de grande exaustão. E eu consigo entender. O aborrecimento de um trabalho que já não nos desafia. É por isso que não subscrevo o movimento de demissão silenciosa<sup>1</sup> que sorrateiramente, e apesar da boa intenção, nos desliga da motivação para o crescimento.&nbsp;</p>



<p>Então,<strong> <a href="https://simplyflow.pt/3-dicas-para-mudar-de-vida-profissional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">direcionar a sua carreira</a> é o segundo princípio que acho que lhe pode ser útil</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como é que gostaria de continuar a crescer?&nbsp;</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-mxPpR' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>Há quem tenha ideias muito claras e faça um plano para a vida toda, mas a maioria de nós vai descobrindo isso ao trabalhar e pensar sobre as experiências que vai tendo. </strong>Ter tempo e intenção de refletir sobre o seu trabalho é uma forma de gerir a carreira. Viver em piloto automático mata-nos todos os dias um bocadinho. Então, vá questionando o seu modo de fazer as coisas, como pode fazer melhor, o que precisa de estudar a seguir, se a empresa está disponível para dar-lhe apoio, negoceie o seu crescimento – porque de facto é favorável para si e para a organização.</p>



<p>Como dizia no início, a palavra sucesso não está na moda e as pessoas com quem converso na clínica e nas organizações dizem-me cada vez mais isso. O <em>burnout</em> e o stress são responsáveis por 40% a 60% das ausências no trabalho na Europa<sup>2</sup>. Num extremo, temos movimentos como as demissões em massa e a demissão silenciosa, que já se sentem no nosso país e no outro, o vício do trabalho, que nos consome até ao <em>burnout</em>. Crescer tem de ter uma ordem. O cancro, de forma muita simplista, é uma forma desorganizada de crescimento de um conjunto de células. Se tirar a ordem e os limites ao seu trabalho, este torna-se um cancro com poder de matar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mantenha ordem na maneira de fazer o trabalho.&nbsp;</strong></h2>



<p>O terceiro princípio é manter o seu trabalho em ordem. <strong>Encontra ordem na biologia. </strong>A esta altura já todos sabemos a lengalenga: dormir 7 a 9 horas, comer 5 refeições por dia, ter atividade física, ir para a natureza e outras coisas que ajudam com o stress. E para isso o número de horas e o ritmo de trabalho têm de permitir fazer isso. Então, encontra ordem na maneira de fazer o trabalho. Porque se tiver carga mental que não consegue suportar, uma velocidade de trabalho que é impossível e se as horas forem infinitas, pode fazer todas as meditações que quiser, mas nada remove os efeitos nocivos do stress no seu corpo e na sua mente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resumindo: Alinha a sua vida e a sua carreira, direciona a carreira para onde quer e mantenha o trabalho em ordem.&nbsp;</strong></h2>



<p>São 3 ideias que podem ser úteis para não cair em pecado e ter uma verdadeira carreira de sucesso, que provavelmente é fazer o que gosta e viver bem.</p>



<p class="has-small-font-size">Referências: </p>



<p class="has-small-font-size">&nbsp;1. Intenção no trabalho em que entre outras coisas, a pessoa não realiza nada acima ou além da descrição de funções. Mas que descrição de funções contém tudo o que fazemos.</p>



<p class="has-small-font-size">2. EU-OSHA – European Agency for Safety and Health at Work (2015). Second European Survey of Enterprises on New and Emerging Risks (ESENER-2). Luxembourg: Publications Office of the European Union.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-mxPpR' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Quer ser aceite no trabalho?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/quer-ser-aceite-no-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo na nossa vida se explica por grupos. Podemos ser introvertidos ou extrovertidos, mas a organização de quem somos e de como vivemos está agarrada aos grupos sociais de que fazemos parte. E isso inclui o trabalho.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tudo na nossa vida se explica por grupos. Podemos ser introvertidos ou extrovertidos, mas a organização de quem somos e de como vivemos está agarrada aos grupos sociais de que fazemos parte. E isso inclui o trabalho.</strong></p>



<p><strong>Ser aceite num grupo de trabalho, dá-nos segurança psicológica, possibilidade de aprender, de ser valorizado por quem somos e pelo que produzimos e de sermos apoiados num dia mau</strong>. Fazer com que alguém não se sinta aceite no grupo, excluindo ou humilhando a pessoa, é uma forma de violência psicológica. Porque nós <strong>toleramos mal a rejeição</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É normal querer ser aceite no trabalho. </strong></h2>



<p><strong>Aliás, pode inclusive ajudar-nos a perceber se estamos ou não, no sítio certo. </strong>Deixei-me dar-lhe uma imagem mais clara do que quero dizer:</p>



<p>Sabe quando um bebé pequeno perde de vista os pais e chora descontroladamente? É uma imagem do que sofremos quando alguém nos rejeita, na idade adulta. A grande diferença? A criança ainda não tem a certeza de que os pais voltam e, por isso, não consegue regular as emoções. Na idade adulta, já temos mais recursos para lidar com a rejeição. Esses recursos incluem a capacidade de distinguir as situações no trabalho que são um desafio, das que são um perigo. Nas situações de desafio, normalmente temos recursos, mas <strong>o nosso desejo de aceitação pode bloquear-nos</strong>. Nas situações de perigo, pelo contrário, há menos probabilidades de conseguirmos fazer a diferença e o medo da rejeição pode ser importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais as armadilhas mentais que podem surgir?</strong></h2>



<p>Por exemplo, <strong>quando começamos a lidar com dúvida e incerteza, num projeto,&nbsp; temos um desafio à nossa capacidade</strong>. Para sermos aceites, às vezes, colocamos um peso enorme sobre nós. Através de julgamentos sobre nós próprios achamos que podemos ser rejeitados. Porque fomos contratados por já termos experiência, por sermos especialistas num tema, porque temos formação, porque o nosso CV é ótimo, por causa do nosso salário, porque somos novos, porque somos velhos, porque estamos há pouco tempo na função, porque estamos há muito tempo na função. Estes julgamentos vêem-se à superfície. Por baixo, há uma camada de armadilhas mentais a alimentá-los. Armadilhas mentais como <strong>desvalorizar o positivo, ver as coisas “tudo ou nada”, perfeccionismo, pessimismo, rotulagem</strong>, que nos condicionam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Saber pedir ajuda&nbsp;</strong></h2>



