5 pilares fundamentais da Medicina Anti-Aging

Marta Padilha // Janeiro 7, 2022
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Medicina Anti-Aging
Medicina Anti-Aging

Todos temos o desejo de ter saúde e sem a qual a vida não tem o mesmo significado. Mas, não nos podemos esquecer que somos o resultado das nossas atitudes, comportamentos e opções. Por isso, devemos ter uma postura ativa, assertiva e participativa perante a nossa própria vida. Os benefícios e os prazeres produzidos são, simultaneamente, imediatos e a longo prazo. Mas, como pode a Medicina Anti-Aging ajudar a obter uma melhor qualidade de vida?

A nossa maior preocupação deve ser a prevenção da doença, a promoção da saúde e, como tal, mudar hábitos e condutas no estilo de vida que são lesivos ao organismo. Assim, é fundamental intervir na alimentação, na gestão do stress, nos hábitos de sono e de exercício físico, porque há uma maior prevalência de patologias como a obesidade, diabetes, hipertensão arterial, entre outras doenças associadas aos maus hábitos da população.

Acredito que é fundamental, como tudo na vida, haver equilíbrio e não fazer disto algo castrador e penoso, porque devemos sentir-nos bem connosco, antes de mudar qualquer atitude que poderá guiar à nossa felicidade, tendo uma atitude   preventiva, mas não demasiada fundamentalista. 

5 pilares fundamentais da Medicina Anti-Aging:

O antienvelhecimento, numa abordagem da Medicina Anti-Aging, assenta em 5 pilares fundamentais que são simultaneamente as áreas de intervenção clínica.

  1. Modulação hormonal; 
  2. Suplementação não hormonal; 
  3. Exercício físico; 
  4. Nutrição funcional; 
  5. Gestão do stress. 

É da conjugação de esforços nestas áreas que se consegue promover uma melhor qualidade de vida e prevenir as doenças relacionadas com o envelhecimento.

Note-se que quando falamos de Medicina Anti-Aging estamos perante um tipo de medicina personalizada e individualizada que tem em conta cada história, caso e percurso, oferecendo resultados imediatos na qualidade de vida dos pacientes.

. Suplementação hormonal 

Dos  referidos pilares da medicina do antienvelhecimento (Medicina Anti-Aging), a modulação hormonal é encarada como tudo o que leva ao aperfeiçoamento de todo o processo hormonal, ou seja, ao melhoramento da formação, libertação, transporte, ação e metabolização hormonal.

Os sintomas da deficiência hormonal podem manifestar-se com uma frequência muito maior do que julgamos, mas, infelizmente, a maior parte das pessoas acaba por se habituar a sentir os sintomas, julgando que é da idade, stress ou outras causas, ignorando completamente que esses sinais e sintomas podem provocar danos na sua saúde física e mental.

Todas as pessoas começam a perder as suas hormonas, ao ritmo de 1 a 3% ao ano, por volta dos 30-35 anos. A partir dessa idade, o organismo passa a exigir muito mais das hormonas do que a sua capacidade de produzir. É importante entender que as hormonas não decrescem porque envelhecemos, mas envelhecemos porque as hormonas diminuem. No entanto, é crucial esclarecer que a pessoa equilibrada do ponto de vista hormonal também envelhece, mas a um ritmo controlado, o que irá permitir reduzir os danos de saúde

Quando este equilíbrio fica descompensado, seja pelo envelhecimento fisiológico ou por determinadas patologias podemos instituir a administração das hormonas em défice, nomeadamente sob a forma hormonas bioidênticas (ou seja, hormonas química e estruturalmente iguais às nossas) que podem ser administradas por via oral, vaginal, transdérmica ou ainda na forma de chip.

Sintomas da deficiência hormonal:

Os sintomas da deficiência hormonal podem ocorrer em qualquer parte do corpo, pois existem recetores hormonais em todas as células do nosso organismo. São comuns à maioria das pessoas e variam consoante o sexo. 

Nas mulheres, manifesta-se com:

  • Irritabilidade;
  • Alteração da qualidade do sono;
  • Dificuldade em perder peso;
  • Alteração  da memória;
  • Diminuição da líbido e secura vaginal, entre outros.

No sexo masculino, ocorre:

  • Dificuldade em perder peso;
  • Aumento do perímetro abdominal;
  • Diminuição da líbido;
  • Alteração da memória;
  • Irritabilidade;
  • Diminuição do número de ereções matinais, entre outros.

Note-se, no entanto, que cada pessoa é única e cada corpo é diferente e, por essa razão, o seu grau de envelhecimento é também exclusivo de cada indivíduo. Por este conjunto de razões, são necessárias, para a determinação desses mesmos défices hormonais, técnicas individuais, nas quais se incluem exames de imagem e exames laboratoriais, devendo estes serem realizados por vezes em alturas específicas (por exemplo: determinadas fases do ciclo menstrual da mulher).

