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	<title>Ana Tapia, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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	<description>Bem-vindos à plataforma “Simply Flow by Fátima Lopes”, totalmente dedicada à saúde e bem-estar.</description>
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	<title>Ana Tapia, autor em Simply Flow by Fátima Lopes</title>
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		<title>Teletrabalho: Herói ou Vilão?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/teletrabalho-heroi-ou-vilao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[Teletrabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O teletrabalho tem um conjunto de benefícios que vale a pena considerar, mas também implica vários desafios.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/teletrabalho-heroi-ou-vilao/">Teletrabalho: Herói ou Vilão?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Ganhar a vida já não é suficiente, o trabalho tem que nos permitir vivê-la também.” </em></p>
<cite><em>Peter Drucker</em></cite></blockquote>



<p>Privilegia a flexibilidade de horários de forma a poder conciliar e organizar com maior autonomia, as diversas áreas de sua vida ao mesmo tempo que elimina o tempo de deslocações para o trabalho? Se o seu trabalho não depende de informações ou decisões complexas tomadas em conjunto, se não está muito tempo em isolamento das outras pessoas, se gosta de trabalhar em diferentes locais ou se tem menores ou maiores que requerem a sua presença física, então o teletrabalho pode trazer-lhe uma maior qualidade de vida desde que tenha os devidos cuidados que refiro em<em>  “<a href="https://simplyflow.pt/a-insustentavel-leveza-de-trabalhar-a-partir-de-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A insustentável leveza de trabalhar a partir de casa</a>”.</em></p>



<p>Apesar de o teletrabalho estar associado ao desenvolvimento da tecnologia a partir de 2000, o facto é que algumas das nossas mães, avós e bisavós foram as pioneiras do trabalho remoto com as vendas de tupperwares, maquilhagem e outros tipos de produtos que ofereceram outro tipo de benefícios como a expansão da conexão social, o estabelecimento de novos contactos sociais, maior mobilidade, entre outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como é que o trabalho pode permitir viver a vida de forma mais plena nesta era pós-industrial, tecnológica e com o desenvolvimento crescente da inteligência artificial?&nbsp;</strong></h2>



<p>Desde que as suas características e interesses sejam compatíveis com as possibilidades que a gestão do teletrabalho oferece, nomeadamente:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-up2hv' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Conciliação da vida pessoal, profissional e familiar: </strong>Se aspira a poder ter um maior equilíbrio entre diferentes vertentes da sua vida, o teletrabalho pode ser uma opção. De facto, uma análise de vários estudos<sup data-fn="0d8de74a-77f8-4e49-9e89-7ae15fec16f4" class="fn"><a id="0d8de74a-77f8-4e49-9e89-7ae15fec16f4-link" href="#0d8de74a-77f8-4e49-9e89-7ae15fec16f4">1</a></sup><sup> </sup>concluiu que o trabalho remoto era benéfico para o equilíbrio da vida pessoal e profissional, e que, paralelamente, os fatores familiares interferiam menos no trabalho.</li>



<li><strong>Baixa necessidade de interação social e de trabalho em equipa</strong>: Há uma quantidade considerável da população que necessita de maior isolamento social do que o relacionamento frequente com outras pessoas. Se se enquadra neste grupo terá maior motivação e produtividade em teletrabalho do que o contrário, sobretudo se tiver que lidar/depender de muitas pessoas enquanto trabalha.</li>



<li><strong>Maior liberdade:</strong> Se aspira e tem condições para trabalhar sem depender muito de outros para a realização do mesmo.</li>



<li><strong>Foco e rendimento: </strong>Tem necessidade de trabalhar num ambiente em que possa controlar melhor, por exemplo: barulho, interrupções, distrações, acesso a recursos que lhe possibilitam uma maior concentração e desempenho (fazer o mesmo em menos tempo).</li>



<li><strong>Flexibilidade de horários: </strong>Realiza uma atividade por objetivos, sem horários rígidos, permitindo-lhe, assim, gerir um variado conjunto de compromissos. Por exemplo: Necessita de conciliar diferentes horários e tarefas, seja para levar ou buscar os filhos, acompanhar familiares ou dedicar-se a atividades pessoais, como ir ao ginásio, frequentar sessões de psicoterapia ou consultas que preservam e cuidam da sua saúde física e psicológica.</li>



<li><strong>Ganhar tempo: </strong>A ausência ou diminuição de deslocações diárias para o trabalho permite-lhe poupar e utilizar esse tempo em atividades mais benéficas para a sua saúde, quer física (por exemplo: exercício físico, caminhadas, dança, etc&#8230;), quer mental (por exemplo: oração, meditação, leitura, passatempos, entre outros). Além disso, contribui para a redução da tensão associada à sobrelotação dos transportes em horas de ponta, à intensidade do trânsito e à exposição diária a níveis de poluição elevados, sobretudo em zonas de maior intensidade populacional.</li>



<li><strong>Diminuição dos custos: </strong>Se tem muitos custos com transportes, alimentação, roupa de trabalho, o trabalhar em casa pode (desde que tenha as despesas relacionadas com o trabalho – internet, computador, etc. – cobertas ou subsidiadas) traduzir-se em ganhos financeiros por vezes bastante significativos, quer para si, quer para a entidade para a qual trabalha.</li>



<li><strong>Menor stress profissional: </strong>Para determinadas profissões o teletrabalho é benéfico relativamente ao <em>burnout</em> (stress profissional). Um estudo efetuado em 2022, que envolveu 14 estudos e cerca de 23 mil participantes<sup data-fn="8c3670f4-4da7-4bf8-a8dc-d7f60d36cc87" class="fn"><a id="8c3670f4-4da7-4bf8-a8dc-d7f60d36cc87-link" href="#8c3670f4-4da7-4bf8-a8dc-d7f60d36cc87">2</a></sup>, concluiu que o teletrabalho tem presentes menores níveis de exaustão e cansaço associado ao stress profissional.</li>



<li><strong>Maior satisfação profissional: </strong>O seu bem-estar no trabalho é muito influenciado por um conjunto de fatores, entre os quais diria mesmo o propósito que encontra no que faz e em particular na sua profissão, bem como as características do trabalho e da organização. Contudo, salvaguardando o que foi dito, o teletrabalho foi efectivamente associado a uma maior satisfação profissional num estudo realizado em 2023<sup data-fn="14bd4b7a-1a79-4db1-900d-016aa4081648" class="fn"><a id="14bd4b7a-1a79-4db1-900d-016aa4081648-link" href="#14bd4b7a-1a79-4db1-900d-016aa4081648">3</a></sup>.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O teletrabalho oferece vários benefícios, mas também tem alguns desafios…&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<p>O trabalho remoto tem um conjunto de benefícios que vale a pena considerar, mas também implica vários desafios como: o combater um maior isolamento social; o estabelecer limites entre as tarefas pessoais e profissionais, quer em termos de espaço físico, quer em termos de “horários”, incluindo a gestão do tempo <em>online e offline</em>; o combater o sedentarismo e promover o relacionamento social; bem como práticas organizacionais capazes de estas novas configurações do trabalho, quer em termos de liderança, quer em termos de cuidados psicossociais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Tudo pode ser tirado a um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a sua atitude em qualquer conjunto de circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.”</em></p>
<cite><em>Victor Frankl</em></cite></blockquote>


<ol class="wp-block-footnotes"><li id="0d8de74a-77f8-4e49-9e89-7ae15fec16f4">Lunde, LK., Fløvik, L., Christensen, J.O. <em>et al.</em> <a href="https://bmcpublichealth.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12889-021-12481-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The relationship between telework from home and employee health: a systematic review</a>. <em>BMC Public Health</em> <strong>22</strong>, 47 (2022). <a href="#0d8de74a-77f8-4e49-9e89-7ae15fec16f4-link" aria-label="Vá para a referência 1 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li><li id="8c3670f4-4da7-4bf8-a8dc-d7f60d36cc87">Beckel, J.L.O., Kunz, J.J., Prasad, J.J. <em>et al.</em> <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s41542-023-00158-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Impact of Telework on Conflict between Work and Family: A Meta-Analytic Investigation</a>. <em>Occup Health Sci</em> <strong>7</strong>, 681–706 (2023). <a href="#8c3670f4-4da7-4bf8-a8dc-d7f60d36cc87-link" aria-label="Vá para a referência 2 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li><li id="14bd4b7a-1a79-4db1-900d-016aa4081648">Mele, Valentina, Paolo Belardinelli, and Nicola Bellé. 2023. “<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.13734" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Telework in Public Organizations: A Systematic Review and Research Agenda</a>” <em>Public Administration Review</em> 83(6): 1649–1666. <a href="#14bd4b7a-1a79-4db1-900d-016aa4081648-link" aria-label="Vá para a referência 3 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li></ol>


<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-up2hv' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Propósito, paixão e relações no trabalho: Como alcançar o equilíbrio?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/proposito-paixao-e-relacoes-no-trabalho-como-alcancar-o-equilibrio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão]]></category>
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		<category><![CDATA[Relações profissionais]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a qualidade das relações que tem na sua vida e o sentido de propósito no trabalho são assim tão importantes para a sua saúde, bem-estar e felicidade, então o que deve fazer?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>O ingrediente mais importante na fórmula do sucesso é saber como se dar bem com as pessoas.”&nbsp;</em></p>
<cite>Theodore Roosevelt</cite></blockquote>



<p>Como melhorar as relações profissionais e descobrir o seu propósito e paixão no trabalho? A sua resposta a esta questão certamente é diferente da de muitas outras pessoas. Porém, há alguns dados científicos, fornecidos por milhões de pessoas, que comprovam o seguinte:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>A sua felicidade depende largamente da qualidade das relações que tem na sua vida.</strong> &#8211; E, assim é, a qualidade das <a href="https://simplyflow.pt/relacionamentos-felizes-a-arte-de-cativar-e-ser-cativado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relações</a> que tem com as pessoas com quem trabalha, onde ocupa pelo menos 8 horas da sua vida, é um fator fundamental não só para o seu bem-estar como para a sua saúde. Quem o diz, não sou eu, mas, sim, os resultados do maior estudo realizado durante cerca de 85 anos para identificar o que contribui mais para uma vida feliz<sup data-fn="b8ade455-5283-4d7e-8ed2-5ca55dac49a9" class="fn"><a id="b8ade455-5283-4d7e-8ed2-5ca55dac49a9-link" href="#b8ade455-5283-4d7e-8ed2-5ca55dac49a9">1</a></sup>;<sup>&nbsp;&nbsp;</sup></li>



<li><strong>É mais feliz no trabalho do que no seu tempo livre</strong>. &#8211; Fatores que contribuem para isso consistem em realizar o seu trabalho com um sentido de propósito e com concentração total no mesmo. É isso que o torna verdadeiramente gratificante e apaixonante. Pelo menos esta é a conclusão de uma investigação que abrangeu várias pessoas, culturas e países<sup data-fn="023b7f57-663e-46c3-9451-1083e6778829" class="fn"><a id="023b7f57-663e-46c3-9451-1083e6778829-link" href="#023b7f57-663e-46c3-9451-1083e6778829">2</a></sup>.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Se a qualidade das relações que tem na sua vida e o sentido de propósito no trabalho são assim tão importantes para a sua saúde, bem-estar e felicidade, então o que deve fazer?</strong></h2>