<p>De facto, o nosso grupo de trabalho, sendo saudável, é a resposta para este desafio. <strong>O conhecimento que um grupo de profissionais detém é uma coisa extraordinária e podemos encontrar conhecimento, saber-fazer e motivação nos nossos colegas.</strong> Lembre-se disso e <strong>desafie as armadilhas mentais</strong>. A aceitação não é sobre fazer tudo bem, mas sobre tomar consciência de que já faz parte do grupo e de que é apoiado. <strong>Em vez de se pressionar a agir na dúvida, peça ajuda.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como potenciar a dinâmica com o líder?</strong></h2>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Noutro exemplo, quero falar-lhe de quando o nosso líder nos orienta a fazer de uma determinada forma, mas nós achamos que não vai funcionar. Pode ser um desafio, também! No trabalho nós pensamos sobre o que fazemos e é perfeitamente normal que nos tornemos especialistas no nosso território. Se a dinâmica com o seu líder é saudável, apresente as suas ideias. Organize-as e apresente-as apoiadas em evidências. As mesmas armadilhas que referi há pouco podem levar-nos ao silêncio “não vale a pena”, “se calhar não estou a pensar bem”. Em vez do silêncio, <strong>escolha a sugestão</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E quando não há condições para pedir ajuda ou dar sugestões?&nbsp;</strong></h2>



<p>Bom, aqui temos o perigo! <strong>O medo da rejeição pode estar a indicar-lhe que este sítio tem mais riscos do que o aceitável</strong>. De uma forma muito genérica, a forma como o trabalho está desenhado e como é organizado, incluindo como são geridas as interações entre as pessoas vai resultar num ambiente mais ou menos saudável. Vou falar-lhe de três caminhos possíveis:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Rompa com a norma e comece ora a pedir ajuda, ora a dar sugestões.</strong> As habilidades de comunicação aqui são fundamentais, assim como estar munido de benefícios do que diz ou das consequências negativas de não se mudarem as coisas. Se funciona? Sim. Sempre? Não. Mas se não tentar, como vai saber?</li><li><strong>Se já tentou e não é possível, consegue viver com isso?</strong> Se sim, ótimo! Tenha em atenção aos fatores de proteção da sua saúde e do seu desempenho. Isto é, organize bem o seu trabalho em termos de metas e de horários, para não se expor a sobrecarga e seja assertivo. Quando o trabalho e as relações não estão organizados, o ambiente é mais hostil e exige mais estratégias da nossa parte.</li><li><strong>Se a resposta é “não consigo estar aqui”, comece a construir uma </strong><a href="https://simplyflow.pt/3-dicas-para-mudar-de-vida-profissional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>via de saída</strong></a><strong>. </strong>Ficar num sítio apenas para sermos aceites, pode-nos levar a acordar um dia exatamente no sítio oposto: sem nos identificarmos com a organização, as pessoas ou o trabalho.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A aceitação no trabalho vem com a nossa natureza.&nbsp;</strong></h2>



<p>O que é o medo da rejeição está dizer-lhe? Avalie se precisa de desafiar armadilhas mentais que o estão a bloquear. Ou, se há motivos para procurar estratégias que o protejam num local que é hostil.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-yhQ2G' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>3 Dicas para mudar de vida profissional</title>
		<link>https://simplyflow.pt/3-dicas-para-mudar-de-vida-profissional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[mudar]]></category>
		<category><![CDATA[Mudar de emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Mudar de profissão]]></category>
		<category><![CDATA[Mudar de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Porque é que alguém haveria de avançar no calendário arrastando uma vida profissional que sente ultrapassada? Se pensa em mudar de emprego, deixo aqui algumas pistas para fazer a carreira avançar agora que nos aproximamos do final do ano.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Porque é que alguém haveria de avançar no calendário arrastando uma vida profissional que sente ultrapassada? Se pensa em mudar de emprego, deixo aqui algumas pistas para fazer a carreira avançar agora que nos aproximamos do final do ano.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3 Dicas para quem quer mudar de vida profissional:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Porque é que precisa de algo novo na carreira?</strong></h3>



<p>Saber “porquê” é condição fundamental. Não é uma opção. O porquê é o motivo. A razão pela qual se quer mover em direção a algo novo. Use estes meses para esclarecer isso. Precisa de mais rendimentos? Sente que precisa de mais tempo para descansar? Procura outra atividade que a/o realize mais porque já não se interessa pelo que está a fazer? Valoriza tempo livre, trabalho de equipa ou quer fazer algo com impacto social? Precisa de aprender, de desenvolver-se? Quer partilhar o seu conhecimento, num ambiente aberto em que as pessoas realizam juntas?</p>



