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	<title>Ângelo Ferreira, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<title>Ângelo Ferreira, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Refluxo gastro-esofágico: Uma doença da modernidade?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/refluxo-gastro-esofagico-uma-doenca-da-modernidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Ângelo Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Refluxo]]></category>
		<category><![CDATA[Refluxo gastro-esofágico]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Doença do Refluxo Gastro-Esofágico é um importante problema de saúde que está associado a muitas complicações e a diminuição da qualidade de vida. O tratamento desta doença permite o desaparecimento dos sintomas, a melhoria ou cura das complicações associadas e a melhoria da atividade física e do bem-estar psico-social.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Doença do Refluxo Gastro-Esofágico é um importante problema de saúde que está associado a muitas complicações e a diminuição da qualidade de vida. O tratamento desta doença permite o desaparecimento dos sintomas, a melhoria ou cura das complicações associadas e a melhoria da atividade física e do bem-estar psico-social.</strong></p>



<p>A Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE) é uma doença muito comum, afetando entre 10 a 20 % da população mundial. Esta doença, que não é nova, mas cada vez mais frequente ou pelo menos mais comumente diagnosticada, resulta do retorno frequente de conteúdo gástrico para o esófago. Esse conteúdo refluído, causa sintomas e muitas vezes lesões no esófago e, por vezes, na laringe, traqueia e pulmões.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais as causas da Doença do Refluxo Gastro-Esofágico?</strong></h2>



<p>A Doença do Refluxo pode ter na sua origem várias causas, mas habitualmente com um denominador comum – o mau funcionamento do Esfincter Esofágico Inferior.</p>



<p>Este esfíncter, também chamado de Cárdia, é uma “válvula”, situada na transição do esófago para o estômago, que deve funcionar de forma unidirecional. Quando ingerimos os alimentos, essa válvula deve abrir, permitindo a passagem dos mesmos do esófago para o estômago, após o que deve encerrar, não permitindo o retorno alimentar para o esófago.</p>



<p>Quando esse esfincter funciona mal ou está associado a outras doenças, como é o caso da Hérnia do Hiato, ocorre o refluxo de conteúdo gástrico para o esófago. Esse refluxo, contendo ácido do estômago ou mesmo bílis, vai agredir a mucosa esofágica, causando sintomas e muitas vezes lesões mais ou menos complexas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores agravantes ou predisponentes do Refluxo:</strong></h2>



<p>São vários os fatores que podem condicionar o aparecimento ou o agravamento do Refluxo: Idade; Excesso de Peso/Obesidade; Gravidez; Tabagismo; Ansiedade/Depressão; Sedentarismo; Hábitos alimentares (quantidade e qualidade dos alimentos).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Que sintomas causa a DRGE?</strong></h2>



<p>A Doença do Refluxo pode originar sintomas típicos (digestivos) ou atípicos (extra-digestivos).</p>



<p>Entre os vários sintomas contam-se:</p>



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			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Azia e Pirose (sensação de acidez ou queimadura retro-esternal, que por vezes chega à garganta ou boca);</li><li>Dor retro-esternal – por vezes tão intensa que obriga a exclusão de dor de natureza cardíaca;</li><li>Regurgitação – retorno espontâneo e sem esforço, de alimentos ou secreções gástricas à boca, quando o doente se baixa ou está deitado;</li><li>Mau sabor na boca ou secura da mesma e halitose matinal;</li><li>Sensação de aperto “nó” na garganta ou “pigarro”;</li><li>Eructações (arrotos) frequentes;</li><li>Sensação de enfartamento, náuseas, vómitos;</li><li>Tosse seca, broncospasmo, agravamento de asma pré-existente, pneumonias.</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Complicações da Doença do Refluxo:</strong></h2>



<p>Não corretamente tratada pode levar ao aparecimento de complicações de gravidade variável, tais como Esofagites crónicas com Úlceras, Estenoses (apertos), Esófago de Barrett (doença pré-maligna) e mesmo o Carcinoma do esófago.&nbsp;</p>



<p>Por outro lado, a inflamação do esófago (Esofagite) pode causar hemorragia digestiva e anemia crónica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como se faz o diagnóstico da DRGE?</strong></h2>



<p>Para diagnosticar esta doença é necessário obter uma história clínica pormenorizada, o que normalmente é suficiente para formular o diagnóstico. E no sentido de o confirmar, torna-se obrigatório realizar os seguintes exames complementares de diagnóstico:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Endoscopia Digestiva Alta;</li><li>Radiografia Esófago-Gastro-Duodenal;</li><li>Manometria Esofágica;</li><li>pH-metria de 24h com eventual impedância.&nbsp;</li></ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é o tratamento da Doença do Refluxo?</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Medidas Higieno-Dietéticas:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Elevação da cabeceira da cama de cerca de 10-15 cm;</li><li>Evitar sopa ou líquidos ao jantar;</li><li>Após o jantar, esperar 2-3 h antes de deitar;</li><li>Evitar alimentos que aumentam a acidez gástrica e o refluxo: chocolate; tomate; gorduras; café; bebidas alcoólicas ou gaseificadas; picantes;</li><li>Fazer várias refeições ao dia (pequena quantidade), comer devagar e mastigar bem;</li><li>Cessação tabágica;</li><li>Emagrecer ou manter peso adequado;</li><li>Evitar uso de vestuário apertado.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Tratamento Médico</strong></h3>