<p>A resposta a esta questão passa por um trabalho de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, que influencia a aplicação de algumas das estratégias apresentadas, que poderá sempre experimentar e que passarei a explicar de seguida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Quando não podemos mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos”.</em></p>
<cite>Vitor Frankl<sup data-fn="974b99c5-6280-41a4-8cca-3adcaafaf690" class="fn"><a id="974b99c5-6280-41a4-8cca-3adcaafaf690-link" href="#974b99c5-6280-41a4-8cca-3adcaafaf690">3</a></sup></cite></blockquote>



<p>Estes aspectos são recorrentes em muitos dilemas, estados de ansiedade, depressão e conflitos interpessoais que acompanho em consultas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Reconheça a importância da sua comunicação e comportamento em qualquer relacionamento;</li>



<li>Saiba que embora não possa modificar o comportamento dos outros está ao seu alcance alterar o seu;</li>



<li>Compreenda que comportamento gera comportamento, ou seja, a sua atitude pode incentivar ou não a reação da outra pessoa para consigo.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4 Dicas para melhorar as suas relações profissionais:&nbsp;</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Aprenda a escutar</strong></li>
</ol>



<p>Os orientais dizem que temos duas orelhas e uma boca para aprenderemos a escutar mais e a falar menos. O “ouvir com atenção” o que o outro diz para compreender o seu ponto de vista e não estar sempre à defesa, interrompendo, contra-argumentando para se defender, mas, sim, com o intuito de descobrir o que pode existir de comum entre si e a outra pessoa, e não o que os divide ou separa.</p>



<ol class="wp-block-list" start="2">
<li><strong>Descubra o poder da empatia&nbsp;</strong></li>
</ol>



<p>Para manifestar empatia precisa de colocar-se no lugar da outra pessoa, compreender a sua perspectiva (mesmo que seja oposta à sua) através de perguntas (como, por exemplo: <em>“Como estás a ver esta situação?”</em>; <em>“O que estás a sentir é o quê?”</em>) e manifestar o seu apoio (dizendo, por exemplo: <em>“Entendo que não está a ser fácil para si”</em>; <em>“Se estivesse nessa situação reagia também assim”</em>).</p>



<ol class="wp-block-list" start="3">
<li><strong>Aplique o poder da compaixão</strong></li>
</ol>



<p>Ao manifestar empatia está a sentir, de alguma forma, o estado emocional da outra pessoa. Ela sente-se compreendida, mas é como se o sentimento dela ficasse consigo e começa a sentir o problema do outro como se fosse seu. <strong>Mais eficaz do que a empatia é a compaixão</strong>. A diferença é que, apesar de se colocar no lugar do outro, não fica a carregar a sua dor, consegue ter uma melhor perspectiva da situação e, ao mesmo tempo, há uma vontade e/ou disponibilidade para ajudar .</p>



<p>A neurociência fornece-nos um dado importante que é o seguinte: enquanto <strong>a empatia estimula as zonas do cérebro associadas à dor, a compaixão ativa as áreas do cérebro associadas ao prazer</strong>. O que significa que na compaixão a pessoa consegue simultaneamente satisfazer as suas necessidades e as do outro.</p>



<ol class="wp-block-list" start="4">
<li><strong>Estabeleça limites</strong></li>
</ol>



<p>Criar limites é o ponto de encontro onde pode <a href="https://www.facebook.com/reel/426638453833673" target="_blank" rel="noreferrer noopener">amar-se a si</a> mesmo e ao outro em simultâneo. Estabelece limites quando:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Segue as suas prioridades e não as compromete ao tentar corresponder às prioridades dos outros;</li>



<li>Define horários;</li>



<li>Dedica atenção ao trabalho enquanto está no mesmo e deixa de o fazer quando sai (inclusivamente não falar sobre o mesmo e <a href="https://simplyflow.pt/como-desligar-do-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desligar</a> os canais de comunicação – mensagens, telefonemas, etc.; salvo situações particulares ou excepcionais);</li>



<li>Respeita o seu tempo de descanso e lazer, ao saber quais as necessidades que precisa de satisfazer para estar mais disponível para os outros, para ter um melhor desempenho, e sentir menos pressão (daquela que trava e não impulsiona);&nbsp;</li>



<li>Tem um espaço exclusivo para trabalhar. Em caso de <a href="https://simplyflow.pt/a-insustentavel-leveza-de-trabalhar-a-partir-de-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">teletrabalho</a> pode ser conseguido com pormenores decorativos ou alteração do espaço, que assinalam quando é o tempo de trabalho.</li>
</ul>



<p><strong>A ausência ou indefinição de limites é um fator gerador de conflitos entre as pessoas, ausência de bem-estar e </strong><a href="https://simplyflow.pt/como-gerir-o-stress-no-dia-a-dia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>stress</strong></a><strong> de origem pessoal ou profissional (</strong><a href="https://simplyflow.pt/nao-aguento-mais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>burnout</em></strong></a><strong><em>)</em>.&nbsp;</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Nada proporciona melhor capacidade de superação e resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a consciência de ter uma missão a cumprir na vida.”</em></p>
<cite><em>Vitor Frankl</em></cite></blockquote>



<p>Ter uma missão que oriente o sentido da sua vida e um propósito no trabalho implica descobrir de que forma a sua atividade profissional contribui positivamente, tanto para a sua vida como para a dos outros.<strong> Ao encontrar a sua missão, descobre também a sua verdadeira paixão.</strong></p>



<p>Trabalhar com atenção concentrada, procurar formas de melhorar o desempenho para servir melhor os outros e compreender como o seu trabalho se insere num objetivo maior permite não só lidar melhor com o stress, como também enfrentar os desafios com maior leveza e motivação. Assim, <strong>encontrará a paixão no trabalho de forma mais natural</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que precisa de saber para descobrir o seu propósito no trabalho?</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>“Como é que o meu trabalho contribui para os outros?”</em></strong><strong><br></strong>Pense no impacto que o seu trabalho tem na equipa, na organização, nos clientes e na sociedade em geral.</li>



<li><strong><em>“O meu trabalho está alinhado com a minha razão de existir?”</em></strong><strong><br></strong>Questione-se sobre como a sua atividade profissional reflete a sua missão de vida. Seja empreender, contribuir para a evolução da sociedade, dar um exemplo ou proporcionar melhores condições para a sua família, o trabalho deve estar em sintonia com o objetivo fundamental da sua existência.</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Quem tem um porquê suporta qualquer como.”&nbsp;</em></p>
<cite><em>Friedrich Nietzsche</em></cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como encontrar aquilo que o apaixona, lhe dá energia, vontade e motivação?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-1ukLT' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Experimente novas tarefas ou métodos diferentes.</strong><strong><br></strong>Explore formas de simplificar o seu trabalho ou aprofunde conhecimentos na sua área.</li>



<li><strong>Participe em novos projetos.</strong><strong><br></strong>Colabore em áreas ou iniciativas que lhe permitam desenvolver competências, descobrir interesses e ampliar horizontes.</li>



<li><strong>Garanta que os seus valores estão alinhados com o trabalho.</strong><strong><br></strong>Identifique o que realmente valoriza – integridade, inovação, ética, aprendizagem contínua, autonomia, liberdade ou pragmatismo – e procure refletir esses valores nas suas atividades.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância das relações e da paixão no trabalho</strong></h2>



<p><strong>Melhorar as relações profissionais</strong> requer o desenvolvimento de competências como a comunicação eficaz, a compaixão e a capacidade de estabelecer limites saudáveis.</p>



<p><strong>Descobrir o propósito no trabalho</strong> exige encontrar uma finalidade que vá além das necessidades básicas e que o realize a ponto de continuar a fazê-lo, mesmo que não fosse remunerado. Já a <strong>paixão no trabalho</strong> implica compreender os seus valores, motivações e aprender a trabalhar sem obsessão.</p>



<p>Ao alcançar este equilíbrio, será<strong> capaz de liderar-se a si mesmo e de ser o mestre da sua própria vida.</strong></p>


<ol class="wp-block-footnotes"><li id="b8ade455-5283-4d7e-8ed2-5ca55dac49a9">O maior estudo sobre a felicidade e saúde realizado durante cerca de 85 anos pela Universidade Harvard, acompanhou várias pessoas de vários estratos sociais, situações e profissões. Concluiu-se que o fator que mais interferia na saúde e bem-estar era a qualidade das relações que tem na sua vida e estas, inclusivamente, afetam a saúde e até o número de anos que vive!<br> <a href="#b8ade455-5283-4d7e-8ed2-5ca55dac49a9-link" aria-label="Vá para a referência 1 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li><li id="023b7f57-663e-46c3-9451-1083e6778829"><a href="https://penguinlivros.pt/autores/mihaly-csikszentmihalyi/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mihály Csíkszentmihályi</a> no livro “Flow” (Fluxo),  fruto de uma investigação em várias culturas e países. <a href="#023b7f57-663e-46c3-9451-1083e6778829-link" aria-label="Vá para a referência 2 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li><li id="974b99c5-6280-41a4-8cca-3adcaafaf690">Vitor Frankl foi um psiquiatra judeu que sucedeu ao lugar de Sigmund Freud. Foi um sobrevivente de um campo de concentração e o que o ajudou a sobreviver foi encontrar um propósito para a sua existência &#8211; Sobreviver para se reunir com a família.<br> <a href="#974b99c5-6280-41a4-8cca-3adcaafaf690-link" aria-label="Vá para a referência 3 das notas de rodapé"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />︎</a></li></ol>


<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Como sobreviver a um ano desafiante?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/vida-como-sobreviver-a-um-ano-desafiante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=21223</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que é a sobrevivência psicológica e como se relaciona com a saúde mental?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Revê o ano que passou e ao poisar os olhos no recém-chegado novo ano agita-se perante a instabilidade que atravessa várias áreas da sua vida: social, familiar, pessoal, profissional, financeira… </p>



<p>A insatisfação presente em diversos setores da sociedade dá lugar a paralisações diversas que levam a que esteja continuamente a acomodar-se e a reinventar as suas rotinas: hoje são os transportes em greve, amanhã os serviços de saúde, no dia a seguir mais um imposto indireto, um escândalo político ou financeiro surge e.., entretanto, o governo cai. E o ceticismo que tem, alimentado pela falta de ética dos políticos, diz-lhe que a mudança só servirá para que tudo continue na mesma ou piore.</p>



<p>Entretanto, assiste com perplexidade aos conflitos internacionais que se desenrolam em guerras inesperadas e desumanas, com uma pulverização de ataques terroristas internacionais e desastres ambientais. <strong>Nada é constante, credível, previsível e que ofereça uma segurança plena.</strong></p>



<p>E tudo isto se desenrola perante os seus olhos e ouvidos, e, gota a gota afeta, num crescendo, gera na sua vida ondas crescentes de pessimismo, medo, insegurança e mal-estar. <strong>STOP, pare&#8230; a sua saúde mental e física está em risco!</strong> Precisa de um manual de um kit de sobrevivência psicológica para manter a sua saúde mental.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>A vida é uma sucessão contínua de oportunidade para sobreviver.”</em></strong></p>
<cite><strong>Gabriel Garcia Marquez</strong></cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a sobrevivência psicológica e como se relaciona com a saúde mental?</strong></h2>



<p>A sobrevivência psicológica resulta da sua capacidade para lidar com as dificuldades, reagir e responder adequadamente aos desafios da sua vida, e resolver problemas e lidar consigo e com os outros, o que se traduz numa saúde mental fruto da sua capacidade de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ultrapassar as crises;</li>



<li>lidar com o <a href="https://simplyflow.pt/como-ultrapassar-o-stress-em-tempos-de-crise/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">stress</a> (com tudo aquilo que lhe provoca tensão no presente: trabalho, questões financeiras, tarefas doméstica, família, colegas, chefia);</li>