<p><strong>Responda primeiro a esta questão para ter motivos claros de mudança, visto que encontrar trabalho é um trabalho em si mesmo e convém ter resiliência. </strong>Os motivos vão ajudar a isso. Depois, pode à partida selecionar oportunidades de trabalho compatíveis com os seus motivos. Imagine-se a mudar a sua vida toda e a ficar frustrado com o novo emprego. Repare que isso pode sempre acontecer, mas da minha experiência a acompanhar profissionais, as mudanças são pouco intencionais e muito reativas. Isso significa que as pessoas saem em fuga do seu anterior trabalho e agarram qualquer oportunidade, movendo-se na carreira de forma errática. Não faça isso! <strong>Seja intencional: saiba porque quer mudar e vá em direção às oportunidades.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Faça um mapa do presente</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-Qze5G' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p><strong>Isso significa basicamente uma apreciação muito honesta de quem é, dos resultados que gerou, do que sabe fazer e das habilitações que possui.</strong> Não se vai a lado nenhum sem um ponto de partida. E, por favor, não se deixe levar pela ideia de que deve atirar tudo o que conquistou até agora pela janela. De facto, isso é impossível. Cada aprendizagem, cada experiência grava-se em nós, não apenas como se fossemos um reservatório. Nós somos transformados pelas coisas que aprendemos. Hoje, é uma pessoa com experiência profissional, com competências técnicas e comportamentais. E com resultados alcançados. Deixe-me salientar este aspeto. Um potencial empregador está especialmente interessado em quem você é e nos resultados que conseguiu. Não em quem você aparenta ser. Integridade e sucesso, se quisermos. O seu mapa deve apontar para aí: a pessoa e os resultados do seu trabalho. E na prática, isso significa, <strong>apresentar as suas capacidades técnicas e as competências transversais, bem apoiadas pelas suas realizações</strong>.</p>



<p>Por isso, depois dos motivos, escreva este mapa. Com o mapa terá uma biblioteca de informações sobre si, que o ajudarão a selecionar oportunidades, a preparar as candidaturas, nomeadamente <em>curricula</em> e entrevistas. Pode ainda atualizar o seu perfil profissional nas redes sociais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Inicie as candidaturas ou inicie a formação</strong></h3>



<p>Ora, vamos falar primeiro das candidaturas. Como já disse, arranjar um trabalho é um trabalho em si mesmo. Nas áreas tecnológicas, por exemplo, encontramos oportunidades com facilidade. Porém, em boa parte das atividades, vamos ter de fazer um percurso. Que varia de poucas semanas a um ano ou mais. E eu não sei qual será a sua experiência. Mas, sei que <strong>precisa de iniciar</strong>. <strong>E ser consistente.</strong> <strong>Explorar, identificar, responder com CV adaptado e se for selecionado ir à entrevista.</strong></p>



<p>Recomendo que <strong>explore a sua rede de contactos</strong>. Peça informações sobre oportunidades e sobre a cultura das empresas a que se candidata e informe pessoas confiáveis de que está à procura de trabalho.</p>



<p>Por formação, falo de <strong>adquirir a qualificação necessária para uma área de interesse que identificou ou porque percebe que será impossível mover-se sem esse conhecimento ou certificação</strong>. Procure a escola com a melhor referência ao mundo do trabalho. Há muitas ofertas de ensino hoje e grande parte revelam-se uma enorme desilusão. Porque falham no que é mais crítico: ligar o conhecimento à prática. Dica preciosa: o corpo docente da formação deve ser composto por pessoas com experiência profissional na área. Em qualquer formação avançada para profissionais, queremos pessoas que saibam pela ciência e pela evidência prática o que estão a ensinar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vem aí o Ano Novo – entramos com vida velha?</strong></h2>



<p>Com as suas conclusões, determine quando iniciar este passo. Para mim, o <em>momentum</em> deve ser usado favoravelmente. Isto é, se já sei o que quero, uso o impulso para fazer o processo avançar. Claro que o/a leitor/a se conhece muito bem e vou convidá-lo/a a considerar dois perfis. No perfil um, as pessoas sentem-se esperançosas, concluindo o ano já à procura de algo novo, seja a enviar CV’s, seja num curso. No perfil dois, as pessoas sentem-se ansiosas por fazerem o processo muito perto do fim do ano e depois “já não passo o Natal sossegado/a” e a sentir que entram em 2022 cheios/as de incerteza. Por isso, aponte ao perfil mais parecido com o seu (para simplificarmos) e faça o seu calendário. Iniciar ainda em 2021 ou iniciar em 2022.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Não somos nós que perguntamos à vida o nosso propósito. É a vida que nos pergunta a nós.”&nbsp;</p></blockquote>



<p>São mais ou menos assim as palavras de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Viktor_Frankl" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vitor Frankl</a>. Sou fã assumida do neurologista que, sobrevivendo ao holocausto, dedicou a vida a convencer outros de que <strong>a vida vale a pena</strong>, de que podemos responder às circunstâncias mais hostis e de que <strong>se nada pudermos mudar que nos mudemos a nós</strong>.</p>



<p>É assim que eu me despeço, encorajando-o/a a acreditar que <strong>é sempre possível </strong><a href="https://simplyflow.pt/aproveitar-melhor-o-que-nos-foi-dado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>mudar</strong></a>.</p>



<p></div>
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		<title>Como voltar melhor para o trabalho depois das férias?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-voltar-melhor-para-o-trabalho-depois-das-ferias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Exercício de reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devíamos partir de férias sabendo ao que vamos. Neste artigo, em particular, trago o desafio de usar as férias para refletir sobre o seu trabalho e o estilo de vida que está a viver. No final, deixo-lhe um exercício de reflexão.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Devíamos partir de férias sabendo ao que vamos. Neste artigo, em particular, trago o desafio de usar as férias para refletir sobre o seu trabalho e o estilo de vida que está a viver. No final, deixo-lhe um exercício de reflexão.</strong></p>



<p>Vou dizer-lhe três palavras para ter umas férias capazes de o/a fazer recarregar baterias e voltar com as prioridades em ordem: intenção, pressão e oportunista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Intenção</strong></h2>



<p>Defina a <strong>intenção</strong> das suas férias: diversão, descanso, tempo para aprender hábitos saudáveis ou refletir.&nbsp; Quando não temos um foco, seja ele qual for sofremos uma enorme desilusão. Mesmo se estiver a revirar os olhos e a pensar “eu quero é divertir-me”, saiba que isso é um foco. Porquê? Porque<strong> a intenção dá-nos uma direção e torna mais claro o que queremos fazer</strong>. Além disso, dá-nos uma certa <strong>pressão</strong>, que é muito importante, para regular o nosso bem-estar, até nas férias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Pressão</strong></h2>