. Suplementação não hormonal 

A suplementação não hormonal também deve ser individual e personalizada, uma vez que défices destes elementos provocam défices hormonais. As hormonas, para serem produzidas e para conseguirem desempenhar as suas funções, necessitam de vitaminas e minerais, sendo que o seu consumo regular deve ser supervisionado por um médico ou nutricionista.

. Exercício físico

Os benefícios da prática de atividade física para a saúde e qualidade de vida de pessoas de todas as idades estão bem documentados na literatura científica. De facto, a prática de exercício físico é fundamental para aumentar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida, sendo capaz de melhorar a circulação sanguínea, fortalecer o sistema imunitário, acelerar o metabolismo, diminuir o risco de doenças cardiovasculares e prevenir a osteoporose, entre outras.

Os principais benefícios das atividades físicas são:

  • Combater o excesso de peso;
  • Redução da tensão arterial;
  • Controlo da glicemia;
  • Fortalecimento dos ossos e articulações;
  • Aumentar a força e a resistência muscular;
  • Promover a sensação de bem-estar;
  • Fortalecer o sistema imunitário.

. Nutrição Funcional 

A nutrição funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada indivíduo e relaciona-os com a carência ou excesso dos nutrientes, corrigindo os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga no sistema imunitário.

Estas alterações do equilíbrio desencadeiam processos alérgicos tardios, os quais acabam por provocar doenças crónicas, tais como obesidade, depressão, fibromialgia, artrite reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, alteração na performance física.

Os conceitos da nutrição funcional abrangem a genética, a intervenção clínica na biologia dos sistemas e a compreensão da influência de fatores ambientais e de estilo de vida no surgimento e progressão da doença.

A nutrição clínica funcional possui cinco princípios básicos:

  • Individualidade bioquímica;
  • Tratamento centrado no paciente;
  • Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes;
  • Vitalidade positiva;
  • Inter-relações pela teia de processos bioquímicos.

. Gestão do stress

Segundo a definição do conceituado médico endocrinologista Selye, no já longínquo ano de 1956, o stress é uma reação do organismo que ocorre em consequência de situações que exigem adaptações além do seu limite. Atualmente, os estudos sobre stress abrangem não apenas as consequências no corpo e na mente humana, mas também as suas implicações para a qualidade de vida da sociedade. 

O stress pode afetar a saúde, a qualidade de vida e a sensação de bem-estar como um todo. Pode ser agudo – por exemplo: um acontecimento dramático, como uma discussão ou um acidente- ou stress crónico – quando são situações arrastadas. O impacto que tem na nossa vida depende de várias componentes, como o contexto social e económico, a predisposição genética ou o ambiente em que vivemos.

A maneira como lidamos com o stress é diferente, sendo por isso variável a sua sintomatologia. 

Os sintomas físicos são geralmente os seguintes: 

  • dores lombares;
  • dores de cabeça;
  • dores de barriga;
  • dores musculares; 
  • taquicardia; 
  • tensão arterial alta;
  • tonturas e náuseas; 
  • zumbidos e suores frios nas mãos e pés;
  • diarreia ou obstipação; 
  • sensação de cansaço, 
  • alterações do padrão do sono (excesso de sono, dificuldade em dormir).

A longa exposição ao stress pode refletir-se nas nossas ações. Os sintomas comportamentais mais frequentes são: alterações do apetite; boca seca e dificuldades em engolir; bruxismo; tiques nervosos; aumento do consumo de álcool, tabaco e drogas.

O stress crónico pode levar a problemas graves de saúde, como a depressão, ansiedade, doenças cardiovasculares (hipertensão arterial, enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral), disfunções sexuais, doenças gastrointestinais, queda e fragilidade no cabelo, doenças da pele e obesidade. 

Por isso, é crucial haver uma boa gestão do stress no dia-a-dia, na busca de uma melhoria da saúde mental e do bem-estar.

Não é possível encontrar um tratamento milagroso para o stress que seja eficaz em todas as pessoas porque cada uma possui mecanismos próprios para lidar com o fenómeno. Deste modo, é importante experimentar diferentes técnicas e estratégias.

Conclusão: 

O facto de tomarmos o envelhecimento como uma inevitabilidade não significa que não possamos agir sobre ele. Na realidade, a forma como cada um de nós escolhe viver a vida influencia, determinantemente, a degradação do nosso organismo e, assim, o ritmo de envelhecimento. Se cuidarmos mais de nós próprios, se estivermos atentos às particularidades do nosso organismo e soubermos como evitar que este adoeça, teremos, seguramente, mais hipóteses de tornar a vida mais extensa e com melhor qualidade.

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