<li>acalmar as preocupações e a ansiedade (medo do futuro: ficar doente, não ter dinheiro, morrer precocemente, perder o trabalho);</li>



<li>adaptar-se aos ambientes (modificar o que está ao seu alcance, <a href="https://simplyflow.pt/como-aceitar-o-que-nao-podemos-mudar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aceitar o que não pode mudar</a> e saber distinguir entre as duas);</li>



<li>reconhecer quando está a ultrapassar os seus limites ou dos outros e identificar sinais de mal-estar;</li>



<li>ter sentido crítico e distinguir o que é a realidade da vida da fantasia ou ilusão;</li>



<li>manter e ter relações satisfatórias com as outras pessoas;</li>



<li>encontrar e desenvolver projeto(s) de vida.</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>É preciso coragem para crescer e tornar-se em quem realmente é.”</em></strong></p>
<cite><strong>E.E. Cummings</strong></cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa ter coragem para crescer e tornar-se quem realmente é?</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-ltfvF' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Talvez não saiba, mas <strong>tem em si tudo aquilo que precisa para viver bem</strong>. Por vezes essa sua capacidade inata está enfraquecida fruto de uma mente entorpecida pela insegurança, medo, ansiedade, crenças que tem sobre si e sobre os outros, pelo stress ou adversidades da vida. O que precisa para se equilibrar e fazer face às dificuldades naturais e/ou inesperadas da vida?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A. Equilibre as bases da sua vida</strong></h3>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Cuide habitualmente das horas de sono e dê prioridade às suas necessidades de descanso semanal </strong>(p.e. passatempos, atividades diferentes daquelas que realiza habitualmente) que permitam que mantenha a clareza de espírito, a lucidez nas decisões, a calma no lidar com as adversidades;</li>



<li><strong>Preste atenção à sua alimentação</strong> mantendo uma alimentação equilibrada e que assegure os nutrientes que precisa para se manter saudável;</li>



<li><strong>Mantenha as suas finanças sobre controlo</strong> criando uma lista das suas despesas e receitas, e “não dê um passo maior que a sua perna”, limite os riscos financeiros diminuindo os seus encargos e mantenha controlo sobre as suas despesas;</li>



<li><strong>Mantenha um estilo de vida saudável</strong>, faça exercício físico, e planeie os seus exames de rotina para prevenir doenças expectáveis de acordo com a sua idade e estilo de vida;</li>



<li><strong>Aprenda a relaxar</strong> para ter a elasticidade que precisa para “esticar” e ir mais além sempre que necessário;</li>



<li><strong>Faça jejum ou dieta dos noticiários repetitivos, alarmantes e pessimistas</strong> (em vez de realistas) em que perde&nbsp; a noção real dos factos, aumenta o seu sentido de impotência e insegurança perante a vida. Procure ler ou ouvir especialistas reconhecidos e busque fontes de informação fidedignas.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>B. Procure suporte&nbsp;</strong></h3>



<ol class="wp-block-list">
<li>O bem-estar na sua vida depende da <strong>qualidade dos relacionamentos</strong> que tem, da reciprocidade no dar e receber que experimenta nas suas amizades, do apoio ou aceitação que tem das pessoas que lhe são significativas;</li>



<li><strong>Procure apoio em alguém</strong> que possa servir de mentor para o orientar, alguém que o motive a dar o melhor de si ou possa ajudar a resolver conflitos internos, crenças que não ajudam e emoções que levam a entorpecer ou a permanecer num estado de contínua agitação;</li>



<li>Aprenda a ter <strong>autocompaixão</strong>: tratar-se com cuidado, atenção e compreensão, reconheça os seus próprios limites, perdoe-se pelos seus erros, valorize as suas conquistas. Desta forma irá ter uma relação mais saudável consigo (o que irá transparecer nas relações que tem com os outros).</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>C. Descubra e alimente um sentido de transcendência na sua vida</strong></h3>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Cuide do seu desenvolvimento espiritual</strong> e encontre sentido para a sua vida, descubra uma bússola que o(a) guia e orienta, acolhendo o que é intangível não palpável que lhe dá um sentido de ligação com algo maior do que si próprio(a), que lhe trará sentido, conexão e paz.  Um <a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10508619.2020.1729570" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado em 2020</a>, que acompanhou diversas pessoas ao longo do tempo, encontrou um efeito positivo entre a espiritualidade ou religiosidade no bem-estar, satisfação e qualidade de vida;</li>



<li><strong>Aprenda a rezar</strong>:<strong> </strong><a href="https://sophia.stkate.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1210&amp;context=msw_papers" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Benjamim Kimbal em 2013</a> encontrou em 359 estudos uma influência positiva da oração na capacidade de lidar com limites associados a uma baixa saúde mental (ansiedade, depressão e perturbações da personalidade, entre outras);</li>



<li><strong>Participe em práticas espirituais</strong>:<strong> </strong>a oração mental e vocal, os rituais sagrados, estudo das escrituras ou livros espirituais, participação em comunidades espirituais (todas as práticas religiosas são espirituais, mas nem todas as normas espirituais são religiosas);&nbsp;</li>



<li><strong>Procure formas de expressão artísticas,&nbsp; fontes de conhecimento e sabedoria. </strong>A arte é uma forma de expressão humana, através da música, pintura, dança, escrita, cinema.., que lhe possibilita recriar o que conhece e muitas vezes contactar com algo que de alguma forma o(a) transcende. Mantenha uma curiosidade sobre&nbsp; tudo o que lhe acrescente conhecimento e aplicações do mesmo para melhor viver consigo e com os outros;</li>



<li><strong>Pratique o </strong><strong><em>mindfulness</em></strong>.<strong><em> </em></strong>Esta é<strong><em> </em></strong>uma prática importada do oriente e adaptada ao ocidente que mediante a concentração da atenção no momento e práticas de respiração possibilita dar-se conta do que habitualmente escapa à sua consciência diária e onde aprende, progressivamente, a aceita o que lhe acontece;&nbsp;</li>



<li><strong>Alimente o que lhe ajude a encarar com serenidade e sabedoria os revezes da vida</strong> (morte de entes queridos ou outras perdas; crises ou necessidade de encontrar algo que dê sentido ao que acontece na sua vida). Com a razão encontrará a explicação lógica dos acontecimentos, com o seu sentido de transcendência aprenderá a enfrentar com tranquilidade e confiança os percalços da vida;</li>



<li><strong>Mantenha o contacto com a natureza</strong>,<strong> </strong>esta permite-lhe descobrir a beleza das praias, lagos, jardins, florestas, montanhas (e tudo o que nelas habita) ao mesmo tempo que lhe dá uma outra perspectiva do que o(a) rodeia.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ter uma boa saúde psicológica contribui diretamente para uma maior qualidade de vida.</strong></h2>



<p>Quando aprende a viver (fruto da forma como encara e lida com as adversidades), aprende a dar e receber, descobre a transcendência na sua vida, melhora os seus relacionamentos, desfruta mais do seu dia a dia, tem um maior rendimento enquanto vai experimentando oportunidades sucessivas de sobreviver vai-se tornando passo a passo “em quem realmente é”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>Quando o bem-estar acaba</em></strong></p>



<p><strong><em>e começa a aflição,&nbsp;</em></strong></p>



<p><strong><em>começa a educação</em></strong></p>



<p><strong><em>que a vida nos quer dar.” </em></strong></p>
<cite><strong>Herman Hesse</strong></cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-ltfvF' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Como ultrapassar o stress em tempos de crise?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-ultrapassar-o-stress-em-tempos-de-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de stress]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=18684</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como gerir este stress que resulta de sentir que não tem os meios necessários para lidar de forma positiva com as exigências da sua vida quer seja ao nível financeiro, pessoal, profissional, familiar ou social?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-ultrapassar-o-stress-em-tempos-de-crise/">Como ultrapassar o stress em tempos de crise?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Encontra-se ainda no rescaldo de uma pandemia, confronta-se com a incerteza das consequências de uma guerra na Europa, a escalada da inflação, a crise económica e uma informação muitas vezes dispersa, superficial que o(a) desorienta e aumenta o seu medo de viver ou sobreviver na escassez ou ausência de recursos e segurança. Mas como gerir este stress que resulta de sentir que não tem os meios necessários para lidar de forma positiva com as exigências da sua vida quer seja ao nível financeiro, pessoal, profissional, familiar ou social? Como gerir este stress  que se manifesta numa </strong><a href="https://simplyflow.pt/4-estrategias-para-lidar-com-a-ansiedade-o-medo-do-desconhecido/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ansiedade perante a incerteza</strong></a><strong> crescente do seu futuro ou dos seus filhos? </strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Perder a cabeça numa crise</em></strong></p><p><strong><em> é a melhor forma </em></strong></p><p><strong><em> de se transformar na  crise.”</em></strong></p><cite>C.J. Redwine</cite></blockquote>



<p>Precisa de <strong>reagir e atuar proactivamente. </strong>Mas, para gerir o  <a href="https://simplyflow.pt/como-gerir-o-stress-no-dia-a-dia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">stress de forma mais consciente no dia a dia</a>, precisa de ganhar uma maior autoconsciência sobre as causas e as suas reações ao medo do desconhecido. Como fator essencial, deve ainda alimentar os seus relacionamentos e evitar, assim, o isolamento para se sentir mais confiante e seguro(a). Esta situação requer soluções, quer de natureza individual, quer social, para que possa aumentar as suas possibilidades em termos pessoais. </p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Crises e impasses têm pelo menos uma vantagem,</em></strong></p><p><strong><em>obrigam-nos a pensar.”</em></strong></p><cite>Jawaharlal Nehru</cite></blockquote>



<p><strong>Pensar é uma das melhores formas de encontrar uma saída, uma solução. </strong>Mas, para que possa aceder à sua capacidade de raciocinar e tirar conclusões, necessita de oxigenar o seu cérebro, que diminui, consideravelmente, a sua capacidade de resposta perante o medo, ansiedade, insegurança, conflitos ou stress. Algumas das formas consistem em ganhar maior consciência da sua respiração e aprender a acalmar-se. Como? Recorrendo a uma memória feliz e cuidando assim do seu coração, que é o seu segundo cérebro. Para outras sugestões pode consultar o capítulo “Revigora-se” no meu livro “<a href="https://www.esferadoslivros.pt/livros/manuais-e-guias/stop-as-50-estrategias-para-as-mulheres-sem-tempo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">STOP – 50 Estratégias para Mulheres sem Tempo</a>”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprenda a respirar</strong></h2>



<p>Na minha experiência, quer no contexto formativo, quer clínico, uma das práticas mais acessíveis é o aprender a respirar prestando atenção à mesma, de forma a ganhar alguma calma e clareza de espírito. <strong>Respirar adequadamente é saber encontrar um ritmo para a inspiração e expiração. </strong>Para efeitos de relaxamento, utilize no dia a dia a forma mais básica que aqui se indica e que não representa todas as possibilidades e os benefícios de saber respirar bem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Respiração consciente para o dia a dia:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Inspire pelo nariz, fazendo dez inspirações enquanto conta até dez;</li><li>Retenha a respiração e conte até quatro;</li><li>Expire, até acabar de contar até dez, e expulse todo o ar.</li></ul>