<p>Imagine um mergulhador que vem à superfície rápido demais. Há risco porque o nosso organismo fica desorganizado. Acontece o mesmo com as nossas emoções, os pensamentos e os comportamentos. Já lhe aconteceu passar-se nas férias com todas as pessoas da sua família? Não conseguir escutar uma crítica ou o barulho das crianças? Pode até ter tido um ataque de pânico de férias no Algarve. Porquê? Aliviou rápido da pressão do trabalho.</p>



<p><strong>A carga e o ritmo mantêm-nos num sentido e organizam-nos.</strong> Ao ir de férias, se vai para dormir, organize-se para dormir. Se vai para divertir-se, organize-se para a diversão.</p>



<p>Uma sugestão: nas duas semanas anteriores às férias planeie algumas ações que quer mesmo fazer nas férias. O que já ajuda a dirigir a pressão do trabalho para as férias. Ou seja, está a <strong>dirigir a sua carga mental para a intenção das suas férias</strong>.</p>



<p>Outra sugestão: inicie as férias com algum ritmo: visitar sítios, fazer desportos e ir reduzindo até ao modo zen.&nbsp;</p>



<p>Última sugestão: contrarie o que todos fazemos, trabalhar que nem doidos antes de irmos de férias para não falhar nada. Só que ao invés de estarmos a fazer-nos um benefício, estamos na verdade a aumentar ainda mais a carga e o ritmo levando a que a pressão mental e emocional sejam muito, muito maiores. Por isso, experimente trabalhar focado nos 15 dias anteriores à data das suas férias e deixar tarefas agendadas para o regresso, outras delegadas a colegas e concentre-se nas tarefas que são realmente críticas e que farão a diferença durante a sua ausência.</p>



<p>Por fim, seja <strong>oportunista</strong> &#8211; esta é a minha terceira palavra para si.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>. Oportunista</strong></h2>



<p>Depois de ter uma intenção, ter a pressão regulada, falta-lhe o tempo. Da minha experiência, podemos fazer planos extraordinários e serem todos arruinados. Está a chover e tem sete pessoas dentro de casa. Queria divertir-se, mas afinal existe a COVID-19 e não pode ir a lado nenhum, sem enfiar um cotonete gigante no nariz. Trouxe um caderno para escrever ideias e projetos, mas parece que nunca tem vontade. Nem sequer consegue agarrar nos 3 livros que jurou que ia acabar este verão.</p>



<p>Experimente ser oportunista. Está relaxado a olhar o mar, responda às perguntas que não tem tido tempo ou coragem para fazer. As crianças estão distraídas com a televisão, agarre no tal livro. Sem a pressão do trabalho e dos horários das refeições, coma coisas saudáveis que tem adiado experimentar porque nunca tem cabeça para isso. Dirija a intenção para aí, crie uma pressão saudável e seja oportunista. Divirta-se com isso! Use o <em>momentum</em>. <strong>Assim que a oportunidade aparecer, aproveite.</strong></p>



<p>Ser oportunista ajuda-nos a realizar algumas coisas que queremos sem termos de ser muito rígidos.</p>



<p>Com estas três palavras pode <strong>encarar as suas férias de forma mais preparada e ao mesmo tempo mais natural</strong>. E assim abrimos espaço para o exercício seguinte.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Exercício de reflexão:</strong></h2>



<p>Como muitas vezes, vivemos o trabalho em automático, sem avaliarmos o que estamos a fazer, experimente fazer o seguinte exercício. </p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-UeM4o' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Se não gostar das suas respostas, veja isso como o primeiro passo para começar a agir. Não desespere! <strong>Todos estamos constantemente a ter de rever alguma coisa na forma de trabalhar ou de viver. Chama-se adaptação.</strong> Tenha em mente que é apenas um exercício. Não tome decisões de vida a partir daqui. Aconselho a que qualquer ideia seja amadurecida e inclusive discutida com pessoas da sua confiança.</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Como estava a dormir nas 2 semanas antes das férias?</li><li>Que cuidados teve com a sua alimentação nas 2 semanas antes das férias?</li><li>Que tempo reservou no último mês, para atividade física?</li><li>Quantas horas trabalhou em média por dia no último mês? E por semana?</li><li>Como se sentiu no último mês, no seu trabalho?</li><li>Se acha que precisa de melhorar alguma coisa, por onde pode começar? Se partilha a vida com um cônjuge, experimentem falar sobre pequenos gestos diários que podem fazer a diferença para se entreajudarem.</li><li>Que ideias de melhoria ou projetos tem tido vontade de realizar no seu trabalho, mas não tem tido tempo/vontade/outras condições?</li><li>Com quem pode discutir essas ideias? Que condições precisa para as realizar? Que passos pode dar no regresso ao trabalho?</li><li>Que ideias de melhoria ou projetos tem tido vontade de realizar na sua vida pessoal, mas não tem tido tempo/vontade/outras condições?</li><li>Com quem pode discutir essas ideias? Que condições precisa para as realizar? Que passos pode dar no regresso ao trabalho.</li></ol>



<p><strong>Nada parece possível até acontecer.</strong> Por isso, <strong>não se deixe viver uma </strong><a href="https://simplyflow.pt/aproveitar-melhor-o-que-nos-foi-dado/"><strong>vida em automático</strong></a>.</p>



<p>Volte melhor para o trabalho, depois das férias!</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-UeM4o' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Aproveitar melhor o que nos foi dado</title>
		<link>https://simplyflow.pt/aproveitar-melhor-o-que-nos-foi-dado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 May 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter uma vida além do trabalho é um privilégio. As ideias que se seguem são para aqueles que buscam uma forma melhor de viver o trabalho. Comecemos com uma pergunta fundamental: a forma como trabalha permite-lhe viver a vida como gostaria de a viver? </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/aproveitar-melhor-o-que-nos-foi-dado/">Aproveitar melhor o que nos foi dado</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ter uma vida além do trabalho é um privilégio. As ideias que se seguem são para aqueles que buscam uma forma melhor de viver o trabalho. Comecemos com uma pergunta fundamental: a forma como trabalha permite-lhe viver a vida como gostaria de a viver?</strong></p>