<p>O tratamento médico visa o controle dos sintomas e a melhoria ou cura das lesões do esófago, causadas pelo ácido.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Antiácidos</strong>: São medicamentos capazes de neutralizar o ácido no estômago e no esófago e assim reduzir os sintomas pelo menos parcial e temporariamente. O seu uso prolongado pode causar diarreia/obstipação e alterações do metabolismo do cálcio e do magnésio, que podem ser graves em doentes com doença renal.&nbsp;</li></ul>



<p>Ex: “Kompensan”; “Maalox”</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Bloqueadores H2</strong>: Estes fármacos bloqueiam a secreção ácida do estômago, são mais eficazes que os antiácidos e têm efeitos mais duradouros, mas também têm efeitos secundários importantes se tomados cronicamente.</li></ul>



<p>Ex: Cimetidina; Ranitidina</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Inibidores da Bomba de Protões (IBPs)</strong>: O primeiro destes fármacos a surgir foi o Omeprazol. Muitos são os medicamentos desta família, que diminui a produção de ácido pelas células parietais gástricas.&nbsp;</li></ul>



<p>São os fármacos mais eficazes no controle da sintomatologia e na melhoria/cura, das lesões causadas pelo refluxo. Devem ser tomados uma a duas vezes ao dia e de preferência 30 a 60 minutos antes das refeições.</p>



<p>A recorrência de sintomas é comum quando se suspende a terapêutica, o que torna muitas vezes necessária a continuidade do tratamento ao longo da vida. Apesar da sua eficácia, o seu uso prolongado no tempo, também está associado a efeitos secundários, tais como o aparecimento de demência, osteoporose e problemas renais.</p>



<p>Ex: Omeprazol; Esomeperazol; Pantoprazol</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Procinéticos</strong>: Aumentam a motilidade do esófago e do estômago, ajudando assim no esvaziamento de ambos. Dessa forma diminuem o teor de ácido presente no estômago e promovem uma “limpeza” mais rápida do conteúdo refluído para o esófago. Também não são isentos de efeitos secundários, nomeadamente neurológicos e cardíacos.</li></ul>



<p>Ex: Metoclopramida; Domperidona</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Tratamento Cirúrgico do Refluxo-Gastro-Esofágico</strong></h3>



<p>Existem muitas situações em que a cirurgia se torna necessária, para tratar o Refluxo GE patológico:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Persistência dos sintomas apesar do tratamento médico adequado;</li><li>Necessidade de doses máximas dos medicamentos para controle dos sintomas;</li><li>Ausência de cura das lesões esofágicas mesmo com terapêutica médica adequada;</li><li>Doença do refluxo de longa duração;</li><li>Doentes jovens;</li><li>Doença do refluxo associada a Hérnia do Hiato.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Que intervenção cirúrgica se realiza?</strong></h2>



<p>A cirurgia a realizar no tratamento da DRGE é uma Fundoplicatura Gástrica (estômago). Esta técnica consiste na criação de uma nova válvula, com o estômago a ser enrolado à volta do esófago, em forma de “colarinho”, promovendo assim um aumento de pressão na zona do cárdia, o que impede o refluxo, sem dificultar a passagem de alimentos para o estômago.</p>



<p>Existem diferentes técnicas que devem ser adequadas a cada doente e às particularidades da sua doença. Todas elas são exequíveis por cirurgia minimamente invasiva, a chamada via laparoscópica ou cirurgia “dos buraquinhos”.</p>



<p>O período pós-operatório destas intervenções é de reduzida duração, com dor mínima e rápido retorno à vida activa, com excelente efeito cosmético (cicatrizes de cerca de 1 cm). Obriga,contudo, ao cumprimento de regime alimentar específico nos dois primeiros meses.</p>



<p>Esta via de abordagem permite excelentes resultados cirúrgicos, não só em termos funcionais, com taxas de cura superiores a 90% em centros de referência, mas também com muito reduzido número de complicações quer a curto, quer a longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li>A Doença do Refluxo Gastro-Esofágico é muito frequente e cada vez mais diagnosticada.</li><li>Os sintomas por ela causados são motivo de sofrimento e diminuição da qualidade de vida.</li><li>A cronicidade desta doença e a sua falta de controle, pode originar graves complicações futuras.</li></ul>



<p>Por tudo o que foi dito, se tem os sintomas atrás referidos, consulte um médico ou cirurgião, que se dedique especificamente ao tratamento desta patologia.</p>



<p></div>
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