<p>Pode sentir-se tonto(a). Se tal acontecer é o efeito da oxigenação no seu cérebro e precisa de parar, acelerar um pouco a respiração ou de aprender outro tipo de respiração: a abdominal.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Respiração abdominal para quando a ansiedade ou o stress aumenta:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Inspire pelo nariz e veja a sua barriga encher-se de ar;</li><li>Conte lentamente até três à medida que inspira;</li><li>Espere um segundo, e depois expire lentamente através do nariz enquanto conta até três novamente e a sua barriga encolhe.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Evoque ou sinta uma memória feliz e cuide do seu coração</strong></h2>



<p>Sabia que basta evocar uma memória feliz ou pensar em alguém do seu agrado (por exemplo: olhar para uma fotografia) altera o ritmo do seu coração para um estado de coerência, associado ao bem‑estar? Pelo contrário, sempre que está preocupado(a) ou ansioso (a) com alguma coisa, o seu ritmo cardíaco é irregular ou incoerente. Uma maneira prática de conseguir isto é ter uma fotografia que goste enquanto trabalha, num sítio visível na sua casa, uma imagem na entrada do seu computador (ou em modo de pausa) ou no seu telemóvel; usar um objeto (por exemplo: um anel) de alguém querido; ou ouvir uma música associada a momentos felizes ou calmos da sua vida.</p>



<p>Um estudo realizado pelo Instituto HearthMath indicou que <strong>os pensamentos influenciam o seu ritmo cardíaco, a forma como se sente e o modo como os outros se sentem à sua volta</strong>. Apesar de estes dados requererem mais estudo, é caso para pensar e aproveitar para selecionar bem as suas emoções, pensamentos e memórias.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Qualquer tipo de crise pode ser bom.</em></strong></p><p><strong><em> Acorda-o.” </em></strong></p><cite>Ryan Reynolds</cite></blockquote>



<p>Para acordar precisa de agir, de preferência, de forma inteligente e, para isso, precisa de examinar as suas convicções, as suas crenças de forma a que o(a) possam ajudar a orientar e conduzir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Selecione as suas convicções</strong></h2>



<p>As seguranças que tem guiam‑no(a), muitas vezes de forma inconsciente e automática. Nem sempre estas têm fundamento lógico e, pior, é que não o(a) ajudam porque são pouco flexíveis e tornam‑se desadequadas.&nbsp;</p>



<p>Por exemplo: </p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-SWcFx' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Acredita que não será capaz de sobreviver porque não conseguirá proteger-se numa situação de crise. Então, pode começar por pensar que é possível descobrir formas e meios de fazer face ao que o(a) assusta tanto;</li><li>Sente-se num beco sem saída em que se culpabiliza por não ter previsto ou se preparado(a) melhor para a crise. Neste caso, poderá pensar o seguinte: <em>“Fiz o melhor que soube e consegui, e aprendi”</em>, isto irá permitir-lhe agora fazer de forma diferente. Por outro lado, poderá ainda relembrar-se que já sobreviveu a várias crises, e se outros conseguem também conseguirá;</li><li>Intui que não pode confiar em nada nem ninguém o que o(a) coloca sem perspetivas e com vontade de alhear-se, fugir ou atacar tudo e todos com uma irritabilidade inesperada. Nesta situação, pode escolher fontes credíveis de informação (por exemplo: ouvir ou ver só algumas notícias ou debates com especialistas nos assuntos) e/ou apoiar-se em pessoas que já ganharam a sua confiança ou demonstram ser fiáveis.</li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>A solidariedade é o caminho para se sair melhor da crise.”</em></strong></p><cite>Papa Francisco</cite></blockquote>



<p>Independentemente das medidas que os governos adotem ou devessem implementar de forma a promover uma maior cidadania ou responsabilidade social, <strong>nada substitui o efeito direto de alguém que ajuda outro num momento de dificuldade</strong>. Para ser mais claro apresento, de seguida, razões de natureza científica, racional, filosófica e espiritual:</p>



<p><strong>Está&nbsp; provado que as pessoas que agem sem esperar nenhum retorno</strong>, guiado(a)s&nbsp; por motivações que alguns chamam de intrínsecas (porque existe um propósito interno) e outros de transcendentais (porque transcendem o interesse individual), <strong>têm uma maior resistência ao stress e experimentam maior bem-estar </strong>comparativamente aquelas que agem em função do que podem ou não obter como moeda de troca.</p>



<p>John Nash matemático que identificou, através da teoria dos jogos, que a melhor estratégia para que possa alcançar o que pretende não é através da competição [individualismo centrado(a) meramente nos seus objetivos] que pode diminuir as suas possibilidades de ser bem-sucedido(a), mas, sim, através da cooperação.</p>



<p>A cultura Ubuntu é uma filosofia de vida presente nalgumas tribos da África subsariana que orienta o comportamento em sociedade. <em>“Ubuntu” </em>significa generosidade, compaixão com os necessitados e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os seres humanos, conseguido através de um comportamento solidário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Papa Francisco impele a uma solidariedade guiada pela fé que permita expressar o amor divino no construir pontes, na entreajuda e no amor ao próximo.</strong></h2>



<p>Uma cooperação de solidariedade guiada, quer seja pela fé, quer seja pela filosofia ou pela ciência, talvez seja a sua melhor possibilidade para gerir e ultrapassar o medo, a insegurança e o stress provocado por esta grande crise que se avizinha e o(a) ajude a preparar-se para fazer face a algo que pressente estar além dos seus recursos ou capacidades. Afinal, como diz Bertrand Russel, <strong>a única coisa que irá redimir a humanidade é a cooperação</strong>. E para isso precisa de uma:</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>esperança </strong></p><p><strong>capaz de ver a luz</strong></p><p><strong>apesar de toda a escuridão.</strong></p><cite>Desmond Tutu</cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-SWcFx' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Como desligar do trabalho?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-desligar-do-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=17891</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como desconectar das responsabilidades e conseguir usufruir de tempo de qualidade para descansar, sem se deixar levar por pensamentos como “coisas a fazer quando sair daqui”, “tenho de tratar disto e daquilo”? Como ter uma vida com poesia e prosa?  </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Como desconectar das responsabilidades e conseguir usufruir de tempo de qualidade para descansar, sem se deixar levar por pensamentos como “coisas a fazer quando sair daqui”, “tenho de tratar disto e daquilo”? Como ter uma vida com poesia e prosa?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>A vida divide-se entre prosa e poesia.</em></strong></p><p><strong><em>A prosa é constituída por todas as coisas</em></strong></p><p><strong><em>Que fazemos por obrigação.</em></strong></p><p><strong><em>A poesia é tudo o que nos faz</em></strong></p><p><strong><em>Amar, comunicar e florescer</em>.”</strong></p><cite><strong>Edgar Morin</strong></cite></blockquote>



<p>Talvez seja uma pessoa que cumpre exemplarmente todas as suas obrigações. Possivelmente é alguém bastante responsável, com um sentido de autocrítica bastante apurado e talvez até algo perfeccionista. Como o trabalho nunca termina, toda a sua vida gira em torno do trabalho e está sempre ligada/o. Tem a companhia permanente (ou quase) do telefone que toca para lidar com temas profissionais, mensagens electrónicas e até as suas amizades estão de alguma forma ligadas à sua profissão. Sente o gosto do dever cumprido, mas com o tempo vai notando uma irritabilidade, tensão interior, cansaço ou às vezes um desinteresse ou falta de energia para se ocupar em coisas que habitualmente lhe interessavam e recarregavam as suas “baterias”.</p>



<p>Se não se habituou a desligar quando termina o trabalho, a aproveitar os fins de semana e a organizar pequenas ou grandes pausas para se energizar, chega um momento em que o seu rendimento deixa de ser o mesmo (a investigação aponta para uma diminuição da <a href="https://simplyflow.pt/afinal-o-que-e-a-produtividade-e-qual-a-sua-relacao-com-o-bem-estar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtividade</a> com o aumento de número de horas de trabalho) o stress profissional aumenta, sente uma enorme exaustão física ou emocional e pode estar a candidatar-se a sofrer de stress de origem profissional (<a href="https://simplyflow.pt/nao-aguento-mais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>burnout</em></a>). E não se esqueça:</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>O cemitério está cheio de pessoas insubstituíveis.”</em></strong></p><cite><strong><em> Charles de Gaulle</em></strong></cite></blockquote>



<p>Uma análise de diversos <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)60295-1/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos</a> identificou a existência de um risco  maior de AVC (acidente vascular cerebral) naqueles que trabalham mais horas comparativamente aqueles que trabalham as horas estabelecidas. Outro <a href="https://www.cambridge.org/core/journals/psychological-medicine/article/abs/long-working-hours-and-symptoms-of-anxiety-and-depression-a-5-year-follow-up-of-the-whitehall-ii-study/B19F5D1AC436F10E5954C8ADBBE2AC57" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a> que seguiu durante 5 anos 2960 empregados a tempo inteiro, com idades entre 44 e 66 anos, identificou um risco maior de depressão e ansiedade nas mulheres que trabalhavam 55 horas comparativamente aquelas que tinham 35-40 horas laborais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Onde fica a saída,</em></strong></p><p><strong><em>Perguntou Alice ao gato que ria.</em></strong></p><p><strong><em>Depende, respondeu o gato.</em></strong></p><p><strong><em>De quê, replicou Alice;</em></strong></p><p><strong><em>Depende de para onde você quer ir.”</em></strong></p><cite><strong><em>Lewis Carrol</em></strong></cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>11 Dicas para conseguir estabelecer limites entre o trabalho e a sua vida pessoal: </strong></h2>



<p>Aprenda a estabelecer limites entre o trabalho e a sua vida pessoal, ou seja, divida o espaço ou o tempo em que está no modo de trabalho ou no modo de lazer/pessoal/social. Desligue a fazer pausas e a diversificar as suas atividades.</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-4TWFt' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Confine o trabalho a um espaço</strong> específico. Quando está num modo de <a href="https://simplyflow.pt/a-insustentavel-leveza-de-trabalhar-a-partir-de-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">teletrabalho</a> pode selecionar um espaço ou vários para este fim e modifique-o quando já não está a trabalhar;</li><li><strong>Trabalhe com moderação em espaços de lazer</strong> que utiliza (de preferência não os utilize) para que estes não fiquem associados ao trabalho, e procure não ler mensagens de correio ou instantâneas ligadas ao trabalho (<em>e-mail, WhatsApp</em> ou outros) quando está em ambientes de descontração e lazer para que não esteja a fornecer mensagens contraditórias ao seu cérebro;</li><li><strong>Registe, planeie e agende </strong>o que tem que fazer separando as diversas áreas (basta pessoal e profissional) de forma a libertar a sua mente das preocupações;</li><li><strong>Estabeleça limites</strong> para que os seus tempos livres não sejam interrompidos por assuntos laborais (telefone, mensagens, estar permanentemente com pessoas ligadas ou em contextos ligados ao seu trabalho). Estes diminuem a reconquista proporcionada pelos tempos livres;</li><li><strong>Tire partido da tecnologia</strong> para se desligar. Existem aplicações para bloquear sítios <em>Web</em> que distraem durante o dia e que permitem desconectar-se de ferramentas de trabalho fora do horário. Procure ter um telemóvel ou número só para trabalho e outro pessoal (o mesmo dispositivo pode ter 2 números);</li><li><strong>Descanse</strong> no final do dia e no final da semana ajuda-a/o a acalmar. Se tiver possibilidade, faça sestas de 15 a 90 minutos que ajudam a revigorar. Cuide do seu repouso noturno;</li><li><strong>Tenha passatempos</strong> para exercitar a paz de espírito e manter a plasticidade física e mental de que necessita no seu dia a dia. Uma boa forma de <a href="https://simplyflow.pt/7-estrategias-para-aprender-a-descansar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">descansar</a> e de reduzir o stress a longo prazo é envolver-se num desporto ou passatempo divertido e calmo;</li><li><strong>Preste atenção plena</strong> (<em>mindfulness</em>) ao que faz e aos seus passatempos: ouça uma música, contemple uma paisagem, desfrute de uma exposição ou espetáculo com atenção total no que vê, ouve ou sente com atenção e concentração total nas mesmas;</li><li><strong>Ria-se e divirta-se</strong>. O riso é a expressão física de uma sensação ou emoção (alegria, tristeza, medo ou ira), alivia a tensão e em 90% das vezes que nos rimos não existe uma razão em particular. Divirta-se, mantenha uma dimensão lúdica na sua vida e em qualquer passatempo que tenha;</li><li><strong>Esteja com pessoas importantes </strong>para si e que o(a) revigoram, equilibram e lhe dão outra vitalidade e sentido à sua vida e não se esqueça de cuidar de si e ter tempo só para si (por pouco que seja pode fazer a diferença);</li><li><strong>Trabalhe com um profissional </strong>&#8211; Coach ou Psicoterapeuta &#8211; se se sente assoberbada/o, com <a href="https://simplyflow.pt/como-gerir-o-stress-no-dia-a-dia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">stress</a> intenso, <a href="https://simplyflow.pt/4-estrategias-para-lidar-com-a-ansiedade-o-medo-do-desconhecido/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiosa/o</a> com o trabalho e/ou não souber por onde começar. Estes profissionais ajudam a descobrir quais as alterações que têm maior impacto e por onde começar.</li></ol>