<p>Quando o primeiro 1.º de Maio aconteceu, lutava-se por um horário de trabalho que permitisse viver. As pessoas passavam a maior parte do tempo nas fábricas, a troco de salários baixíssimos, sem possibilidade de apoiarem os filhos e viviam nas piores zonas da cidade. Em “Tempos Difíceis”,  Charles Dickens deixa-nos uma imagem vívida de uma zona operária: «(&#8230;) várias ruas amplas todas muitas semelhantes entre si, habitadas por pessoas identicamente semelhantes entre si, que sempre saíam e entravam às mesmas horas, com o mesmo ruído sobre os mesmos pavimentos, fazendo o mesmo trabalho, e para quem todos os dias era o mesmo dia, de ontem e de amanhã, e todos os anos o duplicado do último e do seguinte».</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Esta vida em modo automático, com rotinas esmagadoras, sem viver uma vida com significado ainda nos acontece.&nbsp;</strong></h2>



<p>Muitos de nós não conseguem aproveitar o que nos foi dado com o 1.º de Maio. Metas altas, objetivos apertados, prazos curtos, desejo de colocar o nosso nome no mapa, faturar a sério, a pressão do líder, são tudo coisas que podem existir na sua vida, hoje.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Convido-o a refletir sobre a vida que quer viver.&nbsp;</strong></h2>



<p>O trabalho é apenas uma das dimensões da nossa vida. Estruturante. É verdade. Tanto, que tenho dedicado a minha carreira a analisar o mundo do trabalho e a acompanhar profissionais para que consigam duas coisas muito importantes na vida: desempenho profissional e bem-estar. E para mantermos ambas em equilíbrio precisamos de respeitar-nos enquanto pessoas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O nosso trabalho, seja ele qual for, deve estar alinhado com a vida desejada.</strong></h2>



<p>Imagine a sua vida partida em várias áreas a que dá importância: trabalho, família, amigos, lazer, desenvolvimento pessoal, fé, voluntariado. Se estas áreas ou outras são importantes para si, deve regular o seu trabalho, de maneira a que exista espaço para elas. Provavelmente, a pergunta seguinte ajudará com isso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trabalha com a carga certa?</strong></h2>



<p>A pressão é uma constante do trabalho &#8211; até porque um trabalho sem qualquer pressão é, de facto, um aborrecimento e “mata-nos” de outra forma. <strong>O que importa é ter a pressão que quer e a carga certa para poder trabalhar e viver da forma desejada.&nbsp;</strong></p>



<p>No meu livro, “<a href="https://www.presenca.pt/products/a-biblia-da-carreira">A Bíblia da Carreira</a>”, falei muito sobre o trabalho vivo: as coisas imprevisíveis e que tornam o trabalho desafiante,  obrigando-nos a ser inteligentes e a recriar o que fazemos. Repare neste comentário que recebi de uma leitora:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para mim, o trabalho ‘vivo’ é algo que nos alimenta, que nos dá a adrenalina para correr riscos e que nos transforma, mas devemos sempre fazê-lo com ‘conta, peso e medida’ e alinhado com o nosso propósito!”</p><cite>Sandra Melo, National Key Account Manager da Continental</cite></blockquote>



<p><strong>Quando trabalhamos com a carga certa, saímos mais vezes do trabalho com a sensação de estarmos a cumprir a nossa missão e com capacidade física e mental para outras dimensões da nossa vida.</strong></p>



<p>Na prática, ter a carga certa é:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>trabalhar num ritmo que lhe permite ter foco, em vez de estar constantemente em multitasking;  </li><li>ter tempo para pensar no que faz, em vez de agir apenas em automático;</li><li>poder falar com pares e superiores para ter apoio e oferecer apoio, na procura de soluções e na tomada de decisão;</li><li>ter um horário de início e de fim para o trabalho, para conseguir recuperar do esforço realizado e ter espaço para as outras dimensões da vida.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando trabalha numa empresa, esta carga certa tem de ser negociada a maioria das vezes.&nbsp;</strong></h2>



<p>E um trabalho mais equilibrado em termos de carga produz não apenas bem-estar para as pessoas, mas também produtividade para a empresa. Quando fazemos o nosso trabalho sempre sufocados e sem margem para reflexão, a inovação, a colaboração, a melhoria de processos ficam em suspenso. Oferecemos vezes de mais o possível, em vez do melhor. Então, arranje espaço de manobra para manter um trabalho vivo e inteligente.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um trabalho que faz viver.&nbsp;</strong></h2>



<p>Os trabalhadores da era industrial eram tratados como uma massa indiferenciada de recursos humanos. Pessoas a quem não era reconhecido valor. Agora, que estamos para além da área do conhecimento e as empresas estão sempre à procura de talento, há que <strong>valorizar as pessoas da forma certa</strong>. E isso significa valorizar as suas ideias, o seu conhecimento, as suas capacidades. E não apertá-las com carga psicológica e emocional impossível de suportar. Então, deixo-lhe o desafio: <strong>negoceie tempo para um trabalho com qualidade para poder fazer a diferença</strong>!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Está a trabalhar para chegar até aos setenta?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-gA6Zx' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>De facto, apenas 50% dos trabalhadores portugueses acredita ser capaz de fazer o seu trabalho aos sessenta anos. A média europeia está nos 71%. E eu acho que este número tem muito que se lhe diga<sup>[1]</sup> se pensarmos que as carreiras vão até aos setenta.</p>



<p>Olhe para um atleta. Os corredores, por exemplo, têm uma alimentação regrada, descanso, métodos de recuperação (massagens e fisioterapia, por exemplo) e um plano de treino adaptado ao seu calendário. Há um conjunto de fatores em torno da performance. E nós, profissionais de outras áreas, o que fazemos? Às vezes, tratamos com enorme desrespeito o nosso corpo, faltando-nos sono, comida adequada, tempo de descanso e relações significativas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do que precisa<strong>, então,</strong> para estar bem? </strong></h2>