<p><strong>Pequenos passos, ações aparentemente comuns podem produzir grandes mudanças. </strong>O que perde em experimentar o que fizer mais sentido para si? Afinal&#8230;</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>A vida é feita de nadas,</em></strong></p><p><strong><em>de grandes serras paradas à espera de movimento.</em></strong></p><p><strong><em>De searas onduladas pelo vento.”</em></strong></p><cite><strong><em>Miguel Torga</em></strong></cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-4TWFt' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Como aceitar o que não podemos mudar?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-aceitar-o-que-nao-podemos-mudar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Apr 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitar]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das maiores fontes de infelicidade não é o que lhe acontece, mas, sim, a sua resistência a aceitar-se a si, aos outros, aos acontecimentos que lhe sucedem. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O que importa não são os acontecimentos</p><p>mas a forma como reage aos mesmos.”</p><cite>Epiteto</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aceitação para que te quero?</strong></h2>



<p>Uma das maiores fontes de infelicidade não é o que lhe acontece, mas, sim, a sua resistência a aceitar-se a si, aos outros, aos acontecimentos que lhe sucedem. Pergunta-se: “Mas, como é possível aceitar o sofrimento, o desaire, a perda, a rejeição, o infortúnio, o desamor e tantas outras faces da experiência humana que lhe provocam, sofrimento e perplexidade?”.&nbsp;</p>



<p>Questiona-se como pode aprovar, aceitar características pessoais situações que lhe trazem mal-estar? Como aceitar que que o seu corpo não é aquele que deseja, não é tão bonito(a) ou sedutor(a) quanto desejaria, que não é tão bem- sucedido(a) como gostaria, ou como aprovar aquela crítica demolidora de quem menos esperava, a traição de quem mais confiava, ou o instalar de uma doença, surgimento de um desaire profissional, desemprego, separação, divórcio ou morte de alguém de quem muito gosta. Ao aceitar não estará a provocar situação ou vida de infortúnio, sofrimento e mal-estar ao aprovar o que não quer? Será que não estará, desta forma, a escolher precisamente o que menos deseja para a sua vida?</p>



<p>Ainda que lhe pareça antinatural ou anti intuitivo este não é um ditame nem da religião judaico cristã, nem do budismo ou de outra orientação qualquer. Trata-se, sim, de uma evidência que a ciência valida de diversas formas. Ou seja, <strong>uma importante fonte de bem-estar e saúde mental consiste em aprender a reconhecer e aceitar quer os pensamentos, quer as emoções sem tentar influenciar, suprimir, controlar, mudar ou evitar os mesmos</strong>.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Um homem não pode estar confortável</p><p>Sem a sua própria aprovação.”</p><cite>Mark Twain</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais os benefícios da autoaceitação?</strong></h2>



<p>Estimar-se, gostar de si com as suas qualidades e defeitos, aceitar os aspetos que menos aprecia, quando não os consegue alterar ou erradicar, é fundamental para a sua saúde mental e o seu bem-estar. O conforto, da alma, da mente (e do corpo), precisa desta auto aprovação, desta serenidade que alguns invocam na oração da sabedoria: “Concedei-me, Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para conhecer a diferença”.</p>



<p>Resiste a estas palavras porque nem sequer é religioso(a), nem se considera alguém espiritual. Não o faça porque acredita em algo transcendente, mas, pelo menos, experimente, pois, <strong>de acordo com diversos estudos científicos, a auto-aceitação tem sido positivamente associada com saúde mental, auto estima, satisfação interpessoal e capacidade para lidar com as emoções, lidar com o stress</strong>. Pelo contrário, a baixa auto aceitação está relacionada com perturbações alimentares, depressão e ansiedade. Assim sendo, pergunto: Será que não pode experimentar pelo menos? O pior que pode acontecer é não funcionar, mas se calhar este é precisamente o ponto em que se encontra: nada funciona, não encontra solução e sente-se presa(o) num lugar de incerteza, insegurança e desvalor próprio. O que tem a perder se experimentar? Talvez confirmar que não tem saída, que está condenada(o) a uma vida de vazio, falta de sentido e de mal-estar. Mas será que não é já aí que se encontra? Então, o que fazer? Continue e mais abaixo terá algumas sugestões que poderá experimentar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer para ajudar a aumentar a aceitação?</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A aceitação do que aconteceu</p><p>É o primeiro passo</p><p>Para superar as consequências de qualquer infortúnio.”</p><cite>William James</cite></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>a) Aceitação radical</strong></h3>



<p>A aceitação radical, de acordo com Marsha Linehan, implica <strong>aprender a aceitar a vida tal como é naquilo que não se pode mudar ou não se quer alterar</strong>. A capacidade de aceitar que o tempo está mau precisamente nos seus dias de férias, ou que alguém não cumpriu o prometido, ou que não conseguiu ter o desempenho desejado não lhe retira o desapontamento, a tristeza, o medo ou qualquer emoção que possa estar a sentir, mas ajuda-a(o) a lidar melhor com as situações e a treinar-se para lidar com outras circunstâncias mais difíceis.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>b) Sentido de propósito</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-jeK8o' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O trauma bloqueia o amor</p><p>O amor cura o trauma.”</p><cite>Franck Anderson</cite></blockquote>



<p>Quando encontra um sentido, um propósito ou um sentido de contributo direciona a sua atenção para fora de si. Pode fazê-lo pura e simplesmente amando alguém ou encontrando valores espirituais que a/o direcionem para contribuir no trabalho, para servir a família ou a comunidade em geral, ou apenas encontrar um sentido de serviço em que o mote passa a ser não o próprio eu, mas, sim, algo ou alguém que o transcende a si. Há estudos que comprovam que ter um sentido de missão que ajude/beneficie terceiros é uma forma de aumentar e direcionar a confiança pessoal e auto aceitação. <strong>Este sentido de propósito pode ser designado como auto-transcendência que aumenta a serotonina, considerada como uma substância estabilizadora de humor que atua numa zona do cérebro que aumenta a auto-aceitação.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>c)</strong> <strong>Autocompaixão</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A felicidade só pode existir na aceitação.”</p><cite>George Orwell<strong>&nbsp;</strong></cite></blockquote>



<p>A autocompaixão implica gentileza e compreensão ao invés de autocrítica para si própria(o) quando sofre, erra, ou se sente inadequada(o). <strong>Ter autocompaixão implica reconhecer que as dificuldades da vida, os limites pessoais, a imperfeição são condições do ser humano, por isso não é algo que aconteça a si em particular, mas a todas as pessoas. </strong>A melhor forma de lidar com isso é com compreensão e gentileza consigo própria(o) e consequentemente com os outros que experimentam as mesmas circunstâncias ou limites.</p>



<p>Para se desenvolver a autocompaixão, de acordo com <a href="https://self-compassion.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Kristin Neff</a>, uma das especialistas neste campo, é preciso cultivar a atenção plena (mindfulness) que é um estado da mente em que, ao invés de se julgar, observa-se, constata-se os pensamentos e emoções sem tentar suprimi-los, negá-los ou avaliá-los como sendo bons ou maus.</p>



<p>Talvez não se identifique com nada do que foi dito, nem lhe faça sentido nenhuma das estratégias propostas: aceitação radical, sentido de propósito ou autocompaixão. Mas se a felicidade só poder existir onde houver aceitação então, <a href="https://simplyflow.pt/nao-te-rendas-a-resiliencia-uma-arte-da-resistencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">experimente</a>.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Comece por ouvir o vento, pois ele fala;&nbsp;</p><p>Escute o silêncio, pois ele diz;&nbsp;</p><p>Ouça o coração, pois ele sabe.”&nbsp;</p><cite>Provérbio nativo americano</cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-jeK8o' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Persistir: a coragem para continuar</title>
		<link>https://simplyflow.pt/persistir-a-coragem-para-continuar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Persistência]]></category>
		<category><![CDATA[Persistir]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=16957</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sim, é verdade que pode desenvolver a sua capacidade de persistir para que sinta uma maior realização e possa ter um impacto mais positivo no seu trabalho e nas diversas áreas da sua vida em geral.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que têm em comum pessoas comuns que sentem ter concretizado os seus desejos ou sonhos e cientistas como Albert Einstein, Marie Curie, empresários como Steve Jobs, <strong>Oprah Winfrey, políticos como Winston Churchill,</strong> Angela Merkel, entre muitos? Na minha opinião, todos eles partilham um poder fundamental que é a persistência que lhes permitiu alcançar o êxito e o sucesso, nalguns casos num contexto de grande adversidade. Enquadra-se nesta categoria dos persistentes? Como se manifesta a sua perseverança? Pode desenvolver essa capacidade de persistir? Continue e obterá a resposta a estas e outras questões que talvez façam alterar a sua perspetiva sobre o que implica persistir.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Deixe-me contar o segredo que me conduziu ao meu objetivo:</strong></p><p><strong>a minha força residiu unicamente na minha tenacidade.”</strong></p><cite><strong>Louis Pasteur</strong></cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É uma pessoa persistente?</strong></h2>



<p>Se é <strong>uma pessoa persistente é alguém que não desiste até atingir o seu propósito, o seu objetivo</strong>. Pode ser apelidado(a) como perseverante, dotado(a) de uma enorme tenacidade, focado(a), orientado(a) para os resultados, resiliente ou ambicioso(a). Qualquer que seja o atributo que lhe atribuam estas são algumas das palavras que indicam a força de ser persistente de que alguns podem dispor naturalmente, enquanto outros precisam de mais energia e esforço para a cultivar.</p>



<p>Sim, <strong>é verdade que pode desenvolver a sua capacidade de persistir para que sinta uma maior realização e possa ter um impacto mais positivo no seu trabalho e nas diversas áreas da sua vida em geral</strong>. As situações, o contexto, a falta de meios, podem não ser fatores favoráveis para que consiga o que mais deseja. Os obstáculos, as dificuldades, os desafios constantes intrometem-se entre si e o que mais aspira, mas se resistir, se persistir, se não desistir e se tiver um rumo, nalgum momento o vento passará a ser-lhe mais favorável.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Desafios são presentes que nos forçam a procurar um novo centro de gravidade.</strong> </p><p><strong>Não lute contra eles.</strong> </p><p><strong>Encontre uma nova maneira de resistir!”</strong></p><cite><strong>Oprah Winfrey</strong></cite></blockquote>



<p>No trabalho que desenvolvi com o meu colega consultor José Soares Ferreira, um dos comportamentos ou atitudes chave do comportamento empreendedor<sup>[1]</sup>  era a persistência ou a orientação para os resultados que são duas das componentes críticas do que chamamos de <a href="https://simplyflow.pt/nao-te-rendas-a-resiliencia-uma-arte-da-resistencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">resiliência</a>. <strong>Para ter resiliência precisa de persistir, porque se não o fizer, não consegue ter a tenacidade, a perseverança, nem conhecer a sua capacidade de resistência que aqueles que não desistem tão bem conhecem</strong>. Por isso precisa de encontrar, muitas vezes, novos centros de gravidade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>A persistência é o caminho do êxito.”</strong></p><cite><strong>Charles Chaplin</strong></cite></blockquote>



<p>Para encontrar um novo centro de gravidade, nos desafios, obstáculos, nas contrariedades  que a vida lhe coloca no trabalho, na saúde, nas relações com os outros, na perceção (ou realidade) de falta de competências, dinheiro, bem-estar, no isolamento, <strong>precisa de encontrar novas forma de resistir à pressão, necessita de encontrar forma de lidar com os problemas, superar os obstáculos, tratar as adversidades sem perder o equilíbrio e a auto-estima, pois só assim conseguirá persistir no melhor caminho que tem como resultado alcançar seus propósito ou objetivos de vida</strong>. E para tal tem uma moeda com duas faces: a persistência e a resiliência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é o seu grau de resiliência/persistência?</strong></h2>



<p>Se quiser ter resposta a esta questão atribua um dos seguintes valores às perguntas em baixo:</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-oAG5p' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>o valor 1 (um) – se manifesta a atitude ou comportamento, mas só algumas vezes; <br>o valor 2 (dois) – se evidencia a atitude ou comportamento muitas vezes; <br>o valor 3 (três) – é típico em si na maioria das situações ou quase sempre.</td></tr></tbody></table></figure>



<ol class="wp-block-list"><li>Demonstro uma atitude controlada através do tom de voz, da atitude e da mímica corporal em situações geradoras de ansiedade?</li><li>Cumpro as metas com eficiência e eficácia mesmo quando tenho de cumprir prazos apertados?</li><li>Mantenho a capacidade de trabalho quando sob pressão de tempo, cansado(a) ou em desacordo com o tema?</li><li>Mantenho-me concentrado(a) na tarefa ou objetivo apesar de eventuais distrações?</li><li>Aceito as críticas dos outros encarando-as como oportunidades?</li><li>Controlo a impulsividade evidenciando um bom domínio das emoções, de forma a não comprometer o cumprimento das metas?</li><li>Mantenho a calma perante a falta de controlo dos outros ou quando confrontado(a) com comportamentos mais agressivos?</li><li>Mantenho o ritmo de trabalho/concretização de objetivos em situações de oposição, falta de meios ou tensão?</li><li>Não desisto quando alguém me diz que algo não vai funcionar ou que é uma má ideia?</li></ol>



<p>O valor que obtiver ao somar os pontos que atribuiu a cada uma das questões dá-lhe uma medida do seu grau de persistência/resiliência, sendo que o valor máximo é 27.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como avaliar os resultados?</strong></h2>



<p>Se quiser saber o que fazer para desenvolver a sua persistência, reveja a pontuação que deu a cada pergunta, confirme se o valor corresponde realmente à realidade. As perguntas a que respondeu “3” revelam que é para continuar, as restantes são indicações que deve rever ou alterar o seu comportamento nessas situações.</p>



<p>Imagine que na maioria das situações onde quase sempre é típico em si: cumprir as metas mesmo quando os prazos são apertados; trabalhar sem comprometer o ritmo (ou resultado) quando está em desacordo; ter capacidade de concentração apesar das distrações; manter o ritmo (ou o resultado) em situações de falta de meios; persistir quando lhe dizem que não vai funcionar, eu diria que evidencia vários aspetos que são bastante reveladores de persistência.</p>



<p>Contudo, se se descontrola facilmente, se suscetibiliza com as críticas não as encarando como formas de aprendizagem e pistas de desenvolvimento, se não controla a impulsividade e tem dificuldade em manter a calma, a sua capacidade de persistir vai ser bastante afetada, por isso é que é importante olhar para estes ou outros fatores que podem afetar a sua capacidade de persistir e não desistir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Coragem, continue.&nbsp;</strong></h2>



<p>O que está entre si e o que mais deseja, por vezes é uma tentativa mais ou algo que pode ser mínimo, mas para o saber precisa da coragem de continuar, pois como dizia Winston Churchill: “O sucesso não é definitivo, o fracasso não é fatal”. O que conta é a coragem para continuar.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong> Sorria, respire e vá lentamente.”</strong></p><cite><strong>Thích Nhất Hạnh</strong></cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-small-font-size">[1] <a href="https://www.iefp.pt/documents/10181/1450868/2011_Competencias_Empreendedoras.pdf/532b2877-9f1f-40b0-97ae-c379ee729723" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Referencial de formação pedagógica continua de formadores – Competências Empreendedoras &#8211;  IEFP, 2011</a></p>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-oAG5p' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Como gerir o stress no dia-a-dia?</title>
		<link>https://simplyflow.pt/como-gerir-o-stress-no-dia-a-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 11:56:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[WORK-LIFE BALANCE]]></category>
		<category><![CDATA[abordagem polivagal]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas, afinal, o que é o stress? Quais são algumas das suas reações? Quais as estratégias de gestão do stress que estão mais em sintonia com o equilíbrio do nosso sistema nervoso de acordo com a abordagem polivagal? </p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/como-gerir-o-stress-no-dia-a-dia/">Como gerir o stress no dia-a-dia?</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O stress acompanha a sua vida, é lhe familiar. No seu dia-a-dia, a tensão frequente que experimenta é companheira da impaciência e da irritabilidade que se expressam, em menor ou maior grau, na sua reação aos imprevistos, contrariedades ou conflitos.&nbsp;</p>



<p>O seu humor altera-se à mínima oportunidade em que os planos não correm como previa, quando tem que tomar uma decisão simples ou no meio do trânsito quando alguém se atravessa inesperadamente no seu caminho, e reage de forma intensa a algo ou alguém que racionalmente reconhece não haver razão para tamanha explosão emocional. Tudo isto acontece gradualmente até que chega um momento em que percebe com atrapalhação que tem pouca ou nenhuma capacidade de lidar com os acontecimentos corriqueiros da sua vida e <a href="https://simplyflow.pt/nao-aguento-mais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tudo parece ser demais</a> para si.</p>



<p>Todas estas reações podem ser originadas por fatores físicos, psicológicos ou ambientais geradores de stress, mas estas não esgotam as reações ao stress. Nalguns casos, em vez da irritabilidade ou instabilidade emocional, desliga-se de tudo e todos. Mergulha num isolamento ou afastamento, contrários à sua própria natureza e personalidade, numa tentativa para conseguir restabelecer a ordem interna, um sentido de equilíbrio e bem-estar para fazer face à pressão contínua, agitação, fadiga ou mal-estar físico e psicológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como gerir o stress no dia-a-dia com a abordagem polivagal?</strong></h2>



<p>Mas, afinal, o que é o stress? Quais são algumas das suas reações? Quais as estratégias de gestão do stress que estão mais em sintonia com o equilíbrio do nosso sistema nervoso de acordo com a abordagem polivagal? Esta teoria que explica as reações ao stress, com base no funcionamento do sistema nervoso, num continuum de reações que visam reduzir ou resolver as pistas de perigo ou insegurança para restabelecer uma segurança interna, que melhora a saúde física e mental, a ligação e relação com os outros, promove a abertura à mudança e a facilidade de adaptação a novas situações.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O stress é causado</p><p>por estar &#8216;aqui&#8217;</p><p>mas querer estar “ali”. </p><cite> Eckhart Tolle</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa stress?</strong></h2>



<p>O stress resulta da perceção de incapacidade para lidar com as exigências das situações determinadas por factores interiores (alterações físicas ou fisiológicas) ou exteriores à pessoa (por exemplo: prazos, volume de trabalho, conflitos, condições ambientais, etc.). A pessoa sente que não tem a capacidade ou os meios para lidar com os acontecimentos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Bom stress (eustrees) vs Mau stress (distress)</strong></h3>



<p>Esta pressão pode impelir a agir e melhorar a sua actuação ou desempenho (bom stress ou eutress) e a encontrar novas formas de lidar com as situações, como, por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>melhorar a sua gestão do tempo;</li><li>aumentar a capacidade de dizer não;</li><li>ser mais frontal na forma como comunica;</li><li>despistar alguma questão de origem&nbsp; física;</li><li>melhorar as suas condições de vida, trabalho e/ou ambientais.&nbsp;</li></ul>



<p>Se, pelo contrário, concorre para uma baixa do rendimento intelectual, bem-estar emocional ou físico estamos perante uma situação de mau stress (distress). Alguns estudos demonstram claramente que <strong>níveis de stress prolongados e elevados estão associados a uma má saúde física e mental e aumentam o risco de morte prematura</strong>.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Fazer algo que seja produtivo</p><p>é uma ótima forma</p><p>de aliviar o stress emocional.” </p><cite> Ziggy Marley</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Algumas reações ao stress</strong></h2>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-g6wq2' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>Hayles, por volta de 1930, referiu que havia dois tipos de respostas ao stress: o lutar e o fugir (fight and fligh). Estas são formas de <strong>resolver as situações enfrentando-as ou evitando-as </strong>(ignorando) como forma de resolução ou adaptação. Posteriormente, os investigadores acrescentaram-se uma terceira resposta que se expressa na incapacidade de reagir resultante de vários processos que conduzem à <strong>imobilização</strong>, ao bloqueio da ação (freeze).&nbsp;</p>



<p>Em situações de stress extremo &#8211; em que a pessoa sente a sua vida (física ou psicológica) em perigo iminente e sente-se incapaz de reagir &#8211; os especialistas em trauma identificaram recentemente outras reações, como, por exemplo: <strong>necessidade imensa de agradar ou ligar-se a outras pessoas</strong>, ou, então, a resposta extrema que é a de <strong>colapsar ou conformar-se, sem energia vital para agir ou reagir</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E, o que têm em comum todas estas reacções ao stress?</strong></h2>



<p>São mecanismos básicos de adaptação e sobrevivência que, no contexto da sua vida, podem conduzir a uma maior integração, equilíbrio, bem-estar ou realização ou, pelo contrário, a um enorme desgaste, cansaço, frustração, irritabilidade ou desligamento, desinteresse do que o(a) rodeia e outros sintomas físicos, como insónia, hipertensão, dores de cabeça, irregularidades no ciclo menstrual, problemas sexuais, de fertilidade, entre outros.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O corpo reorganiza-se quando se sentir seguro.” </p><cite>Stephen Porges</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3 Formas de regulação do Sistema Nervoso Autónomo perante o perigo:</strong></h2>