<p>Deixe-me falar-lhe de condições gerais a qualquer pessoa:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>7 a 9 horas de sono;</li><li>3 refeições principais e 2 lanches;</li><li>2 litros de água;</li><li>Tempo com as pessoas significativas;</li><li>Atividade física regular – se me disser, que trabalha no quintal todos os dias, também conta!;</li><li>Ter contacto regular com a <a href="https://simplyflow.pt/o-poder-da-natureza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">natureza</a>.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É simples. Não é? Mas&#8230; existe na sua vida?&nbsp;</strong></h2>



<p>Ou tudo isto está em suspenso até aquelas três semanas de férias anuais?&nbsp;</p>



<p>O meu conselho é que viva a vida de forma íntegra, em vez de a viver aos soluços.</p>



<p>Por fim, os corredores de velocidade costumam fazer transições para corridas mais longas. Quer pelo desgaste, quer pela maturidade. Ou seja, não é só porque ficamos velhos e incapazes (deixe-me apertar bem o estereótipo) que devemos alterar a nossa maneira de trabalhar. É porque sabemos. Aguentar uma maratona exige estratégias refinadas e preparação de elite. Se vai para uma reunião de trabalho e tem 20 anos de carreira, já tem um guião muito mais afinado do que quando era júnior e estava a apalpar terreno. Seja, então, intencional. <strong>Que mudanças precisa de fazer para trabalhar de forma mais adaptada à fase de carreira e de vida em que está?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Está a aproveitar o que lhe foi dado?</strong></h2>



<p>Deixe-me lembrar-lhe as perguntas, agora sob a forma de conselho:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Trabalha para viver a vida como gostaria de a viver?</li><li>Trabalhar com a carga certa?</li><li>Trabalhar para chegar até aos setenta?</li></ul>



<p>São três ações para aproveitar melhor o que nos foi dado.</p>



<p class="has-small-font-size">Referências:&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[1] &#8211; Moreira, Gonçalo e Fries-Tersch, Elena, Trabalho mais seguro e saudável em qualquer idade &#8211; Inventário por país: Portugal, Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, 2015. Disponível em <a href="https://osha.europa.eu/en/publications/safer-and-healthier-work-any-age-country-inventory-portugal/view">aqui</a> (consultado a 27 de Abril de 2021).</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-gA6Zx' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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		<title>Como mudar de carreira em 2021?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-mudar-de-carreira-em-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista de emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A carreira é mais que um meio de subsistência. É algo tão importante para o nosso bem-estar que nos pode fazer florescer ou adoecer. Isto porque o trabalho estrutura a nossa vida. Dá-nos um propósito e um significado. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A carreira é mais que um meio de subsistência. É algo tão importante para o nosso bem-estar que nos pode fazer florescer ou adoecer. Isto porque o trabalho estrutura a nossa vida. Dá-nos um propósito e um significado. Permite-nos aprender e transformar o meio em que vivemos. Não importa qual é o seu trabalho. Mas, sim, o que esse trabalho faz por si e o que você faz pelo mundo com esse trabalho.</strong><strong> E isso continua a ser verdade em 2021.</strong></p>



<p>Claro que o contexto atual tem de ser analisado. Por um lado, a pandemia agravou a sensação de incerteza e, por outro, destruiu postos de trabalho e suspendeu carreiras. Mas também é verdade que elevou outras. Por exemplo, a saúde, a educação e o serviço social carecem de pessoas. No caso dos serviços sociais, temos uma área muito pouco profissionalizada, com trabalhadores não qualificados, instituições quase amadoras, áreas esquecidas, como os cuidados continuados e os paliativos. Precisamos de empreendedores, cientistas, técnicos sociais e de saúde. A estas áreas com falta de pessoas juntam-se as áreas tecnológicas e as técnicas (metalomecânica, por exemplo).</p>



<p>O que lhe acabei de dizer é, ao mesmo tempo, sinal de oportunidades e sinal da falta de entendimento entre o mercado de trabalho e a qualificação disponível. O mercado de trabalho português não é muito dinâmico porque acompanha a realidade da nossa economia. E o que significa isso para si? Pelo menos duas coisas: (1) há oportunidades, (2) mas tem de <strong>construir</strong> a carreira.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como construir uma carreira num cenário de incerteza?</strong></h2>



<p>Uma carreira faz-se mais por um processo de construção do que através de golpes de sorte. É preciso ser intencional e sistemático. E eventualmente encontramos a nossa sorte: o momento em que as nossas intenções se cruzam com as organizações que valorizam alguém como nós. Para isso acontecer é preciso trabalhar afincadamente.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Saiba do que é capaz</strong></h2>



<p>Comece por uma <strong>avaliação realista das suas capacidades, incluindo as qualificações que tem</strong>. Inclua tanto competências técnicas como comportamentais – vai mesmo precisar de ambas para estar no mercado. Isso vai permitir-lhe <strong>perceber o que está preparado para fazer</strong>. Depois, pense se gosta do que faz; se é nessa área que quer continuar; se está na organização em que gostaria de estar. Se desejar mudar, olhe para o seu mapa de capacidades e qualificações. É o seu pontapé de saída.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Confronte a realidade</strong></h2>



<p><strong>O potencial e a realidade têm de confrontar-se. Que tipo de funções e organizações valorizam as competências que tem?</strong> Leia anúncios, consultando sites de emprego como, por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>IEFP &#8211; Instituto do Emprego e Formação Profissional;</li><li>BEP ― Bolsa de Emprego Público;</li><li>Expresso Emprego;</li><li>Carga de Trabalhos (específico das áreas de tecnologia e comunicação);</li><li>Sapo Emprego;</li><li>Net-Empregos;</li><li>Jobtide (ofertas nacionais e internacionais).</li></ul>