<p>É importante perceber, resumidamente, como o seu corpo, em particular o seu cérebro &#8211; Sistema Nervoso Autónomo (SNA) &#8211; funciona para regular a sua reação ao stress, aumentar a sua <a href="https://simplyflow.pt/nao-te-rendas-a-resiliencia-uma-arte-da-resistencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">resiliência</a> e conexão com os outros. Para o autor da abordagem polivagal, o psiquiatra Stephen Porges, e uma das pessoas que mais divulgou e aplicou esta abordagem, a psicoterapeuta Deb Dana, para se entender as estratégias é importante conhecer as três formas de proteção do SNA. </p>



<p>Existem três formas de proteção do SNA perante a deteção de perigo (stress) que simplifico com alguns exemplos que não refletem todas as reações individuais a cada um destes estados:</p>



<p><strong>1. Proteção através da imobilização ou do sistema dorsal:</strong> privilegia estratégias de imobilização e isolamento para se proteger. Se é uma pessoa inativa, com pouco interesse pelo que a rodeia ou que dorme muito é provável que passe muito tempo da sua vida no estado dorsal;</p>



<p><strong>2. Mobilização</strong> <strong>como forma de proteção ou defesa</strong> regida pelo sistema nervoso simpático (perante o perigo reage através “luta” ou de “fuga”). Se é uma pessoa dinâmica que está sempre ocupada a fazer algo, que não consegue estar parada ou calada, provavelmente a maior parte da sua vida encontra-se neste modo de sobrevivência É, portanto, uma pessoa para quem é difícil relaxar ou ter disponibilidade para estar com os outros;</p>



<p><strong>3. Segurança ou conexão</strong> que é regido pelo vagal social, ou seja, vive num modo de segurança que lhe permite estar frequentemente ligado/a, disponível e em relação com os outros. Se ocupa a sua vida com diversas formas de ligação com os outros ou com a natureza e se encontra num estado de fluxo, calma, conexão, criatividade, apesar de poder estar num modo mais desejável, precisa de “experimentar” os três modos para que esteja em equilíbrio físico e psicológico.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O</strong> <strong>equilíbrio dá-se através da navegação flexível e equilibrada nos três estados: dorsal, simpático e vagal social, e não o estar permanentemente num só estado</strong>.</h2>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Há mais sabedoria no seu corpo</p><p>do que na mais profunda filosofia </p><cite>Nietzsche</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são as melhores estratégias para regulação do stress de acordo com a abordagem do SNA?</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Identifique qual o modo em que passa mais tempo</strong></h3>



<p>Em primeiro lugar, precisa de identificar e caracterizar em que modo passa mais tempo de forma a poder criar momentos em que se sinta em maior segurança, calmo(a) e em relação.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Passa mais tempo num modo de isolamento ou ausência que caracteriza um modo dorsal em que se sente frequentemente ausente, desesperado(a), exausto(a), atordoado(a), desamparado(a), vazio(a), isolado/a)?</li><li>O seu dia é mais caracterizado por um modo de sobrevivência regulado pelo sistema simpático que pode ir de um estado de maior ou menor frenesim ou movimento, rapidez até a um estado de maior ou menor preocupação, ansiedade, preocupação?</li><li>Encontra-se muitas vezes em relação e ligação com o mundo e com os outros? Sente, assim, mais relaxado(a), calmo(a) confiante, livre, grato(a), curioso(a), compassivo(a)?</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Identifique o que o(a) coloca em modo de protecção/defesa</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Que tipo de acontecimentos, situações, pessoas o(a) colocam num modo de proteção/defesa (o que implica o funcionamento do sistema dorsal e o do simpático)?&nbsp;</li><li>Que acontecimentos lhe provocam stress: exigências constantes com as quais não consegue lidar (prazos, volume de trabalho, diversidade de tarefas), sentir-se ignorado(a), sem poder, ouvir as notícias dos telejornais, ouvir ou ler mensagens (posts) do Facebook, Instagram, Whatsapp ou outras redes sociais, discussões familiares, contas que não consegue pagar ou imprevistas, colegas barulhentos ou conflituosos?</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Identifique quais as estratégias que utiliza para deixar de estar num estado de bloqueio ou imobilidade</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Que ações ou micro acontecimentos fazem com que consiga passar de um estado de maior imobilidade/bloqueio para uma maior sintonia interna e com os outros?</li></ul>



<p>Se se encontra num estado mais dorsal, as seguintes estratégias de natureza mais mental ou emocional podem ajudar. Por exemplo: rezar, meditar, chorar, relembrar momentos felizes, pensar em alguém de quem gosta, aceitar um abraço, falar com alguém, estar num local com pouco movimento. Estas podem ser pequenas ações que ajudam a passar de um estado de maior bloqueio/imobilidade para a ação. Algumas estratégias físicas para sair deste estado podem incluir algo tão simples como uma bebida quente, um banho, uma massagem, ou até mesmo dormir.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Identifique que estratégias utiliza para lidar com acontecimentos que lhe provocam agitação, ansiedade, irritação</strong></h3>



<p>Algumas pessoas quando estão enervadas resolvem fazer limpezas, organizar armários ou deitar coisas fora. Outras resolvem fazer exercício físico, dançar, cantar, ouvir música alta, desabafar com alguém ou escrever.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Que formas utiliza quando se encontra neste estado e o que o(a) ajuda a descontrair e a ficar mais calmo(a)?</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Identifique que pessoas, acontecimentos, situações o fazem sentir em segurança e com vontade de se relacionar</strong></h3>



<p>Da mesma forma que podem ser pequenas coisas que provocam bloqueio ou agitação também há micro acontecimentos que ajudam a que se sinta bem. Pode ser algo tão simples como um sorriso de alguém, sentir o sol na cara, ouvir um programa com quem gosta, conduzir até à praia, brincar com crianças ou com animais domésticos, respirar intencionalmente e de forma consciente, apreciar a natureza, concentrar-se a apreciar uma música, uma paisagem ou em realizar algo com total compenetração ou de tal forma que se sinta profundamente ligado a algo ou a alguém, que é característico de diversas formas de espiritualidade ou de religação (religião).</p>



<p>Para o ser humano a regulação através do vagal social é o que nos permite sentir uma segurança partilhada com os outros. Isto explica a satisfação e o bem-estar que se obtêm quando se está com os amigos, amigas, pessoas íntimas ou pares com quem se tem afinidade e segurança. Este facto, que se traduz na capacidade de co-regulação, explica-nos de forma clara que <strong>o relacionamento com os outros trata-se de um imperativo biológico e já não é apenas uma necessidade social que afeta a nossa saúde</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para os seus humanos, a relação social trata-se de um imperativo social fundamental para a saúde física.&nbsp;</strong></h2>



<p>Contudo, <strong>o equilíbrio físico, mental e emocional requer flexibilidade de forma a poder parar quando é necessário, agir no momento certo e relacionar-se em segurança</strong>. Sem saber, tem um radar em que o seu corpo deteta perigo sem que tenha consciência do mesmo (neuroceção). Por isso, <strong>é importante encontrar uma forma em que traga para a consciência o que lhe provoca entrar em cada um dos estados e o que leva a sair de lá gradualmente</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Existe dentro de si</p><p>uma capacidade natural de auto cura</p><p>que é a sua maior força</p><p>para que fique bem.”</p><cite>Hipócrates</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“O que me pode ajudar a lidar efetivamente com o stress?”</strong></h2>



<p>É natural que esta seja a questão que está a pairar na sua mente. E, com muita pena minha, <strong>não há nenhuma receita universal</strong>. Existem práticas utilizadas que mencionei anteriormente. Mas, <strong>as estratégias mais adequadas para si implicam necessariamente ganhar consciência em que estado se encontra nos diversos momentos ao longo do dia/semana/mês e aprender a definir quais são os gatilhos que provocam uma maior ou menor agitação, e como pode sair de lá</strong>. Desta forma, mesmo que o stress possa ser um facto da vida, deixará de ser, seguramente, um modo de vida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ouça o vento, ele fala.</p><p>Ouça o silêncio, ele diz. </p><p>Escute o teu coração, ele sabe.” </p><cite>Provérbio nativo americano</cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-g6wq2' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>5 Mitos sobre o luto</title>
		<link>https://simplyflow.pt/5-mitos-sobre-o-luto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Work-Life Balance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As reações são muito diferentes consoante as pessoas, mas quanto maior a perda mais intensas são as manifestações. Para se poder seguir em frente, para que se possa aprender a viver com a realidade que já não se tem é preciso aprender a fazer o luto.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“O poeta é um fingidor</p><p>Finge tão completamente</p><p>Que chega a fingir que é dor</p><p>A dor que deveras sente.”</p><cite>Fernando Pessoa</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é o luto ?</strong></h2>



<p>O luto é uma reação normal face à perda de alguém ou algo que se considera valioso e que precisa de ser vivido para que a sua vida prossiga. Apesar de se associar o luto facilmente à morte de alguém querido, este “viver”, que sucede ao desaparecimento de algo significativo, abrange várias áreas da vida: prejuízo ou alteração financeira ou de estatuto, doença, reforma, desaparecimento de um animal de estimação, perda de um sonho, ou projeto de vida que nunca se concretizou, ou um amor que nunca se viveu, por exemplo na relação com os pais, numa amizade, uma relação romântica, num casamento, num divórcio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como se manifesta esta reação à perda?</strong></h2>



<p>As reações a estas perdas podem ser tão variadas na sua manifestação – choque, raiva, negação, culpa, tristeza, vazio – como na intensidade, quase como um terramoto, mas com diversas intensidades que vão desde a incapacidade de sentir um conjunto de emoções sentidas como verdadeiramente avassaladoras e que não são sempre características de infelicidade e angústia, espelhando por vezes emoções e humor positivo.</p>



<p>O sofrimento associado a esta perda pode incluir também manifestações físicas acompanhadas por dificuldades em dormir, comer, ou outras de natureza mais intelectual como dificuldade em raciocinar, perda de memória, entre outros.</p>



<p>As reações são muito diferentes consoante as pessoas, mas quanto maior a perda mais intensas são as manifestações. Para se poder seguir em frente, para que se possa aprender a viver com a realidade que já não se tem é preciso <a href="https://simplyflow.pt/como-fazer-o-luto-em-tempos-de-pandemia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aprender a fazer o luto</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5 Mitos associados ao luto:</strong></h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. O sofrimento desaparece mais depressa se não se der importância.</strong></h3>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-XHkrQ' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>O facto de não se pensar não quer dizer que o sofrimento desapareça. <strong>Para que haja alívio real é importante reconhecer e aprender a lidar com o mesmo.</strong> Sentir tristeza, desamparo, medo, solidão são reações normais a uma perda. O que aproxima verdadeiramente as pessoas é a autenticidade das suas vulnerabilidades, não o fingir que nada acontece apesar de, muitas vezes, o fazer com receio de não conseguir lidar com as ondas de sentimentos ou mistura de emoções que possa vir a sentir.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. O luto faz-se no máximo num ano.</strong></h3>



<p>Algumas pessoas restabelecem-se em semanas ou meses, outras precisam de anos. E por vezes pode ser benéfico pedir ajuda para se aprender a lidar com a nova realidade, ou apenas para expressar os sentimentos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Se não chorar ou se entristecer significa que não se importa.</strong></h3>



<p>Chorar ou sentir tristeza são reações normais relativamente à perda, mas não são as únicas manifestações de sofrimento.<strong> Cada pessoa expressa a sua dor de forma diferente.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Fazer uma vida normal ou seguir em frente significa esquecer o que ou quem se perdeu.</strong></h3>



<p>Seguir em frente implica retomar a vida que se tinha ou reconstruir a mesma face à nova realidade. É uma forma de sobreviver e não significa que se tenha esquecido ou desvalorizado o que aconteceu. Quando se trata da perda de alguém, o seguir em frente muitas vezes significa encontrar uma forma de a pessoa que partiu se tornar numa parte fundamental da sua vida quer através da inspiração da sua memória, e da integração de todo o legado que a pessoa deixou, na forma como viveu, se relacionou consigo e o que lhe deixou de forma material ou intangível no seu coração e na sua mente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. O luto só se refere à perda de alguém querido.</strong></h3>



<p>Se a reação de luto sucede em várias áreas da sua vida, é sempre tempo de o fazer quando sentir que de alguma forma ficou preso num acontecimento, numa altura da sua vida, numa relação, num projeto que nunca concretizou, mas não conseguiu esquecer. E, preste atenção, pois <strong>enquanto não aprender a lidar com o que perdeu nunca conseguirá vencer o medo, o que lhe possibilitará, verdadeiramente, seguir em frente</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Ninguém me disse que o sofrimento</p><p>se parecia tanto com o medo.”</p><cite>C.S. Lewis</cite></blockquote>



<p></div>
		</div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-1'><div class='yrm-content-gradient-1 yrm-content-gradient'></div><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-1' data-rel='yrm-XHkrQ' data-more='Ler mais' data-less='Ler menos'><span class='yrm-text-wrapper'><span class="yrm-button-text-1">Ler mais</span></span></span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Não aguento mais!</title>
		<link>https://simplyflow.pt/nao-aguento-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Tapia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2021 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MENTE SÃ]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Tapia]]></category>
		<category><![CDATA[Burnout]]></category>
		<category><![CDATA[esgotamento]]></category>
		<category><![CDATA[Mente Sã]]></category>
		<category><![CDATA[Não aguento mais]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://simplyflow.pt/?p=15419</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que torna este estado de incapacidade “não aguento mais” mais relevante? É a convicção ou a sensação de que não consegue lidar, não tem os meios ou capacidades para resolver ou ultrapassar este seu sentir, o que propicia um estado de desamparo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/nao-aguento-mais/">Não aguento mais!</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Não aguento mais!”, gritam vozes que assinalam sinais de esgotamento emocional congregados num coro com estados de indiferença, apatia, sentimentos de fracasso, auto-desvalorização que criam as condições para uma sinfonia, a várias vozes, de exaustão física e mental, desinteresse e desligamento pessoal. O que torna este estado de incapacidade “não aguento mais” mais relevante? É a convicção ou a sensação de que não consegue lidar, não tem os meios ou capacidades para resolver ou ultrapassar este seu sentir, o que propicia um estado de desamparo.</strong></p>



<p>São várias as situações da nossa vida que podem contribuir para este estado de “não aguentar mais”; quando tem que lidar com uma doença crónica difícil, um estrangulamento financeiro prolongado ou uma relação tóxica duradoura. Mas há um que nos interessa particularmente porque envolve uma parte significativa da nossa vida; falamos de um stress que tem origem especificamente no contexto de trabalho. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, declarou a existência de uma doença profissional originada por um conjunto de condições como é exercido o trabalho e que, até então, na maioria dos países era reconhecido apenas como stress profissional prolongado ou <em>burnout.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não aguento mais… e estar <em>burnout</em>&#8230;&nbsp;</strong></h2>



<p>A primeira vez que este termo surgiu foi à volta de 1974 por Freudenberg referindo-se a um estado comum dos toxicodependentes que deixavam de se importar com eles próprios, negligenciando todos os aspetos da sua vida interessando-se unicamente por consumir. O único alívio, satisfação e motivação centra-se unicamente em consumir mais uma dose de droga o que leva à expressão “está completamente agarrado(a)”.</p>



<p>O que tem isto a ver com os efeitos stress profissional prolongado? As pessoas candidatas ou em risco de desenvolverem este estado podem começar por se desligar dos outros, a desinteressar-se de atividades ou assuntos que habitualmente as motivava ou a sentirem-se esgotadas e com dificuldade para dar resposta às situações profissionais, com falta de energia, com dificuldades crescentes em dormir, e frequentemente com alguns sintomas físicos como dores de cabeça ou de estômago. Muitas vezes têm ainda falta de ânimo e autoestima ou autoconfiança, que se podem confundir com a depressão ou alguns estados de ansiedade, fundamentalmente pela incapacidade que geram.</p>



<p>A continuação desta situação específica, porque é originada pelo trabalho, diferencia-se do stress normal originado pelo efeito de doenças, das perdas físicas, monetárias ou de saúde originadas pela pandemia, ou uma série de outras situações de conflito ou trabalho doméstico, em que <strong>a pessoa sente que não tem os recursos ou capacidade para lidar com a situação</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Todo(a) queimadinho(a).”</strong></h2>



<p>O <strong>desenvolvimento e prolongamento do stress profissional, sem ações de reparação do stress, origina um estado de exaustão física ou emocional em que uma pessoa habitualmente dinâmica, interessada e cuidadosa começa a desligar, desinteressar-se de tudo e sem energia para nada</strong>. O modo característico de funcionar e agir, a própria identidade da pessoa parece que fica “queimada”. Há uma mudança acentuada entre “antes para um depois” na atitude, comportamento, rendimento ou desempenho profissional.</p>



<p>Apesar das manifestações do <em>burnout</em> variarem em intensidade há sempre uma combinação de fatores como exaustão física e emocional, alienação dos outros, sentimento de incompetência ou fracasso e sensação ou perceção de desamparo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Será que a exaustão física e mental é só para os menos capazes, para os mais frágeis ou para quem sofre de saúde mental?</strong></h2>



<p>Muitos autores referem que <strong>muitas das pessoas que sofrem desta situação são os profissionais mais dinâmicos, dedicados, confiantes e empreendedores</strong>.&nbsp;</p>



<div class='yrm-content yrm-content-1' id='yrm-TmMBU' data-show-status='false'>
			<div id='yrm-cntent-1' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-1'></p>



<p>De acordo com as informações que disponho, em Portugal um dos exemplos mais mediáticos que terá sofrido de <em>burnout</em> é o ex-presidente do LLyods e banqueiro António Horta Osório. Outro exemplo Arianna Huffington, a empresária estadunidense fundadora do Huffington Post, que depois de ter ultrapassado esta situação até escreveu “<a href="https://www.ariannahuffington.com/the-sleep-revolution/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Sleep Revolution</a>&#8220;, um livro sobre a importância de dormir, que é, sem dúvida, uma das medidas preventivas e reparadoras para as situações de stress.</p>



<p>Portanto, não se trata de algo que caracterize ou denuncie os menos capazes. E, embora afecte a saúde, não significa necessariamente que seja acompanhado por problemas de saúde mental, mas antes uma tentativa menos bem-sucedida de resolução ou adaptação a uma situação, essa sim, pouco saudável.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os principais factores de risco?</strong></h2>



<p>Em muitos casos, o ambiente nas organizações ou no mundo do trabalho, dos negócios, é encarado muitas vezes como frio, hostil e com uma enorme exigência, fruto de uma necessidade crescente para dar resposta à produtividade, às necessidades de inovação. Estas situações conduzem a uma sobrecarga em termos de volume, resposta a prazos acompanhados, cada vez mais, por falta e/ou diminuição de recursos e estilo de liderança, o que fomenta o medo e promove a instabilidade e/ou a insatisfação com a remuneração. <strong>O sentimento de falta de autonomia, controlo, o conflito de valores, a falta de sentido do trabalho que se faz e o desajustamento da pessoa à função </strong>são alguns dos principais fatores de risco.</p>



<p>Algumas atividades, profissões ou ambientes de trabalho, contêm mais fatores de risco para o desenvolvimento de <em>burnout</em>, tais como a área do Ensino, as profissões na área da Saúde, cuidado ou apoio aos outros (missionários, sacerdotes, profissionais da saúde mental), e outras como advocacia. Contudo embora o <em>burnout </em>possa manifestar-se de forma diferente, e estas profissões terem um maior risco de stress de natureza emocional ou relacional,<strong> qualquer um pode estar sujeito ao <em>burnout</em></strong>  se estiver perante vários dos riscos acima identificados, que provocam de forma evolutiva o “não aguento mais”.</p>



<p>Os fatores de risco são fundamentalmente de origem organizacional, existindo um conjunto de práticas e políticas que muitas organizações têm vindo a implementar e reforçar, nomeadamente no desenvolvimento dos seus líderes e adequação das suas ações de um ponto de vista ético e de responsabilidade social. Contudo <strong>também há fatores de natureza individual nomeadamente o perfeccionismo, uma dedicação desproporcionada (trabalho e outras áreas da vida) e a ausência de vida social (isolamento)</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como prevenir o <em>burnout</em>?</strong></h2>



<p>O stress pode não ser sempre negativo e pode ser gerido, regulado, prevenindo os efeitos do “mau stress”. Como? Aprendendo a desligar da rotina habitual, a rir, a dormir e a fazer sestas, a delegar, tal como refiro nos meus artigos: “<a href="https://simplyflow.pt/stress-nas-ferias-nem-pensar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Stress nas férias? Nem pensar!</a>” e “<a href="https://simplyflow.pt/7-estrategias-para-aprender-a-descansar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">7 estratégias para aprender a descansar</a>”. Mais importante ainda, é aprender a <a href="https://simplyflow.pt/auto-lideranca-5-formas-de-desenvolver-a-arte-de-conduzir-o-seu-destino/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">liderar a sua própria vida</a>.</p>



<p><strong>Os sinais de </strong><strong><em>burnout </em></strong><strong>variam de pessoa para pessoa,</strong> sendo que existe uma evolução progressiva. A sua prevenção ou reparação dependem das causas que originam a situação, embora na prática existam muitas vezes um conjunto de causas.</p>



<p>Entre as medidas de prevenção mais identificadas ao nível da investigação encontra-se <strong>o autocuidado ao nível de uma alimentação equilibrada, o descanso noturno, o exercício</strong>, entre outros, nomeadamente para combater a exaustão; para combater o desligamento, o cinismo, algumas medidas contraintuitivas como <strong>o socializar, o cuidado com os outros, o voluntariado, o equilíbrio trabalho vida familiar e pessoal e a diversão</strong>; para ultrapassar os sentimentos de ineficácia e incompetência <strong>por vezes torna-se necessário um trabalho mais prolongado de autoconhecimento e autoconsciência para ganhar uma maior autoestima e segurança pessoa</strong>l.</p>



<p>Muitas medidas passam por entidades governamentais, organizações, empresas etc.. Mas, <strong>se esperar e nada fizer por si, pela sua saúde e por aqueles que dependem ou gostam de si, nada acontecerá</strong>. E, atenção, que este “não aguentar mais” pode não o afetar diretamente, mas pode afectar alguém muito próximo de si. Já não se trata só de uma questão de bem-estar, de qualidade de vida. <strong>O que está em jogo é a sua saúde e, nalguns casos, a saúde daqueles que lhe estão próximos.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Se não eu, quem então?</em> <em>Se não agora, quando então?</em> </p><p><em>E se só para mim, quem sou eu?</em> </p><p><em>Se não sou eu que o faço, quem o fará por mim?</em></p><cite><em>Rabino Hillel</em></cite></blockquote>



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<p>O conteúdo <a href="https://simplyflow.pt/nao-aguento-mais/">Não aguento mais!</a> aparece primeiro em <a href="https://simplyflow.pt">Simply Flow by Fátima Lopes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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