<p>Perceba o tipo de ofertas. Tem a ferramenta <a href="https://www.cedefop.europa.eu/en/data-visualisations/skills-online-vacancies/most-requested-skills">Skills-OVATE</a>, do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional, que lhe mostra as competências mais pedidas em anúncios de emprego online em cada estado-membro da União Europeia. <strong>Converse com a sua rede de contactos profissional e pessoal para conhecer organizações e oportunidades</strong> (networking).&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Comece a agir</strong></h2>



<p>Com o seu mapa e uma exploração da realidade, pode ser a altura de <strong>fazer o seu currículo (CV) e começar a candidatar-se</strong>. Se concluir que lhe faltam qualificações, invista num projeto formativo, enquanto mantém o seu trabalho atual. Se precisar mesmo de mudar, faça um projeto intermédio: um emprego que lhe permita garantir as suas necessidades, enquanto estuda para poder avançar para a área que quer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4 Dicas para entrevistas de emprego:</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-V3nFl' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Faça o trabalho de casa e <strong>descubra o máximo sobre a organização a que se candidata</strong>. Uma vez mais, pesquisa online, use o seu networking para obter informações mais diretas para perceber o que valoriza essa entidade.</li><li>Os empregadores querem escutar quais os resultados que o seu trabalho gerou. Por isso,<strong> fale de projetos e de responsabilidades que concretizou e do impacto que isso teve na organização em que trabalhava</strong>. Já nenhum empregador quer escutar “sou uma pessoa competente em A ou B”.&nbsp;</li><li><strong>Converse genuinamente com o entrevistador</strong>, em vez de “mostrar o seu melhor eu”. Quando tentamos criar uma performance e vender uma imagem corremos o risco de ser desmascarados na entrevista ou pior: podemos ser contratados e dispensados no período experimental. Em vez disso, fale dos resultados do seu trabalho e fale do seu perfil numa conversa, focando-se no que lhe é dito, no momento. Uma das coisas que a/o bloqueiam é pensar no que vai acontecer a seguir, na entrevista que já teve antes e no que está o entrevistador a pensar de si. Tudo isso desliga-a/o do momento. <strong>Respire fundo e fique no momento. É só uma conversa!</strong>&nbsp;</li><li><strong>Aprenda com a experiência da entrevista e siga para a próxima mais confiante. </strong>Não siga de entrevista em entrevista sem questionar a sua abordagem ao mercado. Há muitas injustiças e estou bem consciente delas. Mas se ficar abatida/o e chegar às entrevistas com uma atitude negativa aumenta a probabilidade de ser sucessivamente rejeitada/o.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A idade e o emprego</strong></h2>



<p>Ou é muito jovem e não tem experiência. Ou é muito velho e tem muita experiência. Lamentavelmente, grandes grupos económicos podem dispensar centenas de pessoas sem lhes facultar apoio na orientação da carreira. Temos muito que percorrer no que toca a questões de direitos laborais. E ainda não percebemos que nos falta mão-de-obra. Sim, porque nós não temos capacidade de reposição! Ou seja, saem mais pessoas do mercado de trabalho do que as que entram (em 2005, por cada 100 pessoas com idade para sair do mercado de trabalho, tínhamos 124 para entrar; em 2015, esse número era de 100 para 81<sup>(1)</sup>) e ainda por cima não temos um match entre qualificação e necessidades: há qualificados acima do necessário e as empresas dizem que não têm pessoas qualificadas. Isto acontece porque ainda não temos políticas adequadas aos problemas reais do nosso mercado de trabalho, por isso só me resta inspirá-la/o para construir o melhor cenário para si.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Construa o melhor cenário para si.&nbsp;</strong></h2>



<p>Aos jovens, recomendo paciência: conseguir entrar no mercado é melhor do que ficar de fora. A tradicional noção de aprendiz pode ser a forma de entrar numa organização e progredir.</p>



<p>Para os trabalhadores mais velhos, pode ser inevitável mudar de área. Que competências chave detém e que resultados gerou com elas? Procure funções compatíveis com essas competências. Proponha-se com a confiança de quem sabe e de quem pode ensinar uma nova geração. É muito curioso quando lemos que os mais novos, que já são nativos digitais, esperam que os mais velhos os ajudem a lidar com as transformações atuais, nomeadamente com a quarta revolução digital<sup>(2)</sup>. Por isso, <strong>não fique limitado à sua área e não desista</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mudar de carreira em 2021</strong></h2>



<p>2021 é um ano de incertezas, mas ainda é verdade que <strong>há oportunidades</strong>. <strong>Saiba do que é capaz, confronte a realidade e comece a agir.&nbsp;</strong></p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Referências:&nbsp;</strong></p>



<p class="has-small-font-size">(1) Instituto Nacional de Estatística, «Estimativas de População Residente em Portugal — 2015», Portal do Instituto Nacional Da Estatística, 16 de junho de 2016. Consultado a 28 de dezembro de 2016. Disponível <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=249948678&amp;DESTAQUESmodo=2">aqui</a>.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">(2) A Deloitte conduziu um estudo em 2018, sobre a 4.ª revolução digital e concluiu que os trabalhadores mais jovens — Millennials (1983 e 1994) e a Geração Z (1995 e 1999) — esperam que o treino on-the-job os prepare para esse momento histórico.</p>



<p></div>
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		<item>
		<title>4 Dicas para dominar o teletrabalho</title>
		<link>https://simplyflow.pt/trabalho-4-dicas-para-dominar-o-teletrabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cassiana Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Cassiana Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Teletrabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=14049</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem diria que a casa voltaria a ser tudo em 2021: lar, escritório, escola, ginásio, sala de cinema, enfermaria... A vida toda em meia dúzia de divisões. Ter sucesso no trabalho a partir de casa é uma prioridade para si? Então, este artigo é para si.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quem diria que a casa voltaria a ser tudo em 2021: lar, escritório, escola, ginásio, sala de cinema, enfermaria&#8230; A vida toda em meia dúzia de divisões. Ter sucesso no trabalho a partir de casa é uma prioridade para si? Então, este artigo é para si.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4 Dicas para dominar o teletrabalho:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Esclareça qual é o seu trabalho.&nbsp;</strong></h3>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Defina quais são os objetivos e as tarefas que tem de atingir e realizar</strong></h4>



<p>É preciso rever com a sua liderança <strong>quais são os objetivos/tarefas que tem de atingir/realizar</strong>. Mudar o trabalho para casa não é transferir o computador do escritório, porque, na verdade, estamos organizados para o presencial. Por isso, esclareçam, neste registo, que objetivos/tarefas tem de atingir/realizar? E como é que isso será medido? Muitas pessoas ficam inseguras e os próprios líderes podem desconfiar do empenho dos trabalhadores. Vamos, então, medir objetivos diários, semanais? Vamos medir o número de chamadas recebidas/feitas? Isto para deixar alguns exemplos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Estabeleça uma dinâmica de equipa</strong></h4>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-g2myB' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Depois, estabeleçam uma dinâmica de equipa: reuniões de equipa, tempo para para apoiar os colegas/liderança e tempo para tarefas individuais (pesquisas, relatórios, emails, telefonemas). <strong>Definir a dinâmica da equipa promove o bom ambiente, a produção, dá segurança e oferece recursos</strong>. Se cada um trabalha no seu horário, quando precisam uns dos outros, facilmente se começam a fazer interpretações: «quando ligo não atende»; «ninguém nos ajuda»; «em casa é impossível»; «ninguém faz nada». Ora, se a sua empresa não teve essa iniciativa, quero encorajá-la/o a conversar com a sua liderança/equipa e sugerir que estabeleçam uma dinâmica. Se não houver abertura, pode informar os colegas da forma como está a organizar-se e sugerir que possam pedir ajuda numa hora específica. Claro que isto está relacionado com o próximo ponto.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Clarifique o seu horário</strong></h4>



<p>As profissões com maior potencial para o teletrabalho são aquelas em que há mais autonomia para decidir o que fazer, como e quando. Quando assim é, <strong>basicamente, fazemos o horário que queremos, desde que os resultados apareçam</strong>.&nbsp;</p>



<p>Da minha pesquisa para escrever “<a href="https://www.presenca.pt/collections/all/products/a-biblia-da-carreira">A Bíblia da Carreira</a>&#8221;, descobri que a autonomia é o fator crítico para podemos estar ou não em teletrabalho. Porém, com a pandemia, com ou sem autonomia, há muitas pessoas com trabalhos pouco flexíveis em teletrabalho. Pode ser o seu caso se, por exemplo, é administrativa/o, se trabalha num call center ou se é engenheira/o e presta suporte. Nestes casos, tem de trabalhar num horário específico e isso tem de ser claro para si e para a sua empresa. Esta definição vai protegê-la/o de misturar o privado com o pessoal e de se sentir esgotado.</p>



<p>Tudo isto, para quem é pai ou mãe, assume contornos importantíssimos, porque terá de conciliar com o trabalho a responsabilidade dos filhos. Dependendo da idade dos seus filhos, pode ter de antecipar com a sua equipa tarefas impossíveis. Por exemplo, reuniões num certo horário ou com um cliente muito importante, podem ter de ser passadas a um colega. Tudo nos parece impossível até acontecer e <strong>nesta fase o suporte entre colegas e o apoio da liderança são fundamentais para viver o momento com sucesso</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Prepare e mantenha um espaço de trabalho ergonómico.&nbsp;</strong></h3>



<p><strong>O seu espaço deve estar adaptado ao que precisa para fazer o seu trabalho com sucesso e sentir-se bem.</strong> Estar num sítio de trabalho adequado afeta positivamente a nossa perceção do teletrabalho e, consequentemente, o nosso potencial para executar bem. Fico sempre surpreendida com o poder das coisas pequenas: a mesa, a cadeira e o ecrã à altura certa; a temperatura adequada; o ruído no nível ideal (pode usar tampões se os miúdos fizerem muito barulho e o seu cônjuge estiver disponível para eles). Se há várias pessoas em teletrabalho e escola, <strong>há que organizar bem o espaço para todos se sentirem confortáveis</strong>. Isto é um fator de proteção para a sua saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Fique ligada/o à sua equipa de trabalho.&nbsp;</strong></h3>



<p><strong>O seu grupo de trabalho é uma fonte de conhecimento e de apoio </strong>que quer manter perto de si. Especialmente em tempos de grande incerteza. Como tomar decisões? Como aprender com a experiência dos outros? Como resolver mais depressa um problema, que, se calhar, até o seu colega já resolveu? Precisamos de espaços para falar de coisas muito concretas, como reuniões, canais do Teams, grupos do WhatsApp, etc.. Precisamos de nos focar em coisas concretas que estamos a tentar resolver e sobre as quais temos de tomar decisões. Esta é a melhor forma de podermos aprender, partilharmos o que sentimos e de termos também mais segurança para tomar decisões.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Mantenha rotinas certas.&nbsp;</strong></h3>



<p><strong>Nós funcionamos com regras constantes, como o horário de levantar e deitar, a hora das refeições, o tempo de atividade física e o tempo de descansar. Estas regras ajudam o nosso corpo a regular-se e a ter energia e a querer dormir na altura certa. </strong>Em casa, com menos luz de sol e menos atividade, podemos ficar desorganizada/os e ter até insónias – queixa muito comum em 2020. Ora, as regras constantes, <strong>apanhar luz do sol e evitar a luz dos ecrãs à noite são um seguro de saúde em tempo de teletrabalho</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Faça o trabalho em casa funcionar para si!</strong></h2>



<p>Estas são dicas essenciais para estabelecer os fundamentos do trabalho a partir de casa. Para mais informações relevantes pode sempre consultar a <a href="https://www.ordemdospsicologos.pt/pt">Ordem dos Psicólogos Portugueses</a>.</p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-g2myB' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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